Disclaimer: Naruto não me pertence.

Areia

Quando Hinata acordou, o sol já estava alto. Da janela, Gaara observava a vila vestindo apenas numa blusa branca fina e em uma calça marrom leve. Os lábios dele estavam crispados e seu belo rosto fechava-se em uma carranca. Ele não se movia ou aparentava estar vivo em geral; parecia uma parado de frente para a janela daquela forma. Hesitante, ela se uniu a ele de frente para a imensidão do outro lado do vidro.

A morena deixou os olhos cairem nos prédios construifos com areia e argila batida, tentava deixar sua mente aproveitar aquele momento ao lado dele. Mas como pode ela relaxar, se lá fora há um grupo de pessoas julgando-a pelos seus recentes crimes? Seria tolice sua pensar que, apenas porque se tornou a esposa do Comandante Supremo, sairia impune do genocídio que cometera. Apesar de intimidador e imponente, Gaara possui um senso de justiça invejável e ela não escaparia facilmente desse lado dele.

Hinata sentiu as lágrimas queimarem em seus olhos. Antes que pudesse evitar, um soluço abafado escapou por entre os lábios rosados. Sentiu o olhar sobre si e percebeu que não conseguiria encara-lo após matar aqueles que ele protegia. Deixou seu corpo deslizar até o chão e cravou as unhas na própria roupa. Seu rosto contorcendo-se em uma expressão de dor enquanto lágrimas marcavam seus caminhos na pele alva e soluços competiam entre si.

Tinha esperanças de que acordaria e nada passaria de um terrível sonho, mas viu que estava errada. Todo aquele pesadelo era real. Agora ela perderia Gaara e sua nova Vila e família por continuar a ser o fracasso que era conhecida por ser em Konohagakure.

- Me desculpe, Gaara..Me desculpe. Eu não; não quis fazer o que fiz. E- eu perdi o controle.

Ela abraçou as pernas e escondeu o rosto entre elas.

- Eu te decepcionei, não foi? E a-agora eles estão... Mortos. Eu... Não queria. Me perdoe, por favor. Por favor, Gaara. Por favor.

Sentiu dedos puxarem seu rosto para cima e os olhos verde agua deke encontraram os seus. Podia ver a preocupação dançar naquela imensidão esverdeada que ela aprendera a admirar. Podia ver o carinho na expressão dele e... Pofia ler a impotência gritando no silêncio dele. Era como se ele quisesse conforta-la leva-la para um lugsr distante e recomeçar ao lado dela, mas não podia.

Quis gritar ao ver o turbilhão emocional atacalo-lo como atacava a si mesma.

Ficaram em silêncio por um tempo apenas fitando um ao outro. Se durou segundos ou meia hora não saberiam responder. Mas pernaceram ali, congelados no tempo, rle seguranfo o rosto dela, ajoelhado no piso frio e ela com o rosto vermelho pelo choro abraçando a si mesma.

- Vão me mandar para o corredor da morte, não vão?

- Por quê fariam isso?

Silêncio. O coração dela apertou-de e começou a dar nós em si. A culpa a consumiu ckmo fogo. Ele realmente a faria falar a atrocidade que cometera em voz alta?

- Porque matei seu povo... Porque tirei a vida de inocentes civis. Porque perdi o controle e pus todos em risco! - sua voz saira esganiçada e quebradiça.

Gaara se aproximou e beijou o topo da testa dela.

-Isso não será necessário. Ninguém será condenado por assassinato nesse caso. Até porque só existe condenação quando há uma acusação.

Ela fitou-o confusa. Seu olhos claros redondos como luas cheias agarravam-se à figura do marido.

- Como...?

- Não houve mortes, Hinata. Ninguém morreu ontem.

Ninguém morreu ontem.

Ninguém morreu

Ontem.

Ninguém

Morreu

Ontem.

Ninguém.

Ele sorriu e ela deixou o assombro corroer-lhe as belas feições.

- Mas eu vi! Eu, eu vi. - pronunciou a segunda parte com certa dúvida.

- Kankuro passou por aqui algumas horas atrás. Houve uma reunião de emergência com o Conselho durante essa madrugada. - ele suspirou baixinho e bagunçou o próprio cabelo. - Ele me disse que, após analisarem toda a confusão e organizarem o caos para formar um laudo final sobre o acidente, chegaram à conclusão que, apesar do fato daquelas pessoas realmente terem ficado inconscientes e que algumas chegaram a um ponto em que quase não dava para perceber o pulso...

- Gaara?

- Não sei como dizer isso. - ele bufou. - Aquelas pessoas acordaram horas depois. Algumas mais tarde, outras mais cedo. Variou conforme a distância que se encontravam de você, segundo os dados que conseguiram. Quando eles voltaram à consciência... Hinata, algo extraordinário aconteceu. Eu... Não sei por onde começar.

Hinata o olhou para o marido com descrença. Ele não podia mentir para ela e tentar protegê - la da punição que merecia. Ela sabia que uma onda de energia como aquela deveria incinerar as pessoas e era sorte não assistilos queimarem vivos. De qualquer forma, ela desconhecia qualquer resultado além da morte para casos como aquele. Não havei feito extraordinário algum em matar pessoas.

- É i-impossível s- sobreviverem. - estatou duvidosa deixando um " Não é? " implícito.

- Você nunca testou seus poderes além da velha tática de sugar energia negativa e destruí-la, certo?

Ela apenas afirmou com um murmúrio baixo e hesitante. As lágrimas começavam a secar e ela não sabia quando havia parado de chorar. Ela viu-o massagear a ponte do nariz e se aproximar. O ruivo depositou um cálido beijo em sua testa e segurou o rosto pequeno e ovalado em suas firmes mãos.

- Daisuke, o soldado em que confiei sua segurança, dofria de uma doença degenerativa. Estimava-se que, até o início do próximo ano ele entraria no estado terminal e morreria.

Ela prendeu a respiração. O rosto do belo jovem brilhou em sua mente. A pausa de Gaara deixando a moça ainda mais apreensiva. Os detalhes dos olhos dele fixos nela antes do homem grande ceder ao peso da dor queimando suas retinas como o ferro que marca gado.

- Apesar da perda de sangue, não há mais nenhum outro problema de saúde nele. A doença se foi; simplesmente se foi.

A doença se foi. A doença se foi. A doença se foi. A doença se foi.

A doença se foi.

A doença se foi.

Ela recuou no chão com a notícia. A frase parecia errada. Destoava de tudo que ela acreditara durante toda sua vida. Seus olhos arregalados vasculharam o rosto do marido em busca de sinais de mentira e ela não sabia como reagir ao não encontrar nenhum.

- O que? - a voz lhe escapou fina e esganiçada. Apenas um fiapo de voz.


Weeee terminei. Ando demorando muito, mas minha ausência é justificada.

Uchiha Himitsu, sabe, to tomando gosto pelas suas reviews. Se você sumir vou ter um treco. E respira e segue procurando que fanfuc ruim tem a rodo, mas tem umas que são pra salvar a nação. Tem uma Sasuhina que li anos atrás que me fez me render à descrição oriental e jogos de poder no enredo. Tem duas GaaHina em inglês que me fizeram me apaixonar, uma delas está incompleta e nela o Gaara é um demônio e a Hinata uma gênia e na outra a Hina para na mão após ser traficada como escrava numa guerra entre Suna e Konohagakure. São muito perfeitas! Tem várias, mas tem que procurar exaustivamente. Mas fico feliz em saber que salvei suas esperanças pelo casal GaaHina. Obrigada pela review e até!

BarbaraGava, eu tenho uma ligeira tara pelas fanfics que retratam a Kyuubi ou o Shukaku de modo mais humano. Fica mais legal. As provas de amor só estão no início, segura esse coração! Hehe, você é cultura mesmo! Eu também falo muita oalavra chula e palavrão, tem um estudo que diz que pessoas como nós são mais honestas, mais sinceras e espontâneas. Ah!, eu sou uma virginiana virgem, ou seja, sou virgem duas vezes hahahahaha adoro contar isso, oor mais infantil que pareça, o rosto das pessoas quando conto não tem preço. Ja to desistindo do meu celular, ele não tem mais salvação. E não, não cansam de dar prova. Semana passada eu tava em semana de prova, sexta que vem e segunda tenho prova de novo e no final do mês tenho uma segunda batrtia de provas de 16 matérias diferentes. E no final de novembro tem as provas de recuperaçao começando na penúltima semana e seguindo até a última, pra na segunda semana de dezembro ter mais provas, as recuperações finais. Sofrido, eu sei. Beijos e até