Disclaimer: Naruto não me pertence.
Areia
Matsuri olhou ao redor e franziu a testa. Dois dias atrás havia chegado à Amegakure no Sato e agora se preparava para sair daquela região instável. Seria estúpida se morresse numa guerra civil logo após escapar com o mínimo de sorte de ser executada em sua terra natal. De certa forma, por mais que quisesse odiar seu amor de infância, sentia-se grata por ele sentenciar exílio ao invés de execução e as vezes, durante a alta madrugada, se perguntava se ele sentia algo por ela que tentava esconder a todo custo.
Talvez ainda houvesse um lugar para si no coração do poderoso ruivo?
Suspirou. Sua mala estava organizada e os alimentos que comprara no dia anterior estavam bem embalados e estocados. Terminou de arrumar o quarto minúsculo e decadente que conseguira num hotel de beira de estrada e sentou-se. Odiava ter que ficar ali.
Amegakure era fria por causa da chuva constante e os edifícios grandes e ligados por dutos tornavam um lugar cinza e escuro. A fumaça que permeava as ruas também não contribuía muito para Matsuri gostar do lugar. Se você desse dois passos para a esquerda a fumaça que inalaria era por causa do extenso parque industrial que havia naquela cidade-estado, mas se seus passos fossem para a direita o que inalaria podia ser mais um dos venenos que tanto os rebeldes como o governo soltavam para poderem exterminar seus inimigos.
Era um lugar excessivamente hostil até para alguém que cresceu entre os militares numa cidade presa no deserto.
Perdida em pensamentos quase não ouviu as batidas na porta torta. Pôs a mão na maçaneta já com uma adaga na mão pronta para lutar se fosse preciso. Sabia que era perigoso morar sozinha num lugar estranho assolado pela guerra, porém não tinha outra escolha. O medo de ser violada nessa terra estranha a assolava. Não permitiria que nenhum homem a tocasse. Não permitiria que a estuprassem por um mero deslize.
- Matsuri? De Sunagakure? Pode abrir a porta? Sabemos que está aí.
Ela estreitou o olhar e se colocou do outro lado da porta. ''Será que mudaram de ideia sobre a execução?'', perguntou-se ela.
- H-hai?
- Viemos lhe fazer uma bela proposta. Será que pode ouvi-la?
Ainda desconfiada abriu a porta e deixou-os entrar. Seus olhos desconfiados estudaram a postura daqueles homens com cuidado, procurando qualquer denúncia de hostilidade neles. Eram quatro no total. Um deles era mais esguio e tinha a postura de um nobre, seus cabelos negros faltando reluzir impecáveis naquela cidade imunda. Em uma meia lua posta atrás do homem aparentemente nobre, estavam os outros três homens. À esquerda um mouro de estatura mediana e olhos negros como carvão a encarava por entre os fios de cabelo rebelde que lhe caiam na face. À direita um loiro de olhos azuis, baixinho e ligeiramente roliço sorria levemente com um olhar astuto. Logo atrás um negro alto, de ombros largos, careca e com uma cicatriz que descia do topo da cabeça, passava pela orelha esquerda e descia horrenda rumo as costa denunciando que havia sido vítima de um ataque com napalm. Era também cego de um olho e pela ausência total de som sendo emitido por parte dele a ex-soldado de Suna se perguntou se também era mudo-surdo.
- Um passarinho verde veio até mim contar coisas... Entretanto, tive que vir pessoalmente com alguns dos meus homens para confirma-las.
- Sobre?
- Sobre uma garotinha que perdeu seu posto privilegiado ao lado do Kazekage por causa da esposa estúpida dele. Sobre uma garotinha que jurou vingar-se da mulher que destruiu sua vida, da mulher que pode ser a gota d'água esperando para cair na hora errada e iniciar uma guerra. Temos um plano que envolve eliminar essa certa Hyuuga e queremos saber o que pensas dele.
Matsuri sorriu.
- Sou toda ouvidos.
O homem com aparência nobre sorriu amplamente para ela.
Gaara a cordou de supetão. Buscou aflito Hinata na cama e percebeu que havia adormecido, o que significava que o Ichibi devia ter tomado conta de seu corpo por algumas horas. Começou a entrar em pânico por não conseguir achar um corpo ao lado do seu na cama enquanto tateava, mas sentia os grãos de areia nos lençóis lhe arranharem os dedos.
Seu medo diminuiu quando ouviu um grunhido próximo a si e se virou para a origem do som.
Hinata dormia serenamente encolhida como um feto entre os lençóis e cobertores mais grossos. Seu rosto estava enterrado no travesseiro e a maior parte do cabelo lhe cobria a face e os seios.
Abraçou-a e respirou fundo. Sonhara com ela sendo arrancada de seus braços de modo bruto e não gostara nem um pouco da sensação ruim que o assolava. Começou a acalmar-se ouvindo as batidas lentas e constantes do coração dela. Apertou-a com mais força que o usual contra si e ouviu um suspiro rápido que sinalizava que ela havia sorrido em seu sono. Sorriu minimamente com o som e viu os olhos dela se abrirem um pouco meio sonolentos para fita-lo antes de novamente dormir banhada pelo luar que espiava por entre as cortinas.
Ele não sabia quanto tempo havia se passado desde que a abraçou, mas não conseguia dormir de forma alguma. Aquela sensação ruim lhe comia as entranhas. Deixou a ponta dos dedos vagarem pelo braços dela deixando trilhas fantasmas pelo caminho. Pouco depois ela acordou com a carícia e os primeiros raios da manhã invadindo o quarto. Ele se aconchegou contra ela e deixou a mão vagar para dentro dos cobertores e junto ao corpo dela.
Hinata sorriu para ele de forma meio sonolenta e divertida.
- Nunca fizemos isso pela manhã. – comentou virando-se para encara-lo, a voz ainda rouca do sono.
Ele sorriu um pouco travesso em resposta, mas seus olhos mostravam uma emoção que ela não conseguiu reconhecer no momento.
- Há uma primeira vez para tudo. - respondeu e começou a deslizar a barra da camisola em direção aos ombros dela. Queria livrar-se daquela peça.
As roupas foram retiradas da mesma calmaria de sempre, mas ele percebia certa urgência nos toques dele. As mãos grandes do ruivo estavam mais firmes e apertavam com um pouco mais de agressividade, parando sempre um ponto antes de feri-la. O corpo dele a envolvia de modo mais possessivo e primitivo, como se estivesse a um passo de perder o controle sobre seus instintos. Dessa vez algo o devorava e tornava mais bruto.
Em algum ponto ele já não sabia onde ele terminava e... Onde o Shukaku começava.
Porém por todo o tempo Hinata apenas aceitou a mudança e lhe sorriu quando percebia que ele iria tentar se afastar. Um gesto ou outro nada usual a fazia gargalhar e aperta-lo mais contra si, tentando senti-lo com maior intensidade. Tentando gravar cada toque; cada gesto em sua memória, afinal ela também sentia que algo estava fora do lugar; que algo estava errado.
Não era como se aquilo não fosse fazer amor; não, ele não estava fodendo-a como alguns anunciam por aí. Ele apenas estava deixando seus instintos gritarem quando antes o medo de feri-la era quem se impunha. Sentia que devia fazer como se essa fosse a ultima vez que se fundiria com ela; sentia que devia gravar cada pedacinho dela para todo sempre... Como se fosse a ultima vez.
E talvez o fosse. Talvez não houvessem oportunidades futuras de urrar ao se enterrar nela a beira de perder o controle do demônio que o habitava por causa do prazer que ela lhe proporcionava. Talvez não houvessem novas oportunidades de aperta-la contra si enquanto sussurrava que ela lhe pertencia, fazendo-a corar e soltar sons baixinhos, quase inaudíveis, porém com uma sofreguidão que ele adorava. Talvez fosse a ultima vez que a veria jogar a cabeça para trás com um grito mudo tentando escapar e o nome dele sendo sussurrado em uma voz rouca e inegavelmente feminina sempre que os olhos cerrados se abriam ligeiramente para fita-lo enquanto descargas de prazer corriam de seu ventre para o resto do corpo. Talvez fosse a ultima vez que a fitaria enquanto ela o encarava de volta com olhos semicerrados e um sorriso satisfeito nos lábios rubros pelo abuso recente que receberam apenas para dizer um 'eu te amo' sonolento antes de adormecer.
Postei! Depois do 3g para de funcionar três vez na hora de salvar e jogar meu esforço no lixo, aqui está.
Uchiha Himmitsu,quer um saquinho de papel pra ajudar a respirar? ;D Um filme não rola, mas eu quero transformar todas as minhas fics grandes em livros depois, só preciso de um emprego, mais de 10000 reais e uma editora. O baby tem que ser de outro cara que é pro gran finale do passado rolar. Sorry. Eu perdi minha lista de fics, mas prometo fazer outra, ok? Beijos e até!
BrabaraGava, ''mistério muito misteriooooo, aqui tem muito mistério!'', Os Backyardigans. Sim, citei Os Backyardigans porque eles são legais e combina com a resposta. O baby é do líder Hyuuga, não do Shukaku. O Shukaku não ousou por uma mão sequer na anja. Nem beijar beijaram. Nomes aparecerão no futuro em algum capítulo que não ! O shikahina miou, não consigo escrever comédia, só drama. Para os planos de outra fic qe tenho na gaveta, uma ao estilo de A menina que tinha a morte como companhia, Madahina ou Kakahina? Qual acha melhor? Beijos e inté.
