Disclaimer: Naruto não me pertence.

Capítulo 23

Areia

Ela estava se sentindo nervosa. Havia algo no ar que não permitia que relaxasse um segundo sequer. Seus músculos estavam todos tensos e seus pelos, eriçados. A cada passo que Gaara dava, ela também dava um a fim de acompanha-lo. Há mais ou menos duas semanas eles não conseguiam se separar; não conseguiam perder um ao outro de vista. Ele se recusava a permitir que ela ficasse sozinha e rosnava quando alguém se aproximava muito dela, mesmo se fosse apenas uma criança.

Ele nunca teve uma postura tão superprotetora como nas últimas semanas.

Ele nunca esteve tão atento para cada movimento ao seu redor como nas últimas semanas.

Ela suspirou e olhou ao redor. As sobrancelhas franzidas e os lábios apertados denunciando sua intranquilidade. Nesse momento ela estava sentada ao lado dele analisando algumas papeladas e separando por ordem de urgência o que ele devia assinar. Os olhos de Gaara, entretanto, estavam focados nos soldados treinando e as vezes ele bradava que determinado soldado tivesse ataques mais assertivos ou que o outro concertasse a postura. Havia criando uma nova divisão dentro do exército na qual escolhera os soldados a mão e queria fortalece-los todos os dias. Falhas não eram permitidas.

Foi quando tudo aconteceu.

O som era seco, mas alto o suficiente para fazer todos os soldados pararem o treino e se concentrarem na origem do som. Gaara se ergueu e começou a ouvir atentamente junto aos seus homens. Hinata estremeceu e reconheceu os próximos sons

(como os anúncios de uma guerra. A guerra está se esgueirando nessa cidade, você consegue sentir isso, Hinata?)

como os sons de inúmeras explosões cortando a monotonia de mais um dia quente em Suna.

Não foram necessárias muitas ordens, os soldados já sabiam de antemão qual protocolo seguir e imediatamente se armaram e se organizaram em batalhões. Estavam prontos para defender seus lares. Estavam prontos para morrer por sua nação. Gritos de guerra ecoaram

(temo uma futura invasão. Temo que tudo saia dos eixos...)

nas paredes que começaram a exibir novas rachaduras a cada novo estrondo. Homens e mulheres começaram a se mobilizar do modo que foram treinados exaustivamente para fazer.

Mais um estrondo. Hinata caiu no chão. Outro estrondo. Se jogou para frente e começou a correr vendo as costas do marido a poucos passos de distância. Seus olhos claros se recusavam a deixar a silhueta dele se movendo porque

(pedi que uma aliança militar fosse erguida entre as Cinco Grandes Nações. – suspiro. - Mas apenas Konohagakure aceitou se aliar a Suna.)

sentia que se o perdesse de vista seria seu fim.

A sirenes nas ruas gritavam em um som alto e agudo além de brilharem vermelhas como faróis no meio da fumaça cinzenta. Sinos enormes localizados em pontos estratégicos badalavam sem parar e ecoavam sem dar tempo para quem quer que os controlasse descansasse. O som de metal se chocando contra metal, de tiros e explosões estava por todos os lados. Haviam gritos nascendo e morrendo ao ritmo caótico da destruição.

- Hinata! - Gaara chamou sem parar de correr e se virou para fita-la. - Você sabe o que fazer.

- Gaara... Eu ainda não estou pronta.

- Sim, você está. Agora mais do que nunca sabe que está pronta. Sabe que não posso te levar pra linha de frente e sabe que pode fazer isso sozinha.

- Não me sinto pronta... – declarou angustiada.

- Mas está.

- Como pode ter tanta certeza?

- Sinto isso. Sinto que agora é a hora perfeita pra você mostrar o que pode fazer. Sinto que esse momento é tão necessário quanto o ar que respiramos.

Ela desviou o olhar.

Ele parou de correr e a fez parar também. Abraçou-a como se aquela fosse a última vez (e algo em si gritava que o era) e a beijara com pressa e força. Separam-se e entreolharam-se.

- Eu te amo. – as palavras caíram dos lábios dele de forma suave. Puxou os véus que a cobriam e fitou a esposa uma última vez antes de virar-se. – Te encontro quando a batalha estiver sobre controle.

- Gaara...

Ele virou apenas o rosto e a fitou. Seu peito doía e cada fibra de si ordenava que a levasse consigo, mas ele sabia melhor do que a pôr em risco na vanguarda.

- Hn?

- Eu... Te amo. Por favor não morra, por favor.

Ele sorriu de leve e estendeu uma mão para acariciar a face dela. Observou-a cerrar os olhos e inclinar-se na direção do toque.

- O mesmo vale pra você. Prometa-me que não vai morrer. Mantenha-se viva e eu vou busca-la onde for que você esteja. Prometa.

- Eu prometo não morrer, e você?

- Eu prometo.

E com isso ele se foi. Hinata observou o marido sumir na fumaça e se unir aos seus homens. Estavam se movendo em direção à Muralha. Suspirou e viu que alguns homens se aproximavam. Pôs-se a correr na direção contraria até chegar em uma praça. Viu alguns dos soldados do novo batalhão a seguirem e destruírem todos os inimigos que encontravam pelo caminho. Viu os que estava à frente de si começarem a se posicionar formando uma semicircunferência com ela no centro. Todos estavam de costas para si.

Parou no centro de uma praça e deixou que os homens que a perseguiam a alcançassem. Ficou parada de costas para eles esperando que se aproximassem cada vez mais. Fechou os olhos e ativou o Byakugan. Conseguia diferencia-los pela cor de suas almas. Conseguia também as ouvir vozes – sussurros e gritos – dos parasitas que se alimentavam de cada pessoa num enorme diâmetro.

- Olha que alma pura... Acho que é uma criança... – uma delas murmurou.

- Vou devora-la. Devora-la. Devora-la. Devora-la. Devora-la. – outra cantarolou.

- Sangueee. Sangueeeee. Mate-os, humano. Mate aquele garoto e aquela mulher e aquele bebê nos braços dela e ...

- Você não gosta daquele ali, não é? Ele matou seu aliados. Mate-o também. Vingue seus parceiros.

- Tantas almas! Tantas! Tantas! Quero aquela ali. Ah! E aquela também. O que é aquilo? Uma menininha perdida e morrendo nos escombros? Acho que ela é meu próximo alimento.

- São tão deliciosas! Tantas almas frescas, amedrontadas e suculentas...

Hinata tentou bloquear aqueles sons que nenhum outro escutava e deixou seu corpo se mover. Num movimento fluido se livrou de todos os seus véus. Seus dedos roçaram a tira de couro que segurava a túnica no lugar e a puxaram. Sentiu o tecido leve e macio da túnica escorrer por seus ombros rumo à areia. Sua pele pálida e branca agora estava coberta apenas por um short curto vermelho e uma blusa regata na cor do elemento que inunda os desertos com um enorme brasão das Forças Armadas de Sunagakure no Sato.

Deu uma olhada ao seu redor e percebeu que seu esquadrão estava posicionado da forma que o Sabaku ruivo ordenara. Era uma circunferência com ela no centro. Nenhum deles estava virado para ela. Todos mantinhas suas armas em punho e alguns atiradores de elite se aproveitavam dos tetos dos prédios para executarem os inimigos que avistavam antes de se aproximarem dos soldados de luta de media ou curta distância. Percebeu que tudo estava indo como o planejado e tentou se acalmar. Respirou fundo e esperou.

Quando a primeira mão a tocou, Hinata deixou-se pegar fogo.


Há! Mais um.

BarbaraGava, hehehehehe isso que é vicio minha byakugan. Mas misterio bom é o que te faz parir um filho! Acho que quando eu engravidar, vou marcar o dia que quero que o bebê nasça pra sair com o melhor signo, ascendente e etc, e ler Stephen King nesse dia. De preferencia O Iluminado, que é pro menino sair rápido. Os dois tem que parar com essa mania de se meterem nos caminhos errados. Eles arrumam muita confusão sem quererem. Não tenho dom pra hentai bem explícito. Quer dizer, eu tinha, mas minha mãe descobriu e eu só tinha quinze anos e aí, já sabe né? Minha mãe me proibiu de escrever por muito tempo. Tive até que mudar meu nome de perfil pra ela não me achar mais! MORTE A MATSURI! Relaxa, a hora dela ainda há de chegar. Shukaku é muito fofo! Você tem que agradecer a escritora de Irmandade da Adaga Negra, que li quando tinha quatorze anos - até o 7 livro só, o resto nunca li- por escrever sobre um personagem chamado Rhage. A semelhança do comportamento do Shukaku e do demo do personagem não é mera coincidência. Em A menina que tinha a morte como companhia ( eu devia ter pensado num nome menor!) ela sofre de Distúrbio de Múltiplas Personalidades, algo no estilo de As Três Faces de Eva, mas nessa fic que quero fazer, ela só é uma psicopata mesmo. Acho que vou pegar o Kakashi pra ser o par dela, porque ele aparece logo no primeiro capítulo. Vamos escrever uma Hinaharem! Nunca tentei isso e vou precisar ler as de outras pessoas pra escrever a parte mais dramática, tu cuidando das partes engraçadas e eu da choradeira fica mais equilibrado. Uh! Eu achei aquele Tonehina que você falou! Fiquei lendo apaixonadamente. Vou caçar essa autora. Qualquer um que shippe a Hina com o Sasori merece respeito imediato ( ele é um pedaço de mal caminho bom demais pra Haruno!) ´0´ Se for boa, pode fazer propaganda mesmo! Até!

Uchiha Himitsu, sabia que eu tenho ( tinha?) um colega de classe que foi jogar basquete na França? Ele decidiu uma final com o ultimo arremesso nos últimos dois segundos de jogo. Enfim, isso foi só um dado irrelevante com alguma ligação. Moça, sua lista ta dificil. Tenho que rastrear tudo. Faz o seguinte, enquanto eu não reuno tudo de novo, entra no meu perfil e le as fics que eu favoritei. Se recebeu meu favorito é porque é de babar! Shukaku chegou tarde demais na fila do pão, teve que esperar até o outro dia ( Hinata e Gaara nascer) pra poder disputar pelo pão de sal de novo. Tu supera, ta tranqs. Ficou fofo né? O Gaara e a Hina são muito fofinhos juntos! Matsuri é doida, da um tiro de fuzil nela que acaba. Porque você não me deixa mata-la? É tão legal! O Uchiha é meu filho em formato de fic. Ficou muito muito muito boa na minha opinião. Matar a Hinata dá um climax, um quê a mais no enredo. Gaara é o ruivo dos ruivos! Beijos!