Personagens de Stephenie Meyer, história de Tessa Dare.


CAPÍTULO DOIS

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"Não tenho dúvida que sua intenção é boa, mas suas boas intenções funcionam como granadas de artilharia."

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Ele não dormiu aquela noite...

Depois que Isabella Swan saiu debaixo de chuva, nem mesmo um libertino dissoluto e desalmado como Edward conseguiria simplesmente continuar de onde havia parado. Ele tirou a viúva de sua cama, fez com que se vestisse, e a acompanhou até a vila. Depois de se certificar que Isabella havia chegado em segurança à sua casa – o que fez ao ver as botas enlameadas ao lado da porta dos fundos da pensão –, Edward voltou para seus aposentos no castelo e abriu uma nova garrafa de vinho. Mas não conseguiu pregar os olhos. Ele nunca conseguia. Não à noite, não sozinho.

Deus, ele odiava o campo. Todo o sol e o ar marinho de Sussex não compensava as noites escuras e silenciosas. Edward estava disposto a dar seu mamilo esquerdo – as bolas eram inegociáveis – por uma noite decente de sono. Desde que Victoria Hastings foi embora da vila, o melhor que ele conseguiu foi cochilar algumas horas no início da manhã. Durante a maior parte do inverno, ele bebia até atingir um estupor noturno. Mas seu corpo, já exausto pela falta de descanso, começava a se ressentir do volume de bebida que ele ingeria. Se não tomasse cuidado, Edward iria se tornar um alcoólatra. Ele era muito novo para isso, droga.

Então ele finalmente cedeu e aceitou o convite explícito que a Sra. Tânya Denali lhe fazia há algum tempo, com seus sorrisos e quadris salientes. Ele resistiu à jovem viúva durante meses por não querer se envolver com uma moradora da vila. Mas ele iria embora em questão de dias. Por que não tornar suportáveis suas últimas noites? Isso não magoaria ninguém. Ninguém mesmo.

Em sua cabeça, ele viu Isabella Swan. Aquela única lágrima escorrendo por sua face. Que mal, Edward. Muito mal. Ele deveria tê-la mandado embora imediatamente. Ele não tinha nenhuma intenção de casar com Rosalie Swan, nunca teve. Mas Isabella estava molhada e com frio, necessitando de algum tempo perto do fogo. E ele achou perversamente divertido provocá-la com todos aqueles argumentos até chegar à conclusão ilógica, passional. De todos os planos malucos para se casar... uma fuga falsa para ganhar um prêmio de geologia? Ela não ganharia pontos em elegância. Mas Edward tinha que admitir; aquele tipo de garota não batia à sua porta todas as noites. O pior de tudo era que, a conversa sedutora que Edward teve com Isabella... não era totalmente mentirosa.

Ela não era desprovida de um encanto muito particular. O cabelo escuro, quando solto e derramado em ondas que chegavam a seu quadril, eram extremamente sedutores. E sua boca realmente fascinava Edward. Para uma intelectual de língua afiada, ela tinha os lábios mais suculentos e sensuais que ele já tinha visto. Lábios copiados da Afrodite, de algum mestre renascentista. Vermelho escuro nos cantos e um tom mais claro no centro, como se fossem duas fatias de uma ameixa madura. Às vezes ela prendia o lábio inferior entre os dentes e o mordia levemente, como se saboreasse uma doçura escondida. Era de admirar, então, que durante vários minutos ele conseguiu esquecer que Tânya Denali estava em sua cama?

Isabella pagou o preço do descuido de Edward. Era por isso que ele precisava voltar para Londres. Lá, a devassidão de sempre o mantinha longe desse tipo de problema. Ele e os amigos iam de uma casa noturna para outra como um bando de animais selvagens. E quando ele se cansava da folia, não tinha dificuldade para encontrar uma mulher vivida, desejosa de se deitar com ele. Edward lhes dava um prazer físico incomparável, e elas lhe ofereciam a tão necessária paz... todo mundo ia embora satisfeito. Naquela noite ele deixou duas mulheres profundamente insatisfeitas. E ficou acordado com aquele maldito e velho conhecido: o arrependimento.

Pelo menos seus dias estavam contados. Jasper devia chegar ao castelo no dia seguinte. A razão declarada era que ele viria inspecionar sua milícia após uma ausência de vários meses. Contudo, Edward sabia, pela correspondência com o primo, que ele tinha outros negócios em mente. Após longos meses, Edward seria libertado. Adeus, aposentos frios de pedra. Adeus, angustiantes noites no campo. Em questão de dias ele partiria.

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- Como assim, vou ficar aqui? - Edward encarou o primo, sentindo como se ele tivesse acertado um soco em seu estômago. - Não estou entendendo.

- Vou explicar. - Jasper gesticulou pacientemente. - Essa é uma coisa normal, no que diz respeito aos aniversários, entende? É espantoso, mas eles chegam todos os anos no mesmo dia. E ainda faltam dois meses para o seu. Até lá, sou o administrador da sua fortuna. Eu controlo cada centavo que você possui, e você vai ficar bem aqui.

Edward balançou a cabeça.

- Isso não faz sentido. Ele se rendeu. Você acabou de anunciar isso para a vila toda. A guerra acabou.

Os dois estavam em frente ao Touro e Flor, a única taverna de Spindle Cove. Após supervisionar o exercício da milícia à tarde, Jasper convidou todos os voluntários para tomar cerveja. Então ele anunciou as notícias mais recentes da França, que certamente estariam nas primeiras páginas de todos os jornais da Inglaterra na manhã seguinte. Napoleão Bonaparte havia renunciado ao trono, e agora era mera questão de tratados serem assinados. A vitória era dos aliados. O júbilo de todos fez a estrutura de madeira da taverna balançar. As crianças correram para badalar o sino da igreja de Santa Úrsula. A primeira cerveja virou duas, depois três. Conforme a tarde se dissolvia no crepúsculo, esposas e namoradas começaram a vir pelas vielas, trazendo consigo pratos de comida.

Alguém levou um violino. Não demorou para a dança começar. Toda Spindle Cove – toda Inglaterra – tinha motivos para celebrar.

Edward também deveria estar comemorando. Em vez disso, ele se sentia morto por dentro. Era uma sensação absolutamente conhecida.

- Jasper, você precisava de mim para supervisionar a milícia na sua ausência, e eu cumpri esse dever. A um custo alto para minha sanidade. Mas se a guerra acabou, isso não é mais necessário.

- Necessária ou não, a milícia permanecerá formada até que a Coroa decida o contrário. Não posso simplesmente dispensá-la porque estou com vontade.

- Então que Emmett fique no comando.

- E Emmett, onde está, afinal? - Jasper passou os olhos pelo local à procura de seu cabo.

Edward gesticulou vagamente.

- Saiu para fazer o de sempre... Deve estar se barbeando com uma foice cega. Ou talvez limpando enguias com as mãos nuas. Na verdade, ele gosta deste lugar.

- Ah. Mas você precisa deste lugar.

Edward esfregou o rosto com as duas mãos. Ele sabia que a intenção de Jasper era boa. Seu primo realmente acreditava que manter Edward sem dinheiro no campo, em Sussex, para comandar a milícia local, era sua melhor oportunidade para redimir uma existência dissoluta. O que Jasper não entendia era que existiam tipos diferentes de homens. Disciplina militar e a vida no campo podiam ter domado os demônios de Jasper, mas apenas alimentavam os de Edward. Não havia como explicar isso em palavras que Jasper pudesse entender. E o que Edward deveria dizer, afinal? Muito obrigado por se importar comigo, mas eu preferiria que você não se importasse? Jasper era o que lhe restava de sua família. Ao longo do último ano eles desenvolveram um relacionamento tênue baseado em afeto fraternal, e Edward não queria estragar isso.

- Edward... - disse Jasper. - Se você quer tanto sair de Spindle Cove sabe quais são suas opções. Minha curadoria termina quando você se casar. A mulher certa pode fazer bem a você.

Edward gemeu silenciosamente. Ele havia testemunhado várias vezes aquele fenômeno acontecer com seus amigos. Eles se casavam. Ficavam felizes, saciados e gratos, pois passavam a contar com uma fonte estável de sexo. E então eles começavam a se vangloriar, como se tivessem inventado a instituição do matrimônio e ganhassem uma recompensa por cada solteiro que conseguissem converter.

- Jasper, estou feliz por você estar contente com Alice e o bebê a caminho. Mas isso não significa que o casamento me fará bem. Na verdade, acho que faria muito mal à mulher com quem eu me casasse. - Ele bateu com o punho na parede da taverna. - Escute, eu preciso ir para Londres. Fiz uma promessa para Jared.

- O que, exatamente, você prometeu ao menino? - Jasper olhou pela janela, procurando o garoto de quinze anos entre os milicianos reunidos.

- Eu perdi uma aposta para ele, entende. E nós apostamos um par de sapatos. Eu lhe entregaria os meus Hobys, mas não servem para o pé dele. Então eu disse que o levaria até Londres para comprarmos um par sob medida. E então pensei que poderíamos visitar algumas escolas, para resolvermos isso antes que o semestre comece, no outono.

- Eu já arrumei uma escola para o Jared aqui em Sussex. Escola Flintridge para Meninos.

- Flintridge? E quanto a Eton? Nós dissemos para a mãe dele que lhe daríamos o melhor.

- A família Bright tem uma loja, e você quer mandá-lo para Eton? Você sabe que ele se sentiria deslocado. - Jasper rebateu.

Edward sabia tudo sobre se sentir deslocado em Eton. Ele foi para lá com oito anos, após uma tragédia, recém-órfão, ainda sofrendo com a perda dos pais. Na época, ele era pequeno para sua idade. Ele seria um alvo perfeito mesmo sem os pesadelos e estes serviram de munição para o arsenal dos valentões. Ele ainda podia ouvi-los, cantando em falsete: "Mãe!", guinchavam eles pelos corredores. "Mãe, acorde!" O primeiro ano foi uma tortura. Mas no final ele se saiu bem.

- Eu sei que não vai ser fácil para ele se encaixar. Mas eu posso ensinar a Jared como se defender. Ele precisa ver um pouco mais do mundo, perder esse deslumbramento caipira. Ele precisa de um tutor, para não ficar para trás nos estudos. E se eu comprar um belo par de Hobys para ele, e inscrevê-lo no clube de boxe, Jared poderá impressionar os garotos deslumbrados e arrebentar com os valentões.

Edward olhou pela janela da Touro e Flor, Jared Bright estava encostado na parede, apoiado em seu irmão gêmeo. Dos cabelos negros aos braços finos e ao sorriso maroto, os gêmeos Bright eram idênticos. Pelo menos costumavam ser, até o verão passado, quando uma explosão de artilharia levou o pé esquerdo de Jared.

- Foi um acidente. - disse Jasper, lendo seus pensamentos.

- Um que eu poderia ter evitado.

- Eu também poderia tê-lo evitado.

Edward bateu com o dedo na janela.

- Olhe para ele. Está curado, mas agitado. O tempo está esquentando. Ele vê o resto dos jovens de sua idade jogando críquete, trabalhando nos campos, indo atrás das garotas... Ele está se dando conta, pela primeira vez, do que isso significa. O que isso vai significar, pelo resto da sua vida. Eu sei que você deve compreender.

Jasper levou um tiro no joelho, fazia mais de um ano, enquanto combatia na Espanha. Ele conseguiu salvar a perna, mas mancava e o ferimento encerrou sua carreira como comandante de campo. Alguém poderia pensar que sua identificação com a tragédia do garoto pudesse amolecer sua resistência à ideia de Edward. Esse alguém estaria errado... A expressão de Jasper era tão mole quanto granito.

- Edward, você não deveria fazer essas promessas ao garoto. Você sempre faz isso. Não tenho dúvida que sua intenção é boa, mas suas boas intenções funcionam como granadas de artilharia. Toda vez que você abre essa sua bocarra, os inocentes ao seu redor são feridos.

Edward estremeceu ao pensar em Isabella Swan na noite anterior, com aquela lágrima solitária escorrendo por seu rosto.

- É exatamente por isso que não posso liberar nenhuma verba para você. - continuou Jasper. - Você inventa uma historinha bonita de como vai passar lindos dias como mentor de Jared, mas à noite eu sei que você irá procurar as casas noturnas e os inferninhos.

- Droga, é da minha conta como eu passo as minhas noites. Não consigo permanecer neste lugar, Jasper. Você não faz ideia.

- Ah, eu faço! Eu faço uma boa ideia. - Jasperse aproximou do primo e baixou a voz. - Eu comandei regimentos em batalha. Você acha que eu não sei o que acontece com um homem que assiste a derramamento de sangue e carnificina? Os pesadelos, a inquietação. A bebida... A sombra que paira sobre a pessoa durante anos, até mesmo décadas. Conheci muitos soldados com trauma de guerra.

Enquanto absorvia o significado das palavras do primo, o pulso de Edward acelerou. Naturalmente Jasper sabia do acidente. Quase todo mundo de seu círculo social sabia. Mas os outros tinham sensibilidade para compreender que Edward não tocava no assunto. Nunca.

- Eu não sou um de seus soldados com trauma de guerra. - disse ele.

- Não. Você é minha família. Não consegue entender? Quero ver você superar isso.

- Superar? - Edward riu com amargura. - Nossa, como eu ainda não pensei nisso? Vou simplesmente superar isso. Que maldita ideia brilhante. Também tenho uma ideia para você, Jasper. Endireite-se e pare de mancar. E Jared... ora, Jared pode fazer crescer um pé novo.

Jasper suspirou pesadamente.

- Não vou fingir que sei exatamente do que você precisa, mas eu sei que você não irá encontrar isso nos salões de jogos nem nas casas de ópera. Esses próximos meses são minha última chance para dar um jeito em você. Depois do seu aniversário, as contas, propriedades, Riverchase... serão todas suas para administrar. Ou para perder.

Edward se acalmou instantaneamente.

- Eu nunca arriscaria perder Riverchase. Nunca.

- Faz anos que você não vai até lá.

- Não tenho vontade de ir. - Ele deu de ombros. - É sossegado demais. Longe demais.

Lembranças demais...

- Você precisa cuidar do lugar.

- Os administradores da terra têm cuidado muito bem dessa propriedade há anos. Eles não precisam de mim por lá. E eu quero ter uma vida feliz em Londres.

- A existência devassa, sem sentido, que você tinha em Londres... Você chama aquilo de 'feliz'? - Jasper franziu a testa. - Jesus Cristo. Você não consegue ser honesto nem consigo mesmo.

Edward cerrou o punho, mas avaliou se deveria usá-lo. Ele baixou a voz quando Jared saiu da taverna.

- O garoto está com tudo empacotado, Jasper. Você não pode decepcioná-lo.

- Ah, mas eu não vou decepcioná-lo. Vou deixar isso para você.

Ui.

Jared se aproximou deles com suas muletas.

- E então, meus lordes?

Edward percebeu que o garoto se esforçava para não parecer cheio de esperanças. Esse era Jared. Perdesse um jogo de dardos ou o pé esquerdo, ele sempre colocava uma máscara de coragem sobre sua decepção. Ele era mais forte do que demonstrava, e tinha mais ambição do que os outros supunham. Aquele garoto seria realmente alguém, um dia. E merecia algo melhor do que a maldita Escola Flintridge para Meninos.

- Jared, houve uma mudança de planos. Nós não iremos para Londres esta semana.

- N-não iremos?

- Não. Em vez disso, você irá para Londres com Lorde Hale.

Jasper se virou para ele, perplexo.

- Nós concordamos que seria melhor. - Edward olhou enviesado para seu primo.

Jasper respondeu com um olhar que poderia pulverizar nozes dentro da casca.

- Mas... eu pensei que iria ficar com você, Lorde Cullen. - Jared olhou para Edward, confuso. - Nós iríamos montar um apartamento de solteiros em Covent Garden.

- É verdade. Mas eu e meu primo concordamos que você precisa de um ambiente familiar salutar. Por enquanto, pelo menos. Não é verdade, Jasper?

Ora essa, homem. Você não pode recusar. Não seja um idiota. Seu primo finalmente cedeu.

- Nós acabamos de nos mudar para a nova casa na cidade, Jared. Alice ficará contente por recebermos nosso primeiro hóspede.

Edward puxou Jared de lado.

- Eu também irei neste verão, não se preocupe. Vou chegar a tempo para andarmos de barco no Tâmisa. - Ele se inclinou para sussurrar: - E quanto ao boxe, não tema. Vou providenciar ingressos para assistirmos uma luta profissional em breve, se eu tiver boas notícias de seus professores.

- Tudo bem, então.

Jasper acenou para Jared e fuzilou Edward uma última vez. Os dois saíram andando juntos, fazendo planos que não incluíam Edward. Este tentou se convencer de que tudo tinha saído da melhor forma possível. Se ele próprio tivesse levado Jared para Londres, alguma coisa daria errado. Jasper tinha razão. Toda vez que ele tentava fazer algo de bom, de algum modo a situação azedava.

Afastando-se da taverna para o centro da praça, Edward tirou o frasco do bolso do colete. Ele o destampou e engoliu tudo de uma vez, em um gole rápido. O líquido queimou ao descer – assim como queimou saber que aquela era a primeira dose de muitas. A noite começava a cobrir a enseada com seu manto púrpura estrelado. Edward não sabia como sobreviveria aos próximos meses sem fritar o cérebro em álcool.

Um grupo de mulheres se aproximou, atravessando a praça pelo caminho que levava da pousada Queen's Ruby até a taverna. Não era de admirar que as moradoras da pensão fossem atraídas pelos acordes da música animada. Edward escondeu-se nas sombras da castanheira, sentindo-se incapaz de uma conversa educada naquele momento. Quando as mulheres se aproximaram, ele as reconheceu. As Swan. A matriarca viúva caminhava à frente, e as três filhas a seguiam. Primeiro Charlotte, depois Rosalie... e finalmente, mais atrás, Isabella, o rosto previsivelmente enterrado em um livro. A brisa noturna flertava com seus xales e saias. Se Edward quisesse sair de Spindle Cove, tinha algumas opções. Duas delas passavam por ele naquele momento: ele podia se casar com Rosalie ou fugir para a Escócia com Isabella.

Boas opções, aquelas. Ele preferiria destruir a reputação de uma irmã ou arruinar a futura felicidade da outra? Ele queria ir embora daquele lugar, com certeza. Mas Edward gostaria de fazê-lo com alguma decência. Ele virou outro gole da bebida.

Rosalie Swan seria, um dia, a noiva encantadora de algum homem. Ela era linda, elegante, refinada e possuía um bom coração. Sem dúvida ela saberia se virar na cidade e conseguiria tolerar os excessos de Edward melhor do que a maioria das mulheres. E isso significava que sua irmã de língua afiada e óculos tinha toda razão. Rosalie merecia um futuro melhor. Quanto à irmã de óculos em questão...

Enquanto observava o grupo que atravessava a praça, Edward mal reconheceu nela a garota que o visitou na noite anterior; a jovem corajosa, espirituosa, que soltou o cabelo perto de sua lareira, e que falou com uma autoconfiança tão cativante. Onde havia estado aquela garota durante todos aqueles meses? Mais precisamente, onde estava aquela garota naquele momento? O vestido florido de musselina que ela usava não era lisonjeiro nem horrendo. Poderia ser descrito como totalmente desinteressante. Enquanto caminhava, ela deixava os ombros caídos, como se Isabella tentasse se esconder. Isso, mais o rosto enfiado no livro, fazia parecer que ela se esforçava para desaparecer.

- Isabella! Postura! - rosnou a Sra. Renée Swan.

Edward balançou a cabeça. Considerando a amolação constante que Isabella aguentava da mãe, seria estranho que ela quisesse se esconder?

Na noite anterior ela se aventurou fora daquela casca de proteção. Isabella se arrastou por todo o caminho até o castelo, debaixo de chuva, bateu na sua porta até que ele a deixasse entrar, e então ofereceu sua própria ruína para proteger a irmã. E qual foi a recompensa que ela recebeu por seu esforço? Humilhação. Deboche. E mais censura por parte da mãe. Edward jamais sonhou que diria isso a respeito da intelectual que havia passado os últimos meses o espetando com olhares enviesados e comentários maldosos, mas era a verdade.

Isabella merecia algo melhor.

Edward tapou seu frasco e o enfiou no bolso. Ele poderia ter que esperar alguns meses para cumprir suas promessas a Jared Bright. E mesmo assim, ele não seria capaz de repor o pé do rapaz. Mas ele iria acertar seu negócio com as Swan.

E seria naquela noite.


Vamos ver o que o libertino charmoso vai fazer com suas explosivas-boas-intenções hahaha'

Oh, come on! Façam a moça aqui feliz e deixem uma lembranjcinha ;)

Beijinhos e até a próxima semana. Estarei postando todos os sábados (geralmente de manhã, se a resposta em reviews também colaborar né? kkk). Até lá!