Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.


Gente, esse é o segundo capítulo neste sábado. Para não se perderem, leiam o capítulo NOVE, caso não tenham percebido. Enjoy lá e depois venham para cá, que aqui a coisa pega fogo '66

CAPÍTULO DEZ

.

Depois que eu a fiz suspirar, só consigo pensar em fazer você gemer.

.


Emily Young cobriu uma careta com sua taça de água. Aquilo não parecia correto. Do outro lado da mesa de jantar da Queen's Ruby, Charlotte folheava um pequeno caderno com capa de couro.

- Isto e aquilo... mais alguma coisa sobre pedras...

- Continue procurando. - disse a Sra. Highwood. - É o único diário de Isabella. Ela deve ter falado de Lorde Cullen em algum lugar.

A Sra. Nichols, idosa proprietária da pensão, mandou que as criadas servissem a sobremesa. Enquanto uma garota de avental colocava tigelas com creme diante delas, Emily trocava olhares com Rosalie. Ela sabia que a outra também devia estar sentindo a mesma confusão de vergonha e curiosidade. Naturalmente, aquela fuga era a sensação de Spindle Cove, e Emily estava tão ansiosa quanto as outras mulheres para saber os detalhes do improvável romance de Isabella. Mas ler o diário dela, em voz alta, na mesa de jantar? Aquilo parecia ser de mau gosto.

- Sério, mãe... - Rosalie interveio. - É mesmo necessário que leiamos o diário de Bella? Em voz alta? Ela não merece um pouco de privacidade?

A Sra. Swan refletiu.

- Normalmente, eu jamais bisbilhotaria. O que acha, Sra. Nichols?

A Sra. Nichols balançou a cabeça.

- Jamais, Sra. Swan.

- Mas neste caso, as circunstâncias justificam a investigação. Não justificam, Sra. Nichols?

- Claro que sim, Sra. Swan.

- O Cabo Uley insiste que deveria ir atrás deles, ou no mínimo alertar Lorde Jasper Hale. Ele parece ter a falsa impressão de que Lorde Cullen está tramando alguma maldade. Mas eu não acredito que ele fosse capaz de algo assim. A senhora acredita, Sra. Nichols?

- De modo algum, Sra. Wan. Ele é um jovem excelente. Sempre elogia minhas tortas.

- Oh, aqui! - anunciou Charlotte, abrindo uma página no meio do diário. - Tem alguma coisa sobre uma grande descoberta.

Todas na mesa olharam. Charlotte leu um pouco mais adiante.

- Deixem para lá. É sobre lagartos.

- Lagartos! - com um gemido, a Sra. Swan afastou sua porção de creme. - Não consigo imaginar como ela conseguiu agarrar Lorde Cullen.

- Ela não o agarrou, mamãe. Eu estou lhe dizendo, ela é que foi agarrada!

Charlotte virou mais uma página.

- Se Minerva gostasse dele, não teria confessado ao seu próprio diário? Eu sei que eu encheria cadernos com poesia se um homem tão lindo quanto Lorde Cullen se interessasse por mim.

Emily aceitou um copo delicado de licor, que lhe ofereceram em uma bandeja.

- Talvez Isabella não seja muito de poesia.

- Mas ela deveria escrever, pelo menos, algo favorável. Veja. Ela só o menciona aqui, no meio do diário. 'Como hoje é quinta-feira, tivemos que aturar a presença de Lorde Cullen no jantar. Não sei se devo atribuir minha indigestão à presença dele, à bajulação da minha mãe ou à torta de enguia da Sra. Nichols. Foi uma noite muito desagradável, de modo geral.'

- A data é do verão passado? - perguntou Rosalie.

Charlotte negou com a cabeça.

- Semana passada.

Emily sabia que aquele era o momento em que deveria defender a torta de enguia da pobre Sra. Nichols. Mas, sério, aquela coisa era indefensável. Em concordância mútua e silenciosa, todas preferiram tomar uma colher do creme. Depois um gole de licor. E creme novamente...

- Bem, deve haver mais alguma coisa. - A Sra. Swan acenou com sua colher para Charlotte. - Continue a ler, querida.

- Estou lendo. - Charlotte folheou as páginas restantes do diário. - Não há muito mais o que ler. É tudo sobre pedras, conchas e pegadas de lagarto. O único homem que ela menciona constantemente é um cientista, Sir Jacob Black. Parece que ela o admira muito. Quando ela dedica alguma palavra a Lorde Cullen, nunca é amável. - Charlotte fechou o diário. - Eu lhe disse que ela não o ama, mamãe. Isabella foi levada contra sua vontade. Você tem que deixar o Cabo Uley ir atrás deles.

A Sra. Swan esticou o braço sobre a mesa.

- Dê o diário para mim, filha.

Ela pegou o diário das mãos de Charlotte, folheou-o até a última página escrita, segurou-o com o braço estendido e leu. Sua carranca de concentração logo se transformou em uma expressão de deleite.

- Ah. Aqui estamos. Uma anotação com a data de três noites atrás. 'Recebi uma notícia inquietante na Tem de Tudo. Há rumores de que Edward pedirá a mão de Rose. Esse homem vil, traiçoeiro. Depois de tudo que me prometeu no verão passado. Não posso permitir isso.' E então, no dia seguinte, sua última anotação. O dia seguinte à dança, minhas caras. - A Sra. Swan arqueou uma sobrancelha. - 'Colin está convencido. O plano foi selado com um beijo. Vamos partir de manhã.'

Ela jogou o diário na mesa, o que estremeceu os cristais.

- Aí está, Rosalie. Sua irmã é uma sedutora sorrateira e ardilosa. Ela roubou Lorde Cullen bem debaixo do seu nariz, e está planejando isso desde o verão passado. Desde o começo. Imagine só.

- Ele nunca foi meu para que alguém o roubasse. - Rosalie enrubesceu. - Estou certa de que não aconteceu como está parecendo.

- Talvez não. - disse Emily, tentando criar em sua cabeça a imagem de Isabella Swan como uma sedutora desavergonhada, e fracassando completamente. - Mas eu acho que podemos concluir com segurança que, aonde quer que Isabella tenha ido com Lorde Cullen, ela foi por sua própria vontade. Com certeza ela não foi raptada.

- Coisinha matreira. - A Sra. Swan colocou uma grande porção de creme na boca. - Quando isso aconteceu? Ela nunca mostrou interesse em homens. Eu não poderia sonhar que Isabella sabia diferenciar um beijo de um carbúnculo. E agora...

*Carbúnculo ou Anthrax é uma doença infecciosa aguda e sua forma mais virulenta é altamente letal.

- Nossa. - Charlotte suspirou, ficando repentinamente imóvel e olhando para sua colher. - Agora, imagine onde ela deve estar agora.

Emily sufocou uma risada. Rosalie fechou os olhos bem apertados.

- Charlotte, por favor. Não vamos imaginar nada!


.Em algum lugar próximo de Londres.

Pela segunda vez em duas noites, Isabella foi acordada por gemidos atormentados. Dessa vez, eles não vinham de Edward. Ela acordou sobressaltada, mas o encontrou dormindo tranquilamente ao seu lado. Pela parede, contudo, ruídos horríveis chegavam às suas orelhas. Batidas violentas e gritos desesperados.

- Edward? Edward! - Ela chacoalhou seu braço. - Acorde. Alguém está sendo assassinado!

- Quê? Quem? - Ele se sentou rapidamente na cama, e sua cabeça bateu na viga inclinada. - Além de mim, quem mais?

Ela pousou a mão no braço dele e inclinou a cabeça em direção à parede.

- Escute.

Ele fechou os olhos. Os ruídos perturbadores, indícios de violência, continuaram. Ela ouviu uma mulher guinchar.

- Então? - ela o cutucou, cada vez mais agitada. - Você deveria se vestir! Rápido! Chame o dono daqui, pelo menos. Nós precisamos fazer alguma coisa!

Ele suspirou e esfregou o rosto.

- O que você está ouvindo não é um assassinato. Ninguém está morrendo. A não ser do modo francês.

- O quê? O que você quer dizer com 'modo francês'?

- Cópula. - disse ele, deixando-se cair na cama e cobrindo os olhos com o braço, não querendo explicar sobre sexo para ela naquele momento - Eles não estão brigando, seja lá quem forem. Estão se divertindo muito, na verdade. - Edward ainda acrescentou, em voz baixa: - Malditos.

- É sempre assim tão ruidoso? - perguntou Isabella.

- Só quando é bom.

- Bom? - Bella franziu o rosto e escutou. Nada daquilo parecia bom. A pobre mulher estava até clamando por Deus.

- Como você pode ser tão curiosa e instruída, e ainda assim ser tão inocente? Você compreende o coito, não é?

- Claro que entendo. A ciência da coisa, pelo menos. - um guincho atravessou a parede. Ela apertou o braço dele. - Edward, você tem certeza...?

- Tenho. - Ele cobriu o rosto com um travesseiro e gemeu. - E aqui estou eu pensando que dormir sozinho seria a pior tortura...

As batidas ritmadas ficaram mais rápidas e ruidosas. Um urro grave, masculino, juntou-se aos guinchos da mulher. E então acabou.

- Pronto. - disse Edward, ajeitando o travesseiro debaixo da cabeça. - Eles terminaram. E agora que acabou, nós podemos voltar a dormir.

Vários minutos se passaram.

- Você não está dormindo. - disse ele.

- Nem você.

- Não consigo. - disse Edward. - Droga. Meu corpo é vulnerável demais. - Ele se virou para encará-la, e seus dedos roçaram a manga dela. - Será que o seu também é? Você ficou excitada?

Ela não sabia que conclusão tirar do calor que se espalhava pelo corpo. Nem da forma como Edward acariciava seu braço com o polegar.

- Eu me sinto, principalmente, confusa. - disse ela.

Ele riu baixo.

- Não consigo acreditar que você seja tão inocente. - A mão dele desceu até a lateral do corpo dela. - Você compreende que há prazer nesse ato?

- Eu entendi isso, sim. Mas se esse é o caso, por que, então, ele não soa mais agradável?

- Porque o ato de amar não é civilizado. Trata-se da natureza em sua forma mais pura e básica. Primitiva e selvagem. Você tem que entender um pouco, se já... - Isabella conseguiu apenas ouvir Edward arqueando as sobrancelhas. - Espere. Não me diga que você nunca... Você, uma mulher das ciências, que sabe recitar o logaritmo que define a forma precisa da concha de um amonite. Não me diga que você não conhece o funcionamento de seu próprio corpo.

- Eu não vou lhe dizer nada. - A respiração dela ficou trêmula.

- Não acredito nisso. - disse ele, passando a mão pela coxa dela. - Não é possível que esta exploradora intrépida de cavernas submarinas ainda não tenha explorado sua própria gruta?

Através do lençol, ele a tocou. Lá, entre as pernas. Uma sensação luminosa pulsou em meio à escuridão. Um suspiro minúsculo escapou dela, mas Isabella rapidamente fechou os lábios, temendo que se abrisse a boca, seu coração voaria para as mãos dele.

- Você disse algo? - perguntou ele.

Ela negou com a cabeça. Seu coração martelava no peito.

- Hum. Eu acho que você sabe o que é prazer. - O toque dele fazia um círculo tortuoso. - Mas só do tipo secreto, abafado. Você sempre esteve rodeada de gente, não é? Irmãs, criadas. Você já se tocou assim? Apertando a boca, enfiando a cabeça no travesseiro para ficar sempre, sempre em silêncio?

Os dedos de Edward faziam passagens sutis, roçando os lugares íntimos dela em toques tão leves que poderiam ser tomados como acidentais, não intencionais. Mas ela sabia que eram intencionais, e seu corpo também. Seus mamilos endureceram e ela sentiu a umidade crescer no encontro das coxas. O aspecto inesperado e proibido do toque dele era quase mais excitante que o contato físico.

Um homem a estava tocando, ali. Edward a estava tocando, ali. Aquilo não podia estar acontecendo. Ela não podia estar permitindo que acontecesse. Mas estava acontecendo, e ela permitia, e – céus, como era maravilhoso. Através das camadas de camisola e lençol ele passou uma única ponta de dedo pelo lado interno da coxa dela, e Bella prendeu a respiração.

- Edward...

- Não, não. Se eu estiver errado, não me diga. - seus penetrantes olhos e sedutores lábios estavam ardendo para ela. - Estou gostando demais dessa ideia. A pequena cientista conduzindo suas experiências silenciosas por debaixo da camisola. Ou talvez no banho. Dedos curiosos vagando, explorando... Perseguindo o prazer enquanto este vai crescendo... e crescendo. - A voz dele estava sombria, indecente. - Até o clímax estremecer você toda, em um silêncio perfeito e devastador.

Ele cobriu seu monte de vênus com a mão e ela gemeu baixo.

- Por Deus, Bella. A imaginação erótica de um homem pode ser realmente poderosa. Mas acho que essa é a imagem mais excitante que já criei na minha cabeça.

- Mas... você está errado. Quase totalmente.

Ele parou.

- Quase?

Céus, o que deu nela para acrescentar aquela palavra? Toda essa conversa era constrangedora demais para ser real. Ela havia conduzido suas próprias explorações? Sim. Aqueles momentos furtivos foram pelo menos uma sombra da excitação que ela sentia nesse momento, com ele? Deus, não. Ela nunca se sentiu assim. Ficava evidente, então, que ela era ao mesmo tempo uma garota levada e má cientista. Um fracasso completo.

- Acho que precisamos de mais uma aula, Bella.

As palavras dele fizeram um arrepio percorrer seu corpo.

- Você acha?

- Acho. - Edward levou a mão até o ventre dela. - É, você precisa compreender isso. A selvageria do ato. Como pode ser bom quando é bruto, enérgico e barulhento. - Ele virou a mão, passando as costas dos dedos logo abaixo da curva do seio. - Você precisa saber o que merece receber de um homem. Ou vai acabar em um desses casamentos sem paixão. Presa a um geólogo velho e empoeirado, cujas ideias podem inspirar sua admiração, mas cujo toque nunca, jamais, fará você se contorcer, gemer e gritar. Ele nunca fará o que eu farei.

O toque dele foi parando até estacionar no esterno dela.

- Você confia em mim? - perguntou ele.

- Confio o quê?

- Seu corpo, seu prazer.

Ele falou aquilo sem rodeios. E ela não sabia como responder. Ela já havia lhe confiado sua segurança e suas posses. Ela poderia também lhe confiar sua virtude. Mas Isabella sabia que nunca poderia confiar seu coração a Edward. E esse órgão não era parte integral de seu corpo? Mas ela queria, precisava muito do toque dele. Seus lábios e língua se atrapalharam com o desejo. Ela não conseguiu se obrigar a dizer não.

- Feche os olhos. - disse ele. - Feche os olhos e pense nele.

Ela fechou os olhos.

- Pensar em quem?

- Nele, seja quem for. Sir Jacob Black. Ou no príncipe dos contos de fada. Você tem que sonhar com alguém. Todas as moças sonham.

Isabella imaginava que sim. Todas as garotas tinham um pretendente dos sonhos, e ela não era diferente. Mas a maioria delas nunca teria essa oportunidade real de se deitar ao lado dele. E aquilo estava acontecendo com ela. Porque – embora ela tentasse não se permitir sonhos extravagantes – quando ela cedia e se imaginava em segurança e adorada nos braços de um homem lindo, charmoso e inatingível... Esse homem se parecia muito com Edward Cullen. Ela odiava admitir isso, até para si mesma. E a ideia de que ele pudesse suspeitar disso era humilhante demais. Ela sentiu o colchão afundar. E então, o peso dele sobre ela.

O calor e os músculos de um homem inteiro cobrindo seu corpo, com apenas um lençol fino a separá-los. Ela ficou tensa. Em todos os lugares.

- Calma. - murmurou ele, com a voz suave, mas insistentemente afastando as pernas dela para que pudessem acomodar a largura de seus quadris. - Está tudo bem. Não vou machucar você. Não vou afastar o lençol. Você está segura debaixo dele. Apenas mantenha os olhos fechados e os lábios abertos. E aprenda como deve ser a sensação disto...

Aprenda como deve ser a sensação. Isto não deveria ser meigo e romântico? Fazer amor não deveria ser como o amor? Mas aquilo não era amor. Era diversão, uma aula. Apenas outro fingimento elaborado. A reação de seu corpo, contudo, foi real. Seus membros se agitaram debaixo dos dele. Ela respirava com tanta dificuldade que ficou atordoada. Edward envolveu seu seio através do lençol, e fez círculos ao redor dele com os dedos antes de começar a descrever uma espiral para dentro, na direção do bico que ficava cada vez mais duro.

- Um bom amante... - murmurou ele, enquanto plantava beijos quentes logo abaixo da orelha dela. - vai dedicar tempo a você. Ele sempre colocará o seu prazer antes do dele. Esse amante deixará você à vontade para experimentar, para tocar. À vontade para pedir qualquer coisa que o seu corpo desejar.

O toque de Edward roçou o mamilo dela. De leve, como se fosse uma pena. A sensação foi assustadora, única.

- Você gostou disso? - perguntou ele. - Quer mais?

Quero. Quero e quero, por favor.

- Então você precisa me dizer. Não com palavras, se não quiser falar. Quando estiver imersa no ato do amor, as palavras podem, e devem, lhe faltar. Mas um homem atua melhor se for encorajado. Então, se você quer mais, precisa me dizer. Com uma exclamação, um suspiro ou um pequeno gemido de prazer. Vamos tentar de novo, está bem?

Mais uma vez, ele provocou seu mamilo teso e dolorido com a ponta do dedo. E logo parou, quase antes que ela conseguisse registrar a sensação. E então, nada. Ela mordeu o lábio. Isabella sabia que ele aguardava uma reação. Homem horroroso, provocador. Ele a levava até a beira do prazer intenso, arrebatador, para então a abandonar ali. A menos que ela implorasse por mais. Ela permaneceu parada e silenciosa pelo que pareceu uma vida, lutando consigo mesma. Dividida entre o desejo de receber mais um pouco e o medo de se entregar demais. A necessidade crua e a curiosidade ganharam a disputa. Ela entreabriu os lábios e soltou a respiração na forma de um suspiro lento, quase musical. Ele respondeu com um murmúrio profundo, ressonante.

- Isso, assim mesmo. Suspire novamente para mim.

Ele apertou seu polegar no mamilo e o rodeou, provocando o bico intumescido. Ela suspirou de novo, com mais sentimento dessa vez, e ele a recompensou com um leve aperto. Ela arqueou as costas com o toque, e rolou a cabeça para o lado.

- Você gosta? - Ele torceu o mamilo. - Responda.

Um gemido baixo escapou da garganta dela. Ele tinha razão. Dar voz ao prazer o tornava mais gostoso, agudo. Real.

- Isso. Isso mesmo. É assim que se enlouquece um homem, querida. - A mão dele apertou e moldou seu seio enquanto ele distribuía beijos ao longo de seu pescoço, sugando e lambendo a pele dela. - Depois que eu a fiz suspirar, só consigo pensar em fazer você gemer. Depois uivar. E então gritar em um êxtase abandonado.

Ele se mexeu sobre ela, redistribuindo seu peso. Ele era todo duro, e pressionava a carne macia de Isabella. Os músculos do peito de Edward achatavam os seios dela. Seus joelhos mantinham afastadas as coxas dela. E então aquele órgão duro, pulsante, que ela havia observado e admirado tão desavergonhadamente na noite anterior... Edward o pressionou contra seu sexo. O prazer ferveu dentro dela. Intenso. Consumindo-a. Diferente de tudo que ela conhecia. Ela gemeu, profunda e lascivamente. Porque ela queria mais. Mais daquela dureza, daquele calor. Mais daquela fricção sedutora que a pressionava por cima do tecido frio e macio.

Ele lhe deu o que ela desejava. Edward estabeleceu um ritmo lento e contínuo, indo e vindo sobre ela enquanto beijava seu pescoço e aninhava o rosto entre os seios cobertos.

- Sim? - ele perguntou, sugando o lóbulo de sua orelha.

- Sim!

- Mais?

- Mais!

- Agora me diga com suas mãos. Segure-se em mim. Mexa-se comigo.

Isabella agarrou Edward, desavergonhada, deslizando suas mãos pelos ombros dele. A excitação dela cresceu quando sentiu os músculos dele sendo flexionados, retesados sob suas palmas. Ele estava se esforçando tanto, por ela. Tudo por ela. Isabella adorou sentir a força do corpo dele enquanto Edward se mexia sobre ela, se esfregava nela. De novo e de novo e de novo. Não demorou para que ele a fizesse gemer a cada nova e deliciosa estocada por sobre os lençóis. Quanto mais alto ela o chamava, mais retumbante era a resposta dele. O colchão se juntou à sinfonia erótica, rangendo em sincronia com os golpes fortes e ritmados dele. Edward acelerou o movimento, e os pés da cama entraram no concerto, fazendo percussão contra a parede.

- Isso, Bella. É assim que deve ser. - O desejo primitivo mudou a voz dele. - Nunca se conforme com menos. Seja audaciosa. Selvagem, barulhenta e linda. Deus, você é tão linda...

Estava escuro e ela sabia que Edward mal a enxergava. Mas não importava. Ela se sentiu linda sob o toque dele, sua pele febril estava quente e linda. Juntos eles criavam aquele prazer esplêndido e maravilhoso. Ela buscou mais sensações erguendo o quadril e investindo nas estocadas dele, que vinham mais rápidas e fortes. Então algo mudou. De repente, o prazer é que a buscava. Caçando-a com uma intensidade cruel. Ela não podia se esconder dele, nem fugir. Isabella arregalou os olhos na escuridão difusa.

- Edward...!

- Isso. - Ele a fustigava sem piedade. - Isso, diga meu nome. Mais alto.

- Edward, eu... - A voz dela foi interrompida por um gemido temeroso. - Eu não...

- Não lute. Está tudo como deve ser. Está perfeito. - Continuando a cavalgá-la, Edward deitou a testa no ombro dela. - Você é perfeita.

Então ele veio, o prazer. Rodopiando, provocando. Saindo de dentro dela. Arrastando-a para um lugar estranho e obscuro. Bella o agarrou mais forte, apertando as unhas na carne de seu ombro. Não me abandone. Ele beijou suas faces, seus lábios.

- Goze para mim, querida. Goze para si mesma.

Afinal, ela se entregou. Bella se ouviu gritar quando o êxtase finalmente chegou para ela e a ergueu. Reduzindo-a a fragmentos. Deixando-a prostrada. Lutando para conseguir respirar e mudada por dentro. E ele continuou se movendo, mexendo seu quadril em um ritmo frenético, aflitivo. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, depois enfiou os dedos em seu cabelo. Aquele puxão delicioso em milhares de terminações nervosas fez o prazer correr novamente pelo corpo dela. Ele a segurou, imóvel e apertada, enquanto esfregava nela sua dureza.

- Desculpe... - ele gemeu. - Está bom demais. Não posso parar.

Com um uivo selvagem, ele estremeceu nos braços dela. Então Edward soltou o peso sobre ela, ofegando na curva de seu pescoço. Isabella afrouxou os dedos que agarravam os ombros dele. Suas mãos tremiam. Ela não sabia como tocá-lo. Uma gota de suor escorreu por sua clavícula. Ela não sabia se era dele ou dela. O que tudo aquilo significou? Não foi cópula de verdade, muito menos fazer amor. Mas foi real, de certa forma. Ela não sabia o que pensar dele. E como olhar para ele, conversar com ele de manhã. E o que pensar de si mesma, depois de ter gemido e suspirado o nome dele? Ela estaria arruinada? Ela era uma devassa?

Edward rolou para o lado, uma mão ainda enrolada no cabelo dela. Seu peito subiu e desceu com um suspiro profundo.

- Santo Deus, mulher.

Mulher. Ela era uma mulher.

- Você está sempre me surpreendendo. Eu comecei como seu professor, ensinando a lição para você. E depois, de algum modo... minutos depois, eu gozo como um adolescente. - Ele soltou uma risada áspera e íntima. E no que pareceram segundos depois disso, ele estava dormindo.

Mulher. Ela era uma mulher.


E aí? Respirem e aguentem até o outro (provavelmente não o próximo) sábado para o próximo. Juro que tento postar o capítulo normalmente, mas se não conseguir, estão aí os dois capítulos, lindas!

Mereço reviews por ter sido fofa, né? kkkk *Show me the love*