Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.


CAPÍTULO DOZE

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"Eu só preciso saber que você vai ficar em segurança"

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.Spindle Cove, Sussex.

Estava um belo dia para a prática de tiro ao alvo. Ameno, ensolarado. Sem muito vento. Emily Young engatilhou sua pistola e olhou o alvo à distância. Lições semanais de tiro eram o legado da Srta. Alice Brandon, filha de um aristocrata armeiro e madrinha de Spindle Cove. Ela acreditava que toda mulher devia saber como se defender. Alice se casou com Lorde Hale no ano anterior e mudou-se para Londres com o marido. Assim, Emily assumiu a responsabilidade pela programação de atividades das mulheres.

Às segundas-feiras elas faziam caminhadas pelo campo. Os banhos de mar das terças-feiras estavam suspensos até o verão, é claro, mas às quartas-feiras elas se dedicavam à jardinagem. E às quintas... Bangue! Quinta-feira era o dia de prática de tiro em Summerfield, a propriedade dos Brandon. Sir Lewis Brandon sempre recebia muito bem as mulheres, oferecendo-lhes suas melhores armas e refrescos. Era óbvio que aquele homem idoso sentia muita falta da filha, e assim procurava se consolar recebendo as amigas dela. Emily achava ótimo estar em uma casa de família. Mesmo que não fosse a dela. Ela adorava absorver a sensação de uma história comum, retratos antigos e memória afetiva.

Charlotte Swan puxou a manga de Emily.

- Srta. Young, olhe. Não é a milícia?

Emily olhou para o meio da campina, onde a outra apontava. De fato, os membros da milícia local vestiam uniforme completo e marchavam em formação. Diretamente na direção delas, ao que parecia. Estranho...

- Eu não sabia que eles tinham treinamento hoje. - disse Rosalie.

- Nem eu. - E mesmo que tivesse, por que estariam marchando ali, na direção da casa de Sir Lewis Brandon?

- É como se fosse uma simulação de batalha. - Charlotte ficou entusiasmada. - Mulheres contra homens. Podemos entrar em formação também? Fixar baionetas e atacar?

- Boba. - Rosalie puxou o cabelo da irmã.

Conforme a fileira de homens de vermelho se aproximava, Emily reconheceu o Cabo Uley na liderança. Não era difícil identificá-lo. Ele era vários centímetros mais alto que a maioria dos homens. Seus ombros eram quase duas vezes mais largos e morenos. E sua atitude era mil vezes mais antipática.

- Senhoras! - exclamou Emily, procurando manter a voz calma. - Baixem as armas, por favor. Parece que os homens querem discutir alguma coisa.

Com um comando, Sam Uley fez com que seus homens parassem. Mais uma ordem ríspida, e eles formaram uma única linha, de frente para as mulheres. Ele se aproximou de Emily, que se sentiu pouco à vontade, sua postura encolhendo sob aquela sombra enorme, que bloqueava completamente o sol. Ela detestava o efeito que Uley exercia sobre ela. Por quê? Ele não gostava de ninguém, por que Emily deveria se importar com isso? Por que ela permitia que ele a fizesse se sentir tão pequena e indefesa?

- Cabo Uley. - disse ela, acenando com a cabeça ao invés de fazer uma reverência. - A que devemos esta... interrupção?

- Eu pretendo conduzir um inquérito. Com suas mulheres e meus homens. Eu quero saber se alguém tem motivos para acreditar que a Srta. Swan e Lorde Cullen estavam...

- Apaixonados? - concluiu ela.

- Envolvidos, de alguma forma.

Emily deu de ombros.

- Eu acredito que o simples fato de eles terem fugido juntos serve como uma grande evidência do envolvimento dos dois, Cabo Uley.

Ele balançou a cabeça.

- Isso não está certo. Alguma coisa não está certa...

- A Sra. Swan disse que...

- Eu sei disso, Srta. Young. Não sou idiota.

- Eu não disse que era.

- Eu sei o que a Sra. Swan falou. - disse ele. - E decidi não levar em conta. Na ausência de Lorde Cullen, eu estou no comando da milícia. E isso significa que sou o responsável pela segurança deste lugar e de cada homem, mulher e criança por aqui. Incluindo a Srta. Isabella. Se a saúde, a felicidade ou a virtude dela estiverem em perigo, é minha responsabilidade trazê-la para casa. Em segurança.

- E se ela não estiver em perigo, mas apenas querendo se casar, feliz?

- É para descobrir isso que estou aqui.

Ele deu alguns passos para trás e falou em voz alta.

- Vou falar com cada um dos homens, e depois com cada uma das mulheres. Vou fazer a mesma pergunta a cada um de vocês. Antes que os dois desaparecessem, vocês tinham alguma razão para acreditar que Lorde Cullen e a Srta. Isabella Swan estavam...

- Apaixonados. - Emily terminou a frase para ele mais uma vez. - Você parece ter um problema com essa palavra, cabo. Ou é um problema com o conceito?

Ele não respondeu.

- Eu não entendo esse homem. - murmurou Emily para Rosalie. - Ou ele tem pedras na cabeça ou uma rocha no lugar do coração.

- Duvido. - Rosalie sorriu. - Se esse fosse o caso, Isabella teria se apaixonado por ele, não por Lorde Cullen. Ela adora rochas e pedras.

O Cabo Uley parou diante do Sr. Fosbury, proprietário do Touro e Flor.

- Fosbury.

- Sim, senhor.

- Antes que eles desaparecessem, você teve alguma razão para acreditar que Lorde Cullen e a Srta. Isabella tivessem afeição um pelo outro?

O Sr. Fosbury riu.

- Aqueles dois? Não, senhor. Essa foi uma surpresa e tanto.

Uley passou ao próximo, o ferreiro.

- Dawes. Mesma pergunta.

O homem deu uma olhada na direção das mulheres.

- Não, Cabo Uley. Pelo que eu vi, diria que ele sentia atração pela Srta. Rosalie. E tenente ou não, acho que ele é um verdadeiro bastardo por iludir a moça. Se você for atrás dele, peço permissão para participar da perseguição.

- Bem, isso é... gentil da parte dele, acho eu. - murmurou Emily para a amiga. - Ainda que desnecessário.

Rosalie não respondeu.

O Cabo Uley continuou interrogando cada um de seus homens. O vigário, alguns agricultores. Após a oitava negativa convicta, Sam deu um breve olhar convencido para Emily. Um olhar que dizia: Eu lhe disse. Ela simplesmente respondeu arqueando as sobrancelhas.

- Hastings! - rugiu ele para o próximo homem, um pescador. - Antes de eles fugirem, você teve algum motivo para acreditar que Lorde Cullen e a Srta. Isabella Swan estivessem envolvidos?

Hastings endireitou os ombros.

- Eu tive, senhor.

Uley parou no mesmo instante. Ele já estava se dirigindo ao próximo miliciano, mas com a resposta de Hastings, se virou. Apenas a cabeça, não o corpo. O movimento pareceu ameaçador e pouco natural para Emily.

- O que disse, Hastings? - perguntou ele.

Hastings pareceu ficar nervoso.

- Eu... eu disse que sim, senhor. Tive um motivo para acreditar que os dois estavam envolvidos.

- O quê? Por quê? Como assim? - ele disparava as perguntas como bolas de canhões.

Emily riu, nervosa.

- Uma pergunta de cada vez, cabo. Deixe o homem responder.

Oh, e que olhar ele deu para ela. Foi uma ameaça sombria e assustadora. Bem, Emily devolveu o olhar. Ela não era um de seus soldados para estar submetida à disciplina dele. Mesmo sem fortuna ou família, ela era uma dama. Sam Uley não tinha nenhuma autoridade sobre ela. Emily escondeu a mão atrás do corpo, para que ele não visse que tremia.

Hastings recuperou a voz.

- Eu vi os dois juntos na enseada. Alguns dias atrás, quando saí com minhas redes pela manhã. A Srta. Isabella usava traje de banho, e Lorde Cullen ficou só com a roupa de baixo.

- Foram nadar?! - exclamou Rosalie. -Em abril?!

- Eu não sei o que eles fizeram depois. Só sei o que eu vi. - Hastings deu de ombros. - E quando eu voltei, algumas horas depois, eles estavam indo embora.

- Eu sei que ainda não é minha vez... - disse Rufus Bright, no fim da fila. - Mas eu também vi os dois juntos.

- Quando? - Emily e Uley falaram em uníssono, para espanto mútuo.

- Na outra noite, quando eu estava de guarda no castelo. Algum tempo depois... - Rufus olhou de relance para as mulheres e ajeitou seu colarinho. - Algum tempo depois da meia-noite, eu vi a Srta. Isabella saindo dos aposentos de Lorde Cullen. Sozinha.

Charlotte guinchou, e então cobriu a boca com as duas mãos. Rosalie tentou acalmar a irmã.

- Por que você não disse algo naquela noite? - Uley quis saber. - Você a deixou caminhar de volta para casa, sem proteção?

- Bem, o senhor tem que admitir que não foi a primeira vez que ele recebeu uma mulher depois de escurecer.

Oh, bom Deus. Emily deu um passo à frente.

- Cabo Uley, não acha que já basta? Você queria provas. E acredito que Hastings e Rufus lhe deram amplas evidências. Agora nós podemos encerrar essa inquisição pública, antes de desenterrarmos mais detalhes que se mostrem desnecessariamente constrangedores para a família Swan?

O homem soltou lentamente a respiração.

- Você acredita que Edward se casará com ela.

- Eu acredito. - respondeu ela.

- Bem, você está certa quanto a isso. Ele vai se casar com ela. Vou me certificar disso. A única questão é se ele irá fazê-lo de boa vontade ou se casará quando voltar... - o cabo estalou o pescoço. - Sob a mira da minha pistola.


.À caminho da Escócia.

Edward quase riu. Não por diversão, mas por ironia. Era realmente, verdadeiramente absurdo que parte dele apreciasse aquela virada nos acontecimentos. Que ele preferisse encarar um bandido armado do que viajar mais um minuto naquela carruagem infernal e sufocante. Nem mesmo suas mentiras extravagantes e a companhia de quatro mulheres conseguia distraí-lo da cabine apertada e do ar abafado demais. Quando a carruagem parou, repentinamente, Edward estava a ponto de explodir. Ele queria sair. Quando viu a pistola, quase implorou: Por favor, atire em mim. Acabe com o meu sofrimento.

Até que a pistola foi apontada na direção de Isabella e ele conseguiu raciocinar com clareza. Edward não estava mais em pânico. Ele estava furioso, pois era a única pessoa que tinha o direito de matar aquela garota que o irritava e provocava constantemente. Ele pigarreou para atrair a atenção do bastardo.

- Se você precisa apontar essa coisa para alguém, aponte para mim.

O bandido fez como ele pedia e jogou uma sacola de lona pela porta aberta.

- Encham a bolsa. Moedas, joias, relógios, anéis. Ponham tudo aí dentro. - Um clique terrível ecoou quando ele engatilhou a pistola. - E rápido!

As Srtas. Gateshad se encolheram com sua acompanhante. Edward pegou a sacola de lona no chão. Enquanto ele a abria, falou com as mulheres com o tom de voz mais calmo e tranquilizador.

- Isso tem que ser feito, receio. Vamos fazer o que ele pede e depois seguiremos viagem. Tudo vai ficar bem.

Maldição! Edward sabia que entregar os objetos de valor era a única opção segura e responsável. A não ser pelo canivete escondido em sua bota, ele estava desarmado e em grande desvantagem. Provavelmente o ladrão tinha comparsas que mantinham o condutor e os criados sob a mira de armas. Qualquer ato heroico que Edward tentasse terminaria, sem dúvida, com alguém morto ou ferido.

Com quatro mulheres na carruagem, ele não podia arriscar. Ainda assim, detestava ter que ceder. Ele amaldiçoou seu próprio descuido. Por que não levou uma pistola nessa viagem? A resposta era simples. Porque ele não esperava que realmente fosse embarcar naquela viagem. Ele tentou cancelar a coisa toda quando encontrou Isabella na estrada, na primeira manhã. Ele devia ter sido mais convincente.

Com dedos trêmulos, as três mulheres retiraram broches, braceletes, anéis e presilhas de cabelo. Edward tirou as poucas moedas que carregava em seu bolso.

- E ela? - O ladrão apontou a pistola na direção de Isabella.

- Ela não tem joias. - disse Edward, colocando-se entre a pistola e o corpo dela.

- E essa bolsa?

Edward estendeu-lhe a sacola de lona.

- A sua bolsa, Bella.

- Mas... - Os olhos achocolatados dela mostraram seu desespero. - Mas aqui tem todo meu...

Todo dinheiro dela. Todo dinheiro deles. Sim, Edward sabia disso. E pela expressão nos olhos dela, ele percebeu que ela faria alguma coisa muito idiota para salvar o dinheiro, se ele não tomasse conta da situação.

- Ponha aqui. - disse ele com firmeza. - Agora.

O rosto de Isabella empalideceu até ficar branco como papel enquanto ela soltava a alça da bolsa do pulso e a depositava na sacola de lona.

- Aí está. - Edward empurrou a pesada sacola para o bandido. - Pegue e vá embora. Antes que eu mude de ideia e esmague sua cara infeliz e fedorenta com a minha bota.

- Calma lá. - O ladrão apontou sua pistola na direção do anel de sinete de Edward. - Seu anel.

- Ele não sai. - demonstrou puxando o anel de ouro. - Se você fizer questão, vai ter que cortar o meu dedo.

As mulheres soltaram uma exclamação frente àquela ideia, o que chamou a atenção do bandido. Debaixo do chapéu de aba larga, olhos atentos vasculharam a cabine. Ele apontou a pistola para Francine.

- O que há nesse baú?

- Nada. - Isabella se apressou para responder. - Nada mesmo.

Droga. Resposta errada, querida. O conteúdo daquele baú não tinha valor para ninguém, a não ser para Isabella. E alguns cientistas empoeirados, talvez. Mas com sua negativa apressada, ela deu a impressão de que o baú estava cheio de dobrões de ouro. Agora o ladrão não desistiria de levá-lo, mas ela não o entregaria. Edward se inclinou na direção dela.

- Bella, isso não vale sua vida.

- Isso é a minha vida. Sem ele, tudo o que fiz não valeu nada.

- Entregue logo isso! - ordenou o bandido, segurando firmemente a pistola com uma mão e pegando a alça do baú com a outra.

- Não! - exclamou Isabella, segurando a outra alça. - Por favor.

Edward sentiu o coração apertando dentro do peito. Bom Deus, a garota ia fazer com que a matassem.

- Deixe o baú. - disse Edward. Ele se virou para o bandido. - Deixe o baú e você pode ficar comigo.

O ladrão torceu o canto da boca.

- Você não faz meu tipo. Mas talvez eu leve o baú e a garota. Gosto de mulheres decididas.

Edward usou todo seu autocontrole para não enfiar o punho na garganta do infeliz. Com ou sem pistola, ele poderia pulverizar o canalha. Ele tinha certeza disso. Mas havia outros, fora da carruagem e ele procurou se lembrar. Um número incerto de homens, quase que certamente armados. Ele não podia arriscar que atirassem nas mulheres.

Edward cerrou os dentes.

- O que essa garota vale pra você? Alguns minutos de diversão? Eu valho uma fortuna em resgate. - ele mostrou o anel de sinete e enfatizou seu sotaque aristocrático. - Milhares de libras. Deixe que as mulheres sigam, sem serem molestadas, e eu irei com vocês. Sem resistência.

Ele viu ganância e suspeita nos olhos do ladrão. O homem queria acreditar em Edward, mas não tinha certeza de que podia. E então, no assento em frente, a Srta. Cordélia Gateshad deu a Colin o melhor e mais oportuno presente que ele poderia esperar. A garota juntou as mãos e suspirou.

- Oh, sua alteza real. Vossa excelência não deve fazer isso!

Muito bem. Aquilo fechou o negócio. Enquanto saía da carruagem, Edward olhou sério para Isabella.

- Escute - ele sussurrou rápida e decididamente. - Vá até a próxima cidade. Encontre uma estalagem segura e mande chamar meu primo. E fique lá até ele chegar. Está me ouvindo?

Os olhos dela tremularam de medo.

- Mas Edward...

- Sem discussão, droga. Faça como estou dizendo. Eu só preciso saber que você vai ficar em segurança.

Ela aquiesceu. Seu lábio inferior tremeu e ele não conseguiu resistir a cobri-lo com um beijo de despedida, ainda que pouco fraternal.

- Fique com Deus, Príncipe Ampersand. - disse Emmeline Gateshad, chorando em seu lenço. - E com o povo de Crustácea.

Depois que desceu da carruagem, Edward avaliou a situação. Como suspeitava, o bandido tinha seus comparsas. Dois que ele podia ver, armados. Um homem robusto segurava as rédeas dos cavalos e apontava uma pistola para o condutor. O terceiro, jovem e magro, ficou vários metros atrás, e segurava um mosquete engatilhado contra o ombro.

O primeiro bandido empurrou Edward com a pistola.

- Ei, rapazes, vejam o que eu consegui! Um príncipe.

- Ele não parece um príncipe. Tem dentes demais.

- Seja quem for, vamos tirá-lo da estrada. - O homem robusto soltou as rédeas e acenou para o condutor.

A carruagem das Gateshad chacoalhou e entrou em movimento, e Edward ficou feliz ao ver as quatro – cinco, se incluísse Francine – mulheres inocentes indo embora. Ele inspirou profundamente pela primeira vez desde que entrou naquele caixote maldito alguns quilômetros atrás. Com Isabella em segurança, ele podia enfrentar o que viesse a seguir. Se ela tivesse sido ferida, Edward não aguentaria o remorso. Ainda com a pistola enfiada nas costas de Colin, o bandido o empurrou para a floresta.

- Meu primo é o Conde de Hale - disse Edward enquanto o grupo passava por cima de samambaias e aveleiras podadas. - Ele é o administrador da minha fortuna. Enviem-lhe uma carta selada com isto. – ele mostrou seu anel de sinete – E ele providenciará o resgate que vocês exigirem.

Possivelmente. Ou seu primo poderia lhes responder com uma carta dizendo "Vão em frente e façam-me esse favor: enviem o malandro para o inferno." Dependeria do humor de Jasper no dia. Mas isso não era importante, pois Edward não tinha intenção de continuar sob custódia daqueles vagabundos por muito tempo. Aqueles eram ladrões de estrada, não especialistas em sequestro. Eles provavelmente vacilariam e lhe dariam uma chance de escapar. Talvez antes mesmo do fim daquela manhã. Ou talvez não...

Depois de terem entrado na floresta, seu sequestrador o virou. Ele acertou Edward no rosto com o cano da pistola. O golpe fez sua cabeça virar para o lado, e seu cérebro foi parar em algum lugar cintilante e muito doloroso. Os três homens o rodearam.

- Príncipe, é? - O bandido robusto fechou o punho. - Não espere de nós nenhum tratamento real.

Edward se endireitou. Graças aos anos de pugilismo no clube, ele sabia como absorver alguns golpes. Ele também sabia que não poderia enfrentar três homens armados apenas com os punhos. Mas ele não iria se acovardar nem implorar.

- Na verdade, não sou príncipe. Sou um visconde. Se é que isso ajuda.

Não ajudou. Mas fez com que ele merecesse outro soco, dessa vez na barriga. E assim, quando a manhã terminou, Edward ainda não havia encontrado uma oportunidade de escapar. Ao contrário, ele se viu espancado, ensanguentado e amarrado à uma castanheira. Encarando ainda o cano de uma arma também empoeirada.


Coitadinho do Eddie... Mas enfim! Hoje tenho tempo para responder as reviews! Ebaaaa /o/

Barbara Gouveia: Estava até que demorando para ele substituir a faceta de sacana por uma de herói, não? kkkk Esse Edward não é muito dado ao cavalheirismo, mas esperemos que as coisas comecem a mudar em breve, menina ;)

Cris Redfield s2: Sim, ele parece que não engole o Jake de jeito maneira. Às vezes tento imaginar um Jacob com essas verrugas e pelancas e... ECA! haha

AllSweet: Bem vinda, guria! Ah, mas até que chega rapidinho, vai? Vamos ver, conforme as leitoras forem aparecendo, talvez eu seja uma boa menininha e coloque uns dois capítulos de uma vez só, quem sabe? Seja bem vinda novamente, e sinta-se à vontade para criticar, rir ou o que for! Adoro!

Ktia S: Pois é, implicância tem um nome: ciúme. Mesmo que ele não saiba disso ainda haha. Também espero que seja um deus mega maravilhoso, mas receio que ele não vá aparecer muito por aqui rsrs

Nanny: Realmente, também acho que ele não bate muito bem. Às vezes, até parece que cheirou meia, tá doido!

Guest: Flor, qual seu nome? Adorei, e espero que continue acompanhando, hein!? Beijos!

mari A: Então! Estava demorando para uma desgraça acontecer... Eles estavam andando por muito tempo sem que o destino jogasse um balde de água fria haha.

Obrigada, suas lindas! Até o próximo sábado, eu ando tão ansiosa quanto vocês, acreditem em mim =)