Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.


- Lá no final, eu tenho uma oferta para vocês, e é imperdível haha. Leiam lá!

CAPÍTULO TREZE

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"Sei que pensa que ela é apenas uma garota inocente de óculos que não sabe disparar uma arma, mas... Você está errado. Ela sabe o que faz."

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Que Deus o proteja da incompetência.

Sentado no chão da floresta, os braços dobrados para trás e amarrados ao redor do tronco de uma castanheira, Edward sentiu uma pontada de saudade da milícia de Spindle Cove. Ela era formada por um triste grupo de voluntários, no começo, quase incapazes de marchar em sincronia, mas aquele bando de ladrões de estrada fazia com que a milícia parecesse uma unidade veterana de infantaria. Primeiro os ladrões discutiram por mais de meia hora se deviam acreditar que ele era príncipe, visconde ou impostor. Depois discutiram pelo mesmo tempo sobre o que fazer com ele. Edward, é claro, tinha muitas sugestões – e cada uma delas fez com que merecesse outro golpe no rosto. Até então aqueles criminosos mostraram habilidade apenas em uma coisa: dar nós.

Finalmente, eles decidiram ir falar com o líder, uma espécie de chefe da quadrilha de ladrões. E assim, eles amarraram Edward à castanheira e deixaram o comparsa mais novo, e que também parecia ser o mais nervoso, tomando conta dele. O jovem ficou a cerca de três metros de distância, mantendo a pistola apontada para o peito de Edward. Não era o garoto com a arma que preocupava Edward, eram as cordas que o prendiam à árvore. Ele detestava se sentir confinado, e não suportava estar preso a nada. Fique calmo. Você vai ser solto. Mais cedo ou mais tarde. Ele era valioso demais para ser morto. Mas enquanto ficasse amarrado ali, prisioneiro da indecisão dos ladrões, mais demoraria para a notícia de sua captura chegar a Jasper. E mais tempo Isabella ficaria sozinha e sem nenhum tostão. Pensar nela sozinha, assustada e com fome em uma vila estranha... fazia com que Edward tremesse de raiva diante de sua impotência. Ele forçava seus pulsos contra as cordas que o queimavam. Chega de paciência. Não podia mais esperar. Ele tinha que fugir.

- Ei, você? - Edward chamou seu guarda, tentando aparentar tranquilidade.

- O que foi?

- Por que eles deixaram você a cargo de um refém valioso? Você parece não ter idade nem para se barbear.

- Vou fazer dezenove anos no verão. - O ladrão coçou o rosto. - Acho que Demetri e Felix queriam eles mesmos contar para o chefe. Provavelmente os dois estão brigando agora por causa disso, para ver quem vai contar.

- Ah. - Edward inclinou a cabeça. Atrás da árvore, ele puxava as mãos das cordas que prendiam seu punho. Mas as amarras não afrouxavam. Maldição, se ele pelo menos pudesse alcançar o canivete na bota... - Então, esses dois... Felix e Demetri... eles querem a glória para si?

- É o que eu acho.

- E eu acho que você tem razão. - Edward concordou com a cabeça. - Muito astuto. Mas sabe, você não deveria ter me dito o nome deles.

O jovem arregalou os olhos e praguejou.

- Não se preocupe, tenho certeza de que Demetri e Felix não vão matar você.

Ele agitou a pistola na direção de Edward.

- Não... não... não diga mais esses nomes!

- Bem, eu não posso simplesmente esquecê-los, posso?

O jovem ficou em pé.

- Você vai esquecer se eu atirar em você.

- Mas aí você vai ficar em uma situação muito pior. E quando Demetri, Felix e esse chefe voltarem e virem que você matou o refém valioso? - Edward assobiou baixo. - Você não irá durar muito tempo.

As mãos do ladrão começaram a tremer.

- Eu não concordei com isso. Era para eu ser só o vigia enquanto eles faziam o roubo!

- Não... É claro que você não concordou com isso. Sequestrar um nobre? Não tem a sua cara.

- Não tem mesmo, certo? Eu só queria uns tostões para levar minha namorada à feira.

- Comprar uma lembrança para ela, deslizar sua mão por baixo de sua saia... - Edward continuou a lorota.

- Exatamente.

Edward fez uma pausa.

- Vou lhe dizer uma coisa... - disse ele depois. - Sabe estas botas que estou usando? Você pode vendê-las por um bom trocado em qualquer cidade. Se me desamarrar, pode ficar com elas. Vá embora, ganhe seu dinheiro, leve sua namorada à feira. Quando as autoridades vierem procurar Demetri e Felix e, acredite em mim, eles serão enforcados, você já estará longe. E esquecido. Eu nem sei seu nome.

O jovem olhou desconfiado para ele, aproximando-se lentamente.

- Eu tenho uma ideia melhor. E se eu só pegar suas botas e deixar você aqui?

Uma pontada de medo acertou alguma artéria vital de Edward. Sua compostura sangrou em jatos violentos. Apenas a ideia de ser deixando sozinho, amarrado a uma árvore... com a noite chegando... Ele preferiria pedir àquele homem que atirasse nele. Em vez disso, Edward fechou os olhos. Fique calmo. Isso era o que você queria. O que você sabia que ele iria fazer. Ainda segurando a arma com uma mão, com a outra, o jovem começou a puxar a bota esquerda de Edward.

- Você nunca vai conseguir tirá-la dessa forma. - disse, forçando um tom de voz tranquilo, apesar do suor que escorria por sua nuca. - Você pode colocar a arma de lado. Não há nada que eu possa fazer, amarrado deste jeito.

Depois de mais alguns segundos fazendo força, o ladrão soltou um palavrão e fez como foi sugerido, deixando a pistola de lado e forçando a bota com as duas mãos. Finalmente, ela deslizou produzindo um estalo. Jogando a primeira bota de lado, ele começou a tirar a outra.

- Devagar, por favor. - brincou Edward. - Cuidado com as minhas juntas, eu já tenho idade.

Na verdade, Edward não ligava nem um pouco para suas juntas. Ele estava apostando tudo naquele pequeno canivete escondido em sua bota direita. Se ela escorregasse para um lugar que ele pudesse alcançar... se o bandido não o visse... e se ele pudesse, de algum modo, passar o canivete para as mãos... em questão de minutos estaria livre. Mas se qualquer uma dessas coisas desse errado, ele permaneceria amarrado ali. Sabe-se lá por quanto tempo. Talvez, até de noite.

Até a escuridão tomar conta. Até que a sede e a fome ganhassem vida e se tornassem demônios, que o torturariam incessantemente. Até que aparecessem os cães selvagens. Jesus. Por favor, Deus, não. Seu coração martelava no peito. Quando o jovem ergueu sua perna e puxou a bota, Edward contraiu o músculo da perna, puxando o rapaz para perto. Ele tinha que manter o canivete ao seu alcance, quando ele caísse. Se a coisa saísse voando quando a bota fosse tirada...

- Calma. - disse ele entredentes. Ele podia sentir que a bota começava a sair.

Um estalo. Um ruído fraco na grama chamou sua atenção. O bandido não reparou. Ele estava muito absorto em sua luta com a bota. Mas Edward desviou o olhar para o lado e o que enxergou fez parar seu coração acelerado. Isabella! Isabella Swan, em seu vestido azul-real de viagem, emergia lentamente da vegetação. Rastejando na direção deles, furtiva como um gato, ela pretendia pegar a pistola deixada de lado. Ela levou um dedo aos lábios, pedindo silêncio a Edward. Ele arregalou os olhos. Não, ele fez com a boca. Não. Vá embora. Ela se aproximou mais. Seu pé fez um galho estalar. Dessa vez, o ladrão percebeu.

Ele ergueu a cabeça e olhou na direção de Isabella. Com um uivo assustador, Edward usou toda sua força e o chutou no rosto. Usando as pernas, Edward agarrou o homem pelo pescoço.

- Eu sei o que você está pensando... - disse ele, a voz tensa pelo esforço. - Que ela é apenas uma inocente garota de óculos e não sabe como disparar uma arma. Mas você está errado. Ela foi treinada. - Edward ergueu a voz. - Bella, mostre para ele. Atire naquela bétula ali adiante.

- Eu não vou atirar numa árvore! Vou desperdiçar o tiro e não tenho mais pólvora. Então o que eu vou fazer? Sério, Edward?

- Está vendo? - Edward disse para o homem que sufocava, tentando consertar a besteira. - Ela sabe o que está fazendo.

Ele soltou o ladrão com um último chute a meia força no rosto.

- Sem movimentos bruscos. - alertou.

Isabella fixou a mira e a pistola.

- Devo atirar nele?

- Não. Há um canivete na minha bota direita. Pegue-o, por favor.

Mantendo a pistola apontada para o ladrão, ela foi se deslocando de lado até alcançar a bota. Isabella encontrou o canivete, abriu-o com uma mão e o segurou como uma adaga.

- Muito bem. - disse ela, encarando o bandido. - Onde eu o esfaqueio?

Onde eu o esfaqueio? Colin olhou para ela, espantado. O cabelo dela estava meio solto, caindo em cachos por seus ombros. Os olhos dela brilhavam com intensidade selvagem. Seus lábios carnudos curvavam-se em um rosnado. Ele já tinha visto aquele olhar selvagem no rosto dela. Em Spindle Cove, Isabella havia derrubado um homem com uma bolsa cheia de pedras, e certa vez desafiou Edward para um duelo. Ela adotava aquela expressão furiosa quando pensava que sua irmã estava em perigo, ou uma de suas amigas. Até mesmo Francine. Mas essa era a primeira vez que ela demonstrava sua fúria para defender Edward.

Espantoso. Ela nem mesmo deveria estar ali. Mas estava, por ele. Disposta a atirar em um homem, ou esfaqueá-lo, em sua defesa. E ela estava incrivelmente linda, forte e maravilhosa.

- Não o esfaqueie, querida. - disse Edward suavemente. - Use o canivete para me soltar.

- Ah. Ah, é. - Uma risada inebriada escapou de sua garganta. - Acho que isso faz mais sentido.

Após alguns minutos cortando as cordas, ela conseguiu libertá-lo. Edward pegou a pistola assim que pôde, e imediatamente a usou para golpear o rosto do ladrão, deixando-o inconsciente. Ele retirou o polvorinho e as balas reservas de chumbo do corpo inerte do homem.

Edward se virou para Isabella.

- Rápido, precisamos estar longe quando ele acordar.

- Oh, Edward. Eles bateram em você. - Ela pegou um lenço no bolso e enxugou o canto ensanguentado da sua boca, fazendo uma careta.

- Isso não é nada.

- E o nosso dinheiro? - perguntou ela, olhando em redor.

- Os outros ladrões levaram.

- Oh. Pelo menos ainda tenho algumas moedas. Estão guardadas no forro do meu espartilho.

- Bem, - murmurou ele enquanto enfiava o pé esquerdo na bota. - Você é cheia de truques.

- Você parece chateado.

- Eu estou chateado. - Ele se pôs de pé e começou a caminhar na direção de onde Isabella veio. Eles precisavam ir embora dali o quanto antes. - Não consigo acreditar que você esteja aqui. Isabella, eu lhe dei instruções específicas para ir até a próxima cidade. Onde você estaria em segurança.

- Eu sei. Mas eu fiz a Srta. Gateshad me deixar sair uns quatrocentos metros mais adiante. Eu... - Ela agarrou o pulso dele. - Eu não podia abandonar você.

Ele se virou e a encarou. Deus, ele nem sabia como se sentir. Aliviado por estar livre? Furioso com ela, por ignorar suas ordens? Inundado por um sentimento de gratidão, por ver Isabella bem e em segurança, ali com ele? As emoções que fervilhavam dentro dele eram uma mistura de todos esses sentimentos. Ele sabia uma coisa. Não ousaria tocar nela naquele momento. Fosse para chacoalhá-la por desobedecer suas ordens, para agarrá-la e chorar de gratidão em seu vestido ou para amá-la no chão da floresta até suas bolas secarem... Ela ficaria magoada de um jeito ou de outro. O que tornaria toda aquela provação uma inutilidade.

- Espere. - Quando eles saíram da pequena clareira, Isabella o chamou de lado. - Meu baú está aqui. Eu o escondi debaixo de umas folhas.

- Você trouxe a Francine?

Então foi por isso que ela demorou tanto para aparecer.

- Bem, eu não podia deixá-la para trás. - Ela se ajoelhou na relva e começou a afastar folhas e galhos de cima do baú escondido. - Não depois do que você fez para salvá-la.

- Depois do que eu fiz para... para salvar Francine? - Ele se agachou do lado dela, ajudando na escavação. - Você é uma garota inteligente, Bella. Mas às vezes pode ser incrivelmente tonta. Eu não daria duas raspas de unha para salvar esse maldito pedaço de gesso. Muito menos arriscaria minha vida.

- Mas os quinhentos guinéus...

- Pode acreditar, nem por cinco mil guinéus eu ficaria sentado e amarrado a uma árvore desse jeito. Eu nunca teria ido com aqueles bandidos se você não tivesse me forçado a isso.

- Eu forcei você? - O tom de voz dela subiu uma oitava. - Eu não forcei nada! Eu tive vontade de esganá-lo quando se ofereceu. Fiquei com tanto medo!

- Bem, ou eu me oferecia ou ficava ali, assistindo o seu assassinato. Você é quem estava arriscando a vida para salvar esse maldito lagarto, por isso eu intervi. Você acabaria sendo morta. Ou coisa pior.

- Então você fez isso por mim?

- Isabella... - ele começou a erguer a mão para tocá-la, mas pensou melhor. Em vez disso, simplesmente fez um gesto de impaciência. - Você não me deixou alternativa.

- Sinto muito. - Ela levou a mão ao cabelo. - Sinto ter colocado você nessa situação. É só que... o trabalho da minha vida está nesse baú. É minha única chance de obter o reconhecimento da sociedade científica, minha única chance de sucesso. Eu já arrisquei tanto por ele. Quando aquele bandido tentou tirá-lo de mim, eu não pensei, eu só... reagi. - Fungando, ela levantou os olhos para ele. - Você consegue entender?

- Ah, claro. Eu entendo. O que está nesse baú é o trabalho da sua vida, e eu sou apenas o sujeito inútil que está viajando com você esta semana. É claro que a segurança de Francine vem em primeiro lugar.

- Não! - Ela balançou negativamente a cabeça com tanta força que seus óculos ficaram tortos. - Isso não é justo. Você está distorcendo minhas palavras. Escute, Edward. Naquele momento de desespero, na carruagem, eu posso ter arriscado minha vida para salvar este baú. Mas você tem que acreditar em mim quando lhe digo que eu não pretendia arriscar sua vida. Foi por isso que eu voltei.

Ele aquiesceu lentamente. Era difícil continuar discutindo quando ela explicava daquela forma. Sério... o que ele poderia dizer? Admitir que havia nutrido uma absurda fantasia masculina em que ela corria pela floresta para salvá-lo, o cabelo esvoaçando atrás dela, os seios pulando a cada passo... Auxiliada por pássaros canoros que cantavam as orientações para ela o encontrar... Simplesmente porque ela sabia que Edward precisava de ajuda? Porque no momento em que a carruagem das Gateshad se colocou em movimento, ela percebeu que a ciência não significava nada para ela – absolutamente nada – sem ele. E agora Isabella deveria cair a seus pés e implorar para ser sua escrava de lábios carnudos para todo sempre? Não! É claro que não... ela tinha voltado porque era necessário para seus objetivos, e também era a coisa certa a ser feita. Ela era determinada e leal, como sempre foi. Nada havia mudado entre eles.

Maldição. Ele ficou em pé e pegou uma das alças do baú.

- Nós precisamos ir embora. O garoto que eu apaguei não virá atrás de nós. Ele vai estar muito ocupado salvando a própria vida, mas quando seus comparsas perceberem que eu sumi...

- Oh, céus. - Ela ergueu seu lado do baú. - Eles virão atrás de nós.

Edward empurrou a vontade de beijá-la para longe. Realmente precisavam sair dali antes que viessem atrás deles.


Olha as ideias... Parece menininha, magoado por ela não vir ao seu resgate pelos motivos que ele queria kkkkkkk

Barbara Gouveia: Então, flor, parece que tivemos uma heroína, não o bom e velho Edward-salvador-da-pátria haha. Beijos!

sahfernandes: Seja bem-vinda, leitora nova! Fico muitíssimo feliz que esteja gostando, e espero mesmo que continue acompanhando! Histórias de época também são minha paixão secreta, acho hilário essas Bella`s independentes e fortes rsrs. Beijinho.

Guest/Giulia: Adorei o nome! Aparentemente, o bebê que estou esperando tem 95% de chances de ser uma menina, e acho esse nome lindo, está na minha lista rsrs. Voltando ao foco, perdão: o Jasper nem sequer ficou sabendo das trapalhadas, eles precisam manter o máximo em sigilo. Até!

Nanny: Desculpe, mas ele não vai sair do MEU colo, querida. Beijinho no ombro!

AllSweet: Parece que seus desejos se concretizaram kkkk Faço o quê? Deixo vocês esperando por uma semana? Bom... Vou fazer uma proposta para vocês, vamos ver o que acham =)

Cris Redfield s2: Pois é, rsrs. Beijos e até a próxima semana!

mari A: Opostos se atraem, e quando isso acontecem, colidem. Essa é a mágica da coisa toda ;D

Ktia S: Sim, Jacob ... não tem como não imaginá-lo todo delicioso e tesudo hahaha. O Edward se safou, vamos ver o que acontece no próximo. Bjo!

Pessoinhas lindas, tenho uma proposta! Em vista da quantidade de pessoas que acompanham a fic (isso se o Traffic do FF não estiver me enganando), eu vou continuar postando todos os sábados... MAAAAAS, como já estou com a fic inteirinha adaptada, a cada 12 reviews no capítulo, eu posto o próximo, independente se atingiram essa meta no meio ou começo da semana. Se tiver 12 reviews logo no sábado (por exemplo), no dia seguinte já estou postando o próximo capítulo. Ok? Vai depender de vocês agora!

Beijos e até o próximo sábado ou até atingirem as 12 reviews! ;)