Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.
CAPÍTULO QUATORZE
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"Acredite em mim, você não quer que os hóspedes pensem que estou disposto a dividir você."
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Edward e Isabella caminharam muito pela floresta, carregando Francine entre eles. Pela posição do sol às suas costas, Bella pôde deduzir que eles viajavam para o norte. Como não haviam atravessado nenhum grande rio ou mar, ela supunha que eles continuassem em solo inglês. Mais do que isso ela não saberia dizer. E também não tinha certeza do que Edward sabia. Céus, não foi na manhã daquele mesmo dia que ela parou do lado da estrada e declarou que não podia dar nem mais um passo? Edward insistiu que ela possuía força dentro de si, e a incomodava admitir que ele estava certo. Ela havia caminhado quilômetros e quilômetros, sem comer nada desde o jantar da noite passada. Continuar pondo um pé na frente do outro exigia todo seu poder de concentração. A fome a perseguia a cada passo, e a roía por dentro.
- Minha nossa. - Edward parou, de repente. - E eu aqui pensando que odiava o campo.
Isabella olhou para cima. Eles haviam entrado em uma clareira. Uma campina ampla e gramada, no meio da floresta. Toda aquela clareira estava acarpetada de jacintos. Milhares e milhares de talos verdes e curvos, com flores azuis pendendo na ponta. A luz do sol vinha pelas frestas das árvores, iluminando as flores em diferentes ângulos. A cena toda cintilava. Foi um momento mágico.
- Mesmo eu, exausto como estou, tenho que admitir que isso está lindo.
Isabella estava tão faminta que só conseguiu pensar em uma coisa.
- Você acha que isso é comestível?
Ele riu. Ela sorriu. E assim o humor dos dois melhorou. Os bandidos tinham ficado para trás. Eles estavam bem e Francine continuava com eles. O estômago dela podia estar vazio, mas um sentimento de esperança encheu seu peito. Talvez tudo não estivesse perdido. Enquanto eles caminhavam pela clareira, ela teve a sensação misteriosa de caminhar sobre ondas. Só que aquele era um mar de pétalas, não de água salgada. Seu dedo enganchou em um galho caído e Isabella tropeçou.
- Você está bem?
Ela aquiesceu.
- Eu só me distraí imaginando quanta greda tem nesse solo.
- Quanta o quê?
Ele pôs seu lado do baú no chão e Isabella fez o mesmo.
- Você sabe. - disse ela. - Greda. Uma mistura de argila e areia. Para que o solo suporte tantos jacintos, ele teria que...
- Você está no meio disto. – ele abriu os braços para indicar o esplendor da natureza – E está pensando em quanta greda tem no solo? Você passa tempo demais olhando para o chão.
Edward rodeou o baú e se aproximou dela. Usando sua força com delicadeza, ele a ergueu e a deitou sobre os jacintos. Isabella ficou deitada de costas, ofegante e tonta pela inversão súbita e proximidade dele. Ele deitou ao lado dela.
- Pronto. Descanse um pouco. Olhe para o céu, só para variar.
Esticada sobre o chão desnivelado, Isabella olhou para cima. Ela podia ouvir o som do seu coração pulsando em seus ouvidos, e o aroma das flores esmagadas engolfou seus sentidos. A grama e os jacintos erguiam-se acima dela, oscilando na brisa suave e derramando encanto pela vegetação. Acima de tudo, o céu pairava sobre eles azul e radiante. Quase sem nuvens, a não ser por alguns tufos brancos que ficavam mudando de forma e eram, aparentemente, orgulhosos demais para imitar coelhos, dragões ou navios a vela.
- O que eu deveria estar vendo? - perguntou ela.
- Sei lá... O que as pessoas veem quando olham para o céu? Inspiração? Beleza? - ele suspirou. - Verdade seja dita, esta vista sempre me intimidou. O céu é tão vasto. Não consigo evitar sentir que ele tem expectativas comigo. Expectativas que estou frustrando. - Edward ficou em silêncio por um longo momento. - Ele me lembra os seus olhos.
Isabella o cutucou com o cotovelo.
- Meus olhos são castanhos. E minhas costas estão ficando úmidas. - Definitivamente, este solo é muito rico em greda. Eu precisava olhar para o céu para perceber isso.
Rindo, ele rolou de lado e a prendeu com uma perna.
- Você sabia que é a mulher mais surpreendente que existe?
A respiração dela ficou suspensa.
- Você também vive me surpreendendo. Nem sempre de modo agradável.
- Se as surpresas fossem sempre agradáveis, não seriam tão surpreendentes.
- Acho que isso é verdade.
Ele afastou alguns fios de cabelo do rosto dela, tirou os óculos de seu rosto e os colocou sobre o baú. O pulso de Isabella acelerou quando ele baixou lentamente a cabeça e beijou a ponta de seu nariz. Ela piscou, tentando focar o rosto dele e entender sua expressão. Aquele foi um gesto carinhoso ou provocador? Ela não sabia dizer.
- Por que você fez isso?
- Porque você não estava esperando. Que tipo de surpresa foi? Agradável ou não?
- Não sei dizer.
- Então vou tentar de novo.
Ele baixou a cabeça e a beijou na testa. Depois no queixo, no rosto, no lugar entre as sobrancelhas. Sua língua brincou na orelha dela. Desceu pelo pescoço. Mergulhou no vale quente e sensível entre os seios. Ela suspirou.
- Edward...
Ele a agarrou pela saia e trouxe seu quadril de encontro ao dele.
- Bella. - ele gemeu em seu pescoço. - Eu sei que é loucura, mas preciso disto agora. Aqui mesmo, no meio de toda essa beleza. Eu preciso sentir você quente e viva debaixo de mim.
Quando ele se curvou para beijá-la na boca, Isabella pôs a mão em seu peito.
- Acho que essa não é uma boa ideia.
Edward passou a mão pelo corpo dela.
- A noite passada não foi boa?
Memórias nebulosas daquele prazer frenético, imoral e chocante, a tomaram de surpresa. Ela sentiu a umidade entre as pernas – o que não tinha nenhuma relação com o solo.
- Foi muito boa. Mas também confusa.
- Isto não tem que ser complicado. - Ele envolveu seu seio com a mão e passou o polegar pelo mamilo, fazendo com que ficasse tenso. - É algo físico. Instintivo. Para aliviar a tensão de um modo mutuamente prazeroso.
Ele plantou beijos ao longo de seu pescoço, e flores de desejo nasceram de cada um. Ainda assim, ela estava relutante.
- Eu não sei... - Ela perdeu a fala com outro beijo ansioso. - Eu não sei se me sinto à vontade em ser o instrumento do seu alívio.
- Você faz isso parecer algo tão unilateral. Eu prometo que você também vai gostar.
Ela não duvidou disso. A mão dele entrou pelo decote de seu vestido e ele deslizou os dedos por baixo do tecido para envolver seu seio. Com habilidade e experiência, ele libertou a esfera macia.
- Deus. - ele suspirou, circulando o mamilo rosado e nu com a ponta do dedo. - Você é tão macia. Tão quente, macia e doce.
Ele tomou o mamilo com a boca. Edward gemeu, puxando levemente a pontinha com uma sucção deliciosa, para depois rodear o pico com a língua. Isabella ficou tonta com as intensas sensações. O modo como ele a tocava, beijava, lambia e chupava... era tão gostoso. O prazer era tão agudo que a fazia sentir uma dor por dentro. Era impossível sentir aquilo e não desejar mais. Mas Edward não era o único que tinha "princípios". Ele não era o único que podia fazer regras. Ela não podia simplesmente ficar recebendo "lições" ou fingindo. Ela só queria aquilo se fosse real. Ele introduziu uma perna no meio das dela.
- Tem tanto fogo dentro de você, Bella. Um talento natural para a paixão.
Um talento para paixão? Ela?
- Mesmo que fosse verdade, - disse ela. - veja aonde isso me levou. Fui posta para fora de uma carruagem, roubada em outra. Perdida na floresta. Faminta, quase sem dinheiro.
- Isso trouxe você até aqui. Na mais bela tarde que já agraciou o interior da Inglaterra. Refestelada sobre um tapete exuberante de jacintos, olhando para um céu azul de doer.
- Com você.
- Comigo.
Eles ficaram em silêncio por algum tempo. Então ela sentiu a atitude dele mudar. Os músculos do peito largo de Edward ficaram tensos sob a mão dela. Seu tom mudou.
- Entendo. - disse ele, retirando os dedos do seio dela. - Então esse é o problema. Não é o ambiente, nem a noção de prazer. Sou eu. Você acha que está aqui com o homem errado.
- Edward...
Ele rolou para longe dela.
- Você preferiria estar aqui com outra pessoa. Alguém como Sir Jacob Black. Falando de greda e composição do solo, e negando a parte de você que gritou meu nome na noite passada.
Enrubescendo, ela enfiou o seio para dentro do corpete e pegou seus óculos.
- Você não precisa ser cruel.
- Não estou sendo cruel. - Ele ficou em pé e limpou a grama e a terra de suas calças. - Eu apenas sinto pena de você, só isso. Tenho tentado libertar você dessa casca, ensinar você a aproveitar a vida. Mas agora eu vejo que você não quer. Você vai morrer presa nessa jaula pequena e frágil que construiu para si mesma. Espero que Sir Jacob não se importe com lugares apertados.
- Então eu devo pedir desculpas? Por querer algo além de 'lições' carnais que você oferece por caridade? Afinal, isso é o máximo que uma intelectual desajeitada como eu pode esperar. É isso? - Isabella se levantou. - Pelo menos Sir Jacob se lembraria do meu nome.
- Pode ser que sim. - Ele se aproximou dela, ficando tão próximo que seu peito tocou os seios dela. - Mas será que ele sabe beijar você com tanta paixão que faria você esquecer de tudo, como eu faço?
Por um instante confuso e lascivo a respiração dele se misturou à dela. Mas antes que ela pudesse pensar em uma resposta, ele recuou. Edward pegou o baú e o colocou no ombro.
- Venha logo. - disse ele, irritado. - A esta altura devemos estar quase lá.
- Quase lá? Lá onde?
Isabella ficou para trás, tentando entender a raiva irracional de Edward. E o senso comum ainda diz que são as mulheres que têm alterações repentinas de humor. Eles andaram por cerca de quinze minutos, e então saíram da floresta no cume de uma montanha. À distância, descendo a encosta, ficava uma imensa mansão de pedra, cercada por jardins e outras edificações.
- Minha nossa. - ela se espantou. - O que é esse lugar?
- Winterset Grange. - respondeu ele. - Eu sabia que estávamos perto. Um amigo meu mora ali. Nós precisamos de um lugar para passar a noite, para ficarmos escondidos, no caso de aqueles bandidos ainda estarem à nossa procura.
- E nós vamos simplesmente aparecer na porta do seu amigo? Sem sermos convidados, surgidos do nada? - Ela fez um gesto mostrando as roupas deles. - Com esta aparência?
- Ah, ninguém vai reparar. Hóspedes estão sempre indo e vindo em Winterset Grange. Quando o duque está em casa é uma farra sem fim.
Isabella ficou olhando para ele.
- O duque? Nós vamos ser hóspedes de um duque?
- Ele não é um duque da família real. - disse ele, como se isso pudesse tranquilizá-la. - James Halford é um sujeito agradável, você vai ver. Ele organiza uma jogatina bem conhecida, chamada Clube do Xelim. Eu sou membro. Ele não vai reclamar de eu aparecer sem convite, desde que eu tenha dinheiro para perder na mesa de carteado.
- Mas você não tem nenhum dinheiro para perder na mesa de carteado! Nós temos exatamente uma ou duas moedas.
- Detalhes, detalhes.
Eles começaram a descer a encosta gramada. A mansão imensa, espraiada, parecia ficar cada vez maior conforme eles se aproximavam – como se algum garoto travesso estivesse atrás dela, inflando-a com ar. Ela era grotescamente grande, com janelas que pareciam olhos maliciosos, profundas e com toldos. E Isabella não estava gostando nem um pouco daquilo.
Quando eles chegaram à entrada, Edward a puxou para o jardim, para trás de uma barreira de ciprestes. Após molhar o lenço em uma fonte, ele limpou o rosto e o pescoço, e depois ajeitou a gravata. Bateu a poeira de seu casaco e sacudiu a cabeça rapidamente, arrumando seu cabelo. Isso parecia tão injusto. Trinta segundos de limpeza e ele estava com a aparência melhor do que ela conseguiria com tenazes quentes, papelotes e a ajuda de duas criadas francesas.
- Estou apresentável? - perguntou ele.
- Você está injustamente atraente como sempre.
Ele inclinou a cabeça para o lado e a examinou.
- E agora, o que podemos fazer com você?
Ela bufou. O que seria possível fazer?
- Provavelmente nada, meu lorde. - respondeu ela, azeda.
- Bem, você não pode entrar com essa aparência; toda cheia de grampos e fechos, toda abotoada. Não se você quiser se passar por minha amante.
- Sua... - Ela baixou a voz, como se os ciprestes tivessem orelhas. - Sua amante?
- De que outra forma posso explicar sua presença? Sou amigo do Duque de Halford há anos. Não posso dizer para ele que você é minha irmã. Ele sabe muito bem que eu não tenho irmãos. - Em seguida, ele levou as mãos até os botões da jaqueta de viagem dela. Começando com o mais próximo de sua garganta, ele os foi soltando, um por um. - Primeiro, precisamos nos livrar disso.
Quando terminou de desabotoar, ele puxou a peça de seus ombros e retirou os braços dela das mangas. Enquanto isso, Isabella ficou ali, inerte, sem saber nem mesmo como protestar. Ele dobrou a jaqueta e a jogou de lado.
- Isto também não serve. - resmungou ele enquanto examinava o vestido de seda que ela usava. - Você devia ter colocado o vermelho, hoje.
Isabella se irritou.
- O que há de errado com este vestido? - Ela gostava dele. Era um de seus melhores. O azul-pavão favorecia suas cores. Pelo menos era o que tinham lhe dito.
- É comportado demais. - disse ele. - Você parece uma governanta, não uma amante.
Comportado? Isabella olhou para o traje. O corpete estava justo em seu peito, e a cintura agarrava firmemente em suas costelas, abrindo-se em uma saia drapeada e vistosa. Era um corte que modelava seu corpo e enfatizava suas curvas – um vestido do qual ela gostou muito quando o experimentou na costureira. Das mangas, principalmente. Elas eram um pouco bufantes no ombro, depois afinavam com um laço no alto do braço. A partir daí elas eram justas nos braços, até o pulso. Ele pegou um dos laços e enrolou a fita entre os dedos antes de descê-los tocando levemente o braço todo, até o punho. Uma sensação inebriante passou por ela, reverberando no frio da seda. Está vendo? Aquelas mangas eram revestimentos ardilosos e sensuais. Não havia nada de modesto nelas.
- Talvez isto ajude. - Ele pegou o punho com os dedos e deu um puxão impiedoso.
- Não, não faça isso!
E, simples assim, a manga foi embora. O puxão abriu uma fenda na costura logo abaixo dos laços, e ele terminou de arrancar a manga usando os dedos. Em instantes ele destruiu toda a manga, e logo começou a trabalhar na outra. No fim, ele a deixou com duas protuberâncias de tecido cobrindo seus ombros. Duas pequenas apóstrofes de seda onde antes havia dois parênteses completos. Ele se afastou um instante para observá-la, depois desamarrou um dos laços e deixou suas extremidades penduradas.
- Por que você fez isso?
Ele arqueou a sobrancelha.
- Isso sugere algo.
- Sugere que eu estou disponível?
- Suas palavras, não minhas. - Ele a segurou pela cintura e a fez girar, para que ficasse de costas para ele. Edward levou as mãos até o alto do conjunto de fechos nas costas do vestido. Começando na base do pescoço, ele foi soltando um por um.
- Isso já é demais. - protestou ela, tentando se afastar. - Eu não admito ficar com a aparência de uma prostituta!
Ele a segurou firme. Seu hálito quente e áspero bateu no pescoço dela.
- Você vai ficar com a aparência que eu quiser. Afinal, é assim que funciona com as amantes. Não tenho dúvida de que Sir Jacob Black gosta que suas mulheres tenham aparência formal e recatada, mas você escolheu a mim como companheiro de viagem. Eu tenho que manter minha reputação.
Ele soltou os fechos do vestido até o meio das costas, bem entre as escápulas. Em seguida, ele desceu o decote ampliado pelos ombros dela, levando-o até uma latitude absolutamente indecente. A borda da roupa de baixo dela ficou exposta, fazendo uma moldura rendada branca para o vale dos seios exposto. Após fazê-la virar novamente, para que ela ficasse de frente para ele, Edward admirou seu trabalho. Isabella estava vermelha de vergonha. Ele havia transformado seu vestido de viagem, totalmente respeitável, em um tomara-que- caia próprio de uma vagabunda pirata. E Edward ainda não tinha terminado com ela. Ele levou as mãos ao cabelo de Isabella e começou a tirar os grampos de seu coque, que já estava desabando. Se ela não estivesse tonta de fome e morrendo de medo de ficar perdida e sem dinheiro nas Midlands, Isabella não teria aceitado aquele tratamento. Aquilo ia além da mera provocação. Será que ele... Seria possível que ele estivesse com ciúmes?
- Sério, Edward? Sinto muito se você se ressente da consideração que tenho por Sir Jacob. Mas me humilhar desta forma não vai melhorar minha opinião sobre você.
- Talvez não. - Ele tirou o último dos grampos e soltou o cabelo dela sobre o rosto. - Mas estou convencido de que isso aumentará muito minha satisfação pessoal. E irá nos poupar de muitas perguntas inconvenientes.
Ele retirou os óculos do rosto dela, dobrou e guardou no bolso do colete.
- Eu preciso deles! - Ela estendeu a mão para pegá-los, mas Edward segurou seu pulso.
- Não, não precisa. A partir do momento em que entrarmos por aquela porta, você não vai sair do meu lado, está ouvindo? Acredite em mim, você não quer que os hóspedes de James pensem que estou disposto a dividir você.
Dividí-la? Em que tipo de covil de perversidades eles iriam entrar?
- Quanto a mim, - disse ele. - vou me comportar como se fosse seu protetor servil, apaixonado e ciumento.
Ela engoliu uma gargalhada que não seria digna de uma dama.
- Esse pode ser o melhor papel da sua vida.
- E você... - Ele ergueu o queixo dela com a ponta de um dedo. - É melhor desempenhar seu papel com perfeição, minha querida.
- Meu papel? Eu não sei como ser uma amante. - Com certeza não entre duques. Ela ficava totalmente sem ação diante de homens poderosos.
- Ah, não se menospreze. Eu acho que você vai se sair muito bem. Sabe, uma amante é uma criatura astuta e selvagem. Quando lhe convém, ela faz o homem se sentir irresistível, desejado, fascinante. Como se fosse o único homem no mundo. - Ele se inclinou para perto dela e baixou a voz, até soar como um sussurro sombrio. Ele estava perto demais, na visão dela era apenas um borrão de ferocidade masculina. - Ela geme como se fosse de verdade. E depois que consegue o que quer, ela deixa absolutamente claro que o homem não tem nenhuma importância, nenhuma mesmo, para ela. Eu acho que você nasceu para esse papel. Concorda?
- Não, não concordo. - disse ela, a voz trêmula. - Como você ousa insinuar que eu sou algum tipo de... A noite passada foi ideia sua!
- Eu sei disso.
- E duvido que eu seja a primeira mulher a passar uma noite agradável em seus braços e não querer mais nada com você no dia seguinte.
- É claro que não. Você simplesmente é a mais recente de uma fila longa e distinta. E não tenha qualquer ilusão de que será a última.
- Então por que você está tão bravo? Por que fui escolhida para um castigo tão cruel? Que ferida posso ter causado em você, a não ser uma picada em seu orgulho?
Doeu nela não ser a última, mas era sua escolha. Ele ficou olhando para ela durante um longo tempo.
- Eu não sei. - disse ele, afinal.
Então ele esticou as duas mãos e beliscou as faces dela. Com força.
- Ai! - Retraindo-se, ela cobriu as faces com suas mãos. - Por que você fez isso?
- Você precisa de um pouco de cor nessas bochechas se vai bancar a minha vagabunda, e nós não temos ruge. - Edward passou um de seus braços ao redor dela e a trouxe para perto. Ele passou o polegar no lábio inferior de Isabella. - E esses lábios estão murchos e pálidos.
Inclinando a cabeça, ele tomou a boca de Isabella com um beijo brusco e decidido. Edward enfiou a língua por entre os lábios dela, em uma passagem completa e exigente por sua boca. Então ele pegou seu lábio inferior com os dentes e deu uma mordida provocadora, desajeitada, deixando sua boca inchada, formigando de prazer e dor.
Ela enfiou o cotovelo nas costelas dele, usando toda a força de seu braço para colocar alguma distância entre eles. Edward a soltou, e ela cambaleou, ofegante, alguns passos para trás. Isabella levou as pontas dos dedos à boca, procurando sangue.
- Está satisfeito, agora!? - sua voz soou ferida e arrasada.
Ele soltou um suspiro comprido e frustrado. Com a distância que colocou entre eles, Isabella pôde avaliar melhor a expressão no rosto Edward. Era de uma fome intensa, assustadora.
- Nem perto. - Ele se abaixou para pegar o baú. - Não estou nem perto da minha satisfação, Isabella.
Que atitude horrível dele, mas vai entender esses homens...
Guest: Oi, moça! Bem vinda! Então, uma das coisas que mais me fizeram gostar dessa história, é a independência da Bella e sua inteligência que - querendo ou não - é bem aceita pelo Edward. Sem aquela coisa de inferioridade, sabe? Várias vezes ele admite que ela é mais inteligente que ele e não é com ar de desdenho. Adoro isso rs. Olha, nem demorou tanto para alcançarem as 12 reviews, chegou rapidinho =)
Nanny: Voltou! Então, Edward em seu período fértil é fofinho até haha' Vamos ver quem vai salvar quem na próxima ;)
Guest Giulia: Olá, moça do nome bonito! Então, ainda não decidi, mas depende do papai também, que parece um nojo com todos os nomes que ofereço haha. Não me surpreenderia se ele gostasse de Josefina, por exemplo HAHAHAHA' O capítulo veio mais rápido do que imaginávamos, huh?
kjessica: Oi, flor! Sim, ela se arriscou pra caramba, ainda mais sem saber se os outros sequestradores estavam nas redondezas ou não. Mas eles estão "fugindo", então mandar chamar o Jasper poderia por tudo à perder e acabaria a viagem ali mesmo rsrs.
Barbara Gouveia: Pelo menos alguma vez a Bellinha precisa ser a salvadora da pátria, né? kkkkk Ela geralmente é a inútil resgatada no último minuto, mas não dessa vez ^^
Ktia S: "Olha a faca!" hahaha' Ela não parece ser do tipo de pessoa que hesitaria em picar o cara, se a chance aparecesse. Leal demais essa garota, por isso amo essa personagem. Beijo!
Cris Redfield s2: Sim, ele tem uma enorme facilidade em reconhecer a Bella como uma igual dele, adoro isso. Espero que continue adorando!
Kris Stew-Pattz: Bem vinda, flor! Espero que continue gostando das trapalhadas que vem por ai, beijos :)
mari A: Parece quase uma obrigação que eles passem por poucas e boas antes de dar tudo certo... Espero que esses dois se acertem, porque né haha. Isso aí, quanto mais pontualidade, mais rápido serão os capítulos! :)
Ann: Bem vinda! O que vem por ai? Só posso dizer que muita confusão e lemons! kkkkk Espero que continue acompanhando, beijo!
Sophie Cullen: Seja bem vinda! Então, 'confusão' é o sobrenome desse casal... Mal pode esperar para ver os próximos capítulos ;)
Twilight 4ever: Bem vinda, moça! Nem te conto o que virá em seguida. Uma pior e mais engraçada que a outra haha Até!
QUE LINDAS!
Viu como foi rapidinho para alcançarem as 12 reviews? Adorei o empenho, e a proposta continua em pé: a cada sábado ou a cada 12 reviews, um capítulo novo, o que chegar primeiro!
Beijos e até logo, eu espero ;)
