Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.
CAPÍTULO QUINZE
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"Estou desesperado pelo desejo que me consome de querer você, de um modo como nunca quis outra mulher em minha vida devassa e desperdiçada."
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Se Winterset Grange parecia austera e inacessível por fora, seu interior lembrava algo saído da Roma Antiga no auge de sua devassidão e seus excessos.
Estar sem os óculos foi, ao mesmo tempo, um inconveniente e uma bênção para Isabella. Para onde quer que se virasse, ela via representações borradas de corpos. Pinturas de pessoas nuas e sensuais cobriam as paredes muito altas, empilhadas em três fileiras. Esculturas libidinosas se projetavam de nichos. Algum decorador ambicioso havia coberto tudo com folhas de ouro. A escultura mais próxima de Isabella parecia ser Pã, pinoteando e se retorcendo sobre uma coluna coríntia. Apertando os olhos ela pôde ver os veios prateados e rosados da pedra. Italiana, certamente.
- Um mármore tão lindo e tão mal utilizado. - Ela passou os dedos pela pedra fria e lisa. Então retirou imediatamente a mão quando percebeu que a protuberância cilíndrica que estava acariciando não era um chifre nem uma flauta.
À procura de um lugar seguro para descansar seus olhos, ela se voltou para o papel de parede. Um padrão tradicional, agradável, em branco e dourado, de casais dançando. Seria isso mesmo? Ela apertou os olhos e olhou mais de perto, forçando o desenho a entrar em foco. Não, os casais não estavam dançando.
- Edward! É você. - Um homem, que vestia uma túnica indiana solta, atravessou calmamente o salão na direção deles. Ele era jovem, perto da idade de Edward, calculou Isabella, e carregava um ar de devassidão refinada e o vago aroma da fumaça de ópio. Ele vinha acompanhado de duas mulheres com ainda menos roupa que ele, uma, delicada e loira, a outra, com o cabelo vermelho vivo.
Isabella não conseguiu distinguir a expressão das mulheres, mas a sensualidade delas era uma força quase palpável. Sentiu o olhar frio e aguçado das duas, principalmente a ruiva. Essa garota assustada não pode ser uma de nós, Isabella as imaginou pensando. Eu não sou, ela queria gritar. Por um breve momento ela se viu vestindo decentemente Edward, seu amigo devasso e aquelas duas vagabundas, para depois jogar aquele Pã indecoroso no chão, dar as costas a tudo aquilo e...
Mas ela não tinha dinheiro. Nem para onde ir ou meios de chegar lá. Ela não tinha nem mesmo seus óculos.
Então Isabella ergueu o queixo e projetou o quadril. Ela se aproximou de Edward e pendurou o braço no ombro dele. É claro que, com a visão dificultada, ela calculou mal a distância e apoiou o braço no ar, cambaleando e caindo em Edward. Imediatamente, ela jogou um braço no peito dele e tentou fazer parecer que aquela era sua intenção. Ela não acreditou que tivesse conseguido enganar alguém. Uma das mulheres soltou risinhos. A outra gargalhou alto. Bella quis afundar em uma fresta no chão.
- Garotas. - disse o homem que ela supunha ser o Duque de Halford. - Vocês se lembram do meu bom amigo Edward Cullen.
- Mas é claro. - arrulhou sedutoramente uma delas, provavelmente a loira morango. - Nós somos velhos amigos, não somos?
Isabella quis, então, afundar no chão e morrer lá. Ela entendia que Edward estivesse bravo, mas como ele podia submetê-la àquilo? Edward inclinou a cabeça.
- Sempre um prazer, James. Desculpe aparecer sem avisar. Espero que você não ligue para a intrusão.
- Intrusão? Nunca! Mas, pelos deuses, você realmente apareceu do nada. Nem mesmo ouvi sua carruagem se aproximar. - O homem soltou uma das mulheres e deu um soco cordial no braço de Edward. - O mordomo me falou que você chegou, e eu não acreditei nele. A última coisa que eu soube de você foi que aquele seu primo o conduzia com rédea curta.
- Da qual parece que eu escapei.
- Que ótimo! O momento não poderia ser melhor. Irina deve aparecer perto do fim da semana. Garotas, vão encontrar minha governanta enrugada e lhe digam para aprontar a suíte que Edward costuma usar.
- Sim, sua graça.
James pôs as mulheres em movimento com tapas retumbantes no traseiro. Então Isabella sentiu o olhar do duque cair sobre ela. Sua pele arrepiou.
- Agora. - disse ele. - Me deixe ver sua bagagem. Você não vai me apresentar a garota, Edward? Acredito que ainda não conheço esta aqui.
- Não, não conhece. - Edward passou a mão em suas costas. - Melissande é nova.
Melissande? Ela fechou brevemente os olhos para evitar revirá-los.
- Não é seu tipo costumeiro, é? - perguntou o duque.
- Sempre gostei de variedade. Ela pode parecer inocente, mas no quarto sabe surpreender.
- É mesmo? - O duque se voltou para ela. - Muito bem, Melissande. Com certeza meu parceiro aqui lhe disse que somos todos amigos em Winterset Grange. Você não vai mostrar que está grata ao seu anfitrião? Que tal começar com um beijo?
O estômago dela deu voltas.
O braço de Eward apertou sua cintura e a puxou para si, impedindo que se movesse.
- Você vai ter que desculpar. - disse Edward com tranquilidade. - Ela não fala uma palavra de inglês.
- Nem uma palavra? - O duque riu. - Parlez-vous français?
- Nem francês. Ela vem de um principado minúsculo nos alpes. Não consigo sequer lembrar o nome. Eles têm um dialeto próprio.
- Hum... - fez o duque. - Felizmente o prazer é uma língua universal.
Ele passou um dedo pelo ombro nu de Isabella. Ela o fuzilou com o olhar, espumando de raiva. Duque ou não, fraude ou não, simpósio ou não, Isabella se recusava a suportar tal tratamento. Ainda que ela não tivesse a beleza, a graça e as habilidades próprias de uma dama, ela era uma livre-pensadora de boa família. Ela tinha sua dignidade. Quando o toque presunçoso de James desceu por seu colo, aproximando-se do decote, ela ficou eriçada – e afastou a mão dele com um tapa. Em seguida ela mostrou os dentes e rosnou. A violência também era uma linguagem universal.
- Cuidado, James. - Edward ficou tenso. Não havia mais bom humor em sua voz, apenas ameaça. - Esta aqui não é de brincadeiras. O amigo do meu primo, no Ministério da Guerra, me pediu que ficasse de olho nela. Existem boatos, suspeitas. O serviço secreto da Coroa acredita que ela possa ser uma princesa exilada ou uma assassina fria.
O duque soltou uma gargalhada.
- Julgando pelo hematoma no seu queixo, aposto na segunda opção. Mas, por falar em apostas, venha comigo. Todos estão na sala de carteado.
O duque girou em seus calcanhares – que estavam expostos, pois aparentemente ele não vestia nada por baixo da túnica – e seguiu por um longo corredor. Edward e Bella o acompanharam, vários passos atrás.
- Agora eu sou uma assassina fria? - silvou ela. - De onde você tira essas histórias?
Ele fez sinal para que ela ficasse em silêncio, e caminhou lentamente para que ficassem ainda mais para trás.
- Chama-se improvisação, lembra? Eu tive que dar alguma explicação para o seu comportamento.
À frente deles, o duque chamou um amigo ao fazer uma curva no corredor. Quando James Halford sumiu de vista, Isabella parou totalmente e se livrou do abraço de Edward. Ela não compreendia como ele podia fazer aquilo com ela – ser tão protetor e altruísta em um momento, e tão desdenhoso no outro.
- Eu não mereço isso. - sussurrou ela. - Só porque cometi o erro de aceitar suas... atenções... noite passada, isso não faz de mim uma prostituta. Como você ousa me colocar no mesmo saco que essas mulheres desprezíveis?
- Acredite em mim, essas mulheres não diriam que são desprezíveis. E o que faz você pensar que elas são prostitutas? Elas podem ser damas, de boa linhagem e bom nascimento, assim como você, mas que entendem coisas acima da sua compreensão. Como se divertir. Como aproveitar a vida.
- O quê?! - Ela bateu com o dedo no próprio peito. - Eu sei muito bem como me divertir. Eu sei muito bem como aproveitar a vida.
Ele inclinou a cabeça para o lado e disse pausadamente:
- Ah, é claro que sabe.
- Como você ousa? -Então ela enfiou o mesmo dedo no peito dele. - Como você ousa me trazer a este lugar e me submeter a esse duque babão e pegajoso?
Ele agarrou o pulso dela e baixou a voz.
- Como eu ouso, não é?
Ela não precisou enxergar a expressão dele para saber que Edward estava bravo. Ele irradiava fúria.
- Como eu ouso arriscar minha vida para salvar a sua, quando você praticamente se jogou em cima daquele bandido. Como eu ouso trazer você para uma casa confortável, onde podemos encontrar comida e abrigo para passar a noite, depois de passarmos um dia vagando pela floresta e pelos campos. Como eu ouso.
As mãos dele deslizaram pelos ombros dela e subiram até o pescoço, como se ele estivesse tentando decidir se a beijava ou estrangulava. Ela resistiria, qualquer que fosse a decisão dele.
- Agora nós vamos entrar naquela sala de carteado. Nós vamos comer, beber e jogar com eles. Assim que possível, vamos fugir para o nosso quarto e ter uma boa noite de sono. Eu juro para você que, quando sairmos desta casa, amanhã de manhã, tanto sua virtude quanto sua personalidade desagradável continuarão intactas, muito bem guardadas dentro dessa concha, desde que você faça duas coisas. - ele sacudiu de leve a cabeça dela. - Fique perto de mim e faça seu papel.
- O papel de assassina fria? Posso me inspirar agora para isso.
- O papel de minha amante. - Ele passou os dedos pelo cabelo dela, produzindo sensações inesperadas em seu couro cabeludo. - Procure bem dentro dessa cabeça inteligente, e tente ver se consegue reunir a imaginação necessária para fingir. Para convencer as pessoas à nossa volta que você admira alguma coisa em mim. Que, contra todas as evidências, você realmente prefere minha companhia a um punhado de terra.
A mágoa áspera na voz dele a pegou de surpresa. Então ali estava o motivo das mudanças de humor e do comportamento imprevisível. De algum modo, enquanto tentava proteger suas frágeis emoções, Isabella tinha feito ele se sentir inferior a um punhado de terra.
- Edward... - Ela tocou a lapela dele. - Eu posso convencê-los de que gosto de você. Isso não vai exigir imaginação.
Ele passou o polegar pelo queixo dela, e sua voz ficou rouca.
- Não vai?
- Mas ninguém vai acreditar que somos amantes. Você ouviu como aquelas mulheres riram. Você mesmo disse, em Spindle Cove. Ninguém vai acreditar que você me deseja.
Com um gemido, ele deslizou as mãos pelas costas de Isabella. Agarrando a bunda dela com as duas mãos, Edward a ergueu e pressionou contra o nicho mais próximo. A atitude possessiva dele a excitou, assim como a pressão exercida pelo corpo duro e musculoso contra o seu. Edward beijou sua orelha.
- E se eu dissesse que fui um idiota naquela noite?
- Eu concordaria.
- E se eu dissesse que tudo mudou? - Ele beijou seu pescoço. - Que nas últimas vinte e quatro horas eu quis matar três homens diferentes, sendo um deles o duque, só por terem a ousadia de tocar você? Que estou desesperado pelo desejo que me consome de querer você, de um modo como nunca quis outra mulher em minha vida devassa e desperdiçada?
Ele passou a língua pelo pescoço de Isabella, que ficou sem respiração.
- Então eu duvidaria de você. - suspirou ela.
- Por quê?
- Porque... - Porque eu duvido de mim mesma. - Porque eu sei como você mente com facilidade.
Ele firmou as mãos no traseiro dela, fazendo a virilha de Isabella se ajustar à dele, que pressionou sua dureza contra ela, fazendo prazer correr por suas veias.
- Sente isso? - rosnou ele.
Ela aquiesceu. Bom Deus, como poderia não sentir?
- Estou assim por você há dias, Isabella Swan. Desde antes mesmo de partirmos de Spindle Cove. Se você não acredita em mais nada, acredite nisto. - Ele balançou o quadril contra ela. - Isto não mente.
Edward simplesmente estava cansado de fingir.
Ele entrou com Bella na sala de carteado. Depois de cumprimentar a meia dúzia de rostos conhecidos que se reuniam em volta da mesa coberta com um pano verde, e apresentar sua enérgica amante – ou – assassina estrangeira, Melissande, Edward sentou em uma cadeira e, pegando Isabella pelos quadris, ele a colocou em seu colo. Aninhando o belo bumbum sobre sua coxa esquerda, jogou um braço sobre o ombro dela, deixando a mão pendurada diretamente sobre seus seios. Com movimentos preguiçosos, ele traçou a linha delicada em que o tecido do decote encontrava a pele.
- Fique perto de mim. - sussurrou ele enquanto passava o nariz pela sua orelha.
Já que estava por ali, ele aproveitou a oportunidade para morder levemente o lóbulo da orelha dela. Resumindo, ele fez com que os dois ficassem muito, muito íntimos. Não pelas aparências, por causa de James. Não para provar alguma coisa a ela ou a qualquer pessoa. Simplesmente porque ele a desejava. E estava cansado de fingir que não.
- Muito bem, Edward. - O duque pegou o baralho. - O jogo é brag*.
[Dei uma procurada nesse bendito jogo, mas não encontrei nada que fosse realmente relevante. Sorry!]
Edward analisou as moedas e fichas espalhadas sobre a mesa.
- Por favor, me dê só algumas fichas. Não estou carregando muito dinheiro comigo.
- Mas é claro. - O duque entregou-lhe duas pilhas de xelins, cada uma com dez moedas.
Isabella ficou tensa em seu colo.
- Quieta. - murmurou ele em seu cabelo. - Confie em mim.
Ela devia entender que aquilo era necessário. Algumas horas na mesa de baralho lhes pagariam hospedagem e alimentação. Ela fez um ruído de dúvida na garganta, mas ficou parada.
- Seja um bom anfitrião, James, e peça para um desses patetas de libré trazer comida e vinho para minha mulher. Um pouco de comida faria bem a ela.
- E para você também, pela sua aparência.
- Bem, isso é verdade. - Edward sorriu. - Nós estamos nos exaurindo nesses últimos dias.
Os jogadores em volta da mesa riram com vontade. O duque apenas acenou para os criados trazerem comida e bebida, e começou a distribuir as cartas. Na sala de carteado, James Halford só queria saber de jogar. Edward voltou sua atenção para as cartas. Isabella voltou a dela para a comida. Ela cuidou dele, em pequenos detalhes. Enquanto Edward se concentrava nas cartas que havia recebido, ela encheu sua taça com clarete. Depois lhe preparou um sanduíche de porco assado entre duas metades de pão com manteiga. Enquanto fazia isso, ela passou manteiga na ponta do polegar, que pôs na boca e chupou. Edward sabia que ela não teve intenção de ser sugestiva ou provocadora, o que tornava aquilo ainda mais excitante.
Ele notou isso em Isabella ainda na primeira noite, na torre. Ela tinha uma sensualidade natural, simples, que só emergia quando se sentia confiante. Ou depois de tomar um pouco de vinho. Ele imaginou o que seria necessário para fazer essa mulher estar sempre à vista. Ela precisaria de um suprimento permanente de confiança, imaginou Edward. Talvez sua participação na Sociedade Geológica Real pudesse lhe dar isso, até certo ponto. Mas o homem certo poderia lhe dar muito mais. O homem certo poderia plantar sementes de confiança bem fundo nela, e nutri-las até que vinhas saudáveis e robustas crescessem, para oferecer frutas abundantes e doces.
A única fruta com que ela se importava, no momento, eram as uvas e damascos no prato diante deles. Encher sua barriga faminta era, claramente, seu objetivo principal, e ela se dedicou a isso com energia, devorando fatias de queijo e presunto. Quando um criado que passava lhe mostrou uma bandeja de tortinhas, Isabella abandonou seu copo de vinho imediatamente e pegou uma tortinha com cada mão. Ela enfiou uma na boca e ofereceu a outra a ele. Em vez de pegá-la com os dedos, ele segurou o pulso dela e o manteve firme. Então devorou o confeito diretamente na mão dela, deixando a língua passar pelas pontas dos seus dedos. Isabella suspirou, e aquele som delicado foi mais doce e delicioso que uma torta de geleia jamais poderia ser. James pigarreou.
- É sua vez de apostar, Edward.
Ele se sacudiu e jogou um xelim bamboleante para o centro da mesa.
Ele jogava, eles comiam. Depois que ambos ficaram satisfeitos, Edward acenou para os criados tirarem seus pratos e bandejas. Isabella se ajeitou em seu colo. Os dedos dela se enroscaram no cabelo da nuca de Edward, e ficaram brincando ali, distraídos. Ela massageou os tendões do pescoço dele, aliviando a tensão acumulada. Pequenos gestos de gentileza que ele não merecia. Ele apertou os lábios contra a orelha dela e sussurrou:
- Você sabe que estou arrependido? Pelo que aconteceu mais cedo.
Ela inclinou ligeiramente a cabeça. Com um gemido ruidoso, ele passou o braço pela cintura dela e a aproximou. Isabella descansou a cabeça em seu ombro e ele beijou sua cabeça.
- Durma, se quiser.
Ela soltou um longo suspirou e derreteu no abraço dele. Aquela intimidade fácil entre eles... fazia sentido, Edward imaginou, devido às aventuras por que passaram nos últimos dias e noites. Ainda assim, era surpreendente. Ele foi fisicamente íntimo com muitas mulheres, e se sentiu emocionalmente ligado a outras, mas até então, ele trabalhou com afinco para manter afastadas essas duas esferas sociais. Havia mulheres que Edward contava como amigas, e havia aquelas que ele levara para a cama. Sempre que ele permitia esses dois grupos se sobreporem, era confusão na certa. E Isabella Swan não havia lhe trazido nada a não ser confusão, desde o início.
Mas, por Deus, ele havia retribuído, e como. Quando se aninhou em seu peito, Bella pareceu tão pequena e frágil comparada à ele. Nas últimas vinte e quatro horas ela andou quilômetros pelo interior da Inglaterra, entregou todo seu dinheiro sob a mira de uma arma, puxou um canivete para um bandido, e entrou em uma casa que transpirava excessos orgíacos que fariam uma fidalga virgem sair gritando. E tudo isso apenas um dia depois de seu primeiro orgasmo de verdade. Em nenhum momento ela se desmanchou em lágrimas de desespero.
Ou lhe implorou para, por favor, levá-la de volta para casa. Ele não conhecia outra mulher que se portaria tão bem em circunstâncias semelhantes.
Edward fez uma promessa a si mesmo, naquele momento e naquele local. Ainda que não fizesse mais nada certo em sua vida, ele faria isto: levaria Isabella Swan até Edimburgo para que fizesse sua apresentação científica. Pontualmente e inteira. E com sua virtude intacta. De algum modo ele faria com que essas boas intenções virassem realidade. Então ele acariciou gentilmente seu cabelo e suas costas com a mão esquerda enquanto segurava as cartas com a direita.
- Durma. - murmurou ele novamente.
Enquanto se ajeitava em seu colo, ela esfregou a coxa nele. A reação do corpo de Edward foi imediata, instintiva. O sangue correu para seu púbis, endurecendo seu membro e afrouxando sua crença tênue naqueles princípios. Ele a queria fisicamente e não podia fingir outra coisa. Mas ele precisava se esforçar para esconder aquela outra reação, mais visceral – a ternura avassaladora que crescia em seu peito.
O fato simples e impensável de que ele gostava dela. Gostava mais do que podia cogitar.
Uma das minhas partes preferidas é o próximo capítulo, muito engraçado kkkkk Edward todo cheio de tesão é demais, adoro mesmo!
Barbara Gouveia: Agora, que sabemos o motivo por ele estar chateado com ela, dá até uma dózinha rs.
Ktia S: Então, comecei a adaptar e testar os personagens com os do livro... Ainda não é certeza, mas é provável que eu traduza sim. Sim, ele está virando um bolo de emoções e hormônios, e eu acho isso muito fofo!
Nanny: Foi cruel, sim. Mas espere pelo próximo capítulo, é muito legal!
kjessica: Sim, foi. Ele está se sentindo menos que "um punhado de terra" e ele se importa com a Bella a ponto de isso fazer ele se sentir assim tão mal.
mari A: Adoro leitoras assim! Nunca, jamais, contrarie um homem nessas condições. Quem brinca com fogo, se queima... Apesar de, no fogo do Edward, quem é que não gostaria de se tostar completamente? :)
TP-Link 95: Bem vinda, moça nova! Adoro quando vocês aparecem, de verdade, ainda mais quando está gostando!
VioletSMC: Bem vinda, flor! Awn, obrigada você por acompanhar e me deixar saber que está gostando. Quando li esse livro, logo no segundo capítulo pensei em trazer para o FF com os fofuxos... Estou agora pensando em trazer o volume I dessa trilogia (comecei pelo II, eu sei eu sei rs). Obrigada de novo!
Boa tarde, povo! Espero que o feriado tenha sido prolongado para a maioria, e que estejam curtindo muito :)
Até sábado que vem ou as 12 reviews! Beijo!
