Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.
CAPÍTULO DEZESSEIS
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"Você possui a boca mais erótica que eu já vi. Esses lábios doces, carnudos, me deixam louco."
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Mais uma vez, Isabella acordou em seus braços. Ela estava se acostumando a acordar assim – envolta pelo calor dele, sua força, seu aroma com toques de cravo. Ela não se apressou a despertar, mas flutuou naquele devaneio por mais um minuto. Suspirando no colete dele e agarrando firmemente seu pescoço. Ela confiava naquele homem. Ele era um notório mentiroso e libertino sem-vergonha, mas ela confiava nele. O bastante para adormecer em seus braços em meio àquela depravação.
Ela olhou para a mesa de carteado, tentando pôr em foco a confusão de cartas e moedas. Quanto tempo havia passado? Parecia ser muito tarde. A maioria dos jogadores já devia ter se recolhido. Apenas Edward e James continuavam. Ela firmou a vista na pilha de xelins diante deles. Será que ele havia aumentado seus fundos o bastante para que continuassem a jornada? Eram vinte moedas no início do jogo. Então ela contou... Quatro. Seu coração parou. Oh, Deus. Como ele pôde? Ela havia confiado nele, e Edward estava perdendo tudo.
Então ela fixou o olhar nas cartas que Edward tinha em mãos. O que ela viu lhe deu motivo para respirar novamente. Suas cartas pareciam animadoras. Ela não as conseguia ver perfeitamente – não sem os óculos. Mas ela pôde ver que todas eram vermelhas e tinham figuras. A lógica lhe disse que deveriam ser boas. Um par de valetes, no mínimo. Ela olhou para o centro da mesa, com um monte de moedas. Mais do que suficientes para repor o que os bandidos haviam levado. Talvez isso fosse parte do plano de Edward.
- Um mero par de noves, só isso. - O duque baixou suas cartas. - Estou certo de que você pode fazer melhor que isso, Cullen.
Sim! Ele pode. Ela agarrou a borda do bolso do colete dele, tonta de empolgação. Edward ficou em silêncio por algum tempo.
- Sinto desapontá-lo, James. - disse ele. - Mas você me derrotou.
Ele baixou as cartas viradas para baixo diante de si. Com uma risada gananciosa, o Duque de Halford recolheu seus ganhos. A mão de Isabella escorregou do bolso de Edward. Ela estava aturdida. Horrorizada. Eles só tinham quatro xelins agora. Ela tinha que tirar Edward daquela mesa antes que ele perdesse tudo que possuíam. Mas como? Ela não podia nem mesmo falar com ele, graças às suas histórias malucas. Aquelas pessoas acreditavam que ela era Melissande, uma princesa refugiada de algum minúsculo principado alpino. Ou, talvez, uma assassina que poderia garrotear a todos enquanto dormiam. E, em seu tempo livre, amante de Edward Cullen. Sua amante mundana e sensual.
Isabella mordeu o lábio. Talvez houvesse uma forma de levá-lo para longe daquela mesa sem usar palavras. Ajeitando-se no colo dele, ela esticou uma mão para acariciar seu cabelo. As pesadas mechas acobreadas se enrolaram em seus dedos, e passavam como penas por sua palma. Com a outra mão ela foi soltando o nó da gravata até que toda a extensão do tecido deslizou do pescoço dele de forma lenta e sensual. Ela acreditou que o ouviu gemer, um pouco. Isabella enfiou o rosto no pescoço dele. O aroma de conhaque exalava de sua pele, profundo e inebriante. Sem seus óculos, e perto como Edward estava, ele não era para ela mais que um borrão não barbeado. Mas era um borrão dolorosamente lindo, apesar de tudo. Esticando o pescoço, ela o beijou no rosto. A respiração dele falhou, e ela quase perdeu a coragem de continuar. Mas ela havia começado, e não tinha como parar. Inclinando a cabeça, ela o beijou debaixo do queixo.
Do outro lado da mesa, o duque soltou uma risada seca.
O coração de Isabella parou. Ela congelou, com os lábios grudados na garganta não barbeada de Edward. O que ela estava pensando? Uma sedutora descarada? Ela? É claro que Halford não acreditaria nisso. Ninguém com a cabeça no lugar acreditaria.
- Edward? - disse o duque. - Será que você quer pular esta jogada? Parece que a bela Melissande precisa ser levada para a cama.
O pomo de adão de Edward pulou em sua garganta.
- Ela pode esperar.
- Talvez. - respondeu o duque, com uma risada de quem entende a situação. - Mas você pode? Eu nunca vi os nós dos dedos de um homem tão brancos.
A satisfação fervilhou no corpo dela. James Halford tinha acreditado. Edward foi afetado. Ela era uma sedutora. Mas Isabella ainda não tinha conseguido seu objetivo – afastar Edward da mesa de carteado. Então, redobrou seus esforços. Ela enfiou os dedos com força no cabelo dele. E lambeu seu pescoço, arrastando a língua da veia pulsante até o lóbulo da orelha. Com a ponta da língua ela desenhou cada reentrância e cada saliência da orelha dele.
- Para cima. - sussurrou ela. - Leve-me para cima. Agora.
Edward segurou as costas do vestido dela, e a fez prender a respiração com um puxão. Mas a repreensão forte e secreta apenas serviu para inflamar a natureza rebelde de Isabella. De quem foi a ideia de que ela desempenhasse aquele papel? Ele não tinha direito de reclamar. Além disso, uma parte dela estava gostando daquilo. E a julgar pela saliência dura e quente que ela sentia em sua coxa, parte dele também estava gostando. Isto não mente. Ela beijou a clavícula dele, enquanto levava os dedos para os botões da camisa. E foi soltando um, depois outro, e enfiou seus dedos dentro da camisa para acariciar o peito macio e musculoso.
- Sua pilha de moedas está bem baixa, Edward. - observou o duque. - Já que você parece tão pouco interessado em desfrutar da Melissande, talvez queira fazer uma aposta amigável. Eu apostaria uma boa quantia de dinheiro contra esses encantos... tão óbvios e abundantes.
Isabella teve que se esforçar muito para não demonstrar que entendeu o que o duque falou, com um olhar ameaçador. Ou com um vômito violento. Edward também ficou tenso.
- Cuidado, Halford.
- Por quê? Não é como se ela pudesse entender o que estamos falando. - O duque embaralhou e distribuiu as cartas. - Uma mão, um vencedor. Você põe sua garota na mesa e eu aposto uma das minhas. Quem ganhar vai se divertir em dobro esta noite.
Cada músculo do corpo de Edward ficou instantaneamente duro como pedra. Uma de suas mãos fechou, formando um punho. A outra buscou a pistola em sua cintura. O sangue de Isabella ficou gelado em suas veias. Aqueles impulsos protetores eram muito bonitos, mas a última coisa de que ela precisava era que Edward começasse uma confusão com o duque. Eles seriam expulsos de Winterset Grange – com nada além da roupa do corpo, e dessa vez à noite. Uma questão de minutos os separava do desastre. Mas ela podia ver, pela expressão tempestuosa dele, que não levaria nem dez segundos para algo acontecer.
Tirando Isabella do colo, ele se pôs em pé. Edward apontou um dedo para o duque.
- Você nunca...
PAFT!
Tapa. Isabella o esbofeteou em cheio no rosto. Edward olhou aturdido para ela, visivelmente estarrecido. Ela ergueu os ombros, ele não lhe deu alternativa. Isabella tinha que impedir a briga entre os homens. E Edward não podia começar uma briga com o duque se ela começasse primeiro uma briga com Edward. Então... Tapa. Ela usou a mão esquerda dessa vez, mandando a cabeça dele na outra direção. Então ela recuou, fervilhando o mais dramaticamente que, ela imaginava, poderia fervilhar uma princesa-assassina alpina de cabelos escuros e sangue quente. Adotando um sotaque inespecífico – algo entre italiano e francês – ela apertou os olhos e disse:
- Vozêê. Bais. Tar. Du.
Ele franziu as sobrancelhas.
- Quê?
Ah, pelo amor de Deus.
- Vozê! - Ela o empurrou com as duas mãos no peito. - Bais. Tar. Du.
Levantando de sua cadeira, James Halford riu.
- Eu acho que ela está chamando você de bastardo, caro amigo. A encrenca é com você. Parece que a vagabunda entende um pouco de inglês, afinal. Céus.
Finalmente, Edward entendeu.
- M-m-mas Melissande, eu posso explicar.
Ela o rodeou, rugindo.
- Bais. Tar. Du. Bais. Tar. Du!
Quando ele voltou a falar, Isabella percebeu que Edward se esforçava para não rir.
- Acalme-se, querida. E se você for fazer alguma coisa... por favor, eu lhe peço, não vá ter um de seus ataques de cólera e paixão incontrolável.
Malandro incorrigível. Ela tinha certeza de que Edward havia lançado um desafio. Muito bem... Ela iria aceitar. Isabella pegou uma taça na mesa. Ela entornou a maior parte do vinho em um único gole, então jogou o resto na cara de Edward, espirrando vinho nos dois. Gotículas vermelho-rubi escorriam por seu rosto atônito. Com um rugido baixo, ela se jogou nele, pegando-o pelos ombros e envolvendo o quadril dele com suas pernas. Ela lambeu o vinho de seu rosto, passando a língua pelas faces, queixo... e até pelas sobrancelhas. E então ela terminou sua performance de amante enlouquecida com um beijo lento, profundo, selvagem nos lábios que fizeram Edward gemer dentro de sua boca e agarrar seu traseiro com as duas mãos.
- Para cima. - ela gemeu contra seus lábios. - Agora.
Finalmente, ele a carregou para fora da sala e a beijou até estarem no meio do corredor. Lá ele parou, aparentemente incapaz de segurar a risada por mais um momento sequer. Ele a apoiou na parede e arquejou no pescoço dela, tremendo de rir.
Bem, ela ficou contente que alguém achou aquilo divertido. Ainda rindo, ele a pôs em pé e a puxou escada acima e depois para um corredor lateral. Ele abriu a porta de uma suíte, que obviamente já conhecia. Sua decoração sofria da mesma abundância de folhas de ouro e escassez de bom gosto que o restante de Winterset Grange.
- Oh, Bella. Aquilo foi ótimo!
- Aquilo – ela fechou a porta com violência – foi humilhante.
- Bem, foi uma interpretação magnífica de amante. - Ele tirou o casaco, pôs a pistola de lado e começou a desabotoar o colete. - Que raios foi aquilo, com... a lambeção e o vinho? E por que diabos você...
- Chama-se improvisação! Agir sob pressão e essa coisa toda. - Ela passou as mãos pelo cabelo solto e revolto, inspecionando ansiosamente o quarto até que encontrou o baú com Francine, bem guardado debaixo de uma mesa lateral com pernas torneadas. - Eu tinha que afastar você da mesa de carteado antes que você perdesse todo nosso dinheiro e arruinasse tudo. Nós já devemos ao duque dezesseis xelins do meu soberano. As dívidas de jogo não devem ser pagas imediatamente?
Ela cruzou o quarto até Edward e enfiou a mão no colete dele. Quando seus dedos roçaram no peito dele, Isabella percebeu que ele prendeu a respiração.
- Eu preciso disto. - explicou ela, repentinamente tímida. Ela retirou seus óculos do bolso interno e os recolocou no rosto. A sensação de colocar o quarto em foco foi boa.
Ela só queria que as lentes ajudassem a entender Edward. O que ele estava fazendo na sala de carteado? Tentando acabar com a viagem ali? Talvez ele estivesse cansado dela e de Francine e tivesse decidido abusar da generosidade do duque em Winterset Grange até seu aniversário.
- É o Clube do Xelim. - disse ele. - Nós jogamos com xelins, mas eles valem cem libras cada.
- Cem libras? Cada? - Ela achou que ia desmaiar. Ela levou a mão à cabeça. - Mas como nós vamos...
- Não vamos. - Ele tirou o colete e o colocou de lado. - Eu sempre perco, nunca pago. Eles sabem que um dia vou honrar meus compromissos.
- Mas por que perder? Eu consegui enxergar suas cartas, na última mão. Elas eram melhores que as do duque. Você o deixou ganhar.
Ele soltou a gravata com um puxão e a pendurou nas costas de uma cadeira.
- Deixei, bem... Todo mundo gosta de um bom perdedor. É por isso que sou sempre bem-vindo em qualquer mesa de jogo, em qualquer noite, aqui ou em Londres. Não me faltam amigos.
- Amigos. - Ela cuspiu a palavra. - O que torna esses homens seus amigos? O fato de que eles deixam você sentar à mesa deles e perder pilhas de dinheiro? Isso dificilmente se encaixa em qualquer definição de amizade que eu conheça.
Ele não respondeu. Simplesmente sentou na borda da cama para retirar as botas.
- Eles não respeitam você, Edward. Como respeitariam? Eles não o conhecem. Não o verdadeiro Edward.
- E o que torna você uma especialista no verdadeiro Edward?
- Talvez eu não seja. Mas também não tenho certeza de que você próprio saiba quem é. Você simplesmente se torna a pessoa que a situação exige.
Ele chutou as botas de lado e foi, sem dizer nada, até um quarto adjacente. Possivelmente um quarto de vestir ou de banho. Ela ouviu o som de água caindo em uma bacia. Isabella ergueu a voz.
- Quero dizer, estou começando a notar um padrão. Todas as suas máscaras são variações do mesmo tema. O malandro encantador, divertido, com a dor oculta, mas não muito. É óbvio que isso funciona muito bem para você. Mas não chega uma hora em que isso cansa?
- Cansa mesmo. - Ele voltou para o quarto com o cabelo úmido e a camisa para fora da calça e as mangas arregaçadas até os cotovelos. - Bella, por favor. Estou um pouco bêbado e extremamente cansado. Podemos deixar o resto desse estudo de personalidade para amanhã?
- Acho que sim.
- Então deite-se. Estou exausto.
Com uma dose de contorcionismo ela conseguiu soltar os fechos nas costas do vestido. Ela passou pelos quadris o vestido esfarrapado, manchado de vinho, e o jogou de lado sobre a espreguiçadeira. Pensar que ela não tinha outra coisa para vestir no dia seguinte foi deprimente. Pela manhã, ao menos, ela podia pedir um banho de verdade. No momento, Isabella teria que se virar com o lavatório e sabão.
Após abotoar a roupa de baixo, ela deitou na cama ao lado dele e ficou olhando para o teto. Alguns minutos se passaram.
- Você não está dormindo. - disse ela.
- Nem você.
Ela mordeu o lábio. Uma coisa pesava em sua consciência, e ela não tinha ninguém mais para contar.
- Ele também não me conhece.
- Ele quem? - perguntou, grogue, Edward.
- Sir Jacob Black. - À menção desse nome, ela sentiu a tensão repentina no lado da cama em que estava Edward. - Quero dizer, ele conhece minhas descobertas científicas, e admira meu intelecto. Mas ele não conhece a verdadeira eu. Tenho conduzido todos os meus negócios com a sociedade através de correspondência, e sempre assinei como I. M. Swan. Então, Sir Jacob... Bem, ele acha que eu sou homem.
Vários momentos se passaram.
- Ele vai ter uma surpresa e tanto.
Ela riu, olhando para o teto.
- Vai mesmo. - Se a surpresa seria agradável ou desagradável, ela receava supor.
- Mas isso é estranho. - disse ele. - Havia afeto genuíno naquela carta.
- Afeto apenas amistoso, tenho certeza.
- Eu não tenho tanta certeza. Talvez ele esteja apaixonado por você.
O coração dela falseou alegremente. Não com aquela ideia, mas com o som da palavra escapando dos lábios de Edward: apaixonado.
- Como isso seria possível? - Ela se virou para o lado, dobrando o cotovelo e apoiando a cabeça na mão. - Você não ouviu o que eu acabei de falar? Sir Jacob pensa que eu sou homem.
- Oh, eu ouvi o que disse. - Olhos demoníacos procuraram os seus. - Talvez ele pense que você é um homem e está apaixonado por você. O pobre camarada vai ter o coração partido em breve, se for esse o caso.
Ela franziu a testa, sem saber se entendia as implicações. Ele riu baixinho.
- Não preste atenção em mim, querida. Meu saco está doendo, e meu orgulho ferido. Estou azedo e me sentindo muito mal esta noite. Se você sabe o que é bom para você, é melhor me ignorar e procurar dormir.
- Por que seu saco está doendo? - Ela sentou na cama. - Está machucado? Foi o bandido?
Com um gemido, ele cobriu os olhos com o braço.
- Minha querida garota, você pode ser uma geóloga brilhante, mas sua compreensão de biologia é realmente terrível.
Ela olhou para a frente da calça dele. Estava impressionantemente armada.
- Durma, I.
- Não, acho que não vou dormir. Não ainda. - Com determinação súbita, ela se pôs a desabotoar a abertura da calça. Isabella conseguiu abrir completamente um lado antes que ele conseguisse se erguer com os cotovelos.
- O que você está fazendo?
- Satisfazendo minha curiosidade. - Ela enfiou uma mão por baixo do tecido e ele estremeceu. Uma onda de poder correu pelo corpo dela. O vinho que ela tinha bebido na sala de jogos estava fazendo efeito, derretendo suas inibições. Ela queria saber, ver e tocar aquela parte mais honesta, mais real dele. Isto não mente.
- Eu fiz como você pediu e banquei sua amante lá embaixo. - disse ela. - Eu fiz por merecer. Quero ver e tocar isto direito. Ainda não tive a oportunidade.
- Mãe de...
- Fique calmo. Como foi que você me falou? Pense nisso como uma... uma escavação. - Sorrindo, ela curvou os dedos ao redor de sua extensão dura e quente. - É em nome da ciência.
É em nome da ciência. Rá! Aquela era uma cantada de primeira, era mesmo. Bem no nível de "Você pode salvar minha vida esta noite" e "Querida, ensine tudo sobre o amor para mim." Edward fez uma nota mental para lembrar daquelas palavras no futuro. Então a mão dela se fechou em volta de seu membro intumescido e sua mente ficou vaga.
- Bom Deus! - ele se ouviu murmurar. Aquilo era perigoso. Ele estava meio bêbado e mal conseguia se controlar.
Regras, ele procurou se lembrar. Ele tinha regras. Mas, por acaso, nenhuma delas cobria carícias virginais em nome da ciência. Deixe que Isabella Swan transforme os jogos íntimos em algo totalmente novo. Ela o segurou delicadamente por um instante, passando seu polegar para cima e para baixo na parte inferior de seu membro. A fricção suave, deliciosa, mais provocava do que satisfazia. Então ela o soltou e começou a puxar para baixo sua calça e a roupa de baixo, lutando para passá-las pelo quadril.
- Estão atrapalhando. - explicou ela, quando ele a olhou escandalizado.
Edward deixou a cabeça cair no travesseiro, resignado. Ele não tinha ideia de como impedir aquela exploração científica e, sinceramente, nenhum desejo de fazê-lo. Ele a ajudou erguendo o quadril e empurrando a calça com os pés, depois que ela tinha amontoado as peças em seus joelhos.
- Ah, por que parar nisso? - murmurou ele, pegando a camisa com as duas mãos e a puxando pela cabeça, antes de desabar novamente no colchão. - Pronto. Aqui está seu modelo vivo. Explore à vontade.
E foi o que ela fez. Ela explorou o corpo dele – cada centímetro – com um ritmo sossegado que o deixou louco de desejo. Edward começou a se arrepender por ter oferecido seu corpo para as experiências dela. Quando ela arrastou o dedo levemente até o centro do peito dele, uma maldita lesma teria sido mais rápida que a ponta do dedo dela. Exausto e bêbado demais para fazer outra coisa, Edward simplesmente ficou deitado ali e aguentou. Ele sofreu com a exploração lenta e doce de seus braços, peito, abdome – Deus, de seus mamilos. Ele emitiu um som que temeu não ser muito másculo quando ela roçou seus mamilos.
Enquanto isso, o membro ignorado dava pulos para chamar atenção, esticando-se na direção do umbigo e assumindo cores que, Edward imaginou, eram tons lívidos de ameixa e vermelho.
- Se você pretendia me torturar - rangeu ele. - Está fazendo um trabalho excelente.
- Estou mesmo? - Ela passou os dedos pela clavícula dele. Isabella o estava provocando de propósito, agora, a sapeca.
Com uma imprecação, ele agarrou a mão dela e a levou até onde ambos a queriam. O alívio foi imediato, intenso. E nem um pouco suficiente.
- Nossa. - Ela falou a palavra com um tom espantado, altamente gratificante, que o fez se perguntar por que não arruinava virgens com maior frequência. - Ele está tão... duro.
- Você me deixa assim. - Incapaz de resistir, ele curvou sua mão sobre a dela e silenciosamente a fez apertar mais, mostrando a Isabella como queria ser acariciado. Ela obedeceu, com um vaivém de enlouquecer.
- Como você o chama? - perguntou ela. - Ouvi dizer que existem vários nomes.
- Nomes? Como Pedro, Belavista, Sir Sigmund Pau? - A respiração dele estava oscilante. - É só o meu pênis, querida.
Ela desceu a mão até a base e a agarrou apertado.
- Seu pênis.
Oh, bom Deus. Ela o enlouquecia quando falava daquele jeito.
- Eu gosto bastante do seu pênis. Liso como pedra-sabão por fora. - Ela deslizou a mão para cima novamente. - Mas igual a granito por baixo.
Ele riu. Uma risada forçada, tipo rá, rá, rá, ainda morro disso.
- Bem, nós dois sabemos o quanto você gosta de rochas.
- Eu adoro rochas, de fato. - Um sorriso sedutor surgiu no rosto dela. - Eu as acho absolutamente fascinantes. Estou sempre as pegando na mão. Explorando cada saliência e contorno. - Ela passou um dedo, suave como uma pétala de rosa, pela cabeça do membro, acompanhando a borda saliente da glande e a abertura no topo. Então ela desceu o toque, provocador, por toda a extensão, até a base. - Algumas delas têm veias bem interessantes.
- Eu imagino que você nunca, em nome da ciência, é claro, pôs esses objetos absolutamente fascinantes na sua boca?
Ela congelou.
- O quê!?
Ele deu um tapa na própria testa. Esse – esse – era o motivo pelo qual ele tinha regras quanto a virgens. O pedido libidinoso tinha escapado, em um momento de descontrole.
- Estou bêbado, Bella. - Ele fez um gesto para ela deixar para lá. - Esqueça o que eu disse.
- Como eu poderia esquecer que você disse isso? - A mão dela apertou o pênis dele, como se pudesse extrair uma resposta de sua ponta. - Que sugestão. As mulheres realmente... - Ela engoliu em seco ruidosamente. - Sério?
- Você gostaria de ouvir uma verdade, completamente científica, nua e crua? - Com esforço, ele se ergueu sobre um cotovelo, e levou uma mão até o rosto dela, colocando-a sobre a bochecha. Edward, então, esticou o polegar até os lábios entreabertos, e sussurrou com a voz rouca: - Você possui a boca mais erótica que eu já vi. Esses lábios doces, carnudos, me deixam louco. É impossível olhar para você e não... não imaginar como seria.
Ela arregalou os olhos.
- Você imaginou?
Ele aquiesceu.
- Ah, imaginei.
- V-você passou algum tempo...
- Horas, provavelmente, se somarmos tudo.
- Pensando em...
- Nisto. - Ele deslizou o polegar por entre os lábios atônitos dela, penetrando profundamente em sua boca quente e úmida. - Sim.
Eles ficaram se entreolhando, sem se mover. Então, após uma pausa longa e excruciante, ela fechou os lábios em volta do polegar dele. Sua língua se curvou, lambendo-o suavemente. Massageando-o. Um choque correu para seu pênis e ele gemeu de prazer.
- Deus, isso. É assim que se faz. - Ele tirou o dedo um centímetro para fora, depois o enfiou novamente, mais fundo. As bochechas dela entraram enquanto ela chupava de leve. - Você é indescritivelmente inteligente, Bella. E tão... tão linda.
Ela gemeu um pouco quando ele retirou o polegar de sua boca. Seus lábios o apertava tanto que ele ouviu um estalo quando finalmente saiu.
- Santo Deus. - murmurou ele, desabando no colchão. - Você vai me matar.
Ela observou seu pênis, segurando-o firmemente na mão enquanto o observava, pensativa. Só a ideia de vê-lo todo desaparecer na boca... era quase suficiente para fazer Edward gozar, ali mesmo. Mas então a maldita consciência dele falou mais alto.
- Bella , você não precisa... diacho, você não deve.
- Por que não? Você quer, não é?
- Com cada corpúsculo* do meu ser, acredite em mim. Mas não posso lhe pedir isso. E você não deveria oferecer. Isso tornaria... tornaria as coisas difíceis pela manhã.
*Termo usado em anatomia para designar uma parte do organismo, de dimensões muito pequenas. Certas partes do sistema nervoso, tais como as terminações dos nervos da pele que respondem à pressão, recebem a denominação de corpúsculos táteis.
Ela até tremeu de tanto rir.
- Nós não aguentaríamos isso. Porque as coisas têm sido tão fáceis entre nós, não é?
Com um movimento de cabeça, ela jogou a longa crina de cabelo escuro e ondulado por cima do ombro, e então sua cabeça – e aquela boca provocante – começou a descer lenta, mas decidida. Ela era uma verdadeira aventureira científica. Regras. Ele tinha que ter alguma regra contra aquilo. E mesmo que ele não tivesse algo estabelecido... um código de conduta que lhe permitia enfiar o pênis na boca de uma virgem, mas não em sua...? Bem, esse código talvez precisasse ser repensado. Mas então um doce beijo o pegou e ele entrou no paraíso quente e macio que era a sua boca. Nenhum pensamento apareceria mais naquela noite.
- Oh. - ele gemeu quando o calor dela o envolveu. - Oh, Isabella...
Os lábios dela desceram, passando pela glande intumescida da ereção e chegaram à metade do membro. Então ela o chupou de leve, sua língua o acariciando em ondas doces. Ele arqueou o quadril e soltou uma imprecação. Ela tirou a boca, deixando-o brilhante, dolorido e possivelmente duro o bastante para moer pedras. Edward lutou para dominar sua decepção. Ela conduzira seu experimento e agora estava satisfeita. Ele não iria, não poderia pedir mais. Mas em vez de abandoná-lo por completo, ela começou a dar beijinhos por toda sua extensão. Ele fechou os olhos, deleitando-se com sussurros recatados de satisfação. Aquela era a tortura mais doce que ele havia sofrido. Quando ela o tomou na boca novamente, foi mais fundo, engolindo metade dele. Seu recuo lento, escorregadio, deixou-o louco de carência. Ele se contorceu sobre a cama, procurando onde se segurar. Mas não conseguiu encontrar. Sendo o maldito bais-tar-du que ele era, Edward estendeu as mãos até ela e fez o que queria fazer há muito tempo.
Ele enrolou as mãos naquele cabelo escuro e sedoso e então a guiou, ensinando-lhe como lhe dar prazer. Arrastando sua boca sensual e quente para cima e para baixo em um ritmo contínuo. Ele era um vadio. Um monstro. Ele iria queimar nas chamas do inferno. E valeria a pena. Totalmente.
- Isso - ele disse para ela, e Isabella se afastou novamente, sentando na cama. - Você não... - Ele arfou em busca de ar. - Você não tem que continuar.
Como se isso fizesse dele algum tipo de santo generoso.
Ela apenas sorriu. Primeiro, Isabella tirou os óculos, dobrou-os e os colocou de lado. Então ela ajeitou sua posição, apoiando-se nos joelhos de modo a ficar com as pernas dele entre as suas. Depois se dobrou e o tomou novamente com a boca. Edward gemeu. Ela aprendia tão rápido. Aquilo estava ficando sério. Descarado, ele assistiu àqueles lábios suculentos e carnudos subir e descer por seu pênis. A fricção apertada e molhada era apenas parte do prazer. O restante vinha do doce triunfo de ser acariciado por ela, receber prazer dela. E, mais do que tudo, de estar dentro dela, da forma que fosse. Ele queria isso tão intensamente. Todas aquelas noites deitado ao lado dela, enquanto Edward queria estar dentro dela. Ser parte dela. Sentir-se unido, e não sozinho.
Ele fez um carinho descendo a mão pelo corpo dela até alcançar a barra de sua camisola, e a levantou. Ele deslizou a mão por baixo do tecido delicado e tocou a coxa exposta. Ela gemeu, abrindo um pouco as pernas. Ele tomou aquilo como encorajamento e levou suas carícias para mais alto. Até que aninhou em sua mão o sexo dela, úmido e quente, guarnecido por cachos atraentes. Sim. Deus, sim. Ele passou um dedo por entre as dobras escorregadias, esfregando o sexo dela para cima e para baixo. Ela ganiu e movimentou o quadril, à procura do toque dele. Edward enfiou o dedo médio dentro da abertura apertada, movendo-o em estocadas lentas e rasas que ela começou a imitar com a boca. Quando ele se movia mais rapidamente, ela fazia o mesmo. Quando Edward enfiava o dedo mais fundo, ela mergulhava, engolindo-o quase até a base. O prazer era muito agudo, muito intenso. Ele não aguentaria muito tempo. Edward fechou a mão, para que a parte alta da palma esfregasse a pérola dela. Gemendo de prazer, ela pressionou seu sexo no toque dele. Isabella movimentava o quadril em marcha acelerada, frenética, e, pela primeira vez, seu próprio ritmo falhou.
- Bella... - gemeu ele.
Ela ergueu a cabeça, os olhos vidrados e tomados de excitação. A mão esquerda dele permaneceu alojada entre as coxas dela. Edward pôs sua mão direita sobre a dela onde Isabella segurava, na base de sua ereção.
- Assim. - Ele puxou a mão dela para baixo e para cima. - Isso.
Eles acariciavam um ao outro em ritmo firme, contínuo, olhando nos olhos conforme o prazer crescia. Até que ela fechou as pálpebras e linhas finas surgiram entre suas sobrancelhas.
- Edward. - ela arquejou.
- Sim, amor. É isso. - A cabeça dele rolou para trás, no travesseiro, enquanto ele a acariciava e guiava mais rapidamente. - É isso. É...
Ela gritou. Seus músculos íntimos apertaram e pulsaram ao redor do diâmetro do dedo dele. Então, o clímax de Edward irrompeu, enviando prazer puro por todo o corpo, e fazendo brilhar uma luz branca atrás de suas pálpebras. Após o clímax, ele manteve os olhos fechados. Ele tirou o dedo do sexo dela e puxou a camisola por sobre as coxas. Seu peito subia e descia com a respiração pesada. Ele tentou puxá-la para se deitar do seu lado, mas ela continuou onde estava, montada em sua perna, a mão curvada ao redor de sua ereção que começava a vacilar. Agora que sua curiosidade havia sido satisfeita, e suas próprias necessidades atendidas, Edward imaginou que ela fosse se afastar dele. Claro que ela perceberia que ele a tinha usado e que havia tomado liberdades com seu corpo e sua confiança. Ele esperava realmente que ela passasse a odiá-lo com uma paixão renovada – não, sem precedentes. Quando ele finalmente reuniu forças para erguer a cabeça e avaliar a reação dela, Edward a encontrou recolocando os óculos. A expressão dela não indicava ódio, mas... Interesse científico. É claro.
- Oh, Edward. - Ela molhou um dedo em seu abdome melecado, depois esfregou o indicador no polegar, como se testando a qualidade de sua semente. - Isso foi fascinante!
Wow! Isso foi... Interessante, vamos dizer assim rs.
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kjessica: Então, parece uma contagem regressiva para esses dois deslizarem um no outro kkkkk
VioletSMC: Então, na verdade, os três livros são sobre casais diferentes. No caso do primeiro, conta como eles chegaram em Spindle Cove e como um casal ficou junto, no segundo é outro casal e o terceiro é a mesma coisa. Estou tendo um tempo dificílimo tentando adaptar esse primeiro, porque além do casal principal, o restante não se enquadra com as características e personalidade dos personagens secundários de Crepúsculo. Vou precisar modificar muito, tentando mexer o mínimo possível rsrs. É uma vez por semana porque é basicamente o dia que posso postar, mas quando aparecem as lindezas com mais reviews, eu dou um "olé" no trabalho kkkk Beijos, ariana!
Cris Redfield s2: Sim, ele está todo gamadinho e cada vez aceitando esse sentimento um pouco melhor, se acostumando. Adoro também!
Nanny: Se disser isso para ele, vai pro túmulo sem admitir, rsrs. O fato de admirar ela sem reservas e vergonha, me deixa cada vez mais abobalhada, sério mesmo!
Barbara Gouveia: Tanto que ela quis se proteger, que deixou ele à deriva da importância que tem para ela... Mas, aos poucos, ela vai aprendendo a externar isso e vai ser ai que as coisas vão ficar complicadas entre os dois, acredite kkk
mari A: Quem não gostaria, espertinha? Eu queimava ele junto!
Jhessye: Esses dois ainda tem um bocado de problemas pela frente hahaha'
Ktia S: Aí é que está: NINGUÉM resiste. Acho que esse é o problema haha' Ele sabe o quanto é irresistível e isso o torna um safado inveterado que é ainda mais gostoso de se agarrar kkkkkk Adoro! Adoro mesmo. Beijos!
Guest Giulia: Corrigindo: ADORAMOS!
TP-Link 95: Imaginou que acabaria nisso? kkkkkk Vamos ver como serão os próximos, beijos!
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Muito obrigada pelas reviews lindas! Até o próximo, beijinhos à todas!
