Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.
CAPÍTULO VINTE E CINCO
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"Dê, para mim, a alegria permanente de poder chamá-la de minha."
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Isabella franziu a testa. Ela devia saber que não seria tão simples.
- Nós viemos para o simpósio de geologia. - disse-lhe Edward. - E estamos atrasados, devido a problemas na viagem. Então, se você fizer a gentileza de nos dar passagem...
O homem de barba permaneceu onde estava. Ele bateu com a mão em um papel preso a um quadro de avisos.
- Sinto muito, senhor. Mas só podem entrar membros da Sociedade.
- Eu sou membro. - Isabella se adiantou. - Sou membro da Sociedade. Meu nome é I. M. Swan. Devo estar na sua lista.
- Você? - Por trás da barba cinza, o rosto do homem assumiu um tom indecente de vermelho. - Você afirma ser I. M. Swan?
- Eu vou além de afirmar. Eu sou a Srta. Isabella Marie Swan. Não posso acreditar que o nome seja desconhecido para você. Minhas descobertas foram publicadas em nada menos que cinco edições do Jornal Geológico Real nos últimos dezessete meses.
- Sério, Bella? - Edward tocou as costas dela com a mão. - Cinco vezes? Isso é fantástico, querida. Estou tão orgulhoso.
Ela corou um pouco. Pelo menos alguém admirava suas realizações. Alguém maravilhosamente lindo, gentil, inteligente e, contra todas as probabilidades, aparentemente apaixonado por ela. Aquele pateta pomposo diante dela, abanando sua lista boba... não era capaz de a intimidar. Não mais.
- Madame, deve haver algum mal-entendido. Todos os membros desta Sociedade são cavalheiros.
- Deve haver, mesmo, um mal-entendido. - disse ela, sorrindo tranquila. - Mas o mal-entendido não é meu. Nos últimos dois anos eu paguei minhas taxas, submeti minhas descobertas e mantive correspondência como membro pleno desta organização. Nunca afirmei ser homem. Se a Sociedade tirou alguma conclusão equivocada, não posso ser responsabilizada por isso. Agora por favor, me deixe entrar, porque eu tenho uma apresentação a fazer.
- Não vai ser possível. - Ele se empertigou e virou para Edward. - Não podemos permitir isto. A não ser que ela tenha...
- Com licença, por que está falando com ele? - Isabella o interrompeu. - Eu estou bem aqui, e posso falar por mim mesma.
O homem suspirou profundamente.
- Minha querida garota, eu...
- Não sou uma garota. E tampouco sou uma 'querida' para você, a menos... - Bom Deus, ela esperava que aquele presunçoso de cara vermelha sob a pele escura não fosse Sir Jacob Black, que sempre pareceu muito mais razoável do que aquilo. - Escute, Sr...?
- Crowley.
- Sr. Crowley. - Ela sorriu, aliviada. - Estou aqui para apresentar minhas descobertas no simpósio. Sou um membro estimado da Sociedade, com um registro impressionante de contribuições, e tenho algo de valor para contribuir. Acontece que sou mulher e que entendo bastante de rochas. Eu sugiro que o senhor tenha colhões para aceitar o fato.
Ao lado dela, Edward sufocou uma risada.
- Muito bem, querida. Bravo.
- Obrigada.
O Sr. Crowley pareceu não achar graça naquilo.
- Este simpósio é restrito a membros da Sociedade Geológica Real e seus convidados. E como a filiação é restrita a cavalheiros, esta porta não será aberta para a senhorita.
- Vamos lá... - Edward interveio. Ela percebeu que ele procurava empregar seu tom mais senhoril, dominante. - Estou certo de que poderemos resolver isso de outra forma. Acontece que eu gosto muito de participar de clubes. Agora, o que um homem precisa fazer para se tornar membro da sua Sociedade?
- Há um longo processo de candidatura. Uma carta de solicitação deve ser feita, acompanhada de uma declaração pessoal indicando interesses de pesquisa e quaisquer publicações relevantes. Referências precisam ser fornecidas – três, no mínimo, e não mais do que...
- Sei, sei. Aqui está minha candidatura, se você pode fazer a gentileza de anotar. Sou Edward Masen Cullen, Visconde Cullen. Quanto aos interesses geológicos, me contaram que minha propriedade está sobre o maior veio de granito de toda Northumberland. Quanto a referências, nomeio meu primo, Lorde General Jasper Bramwell Hale, Conde de Hale. Em segundo, meu amigo James, o Duque de Halford. E em terceiro...
Isabella pigarreou.
- Em terceiro, I. M. Swan. - concluiu Edward.
- Senhor, eu...
- Ah. - Edward ergueu um dedo. - Acredito que seja 'meu lorde' para você.
- Meu lorde, tenho certeza de que a Sociedade ficará honrada com seu interesse. Contudo...
- Eu mencionei que, em vez das taxas regulamentares, e como remuneração para meu processo de candidatura expresso, estou disposto a pagar uma assinatura anual de... digamos, mil libras?
Crowley teve um sobressalto.
- Ah, tudo bem. É difícil negociar com você, Crowley. Três mil, então. - Ele abriu um grande sorriso frente ao silêncio do outro. - Bem. Agora que tudo está acertado, vou entrar no simpósio. A Srta. Swan vai me acompanhar como convidada.
- Mas meu lorde, mulheres solteiras não podem entrar como convidadas. Não é correto.
- Pelo amor dos amonites, homem! Isso é tolice. Por que diabos a Sociedade precisaria proteger mulheres solteiras de palestras entediantes sobre composição do solo? Os membros entram em algum tipo de transe poeirento, no meio do qual nenhuma donzela delicada estaria segura?
O Sr. Crowley ajeitou o casaco.
- Às vezes o debate fica mesmo exaltado. - disse ele.
Edward se virou para Isabella, com exasperação.
- Bella, posso bater nele?
- Acho que essa é uma péssima ideia.
- Posso atravessá-lo com alguma coisa afiada?
- Provavelmente essa ideia é pior.
- Então não há como passar por ele. - suspirou Edward.
- Eu sei. Você vai ter que entrar e fazer a apresentação por mim.
- O quê? Não. - Ele balançou a cabeça. - Não, eu não posso fazer isso.
- É claro que pode. Você já me ouviu tantas vezes. Eu sei que ela contém muitas palavras polissílabas, mas eu acredito em você.
- Isabella Swan, essas descobertas são suas. Eles são seus pares. Este deveria ser o seu momento.
- Sim, mas... - Lágrimas afloraram nos cantos de seus olhos, e ela piscou impaciente, tentando fazer com que sumissem. - Eles não vão me deixar entrar.
- Eles não deixam mulheres solteiras entrar. Então case comigo. Aqui e agora.
Ela olhou para ele, em choque. Os olhos de diamantes Bristol de Edward brilharam, límpidos e sinceros.
- Casar? Mas nós... não tem como nós conseguirmos...
Ele pegou as mãos dela.
- Estamos na Escócia, Isabella. Não precisamos de certidão nem igreja. Só precisamos de testemunhas. O Crowley aqui pode ser uma, e...
Ele se virou quando outro homem abriu a porta e se juntou a eles.
- O que está acontecendo aqui? - O recém-chegado perguntou em voz grave e solene.
Os olhos de Isabella o investigaram dos pés à cabeça. Ele era alto e bonito e... bem, um pouco mais alto e muito mais bonito. Ele fazia uma bela figura, em silhueta contra a luz que vinha de fora.
- Crowley, quem são essas pessoas? - perguntou ele.
- Ah, ótimo! - disse Edward, alheio à tudo. - Este camarada de boa aparência pode servir como nossa segunda testemunha. Nós temos o Sr. Crowley e... - ele bateu a mão no ombro do recém-chegado. - Sr...?
O homem estranhou o gesto presunçoso de Edward.
- Sou Sir Jacob Black.
Isabella cobriu sua risada chocada com a mão.
- Certo. - A mão de Edward deu dois tapinhas pesados no ombro de Sir Jacob enquanto media o homem com o olhar. - Certo. Tinha que ser. É claro. - Ele suspirou profundamente e se virou para Isabella. - Eu deveria sair de cena e deixar vocês dois se conhecerem melhor...
Não!
- Mas não vou. - concluiu ele. - De jeito nenhum. Não mesmo. Nem no inferno iria.
O coração dela acelerou. Graças a Deus! Edward pegou as duas mãos enluvadas de Isabella entre as suas e a mirou profundamente nos olhos.
- Isabella, eu amo você. Estava esperando para lhe dizer em um momento mais adequado. Em algum lugar mais romântico. - Ele passou os olhos pelo local em que estavam. - Mas aqui, agora, vai ter que servir.
- Aqui está bom... - ela conseguiu falar. - Agora é ótimo.
Ele apertou as mãos dela.
- Eu amo você. Eu amo que você seja inteligente, leal, curiosa e gentil. Eu amo que você seja destemida, corajosa e forte, mas também amo que às vezes você não é, porque então eu posso ser forte por você. Eu amo poder contar tudo para você. Tudo mesmo. E amo que você sempre tenha algo surpreendente para dizer. Eu amo que você chame as coisas por seus nomes certos. Que você não tenha medo de chamar uma teta de teta, um pênis de...
- Com licença... - interrompeu Sir Jacob. - Mas do que, em nome de Deus, vocês estão falando?
Isabella não conseguiu evitar rir.
- Você dá licença? - Edward disse, irritado, ao homem. - Eu prometi a esta mulher meses de namoro cavalheiresco, e graças às regras arcaicas e vazias da sua Sociedade, tenho que condensar tudo isso em menos de cinco minutos. O mínimo que você poderia fazer é não interromper.
Sir Jacob se dirigiu diretamente a Isabella.
- Este homem a está perturbando, Srta... - Ele parou. - É Srta. Swan?
- Sim. - ela disse suavemente. - Sim, é Srta. Swan. Peço desculpas pela confusão, e sinto muito se lhe causei alguma... decepção.
Ele apertou a boca enquanto a admirava de alto a baixo.
- Apenas surpresa, Srta. Swan. Apenas surpresa.
- Sim, sim. Ela é uma mulher muito surpreendente. - Edward pigarreou, impaciente. - Mais uma vez, amigo, dá licença?
Sorrindo, Isabella puxou Edward alguns degraus para baixo.
- Não ligue para ele. Continue.
Quando eles conseguiram um pouco de privacidade, os olhos de Edward se suavizaram.
- Como eu ia dizendo, querida, eu amo que você chame as coisas pelos nomes certos. Que você tenha coragem bastante para chamar uma teta de teta, e um pênis de pênis. Mas, acima de tudo, eu amo que, mesmo depois dessa semana louca e inconsequente comigo, mesmo com seu coração, sua reputação e seu futuro em jogo, você foi corajosa o bastante para chamar amor de amor. - Ele segurou o rosto dela com as mãos. - Porque é exatamente o que isto é. Eu amo você, Isabella Swan.
Uma expressão exultante de alegria iluminou os olhos verdes dele, como se tivesse acabado de fazer a descoberta científica de sua vida: - Nós nos amamos.
Ela sentiu um nó na garganta.
- Sim, nós nos amamos.
- Eu quero ficar com você pelo resto de nossas vidas.
- Eu também quero isso.
- Então, isto. - Ele soltou as mãos dela. Pegando a luva com os dentes, ele a puxou e simplesmente a deixou cair. Seus dedos alcançaram o anel de sinete, no dedo mínimo, e o viraram para um lado e outro. Puxaram e empurraram. Ele fez uma careta. - Isto pode demorar um pouco.
- Edward, sério. Você não tem que...
- Quase lá... - disse ele por entre os dentes cerrados. Seu rosto estava vermelho e contorcido pelo esforço. - Espere... Espere...
Ele se virou para o outro lado e agachou no meio da escadaria, ainda puxando o anel, com os braços entre as pernas dobradas. Isabella começou a se preocupar com ele.
- Pronto! - Ofegante e ostentando uma expressão de triunfo, ele ergueu o anel para que Isabella o visse. - Eu não tiro este anel do dedo desde garoto. Era do meu pai, claro, e veio para mim depois que ele morreu. Comecei a usá-lo no polegar, e ele foi passando por todos os dedos. Está nesse dedinho há tanto tempo que quase se tornou parte de mim. Mas agora eu quero que você o use.
- Oh, não posso.
- Não, você precisa. - Ele virou a palma da mão dela para cima e deixou cair o anel ali. - É o meu bem mais valioso, Bella. Você precisa usar o anel. Dessa forma, eu sempre vou saber que as duas coisas que me são mais valiosas estão no mesmo lugar. Vai ser de muita ajuda. E muito conveniente.
Ela olhou para o anel. Depois olhou para ele, sem fôlego e emocionada.
- Você não... - Ele pigarreou. - Você não quer se casar comigo?
- É claro que eu quero! - ela se apressou em tranquilizá-lo. - É claro que quero me casar com você. Mas eu pensava que você queria esperar, ir devagar. Fazer a corte corretamente. Parecia importante para você.
- Isto - ele gesticulou para a porta e o simpósio que acontecia lá dentro. - É importante para você. O que significa que é tudo para mim.
Aturdida, ela o viu se ajoelhar.
- Eu amo você, Isabella. Fique comigo para sempre. Deixe que eu cuide de você a vida toda. Dê, para mim, a alegria permanente de poder chamá-la de minha. - Ele enfiou o anel de sinete no dedo enluvado de Isabella. - Mas case hoje comigo. Para que eu possa compartilhá-la com o mundo.
Ela olhou para ele, o coração pleno de amor – e sua mente decidiu que o mundo ainda não tinha visto um homem melhor. Com os últimos votos pronunciados ali mesmo nos degraus, Edward prometeu tornar todos os sonhos dela realidade. E ela poderia tornar Edward todo seu. Para sempre...
- Bem, garota? - Atrás deles, o Sr. Crowley bateu no quadro. - Você quer se casar com ele ou não?
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Barbara Gouveia: Sim! Tudo o que ele quer é que ela tenha um motivo muito bom para ficar com ele, não apenas encanto. Então, ele tenta se provar uma boa pessoa a qualquer custo... E, sim, isso é muito fofo da parte dle, de ser melhor por ela!
kjessica: Bom, agora sabemos que é o Sr. Crowley, um brutamontes que não vai facilitar a vida da Bella para entrar no simpósio. Bora ver no que vai dar!
mari A: HAH! Meio óbvio, não? Qualquer uma sabe disso hahahaha *suspira aos montes por um desses*
Nanny: Lenda? Virou pózinho branco, a pobrezinha... Eu fiquei meio em choque quando li que ela atirou e explodiu a Francine, não conseguia acreditar kkkk Bom, mas isso foi uma demonstração e tanto de amor, porque ela enfraqueceu a tese da vida dela para que ele não ficasse sozinho dentro da carruagem!
Ktia S: SIIIIIIIIIIIM, OMG, SIM! Chegaram! Poxa, mas pena que não foi o Jake, né? hahaha Fim, enfim, fim, sim =( *chora*
BbCullen: Sim, exatamente isso. Nesse volume II que adaptei o casal é COLINxMINERVA, já no volume I que virá a seguir, o casal será SUSANNAxBRAMWELL, muito loucos aqueles dois por sinal. Você até verá uma menção ou outra sobre o Colin e a Minerva, mas bem pouco... Uma vila onde cada livro foca numa história diferente... E agora estou pensando em adaptar o terceiro volume também, pois a história tem menos lemons mas não deixa de ser tão linda! Beijos!
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Poxa, não é por nada não... Nunca cobrei review, mas achei que estão tão sumidas por esses tempos, ainda mais sendo os últimos capítulos da história *chateada*
Apareçam, flores do campo e até sábado que vem, no último capítulo de Uma Semana para se Perder! :*
