Capítulo Dois: Mumble Vs Glória
Os Pinguins Imperadores estavam todos reunidos, verificando se estavam todos bem, depois do que aconteceu na gruta.
O Erik foi ter com o Sven: "Sven! Sven!"
O Sven virou-se para o pequeno Erik: "Oh! Pequeno Erik!"
"Obrigado por nos salvares."
"De nada. Apesar de tudo, eu ainda sou vosso amigo e quero ajudar-vos."
"Eu sei."
"Sabes?!"
"Sim. Eu nunca estive chateado contigo. Fiquei triste quando descobri que tu me tinha enganado. Mas eu acredito que tu, apesar de não seres um pinguim, tens o coração de um. E a prova disso é que, mesmo sabendo que nós te odiávamos, tu fizeste de tudo para nos salvares. Isso torna-te mais pinguim do que o idiota do Steve que insultou a minha família."
"O quê? Quem?"
"Não importa. Sven. Eu quero que tu venhas connosco para a nova Terra Dos Imperadores."
O Sven ficou 'biquiaberto'.
O Mumble e a Glória conversavam: "Por favor, Mumble! O Sven ajudou-nos! Ele salvou-nos da morte certa!"
"Hey, hey! Calma, Glória! Não exageres!"
"Não é um exagero! Se o Sven não tivesse aparecido, nós ainda estaríamos dentro daquele gruta e muito provavelmente iríamos morrer à fome!"
"Ok. Tu até podes ter razão nesse ponto, mas o Sven não pode vir connosco!"
"E porque não?"
"Porque ele não é um pinguim!"
A Glória olhou para o Mumble, um pouco desiludida: "Mumble. O Sven vem connosco. Eu tenho a certeza de que o Noah vai aceitar."
"Pois claro! O Noah vai aceitar o Sven, tal como me aceitou quando me expulsou da Terra Dos Imperadores!", o Mumble estava mesmo chateado.
A Glória não respondeu. Ela começou a andar.
"Hey! Onde é que vais?", perguntou o Mumble.
"Falar com o Noah!"
"O quê? Hey! Espera!", o Mumble correu atrás dela.
De volta ao Erik e ao Sven:
"Não, Erik. Eu não posso."
"O quê? Porquê?"
"Porque... Eu não posso... porque eu não sou um pinguim. Eu menti-vos e nenhum de vocês gosta de mim."
"Eu já disse que te desculpava."
"Além de ti."
"Bem: de certeza que o meu pai e a minha mãe também te vão aceitar."
"Além de ti e da tua família."
"Ora: tenho a certeza que o Atticus e a Bo também te desculpam."
"Ok. Erik. Podes parar de dizer nomes? Eu não vou."
O Erik baixou a cabeça, triste.
"Noah!", a Glória foi ter com o Noah. "Quero pedir-te uma coisa!"
"Uma coisa?"
"Esquece, Noah. Não é nada.", o Mumble intervei-o.
"É sim!", contrariou a Glória.
O Noah estava confuso: "Então? Em que é que ficamos?"
"Sim!", disse a Glória.
"Não!", disse o Mumble.
"Eu quero que o Sven venha connosco.", a Glória conseguiu falar.
"Não!", disse o Mumble.
"Sim.", disse o Noah.
"O quê?", o Mumble não acreditava no que estava a ouvir.
Sim!, pensou a Glória.
"O Sven pode vir connosco. Apesar de tudo, ele salvou-nos e nós temos que lhe agradecer de alguma forma. Visto que ele está sozinho e não tem para onde ir, creio que ele pode vir connosco para a nova Terra Dos Imperadores."
"Obrigada, Noah."
"Não tens que agradecer, Glória. É o mínimo que eu posso fazer."
A Glória e o Mumble foram-se embora.
"Não acredito que fizeste uma coisa destas.", disse o Mumble.
A Glória nem lhe respondeu.
O Sven levantou a cabeça do Erik: "Pequeno Erik, não fiques triste. Há coisas que nós não podemos evitar. E esta é uma delas. A minha presença incomoda a maioria da vossa nação. Por isso, acho melhor ir-me embora."
"Está bem.", disse o Erik, ainda triste.
O Sven começou a afastar-se.
"Sven! Espera!", uma voz chamou ao longe.
"Quê?"
O Sven virou-se para trás e viu dois pinguins a aproximarem-se.
O Erik também os viu: "Mãe! Pai!"
A Glória foi ter com o Sven a correr: "Sven! O Noah diz que tu podes vir connosco!"
"O quê?!", espantaram-se o Sven e o Erik ao mesmo tempo.
"A sério!"
"Oh Glória!", Sven foi ter com ela e abraçou-a.
Ela abraçou-o de volta: "Tu podes vir connosco. Eu falei com o Noah e ele aceitou."
"Obrigado, Glória."
Os dois, abraçados, estavam com os bicos quase encostados.
Mas, mais uma vez, o Mumble interrompeu o momento e afastou-os: "Muito bem. Já lhe disseste. Agora vamos.", o Mumble agarrou na nadadeira da Glória e puxou-a.
O Sven e o Erik estavam espantados a olharem para o Mumble.
"Mumble!", disse a Glória.
O Mumble largou a Glória. Os dois ficaram parados a olharem um para o outro. Os olhos dela cheios de tristeza e desilusão. Os olhos dele cheios de raiva.
"Imperadores!", o Noah começou a falar. "Agora que estamos todos bem, podemos continuar a nossa viagem em busca de um novo lar! Desta vez, com um novo membro: Sven!"
Todos olharam para o Sven, incluindo uma Glória sorridente e um Mumble chateado.
Os pinguins começaram a andar.
O Sven foi ter com o Mumble e a Glória: "Posso ir convosco?"
"Claro que sim!", respondeu a Glória.
"Claro que não!", respondeu o Mumble.
"Mumble!", reclamou a Glória.
"Glória!", reclamou o Mumble.
"Por favor, não discutam por minha causa.", disse o Sven. "Eu vou lá para trás."
"Ainda bem que sabes onde é o teu lugar!"
"Mumble!", a Glória estava a começara a irritar-se.
O Sven afastou-se.
"O que é que se passa contigo?", perguntou a Glória ao seu companheiro.
"O que é que se passa comigo?! O que é que se passa contigo!"
"Comigo?!"
"Sim! Contigo! Desde que o Sven voltou que tu e ele têm estado muito próximos, cheios de sorrisos e ebraços!"
"Mumble! Tu... estás com ciúmes?"
"O quê?! Claro que não! Eu simplesmente não gosto dele! Só isso!"
"Porquê?"
"Porque não! Ele não é de confiança!"
"Mumble! Ele salvou-nos!"
"E já nos mentiu!"
"Isso foi dantes!"
"Ele pode muito bem mentir-nos outra vez, Glória! Eu não quero que tu te aproximes mais dele! Podes magoar-te!"
O Erik foi ter com eles: "Mãe? Pai?"
"Agora não, Erik!", o Mumble gritou, assustando o filho.
"Mumble!", a Glória tentou afastar o filho daquela discussão. "Erik, querido, por favor, a mãe e o pai precisam de conversar. Podes ir ter com os teus amigos?"
"Está bem.", o Erik concordou e saiu, mas continuava preocupado e assustado.
Depois do Erik sair da vista deles, o casal continuou a discussão.
"Precisavas ter falado assim com ele?", perguntou a Glória. "Ele não tem culpa!"
"Pois não! Tu é que tens culpa!"
"Eu?!"
"Sim! Tu! Tu e aquele mentiroso do Sven!"
A Glória olhou para o seu companheiro, desiludida: "Quem és tu?", ela perguntou com uma voz calma.
"O quê?"
"Quem és tu? Onde é que está o Mumble que eu conhecia?"
"Glória? Tu... estás bem?", o Mumble estava mais calmo.
"Eu que devia fazer essa pergunta. Antes tu eras meigo, simpático, carinhoso, atencioso. E agora só sabes reclamar, resmungar e gritar. Estás completamente mudado."
"Glória. Eu ainda sou o Mumble que tu conheceste!"
"Não, não és. Tu não tens nada a ver com o Mumble que eu conheci. Eu... Eu acho melhor afastarmo-nos um do outro por uns tempos."
"O quê?!"
"Só até as coisas acalmarem.", ela começou a afastar-se.
"Glória!", o Mumble agorrou na nadadeira dela.
"Por favor, Mumble. Deixa-me ir. Vai ser melhor para os dois."
O Mumble largou-a.
"Até depois, Mumble."
O Mumble observou a Glória e desaparecer.
Glória.
O AUTOR: Eu sei. Este capítulo foi mais curto que o outro, mas igualmente bom. Não acham? Parece que as coisas entre o Mumble e a Glória estão mesmo más. Será que o Mumble vai conseguir controlar os seus ciúmes e recuperar a sua amada? Será que os ciúmes do Mumble têm razão de ser? Ou será que esses ciúmes são apenas medo de perder a Glória? Vais encontrar essas respostas no próximo capítulo.
