Capítulo 3 Desejos reprimidos
BELLA
Eu estava agora dois na cabeça. Isso não era algo possível não é? Edward e aquele loiro
misterioso invadiam meus sonhos a noite. Resultado, no outro dia fui correr na academia para
aliviar, estava nevando e eu não poderia fazer isso no Central Park, minha academia era perto
do meu apartamento e quando chegava lá sempre tinha apenas alguns sonâmbulos como eu.
Era bom, ninguém para puxa papo.
Vesti uma calça e uma blusa, fiz um rabo de cavalo e um tênis comum e fui feliz com minha
bolsa. Comecei a correr numa esteira com os fones de ouvido e me deixei levar pela sensação
gostosa de ter meus músculos sendo exercitados. Foi quando abri os olhos e vi um outro
homem musculoso na outra esteira, meu Deus eu precisava de uma foda porque já estava
querendo todos os homens de Nova York na minha cama. Ele parecia alheio a mim e olhei ao
redor e não vi mais ninguém. Tinha fones de ouvido e vi seus músculos exposto pela pouca
camisa e respirei fundo para me manter afastada do seu corpo.
Nessa hora um outro homem entrou, ele era bonito e estranhei ele não chamar tanto a minha
atenção, esse me deu bola. Ele ficou na esteira do meu lado e tentou puxar assunto, senti
minhas costas queimarem e olhei para trás. Ele estava me olhando e fiquei vermelha de
vergonha. Coloquei os fones de ouvido e continuei correndo na esteira. Eu queria olhar para
ele mais uma vez, mas resisti e quando terminei as duas horas que determinei bebi um pouco
de água e voltei para casa. Liguei para Ângela, acho que precisava sair mais tarde. E depois eu
entraria numa maratona daqui a alguns dias por causa da reportagem então era bom
aproveitar um pouco. Fui trabalhar.
– Isabella já temos o apartamento na localidade que pediu. – disse meu editor – Coloquei
James com você Bella, não confio em você sozinha lá e ele pode render boas fotos.
– Não acho isso necessário. – disse já querendo uma boa discussão.
– É isso ou cancelo a reportagem. Não vou te expor ao perigo só porque você não tem noção
das coisas.
– Eu tenho sim! Voltei viva não voltei?
– Quase... quase... nem vamos falar da última idéia brilhante sua.
– James então.
– e Carla vai também.
– Carla quase estragou meu disfarce da última vez! Ela não vai suportar isso.
– Ela vai se não eu a demito!
–Não rola!
– Rola e ela vai morar com você lá. Duas semanas ouviu?
– Só isso?
– Sim, se não conseguir nada cai fora!
– Não posso cair fora no meio de uma reportagem!
– Pode e vai. – ele foi para a sua sala. Aquilo já estava se tornando uma péssima idéia. Só que
eu tinha boas fontes e um bom disfarce, não ia abandonar nada. Carla não era boa para aquilo.
Ela era insegura e nervosa. James era tolerável, ele entrava nos personagens, podia ser meu
cafetão... e afastar Carla de mim. Eu podia fazer isso dar certo.
E foi pensando nisso que o dia passou, fui até algumas lojas comprar algumas roupas de
vagabunda e depois outras para o apartamento. James ia levando devagar para ninguém
perceber então eu ainda mais alguns dias antes de minha prostituta interior entrar em ação.
– Bella vamos logo! – disse Ângela enquanto eu me arrumava. Me olhei no espelho, saltos
altos, blusa de frente única e calça jeans apertada. Eu estava gostosa e queria encontrar com
Edward... ou com o loiro... ou com aquele da academia... ou meu Deus os três na minha cama!
Nem meu novo vibrador dava conta mais. Por isso hoje eu iria a caça de alguma coisa,
qualquer coisa rápida e sem compromisso.
E fomos no meu carro, o de Ângela resolveu dar problemas. E era eu que iria dirigir de volta
mesmo não me importava. Ela tinha combinado com outras amigas de nos encontrarmos com
elas na porta da nova boate que Ângela espalhou que fomos tratadas como rainhas e eu
revirei os olhos para aquilo. Estávamos bem até Jessica chegar com sua prima e mostrar para o
segurança suas credencias e ele rapidamente abrir as portas para nós. Estava como no outro
dia, lotada e tinha uma musica envolvente. Fui direto para o bar enquanto as meninas já
caíram na pista.
– O que vai querer? – perguntou o barman e eu olhei para os lados. Tinha gente pelo bar e ele
perguntou para mim?
– água com gás.
– Só isso?
– Sim.
E ele rapidamente providenciou. Quando eu ia pagar ele sumiu e eu respirei fundo. Será que
Edward estava por aí? Olhei ao redor, mas não vi nada. Tomei a água e olhei meu celular.
Ainda era onze e meia. Ang e Jéssica estavam na pista e logo voltariam para beber. A batida da
musica mudou e Ângela logo fez gestos para mim ir até ela, eu ainda estava afim de ficar um
pouco mais, mas senti uma mão passar pelas minhas costas e aquela sensação eletricidade
percorrer meu corpo inteiro. Olhei, mas não vi ningué então que ainda ofegante pela
sensação maravilhosa eu fui para a pista de dança e comecei a sentir a batida de Like a G6 e de
repente eu estava no meio pista de olhos fechado e senti mãos em mim. Era a sensação mais
exitante do mundo e eu sabia mesmo sem abrir meus olhos que era Edward e ele estava
segurando minha cintura e abri meus olhos e tive uma surpresa muito grande, a minha frente
estava o loiro da livraria e ele estava na minha frente remexendo junto comigo e eu estava
feliz, ele estava ali e comecei a me remexer mais e foi nessa hora eu vi o homem da academia
e ele estava exatamente do meu lado seguindo o ritmo da musica. Era para mim estar
assustada, mas eu estava mais molhada do que nunca estive na minha vida. Edward com a
mão na minha cintura e então eu coloquei uma das minhas mãos no loiro e a outra no fortão
da academia. Soltei um gemido que foi abafado pelo som quando eles se aproximaram ais com
a minha permissão. E dançamos feitos loucos quando a musica trocou eu troquei as posições,
agora o loiro estava atrás de mim e me deu uma vontade louca de ter meus lábios tomados
por algum deles, e foi então que Edward me deu o beijo mais maravilhoso e intenso da minha
vida, eu ainda rebolava e senti as mãos deles em mim. E depois o fortão tomou o lugar dele e
eu me entreguei a outro beijo, tão intenso quanto e senti a necessidade do meu loiro
misterioso de ser beijado, eles trocaram de lugar como se fosse algo ensaiado e vi nos olhos
dele o desejo e dentro de mim a vontade saciá-lo e deixei ele agarrar meus lábios e me deixar
mais molhada ainda. E quando finalmente nos soltamos eu estava rodeada deles, os homens
dos meus sonhos dançando e me agarrando. O loiro foi para trás de mim e beijou minha nuca
me arrancando arrepios e agora o fortão estava atrás de mim fez algo com a língua que se
possível eu fiquei ainda mais molhada e então Edward que estava do meu lado passou a mão
pelas minhas pernas e soltei um gemido e abafei mordendo os lábios. Fechei meus olhos e
aproveitei cada carícia que eles me davam no ritmo da batida.
" Você é uma vagabunda Isabella!"
" Merece cada tapa que te dei hoje,"
" Piranha!"
A voz dele na minha cabeça. Tomando força e meu coração acelerou e me vi sendo uma
vagabunda mesmo. Eu estava com três homens que nunca vi na vida me agarrando numa
boate. Lotada de gente! Parei de dançar e eles me olhavam.
– Preciso ir... meu Deus fiquei louca. – minha respiração acelerada... eu não deveria ter vindo.
– Está se sentindo bem? – era o loiro.
– Humn... preciso ir. Olha.. isso foi...
– Foi demais Isabella. – disse Edward sorridente.
Eu me senti sufocada de repente, e olhei procurando uma saída.
– Vem coma gente. – disse o fortão e saiu me puxando para um lugar restrito na boate. U
estava agora numa sala e o ar-condicionado me fez sentir um pouco melhor, mais calma e de
repente a falta de ar que estava querendo me dominar passou e vi os três homens parados me
olhando.
– Quem são vocês? – perguntei.
– Eu sou Jasper. – O loiro disse. – Jasper Cullen.
– Sou Emmett Cullen.É muito bom te conhecer Isabella.
– Você já me conhece, eu sou Edward Cullen.
– São irmãos?
– Sim. – Emmett me respondeu. Eu realmente acho que naquela hora ele estava segurando um
sorriso.
– Olha, o que aconteceu lá em baixo... eu não sou...
– Nós sabemos Isabella. – Disse Jasper,
– Bella. Me chamem de Bella. – disse porque isso realmente estava me incomodando.
– Então Bella... olha não pense mal, não estávamos achando nada realmente.
–Olha vocês estão me seguindo?! – disse irritada e olhei para os seus rosto. Sim, eles estavam
fazendo isso. – Me deixem tudo bem? Não sou vagabunda e não quero encrenca está bem?
Eles me olharam assustados e eu sai de rompante pela porta que estava um pouco aberta e fui
para meu carro correndo, mandei uma mensagem para Ângela ir embora com Jéssica que eu
estava de saída. Não esperei a resposta, fui embora cantando pneu pelas ruas vazias de Nova
York. A voz dele hoje estaria nos meus pesadelos com certeza.
