Capítulo 6 Sem eles. Sem ela.
Notas do capítulo
Ai gente que emoção recebi uma recomendação e agradeço a leitora por suas palavras lindas e
emocionantes! Bom meninas aqui está mais um capítulo da nossa fiction e vamos ver a Bella
se meter em encrenca? Beijos minhas lindas!
– NÃO! –Gritei levantando da cama rapidamente. Eu precisa ir embora dali, o que acabei de
fazer? Minha respiração acelerava e estava suando. Eles entraram pela porta preocupados. Por
alguns minutos me arrependi de todo meu desespero.
– O que houve Bella? – Jasper se aproximou e eu quase pulei fora da cama quando ele se
aproximou.
– Bella... – Emmett dizia cauteloso. Edward nem se moveu. Só me observava.
– Preciso ir embora, quero ir embora. – falei firme.
– Não precisa ir amor... o que aconteceu? Não dormimos..
– Quero. Ir. Embora.
– Não faz isso... – os olhos de Emmett quase me comoveram, mas eu precisava colocar a
cabeça no lugar.
– Deixem ela ir. – disse Edward de braços cruzados. Seus olhos frios me fizeram querer correr
para os seus braços. Mas não podia. Me cobri encolhida nos lençóis da cama. Emmett parecia
se afastou e foi embora e meus olhos se encheram de lágrimas. Edward
saiu em seguida e Emmett ainda ficou ali me olhando.
– Vamos sentir sua falta.
Me debulhei em lágrimas assim que ele fechou a porta. Não podia encarar mais nenhum deles.
Levantei e fui para o banheiro depois de quase duas horas imóvel e chorando.
– Vamos Bella, suas coisas... eu arrumei. – era Alice e ela também parecia triste.
– Arrumou...
– Você nem percebeu quando eu entrei e deixei você sozinha um pouco.
– Eles... onde...
– Na empresa. Acho que... ficaram com medo...
– Preciso ir.
Penteei meus cabelos, coloquei uma roupa e pendurei a camisola vermelha na porta do
vontade de deixar algo com eles já que outra coisa era impossível. Fomos no
carro particular de Alice e ela me ajudou com tudo. Liguei para Ang avisei que estava em casa e
ele foi para lá.
– O que aconteceu Bella? Sua cara está horrível!
– Não quero falar disso.
– Tudo bem, se fecha e morra com isso! – ela disse e foi andando para a cozinha. – Vai comer
porque eu não vou assistir sua depressão de novembro não.
Depressão de novembro. Era como ela chamava o mês em que eu praticamente não vivia por
conta do estupro. Era complicado por conta dos pesadelos e eu viajava nesse mês. Passei
novembro passado no Iraque. Minha depressão de novembro e agora tinha a de agosto.
Respirei fundo e comi com Ang algo que ela preparou. Ela não quis mais detalhes, eu não
queria contar e assim ela foi embora de noite e revi a cena do sexo, do cuidado, do amor. Era
possível eles me amarem? O que eu sentia era forte demais para ser uma simples atração,não
que ela não estive lá, não que ela não fosse importante. Mas havia um algo maior que ela com
certeza. Eu era uma vagabunda sem noção das coisas. Depois de três dias em casa e trancada,
James resolveu me intimar a começar a investigar a matéria. E coloquei as coisas que comprei
numa mala vagabunda, que parecia ser do século passado, roupas um pouco maiores do que
usaria naquelas míseras semanas e fui de ônibus para lá. Com certeza meu Volvo não iria
combinar com o cenário prostituição do Bronx. O condomínio fedia a tudo que se possa
imaginar e meu estomago embrulhou assim que coloquei os pés lá. De alguma forma eu
pensei neles e se eles descobrissem o escândalo que seria. Só que isso precisava ser passado.
Pelo meu bem... pelo bem deles... pelo meu passado.
– Bella! – disse Carla abrindo a porta e entrei rapidamente. Coloquei minhas coisas no chão e
dei uma boa olhava no apartamento vagabundo em que estava.
– Iraque era melhor que isso. – ela riu.
– Consigo passagens ainda hoje... vamos?
– Bom, depois que ganhar o prêmio com certeza! Uma reportagem pós-guerra pode valer uma
boa matéria.
Nessa hora James entrou com seu jeans surrado e sua blusa vermelha e sapato social e óculos
escuros que ele tirou assim que entrou.
– Porra pensei que não viria mais!
– Problemas pessoais.
– Eu soube do acidente Isa. Como está?
– Bem Carla.
– Olha, disse que Carla tinha uma prima que estava vindo do Texas e que ela era virgem. Por
isso só iria servir mesas até aparecer uma boa proposta.
– Não tenho cara de virgem James.
–Pois faça a sua melhor! Eles ficaram animados com a virgem do Texas e além do mais posso
controlara as coisas assim.
– E Carla o que ela faz?
– Tenho uns amigos e eles vão lá e ela finge programa. Ela é selecionada.
– Selecionada?
– Eu escolho com quem ela transa, isso afasta ela de encrenca.
– Quantos amigos tem?
– A PORRA DA MINHA FAMÍLIA INTEIRA E AMIGOS ISABELLA!
– Já entendi que estamos aqui tempo demais. Vou me arrumar, que horas eu entro?
– As dez e vai até as cinco. Recomendo que durmam e coloca um vestido do interior.
– Não trouxe roupa para isso.
– Eu tenho algo ali, já imagina que iríamos precisar.
Carla se revelou uma pessoa muito atenciosa nesse campo e por incrível pare ça ela estava
muito segura. Acho que no final iríamos nos dar bem.
EDWARD
– VocÊ deixou ela ir embora por que? – Emmett estava sentado no escritório revoltado. Jasper
calado. Ele estava magoado.
– Não a tratamos bem?
– Jasper ela tem traumas, o que deveríamos fazer? Trancá-la e estuprá-la como o imbecil fez?
Me diga Emmett é essa a sua idéia de amor? – Nessa hora olhei para Jasper que estava em pé
na porta. – Ela foi bem tratada por nós, foi o maldito que não a tratou bem Jazz. Ela nos ama
eu tenho certeza.
– Como pode ter tanta certeza? – Emmett perguntou de cabeça baixa.
– Porque ela tem ciúmes. Porque com três homens na cama ela se preocupou em agradar e
satisfazer, porque ela se entregou e confiou. Ela só está assustada e com toda porra de razão!
–Vamos fazer o quê?
– Pensei em deixarmos ela um pouco só. – disse esperando os gritos de Emmett.
– Bom, vamos então deixar. – Jasper falou. – Vamos monitorá-la?
– Deixem ela em paz. – Disse Emmett saindo do escritório. Jazz acompanhou.
Monitorar ela ou não? Fiquei ali divagando sobre isso. Bom, depois de alguns dias com certeza
poderíamos ver como ela estava. Não agora.
Os se passaram arrastados. Jazz e Em ficaram numa depressão horrível e eu precisei controlar
minha vontade de jogar meu carro naquela rua onde ela morava e arrastar ela para nosso
apartamento. Alice resolveu muitas coisas que deveríamos, só porque ela entendia. Não sei
como ela sempre nos entendia.
– Preciso saber dela! – disse Jazz entrando na minha sala sem ser educado e batendo antes. –
Se não saber alguma coisa vou invadir o apartamento dela. E tenho certeza que Em me
acompanhará.
– Vou ligar para Jenks. Pedi uma investigação de manhã. Chame Emmett vou colocar no vivavoz.
– Filho da puta miserável Edward você também não se agüentava! – sorri enquanto ele corria
para chamar Emmett.
Assim que Emmett chegou Jenks começou.
– Não tenho boas notícias. Ela não está em casa.
– Ela foi para a fazenda? – Perguntou Emmett desesperado.
– Não, ela está em campo e tenho uma prima que trabalha no jornal e conseguiu algumas
informações. Ela está investigando o tráfico de mulheres numa casa no Bronx. Ela e mais um
grupo estão lá disfarçados.
– ELA ESTÁ FAZENDO QUE? – Gritou Jasper desesperado.
– Bom, o pior ainda está por vir. Eles estão querendo que ela dance e ela está em maus lençóis
se negar porque eles acham que ela é virgem e isso está causando problemas já. Não sei o que
eles descobriram, mas segundo minha prima falou o redator está nervoso com a situação e
encurtou tudo por menos três dias. Ou seja, eles só tem alguns dias para ter uma boa matéria.
– PORRA ELA É MALUCA.
– Que horas abre o lugar. – disse friamente.
– As nove. Bella começa as dez se não me engano.
– Tudo bem, continua investigando quem é o tal do JB.
– Ok e outra coisa. Tenho os relatórios médicos dela em Forks, achei uma coisa interessante
acho que precisam dar uma olhada.
Ninguém trabalhou depois disso. Ficamos esperando o horário e fomos de taxi para lá. Minha
vontade era de arrancar ela daquele lugar asqueroso e sabia que Jasper já estava no limite da
sanidade dele.
– Eu entro e converso com ela. – Emmett disse firme. – Pela cara de vocês vão acabar
assustando ela.
–E QUERIA O QUE PORRA!
– Tudo menos assustar ela. Quero ela na nossa cama.
Eu tinha que concordar com ele. A raiva podia ficar para depois. O lugar estava cheio quando
chegamos e assim que entramos um homem veio nos encontrar. Nos mostrou algumas
meninas e sentamos numa mesa perto do palco onde uma mulher semi nua dançava. Não
vimos Bella e achei aquilo preocupante, ela estava servindo qual mesa afinal?
– Onde ela está? – disse Jazz do meu lado.
– Espero que bem, mato o filho da puta que encostar nela.
– Vou ali e já volto.
Emmett levantou e foi até um homem conversou e depois sacou algum dinheiro. Ele apontou
para uma sala e Emmett se dirigiu e sumiu. Em seguida vimos Bella entrar no salão com um
vestido florido simples, cabelos um pouco presos e óculos. Eu ri daquilo.
– Ela está parecendo...
– Uma maluca que está querendo encrenca. – disse para Jazz.
Em seguida o homem que estava falando com Emmett pegou o braço dela e a levou para a sala
em que Emmett entrou e a jogou lá. Jazz se levantou e eu precisei segurar ele.
– Ela está com Emmett vamos dar alguns minutos e entrar.
– Preciso de algo forte para encarar essa situação.
– Vamos para o bar então.
