Capítulo 16 Protegemos os nossos

Eu não sabia ao certo como tinha parado no quarto. No meu quarto. Respirei fundo e vi que estava bem coberta e com uma camisola de seda vermelha. Levantei com preguiça e ouvi meu celular tocar em algum lugar no quarto. Procurei e o vi numa pequena mesa que tinha perto da janela.

– Alo?

– Isabella é o Richard... precisamos conversar. Pode ser hoje?

– Algum problema com o livro?

– Não, só precisamos acertar a turnê.

Tinha me esquecido disso. Nessie. Tinha que ir a festa dela.

– Richard passa aqui e vamos conversar no meu escritório. Preciso de alguns minutos só.

– Na sua casa?

– Não... vou te dar o endereço do novo. Me mudei a pouco tempo.

Dei o endereço, tomei um banho. Peguei minha agenda e algumas anotações de um caderno que Alice trouxe a pouco tempo do meu antigo apartamento. Precisava me organizar agora, eu tinha uma turnê, uma outra matéria em andamento e os meninos. Meu celular tocou de novo quando estava caminhando para o escritório.

– Isabella.

– Tenho uma puta matéria. – ele disse animado. Precisei sorrir com aquilo.

– James... ainda nem lançamos a outra... – disse divertida.

– Essa é quente.

– Quente como?

– Hum... vai precisar trabalhar numa lanchonete. Tráfico de armas.

– Isso é certo?

– Sim... um amigo meu que me deu a dica. Posso conseguir algo para você ainda esse mês.

– Tenho algumas coisas... mas vou ver... te ligo.

– Estou aguardando.

Sentei na mesa e Brenda veio com uma bandela.

– Os senhores pediram para servir seu café. – ela disse sorrindo.

– Eles estão?

– Não, todos já foram para a empresa. – ela começou a limpar um pouco a mesa enquanto eu bebia um suco. Pensando no que fazer sobre a matéria... eu deveria pesquisar um pouco antes de aceitar. Tomei o café e Richard chegou um pouco depois.

– Isabella olha pelo contrato você tem duas obrigações. O prazo e a turnê.

– Por quantos estados dessa vez?

– Cinco. Dez livrarias.

– Muita coisa... mas me diga uma coisa tempo previsto?

–Dois meses no máximo.

Eles iam surtar. Já podia ver o escândalo deles ecoando pelos meus ouvidos.

– Quando vai ser isso?

– Daqui a um mês.

– Bom, vou pedir que envie esses dados para uma amiga, ela precisa da minha agenda.

– Está com uma secretária agora?

– Não... é mais complicado que isso... sabe...

– Isabella só preciso saber se está tudo certo.

– Sim... sim...

– ótimo. Mande um e-mail com o de sua amiga e vamos combinando hospedagem e vôos ok?

– Sim.

Richard nãos e demorou mais e eu precisava ligar para Jacob, a festa de Nessei seria daqui a uns dias. Eu precisava me organizar. Muitas coisas e verifiquei meus e-mails e tinha as correções do editor para a matéria e comecei a trabalhar nisso quando Brenda entrou na sala me avisando do almoço. Já? Nem vi as horas passarem.

– Sra. Swam, a Sra, Cullen a aguarda para o almoço.

Arregalei meus olhos. Como assim a senhora Cullen? A mãe deles? Meu Deus... olhei para mim no reflexo do vidro. Eu estava ainda um bagulho da noite de ontem.

– Ela... ela...

– A senhora Esme está aqui desde cedo. Só que ela esperou para não te atrapalhar.

– Vou me arrumar e já vou.

Corri para meu quarto e olhei para o closet... peguei um vestido azul e coloquei um maquiagem. Soltei meus cabelos e coloquei uma sapatilha. Respirei fundo e sai para encontrar com ela sentada rindo com Brenda na cozinha. Corei com ela assim que ela colocou seus olhos em mim.

– Isabella! - ela veio na minha direção me dando um abraço.

– Oi...

– Esme. Mãe daqueles três. – ela disse diertida.

– Prazer, é só.. Bella...

– Lindo! Vamos comer?

– Sim.

– Pedi para Brenda para nos servir na sala de jantar pode ser?

– Claro.

Esme foi sorridente enquanto eu a olhava com um certo nervosismos. Sentamos próximas na mesa esperando Brenda nos servir.

–Bella eu vim aqui para conversarmos só isso. Eu estou muito feliz que eles a tenham encontrados. Nunca os vi tão feliz e disposto. – ela sorriu.

– Eu fico feliz. Eles são... eu os amo. – revelei e ela sorriu.

– Fico feliz mesmo e olha não se assuste com eles, só tem cara de valentões.

– Eu sei.

. A conversa com ela fluía. Parecia ser uma mãe maravilhosa e queria ter tido uma mãe assim.

– Uma vez encontrei Edward debaixo da cama de Emmett achando que ia se livrar da bronca por ter colado o cabelo de Alice com chiclete. – Precisei rir daquilo. – Eles só aprontavam e me via louca com eles.

– Esme... como... como... – como perguntar aquilo?

– Como conheci meus maridos?

– Sim.

– Bom, conheci primeiro Carlisle e namoramos. Depois numa festa de família conheci Eleazer. Foi amor a primeira vista e nunca imaginei que podia gostar de duas pessoas ao meso tempo. Fomos criados em outra época Bella e por mais que aquilo na família deles fosse normal... era algo discreto. Você me entende?

– Claro.

– Ficamos na festa e quando vi o que tinha feito eu simplesmente fugi. Carlisle não entendeu nada quando entrei em um taxi e sai de perto da casa dele. Chorei por dias e dias.

– Me diga uma coisa... Carlisle não te procurou?

– Eu viajei para casa de uma tia. Não esperei ele para falar da traição. Passei quase um ano escondida. Só que fui para a faculdade e os encontrei lá. – ela sorriu com aquilo. Uma lembrança agradável? – Quando os vi na biblioteca... meu coração acelerou.. os dois... juntos... minha reação foi novamente fugir, mas Carlisle me alcançou e eu pude ouvir que ele não estava triste ou chateado. Eleazer só faltou chorar quando me viu... ele estava tão arrependido por ter me abordado daquele jeito e no final nos casamos.

– Casaram? – disse curiosa.

– Casei com Carlisle no civil e no religioso com Eleazer. Simples assim.

– E para o mundo Esme? Vocês viviam na mesma casa.

– Carlisle disse a todos que Eleazer era um homem doente e precisava de constantes cuidados... bom, ele foi morando e morando conosco...

– E vizinhos...

– Sempre escolhemos áreas distantes... isso evita comentários querida.

– Sei.

– Só que não evita de encararmos problemas como os que você enfrentou com Jéssica.

Ela sabia. Respirei fundo.

– O importante é confiar neles. Eles não vão deixar que nada aconteça para prejudicá-la. Carlisle cuidou disso pessoalmente querida e ele nunca deixaria os filhos passarem por uma humilhação dessas.

Percebi naquela hora que os homens Cullens eram homens de atitudes e decididos. Eles tinham as mesmas características.

– Esme obrigada por vir aqui. – disse porque eu realmente precisava ouvir algo mais. Entender mais.

– Quando precisar é só me ligar. Alice tem meus números. Não faço o tipo sogra ruim Bella, quero o melhor para vocês e só vim porque eu sabia que eles estavam meio receosos com nosso encontro. – ela sorriu. Eles me conheciam.

– É que... é complicado... família...

– Eu entendo. Perfeitamente. E respeito. – ela deu uma pausa e me olhou com uma expressão diferente. – Bella os meninos comentaram que você tem uma filha.

Hum... eles contaram mais o que para ela? Gelei um pouco.

– Sim...

– Olha, eu amo crianças Bella e adoraria conhecer ela... na verdade desde que descobri... eu queria muito comprar uma coisa para ela... se você permitir...claro.

Sorri com aquilo. Esme estava insegura quando a Nessie.

– Ela vai adorar. Ela tem sete anos.

– Obrigada Bella. Quero conhecê-la. Fazemos questão. Eleazer disse que ela mora numa fazenda.

– Sim. Com um amigo. – Falar de Nessie com estranhos ainda era complicado. Eu quase nunca falava dela. Para ninguém. – Ela é linda.

– Não tenho dúvidas. Assim que a ver entregue algo que vai chegar aqui tudo bem?

– Com certeza. Assim que chegar eu mando.

– Fico feliz Bella... uma criança em nossa família depois de tantos anos...

Ela já estava com cara de avó do ano. Nessie ia gostar dela. Com certeza.

– Preciso ir querida estou com um projeto e os contratantes são exigentes. Vim aqui só para termos um momento...

– Foi um prazer Esme.

– Bem vinda a família Bella. Tenha certeza que você e sua filha já são amadas por nós. E nós protegemos os nossos.

As mulheres Cullen naquela hora me pareceram fortes. Esme era uma mulher forte e mandou seu recado. Eu era da família e Alec não mexeria mais conosco.