Capítulo 44 A queda
Estava pensando nas últimas semanas. Sim, semanas. Tudo passou voando demais para mim. Alec foi preso assim que o hospital deu alta a ele, as acusações eram infinitas e ele estava sendo até investigado por homicídio de um caso antigo. Quem diria que eu, uma pessoas tão traumatizada e tão marcada, conseguiria um dia levar Alec Volturi preso. A família era a realiza da política, eram amigos de presidentes e ex-presidentes, agora todos tinham se voltado contra eles porque ninguém queria o nome associado ao que antes que uma família de respeito.
Ninguém dava declarações, eles tinham se refugiado num sítio em algum lugar distante e a mãe dele agora estava até em outro país. Sim, a covarde fugiu depois ver o nome da família associado a tráfico de drogas e mulheres, homicídios de todo o tipo e prostituição internacional. A Interpol estava envolvida em algumas acusações internacionais e depois que a bomba do meu estupro saiu, tudo foi vindo a tona, como se todos estivessem esperando o primeiro tiro para dispararem os outros. A verdade é que antes do meu estupro vir a tona ninguém conseguia mexer com eles porque eles tinham grandes amigos e influencias. Só que agora que todos queriam distancia ficou fácil atingi-los em cheio.
Carlisle e Eliazer estavam empenhados em fazer com que meu relacionamento com os filhos dele saísse do foco então quase todo dia alguma coisa era lançada nos jornais, provas surgiam, entrevistas eram dadas e até prostitutas estavam em canais respeitados de televisão alegando que a família as deportou, as obrigou a se prostituir depois de roubar os passaporte e as ameaçarem. Uma barbaridade atrás da outra. Também era verdade que eles não fizeram tudo sozinhos, eles eram os mandantes e com isso muita gente caiu com eles. O cenário político americano era um caos, todos tentando pular de um Titanic afundando. Senadores, embaixadores, ministros e mais ex-presidentes dando declarações e mais declarações explicando ou até mesmo confessando seu envolvimento. O Presidente precisou dar uma declaração e prometeu novas leis que aumentavam a punição para esse tipo de crime e também exonerou algumas pessoas, outras foram discretamente afastadas como uma secretária que tinha ligações com o pai de Alec.
Semanas se passaram, mas foi tudo muito rápido para quem tinha além da vida exposta no noticiário uma vida fora daquilo. Minha vida se resumia a fica em casa esperando a próxima notícia, Nessie era distraída e paparicada por todos. Ela amava ter uma família grande e estava até pensando em mais irmãos. Sorríamos com ela falando de seus planos e ela adorava Esme e seus maridos. Dizia que era a única a ter dois avôs e uma avó e queria sempre três presentes: um de cada um. Ninguém queria contraria, Nessie era nossa esperança em meio a tantas coisas, a menina que nos dava alegria quando estávamos cansados de tanta barbaridade. Emmett chegou a comentar assim:
– É para ela que fazemos isso também. Para ele ter orgulho de nós e saber que lutamos pelo justo e pelo bem.
Todos nós ficamos refletindo sobre aquilo, ninguém tinha a dimensão até aquele momento que estávamos numa luta do bem e todo mal que alguém pode fazer. Eles eram a reencarnação do mal, movidos pelo poder e pela ambição, não medindo esforços para chegar onde queriam. A última notícia que tive era de que todos os bens deles estavam bloqueados e que a família estava passando por dificuldades. Eles sem dinheiro? Revirei meus olhos, não, eles estavam com algum escondido e vivendo dele, mas com certeza não poderiam mais gastar e esbanjar como antes e solitários. Bree aparecia com Tânia, as duas sempre de mãos dadas, com óculos escuros e semblante preocupado. Sorria ao vera cena, estavam se escondendo agora? Onde estava a Tânia esposa fiel e conformada do lado do marido, agora um presidiário, político importante? Onde estava a Tânia que me enfrentou naquele hospital? Sim, ela deveria estar com medo, muito medo da pobreza e ela deveria mesmo.
– Mãe! – Nessie me chamou. Ela brincava no quintal com aquele monstro que Emmett chamava de cachorro e que ela simplesmente adora!
– Nessie vai se sujar meu amor...
– Mãe estamos brincando, quando meu irmão nascer...
– Ele vai demorar um tempo para esse filho de monstro chegar perto dele. – Completei limpando o vestido dela. Ela ria dos apelidos que dava para o cachorro dela. A deixei mais apresentável e voltamos para sala de mãos dadas, ia ter que tomar banho, tinha terra nos cabelos.
– Sra. Cullen, chegou mais flores, onde coloco? – um empregado veio me perguntar. Todo dia buquês chegavam, pessoas agradecendo pela minha ousadia. Pessoas realmente agradecidas por eu ter livrado elas de alguma coisa. Eu não me sentia tão importante assim, não fiz nada e se não fosse por Jacob nós nunca teríamos nada para provar e ele sairia impune.
– Coloque em algum lugar especial e os cartões no meu escritório, vou responder a todos depois.
– Sim, senhora.
– Mãe minha cabeça está coçando!
– Tem mais areia que cabelo dona Nessie! – disse tentando ser séria, mas comecei a rir quando ela fez uma careta. Sue chegou com um copo de água e comprimidos e fez uma cara de desaprovação ao ver Nessie suja e com os cabelos todos bagunçados.
– Estava brincando com aquele mosntro?
– Sim...
– Vamos tomar banho enquanto sua mãe conversa com uma vista que chegou. – olhei para Sue, mas ela só sorriu. – Tome antes de subir, está no seu quarto te esperando. Tomei a água com as vitaminas e subi deixando Sue brigando com Nessie e ela rindo da jeito que ela brigava.
Não deveria ser nada demais, ninguém entrava no meu quarto sem antes passar por Edward ou qualquer outro dos meu maridos. Eles estavam em algum lugar daquela casa então permitiram a subida da visita não? Abri a porta e vi Jacob sorrindo para mim. Não o vi a semanas e corri para abraça-lo. Ele me rodou e eu me sentia bem.
– Quando chegou? – Perguntei assim que ele me soltou.
– A pouco, vim ver minhas meninas, estava com saudades.
– Sei... matou saudades também por lá?
– Claro, eu estava precisando desse tempinho com ela.
Jacob tinha mesmo um ar diferente, um ar leve e feliz. Peguei na mão dele se sentamos na cama.
– E como vão as cosias por lá? Os animais... estrela?
– Estrela e constelação estão ótimas.
– Constelação?
– Ela teve uma fêmea e bom, queria que ela fosse de Nessie já que o seu filho vai demorar a entender o que é um cavalo. – ele disse rindo.
– Ela já tem animais demais!
Jacob gargalhou.
– Bella crianças adoram animais! Páre com essa implicância e deixa ela ter um aras se quiser.
– Jake você precisa realmente aprender a por limites nas cosias, logo terá seus filhos e como vai ser?
– Vai ser perfeito! Me imagino correndo como fiz com Nessie, ensinando a andar... Nessie foi tão esperta... queria que meus filhos fossem assim também.
– Eles vão ser e desejo muitas meninas para te darem dor de cabeça como vou ter com Nessie!
Rimos e ele me olhou com um ar novo.
– Reformei a terceira casa de novo. – era um assunto delicado. – Ela nem se parece com aquele em que você ficou, aumentamos e fizemos um novo jardim. Plantamos Lírios e margaridas, acho que vai ficar bonito na primavera.
Sorri ao imaginar essas flores por lá. Tínhamos girassóis, rosas e hortênsias. Essa seria uma nova aquisição aos nossos jardins.
– Por mim tudo bem. Está na hora de eu parar com essa besteira de qualquer jeito.
– Bella depois que tudo isso acabar você já pensou no que vai fazer?
– É uma coisa que não me situei muito, devemos ir a julgamento e precisarei depois. Ele será condenado com certeza, mas depois eu não sei.
– Houve um tempo em que entendia suas escolhas, eu compreendia que precisava se jogar em cima de reportagens perigosas para conseguir esquecer seus medos. Eu entendia que tinha em você a necessidade de provar as coisas já que nunca teria provas contra Alec. Eu entendia que suas datas eram marcantes e por isso sempre viajava e que ficar longe de Nessie era a melhor forma de protege-la. Conseguia também entender seu medo de uma recaída e que isso quase a arrastava para mais longe de Nessie. Mas preciso dizer Bella que nada disso hoje é justificável, viajar pelo mundo ou se arriscar. Seus medos não tem fundamentos. Não está mais sozinha.
Sorri com a última frase, eu não estava mais sozinha com certeza.
– Por isso quero que vá morar na fazenda.
Arregalei os olhos a proposta dele.
– Você poderá criar Nessie onde ela realmente pertence, terá tranquilidade e paz para criar esse novo membro da família e lá é longe o suficiente para ninguém se meter no tipo de relacionamento que vocês tem.
– Vão criticar e apedrejar Nessie e meu filho...
– Não vão ousar fazer isso com ela e nem com filho. – disse seguro – eles tem muito amor à vida e vamos garantir que eles fiquem com seus comentários longe deles.
Pensei sobre aquilo. Era a decisão mais viável. Toquei meu ventre, meu filho seria criado como eu fui. Livre e com muitos animais ao redor. Ele teria o melhor dos dois mundo: o moderno e o campestre.
– Eles vão aceitar? O trabalho deles é aqui...
– Eles vão par o inferno se você decidir se vizinha do capeta Bella!
Ele gargalhou depois dessa frase absurda, mas eu queria conversar com eles sobre isso. Nessa hora enquanto Jacob quase morria de tanto rir eu olhei sério para ele.
– Eles pediram para você conversar comigo não foi? – cruzei os braços e Jacob parou de rir e me olhou culpado.
– Bom... a ideia foi minha...
– JACOB BLACK!
Ele queria rir, mas estava segurando o riso sem muito sucesso.
– Covardes! O que eles pensaram?
– Bella eles queriam que...
– Queriam que você com seu jeito e charme me convencesse!
– Funcionou vai!
E então ele caiu na cama rindo e precisei soltar o riso que estava prendendo dentro de mim.
– Do que eles tinha medo?
– De parecer uma ordem no caso do Edward, superproteção no caso de Emmett e algo forçado no caso de Jasper.
– E eles te contaram isso?
– Não, eu deduzi mesmo !
E rimos mais um pouco depois disso.
Sim, eu iria para a fazenda depois que tudo isso terminasse com certeza.
