Capítulo 47 Julgamento - O final

E lá estava eu olhando para ela e me perguntando quando ela daria o tiro. Quando Tânia faria o que tanto desejava. Ela me olhava com ódio. Oscilava as vezes como se estivesse num diálogo interno.

– Tânia mata a desgraçada para mim matar mais alguém aqui. – Bree estava alterada. Ela queria se vingar dos pais agora. A mãe chorava tanto que já tinha acabado de molhar a camisa de Alec. Ele estava agora nos braços dele e ela falava algo no seu ouvido. A cena era lamentável.

– Não consigo. – ela disse num sussurro. Eu só ouvi porque estava perto. Ela abaixou a cabeça sem tirar a arma de perto de mim. Eu respirava controlando a respiração. Coloquei a mão na minha barriga sentido os chutes de meu filho. Eu ainda tinha chances afinal.

– Essa vadia acabou com a vida de todo mundo... – Bree falava tentando controlar a raiva que estava sentindo da fraqueza de Tânia. – ELA MERECE MORRER E SER JOGADA NUM RIO QUALQUER COM ESGOTO!

E eu deixei algumas lágrimas escorrerem. Eu temia pelo meu filho. Temia pelos meninos e queria que aquilo acabasse. Meu emocional não aguentaria mais nenhum minuto. Eu já estava no fim.

– Não chora! Não chora! – Bre falava apontando a arma para a família dela. – Tânia acabe com isso.

– Ela está grávida. – Tânia confessou o motivo da hesitação. – Não consigo. É um menino... meu Raphael...

– Tânia não é seu filho que está aí! – Bree falou impaciente.

– Mas poderia... – Tânia é louca mesmo. Como ela sabia que era menino? Meu Deus as duas agora estavam irritadas umas com a outra.

– Tânia esse filho é do Edward! Ele é o pai e você ficou sem nada. Sem filho, sem Alec e sem Edward.

Tânia poderia me matar, mas ao invés disso ela olhou para Edward como se pedisse algo.

– Tânia mata logo ela! – Bree gritou e Tânia abaixou a arma. Eu soltei um soluço de alívio e de medo. Medo porque agora Bree estava com raiva e muito agitada. Ela andava de um lado para o outro procurando algo que ninguém entendia.

– Tânia te dou um minuto para matar ela. – ela disse olhando no relógio. Tânia me olhou. Ela ficou pela primeira vez assustada. Era ela ou eu. Bree iria matar ela caso ela não comprimisse o combinado. – O tempo está passando, mata a vadia destruidora de famílias.

– Isabella... – ela disse apontando a arma para mim.

Deus eu fechei meus olhos e coloquei a mão mais para minha barriga. Eu estava esperando o barulho do tiro. As lágrimas desciam sem parar, eu tentava me controlar por eles. Meu filho que nunca viria ao mundo e pelos meus amores. Meus únicos amores.

– A que cena linda... – Bree ria e eu não consiga mais me controlar eu abri os olhos e olhei para trás. Jasper primeiro. Emmett depois. Edward por último. Estava longe demais para eles fazerem qualquer coisa. Eu estava perto demais de Tânia para ela errar o tiro. Eu queria lembranças boas para onde quer que eu fosse e então me voltei para Tânia e fechei meus olhos.

– Dez... nove... oito... sete... seis.. cinco.. quatro... três..

– Eu não consigo. – Tânia disse antes de terminar a contagem. Eu tinha meu coração acelerado. Bree iria me matar eu tinha certeza. Ela iria terminar o serviço. Ouvi barulho dos saltos dela vindo em nossa direção e não abri os olhos até ouvir o tiro. O tiro e depois outro barulho. Meu coração acelerou e queria sentir a dor. Onde estava dor meu Deus? Morrer era assim ? Mas eu sentia meus pés, não havia o calor do sangue. Então abri os olhos e vi Tânia morta na minha frente. A arma dela longe e Bree olhando para ela com raiva... ódio.

– É uma idiota. – ela falou com raiva. E então ela foi em direção a arma de Tânia. E outras coisa aconteceram ao mesmo tempo. Um outro barulho e sangue. Um tiro e Bree caiu perto da arma e senti meu corpo sendo levado para longe. Bree estava sangrando, mas viva. Meu corpo foi arrastado e eu me entreguei a inconsciência. Eu tinha levado um tiro? Bree tinha caído quem foi que atirou?

" – Os senhores precisam ir para casa. Ela não vai acordar agora."

Alguém falava e eu ouvi xingamentos deles.

" – Ela não acorda... – o lamento de Emmett estava me deixando louca.

– Ela vai acordar quando a mente dela se recuperar. – era Esme, na sua voz tinha uma tranquilidade maravilhosa."

A escuridão e mais vozes.

– Como alguém entra com armas num tribunal me explica? E aquela parafernália toda na frente é para quê? Brinquedo? – Carlisle estava revoltado, sua voz mostrava sua indignação.

– Elas pagaram a alguém, o segurança está preso. As armas ficaram nos bancos. Na parte de baixo, o segurança da revista que colocou. – Emmett explicava algo que eu já tinha imaginado.

– Porcaria! – Eleazer. A voz dele.

– Bree morreu. – A voz de Jasper. Parecia que ele não estava ali. Onde estava Edward?

– Morreu? – Carlisle estava um pouco surpreso.

– A bala atingiu um órgão e não conseguiram parar a hemorragia. Emmett seu segurança estava armado dentro de um tribunal, eles querem prendê-lo imediatamente.

– Ninguém toca nele! Ele salvou Bella!

E então o barulho da porta."

Não tinha noção de hora nem de espaço. Poderia estar em casa ou na rua.

" – Eu quero saber por que ela não pode dormir em casa. – Edward. Eu quase sorri coma voz dele. Estava com saudades. Consegui ouvir todos, menos ele até agora,

– Isso não é sono Sr. Cullen. Ela está em um coma causado pelo stress. Isso é tipo um bloqueio!

– Bloqueio...

– Edward! – Eleazer se manifestou. – Não adianta gritar com a enfermeira e essa barulhada não faz bem para o bebê. Carmem disse que está tudo bem com a criança e que Bella vai se recuperar, precisamos esperar.

Edward sempre seria Edward."

"- A Sra. Swam...

– Cullen. – Jasper disse.

– A Sra. Swam... – alguém insistia no meu sobrenome e ouvi alguns xingamentos de Emmett.

– Deixem ela falar por favor. – Carlisle disse.

– Ela está se recuperando, os últimos exames neurológicos estavam muito animadores. Ela pode acordar a qualquer hora, só precisam ter paciência. – a médica dizia com calma.

– Ela pode nos ouvir?

– Não sabemos o quão profundo é estado, mas é possível. Só não criem muita expectativa, ela pode não lembrar de nada quando acordar.

– Tudo bem. – Jasper disse.

– Alguma dúvida?

– Estamos bem por hora. – respondeu Carlisle. E ouvi a porta.

– Se ela chamar Bella de Swam de novo...

– Emmett me diz uma coisa, ela casou? – Carlisle perguntou.

– Não, mas...

– Vocês querem que ela chame ela pelo quê?

– Pai nós moramos com ela, ela está grávida...

– Precisam casar. – Carlisle.

– Para vocês foi fácil! – Resmungou Edward. – Somos três e não queremos fazer ela escolher!

– Bom, tirem na sorte. – ele disse rindo.

– Pai isso não tem graça. – disse Japser.

– Jasper você acredita em quê? Eu sei que Emmett é meio budista...

– Em nada. Sou ateu! – ele disse convicto.

– Você casa no civil. Edward na igreja e Emmett no budismo.

Um silêncio se instaurou.

– Ficou maluco? – Edward perguntou.

– Olha como fala comigo! – Carlisle ria mesmo querendo parecer sério.

– Nenhum padre vai aceitar fazer isso. – Disse Jasper.

– Aquele tio seu por parte de Esme... aquele que mora num monastério... eles nem TV veem, ele pode realizar. Eles não sabem da natureza do casamento...

– Vamos enganar um padre? – Emmett ria.

– Não é enganar, é pedir um favor.

– Pai isso é errado. – disse Jasper divertido.

– Bom, o tio de vocês pode se vestir de padre... ele é Juiz...

– Bom, vamos aceitar o Juiz, numa cerimônia que não agrida a Igreja. – disse Edward. Com ele então eu casaria de branco? Poderia rir daquilo.

– Eu caso com ela no papel. – Jasper parecia estar rindo. – Para mim isso seria uma honra.

– Gostei da ideia. – disse Emmett"

Eu também tinha gostado da ideia. Mas queria poder dizer que eu queria manter aliança. Eu amava minha aliança. E o tempo passou. Alice vinha às vezes, Esme sempre estava lá com eles e eles bom, eles não saiam de lá nem sendo ameaçados. Ouvi Eleazer dizer que eles seriam levados a força, mas eles só riram.

Um dia, não sei qual consegui mexer minhas mãos. A barriga mexia e senti um leve sorriso em meu rosto. Era uma descobertas fascinante eu conseguir fazer isso. Eu também ouvia algumas risadas abafadas. Tentei abrir o olho e para minha surpresa eu consegui. O quarto do hospital, o soro e depois minhas mãos vindo em direção aos meus olhos. Eu queria sentar, meu corpo tinha um leve desconforto.

– Você roubou! – a voz de Emmett.

– Não! Foi justo! – Jasper dizia.

Me sentei com muita dificuldade tentando não fazer barulho, mas assim que consegui fazer isso eles paralisaram olhando para mim.

– Amor! – Edward veio em minha direção e eles em seguida. Estava jogando baralho e as cartas foram jogadas no chão sem o menor cuidado.

– Meninos... – a voz saiu estranha. Rouca. Senti sede.

– Bella nunca mais faça isso. Nunca mais! – Jasper dizia emocionado e abracei um por um. Um abraço longo cheio de carícias e de olhares.

– Eu amo vocês.

– Nós te amamos meu amor. Te amamos demais.

Sorri e então dentro da nossa enorme bolha de felicidade eu senti as mãos na minha barriga. Nosso filho se movimentava alegre.

– Quantos dias passei assim?

– Uma semana Bella. – Jasper respondeu.

Pareceu mais. Muito mais.

– E vocês estão bem?

– Sim. – eles disseram juntos.

– E como terminou tudo?

– A mãe de Bree está internada num hospital psiquiátrico. O pai está preso. E os dois mortos.

– Meu Deus...

– Foi terrível. – Edward comentou. – A imprensa anunciou o fim da era Volturi acredita? Eles eram considerados reis.. desprezível.

– Que bom que eles finalmente estão longe de nós.

– Bella... temos tanta coisa para te falar, mas agora precisamos avisar que acordou. A médica disse para avisar. – Jasper dizia fazendo carinho em minha cabeça. Amoleci com o gesto.

– Quero ir para casa. – confessei.

– Se ela não ter der alta até amanhã eu juro que te sequestro! – Edward disse mau humorado. Lembrei dele brigando com alguém e sorri.

– Me sequestrem. – disse divertida.