Esta fic é uma adaptação do livro A Garota Americana, da Meg cabot.

Portanto, a história não me pertence, assim como os personagens de Naruto também não.

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CAPÍTULO 6

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Apesar de eu ter morado em Konoha a vida toda (a não ser por aquele ano que a minha família passou em Marrocos), nunca tinha visto o primeiro-ministro em pessoa (e três deles tinham passado por lá durante o decorrer da minha vida).

Ah, eu tinha visto quando ele passava em alguma comitiva de carros, e claro que também o vi na TV. Mas, tirando o dia anterior, na Capitol Cookies, eu nunca tinha visto o primeiro-ministro de perto.

Então, quando eu o vi parado ali no meu quarto de hospital com a minha mãe e o meu pai e a Karin e a Moegi e a Chiyo e os agentes do Serviço Secreto e todas as flores e os balões e tudo o mais...

Bom, foi bem estranho.

Além disso, estava parada ali do lado dele, a mulher, a primeira-dama do Japão. Eu também nunca tinha visto a primeira-dama em pessoa. Já tinha visto na TV e na capa de algumas revistas, aquelas para donas de casa, em que ela exibia seus pratos culinários premiados e tudo o mais, mas nunca em pessoa. De perto, tanto o primeiro-ministro quanto a primeira-dama parecem maiores do que na TV.

Ah, dããã. Claro que sim. Mas eles também pareciam... sei lá.

Tipo mais velhos, e mais reais. Tipo, dava para ver as rugas e essas coisas.

—Então, é você a mocinha que salvou a minha vida – foi o que ele disse. O primeiro-ministro do Japão. Aquelas foram as primeiras palavras que o primeiro-ministro disse para mim, naquela voz profunda que eu sou obrigada a ouvir praticamente toda noite, quando os meus pais me obrigam a mudar o canal de Fairy Tail para as notícias.

E o que foi que eu respondi? O que foi que eu disse em resposta ao primeiro-ministro do Japão?

Eu fiquei tipo:

—Hã?

Atrás de mim, ouvi a Karin soltar um suspiro bem satisfeito. Isso porque ela tinha terminado sua produção de maquiagem a tempo. Se ela tivesse que parar alguns minutos antes, eu poderia ainda estar com cara de quem acabou de acordar.

Aparentemente, a Karin não ligava para o fato de eu soar como uma idiota. Ela só ligava para o fato de eu não estar com aparência de idiota.

—Bom, precisei dar uma passada aqui para pedir a sua permissão para apertar a mão da garota mais corajosa do mundo – o primeiro-ministro prosseguiu com aquele vozeirão.

E daí, esticou a mão direita.

Fiquei olhando fixamente para aquela mão. Não que fosse diferente da mão das outras pessoas. Não era. Bom, claro que era, porque pertencia ao primeiro-ministro do Japão. Mas não era por isso que eu não conseguia tirar os olhos dela. Eu estava olhando fixamente para ela porque estava pensando no que o primeiro-ministro tinha acabado de dizer, que eu era a garota mais corajosa do mundo. E foi interessante porque, apesar de muitos dos cartões das flores, dos balões e dos ursinhos que a minha mãe tinha lido dizerem coisas parecidas, foi a primeira vez que eu de fato parei para pensar sobre o assunto. De eu ser corajosa e tal.

E o negócio é que, simplesmente, não era verdade. Eu não tinha sido corajosa coisa nenhuma. Você é corajosa quando faz alguma coisa porque sabe que é o certo, mas ao mesmo tempo você tem medo de fazer, porque você pode se machucar ou algo assim. Mas você faz, mesmo assim. Tipo quando eu defendo a Hinata da Ino Yamanaka quando a Ino começa a encher o saco por causa dos vestidos de Os Pioneiros que ela usa ou algo assim, mesmo sabendo que o próximo alvo de encheção serei eu. Fala sério, aquilo sim é coragem

O que eu fiz (pular em cima das costas do Sr. Uptown Girl) não tinha sido um ato corajoso porque eu não tinha parado para pensar nas consequências. Eu simplesmente tinha pulado. Vi a arma, vi o primeiro-ministro, pulei. Só isso.

Eu não era a garota mais corajosa do mundo. Eu só era uma garota que, por acaso, estava ao lado de um cara que queria assassinar o primeiro-ministro. Só isso. Eu não tinha feito nada de extraordinário. Não mesmo.

Não sei quanto tempo eu teria ficado lá olhando a mão do presidente se a Karin não tivesse cutucado as minhas costas. E também doeu bastante, porque a Karin tem unhas muito compridas e pontudas, que fica lixando toda noite.

Mas não deixei que os outros percebessem que a minha irmã mais velha tinha me apunhalado pelas costas com uma de suas garras. Em vez disso, mandei:

—Nossa, obrigada – e estiquei minha mão para apertar a do primeiro-ministro.

A não ser pelo fato de eu, obviamente, ter esticado a mão direita, que estava engessada.

Todo mundo riu como se fosse a piada mais hilariante do mundo, e daí o primeiro-ministro apertou a minha mão esquerda, que não estava enfiada em um monte de gesso.

Daí a primeira-dama também apertou a minha mão e disse que esperava que eu e minha família nos juntássemos a ela e ao primeiro-ministro para um jantar no Palácio do Governo algum dia destes, "quando as coisas tiverem se acalmando um pouco", para que eles pudessem mostrar de fato seu apreço pelo que eu tinha feito.

Jantar? No Palácio do Governo? Eu?

Ainda bem que, naquela hora, minha mãe assumiu o controle, dizendo que ficaríamos encantados de nos juntar à primeira-família para jantar um dia destes.

Então a primeira-dama se virou e meio que reparou em alguém parado à porta do quarto. E o rosto dela se iluminou ainda mais, e ela mandou:

—Ah, aqui está o Sasuke. Posso te apresentar o nosso filho Sasuke?

E entrou no quarto o filho do primeiro-ministro, Sasuke.

Que por acaso também era o Sasuke da minha sala de desenho com a Tsunade Senju.

O Sasuke do Save Ferris. O Sasuke do "bota legal".

E foi aí que eu percebi porque eu achava que já tinha visto aquele garoto em algum lugar.

Bom, como é que eu ia saber que ele era filho do primeiro-ministro do Japão?

Ele não se parecia nada com o cara que estou acostumada a ver no noticiário, aquele CDF que ficava andando atrás dos pais, igual a um cachorrinho, durante a campanha eleitoral. Aquele cara nunca usou uma camisa da Save Ferris, muito menos coturno.

Aquele cara sempre usava uns ternos bem engomadinhos e certinhos, e só ficava lá sentado, com cara de interessado nas coisas que o pai dele falava, que basicamente era um monte de coisa chata que me entediava ao extremo e geralmente fazia com que eu mudasse de canal... apesar de eu saber que, como cidadã deste país e membro do planeta, eu deveria ter muito mais consciência política do que tenho. De qualquer forma, o fato é que, depois de o pai do Sasuke virar primeiro-ministro, e o Sasuke começar a frequentar a escola aqui em Konoha, bom, toda vez que aparecia na TV ele estava com aquele uniforme tonto que todos os alunos da Horizon usam todo dia: calça cáqui (saia para as garotas), camisa branca, blazer azul-marinho e gravata vermelha.

E apesar de o Sasuke ficar melhor com aquele uniforme do que a maior parte dos frequentadores da Horizon, com o cabelo liso, mas bagunçado e escuro, e os olhos ônix e tudo o mais, ele continuava sendo, sabe como é, o maior CDF. Tipo assim, não tinha a menor chance de esse cara aparecer na capa da Teen Japan mês sim, mês não, igual ao Jang Geun Suk. Só se ele começasse a fazer windsurf sem camisa na praia mais próxima, ou qualquer coisa assim.

Eu estava ali, parada, olhando para ele bem na minha frente, e era difícil de acreditar que era o mesmo cara que, só alguns dias antes, tinha dito que gostava da minha bota.

Pensando melhor, talvez não fosse tão difícil assim de acreditar. Porque, sabe como é, ver o cara assim de pertinho (não na TV, acenando da porta de um avião, ou em uma foto posada, olhando para cima na direção do pai, sentado em uma cadeira no fundo de algum parquinho) fazia com que ele se parecesse muito mais com o cara legal da camiseta da Sabe Ferris que gostou da minha bota do que com o filho CDF do primeiro-ministro.

Não sei dizer qual de nós dois ficou mais surpreso por ver o outro. O Sasuke parecia bem impressionado, e não acho que era por aquilo ser uma coincidência tão estranha... sabe como é, por a gente se conhecer da aula de desenho. Isso não era assim tão esquisito: obviamente, a razão porque o primeiro-ministro estava por ali era para encontrar-se com o Sasuke depois da aula. Aquela coisa de dar uma passadinha na Capitol Cookies não tinha a ver com o comandante da nação ter um fraco por doces...

Não, o Sasuke não estava me encarando porque não conseguia se lembrar de onde me conhecia. Tipo assim, da última vez que ele tinha me visto, eu estava toda de preto, com coturnos enfeitados de margaridas, cabelo de arame e nenhuma maquiagem.

Agora ali estava eu, com a saia da minha irmã e mocassins Cole Haan, com o cabelo bem macio e lábios que tinham toda a intenção de parecer totalmente beijáveis... pelo menos era o resultado prometido no tubo de gloss que a Karin esparramou na minha boca.

Claro que ele estava olhando fixamente para mim: eu estava igual à Karin!

—Hã? – Sasuke disse, e eu não posso culpá-lo nem um pouquinho por isso. – Oi.

Mas eu me vinguei dele na hora, com uma resposta muito esperta:

—Hum. Oi.

A mãe do Sasuke olhou de onde ele estava para mim, e depois fez o trajeto inverso. Então soltou, com uma voz bastante peculiar:

—Vocês dois já se conhecem?

—É. – Sasuke disse de novo. Tinha começado a sorrir. Era um sorriso bacana. De canto. Não tão bacana quanto o do Sasori, claro, mas bem bacana, mesmo assim. – A Sakura está na minha aula de desenho com a Tsunade.

E foi quando me liguei.

A Sakura está na minha aula de desenho com a Tsunade.

O cara podia ter estragado algo que, até aquele momento, eu tinha conseguido esconder dos meus pais: aquela coisa de cabular a aula de arte.

E tá, tudo bem, qual era o problema, certo? Meus pais iam descobrir que eu cabulei a aula de desenho. E daí? Eu tinha salvado a vida do primeiro-ministro. Aquilo tinha que valer como uma carta de liberação da prisão, nada podia ser mais forte do que aquilo.

E provavelmente ia servir para amaciar os meus pais. Eles não eram os disciplinadores mais rígidos do planeta.

Mas isso nunca, nunquinha, ia amolecer a Chiyo, a quem eu tinha dado minha palavra solene de que eu não cabularia a aula. Por mais que a Chiyo valorize o primeiro-ministro deste país que ela aprendeu a amar tanto, no minuto que soubesse que eu tinha desobedecido, minha vida estaria acabada com A maiúsculo. Nunca mais ia ter bolinhos para mim no lanche depois da escola. Só iam sobrar barras de cereais e bolachas integrais daqui para a frente. A Chiyo era capaz de perdoar quase qualquer coisa (notas baixas, atrasos, perda de lição de casa, marcas de terra trazidas do parque e espalhadas por todo o chão limpinho da cozinha), mas mentira?

De jeito nenhum. Mesmo que fosse por uma causa totalmente justa, tipo preservar a minha integridade criativa.

E essa foi a razão porque eu fiz o que fiz em seguida, que foi lançar a Sasuke um olhar de súplica, esperando, sem muito otimismo, que ele entendesse. Não sei como é que ele poderia ter entendido. Tipo assim, ele não estava com o uniforme da Horizon, mas usava uma camisa abotoada até em cima e calça de pregas. Parecia um cara que nunca, nem uma vezinha na vida, tinha desobedecidos aos pais, muito menos à empregada extremamente intolerante. Como é que ele ia compreender?

Mesmo assim, se existisse uma possibilidade, qualquer possibilidade, de eu conseguir fazer com que ele, assim como os agentes do Serviço Secreto do pai dele, não mencionassem que eu tinha faltado à aula na tarde anterior...

—Ah, ela está na Senju? – a primeira-dama perguntou para a minha mãe, toda alegre. – A Tsunade Senju não é maravilhosa? O Sasuke adora – esticou a mão e pegou no ombro do filho, com um gesto surpreendentemente maternal para uma senhora casada com um dos homens mais importantes do mundo democrático. – Só agradeço por Sasuke ter se atrasado para sair do ateliê na noite passada. S...

Ela não conseguiu terminar a frase. Acho que ela queria dizer só Deus sabe o que poderia ter acontecido se ele saísse bem na hora que o Sr. Uptown Girl começou a atirar. Mas a verdade é que nada teria acontecido. Porque eu estava lá. E estraguei os planos do assassino.

Por favor, Sasuke. Estava enviando pensamentos para ele com a maior força possível.

Por favor, não fala nada a respeito de eu não ter ido à aula ontem. Por favor, uma vez na sua vida de filho de político com camisa abotoada, abra a mente e receba a minha súplica. Eu sei que você é capaz disso; você adora a Save Ferris, e eu também, então talvez a gente possa se comunicar neste nível. Não fala nada, Sasuke. Não fala nada. Não fala...

—Eu sei exatamente o que a senhora quer dizer – respondeu a minha mãe, esticando o braço e pegando no meu ombro igualzinho a primeira-dama tinha feito com o Sasuke. – Nem gosto de pensar o que poderia ter acontecido se os agentes do Serviço Secreto não o tivessem desarmado com tanta rapidez.

—Eu sei – disse a primeira-dama. – Eles não são fantásticos?

Surpreendentemente, a conversa parecia estar se afastando de Tsunade Senju. Bom, a não ser pela revelação bastante espantosa de que o Kakashi (o cara que não sabia desenhar e que eu pensei que usava aparelho de audição) era, na verdade, o agente do Serviço Secreto pessoal do Sasuke, e isso era um pouco esquisito.

Mas imagine só como deve ter sido esquisito para o Sasuke entrar naquele quarto de hospital para descobrir que a garota que tinha salvado o pai dele de um suposto assassino era eu?

Mas claro que, depois que o choque inicial passou, parecia que o Sasuke não estava dando a mínima para aquilo. Na verdade, parecia até que estava achando meio divertido. Tipo, ele estava tentando não sorrir, mas não estava conseguindo. Devia estar pensando naquele abacaxi. Só de lembrar, minhas bochechas começavam a esquentar.

Ah, caramba. Aquele abacaxi idiota. Por que eu?

Disse a mim mesma que tinha todo o direito de desenhar aquele abacaxi. Aquele abacaxi, pensei, tinha saído do meu coração, como Sasori tinha dito.

Mas, se isso fosse verdade, por que é que eu me sentia tão envergonhada?

Finalmente, depois do que pareceram mais de 20 minutos de papo furado incômodo, o primeiro-ministro, a mulher e o Sasuke saíram do quarto e ficamos só nós, mais uma vez.

Assim que a porta tinha se fechado atrás da primeira-família, minha mãe expirou com força e se jogou em cima da cama, que ela tinha arrumado apressadamente enquanto eu estava no chuveiro.

—Eu, hein, que coisa mais surreal! – afirmou.

A Chiyo estava mais chocada do que qualquer outra pessoa.

—Não dá para acreditar – ficou murmurando para si mesma – que eu acabei de conhecer o primeiro-ministro do Japão.

Até a Moegi precisou reconhecer que foi interessante.

—Não acredito que nem tive a oportunidade de perguntar ao primeiro-ministro a respeito da Área 51 – disse, arrasada. – Eu queria mesmo saber por que o governo acha necessário esconder de nós a verdade das visitas extraterrestres ao planeta.

As ideias da Karin a respeito do assunto eram bem menos esotéricas do que as da Moegi.

—Jantar no Palácio do Governo – ponderou. – Você acha que tudo bem se eu levar o Sasori?

—NÃO! – disseram bem alto, juntos, meu pai e minha mãe.

Karin suspirou toda dramática.

—Tudo bem, vai ser mais divertido ir sozinha. Posso dar em cima desse tal de Sasuke? Ele é demais.

Está vendo? Está vendo como a Karin não merece um cara igual ao Sasori? Engoli a respiração, cheia de indignação, em nome do Sasori...

—Ei! – exclamei. – Você não tem namorado?

A Karin olhou para mim como se eu estivesse louca.

—E daí? – perguntou. – Isso significa que eu não posso nunca olhar para outro cara? Você deu uma olhada nos olhos ônix do Sasuke? E aquela bundinha...

—Chega – reclamou meu pai. – Nada de bundinha. Não quero saber de nenhuma conversa a respeito da bundinha de ninguém enquanto eu estiver no recinto. E, de preferência, quando eu estiver fora dele, também não.

—Idem – reforçou mamãe.

Concordei do fundo do coração. Imagine só, a Lucy olhando para a bundinha de alguém, quando ela já tinha a do Sasori para olhar o quanto quisesse!

Mas a Lucy parecia completamente desatenta para seu próprio egoísmo e falta de lealdade. Simplesmente deu de ombros:

—Tá bom – antes de sair andando na direção da janela...

—Fique longe da janela! – eu e minha mãe gritamos juntas.

Mas já era tarde demais. Um enorme barulho levantou da multidão que estava lá fora. A Karin, a princípio assustada, logo se recuperou e começou a acenar como se fosse o papa, ou qualquer coisa assim.

—Oi – gritou, como se houvesse alguma possibilidade de eles ouvirem. – Oi, pessoinhas! Oi, televisão! Oi, jornal!

Foi meio engraçado quando, naquele instante, a porta se abriu e uma senhora com uma blusa com gola de babados (que se apresentou como Sra. Eiko, administradora-chefe do hospital) foi até a Karin.

—Srta. Haruno? Está pronta para sua coletiva de imprensa?

Karin, com os olhos arregalados, virou-se.

—Não sou eu – corrigiu. – É ela. E direcionou suas unhas pontudas para onde eu estava.

A Sra. Eiko olhou para mim.

—Ah. Ótimo. Então, você está pronta, querida? Só querem lhe fazer algumas perguntas. Só vai levar cinco minutos. E depois, você pode ir para casa.

Olhei para os meus pais. Eles sorriram para mim, para me dar uma força. Olhei para a Chiyo. Ela fez a mesma coisa. Olhei para a Karin, e ela mandou:

— Aconteça o que acontecer, não encoste no cabelo. Eu finalmente consegui deixá-lo perfeito. Não vá estragar tudo.

Olhei de novo para a Sra. Eiko.

—Claro – respondi. – Estou pronta, acho.

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Akasuna no Sakura, muito obrigada por comentar! Espero que você continue acompanhando essa adaptação, e que goste desse capítulo. Amanhã tem mais :D