N/A: Olá! :)
Estou de volta com a atualização da fic...rsrsrs...bem, mas este capítulo ainda não é o capítulo em que Bella cede à tentação...rsrsrs...é um capítulo que mostra as "prelimininares"...rsrsrs... Bem a Alice desta fic é 'boca solta"...kkkkkkkkk...eu confesso que ela me diverte muito!
Gostaria de agradecer imensamente os comentários. :)
OBS: PREFERI DEIXAR O TÍTULO DO CAPÍTULO EM INGLÊS PQ ACHEI MAIS BONITO DO QUE SE EU TRADUZISSE PARA O PORTUGUÊS (NOITE SEM VERGONHA!)...KKKKKKK...EXISTE ESSE TEMA NA BOATE EM QUESTÃO, MAS CHAMA-SE DIRTY SEXY HOUSE!
OBS: COLOCAREI O LINK DO VIDEO DA BOATE PARA QUEM QUISER SABER COMO É POR DENTRO. :)
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Agora, vamos ao que interessa. Nos vemos lá embaixo.


CAPÍTULO 2

DIRTY SEXY NIGHT

_Alice, o que você está vasculhando na gaveta desse console? – perguntei, bocejando, ao chegar à sala.

Minha irmã parecia um hamster de tão rápida que era para mudar de ambiente. Há poucos instantes estava no meu quarto conversando comigo e numa distração minha, a anã já havia sumido.

_Estou procurando algum cartão de taxista. Eu sei que você guarda todos os cartõezinhos pessoais aqui – disse, de costas para mim, sem cessar as suas buscas.

_Tem um aí. É amarelo – informei, bocejando novamente.

Os ponteiros do meu relógio de pulso marcavam dez e meia da noite e, eu já estava morrendo de sono. Minha vontade era coçar os olhos, mas eu borraria a maquiagem que a baixinha fez com tanto cuidado.

A verdade é que nunca fui uma pessoa da "noite", mas sim do "dia".

_Ahá! Achei o bendito – beijou o cartão virando-se para mim com um sorriso sapeca.

_Para quê você quer isso? – minha voz saiu arrastada por causa do sono.

_Como para quê?! Para o taxista te trazer de volta para casa – colocou as mãos na cintura, fitando-me séria. _Você não vai dirigir nem agora e muito menos na volta.

_Claro que eu vou – arqueei uma sobrancelha.

_Não vai, não. Hoje você vai beber até os seus neurônios entrarem em colapso – riu.

_Até parece que não me conhece. Sabe bem que não bebo – cruzei os braços na altura do peito fitando-a com um meio sorriso, enquanto permanecia sentada em uma cadeira contemporânea disposta em um dos cantos da minha sala.

_Ah, mas hoje é um dia especial. É seu aniversário de 30 anos. E isso só acontece uma vez, portanto deixe seu lado "certinha" para outro dia. Hoje vamos nos esbaldar, tanto na pista de dança quanto nos drinks. E a minha sugestão da noite vai para um clássico do verão – sorriu de modo matreiro.

_E qual seria? – encarava-a desconfiada.

_"Sex On The Beach" – estalou a língua, piscando em seguida. _Adoro aquela mistura de suco de laranja, licor de pêssego, vodka e xarope de frutas – os olhos dela brilharam ao falar da bebida.

_E Jasper vai deixar você beber tanto assim? – estava curiosa para saber se meu cunhado deixaria a noiva dele extrapolar no álcool.

_Se ele vai beber, eu também vou. Direitos iguais – deu de ombros, sorrindo.

_Coitado do Jasper... deve sofrer cuidando de você em estado ébrio demais ou letárgico – ri, meneando a cabeça.

_Rá rá rá... engraçadinha – deu a língua. _Você sabe que eu nunca bebi a ponto de dar vexame. De entrar em coma alcoólico. E quando estou mais "alegrinha" por efeito do álcool, sinto um tesão desmedido pelo meu noivo. Louca para ficar a sós com ele em nossa cama. Então você está muito enganada se pensa que o meu Jazzy vai me impedir de beber – sorriu, com escárnio.

_Poupe meus ouvidos de saber das suas intimidades com seu noivo – rolei os olhos, levantando da cadeira antes que o sono e o cansaço do dia se apossassem de mim e eu desistisse de sair. _Vamos?

_Vamos. Sinto que esta noite ficará na memória. Aliás, na sua memória – disse, convicta, soltando mais uma de suas frases "premonitórias".

Assim que pegamos o taxi, saímos do bairro de Bel-Air em direção ao distrito de Hollywood, onde ficava uma das boates mais antigas daquele lugar: a Playhouse. Um lugar bastante eclético, tanto em relação às noites temáticas e às músicas quanto em relação ao público.

_Aly, qual o motivo da escolha da Playhouse, se você diz não gostar muito de lá por causa do público bem misturado? – eu quis saber depois que ela me confidenciou para onde iríamos.

_Eu escolhi pelo fato de ser seu aniversário. E por saber que lugares em que não há a presença maciça de pessoas abastadas te deixam mais à vontade. – sorriu de modo fraterno. _Você gosta de estar em contato com pessoas que tenham mais a ver com seu jeito simples – ela segurou minha mão apertando-a de leve.

_Acho que eu não poderia ser abençoada com uma irmã melhor que você, Aly – dei-lhe um beijo na bochecha. _Obrigada por fazer parte da minha "nada mole vida" diária. Apesar de algumas vezes você se exceder nas brincadeiras, eu te amo muito – encostei a cabeça em seu ombro enquanto ela dava um beijo na minha cabeça.

_Eu também te amo, senhorita manhosa – riu.

Dei-lhe um cutucão nas costelas.

_Ai! Sou sensível nessa área – passou a mão no local, esfregando.

_Sei... – disse, rindo.

No mesmo instante, meu celular vibrou na bolsa clutch, indicando o recebimento de uma mensagem de texto. Abri rapidamente para ver quem era. Riley.

Suspirei desanimada.

Eu gostava dele e da sua companhia, mas não o amava. Contudo, não tinha coragem de terminar o namoro.

Portanto, continuava "empurrando com a barriga", como se por aí...

_O que foi? – Alice perguntou, fitando meu rosto.

_Riley – respondi sucinta.

_Mesmo estando de plantão o Riley te monitora, né? – ela estava com cara de poucos amigos.

_Ele não está me monitorando. Está apenas sendo atencioso com a namorada.

_Ah, é?! – sorriu, debochada. _Então o que diz a mensagem? – cruzou os braços me encarando.

_Diz o mesmo de sempre. Que está com saudade; que me ama; que gostaria de estar hoje comigo comemorando meus 30 anos... Essas coisas... – dei de ombros -, e... e pediu para me divertir com moderação – enquanto falava digitava uma breve mensagem para enviar de volta.

Alice gargalhou.

_Qual é a graça? – fitei-a com o cenho franzido, parando de digitar.

_Sabe o que é isso? Ele está inseguro. Quem te conhece de verdade jamais falaria algo tão redundante. Todos nós sabemos que age moderadamente até demais. Mas eu sei o motivo para ele ter falado isso – deu uma risadinha.

_Lá vem você com su... – ela me interrompeu antes que eu terminasse de falar.

_É falta de sexo – disparou, cochichando em meu ouvido para que o taxista não ouvisse.

_O quê?! – olhei-a, surpresa.

_Ai, Bella... não seja obtusa – rolou os olhos. _O cara não te conhece por "inteira", se é que me entende... – deu-me um sorriso jocoso. _O homem é um ser territorial quando se trata de mulher. Ele gosta de "marcá-la" como dele para que nenhum outro macho ouse se aventurar no "terreno" dele. E a melhor forma de demonstrar isso é através do sexo de qualidade – sorriu. _Diga-me, qual mulher satisfeita sexualmente vai sequer olhar para outro homem? – arqueou a sobrancelha enquanto eu tentava absorver as suas palavras. _Nenhuma, Bella. Eu pelo menos não olho com o olhar de desejo... de cobiça. Sou muito bem "servida" – riu tapando a boca com a mão e eu não me contive. Ri também. _Por isso, eu vou ser sincera com você... – seu semblante era divertido e eu já previa que viria alguma frase engraçada -, a inatividade sexual é perigosa, produz cornos – gargalhou, e ao invés de eu ficar sem graça ou chateada, comecei a rir.

_Alice, você é uma orientadora sexual enrustida – meneei a cabeça.

_Eu não sou nada disso, Bella. Isso se chama experiência – sorriu, metida.

_Coisa que eu não tenho – murmurei, suspirando em seguida.

_Mas vai ter. Ninguém fica virgem a vida toda – piscou, de modo zombeteiro.

Rolei os olhos enquanto apagava a mensagem que eu já havia digitado.

Digitaria algo bem sucinto dessa vez. E só.

Depois que enviei a mensagem percebi que já estávamos na Hollywood Boulevard.

Faltavam poucos metros para chegarmos ao local e já avistávamos uma fila quilométrica em frente à casa noturna.

_Caramba! – Alice exclamou, abismada com o que via. _Ainda bem que temos passe livre. Foi só falar o sobrenome na hora em que liguei para reservar uma mesa, que automaticamente disponibilizaram todo o conforto para a gente – ela falou tranquilamente.

_Bem, nesses momentos é que eu vejo que ter status e dinheiro em Los Angeles é passaporte garantido para o universo aparentemente inacessível de Hollywood – ri, sendo acompanhada por ela.

_Fato, Bella.

Quando o carro parou no meio fio, Jasper já nos esperava na porta da boate. Estava lindo, como sempre. E vi minha irmã suspirar audivelmente, de modo apaixonado.

Saindo do veículo, apressei o passo para tentar acompanhar as passadas de Alice que assim que se viu diante do noivo, atirou-se em seus braços beijando-lhe calidamente.

É óbvio que morri de vergonha, virando o rosto para a direção oposta. Nunca havia dado um beijo tão expressivo no meu namorado como o que acabei de presenciar. Era sempre muito contido. Quase casto.

_Oi, Bella – Jasper cumprimentou-me com um abraço afetuoso depois de interromper a sessão de beijo. _Está animada para essa noite? – exibiu um sorriso brincalhão.

_Claro que está – Alice se intrometeu.

_Você agora é minha porta-voz? – olhei-a enviesado. _Bem, eu só fui duas vezes à boate desde que me formei, portanto não sei dizer como estou – dei de ombros, sorrindo sem graça. _Quero ver o ambiente. Nunca vim aqui.

_Esta é uma das mais badaladas de Hollywood e a que tem a melhor sexta-feira – ele informou, tentando conter o sorriso, o que me deixou intrigada.

Alice deu-lhe um beliscão.

_Ai, querida! Isso dói – esfregou o braço.

_Não ouse olhar para aquelas dançarinas performáticas, ou então farei greve de sexo – disparou com o olhar injetado.

_Alice! – chamei a atenção dela. _Poupe-me, ok? – arqueei a sobrancelha. _Jasper, o que tem de tão importante às sextas nesta boate? – perguntei, curiosa.

_Bem, é que lá dentro você vai ver plataformas suspensas, quase como gaiolas, espalhadas pela boate em que há dançarinas realizando as suas performances ao som de cada música tocada – sorriu.

_Esqueceu de dizer que elas estarão vestindo peças íntimas. Algumas dançam de lingerie, montadas em suas botas que vão até os joelhos e meia arrastão, enquanto outras vestem short e top. Para mim é algo apelativo – fez uma careta em desaprovação àquilo.

_Ah, entendi – balancei a cabeça afirmativamente, sorrindo. _Ué... você não confia no seu taco? – ri, trocando olhares com Jasper que balançou a cabeça, rindo da insegurança da noiva.

_É claro que confio – ergueu o queixo.

_Alice, querida, deixe de bobeira. Sabe que só tenho olhos para você – ele a puxou pela cintura beijando-lhe a bochecha.

_Mas não custa nada reafirmar – roçou seu nariz no dele, com uma intimidade que nunca tive com o meu namorado.

Estava começando a achar que minha irmã sempre esteve certa em suas afirmações sobre minha vida pessoal. Riley não era o cara ideal para mim. E eu não era feliz.

_Bem, acho melhor entrarmos. Falei agora há pouco com Emmett. Eles vão demorar a chegar porque Esme e Carlisle estão na casa deles tentando fazer o Ethan dormir para poderem levá-lo para casa. Rosalie só vai sair de casa se o menino estiver bem. Parece que ele anda salivando e esfregando o mordedor na gengiva – meu cunhado informou.

_Hum... pode ser os dentes querendo nascer – Alice se manifestou.

_Rosalie me surpreendeu como mãe. Parece uma leoa com a cria, apesar de que, em alguns momentos ela se desespera demais e põe meu irmão em estado de alerta vermelho – comentei casualmente.

_Sim, mas acho que é normal. Ela é mãe de primeira viagem. Acho que um dia vamos passar por isso também – Alice retrucou e eu preferi não comentar mais nada sobre o assunto.

Não sabia se um dia seria mãe. Não porque eu não queira, mas sim porque não achei a pessoa certa que fizesse meus ovários serem "estimulados" constantemente.

_Vamos, Bella? – afastei esse tipo de pensamento ao ouvir a voz de Jasper.

Apenas acenei a cabeça em concordância, dando-lhe um breve sorriso.

Quando passamos pela porta principal, nos entregaram bastões luminosos que davam um colorido especial ao tema da noite, que era bem sugestiva: Noite Sem Vergonha. Óbvio que aquilo remetia a um duplo sentido. E a intenção era essa.

Pude sentir a vibe do local ao ouvir o batidão da música eletrônica enquanto éramos levados pela promoter da casa até a nossa mesa, que era uma espécie de biombo em formato meia lua com uma mesa de centro e um cardápio à disposição dos clientes.

Meu corpo instintivamente começou a se movimentar discretamente ao som do ambiente. E por incrível que pareça, me senti bem em remexer meu esqueleto depois de tanto tempo.

Achei por um momento, antes de entrar na boate, que o barulho excessivo fosse me incomodar. Pelo contrário, era desse tipo de barulho que eu necessitava urgentemente.

Algo que me sacudisse e me deixasse arrepiada.

Fechei os olhos e deixei minha mente ser levada para uma zona desconhecida, onde só havia luzes policromáticas que me envolviam com o seu colorido exuberante e distinto.

_Bella? – fui trazida para a realidade ao abrir os olhos e ver minha irmã me fitando de modo divertido, quase rindo.

_O que foi? – perguntei, sem graça.

_Gostou do ambiente? – sorriu, de modo faceiro.

Não respondi. Acenei a cabeça em concordância, tentando suprimir meu sorriso de satisfação.

_Eu sabia – disse, convencida. _Agora vamos ao bar pedir nosso drink. Jasper ficará aqui na mesa, aguardando o garçom aparecer.

_Mas... mas você já viu como está cheio o bar? – arregalei os olhos.

Eu tive um vislumbre muito rápido do entorno do bar assim que enveredamos pela boate.

_Sim. Mas isso é normal. Hoje a casa vai encher, Bella. Aliás, deve chegar perto do limite de lotação, afinal o DJ residente é um dos melhores do meio musical – deu seus pulinhos. _Agora vem logo que eu estou louca para "molhar" minha garganta.

Ela pegou em minha mão arrastando-me até o bar central, que por sorte ficava perto da nossa mesa. Mesmo assim, me senti um peixe nadando contra a maré. Era muita gente dançando ao redor e na pista de dança, que também ficava próxima.

E deu para perceber muito bem como os rapazes ficavam vidrados nas performances das dançarinas que se exibiam na plataforma suspensa que ficava acima do bar. Algo bem propício. Era muita sensualidade junta!

Senti-me um ser diminuto vendo a dança delas.

Nunca fui sensual daquele jeito. Pelo menos nunca me vi assim, e como que para reiterar meus pensamentos, a baixinha já tinha falado várias que eu não me enxergava muito claramente realmente. Será?

_Será que não surge um cavalheiro para ceder um espaço para a gente chegar à bancada do bar? – Alice empertigou-se, ficando emburrada.

_Calma. Não tem outro jeito senão pedir licença e ir se enfiando por entre as pessoas – disse, me espremendo ao abrir caminho com minhas mãos.

_Saco! Vão amassar minha roupa – choramingou, verificando o seu traje.

Rolei meus olhos e assim que virei meu rosto para o lado esquerdo, meus olhos se fixaram na beleza surreal que adentrava a boate. Mesmo lotada, eu não conseguia desviar minha atenção daquela "ilusão de ótica". Vestia uma calça social preta acompanhada de blusa social azul e um blazer preto.

Eu jamais vi em uma balada alguém portando blazer. Quem usaria tal vestimenta para dançar?

Aquele homem usaria...

E estava espetacular. Era o cara mais lindo que eu já tinha visto na vida. Exalava sensualidade sem ser apelativo. Era a melhor representação do espécime masculino.

Dizem que olhar não tira pedaço. Ainda bem, porque se tirasse eu com certeza arrancaria a língua sexy que ele exibia ao lamber rapidamente os lábios, ficando de recordação para mim.

O melhor de tudo: estava desacompanhado.

_Bella? Ei! – senti um sacolejo em meu braço forçando-me a desviar o olhar para Alice.

_Oi? – estava meio aérea.

_O que houve? Para onde você estava olhando?

_Para nenhum lugar. Só estava... só estava... ah! Estava olhando ao redor – dei de ombros voltando a fitar o bar lotado.

Não passou despercebido por mim, os olhos estreitos e aguçados de Alice.

_Okkk... – falou arrastado, me medindo com o olhar. _Vem.

Mais uma vez fui levada por ela até às bebidas, e graças à uma alma bendita que se afastou um pouco da bancada, pudemos solicitar os nossos drinks.

Enquanto aguardava a minha bebida, fingia ouvir as tagarelices da minha irmã, mas meus pensamentos estavam em outra figura. E meus olhos estavam inquietos à procura de seu alvo.

_Bella, o que há com você? Do nada ficou aérea. Quem está procurando? – olhou-me seriamente.

_Se eu não falar o que está acontecendo você não vai desistir mesmo – suspirei, remexendo inquietamente nos fios de cabelo da minha nuca. _Eu acabei de trair o Riley – soltei, dando-lhe um meio sorriso, vendo surgir uma ruga entre as sobrancelhas dela.

_Como assim? – estava sem entender.

_Não no sentido literal, mas com os olhos. Eu acabei de cobiçar alguém, Alice – mordi o lábio, nervosa.

Por um instante ela permaneceu calada escrutinando meu rosto até que resolveu falar:

_Quem? Mostre-me – ela sorriu abertamente.

_Ah, Alice... é impossível eu te mostrar nesta boate lotada. Se eu o avistar te aviso.

_E eu vou cobrar – apontou o dedo para mim, como se estivesse me alertando.

Não demorou muito para pegarmos nossas bebidas e sairmos do burburinho.

Parecia que cada vez mais surgia mais gente, como se fossem abelhas atraídas pelo mel.

Com todo cuidado para não esbarrarem em mim, procurei desviar das pessoas mais alucinadas que dançavam como se não houvesse o amanhã. E vendo as cenas na minha frente eu desejei dançar daquele jeito também. E por que não? Era meu aniversário...

Tão logo eu desviei da última pessoa antes de avistar a nossa mesa, estanquei no lugar, chamando a atenção da minha irmã para o movimento brusco.

_Ei, o que houve, Bella? Parece que viu um fantasma – ela estava do meu lado.

_Alice, é ele – afirmei, sem desviar meu olhar do foco em questão.

_Onde? - ora ela olhava para mim, ora olhava para a direção em que eu olhava, mas parece não ter visto a pessoa.

_O cara que cobicei está na mesma mesa que a gente. Olhe disfarçadamente, por favor – pedi, indicando com a cabeça.

E logo o seu olhar disparou para a área reservada, e mesmo que estivessem passando várias pessoas à nossa volta, dava para ter um vislumbre da figura exuberante.

_Puta merda! – ela exclamou. _É o amigo do Emmett e da Rose – falou de modo urgente.

_O quê?! – espantei-me. _Droga! – praguejei devido ao meu azar. _Estava muito bom para ser verdade. Amigo do meu irmão... ótimo! – retorci o canto da minha boca, desanimada.

_E daí que ele é amigo de Emmett e Rose? Pode ser seu amigo também – disse, tentando conter o riso. _Mas pelo que você me falou alguns minutos atrás, não é bem amizade que você procura – deu uma risadinha.

_Alice, sou comprometida. Já passou. Foi só um lapso. Esquece o que falei – disse, nervosa.

A verdade é que eu o desejava sim. Não poderia ser hipócrita comigo mesma. Mas o medo de fazer algo errado e arcar com as consequências era maior que a vontade de arriscar.

_Bella, eu vou falar algo bem sério. Não sou a favor da infidelidade, mas porra... você precisa de alguém como aquele cara. Ele exala testosterona pura. Eu só o tinha visto em capa de revista, mas agora posso ver como ele realmente é bonito e tem porte de homem com "H" maiúsculo – ela o olhava impressionada com a sua beleza.

_Como assim capa de revista? – perguntei com o cenho franzido. _Ele é modelo?

_Sim. Modelo internacional e a maior revelação das passarelas no ano passado na semana de moda de Nova York.

_E como é que não o conheço?

_Você só tem olhos para sua família e para o "mundo dos negócios" – deu de ombros. _Bella, se ele veio sozinho creio que Emm e Rose não venham mais. Vou confirmar isso quando chegarmos à mesa, e caso seja verdade, é a sua chance de aproveitar o que a noite lhe reservar, ou seja, se ele se mostrar interessado, corresponda – instigou-me. _Da minha parte e da parte do Jasper, pode ficar tranquila. Ninguém saberá se você der uns beijinhos no gostoso ali – indicou com a cabeça, rindo. _E se por um acaso a "coisa" esquentar, levante as mãos para o céu em agradecimento porque aí sim você vai saber o que é sexo. E que sexo sujo só é bom quando se faz bem feito – piscou de modo sacana, deixando-me vermelha de vergonha porque bem no fundo o que ela dizia era reflexo do que eu queria acintosamente.

_Eu preciso beber – disse, tomando um bom gole do drink.

E o que entrou gelado desceu quente e queimando minha goela.

Eu precisava de coragem para sentar ao lado da beldade e passar uma tranquilidade que era irreal.

Enquanto eu caminhava em direção à mesa, fiz uma breve avaliação do porte dele. Mesmo sentado, sua postura era incontestavelmente sexy. Seus cabelos desgrenhados conferiam-lhe um charme à parte. Só não dava para definir a cor deles. A barba por fazer despertava em mim um desejo incontrolável de passar as mãos por seu rosto. Porém, o que me chamou a atenção foi o movimento da sua boca... ah! Como era deliciosa provando a bebida do copo. E como eu queria ser aquele pedaço de vidro...

Céus! Eu nunca havia sentido nenhuma palpitação como a que estava sentindo neste exato momento. Era como se o som agudo de um trompete estivesse soprando bem no meu ouvido estremecendo todo o meu corpo.

Tinha a impressão que eu estava em transformação.

Enfim, meus hormônios femininos foram despertos.

_Olá – Alice foi a primeira a falar.

_Ah, olá – ele colocou o copo na mesa, levantando-se para cumprimentá-la com um sorriso educado e um aperto de mão. _Meu nome é Edward e creio que você seja Alice, estou certo? – sorriu.

Minha irmã não respondeu, pois estava admirando o rosto dele, então apenas sorriu "amarelo", acenando a cabeça em concordância.

E puta merda! A voz dele era rouca e sexy pra caramba! Comecei a imaginar "coisas"...

_Olá. Você deve ser a aniversariante? – sorriu mais uma vez.

Não disse nada num primeiro momento. Apenas sorri.

Havia "perdido" a voz...

_Prazer em conhecê-la – dirigiu-se a mim, e só então pude ver que os olhos dele eram azuis acinzentados. Morri!

_Err... Prazer. Meu nome é Bella – sorri, envergonhada e ao mesmo tempo nervosa.

_Meus parabéns, Bella – polidamente ele beijou minha mão quando estiquei-a para cumprimentá-lo.

Foi inevitável não sentir aquele calafrio quando seus lábios molhados pela bebida tocaram a pele da minha mão brevemente. Por mim, nunca mais lavaria essa mão!

Rapidamente troquei olhares com minha irmã, que piscou.

_Ah, obrigada – engoli em seco ao vê-lo me encarar com um sorriso torto.

Eu precisava de outra bebida. Mais forte!

_Vocês demoraram – Jasper se pronunciou, forçando-me a prestar atenção nele.

_Jazzy, o bar estava lotado. Tivemos que esperar – Alice deu de ombros. _E cadê o Emmett e a Rose? – mostrou-se interessada.

_Eles não vem mais, querida. Edward estava me contando que o Ethan não conseguia dormir e Rosalie não quis deixá-lo na responsabilidade de ninguém – Jasper explicou.

_Ah, entendi – ela olhou rapidamente para mim, tentando conter o sorriso. _Bem, mas já que estamos aqui, vamos aproveitar a noite e o aniversário da minha irmã – riu, elevando o seu copo para brindarmos. _Um brinde à felicidade da aniversariante – ao tocar nossos copos, flagrei Edward me encarando de um modo proibido, e em seguida deu outro sorriso torto.

Se ele continuasse fazendo isso, eu não resistiria ao seu charme e seria a minha derrocada.

_Edward, a garrafa de Grey Goose é toda nossa – meu cunhado brincou com ele apontando o balde com gelo em que estava a garrafa de vodka e as garrafinhas de água de coco.

_Prefiro ir com calma. Só estou no início – tomou um gole da vodka sabor cereja, flertando mais uma vez comigo.

PUTA. QUE. PARIU!

_E cadê os quitutes que encomendei? – Alice quis saber.

_O garçom disse que trará em instantes – Jasper deu um beijo casto nela e eu desviei a atenção para a pista de dança.

_Tudo bem. Vamos sentar um pouco. Essas músicas bate-estaca só são boas no início. Depois, tornam-se enjoativas – a baixinha falou com desdém. _A melhor parte ainda virá, mas pelo jeito ainda é cedo pra "trocar o disco" – disse, olhando o relógio de pulso. _A noite está apenas começando – relanceou os olhos na minha direção e eu apenas fingi que não prestava atenção. _Bella, senta aqui – ela me chamou para sentar justamente perto do Edward.

Que ótimo... Ficaríamos em casal.

Sorri educadamente para Edward respirando profundamente ao sentar do seu lado. Ele era intimidador, mas não de um jeito ruim, e sim, de um jeito bom. Muito bom.

_Seu irmão e Rosalie pediram para eu ser um menino de recado, dizendo-lhe que sentiam muito por não poderem vir, mas a prioridade era a saúde do Ethan, que por sinal é um menino adorável – sorriu de modo encantador.

_Ah, não tem problema. O que importa é o bem-estar do meu sobrinho. Ele realmente é uma criança adorável e é alegria da família – sorri, tomando o restante da minha bebida, relanceando meu olhar rapidamente para Alice que estava conseguindo deter a atenção de Jasper.

_Eu gostaria de pedir desculpas por chegar de supetão, sem ser convidado – riu, dando mais um gole em sua bebida, e eu lambi os lábios. Fato que não passou despercebido aos olhos dele que os estreitou fitando meus lábios.

_Nã... não... não tem que se desculpar. Imagina. Se é amigo do meu irmão é meu amigo também – falei, nervosa com o olhar dele em cima de mim.

_Se bem que eu só conheci o Emmett muito tempo depois de conhecer Rosalie. Mais ou menos há dois anos.

_Como assim? – franzi o cenho.

Será que ele já havia namorado a Rose?

_Eu sempre fui amigo da Rose. Você talvez não saiba, mas sou modelo, portanto tenho uma vida corrida – riu, encolhendo os ombros. _E uma vez quando fui fazer um catálogo para roupas de lojas de departamento em Nova York, foi que conheci seu irmão. Os modelos em destaque eram eu e sua cunhada. E seu irmão estava no início do namoro com ela e pareceu enciumado – deu uma risada.

_Isso é típico do Emm – meneei a cabeça. _ Ele é um ciumento nato. Seja como filho, marido ou como irmão – dei de ombros, tentando parecer tranquila.

_Mas ele é um cara divertido. E quando soube que nunca houve nada entre mim e Rose ficou mais tranquilo e desde então começamos uma amizade que está perdurando.

_Ele é um cara legal, desde que não mexam com a mulher dele – dei uma risadinha contida.

_E com a irmã? – ele disparou a pergunta e eu quase me engasguei com a própria saliva.

Pigarriei antes de falar fingindo que não tinha entendido a indireta.

_Como?

_E se alguém mexer com a irmã dele? – encarou-me, ora fitando meus olhos, ora fitando minha boca.

Nesse momento quase estendi minha bandeira branca para ele, pedindo paz. Porque eu sabia que perderia a guerra para as sensações que borbulhavam em meu âmago e que viriam à tona se ele se aproximasse mais um pouco de mim.

_Err... qual delas? – tentei ser natural ao sorrir.

_Você – foi enfático.

_Eu... eu... eu...ele... – gaguejei, "perdendo" a fala novamente.

_Está nervosa? – ele me olhava com toda a intensidade.

_Sim... quer dizer... não – neguei com a cabeça, tentando sorrir.

Ele sorriu de volta.

_Aceita mais um copo de bebida? – indicou com a mão as bebidas dispostas na mesa.

_Ah, não – gesticulei, dando uma negativa com as mãos. _Esse tipo de bebida é forte demais. É vodka pura. Sou mais um drink mesmo – minhas mãos suavam de nervosismo. _Mas depois eu pego no bar – sorri polidamente.

_Se quiser posso buscar para você, sem problemas – sugeriu.

_Não, Edward. Não é necessário – gesticulei com as mãos.

_Vejo em seus olhos que está querendo outra bebida. Só está envergonhada de pedir, estou certo? – sorriu torto.

_Não... é que na verdade o bar está cheio. Vai dar trabalho. Não é necessário realmente. Eu nem sou de beber. Só tomei o drink por insistência da minha irmã.

_E agora você vai tomar outro por insistência minha. Venha comigo até o bar – disse, solícito, e eu não pude recusar.

Assim que nos levantamos do sofá de couro, olhei para Alice que voltou sua atenção para nós, então resolvi avisar:

_Aly, vou ao bar com Edward. Daqui a pouco estaremos de volta. Você vai querer outro drink?

_Agora não. Podem ir – piscou, sorrindo.

_Ok. Até daqui a pouco – disse, olhando rapidamente para Jasper que me deu uma piscadela.

Ali eu soube que ele estava por dentro do que poderia acontecer entre mim e Edward. Porque era nítido que seria apenas questão de tempo até rolar um beijo entre nós. Ele estava tão a fim quanto eu.

Só então ao dar os primeiros passos em direção ao bar, tive a real noção da lotação da casa.

_Acho melhor voltarmos para o nosso lugar. Será impossível pegar uma bebida – disse, próximo ao ouvido do Edward que teve que se abaixar por causa da nossa diferença de altura, mesmo eu estando "plantada" em um salto 15!

O som alto impossibilitava que eu mantivesse um diálogo mantendo certa distância dele.

_Nada disso. Eu vou na frente – cochichou em meu ouvido, arrepiando-me dos pés à cabeça.

Sua voz era sexy demais!

E sem mais delongas, puxou-me pela mão em direção ao bar. O gesto me pegou desprevenida e eu tive o ímpeto de puxar minha mão da dele, mas ele me segurava firme.

Pela primeira vez senti um formigamento onde ele me tocava. Era uma sensação tão boa...

Quando conseguimos encontrar uma brecha no balcão, puxou-me delicadamente para perto dele, colocando-me à sua frente para me afastar do empurra-empurra.

_Qual bebida vai querer? – perguntou em meu ouvido, me arrepiando novamente.

_Sex on the beach, por favor – virei meu rosto para falar em seu ouvido e por pouco, ele não beijou o canto da minha boca.

Eu já estava excitada só com a aproximação. Depois desse quase contato mais íntimo, senti minha calcinha mais umedecida.

_Como quiser... – sorriu, muito próximo a mim, fitando minha boca.

E no meio daquela confusão de corpos procurando um espaço para pegar suas respectivas bebidas, alguém me espremeu no balcão e eu quase me machuquei. A minha sorte foi que Edward me segurou pela cintura de modo protetor, mas possessivo.

Olhei rapidamente para ele sorrindo um pouco sem graça.

Ao sentir seu peito encostar nas minhas costas, me derreti. Desistindo de lutar contra os meus desejos.

Encostei-me totalmente nele, podendo sentir o seu membro rijo cutucar a minha bunda.

Instintivamente, levei minha mão ao local em que ele me segurava, pondo-a por cima da mão dele, deixando meu polegar acariciá-la.

_Está tudo bem? – sussurrou em meu ouvido, roçando sua barba em minha orelha.

_Hum, hum – emiti apenas isso, deixando meu rosto encostar no dele discretamente.

Estava impossibilitada de falar algo mais, pois estava concentrada na carícia que ele fazia com o polegar em minha cintura.

Sem querer, rocei meu bumbum em seu membro, pois eu tentava friccionar minhas pernas uma na outra para conter o desejo iminente que borbulhava no meio delas.

_Bella... – suspirou meu nome em meu ouvido, apertando-me na cintura. Quase desmaiei de tesão.

_O-oi? – gaguejei com minha voz saindo trêmula.

_Fique parada, linda, por favor – pediu roucamente e eu obedeci como uma moça comportada acenando apenas com a cabeça.

O meu drink demorou mais tempo para ficar pronto do que na hora em que vim com Alice, mas para mim estava perfeita a demora porque nesse meio tempo, Edward aumentou as carícias em minha cintura sempre me afastando do tumulto ao redor do balcão e eu me aproveitei de sua "boa" vontade. O meu tesão por ele aumentava na mesma proporção das carícias. Eu estava perdida!

Assim que o barman entregou meu drink, ele tomou a frente puxando-me pela mão com zelo, sempre olhando para trás com um sorriso torto, certificando-se se eu estava bem.

Meu rosto deveria estar um tomate, de tão vermelho de vergonha pelas minhas atitudes ousadas. Ainda bem que as luzes da boate ocultavam o meu rubor.

Quando chegamos de mãos dadas à nossa mesa, Alice praticamente arregalou os olhos enquanto Jasper permanecia com um semblante neutro olhando de mim para Edward.

_Eu preciso ir ao banheiro um instante – Edward me avisou.

_Tudo bem – sorri acenando a cabeça, ainda envergonhada.

A encarada que ele me deu antes de virar-se na direção oposta, indicava que ele estava super a fim de mim. Eu então...

Ao invés de sentar no sofá como uma dama, joguei-me recostando minha cabeça no encosto do estofado permitindo que meus olhos se fechassem por um instante. Só queria tentar arrumar meus pensamentos, mas estava difícil...

_Bella, ele está a fim de você – Alice foi direta, sentando-se ao meu lado.

Levantei minha cabeça para ver se Jasper estava próximo, mas ele não estava. Deveria ter ido ao banheiro também, então virei minha cabeça para fitar minha irmã, que sorria genuinamente, enquanto eu permanecia aflita.

_Eu sei. Pior que eu também. Estou perdida, Aly – disse, derrotada.

_Está nada, boba. Você provavelmente acabou de se achar. Basta dar uma chance à oportunidade – estalou a língua.

_Eu não posso. Eu não posso – balancei minha cabeça em negação.

Eu tentava entoar o mantra em minha mente: "eu sou comprometida"... "eu sou comprometida"... "eu sou comprometida"...

_Bella, deixe rolar naturamente. Olha, já conversei com Jasper – informou.

_O que você comentou com ele? – minha voz saiu alarmada.

_Acalme-se. Não falei nada demais. Pedi que ele se fingisse de cego, surdo e mudo e que quando chegássemos em casa eu explicaria melhor – deu de ombros.

_Alice, Alice... veja bem o que vai falar – olhei-a enviesado, sem o menor humor.

_Confie em mim, boba – apertou minha mão.

_E se... e se... ai droga! E se essa noite se prolongar? – eu estava desesperada em saber como agir com um homem daquela magnificência, caso tudo terminasse em sexo.

_Você está querendo dizer se a noite acabar na cama, é isso? – arqueou a sobrancelha.

_É... é isso – falei urgente, tomando um gole do meu drink.

Estava uma pilha de nervos.

_Primeiro de tudo, só vai terminar na cama se ambos desejarem. Pelo que pude ver, ele está sendo muito "cuidadoso" com você. Acho que só vai avançar o sinal se você permitir – piscou. _Segundo, é tentar se acalmar. Senão, não vai rolar gostoso – sorriu de modo zombeteiro. _Por último, deixe que ele tome partido primeiro e então apenas siga seus instintos, Bella. Sexo não é um bicho de sete cabeças. Mas há algo sério nisso tudo. Proteja-se, sempre. Peça para ele usar camisinha. Sexo sem preservativo é mágico: aparece um bebê e desaparece um pai – soou sarcástica. _E não é só a questão da gravidez, como também, das doenças sexualmente transmissíveis – falou séria.

_Eu sei disso, né? – rolei os olhos. _Além disso, tomo anticoncepcional há alguns meses. Achei que fosse necessário me proteger de uma gravidez indesejada caso viesse a ter uma vida sexual ativa. Coisa que não aconteceu, mas não deixei de tomar – informei.

_Você não teve uma vida sexual ativa porque seu namorado é um frouxo. Na certa, ele "toca" punheta. É bem a cara dele – riu, deixando-me chateada com as provocações dela.

_Chega, Alice! Desse jeito não está ajudando – alertei-a.

_Mas é verdade. Você tem que saber ouvir a verdade sobre certos homens. Saiba que para caras como o Riley, masturbar-se é fazer amor com a pessoa que mais se ama na vida. No caso, ele mesmo – disse, dando uma risadinha.

_Chega disso! Ok?! Chega! Não quero ouvir seus absurdos – ralhei, cruzando uma das pernas, balançando-a nervosamente.

_Tudo bem. Desculpa – apertou meu braço, impelindo-me a olhá-la.

Fingia demonstrar arrependimento.

_Você não tem jeito – murmurei mais para mim do que para ela ouvir, mesmo assim ela escutou e riu.

Os rapazes voltaram em poucos minutos e ficamos conversando sobre coisas aleatórias.

Descobri que Edward ficaria na cidade durante uma semana e o fato de saber que logo, logo ele iria embora me entristeceu.

Eu queria que ele morasse em Los Angeles, de preferência no mesmo bairro que eu.

Entre conversas e doses de bebidas, percebi que Jasper já estava bastante "alegrinho", assim como minha irmã, que optou por beber a vodka sabor cereja.

Edward não aparentava estar "nocauteado" pelo álcool, mas pude ver o quão mais relaxado ele estava.

A única pessoa que continuava sóbria o bastante para notar isso tudo era eu.

_Você não quer beber mais nada? – Edward perguntou em meu ouvido.

Estávamos sentados bem juntos. Quase como um casal. Faltavam apenas o braço ao meu redor e o beijo.

_Não. Para mim está de bom tamanho ter bebido dois drinks – sorri, desviando meu olhar para a pista de dança, ao vê-lo me fitar com tanta intensidade.

_Quer dançar? – ele seguiu meu olhar para a pista de dança e de ter pensado que eu gostaria de estar lá no meio da muvuca.

_Ah, não... não – neguei rapidamente com a cabeça. _Não sou muito boa em dançar – dei uma risadinha contida.

Ele riu, tomando o último gole de sua bebida sem tirar os olhos de mim.

Mas nossa "interação" foi interrompida pela esfuziante da minha irmã.

_Eu não queria interromper a conversa, mas já interrompendo... vamos dançar? – Alice olhava de mim para Edward.

_Por mim, tudo bem – ele respondeu, voltando seu olhar para mim em expectativa.

_Tudo bem – concordei, afinal eu não tinha escapatória. E no fundo eu queria tentar extravasar meu nervosismo de alguma forma.

Antes de seguirmos para a pista, Edward tirou o blazer ficando apenas com a blusa azul. Enrolou as mangas deixando-as como se fossem ¾.

Ele era a perfeita visão do fruto proibido.

Logo depois, me conduziu apoiando sua mão no meio das minhas costas e eu tremi levemente pelo toque.

A pista de dança estava lotada. Mesmo assim ainda conseguimos algum espaço para dançar. Fizemos uma espécie de rodinha minúscula.

A animação era tanta que fui tomada pela mesma empolgação das demais pessoas deixando meu corpo corresponder aos últimos acordes da música que tocava.

Edward não tirava os olhos de mim e quando algum engraçadinho tentava se aproximar de mim ele me puxava para perto dele, mas não chegava a me abraçar.

Então, quando começou a tocar "Who Dat Girl" no vozeirão de Flo Rida, Alice se aproximou de mim puxando-me para remexer ao seu lado.

A música era muito boa. Bem dançante e com certa sensualidade.

No início eu ainda estava meio tímida. Não estava acostumada a requebrar na frente de estranhos como Edward, que me avaliava com um desejo injetado no olhar.

E conforme eu me soltava, percebia ele se aproximando mais e mais, ignorando a presença de Alice e Jasper.

Ela não é Rockstar

Mas ela tem groupies

Ela não é atriz

Mas ela faz filmes

E quando ela balança essa coisa por aí

Todo mundo fica quebrando o pescoço, tipo

Quem é essa garota?

Quem é essa garota?

Quem é essa garota?

O refrão da música me impulsionava a dançar fitando-o de modo provocativo porque eu sabia que ele estava na mesma "vibe" que a minha. Ele me comia com os olhos e eu retribuía passando as mãos pelo meu corpo, como se estivesse chamando-o para substituir minhas mãos pelas dele.

Fechei meus olhos por um instante, entregando-me ao refrão.

E assim que os abri, Edward estava a poucos centímetros de mim me olhando cobiçosamente. Senti-me poderosa por atrair sua atenção.

Sem pensar em mais nada, puxei-o para mim, colando nossos corpos suados, encaixando minhas pernas entre as suas, e foi inevitável não senti-lo duro. Roçando levemente seu membro em minha pélvis.

A sensação era deliciosa e o jogo de esfrega-esfrega deixava-me em estado torpe.

Instintivamente puxei-o mais para mim pela gola da camisa enquanto ele me apertava na cintura, com seu rosto encostado ao meu.

Podia sentir sua respiração acelerada em meu ouvido.

Com a proximidade, fui "assaltada" pelo cheiro de seu perfume amadeirado e ao mesmo tempo refrescante. A fragrância combinava com ele. Era algo bem marcante e pouco comum. Tudo era muito sedutor naquele homem...

Suas mãos me enlaçaram de vez enquanto as minhas pairaram sobre seu peitoral.

Meus olhos foram atraídos para a abertura da camisa que deixava à mostra os poucos pelos naquele lugar.

Sem pedir permissão meus dedos tocaram a pele desnuda e meus olhos subiram lentamente de seu peito para o seu rosto. Assim que nossos olhos se encontraram novamente eu tive certeza que estava ferrada. Nunca mais aqueles olhos azuis acinzentados sairiam da minha mente.

Nossos corpos já não se embalavam mais. Lentamente ele abaixou sua cabeça em direção à minha e eu acreditei que fosse me beijar, mas ao invés disso perguntou em meu ouvido a frase do último refrão da música:

_Quem é essa garota?

A voz rouca e gotejando sexo atingiu-me em cheio.

Subitamente, virei meu rosto à procura de seus lábios encontrando-os próximos ao canto de minha boca.

O beijo não foi nada delicado. Estávamos entregues ao desejo e tesão aflorados.

O gosto de cereja ainda era forte em sua boca e assim que sua língua invadiu a minha em busca de prazer, correspondi ao seu ímpeto chupando-a libidinosamente, ato que o pegou de surpresa.

Nunca havia feito isso com ninguém, mas deixei ser levada por meus instintos.

Senti seus braços me apertarem mais, mas uma de suas mãos deixou a minha cintura subindo lentamente em direção ao meu decote, roçando seus dedos no topo dos meus seios, adentrando em meu sutiã tomara-que-caia, e acariciando o bico de um dos meus seios, eriçando-o.

Enquanto isso, meus dedos continuavam acariciando os pelos do peito dele conseguindo desabotoar um dos botões de sua camisa para ter melhor acesso.

Mas nossa química foi interrompida momentaneamente pela falta de ar. Estávamos há alguns minutos nos beijando loucamente.

Ao desvanecer o beijo nos entreolhamos ofegantes, mas sem separar nossos corpos em momento algum.

_Linda. Você me deixou louco desde que cheguei aqui – falou em meu ouvido roçando sua barba, soprando suavemente depois, fazendo-me encolher o ombro pelo arrepio que senti.

Sem raciocinar e pensar nas consequências, soltei:

_Eu quero você.

Ele rosnou puxando-me de volta para seus braços, contudo antes de me beijar, uma chuva de papel picado caiu do teto da boate sobre a pista de dança, fazendo-nos rir, enquanto a música "Give me Everything" na voz de Ne-Yo animava a galera.

No instante seguinte, Edward segurou meu rosto entre suas mãos com todo zelo, fitando-me com um olhar diferente, mas que não consegui decifrar.

Deu-me um beijo suave. Calmo.

Então, repetiu em meu ouvido uma das frases da música:

_Esta noite eu vou amar, amar você hoje à noite. Dê-me tudo esta noite.

Puta merda!

Ofegante pelo tesão que eu sentia, retruquei:

_Vamos fazer isso esta noite. Eu quero você esta noite.

"Sensualidade é um perfume que vem de dentro e a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo ..."

(Nil)


N/A: E então? O que acharam deste capítulo?rsrsrsrs
Alice continua incentivando a irmã a "aprontar"...kkkkkk...tenho pena do Riley...rsrsrsrs
Edward surgiu...aiai...*suspira*...ele é muito gostoso...rsrsrs
obs: meninas, eu só vou atualizar a fic agora na semana que vem pq de terça à sábado minha monografia terá minha total atenção...fim de curso...formatura..está tudo corrido, mas não deixo de escrever a fic pq eu realmente gosto...é meu passatempo preferido.. :)
bjossssssssssssss e até o próximo capítulo com o tão aguardado "momento"...rsrsrs