N/A: Boa noite, amigas leitoras! Enfim, mais um capítulo com cenas hot, mas também com momentos hilários...pois Alice está no pedaço...rsrsrsrs...Ah, quero esclarecer que a relação da Bella com Edward será algo fulminante. Não sei se alguém acredita em "paixão à primeira vista", mas eu acredito por conhecimento de causa...hehehehe...só que no meu caso, as coisas foram se desenrolando com os meses, e hoje estou muito bem casada e feliz...rsrsrs...mas como aqui trata-se de uma shortfic, as coisas serão um pouco mais breves (se bem que eu estou cogitando "esticar" um pouco a fic, pois surgiram algumas novidades na minha mente essa semana, mas por enquanto é só uma possibilidade. Caso a aceitação da fic seja boa mesmo, eu prolongo um pouco mais, pois assunto é o que não faltará, mas se o povo achar que não devo alongar muito eu termino de escrever onde imaginei terminar mesmo).
AGRADEÇO DE CORAÇÃO A TODAS OS COMENTÁRIOS! OBRIGADA, MENINAS! :)
Hoje vou postar a legenda aqui em cima e não nas notas finais LEGENDA: GTA* Grand Theft Auto (GTA) é uma série de jogos de computador e videogame criada por David Jones. É um termo referente a roubo de veículos.
Bem, agora vamos ao que interessa. Nos vemos lá embaixo.


CAPÍTULO 4

SEM JUÍZO

_Hummm... acordar assim é delicioso – murmurei com a voz rouca, mantendo meus olhos fechados.

_Gosta quando faço isso? – abri os olhos, vendo os dedos de Edward deslizarem pela parte descoberta do meu bumbum. Exatamente na marca do biquíni.

_Aham – acenei a cabeça em concordância, agitando um pouco o bumbum para retirar o restante do lençol que ainda me cobria.

O movimento atiçou os olhos cobiçosos dele, fazendo-o rosnar e dar um tapinha naquela parte da minha anatomia.

_Ai – levei um susto com aquele ato, que não doeu nada, apenas despejou uma descarga elétrica naquele ponto sensível no meio das minhas pernas.

_Gostosa – sussurrou em meu ouvido enquanto uma de suas mãos acariciava com movimentos circulares a região descoberta, provocando uma sequência de arrepios por todo o meu corpo.

_Gostoso – devolvi, esboçando um sorriso preguiçoso.

_Você ainda vai me matar, Bella – meneou a cabeça, sorrindo torto, sem tirar os olhos das minhas nádegas.

_Só se for de prazer – retruquei, piscando e sorrindo faceira ao notar seus olhos desviarem a atenção para os meus.

A deusa da noite emergiu outra vez de meu íntimo. E estava doida para "aprontar" com Edward.

Sustentamos nossos olhares por um instante, até que ele se mexeu engatinhando como um leopardo em minha direção.

Estava no modo "caçador" e eu, no modo "caça"!

Pensei que ele fosse me acariciar ou simplesmente beijar minha pele, em vez disso, ele afastou um pouco minhas pernas, fixando seu olhar em minha feminilidade.

Com firmeza, segurou a cabeça de seu pênis e começou a se masturbar, esfolando a glande.

Aquilo era definitivamente um cogumelo vermelho! Delicioso...

Eu estava numa posição desconfortável para olhar exatamente o que ele fazia. Com certeza eu ficaria com torcicolo depois, mas neste momento o que importava era pelo menos vê-lo me "comendo" com os olhos.

Lambi os beiços ao percebê-lo guiando seu imponente e ereto membro em direção à minha cavidade.

A expectativa pelo contato me matava de desejo.

E assim que ele me tocou, ouvi um som prolongado de mensagem de celular...

Levantei a cabeça meio atordoada pelo barulho, à procura do aparelho que eu havia deixado em cima do criado-mudo.

_Droga! Era só um sonho – praguejei baixinho.

Configurei rapidamente para o modo silencioso. Nem me atentei em ver quem mandava a mensagem. Minha preocupação era não perturbar o sono de quem dormia ao meu lado.

Porém, no momento em que me virei para o lado oposto, Edward não estava na cama.

Franzi o cenho.

Ainda sonolenta, esfreguei os olhos, sentando-me e vendo a claridade que adentrava o quarto. Corri os olhos pelo ambiente e não vi nenhum resquício das roupas dele.

Merda!

_Ele foi embora – murmurei, triste.

Sabia que alegria de virgem durava pouco. Aliás, ex-virgem. Ao menos pude comprovar o que é um sexo bem feito!

_Menos mal – murmurei novamente, jogando-me de volta ao colchão para pensar na noite maravilhosa que tive.

Com as pernas encolhidas na altura do meu peito e envolvidas por meus braços, como se eu fosse um Tatu-bola, fitei o teto durante parcos segundos, sorrindo como uma idiota ao pensar na figura do modelo, que caiu de "paraquedas" em minha vida na noite dos meus 30 anos. Várias vezes durante as duas transas que tivemos na madrugada, o flagrei me fitando com um olhar diferente. Era um olhar bastante "afetuoso". Contudo, essa não era a palavra exata que descrevia com perfeição o que eu vi.

Ele estava tão entregue quanto eu nos momentos de prazer...

Mas então por que ele foi embora?

Meu sorriso se desfez ao pensar que ele fingiu tudo.

Será? Impossível!

Meneei a cabeça, conversando comigo mesma.

O pior é que agora que tive um aperitivo do "fantástico mundo de Edward", queria um revival, mas só podia ser com ele. Mais ninguém...

O fato de não vê-lo ao meu lado ao acordar foi como levar um balde de água gelada na cara.

O desânimo tomou conta de mim. Afinal, hoje é sábado e eu esperava curtir um pouco mais a presença daquele homem perfeito para mim.

Todavia, o destino achou de me colocar a par da realidade. Eu estava sozinha como em outras manhãs de muitos fins de semana e para completar, Riley com certeza apareceria na figura do bom namorado, após sair do seu plantão.

Ugh!

Eu precisava conversar com ele seriamente para dar um basta em um relacionamento que estava destinado ao fracasso desde quando aceitei a sua proposta.

Eu deveria ser sincera com ele e comigo mesma, por mais que Riley me xingasse ou simplesmente agisse com indiferença depois que eu revelasse o que aconteceu na noite do meu aniversário.

A palavra "vadia" com certeza seria proferida pela boca dele. E eu nem podia retrucar, pois agi como uma...

Meu pai amado! Onde eu fui me enfiar?

Baguncei o cabelo, repuxando alguns fios da minha cabeça.

_Ah, quer saber?! Dane-se! Eu preciso encarar as consequências dos meus atos – murmurei para mim mesma.

O fato de ter tido uma noite sublime com Edward só servia para ratificar minha decisão.

Edward...

Seria difícil esquecê-lo, mesmo tendo me descartado como se eu fosse uma muda de roupa.

_Foda-se! – dei de ombros. _Pelo menos a minha primeira vez foi realmente inesquecível.

Esfregando o rosto para despertar de vez, achei melhor levantar da cama e ir para o banheiro tomar uma ducha.

O sol já estava radiante lá fora. Era hora de tomar meu café da manhã e em seguida ler meus relatórios no escritório.

A Bella CEO voltava à ativa.

Quando me vi no espelho quase dei um grito, de tão espantada com a minha imagem.

Cara "amassada"; descabelada, apresentando um cabelo de mafuá; maquiagem completamente borrada e para completar o visual trash... meu pescoço estava marcado por um baita chupão!

Uau! Essa marca eu faria questão de mostrar a Alice.

Ri desse meu pensamento ao lembrar dela falando que homens são territoriais em relação às mulheres...

Balancei a cabeça em descrença... quanta baboseira...

Do que adiantou o cara me marcar e dar o fora?

Suspirei profundamente antes de olhar para a banheira tão convidativa.

Como já estava nua mesmo, o único trabalho seria enchê-la.

Enquanto aguardava o tempo de encher, tratei de escovar os dentes.

Logo depois, fui em direção à porta do banheiro para pegar meu roupão de banho, e para minha grata surpresa, as roupas de Edward estavam penduradas atrás da mesma.

Dizer que sorri igual a uma boba apaixonada é menosprezar meu bom humor. Eu simplesmente ri igual a uma hiena, de tão feliz que fiquei.

Ele não havia ido embora. Então onde ele estava?

Sem ter a menor paciência para esperar a água da banheira atingir um nível decente para banho, corri para o chuveiro. Meu banho seria praticamente de Francês! Apenas para retirar os resquícios do sexo "sujo", já que Edward havia gozado no vão dos meus seios e posteriormente apenas limpado com um pano.

Depois da ducha mais rápida que tomei em minha vida, o difícil foi desembaraçar o cabelo.

Puta. Que. Pariu!

Como impaciência é o meu outro sobrenome, passei uma quantidade razoável de creme para pentear no cabelo, espalhando rapidamente para desembaraçá-lo com os dedos mesmo.

Logo depois vesti meu roupão e saí do banheiro na velocidade do Papa – Léguas.

Desci os degraus da escada com um pouco mais de pressa que o normal. Eu queria descobrir onde ele estava e o que estaria fazendo.

Procurei-o por todos os cantos da casa e nada. Minha impaciência começou a aflorar novamente.

Decidi verificar no jardim, indo em direção à área de repouso que ficava próxima à piscina.

Bingo!

Edward estava lá. Vestido com o outro roupão que eu havia deixado no banheiro. Sua postura era relaxada, assim como, o estado de seus cabelos. Relaxados e desgrenhados.

Sorri com aquela imagem.

Ele mantinha-se de olhos fechados com a cabeça recostada no vidro que servia de janela panorâmica para os fundos da casa. Parecia envolvido pela calmaria do meu jardim e a brisa leve da manhã, mas fora essa imagem, uma outra chamou muito mais a minha atenção... o cigarro no cinzeiro.

Putz! Ele fuma!

Eu sinceramente nunca gostei do cheiro de cigarro. Além de fazer mal à saúde, o cheiro se apega às coisas, principalmente às mãos e à boca.

Bem, mas não há nada melhor como uma conversa para conhecermos um pouco mais dos hábitos e manias das pessoas.

Quem sabe eu poderia ajudá-lo a se livrar aos poucos desse mal...

Caminhei em sua direção varrendo seu corpo másculo com meu olhar. Mesmo estando vestido, ele esbanjava virilidade.

Quando cheguei bem perto dele, seus olhos azuis cintilaram para o meu rosto.

Como ele havia notado a minha presença?

_Bom dia, linda – sorriu genuinamente, aquecendo-me por dentro.

_Bom dia, Edward – retribuí o sorriso, meio sem graça por ter sido flagrada me aproximando sorrateiramente dele. _Não queria acordá-lo – sustentei meu sorriso.

_Eu não estava dormindo – sorriu largamente enquanto se ajeitava no sofá amarelo que fazia parte da decoração externa. _Esse cheiro de morango é muito bom. Logo soube que era você. Vi os seus produtos de beleza em cima da bancada da pia e a maioria tem cheiro dessa fruta – sorriu.

Isso era uma verdade. Eu sempre fui viciada em tudo que levava morango na composição.

_Ah, sim... eu gosto de morango – disse casualmente.

_Hoje eu descobri que também aprecio a fruta – encarou-me.

Porra! Lá estava ele flertando novamente.

_Eu... eu achei que tivesse ido embora – soltei sem mais nem menos o que veio à minha mente.

_E porque eu iria embora? – franziu o cenho.

_Não sei – dei de ombros, enfiando as mãos nos bolsos laterais de meu roupão. _De repente, você poderia ter algum compromisso ou... – engoli em seco com o pensamento que tive, preferindo dar de ombros, ocultando as palavras.

_Ou... – mas ele parecia disposto a saber o que eu pensava.

_Ou... ou talvez não tivesse gostado da... da nossa noite – gaguejei, sussurrando a última parte.

Desviei por um instante o olhar para a janela panorâmica atrás dele.

A verdade é que eu estava insegura. Ele era experiente e eu, uma recém aprendiz do sexo.

Provavelmente ele iria preferir ter em seus braços alguém do mesmo "nível".

Meneando a cabeça e esboçando um sorriso contido, ele se levantou vindo mansamente ao meu encontro. E neste exato momento eu pude constatar melhor como ele era alto. Deveria ultrapassar a casa dos 1,90 metros!

Em nenhum momento desviei meu olhar do dele. Era impressionante a necessidade de ficar olhando para aquele rosto tão bem desenhado por obra Divina.

Não queria esquecer seu rosto... seria uma das poucas lembranças que eu teria quando ele partisse.

Quando seus dedos afagaram suavemente minha face, fechei meus olhos perante aquele carinho. Ele fez tantas vezes o mesmo gesto durante a madrugada, que eu estava começando a ficar mal acostumada.

_Abra os olhos, Bella – sua voz era terna.

Assim que os abri, pude ver seus olhos escrutinarem meu rosto também.

_Só para esclarecer sobre o fato de você não ter me visto ao seu lado... eu não dormi direito – fitou-me com um olhar enigmático.

Franzi o cenho diante da revelação.

_Por que não dormiu direito? A cama não era boa ou eu fiz algo de errado? Ronquei? – arregalei os olhos, temerosa.

Ele riu.

_Shh... acalme-se – pôs um dedo em meus lábios, impedindo de me pronunciar. _Não houve nada de errado... nem com a cama e muito menos com você – sorriu. _Simplesmente optei por velar seu sono e acabei descobrindo que você fala enquanto dorme – deu uma risadinha.

Droga! Ele havia descoberto outra particularidade minha. Que vergonha!

O que eu devo ter falado?

Senti minhas bochechas esquentarem tanto que cogitei a hipótese delas entrarem em combustão espontânea a qualquer momento.

_Você fica mais linda ainda quando cora – sorriu, afagando minhas bochechas. _Bella, eu preciso conversar com você – seu sorriso foi desvanecendo aos poucos e sua expressão tornou-se séria. _Mas antes, me dê licença porque preciso tirar o gosto do cigarro da boca. Desculpe por fumar em sua casa. Eu só faço uso desse artifício quando estou nervoso ou ansioso – esboçou um sorriso, envergonhado.

_E... e você está nervoso ou ansioso? – arrisquei a perguntar.

_Os dois – fitou-me de forma séria.

Um arrepio perpassou pelo meu corpo.

Eu não disse nada, apenas acenei a cabeça em concordância.

Quando ele passou por mim em direção à casa, mirei suas costas e seu caminhar. Ele era o típico modelo andando com um gingado próprio.

Suspirando, mordi meu lábio, mastigando-o por estar nervosa.

Ele queria conversar comigo. E o assunto parecia ser sério.

Ai, Jesus!

Na certa, seria a hora de dizer "a noite foi boa, mas não quero que se iluda. Você é comprometida e eu, o solteiro nato em busca de algumas noites de prazer".

Mas se for isso, então porque ele estava flertando comigo agorinha mesmo?

A minha mente estava um verdadeiro emaranhado de possibilidades.

A questão principal é que eu não podia me iludir porque eu sei que o que aconteceu entre a gente foi apenas um lance para ele, porém para mim, significou muito mais que isso.

Eu o desejava novamente com a mesma intensidade de quando nos entreolhamos pela primeira vez, contudo eu precisava refrear meus instintos. Ainda havia uma terceira pessoa nesta confusão de sentimentos em que me meti e que não deveria ser "machucada".

Procurei inspirar e expirar diversas vezes, seguindo em direção ao sofá em que ele estava sentado minutos antes.

Assim que relaxei no estofado, senti um desconforto em minha genitália. Estava dolorida devido aos movimentos do membro de Edward em mim durante o sexo.

Pior que desligada como sou, acabei por notar naquele instante que estava nua. Na pressa de sair do banheiro, só pus o roupão.

Suspirando profundamente, fitei a água da piscina. O calor era grande e aquele oásis particular era tentador, mas minha mente só queria descobrir o que Edward gostaria de falar comigo.

Não demorou muito para ele retornar, e então minhas mãos começaram a suar.

Minha boca nervosa castigava meus lábios.

Meus pés balançavam inquietos.

Era chegada a hora de eu tomar um pé na bunda com classe! Provavelmente...

Remexi-me desconfortável no sofá.

Quando chegou bem perto de mim, senti-me uma nanica ao encará-lo de um nível tão desproporcional.

_O que é isso? – sua voz soou alarmada, quando tocou em pescoço.

_Ah! É... bem, acho que foi um chupão – mordi o lábio em expectativa pelo que ele falaria.

_Eu fiz isso? – arregalou os olhos, cravando seu olhar no meu.

_Parece que sim – dei um sorriso contido.

_Droga, Bella! Desculpe – sua expressão era séria e parecia estar chateado consigo mesmo.

_Ei, Edward... não precisa pedir desculpa – segurei sua mão, implorando com os olhos para que ele não levasse tão a sério um simples hematoma.

_Droga! Isso nunca aconteceu. Eu... eu não estou no meu estado normal – bufou, retirando sua mão da minha e passando-a por seus cabelos, que ficaram mais desarrumados.

_Edward, não fique assim – pedi, puxando o cinto de seu roupão na intenção de que me olhasse.

_Bella... – suspirou meu nome, fitando-me com aquele olhar diferente.

_Por favor, Edward, o que está te afligindo? Diga... prometo ser uma boa ouvinte – sussurrei com uma voz falha.

Eu estava angustiada com a feição que ele apresentava naquele instante.

Suspirando, ele passou de novo a mão nos cabelos, desalinhando-os ainda mais.

Olhou-me por mais alguns segundos antes de sentar-se ao meu lado segurando uma de minhas mãos, roçando seu polegar nas costas da mesma.

Eu o encarava com o cenho franzido.

Ele não me encarava dessa vez, fitava a grama verdinha e aparada do jardim. Era como se estivesse pensando em como abordaria o assunto comigo.

Achei por bem iniciar a conversa. Quem sabe assim eu o ajudaria a desembuchar tudo de uma vez...

_Edward? – apertei seu braço com a outra mão, chamando sua atenção para mim. _ Pode falar – instiguei-o, preocupada com seu silêncio. _Diga se pelo menos fiz algo de errado, por favor – pedi, com a voz baixinha.

Seus olhos fixaram-se nos meus, embora ora fitasse minhas íris esverdeadas, ora fitasse meus lábios.

_Bella, eu preciso ser sincero com você – voltou seu corpo totalmente de frente para mim.

Engoli em seco.

_Fale o que está havendo, Edw... - fui cortada ao ter seus lábios selados aos meus de maneira repentina.

Pega de surpresa pela sua atitude, fiquei sem me mexer até sentir a sua língua pedindo passagem para aprofundar o beijo.

Enquanto minhas mãos subiam em direção aos cabelos de sua nuca, meus lábios entreabriram-se dispostos a receber um carinho caloroso.

Inesperadamente soltei um gemido de satisfação ao ter nossas línguas enroscadas uma na outra.

Um calafrio percorreu toda a minha coluna ao ser tocada por ele.

Seu beijo era divino.

Inflava minhas veias como se meu sangue corresse por elas queimando até atingir meus pensamentos. Dominando-me com o prazer mais suave e gostoso...

Acariciando seus cabelos, eu permaneci parada. Perdida em sua boca a cada exploração de seus lábios.

Edward sabia me levar ao delírio somente com a boca!

Impaciente, puxou-me para o seu colo e de maneira desengonçada escanchei-me nele, deixando uma perna de cada lado do seu corpo.

Assim que suas mãos enveredaram pelo interior do roupão, seus lábios se afastaram dos meus, interrompendo nosso beijo gostoso.

_Você... você está nua? – sua voz rouca e baixa denunciava que ele estava muito excitado, assim como, eu.

_Si-sim – gaguejei acenando a cabeça em confirmação.

Seus olhos se estreitaram meio desfocados enquanto suas mãos acariciavam minhas nádegas.

_Você quer me matar, Bella – sussurrou em meu ouvido, arrepiando-me.

Lembrei-me do sonho e das palavras incutidas nele. Resolvi responder da mesma maneira.

_Só se for de prazer – segurei seu rosto entre minhas mãos de modo zeloso, tentando demonstrar o quão importante ele estava sendo para mim.

Eu estava descobrindo a felicidade.

Seu rosnado foi gutural e como um animal que aprisiona a sua presa, seus braços me enlaçaram impossibilitando qualquer fuga. Enquanto uma de suas mãos postou-se no meio das minhas costas trazendo-me para mais perto dele, a outra manteve-se firme em minha bunda, ora acariciando-a, ora apalpando-a, empurrando-me para o seu pênis ainda encoberto pelo roupão, porém extremamente duro.

Edward estava sem cueca! Aquilo me deixou insana...

Minhas mãos desobedientes foram em busca da liberação do membro dele por debaixo daquela peça de roupa.

Assim que toquei em seu pênis, Edward soltou alguns gemidos.

Senti a mão que acariciava meu bumbum, estimular agora meu ponto sensível. Meu clitóris já estava inchado de tesão.

Parecíamos dois loucos beijando-nos sem parar. No mais puro êxtase.

Deixando o instinto nos guiar, sem limites, sem regras e sem juízo!

_Eu quero você – disse, ainda com seus lábios nos meus. _Não só ontem... não só hoje... Bella... – interrompeu o beijo de vez, segurando meu rosto com fervor, causando-me certo espanto -, eu quero você pra mim, entendeu? Eu quero que você seja minha – falou, fitando-me seriamente.

Eu permaneci estática, hipnotizada por seus olhos azuis acinzentados. Estava embriagada por eles.

_Você... você me quer? – perguntei em um fio de voz.

Estava incrédula. Eu havia imaginado algo totalmente diferente deste contexto.

As palavras dele me surpreenderam e ao mesmo tempo, reverberaram em meu peito como a mais doce canção.

_Quero. Como nunca quis ninguém. Eu... eu não dormi direito por sua causa – falou de maneira ponderada. _Porra! – exclamou, alterando o tom da voz. _Isso tudo parece uma loucura. Eu te conheci ontem, Bella. Porém, o encantamento foi instantâneo. Eu sei que estou fodido por desejar alguém que é comprometida com outra pessoa, mas... – cortei-o antes que ele completasse a frase.

_Shh... não fale mais nada, Edward – pus um dedo em seus lábios. _Saiba que a recíproca é verdadeira. Além disso, eu... eu estou tão fodida quanto você – sussurrei, fitando-o seriamente. _Por favor, não me lembre que sou comprometida. Não agora que estamos sozinhos. O que você acabou de revelar só me deu forças para seguir em frente com a minha decisão. Mas, por favor, eu só quero o seu abraço agora – pedi, falando em seu ouvido.

Meu Deus! Minha vida sentimental tinha dado um giro de 360º em menos de 24 horas!

_Não precisava pedir. Eu estava louco para te ter em meus braços desde que você chegou aqui, mas não sabia como agir – ele me apertou mais em seus braços.

_Eu também não sabia como agir. Ainda estava meio desnorteada por achar que você tivesse ido embora. Eu não te vi na cama quando acordei – desvencilhei-me de seu abraço buscando seu olhar.

_Desculpe por fazê-la pensar que eu agi como um cretino, mas eu precisava pensar direito e ao seu lado fica praticamente impossível concatenar algo coerente – exibiu o meu sorriso torto, afagando em seguida minha bochecha. _Linda – puxou meu rosto para beijar meus lábios mais uma vez.

De modo lento e sensual, aproveitamos melhor o gosto particular de nossas bocas. Mesmo assim, o poder de sedução de seus lábios era imperioso, provocador. Deixando-me lânguida em seus braços.

Havia uma vontade louca de tê-lo para mim, com sua língua de encontro à minha, fazendo um passeio suave e excitante, umedecendo minha alma.

O momento era sereno, lento e esperado.

Parecia que o tempo havia estagnado. E o mundo aparentava ser único. Só nosso.

Suas mãos inquietas retomaram as carícias, antes interrompidas, ao meu corpo. Seduzindo-me, atiçando-me, atraindo-me para o ponto que ele queria. Seu pênis.

Libertando-me de falsos pudores, minhas mãos foram direto ao nó do seu roupão, desamarrando-o com destreza e precisão.

Estávamos em sincronia, pois suas mãos realizaram o mesmo feito.

_Perfeita – disse, ao contemplar minhas curvas desnudas.

Corei ao perceber que seus olhos estavam envoltos por uma penumbra de desejo e luxúria.

Seria questão de minutos para eu ser arrebatada por delirantes gozos de prazer.

_Eu quero você, Bella – roçou seu nariz no meu, atiçando todos os meus nervos. _Vamos para o quarto – convidou-me.

_Não – neguei, sorrindo de modo jocoso para ele.

_Não? – sussurrou, franzindo o cenho; ora fitando meus lábios, ora minhas íris verdes.

Estalei a língua, negando com um aceno de cabeça, mas sempre sorrindo de modo insinuante.

_Não brinque comigo desse jeito, minha garota.

Hã?!

Arregalei os olhos ao escutar o termo carinhoso.

_Minha garota? – sorri.

_Sim, exatamente o que escutou – apertou-me mais em seus braços, selando nossos lábios em mais um beijo suave.

Como retribuição, afaguei os fios de cabelo de sua nuca e descobri que ele adorava aquela carícia. Seu gemido de satisfação era o indicativo perfeito.

_Mas agora me diga por que não quer que eu a leve para cama? – perguntou ao cessar nosso beijo.

Eu não respondi. Preferi mostrá-lo o que eu queria.

Revelaria pela primeira vez à outra pessoa, e que não era minha irmã, uma das minhas fantasias sexuais.

Estava nervosa ao levantar de seu colo, completamente despida, puxando-o pela mão. Não sem antes mirar seu pênis ereto e apontado para mim.

Edward me seguiu como se fosse um bom menino. Comportado.

Assim que parei de frente para o lugar que me levaria ao clímax, ele se pronunciou.

_Piscina, Bella? – sua voz soou rouca em meu ouvido enquanto soltei um gemido ao sentir seu sexo roçar em minhas nádegas.

Um simples toque dele bastava para me eriçar toda.

_Hum, hum – foi apenas o que consegui pronunciar.

Suas mãos seguraram em minha cintura, virando-me para ficar de frente para ele.

Ele abaixou seu rosto, roçando seus lábios de leve nos meus. Sem pressa.

_Será um prazer – disse, baixinho.

E o som sexy de sua voz atingiu meu ponto sensível entre as pernas.

Edward passou por mim, descendo os degraus da escada da piscina e eu apenas encarei seus passos cadenciados. Já dentro da água ele estendeu os braços para mim, como se quisesse me pegar no colo.

Prontamente caminhei em sua direção, e assim que pus meu pé no primeiro degrau da escada ele me puxou para o seu colo e eu me escanchei em seu colo rodeando-o pela cintura com minhas pernas.

Ai caramba! Aquele contato de pele com pele na água era mil vezes melhor do que em terra firme.

_Edward... – suspirei seu nome, não resistindo à emoção que me dominava.

Eu parecia estar vivendo um sonho.

_Bella... – suspirou meu nome e no instante seguinte beijou-me lentamente.

Contudo, conforme nossos amassos e carícias se intensificavam, nosso beijo tornava-se mais cálido, quase delirante. Estávamos entregues a emoções primitivas.

Nossas mãos enlouquecidas, deslizavam por nossos corpos. Enquanto as minhas vagavam pelas suas costas, arranhando-o, as dele passeavam entre minhas nádegas e o meio das minhas costas, puxando-me para ele, como se desejasse fundir-nos.

_Edward, por favor... me coma como ontem – exigi, ao lamber o lóbulo de sua orelha.

Eu nunca achei que fosse falar palavras sacanas para alguém, mas Edward Masen tinha o poder de mexer com os meus brios.

Ele rosnou em meu ouvido.

_Vem. Quero tentar algo diferente – disse, indo em direção à escadinha.

Observei cada movimento dele enquanto se movia comigo no colo.

Primeiro ele desfez-se do abraço para sentar no topo da escadinha. Em seguida, me puxou para sentar em cima dele.

Nossos pés usaram a base da escada que se prendia à parede da piscina como apoio.

_Você é uma delícia, Bella – fitou-me enquanto me puxava para mais perto de sua masculinidade.

Assim que senti seu membro cutucar a entrada da minha cavidade, houve um clique em meu cérebro.

_Edward, nós vamos transar sem camisinha? – franzi o cenho.

_Droga! – praguejou. _Eu... esqueci desse detalhe. E não tenho mais preservativos. Só tinha dois – retorceu o canto da boca. _Mas eu te garanto que estou "limpo". Sempre usei camisinha e meus últimos exames não apontaram nenhuma anormalidade.

Mordi o lábio ao lembrar as palavras de Alice. Todavia, eu o queria demais. Demais mesmo...

_Bella, se quiser posso ir à farmácia. Não há problema algum – sorriu ternamente para mim.

_Não – falei de modo urgente.

Não queria "quebrar" o clima.

_Eu... eu acredito no que você disse – meneei a cabeça, demonstrando segurança.

_Tudo bem, mas se desejar... – interrompi o que falava, pois necessitava dele em mim.

_Por favor, não fale mais nada - pedi, balançando a cabeça em negação. _Só para você saber...eu... eu também estou "limpa", afinal era virgem. Além disso, eu tomo pílula - revelei.

Ele meneou a cabeça, esboçando um sorriso.

Fixando meu olhar no seu, aproximei meu rosto do dele, depositando um beijo suave e rápido em seus lábios que se entreabriram para receber minha boca, mas eu estava a fim de provocá-lo um pouco.

Beijei suavemente suas pálpebras pedindo num sussurro, que as mantivessem fechadas.

Passando a língua pela pele de seu rosto, intercalei com pequenos beijos, enquanto desci até perto do canto de sua boca, dando-lhe uma mordida suave e breve na parte interna de seu lábio inferior.

Seguindo com a minha doce tortura, percorri o caminho até chegar à sua orelha mordendo-lhe o lóbulo. Percebi o quanto Edward se arrepiou.

Suas mãos me esmagavam quando apalpavam minha carne. Ele estava muito excitado.

_Bella... você será minha perdição – sussurrou enquanto senti seus dedos indecentes começarem a estimular meu clitóris, excitando-me.

_E você a minha – retruquei baixinho com a voz trêmula.

Retornei à sua boca tocando-o suavemente com a ponta da língua, beijando-lhe os lábios que se entreabriram buscando os meus mais uma vez.

Querendo prolongar o joguinho de sedução, recuei minha boca deixando-o no vácuo, sedento por mais carinho.

_Não faça isso – rosnou, mantendo os olhos entreabertos e desfocados.

Sorri enviesado.

Rodeei seus lábios com os meus, mordendo-os com delicadeza, passando minha língua pelo meio deles. Quando ela tocou a sua de maneira abusada, rodeando-a, senti Edward tremer, respirando aceleradamente.

Eu não respirava diferente.

Nossas línguas dançavam entrelaçadas e numa atitude repentina, chupei a língua dele de modo sôfrego, deixando-o à mercê de um orgasmo.

Suas mãos apertaram-me mais um pouco e logo em seguida senti seu pênis cutucar outra vez a entrada da minha cavidade.

Edward estava brincando com fogo e no final das contas, nós dois nos queimaríamos em uma brasa de prazer.

Então, ofegantes pela falta de fôlego, balbuciamos algumas palavras desconexas enquanto eu fui suspensa pela cintura para que o membro viril dele me invadisse de forma lenta e gradual.

Como dois loucos famintos, deixamos nossos sexos se devorarem, até eu descer por todo o comprimento de seu membro, acomodando-o por inteiro dentro de mim.

De forma instintiva, comecei a rebolar timidamente sendo incentivada por Edward que gemia descaradamente, assim como, eu.

Num minuto ele me suspendia, e no outro, me descia sobre seu pênis. Entre idas e vindas ele falava palavras sujas em meu ouvido deixando-me alucinada.

Quanto mais nos movimentávamos freneticamente em busca de nossa libertação, mais nossas bocas se grudavam de forma desenfreada, buscando todos os recantos, tocando o céu da boca, dentes, numa mistura de prazer, saliva e gosto de quero mais.

Nos últimos minutos antes do anúncio de nosso gozo, ele me ajudou a acelerar o movimento de sobe e desce.

Gememos alto.

Aquilo era delicioso. Pele com pele.

Como pude me manter virgem por tanto tempo?

Talvez eu estivesse destinada a esperar pelo modelo internacional que me saciava com vontade neste momento.

Entreguei-me ao ritmo frenético de nossos quadris. E não aguentando mais, explodi de prazer em perfeita sintonia com o orgasmo de Edward.

Senti o jato de seu líquido morno me invadir forte e intenso, depositando-se nas paredes de minha cavidade até escorrer de volta por onde entrou, sendo levado pela água da piscina.

Ainda sentia os espasmos de meu orgasmo latejando em meu ponto minúsculo quando Edward enterrou sua cabeça em meu pescoço inalando o cheiro de morango em meus cabelos.

Ambos estávamos exaustos e desfalecidos.

Naquele nosso "duelo" não houve perdedores. Nossa luta terminou empatada.

(...)

Já era a quarta vez que lia o mesmo parágrafo de um dos três relatórios que trouxe para casa.

Minha concentração estava no nível zero após a saída de Edward.

Logo após o sexo matinal dos deuses, fizemos nosso desjejum delicioso com direito a filetes de mel na boca.

Conversamos coisas aleatórias. Dentre elas, fiquei sabendo que ele participaria de um evento beneficente em Nova York, assim que retornasse para lá.

Foi inevitável conter a minha tristeza e ele percebeu a mudança no meu estado de espírito.

Todavia, me convenceu a continuar o-que-quer-que-estejamos-tendo, ao revelar que assim que terminasse com seus compromissos na Big Apple, retornaria para Los Angeles, pois os motivos profissionais não seriam empecilhos suficientes para deter sua vontade de estar ao meu lado.

Eu me senti a Cinderela dos tempos modernos.

Fazia horas que estava suspirando pelos cantos da casa.

Edward havia me nocauteado com seu charme indefectível. Fiquei tão absorta em seus encantos que confessei a vontade de tê-lo como hóspede em minha casa. Assim, poderíamos aproveitar melhor a sua estadia na cidade dos Anjos.

Logo depois que me dei conta do tamanho da minha sinceridade, senti-me ridícula com o comentário, pois não sou uma pessoa muito passional. Normalmente costumo seguir o lado racional, porém desde o momento em que meus olhos capturaram a sua imagem perfeita naquela boate, eu pressenti que meu cérebro entraria em curto-circuito em breve.

Dito e feito! Agora estou mais perdida que pipa solta no ar...

A única certeza nessa confusão toda é que precisarei ter coragem para falar com Riley a respeito do nosso relacionamento e do que aconteceu no dia anterior. Essa seria a parte mais delicada...

_Bella? Bella? Cadê você? – era a voz da baixinha vinda de algum recanto da mansão.

Era só o que me faltava... Alice aparecer no momento em que gostaria de me manter isolada como um monge. Maldita hora em que lhe entreguei uma chave extra da minha casa.

Intimidade é foda!

Mantive-me imóvel como uma estátua no escritório. Sem executar qualquer barulho que atraísse a curiosidade da anã. Não adiantou de nada...

_Até que enfim te achei. Estava se escondendo de mim? – girei minha cabeça na direção da porta, com uma expressão enfadonha, vendo-a exibir um sorriso largo.

_Por acaso estou embaixo da mesa? – elevei uma sobrancelha, sorrindo sarcástica. _Alice o que faz aqui?

Perguntei só para me certificar da resposta.

_Ué, não é óbvio? – abriu e fechou a porta do escritório cruzando os braços, encarando-me de modo zombeteiro. _Eu vim conversar com você sobre ontem – deu de ombros andando em direção ao sofá, jogando-se no estofado como se estivesse em sua própria residência.

_Eu falei para você no telefone que amanhã conversaríamos no almoço em família – larguei o relatório em cima da mesa, recostando-me no encosto da poltrona de couro, fitando-a seriamente.

_E quem disse que eu aguentaria até amanhã? Até parece que não me conhece – ergueu o queixo encarando-me em desafio.

Bufei, meneando a cabeça e espalmando as mãos no ar, como se estivesse desistindo de confrontá-la.

Ela era impossível!

_Por que está vestida tão elegantemente? – seus olhos de águia avaliavam de longe o designer do meu vestido.

_Estou esperando Riley. Ele me enviou uma mensagem de texto pela manhã avisando-me que iria me levar para jantar hoje – falei casualmente.

_Hum... o nerd deu sinal de vida – falou com desdém.

_Eu não entendo a bronca que você tem com ele. Por acaso, ele já te fez alguma coisa?

_Ele não me fez nada, mas eu o considero sonso – enfatizou.

_Por que você acha isso dele? – franzi o cenho.

_Bella, qual é? Você já foi mais inteligente – retorceu o canto da boca. _Mana, o Riley só tem cara de nerd e bobo, mas na realidade ele é bastante esperto. Meu sexto sentido me diz que ele não é o único corno desse relacionamento morno de vocês – elevou uma sobrancelha, fitando-me séria.

_Ah, não viaja na maionese, Aly. Riley não tem jeito para esse tipo de coisa – balancei a cabeça, descrente.

_E você tem? – disparou. _Quem te vê na pose de executiva não imagina que por trás desta máscara há uma mulher infiel – falou naturalmente, mas sua sinceridade me atingiu em cheio.

_Ok. Mereci – murmurei, abaixando o olhar para o tampo da mesa onde estavam os relatórios.

_Bella, não me leve a mal. Isso não foi exatamente uma crítica. Só quis fazê-la enxergar que tudo é possível – ela levantou do sofá, caminhando como uma gazela em direção à grande janela do escritório.

Eu apenas mirei suas costas e seu andar, aguardando pela sua próxima fala.

_Vocês já namoram há quatro meses e até hoje só ficaram nos amassos. Diga-me, qual o homem que aguenta ficar tanto tempo só no "rala" sem aprofundar o "rola"? – virou-se lentamente para mim.

_Mas se ele tivesse alguém, com certeza não demonstraria o carinho de sempre. O afeto dele por mim continua o mesmo – dei de ombros.

_Ahá! Aí está a esperteza de alguns homens – sorriu, convencida.

_Como assim?

Esse papo para mim era o mesmo que tentar entender Mandarim, ou seja, eu não entendia bulhufas.

_Bom, vamos lá. A sexóloga de araque está de volta – deu uma risadinha, saindo da janela e voltando para o sofá. _Bella, há homens que quando traem sua companheira tornam-se mais carinhosos, no entanto, não têm tanta disposição para o sexo. E outra dica nesse caso, é que quando eles têm muitas relações o esperma fica mais ralinho, meio aquoso. Quando ficam vários dias sem gozar, o esperma deles fica mais grosso e sai em maior quantidade – piscou, sorrindo. _Porém, no seu caso, você nunca conseguiu tirar a prova dos nove porque nunca teve uma vida sexual ativa, principalmente com o seu namorado. Lógico que o que eu acabei de dizer não é uma regra. Há homens que tornam-se uns cavalos de tão brutos. Sem falar no rendimento sexual que cai de produção – riu.

Eu fiquei encarando-a por um tempo tentando absorver suas palavras.

_Diga o que está pensando – instigou-me com o olhar.

_Será que está certa, Alice? - apoiei os cotovelos na mesa, fitando-a com o cenho franzido.

_Ou então ele é gay – gargalhou.

_Ah, chega desse papo. Hoje eu defino o rumo do meu relacionamento – disse com firmeza.

_E o que pretende dizer a ele? – arqueou a sobrancelha.

_Vou ser sincera. Não gosto de mentiras – falei séria.

_Uau! Eu queria ser uma mosquinha para ver a cara dele quando você dissesse que ele perdeu a preferência – deu uma risadinha, retirando seus saltos para recolher as pernas no sofá.

_Não vejo graça alguma nisso – continuei com cara de poucos amigos. _O mínimo que ele com certeza vai me chamar é de promíscua – retorci o canto da boca.

_Promíscua? – arregalou os olhos. _Bella, isso definitivamente você não é. Apenas não conseguiu resistir aos encantos de um certo modelo, que por sinal é muito gostoso – piscou, de modo sacana, deixando-me rubra.

_Para, Alice! – escondi meu rosto entre as mãos.

_Seu namoro sempre foi sem sal, lógico que iria resultar nisso. Como meu Jazzy fala "namoro sem sexo é como jogar GTA* sem macete" – completou.

Nós duas acabamos rindo. Jogos de computador eram a cara do Jasper.

_Por falar em Jasper... o que ele comentou com você depois que fomos embora da boate? – mordi o lábio, nervosa.

_Nada demais. Ele só disse que você é adulta o suficiente para discernir o que é certo ou errado para sua vida – encolheu os ombros.

_Pelo menos ele não me julgou – suspirei.

_Por que ele te julgaria? Somos todos passíveis de cometer erros. Só não podemos insistir neles – alertou-me com seu olhar.

_Entendi o recado – acenei a cabeça em compreensão.

Eu errei ao trair e isso não se repetiria em minha vida. Não mesmo...

_Agora chega de falar sobre assuntos chatos e me diz logo como foi a sua noite de boa foda – disse, de maneira franca.

_Como você é direta – balancei a cabeça, rindo. _Mas pode esquecer esse assunto também porque não vou te dar detalhes. Descobri que sexo é igual ao voto, individual e secreto – pisquei, debochada.

Ela gargalhou.

_Ok. Ok – sua face ainda estava vermelha de tanto que riu. _Concordo, mas pelo menos me diga se foi bom.

_Foi maravilhoso – suspirei, sorrindo como uma boba. _Antes de "concretizarmos" a nossa noite, conversamos sobre algumas coisas das nossas vidas. Eu acho que ele curtiu o papo de uma mulher inteligente – disse, rindo, gabando-me.

_Claro que ele curtiu, Bella, senão você não estaria sorrindo amplamente – rolou os olhos. _Pelo menos Edward não faz parte do seleto grupo masculino que rejeita mulher inteligente por não achar uma boa companhia.

_E porque há homens que pensam assim? – perguntei curiosa.

_Porque acham que esse tipo de mulher de tanto ler Freud, na hora de "dar", libera todos os seus traumas – deu de ombros, sorrindo.

Depois dessa eu gargalhei. Minha irmã tinha cada uma...

Um pouco mais recomposta depois da crise de riso, resolvi abrir o jogo.

_Vou ser sincera. No início, eu fiquei receosa. Não sabia nada sobre sexo na prática, apenas na teoria. Só que ele me surpreendeu ao ser extremamente carinhoso.

_Ficou encucada à toa. Eu falei para você deixá-lo tomar as rédeas da situação e depois era só seguir seus próprios instintos. Mana, fazer sexo é como andar de bicicleta, você só senta e relaxa – seu sorriso era jocoso.

_Sua mente é podre, Alice. Só pensa em sacanagem? – ri, incrédula.

_Claro que não. Mas o que seria da vida sem uma boa sacanagem? – disse, naturalmente. _Por falar nisso, vocês se "protegeram"? – retesei meu corpo ao escutar sua pergunta.

_Err... bem... – desviei meu olhar do seu, coçando minha nuca -, nós... bem... – ela foi mais rápida, interrompendo-me.

_Vocês transaram sem a porra da camisinha, Bella? – gritou saltando do sofá com os olhos arregalados. _Eu te avisei tanto, mas você não me levou a sério. Olha as doenças sexualmente transmissíveis – apontou um dedo acusador em minha direção. _A merda do sexo sem camisinha é igual aos Jogos Mortais "viver ou morrer", faça sua escolha. Já pensou nisso? E se você pegar alguma doença? – falava alto sem parar, como se fosse uma maritaca. _Bella, como você pôde ser tão irresponsável? – exaltou-se mais ainda.

Que beleza! A irmã mais nova dando bronca na mais velha...

_Chega, Alice! – bati na mesa, levantando-me da poltrona, sentindo uma ardência na palma da mão. _Não grite porque meu ouvido não é penico – alertei-a fuzilando com meu olhar. _Eu sei que fui imprudente, mas conversei com Edward sobre todas as possibilidades de doenças. Ele está "limpo" e eu também – informei-a, nervosa com aquela situação.

_E você confiou no que ele disse? – sua voz soou sarcástica.

De forma altiva, ela pôs as mãos na cintura encarando-me no mesmo nível, porém ainda distante de mim.

_Por incrível que pareça, sim – acenei a cabeça. _Edward foi muito sincero comigo. Ele está tão perdido quanto eu nesta situação, mas ele gosta de mim, me deseja com a mesma intensidade que o desejo, Alice – minha voz tornou-se trêmula. _Estamos cogitando a possibilidade de morar junto, assim que ele retornar de Nova York. Ele me quer na vida dele. Dá para entender o nível de loucura em que estamos? – meus olhos se encheram d'água.

_Meu Deus! – exclamou assustada. _Você está apaixonada – murmurou, sentando novamente no sofá com as mãos no peito, sem desviar seus olhos dos meus. _E eu que pensei que paixão à primeira vista fosse um conto da carochinha – ela estava atônita com a minha revelação.

Eu não tinha me dado conta da palavra "paixão" até este exato momento.

Será que o que eu estava sentindo era paixão?

Nem me mexi. Simplesmente não conseguia, até ser obrigada a movimentar meus músculos para atender o celular que tocava estridentemente.

Assim que peguei o aparelho de cima da mesa vi que a ligação era de Riley.

_Oi, Riley – tentei disfarçar minha voz para algo mais natural.

_Oi, meu amor. Bem... eu só liguei para me desculpar e avisá-la que não vamos mais poder jantar hoje. Recebi uma ligação do diretor do hospital. Ele quer falar comigo numa reunião emergencial. Sinto muito. Queria tanto te ver. Mas assim que eu retornar do congresso em Las Vegas te ligo. Amo você – sua voz era triste.

Olhei para o meu relógio de pulso. O ponteiro marcava 18h37!

_Tudo bem, então. Que pena. Precisava tanto falar com você – suspirei, cansada de tudo.

_É algo urgente? – pareceu preocupado.

_Não. A gente conversa quando você retornar, ok? – tentei fazer uma voz afável, mas acho que falhei.

_Tudo bem. Te amo – soou carinhoso.

_Cuide-se. Beijo – desliguei rapidamente.

Ele sempre falava "eu te amo", mas eu nunca disse as palavrinhas sagradas.

_Ele não vem, não é? – a voz da minha irmã despertou-me para a realidade.

Voltei meu olhar para ela balançando a cabeça em negação.

_Qual a desculpa? – elevou a sobrancelha.

_O de sempre – dei de ombros. _Trabalho.

Alice apenas rolou seus olhos.

_O que acha de chamarmos Rose, Emmett e Edward para jantar num bom restaurante de massas? – sorriu ternamente, mudando de assunto. _Você já está arrumada mesmo, e por sinal está linda, numa produção toda romântica. É o seu jeito – sorriu mais amplamente.

_Combinado – sorri, caminhando para o sofá, sentando-me ao seu lado. _Ligue para o Jasper e diga que irá se arrumar aqui. O que não faltam são roupas novas em casa – ri, pegando sua mão.

_Eu vou ligar – nos entreolhamos de forma carinhosa.

Eu amava essa baixinha.

_Eu amo você, o papai, a mamãe e o Emmett – confessei, abraçando-a.

_E em breve você irá amar o Edward também – desvencilhou-se delicadamente de meu abraço, fitando-me sorridente. _Você está apaixonada, minha irmã. E se ainda não se deu conta disso, em breve perceberá – piscou. _Desculpe por ter gritado com você, mas fiquei preocupada – encolheu os ombros, envergonhada pela cena que fez. _Vou dar um voto de confiança a Edward. Acredito que esteja falando a verdade para você – apertou minha mão. _Siga seu coração agora.

_Eu... eu tenho medo, Aly. Sempre segui meu cérebro e ele nunca me decepcionou. E se meu coração me decepcionar? – olhei-a, ressabiada.

_Você sempre me terá por perto para te dar uma injeção de ânimo e eu sempre serei seu ombro amigo – riu e eu também.

"As juras mais fortes consomem-se no fogo da paixão como a mais simples palha".

(William Shakespeare)


N/A: E então, o que acharam deste capítulo? :)
O negócio esquentou entre Bella e Edward, né?rsrsrsrsrs
E o papo entre irmãs?kkkkkkkk...eu particularmente rio muito quando estou escrevendo as falas da Alice!rsrsrsrs...Ah! A Alice NÃO viu o hematoma no pescoço da Bella, pois havia muita maquiagem e o cabelo cobria a marca, mas no almoço em família...rsrsrsrsrsrsrsrs
BEM, AGORA SEGUE UM AVISO IMPORTANTE: MENINAS, COMO FALEI EM OUTRO POST, EU ESTOU FINALIZANDO MINHA MONOGRAFIA E ALÉM DISSO, VOU COMEÇAR O MEU ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO ÚLTIMO PERÍODO DA FACULDADE, PORTANTO FICARÁ DIFÍCIL ATUALIZAR ESTA FIC TODA SEMANA. LOGO, A PARTIR DE AGORA AS POSTAGENS SERÃO FEITAS DE 15 EM 15 DIAS! EU QUERO DEIXAR BEM CLARO QUE NÃO VOU ABANDONAR NADA. SEI QUE MUITAS DE VCS FICAM RECEOSAS QUANDO LEEM UM AVISO ASSIM, MAS QUANDO ME COMPROMETO COM ALGO VOU ATÉ O FIM. A ÚNICA COISA QUE NÃO DÁ PARA REMEDIAR NESTA VIDA É A MORTE!CONTO COM A COMPREENSÃO DE VCS! :)
É ISSO! :)
Bem, será que mereço reviews? rsrsrsrs...bjinhosss e tenham uma semana abençoada! :)