N/A: Olá minhas queridas leitoras! :)
Estou postando o capítulo bônus. Está curto em relação ao demais...rsrsrs...mas eu acho que está de bom tamanho para o que Edward vai narrar...rsrsrsrs...vocês vão saber o que se passa na mente dele desde que conheceu a Bella e também há um breve relato sobre seu passado.
Não teria POV dele agora, só quando ele estivesse em NY, mas como esta semana ainda está "light" para mim, resolvi fazer esse agrado como forma de AGRADECER muitíssimo ao carinho de vcs ao comentar esta fic.
Bem, vamos ao que interessa. Nos vemos lá embaixo pq tenho um recado.


CAPÍTULO 5 - Bônus

JANTAR ENTRE AMIGOS

[Ponto de Vista do Edward]

Nervoso.

Essa palavra definia meu "estado de espírito" no momento.

O cara acostumado a lidar com imprevistos e situações de pressão no próprio dia-a-dia, em função do trabalho, não estava conseguindo administrar a própria tensão diante de uma mulher.

E que mulher!

_Edward Masen, você está fodido – murmurei para minha própria imagem enquanto me arrumava diante do espelho do quarto do hotel.

Assim que saí da casa de Isabella fui para casa do Emmett agradecer pela hospitalidade e pegar minha mala e meu inseparável violão para seguir em direção ao Four Seasons, em Beverly Hills. Este foi o combinado com Bella durante a nossa conversa no café-da-manhã. Ela queria que eu ficasse em sua casa, mas seria arriscado. Em um hotel, pelo menos, ninguém desconfiaria dos nossos encontros às escondidas.

Eu não me sentia nada à vontade sendo o "amante".

Nunca pensei que um dia me envolveria em um triângulo amoroso. E o pior é que sem previsão para tornar-se uma relação a dois, visto que, Bella havia me ligado há poucos minutos avisando que infelizmente não seria hoje que ela colocaria um ponto final em seu namoro.

Bella...

O nome combinava em tudo com aquela menina-mulher.

Do seu jeito menina eu notava a meiguice, a doçura, o sorriso tímido...ah! e que sorriso...

Do seu jeito mulher eu notava a beleza estonteante, com generosas curvas onde meus dedos puderam ter o prazer de deslizar e sentir a maciez daquela pele alva como a neve... o seu papo inteligente com um "q" de malícia...a sua determinação como empresária...

Como é possível a vida de uma pessoa ser chacoalhada de uma hora para outra, mudando de rumo... fazendo com que se pergunte se está agindo certo ou errado diante de uma situação inusitada?

Tudo aconteceu de maneira tão fulminante...

Saí de Nova York para vir a Los Angeles com o único intuito de curtir minhas curtas férias e aproveitar as maravilhosas praias, e quem sabe, me arriscar nas aulas de surf em Santa Mônica, uma cidade pertencente a este condado.

Mas meus planos desandaram assim que pus meus olhos em Isabella em um pedaço de papel. Sua foto estampada em uma revista voltada para o mercado financeiro chamou minha atenção na casa de seu irmão.

Durante as nossas conversas, Emmett acabou relatando boa parte da vida da irmã adotiva, deixando-me impressionado com a história de vida dela. Mesmo com apenas 30 anos, a mulher já podia escrever uma biografia.

E a partir do momento em que a conheci pessoalmente tive certeza que ela era única. Totalmente diferente das demais mulheres com as quais saí até hoje.

Desde o começo da minha carreira como modelo sempre me alertaram sobre como eu "afetava" as mulheres com meu charme despretensioso, vindo mais tarde a ser intitulado como Don Juan das passarelas.

Algo que achei bem cafona, mas preferi nem levar a sério tal apelido.

Segundo a opinião de algumas mulheres com as quais saí, a cor dos meus olhos e dos meus cabelos, meu sorriso torto e o meu porte são atributos considerados pontos indubitáveis para arrematar qualquer coração, e durante boa parte desta minha vida agitada eu só pensei em usufruir de boas companhias e sexo casual.

A única mulher com quem me relacionei mais tempo foi Emilie River, uma atriz de Hollywood, que conheci em Nova York em um dos desfiles que participei há três anos.

Nosso namoro durou oito meses, sendo metade à distância e metade curtindo a presença um do outro. Mas com o tempo, vimos que nosso relacionamento não teria futuro. Eram duas vidas agitadas e com propósitos diferentes naquela época.

Ela estava em busca da firmação de sua carreira e eu estava começando a despontar no cenário da moda masculina.

Quando decidimos romper a relação em definitivo, o sofrimento maior foi da parte dela. Eu sabia que gostava muito mais de mim do que eu dela. Foram semanas de ligações para o meu celular sempre me perguntando se estávamos tomando a atitude certa.

Tive que exercer a minha paciência, afinal todo rompimento de namoro gera certa "conturbância".

Faz dois anos que não a vejo. Apenas tenho o vislumbre de sua imagem pela TV, em meus raros momentos de folga, mas sei que nos reencontraremos no evento beneficente em Nova York. A mais recente produção Hollywoodiana que estão filmando por lá a tem como protagonista. Só espero que seu amor platônico tenha sido enterrado de vez porque agora mais do que nunca não vou poder retribuir a atenção que sempre desejou.

Meus pensamentos estão voltados para uma única pessoa que pintou como um sonho em minha vida: Isabella Marie Swan Cullen. Um nome grandioso à altura da mulher que tem uma história de vida tocante.

O mais louco disso tudo é que eu jamais imaginei sair com alguém que fosse virgem aos... 30 anos!

Quase pensei se tratar de uma brincadeira dela quando estávamos a sós em seu quarto, mas assim que notei sua vergonha diante da revelação, não soube como proceder.

A situação era diferente daquelas que eu já estive envolvido.

Todavia, quando a tomei para mim, um sentimento forte emergiu de mim. Eu me senti no direito de reivindicá-la, independente de querer tomar ciência, por completo, do tamanho do problema no qual estava me metendo.

E descobrir que ela não estava diferente de mim, só fortaleceu meus sentimentos recém-descobertos e minha decisão de pedir-lhe para tentarmos levar de forma mais natural possível "o-que-quer-que-estejamos-tendo".

Agora estou aqui, mais nervoso que noivo no altar.

_Bella... veja só o que você está fazendo comigo – murmurei, saindo de frente do espelho para pegar uma Heineken na geladeira.

Precisava sentir o gelado da bebida descendo pela minha garganta para tentar não parecer tão tenso quando fosse em direção ao restaurante do Hotel.

Teria de agir apenas como um conhecido dela e não como um "algo mais". Se ao menos ela estivesse solteira facilitaria o meu lado.

Suspirando dei um longo gole na cerveja em lata.

_Ahhh... coisa boa – passei a língua pelos lábios sentindo o gosto forte da bebida.

Olhei em meu relógio de pulso constatando ser oito da noite. Já estava na hora de seguir para a cobertura para aguardar pelos demais no restaurante Culina. Ainda bem que fiz reserva no nome da família Cullen e pelo visto, eles eram bem quistos por aqui.

Dei uma última conferida nos bolsos da calça para me certificar de que não havia esquecido a carteira e o celular.

Devolvi a lata de cerveja ainda cheia à geladeira. Era um desperdício não tomá-la toda, mas eu estava com pressa.

Peguei rapidamente a chave do quarto e segui para o elevador.

Meus passos no corredor eram dados praticamente de maneira açodada.

Apertei várias vezes o botão de acionamento do elevador. Era uma forma de extravasar o nervosismo misturado à ansiedade.

Assim que entrei apertei o botão "C"que indicava "cobertura".

Enquanto o elevador subia, meus dedos tamborilavam no painel de botões ao ritmo de uma melodia que saiu sem a menor intenção da minha boca. Então, algo em meu cérebro deu um clique e juntamente àquela melodia, associei algumas palavras que foram surgindo em minha mente.

Um dos meus passatempos era compor músicas, mas fazia tempo que eu não compunha nada. Faltava-me inspiração para pegar o violão e dedilhar algumas notas, no entanto, agora parecia que minha mente estava trabalhando incansavelmente e o pior é que quando isso ocorria eu necessitava ter em mãos um pedaço de papel e uma caneta. Só.

Quando as portas do elevador se abriram segui direto para a entrada do restaurante. O lugar já era familiar para mim, pois em todas as viagens que fiz à Los Angeles sempre procurei me hospedar no Four Seasons e comer em seu restaurante cinco estrelas.

A comida daqui era deliciosa. Havia pratos orientais e de massa. Foi uma boa escolha da parte da irmã da Bella.

_Boa noite, senhor – fui recebido pelo maître muito cordialmente.

_Boa noite – cumprimentei-o polidamente.

_O senhor efetuou alguma reserva? – perguntou simpático.

_Sim. Fiz no nome da família Cullen – informei.

_Ah, sim. Confere – olhou rapidamente uma lista contendo os nomes para reserva. _O senhor tem preferência por algum tipo de mesa? – reportou-se a mim antes de seguirmos para o interior do Culina.

_Bem, prefiro uma mesa para oito.

O bom deste restaurante é que havia várias opções. Mesas para oito, seis ou quatro pessoas, bem como, banquetas no bar ou mesas para casais.

Assim que sentei solicitei uma caneta e um guardanapo de papel. Percebi que o senhor estranhou meu pedido, mas não disse nada. Apenas foi em busca do que pedi, não demorando mais que poucos minutos para retornar.

Meus dedos continuavam inquietos, loucos para expressar em letras o que pipocava em minha mente.

Comecei a rabiscar as primeiras palavras cantarolando baixinho em sincronia com a melodia:

"Eu estou me apaixonando pela última vez

Eu estou me apaixonando para sempre e sempre.

Me apaixonando por uma garota que não é minha

Eu estou me apaixonando pela última vez"

Era isso!

Esse seria o refrão da canção.

Sorri fitando o papel.

Bella...

_Edward? Edward Masen? – uma voz conhecida tirou minha concentração do papel.

Olhei para cima e fiquei surpreso ao rever uma "velha" conhecida.

_Victoria Santherland – levantei-me para cumprimentá-la guardando o rascunho em meu bolso.

_Como vai? Nossa! Que mundo pequeno – sorriu de modo simpático, cumprimentando-me com um aperto de mão.

Ela era ruiva e seus olhos verdes claros conferiam-lhe um belo contraste com sua pele bem clara. Estava mais bonita agora do que na época em que tivemos um pequeno caso amoroso.

_Muito bem – devolvi o sorriso. _E você?

_Estou bem na medida do possível – deu-me um sorriso contido. _Estou morando em Los Angeles novamente, tentando reconstruir minha vida após um processo desgastante de separação. Às vezes a vida de casado torna-se bastante complicada quando perde-se o respeito – suspirou com uma expressão triste.

_Compreendo – sorri meio sem graça.

Não sabia se falava mais alguma coisa ou deixava como estava.

_Bem, mas pelo que vejo você está ótimo – recompôs-se, sorrindo mais naturalmente ao exibir sua covinha, que deixava-lhe com um ar pueril. _O tempo só lhe fez bem. Está ainda mais charmoso que em outras épocas – piscou, divertida, relanceando seu olhar rapidamente por meu corpo. _O que faz aqui? Está de passagem ou resolveu morar na cidade das celebridades Hollywoodianas? – sorriu de modo jocoso.

_Estou de férias. Continuo morando em Nova York. Vim visitar uns amigos – sorri.

_Ah, que maravilha. E fica aqui até quando? – perguntou bastante interessada.

_Bem, até sexta-feira – informei.

_Ah, que pena – deu um muxoxo. _É pouco tempo para passear, mas tempo bastante para descansar em um lugar calmo. O que acha de conhecer meu rancho? – seu sorriso foi genuíno e eu logo desconfiei de seu convite direto.

Porém quando eu ia responder-lhe, a família Cullen chegou sendo trazida pelo maître.

Fiquei tenso na mesma hora. Eu tinha à minha frente um "passado" e logo em seguida, o "presente".

Minha atenção e meus olhos focaram-se apenas na linda figura que trajava um vestido curto e esvoaçante deixando à mostra suas belas pernas torneadas.

Bella caminhava graciosamente. Estava simplesmente deslumbrante.

Meus olhos varreram lentamente suas curvas até fixarem em seu rosto que, para minha surpresa, estava sério demais para alguém disposto a jantar com a família e um "amigo".

Seus olhos desviaram-se dos meus em direção à Victoria e depois voltaram a me fitar.

Sua face apresentava uma expressão plácida, mas seus olhos transmitiam um "recado" diferente.

_Ahá! O grande Edward já está aqui nos esperando. Sempre pontual – Emmett desviou minha atenção de sua irmã para ele.

De modo cortês, fui obrigado a apresentá-los à Victoria.

_Boa noite a todos – forcei um sorriso. _Vim para cá há... – verifiquei a hora em meu relógio de pulso -, uns 15 minutos – tentei manter o sorriso varrendo meu olhar por todos os rostos conhecidos, mas fixando-o somente na face de quem me interessava. _E acabei reencontrando uma amiga – virei na direção de Victoria que sorria simpaticamente para todos. _Esta é Victoria Santherland.

Vi claramente Bella postar-se ao lado de Alice que encarava com cara de poucos amigos o rosto complacente da figura ao meu lado.

Minha garota não havia gostado nada, nada da presença de Victoria. Na certa, deve ter pensado que eu a estava paquerando.

Merda!

_Prazer em conhecê-los – ela cumprimentou primeiramente Emmett e em seguida Rosalie, Jasper, Alice e por último Bella, que acenou a cabeça esboçando um sorriso mínimo ao apertar a sua mão. _Foi muita coincidência reencontrar um amigo tão querido aqui em Los Angeles – tocou em meu ombro fazendo um leve afago.

Fiquei mais tenso com a demonstração de carinho ao perceber o olhar incisivo de Bella para o local em que a mão de Victoria me tocava.

_Acabei engrenando em um bate papo com ele. Quando tenho um apreço muito grande por um amigo, perco a noção do tempo – continuou falando, virando-se para mim, sorrindo e exibindo sua covinha. _Bom, mas agora vou deixá-los jantar em paz – inclinou-se para me dar um beijo no rosto e mesmo desconfortável com a cena, cedi.

Vi Alice tossir sutilmente olhando para sua irmã que caminhou elegantemente em direção à uma das cadeiras, ignorando os bons modos. Chamando o garçom mais próximo com uma elegância que só ela tinha.

Emmett piscou para mim, de maneira sacana, assim que Victoria se despediu brevemente de todos com um aceno de mão.

_Ah, Edward? – ela girou seu corpo de volta para mim, voltando a caminhar em minha direção. _Vamos combinar algum dia desses uma visita sua ao meu rancho. É um lugar calmo. Ótimo para relaxar – piscou. _Anote o número do meu celular – sacou o seu aparelhou da bolsa de grife.

Eu já estava constrangido com a situação. Nem conseguia me lembrar do número do meu celular.

_O que foi? Esqueceu? – ela deu uma risadinha.

_Desculpe. Realmente me deu um "branco" agora – sorri, sem graça.

_Ah, tudo bem. Isso acontece. É melhor anotar o meu, então. Mais prático – apontou para o celular nas mãos, balançando-o.

Não pude fazer nada. Tive de anotar.

_Agora faça uma chamada para o meu porque assim seu número já fica gravado aqui – sorriu mais amplamente.

_Claro – esbocei um sorriso tenso.

Eu estava fodido!

_Prontinho – mostrou-me a tela do celular em que constava a presença do meu número. _Até mais. Te ligo por esses dias. Bom jantar – sorriu, inclinando-se para dar-me mais um beijo na bochecha.

Logo que ela virou-se para tomar seu rumo, segui para o lugar em que os amigos estavam sentados conversando.

Como eu havia solicitado uma mesa para oito pessoas havia espaço suficiente para os casais se acomodarem.

Assim que sentei ao lado de Bella fui bombardeado com a primeira pergunta, mas que não saiu de sua boca.

Ela parecia nem ter notado a minha presença enquanto observava as opções do cardápio.

Droga! Ela estava chateada.

_E então, Edward, seu lado Don Juan voltou à tona? – Emmett brincou sorrindo enviesado.

_Claro que não, Emmett – neguei com a cabeça, sentindo meu rosto esquentar.

_Céus! Você está corando, Edward – Rosalie apontou para o meu rosto, gargalhando, sendo acompanhada pelo marido.

Se antes eu achava que a situação já era ruim agora a tendência era piorar.

Nesse momento, Bella soltou o cardápio virando sua cabeça para me olhar.

Eu queria tanto dar-lhe um beijo...

_Don Juan? – a voz da irmã de Bella soou curiosa do outro lado da mesa. _Conte-nos sobre isso, Edward – seu sorriso era amistoso, mas seus olhos eram duros.

Puta. Que. Pariu!

_Também gostaria de saber – foi a vez de Bella se pronunciar ao meu lado, fitando-me com os olhos gélidos e um sorriso astuto.

Aquele tipo de sorriso que esconde o que a pessoa gostaria de expressar na verdade.

Todavia, fomos interrompidos brevemente pelo garçom para solicitarmos nossos pedidos. Quando percebi que os demais à mesa estavam distraídos tentando escolher o prato do jantar, aproveitei para me aproximar discretamente de Bella, como se fosse perguntar algo sobre o que estava no cardápio.

_Bella? – chamei-a baixinho.

_Depois, Edward – retrucou à meia voz, mantendo-se séria enquanto fingia voltar sua atenção para o cardápio.

_Bella, por favor, deixe-me falar. Não é o que está pens... – fui interrompido bruscamente por ela e completamente ignorado.

_Senhor, eu vou querer o prato do número 16, por gentileza – disse, de modo cortês.

Notei que faltava apenas o meu pedido. Decidi pedi o mesmo que Bella, mas nem sabia dizer qual era a comida.

O garçom acenou em concordância, afastando-se da mesa em seguida, com os pedidos anotados.

_E então, Edward? – Alice não desistiria do assunto.

Suspirei antes de voltar à conversa.

_Não há nada de Don Juan. Isso é lenda – meneei a cabeça, fitando-a e depois os demais.

_Como não há nada de Don Juan? Deixa de ser modesto – mais uma vez Emmett interpelava. _Pelo que eu e Rose sabemos não é lenda. É verdade. Você mesmo nos contou. Há uma longa lista de belas mulheres em seu currículo – gargalhou. _Ainda bem que minha Rose passou ilesa de suas garras – deu-me um sorriso divertido.

Ótimo! Meu amigo estava contribuindo muito para eu me ferrar de vez com Isabella.

_Eu passei ilesa porque sempre houve respeito na minha amizade com Edward. Considero-o como um irmão, ursão – Rose interveio, dando-lhe um selinho e piscando em seguida para mim, lançando um sorriso fraterno.

_Emmett eu não tenho uma longa lista de mulheres – falei sério. _Confesso que tive uma fase de maior "curtição". Mesmo assim sempre fui sincero com as pessoas que saí. Elas tinham consciência do tipo de relação que mantinham comigo – minha voz saiu trêmula ao final, de tão nervoso.

Estava praticamente expondo a pior parte da minha juventude.

Os olhos de Bella estavam atentos ao que eu dizia, bem como, os dos demais.

Este não era o momento apropriado para abordar com a minha garota um assunto que me incomodava. Queria explicar-lhe todo o meu passado, mas a sós.

_Mas tenho quase certeza que um apelido adequado desse deve ter surtido seu efeito em alguma mulher. Houve alguma que se apaixonou por você? – Bella perguntou, jogando verde para colher maduro. Era óbvio!

Fingia uma naturalidade que eu sabia ser inexistente.

_Sim – respondi, conciso, fitando-a seriamente.

Para quê mentir? Isso só abalaria ainda mais sua tentativa de confiar em mim.

Ela apenas acenou a cabeça em concordância, comprimindo os lábios. Com certeza deveria estar pensando absurdos a meu respeito.

Maldita hora que reencontrei Victoria!

_E o que você fez? – Alice quis saber. _Deu um chute na bunda da pessoa? – elevou uma sobrancelha.

Vi Jasper cochichar em seu ouvido brevemente enquanto ela se remexia na cadeira, de maneira inquieta.

A expressão de Alice era semelhante a da irmã. Deveria estar me xingando em seu íntimo. Eu sabia que elas eram muito apegadas.

_Não há nada melhor que uma boa conversa, Alice – continuei com a minha compostura, desviando meu olhar para Bella que me encarava com um semblante impávido. _Mas só para esclarecer, houve apenas uma. Foi a única pessoa com a qual tive um relacionamento mais duradouro, então acho que foi uma reação normal – gesticulei com as mãos procurando encontrar "reforço" para o que eu falava.

_Claro que é uma reação normal, Ed – Emmett "quebrou" um pouco o clima tenso com sua voz grave. _As pessoas se apaixonam. Veja o meu caso. Eu me apaixonei várias vezes, porém sempre pela mesma pessoa. Minha Rose – sorriu de modo cúmplice para a esposa, ganhando um beijo suave. Coisa que eu gostaria de estar fazendo com Bella.

Desviei o foco da cena romântica a fim de fitar o rosto da mulher que me nocauteou desde sexta-feira à tarde quando eu a vi pela primeira vez com sua foto estampada na capa de uma revista.

Bella não me olhava. Encarava a palma de suas mãos que mantinham-se entrelaçadas sobre o tampo da mesa.

Detestava não saber o que se passava em sua mente. Não podia nem ao menos cochichar em seu ouvido como Jasper fez com a noiva.

Porra!

_Na verdade você só maquiou de modo sutil o "chute na bunda" – Alice se pronunciou de forma mordaz. _Há pessoas que podem ser persuadidas a engolir qualquer coisa, contanto que venha temperado de elogios – piscou desviando seu olhar para a irmã. _Ainda bem que aqui todas nós estamos livres de seu poder de fogo, não é mesmo Bella?

De maneira arguta, Alice simplesmente me chamou de falso. Ela estava tendo a impressão errada a meu respeito.

Mas que grande merda!

Bella a encarou por poucos segundos antes de responder.

_Eu acho melhor deixarmos de lado a vida afetiva do Edward. Isso não nos diz respeito. Desculpe pelas brincadeiras dos meus irmãos – comprimiu os lábios demonstrando desconforto, ao tentar encerrar o assunto.

_Não tem problema algum, Bella. Não tenho nada a esconder – esbocei um sorriso, mas estava chateado por ter sido posto em xeque meu caráter e por ver a minha garota também bem "distante" de mim.

_Ah, o Ed já está acostumado com o meu jeito de brincar, mana – Emm voltou a falar parecendo alheio à tensão instalada, assim como, Rosalie. _E com relação ao jeito de Alice ele rapidinho se acostuma. É que a baixinha tem um jeito próprio de brincar com as pessoas. Não ligue – franziu o nariz fazendo uma careta de desdém, como se quisesse me avisar para levar as coisas que Alice falava na maciota.

_Edward, me desculpe se agi de modo grosseiro, mas como dizem por aí "é brincando que se diz a verdade" – sorriu, arqueando uma sobrancelha.

Ela continuava com sua "mira" apontada para mim. E agora eu podia compreender melhor a frase "toda baixinha é briguenta".

Coitado do Jasper...

Tinha ao seu lado uma mulher bastante geniosa.

_Bem, já que a comida está demorando eu vou ao toalete. Você pode me dar licença? – Bella se dirigiu a mim sem me encarar por muito tempo.

_Claro – levantei da cadeira dando-lhe passagem. _Também vou aproveitar para ir ao toalete.

Assim que ela passou por mim, vi seus passos se distanciarem num ritmo acelerado.

A área dos banheiros ficava em uma parte mais afastada do grande salão do restaurante, portanto seus irmãos e seus cunhados não nos veriam.

E eu não deixaria a oportunidade passar como um vento.

_Bella? – apressei meus passos detendo-a ao segurar seu braço, fazendo-a virar para mim.

_Edward... – suspirou meu nome fechando seus olhos brevemente.

_Bella, eu sei que está chateada pelo que viu e tudo mais, mas eu preciso conv... – ela interrompeu-me no meio da frase.

_Por favor, agora não, Edward – pediu, pondo um dedo em meus lábios, calando-me.

Minha vontade era de morder aquele dedo e tomá-la para mim de novo, mas eu tinha de respeitar seu tempo.

_Depois conversamos. Mas só para esclarecer. A única pessoa errada aqui e que deve explicar algo para alguém sou eu. Eu sou comprometida com outra pessoa. Não você. Portanto, fique tranquilo. Eu não vou te cobrar nada – sua voz soou falha e eu vi em seus olhos o quanto estava mal.

_Você não deve explicação alguma para quem não soube te valorizar – soei meio ríspido puxando-a para mais perto de mim, olhando diretamente em seus olhos.

Se havia algo que me deixava puto da vida desde quando fiquei sabendo um pouco mais sobre sua vida afetiva era vê-la se martirizar por alguém que eu suspeitava seriamente que a traía. Para mim, esse tal de Riley não valia nenhum resquício de peso na consciência dela.

_Edward, contra fatos não há argumentos. Eu estou errada – retrucou com uma expressão triste.

Minhas mãos prenderam seus pulsos em meu peito. Eu não a soltaria até que ela me escutasse.

_Esqueça isso. O que interessa neste momento sou eu e você. Só preciso que saiba que eu gosto muito de você, Bella. Estou disposto a tudo para tê-la em minha vida em definitivo – puxei seu rosto para dar-lhe um beijo, porém ela desviou.

_Não, Edward – negou com a cabeça, empurrando-me delicadamente. _Eu não preciso saber apenas que você gosta de mim. Preciso confiar e isso eu sei que vem com o tempo. Mas sinceramente, depois do que eu vi e ouvi esta noite não sei se teremos esse "tempo" – disse, com o semblante impávido novamente, mascarando seus reais sentimentos.

_É lógico que teremos, Bella. Eu não vou desistir de você, ouviu? – puxei-a novamente para meus braços, vendo a máscara de mulher forte "rachar".

Seus olhos a delatavam.

_Nós vamos conversar hoje no meu quarto. Você só vai embora quando eu falar tudo sobre o meu passado. Não quero que fique uma margem de dúvida em sua mente. Porque é você que eu quero. Dizem que tudo que começa rápido demais, termina mais rápido ainda. Mas esse termo não se aplica ao nosso caso porque eu não vou deixar – falei de modo fervoroso, tentando fazê-la entender que eu não a deixaria fugir.

Seus olhos fitaram minha boca enquanto os meus fitaram seus lábios entreabertos e rosados pela cor do batom. O brilho de sua boca chamava a minha para um beijo cálido; "quente". Do jeito que nós dois gostávamos.

Estávamos "interligados" pelas mesmas emoções. Meu corpo reagia a ela de imediato. Bastava tê-la em meus braços como agora.

Mas nossa vontade não foi concretizada...

_Vocês dois estão loucos? – a voz aguda de Alice nos pegou de surpresa, forçando-nos a nos afastar.

Merda!

_Alice? Rosalie? – Bella arregalou os olhos parecendo aturdida ao ser flagrada comigo, principalmente, pela sua cunhada.

Rosalie nos olhava de queixo caído. Com cenho franzido e olhar fixo no meu sua expressão traduzia perfeitamente o que sua boca gostaria de falar: ela não esperava essa atitude de mim. Deveria estar pensando que eu estava somente seduzindo, o que não era verdade.

Apesar de me conhecer muito bem, ela não sabia que eu estava apaixonado por Isabella.

_Sim, nós mesmas – a irmã falou, nos encarando seriamente com as mãos na cintura.

_Uau! Por essa eu não esperava – Rosalie conseguiu murmurar algumas palavras, olhando de mim para Bella.

_Rose, nada de perguntas agora e nenhum comentário com Emmett, ok? Por favor... – Bella pediu, retorcendo o canto da boca.

Nós dois não sabíamos onde enfiar as nossas caras.

_Tudo bem – gesticulou com as mãos ao indicar que fecharia sua boca com um zíper, mas continuava com a expressão perplexa ao nos encarar.

_Ainda bem que fui eu que os peguei em flagrante porque se fosse o Emmett vocês estariam enrascados, principalmente você, Edward. Ele com certeza iria pensar que estava jogando seu charme de Don Juan para cima da irmã. Seria até capaz de te dar um soco – alertou-me balançando a cabeça em negação. –Vocês perderam o juízo mesmo – fitou Bella, que a encarava altiva.

_Eu não deixaria Emmett fazer algo estúpido que viesse a se arrepender depois. Nem tudo na vida se resolve com socos e ponta pés – Bella retrucou com uma voz séria.

_Mas você sab... – Bella cortou-a.

_Sem sermões, Alice. Sou adulta e sei resolver meus problemas – cruzou os braços.

_Estou vendo – falou sarcástica olhando para nós dois.

_Chega! Vou ao banheiro – Bella avisou dando-me as costas.

_Espere. Nós também vamos – sua irmã seguiu-a em direção à entrada do banheiro acompanhada por Rose, que me deu uma última olhada ainda com cara de espanto. _Ah, Edward? – Alice virou-se chamando minha atenção.

_Sim? – saí da inércia colocando as mãos nos bolsos, sentindo de imediato o papel em meus dedos.

_Amanhã você irá ao almoço na casa dos meus pais? – perguntou com um sorriso gentil, mas aquilo não me enganaria.

_Provavelmente – esbocei um sorriso.

_Que bom. Então conversaremos melhor amanhã sobre alguém importante. Minha irmã – disparou, sorrindo e elevando a sobrancelha. _Por enquanto vamos fingir que está tudo bem – seu sorriso se desvaneceu à medida que seus olhos se estreitavam analisando minha postura falsamente relaxada.

_Tudo bem, Alice. Como quiser – concordei com um simples aceno de cabeça sustentando seu olhar.

Eu nunca tive medo de cara feia. Mas confesso que essa baixinha parecia um cão de guarda da irmã. Mais tarde tentaria saber um pouco mais sobre o temperamento de Alice com Isabella.

Assim que ela sumiu das minhas vistas peguei o guardanapo de papel do meu bolso, vendo os meus rabiscos e a frase que não sairia mais da minha mente:

"Eu estou me apaixonando pela última vez"

"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe".

(William Shakespeare)


N/A: E então? O que acharam deste bônus? Revelou algo para vcs ou não foi muito bom? rsrsrsrsrsrs
Aguardo os comentários...rsrsrsrs
Meninas, eu queria fazer uma brincadeira com vcs, mas infelizmente não se trata de nenhuma promoção...rsrsrsrs...vcs não vão ganhar nada, é só para descontrair e alegrar meu dia quando eu ler os comentários...kkkkkk...é o seguinte: vou dar três opções para vcs chutarem uma sobre o Riley...rsrsrsrs
O que acham do Riley?
(a) Ele trai a Bella;
(b) Ele é gay;
(c) Ele é assexuado.
E então?kkkkkkkkkkkkkkkkkk...estarei aguardando os comentários de vcs. bjosssssssssssssssssss e nos vemos daqui a 15 dias (se tudo der certo)