N/A: Boa noite! Como foram de feriado? Comeram muitos ovos de Páscoa?ahauaiahauaia...bem, mudando de assunto...Quase que não posto a tempo...rsrsrs...meninas, resolvi escrever de uma vez por todas este capítulo porque esta semana nem vou poder rascunhar nada, então aproveitei o feriado para adiantá-la...rsrsrs.
Não vou ficar enrolando...só gostaria de AGRADECER pelos comentários de vcs, pela participação na brincadeira...juro que me divertir muito lendo e respondendo...rsrsrsrs...
Bem, nos vemos lá embaixo.


CAPÍTULO 6

Almoço de domingo

Insegura.

Palavra que me definia desde a noite anterior.

Poucas foram às vezes que me senti assim na vida, mais precisamente, quando minha mãe faleceu e quando assumi a presidência da Adonna Cosmetics.

Mas agora... agora está sendo diferente. É uma insegurança que não vai passar tão cedo... não até confiar plenamente em Edward.

A conversa esclarecedora sobre seu passado após o jantar corroeu meus nervos por dois motivos. Primeiro porque meu lado curioso não se contentou apenas em saber a quantidade de mulheres que passou por sua vida, mas também quis ter ciência da importância que cada uma teve em sua mente e principalmente, em seu coração. Começando a indagação pelo primeiro nome que se iluminou na minha cabeça: Victoria. Uma ex-agente de modelos que teve um romance com ele antes de se casar com um fazendeiro e se mudar para Greenwich, Connecticut. Segundo Edward, um caso passageiro, mas que pelo visto deve ter sido bastante marcante para a tal mulher, visto que, ela nem disfarçou o encantamento e o carinho que tem pelo mesmo no restaurante do Four Seasons.

Ciúme! Isso foi o que senti ao ouvir o relato. Por mais que Edward estivesse sendo sincero comigo a pedido meu, eu não gostei nada, nada de saber que ela já o teve a seu bel prazer.

E como se já não bastasse minha mente ter tido sua cota de tortura, o segundo motivo que me deixou em frangalhos, foi tomar conhecimento da única mulher que mexeu com ele.

Emilie River. Uma conhecida atriz australiana que despontou nos sets de Hollywood há uns dois anos e meio. Mas me lembro perfeitamente de seu rosto no mundo cinematográfico de uma outra época, mais especificamente, em um seriado de drama e ficção científica em que ela era uma das sobreviventes de um acidente aéreo numa misteriosa ilha tropical. Era uma das minhas séries favoritas. Agora não mais...

Raiva! Isso não combinava em nada comigo, mas Edward tinha o poder de despertar em mim os piores sentimentos por pura insegurança da minha parte.

Embora eu tenha completado 30 anos tecnicamente, na teoria estou me comportando como uma adolescente com os hormônios em erupção e sem nenhum resquício de neurônio funcional no cérebro!

A prova disso foi a completa entrega do meu corpo a um desconhecido que cruzou o meu caminho e que por mais estranha que pareça a situação, eu não cosigo me arrepender da decisão tomada, mesmo estando com receio de me machucar em algum ponto deste possível relacionamento. Sem contar com a minha recente crise de ciúme e birra que culminou em terminar a noite passada na minha cama fria e gigante suspirando e chamando em vão por Edward.

Droga de insegurança!

Droga de ciúme!

Droga de... droga!

Suspirei ao escutar o toque do celular.

_Péssima hora para você me ligar, Riley – resmunguei vendo seu número no visor do meu celular enquanto dirigia para a casa dos meus pais.

Minha paciência em relação ao nosso relacionamento já tinha chegado ao limite do suportável.

_Alô? – soei ríspida ao usar o viva-voz por Bluetooth do carro.

_Bella? Amor, você está bem? – perguntou ressabiado.

Eu nunca havia sido deselegante com ele, mas hoje eu estava agindo na base da TPM. Tendência a Pontapés e Murros!

_Oi, Riley – endireitei a voz para algo mais suave, embora minha vontade fosse de encerrar a ligação. _Hum... na verdade, estou com enxaqueca – menti.

De vez em quando a maldita enxaqueca me assombrava, no entanto, hoje eu estava sentindo outra coisa... impaciência.

_Bem, então agora compreendo o tom da sua voz – deu um riso contido. _Já sugeri a você o tratamento com acupuntura, mas sua teimosia a impede de amenizar esse seu mal estar – disse, entrando no modo médico.

Suspirei profundamente para não soar "azeda" com ele.

_Bella? Está aí? – perguntou incerto.

_Sim, estou – respondi concisa, enquanto manobrava a direção para entrar na rotatória que me levaria à entrada da rua que me interessava. _Já conversamos sobre isso e eu prometi que ia procurar ajuda, não foi? – falei impaciente.

_Sim, mas se eu não ficar insis... – cortei-o antes de prosseguir com seu blá blá blá.

_Riley, estou dirigindo. Depois a gente se fala melhor, tudo bem? – tentei ser mais educada.

A minha oscilação de humor estava muito parecida à uma montanha-russa.

_Ah, tudo bem. Desculpe se te irritei com meu excesso de preocupação, mas você é muito importante pra mim, Bella. Eu amo você, meu anjo – sua voz soou amena.

Merda! Isso só piorava a minha situação. Fiquei muda.

Um silêncio desagradável se instalou entre nós até que ele voltou à sua comunicação normal.

_Quando eu voltar do Congresso em Las Vegas, no início da próxima semana, vamos conversar. Sinto que estou sendo muito relapso em relação à você. Perdoe-me se estou agindo como um idiota ao priorizar mais o meu trabalho, mas o setor da emergência lá no hospital é uma loucura e como ainda sou residente, você sab... – interrompi-o mais uma vez.

_Tudo bem, Riley. Não se preocupe tanto assim comigo. Entendo perfeitamente a sua profissão. É tão corrida quanto a minha – dessa vez falei mais suavemente.

A verdade é que me sentia mal por ele estar se desculpando se não havia feito nada de errado. Se ele soubesse que a errada do relacionamento era eu...

_É por isso que meu amor por você só faz crescer, Bella. Não há outra pessoa no mundo que me entenda melhor que você – pelo tom de sua voz dava a impressão de que sorria.

Meu estômago se agitou como em um enjoo. Ele estava se iludindo e a culpa era minha.

_Riley...

_Eu amo você – sussurrou.

Mais uma vez essas palavras me desarmaram. Eu não podia ser tão desalmada.

_Eu... eu também – disse, contrariada, as palavras sagradas para mim enquanto prendia a respiração e segurava com força o volante, freando o carro ao chegar ao meio fio da casa de Carlisle.

Hipócrita! Essa palavra piscava como neon à minha frente no para-brisa do carro.

Meus olhos ardiam como se eu tivesse picado cebola. Eu queria chorar e gritar ao mesmo tempo. Estava me sentindo cada vez mais como um náufrago à deriva no mar.

Em poucos segundos lágrimas escorreram por meu rosto.

Um soluço incontido escapou de minha garganta.

_Bella? Amor, o que houve? – Riley elevou um pouco a voz, preocupado.

_Céus! Perdão, Riley. Perdão – minha voz soou embargada.

Em meu íntimo estava pedindo perdão antecipado por toda a confusão em que me meti e inadvertidamente, ele também.

_Ei, amor. O que há? Bella, eu vou até à casa dos seus pais. Você não está bem – disse de modo urgente, enquanto eu escutava ao fundo, um barulho de zíper sendo movimentado. _Já acabei de colocar as últimas roupas na mala. Em meia hora estarei com você.

_Não precisa, Riley. Daqui a pouco passa. É só mal estar. Desculpe por ter sido grossa com você – disse apressada tentando corrigir minha mancada.

Ele não podia ir a esse almoço.

Como eu agiria diante dele e de Edward? Por Deus!

_Negativo, meu anjo. Aguarde-me. Seu namorado estará com você em pouco tempo – disse, convicto.

Mas que droga! Bati com força no volante acionando a buzina do veículo.

_Bella? O que é isso? – a voz dele soou exaltada.

_Na... nada – soltei o volante olhando ao redor para ver se minha reação exagerada não havia chamado a atenção da vizinhança. _Foi apenas a buzina que disparou – falei reticente.

_Cuidado. Até daqui a pouco.

_Até – murmurei em desagrado encerrando a ligação.

Saco!

Esse seria o primeiro almoço de domingo em que eu não seria eu mesma.

(...)

_Filha, achei que não viesse mais – Esme sorriu abrindo os braços para me aconchegar em seu abraço materno.

A sensação era de conforto e paz.

Enterrei minha cabeça em seu pescoço enquanto a abraçava forte como se não quisesse mais soltá-la.

_O que foi meu bebê? – sua voz era terna e calma.

Suas mãos alisavam meus cabelos e aquele simples cafuné foi me acalmando. Agindo como um sedativo suave, melhor que chá de camomila.

Levantei a cabeça desfazendo o nosso abraço delicadamente, fitando-a com amor.

_Não foi nada demais – neguei sinalizando com a cabeça, esboçando um sorriso. _Isso se chama saudade, mãe – ampliei meu sorriso, pois não estava mentindo em relação à saudade que sentia dos meus pais.

No entanto, preferi omiti o assunto que me incomodava até minutos antes de estacionar o carro na garagem da mansão. Abrir o jogo com ela sobre algo tão particular estava fora de cogitação, por enquanto. Era melhor isso ficar restrito somente à mim e Alice, que era uma pessoa mais "mente aberta".

Entrelacei nossas mãos caminhando em direção à cozinha. Uma das minhas partes preferidas daquele lar.

Toda a casa era impecável. Traduzia o gosto refinado e elegante de Esme, mas havia sempre um incremento contemporâneo pelos ambientes.

_Eu sinto tanto a sua falta, Bella – seus olhos iluminaram-se varrendo meu rosto em adoração e, eu quase pude visualizar corações desenhados em cada olho.

O amor dela por seus três filhos era tão regozijante.

Uma família unida e compacta como uma pequena caixinha que guarda segredos de amores, de risos, de sonhos e de emoções. A família que Deus escolheu para mim, para ser meu alicerce em qualquer fase da vida.

_Eu amo você, mãe – inclinei-me em sua direção, dando-lhe um beijo em sua têmpora.

_Eu também, meu bebê – riu, afagando meu braço.

_Cadê o povo? E Carmem, não está aqui hoje? – perguntei descontraída enquanto abria a geladeira para ver se tinha algum suco.

_Bem, Carmem está me ajudando com os afazeres domésticos. Deve estar organizando os quartos. Daqui a pouco ela desce. Já os homens estão reunidos à beira da piscina desde que Edward chegou – falou casualmente indo em direção ao forno.

Tremi só em ouvir o nome do homem por quem estou apaixonada.

Ontem à noite na companhia dos meus travesseiros tive a real noção dos meus sentimentos pelo modelo nova-iorquino que arrebatou meu coração.

Não adiantava mais negar para mim mesma.

_Alice está no quarto de Rosalie conversando enquanto Ethan está mamando – completou, retirando uma torta de maçã.

O aroma doce misturado à canela invadiu minhas narinas.

_Hummm... isto é uma tentação. Tsc, tsc, tsc – balancei a cabeça exibindo um sorriso brincalhão. _Posso provar um pedaço? – pedi juntando as mãos como se estivesse suplicando.

_Só um pedacinho, senhorita "viciada em doce" – sorriu mostrando suas covinhas idênticas às do Emmett.

Peguei uma colher e retirei uma lasca da torta em uma das bordas do refratário redondo de vidro.

_Hummm... está uma delícia, mãe. Parabéns. Como sempre você cozinha com amor – disse com a boca cheia, limpando os lábios com a língua enquanto me escorava na quina da bancada da cozinha.

_Obrigada, querida – sorriu. _Ah, antes que me esqueça... Riley virá hoje? – perguntou despretensiosamente ao repousar o refratário em cima do fogão, portanto ela não pôde ver minha expressão de desconforto e desânimo.

_Bem, eu... eu acho que vem. Mas pelo que entendi será rápido, pois ele irá viajar à tarde para um Congresso em Las Vegas – informei suspirando enquanto deixava meu olhar perdido na pia central da onde eu me escorava.

_O que foi, Bella? – desviei minha atenção para Esme que me fitava com a testa enrugada e os braços cruzados.

_Ah, nada não, mãe – sorri forçado balançando a cabeça e querendo me chutar por ter dado um deslize do meu "estado de espírito" em sua presença.

_Filha, você acha que me engana com um sorriso forçado neste belo rosto, mas eu te conheço desde que você ainda mamava no peito – retirou as luvas térmicas colocando-as em cima da bancada central da cozinha americana. _Sinto que você não está bem, mas também não vou insistir para saber o que te aflige. Só quero que fique ciente que se quiser desabafar sobre qualquer assunto, meu colo e meu ombro estarão à sua disposição, tudo bem? – sorriu piscando.

_Ah, mãe... – puxei-a para um abraço enterrando minha cabeça em seu pescoço. _Obrigada por estar em minha vida. Eu te amo tanto. Eu sei que posso contar com você e seus conselhos – disse com a voz abafada.

_Você sabe que uma velha "aposentada" quando não tem nada pra fazer ou vai cuidar da casa com um todo ou vai fazer um curso qualquer para o cérebro não enferrujar ou simplesmente "empresta" seus ouvidos para alguém que gostaria de ser ouvido – gargalhou. _Eu fico com a primeira opção e a última – continuou rindo e eu ri também pela sua espirituosidade.

_Dona Esme, você não é nenhuma velha. Está na flor da idade – coloquei as mãos na cintura fazendo um sinal negativo com a cabeça.

_Querida, só se for na flor da terceira idade – gargalhamos juntas.

_Onde é a festa? Posso participar também? – a voz grave de Emmett invadiu o ambiente.

_Ei, ursão – cumprimentei-o com um abraço normal enquanto ele me girava no ar. _Emmett, estou tonta – elevei a voz.

_Coloque sua irmã no chão, filho – Esme deu-lhe um safanão de leve com uma das luvas térmicas.

_Mãe, não me bata assim porque eu gamo mais ainda em você – sorriu mostrando as covinhas.

_Bobo – ela falou, balançando a cabeça, afastando-se de nós para continuar com seus afazeres domésticos.

_Ei, pequena... como você demorou. Achei que nem viesse mais. Chegou quase na melhor hora. A do rango – riu.

_Acordei tarde por causa da insônia. Só isso – elevei a sobrancelha.

_Ah! Pensei que o doutor "sutura" estivesse dado o ar da graça na sua casa dando-lhe uma canseira – piscou, sorrindo arteiro.

Se Riley soubesse de seu apelido, com certeza Emmett deixaria de ser considerado um bom "amigo" por ele.

_Não enche, Emm – disse, séria.

_Calma, mana. Só estava brincando – sinalizou com os dedos em forma de "v", indicando paz e amor. _Tem tanto tempo que não vejo vocês dois juntos que pensei que Riley nem fosse mais seu namorado – riu.

_Filho, por favor, deixe sua irmã em paz – Esme ralhou enquanto zanzava pela cozinha.

Suspirei olhando "torto" para ele.

Emmett apenas sorriu comprimindo os lábios como se estivesse prendendo o riso.

_Vou subir para ver meu sobrinho – disse, caminhando em direção à escada.

_Diga à Rose para colocar uma sunga nele e trazê-lo para ficar na piscina com o papai aqui – falou todo orgulhoso.

_Tá – acenei com a mão.

Nem perguntei por Edward ao meu irmão, mas estava ansiosa por vê-lo. Estávamos meio estremecidos desde o meu 'piti' sem precedentes.

_Olá – abri a porta do quarto espiando o interior do recinto com a cabeça para me certificar de que não perturbaria Ethan.

_Entre, Bella – sentada em uma poltrona para amamentação, Rose sorriu enquanto acariciava os cabelos ralos de seu filho.

Ethan mamava fazendo uns ruídos engraçados. Aproximei-me devagar observando seus olhinhos entreabertos. Uma de suas mãozinhas apertava o topo do seio de sua mãe e sua boquinha sugava avidamente o leite materno.

Era tão linda a cena.

_Como está o pequerrucho? – sorri afagando a bochecha rosada dele.

_Enjoadinho – Rose retorceu o canto da boca. _Os dentes dele estão nascendo.

Ela o ajeitou no colo ao perceber que ele já estava satisfeito e sonolento, colocando-o em posição vertical deitado de barriga sobre seu tórax, dando-lhe tapinhas muito sutis nas costas para que arrotasse.

_Encontrei com Emmett na cozinha e ele pediu para você levar o Ethan para a piscina, mas acho que não vai ser uma boa ideia – dei um risinho baixo.

_Sem nenhuma possibilidade. Veja como ele já está grogue de sono – ela o ninou delicadamente.

_Onde está Alice?

_Está no quarto que era dela finalizando a própria produção – rolou os olhos acomodando o filho na cama de casal, puxando os travesseiros para formar uma espécie de redoma ao redor do pequenino para que não caísse.

_Ai ai... – ri.

_Bella, não me leve a mal, mas estou curiosa... você e Edward estão realmente juntos? Digo... juntos, juntos? – perguntou receosa, gesticulando com os dedos. Esfregando os indicadores um no outro.

_Sim, quer dizer, eu acho – entortei o canto da boca dando de ombros.

_O que foi? Aconteceu algo ontem depois que nos despedimos? – franziu o cenho.

Suspirei passando a mão em meus cabelos.

_Sim, Rose – disse com uma voz derrotada. _Eu meio que surtei depois de saber do passado dele quando subimos para o quarto. Banquei a imatura pela primeira vez na vida e saí de lá espumando de raiva. Nem sei como vou olhar para a cara do Edward agora – abracei meu corpo ao sentar na beirada da cama, comprimindo os olhos com força ao repassar as imagens na minha cabeça.

_Ah, minha amiga. Não fique tão neurótica com essas coisas. Pelo pouco que pude ver ele está caidinho por você e tenho certeza que nem ligou para essa sua crise – piscou, sorrindo.

_Tá bom. Vou fingir que acredito – olhei-a de relance, retirando as sandálias dos meus pés, deslizando meu corpo para mais perto da cabeceira. Recostando minhas costas na mesma e abraçando minhas pernas dobradas na altura do peito.

_Boba, pode acreditar. Só para sanar sua angústia desnecessária, ele perguntou cinco vezes por você a mim. Lógico que sem o Emmett ou seus pais estarem por perto – riu.

_Ele... ele perguntou? – gaguejei.

_Sim – fez um sinal afirmativo com a cabeça.

_E duas vezes a mim – Alice surgiu de repente no quarto com um sorriso angelical.

_Nossa, que susto! – levei a mão ao peito com o sobressalto. _Parece que tem ouvido de tuberculoso.

_Alice, fale baixo. Ethan conseguiu mamar e dormir agora. Se ele acordar você vai cuidar de tudo – Rose ralhou, fazendo a baixinha arregalar os olhos.

_Desculpe – ela olhou para a cama onde o pequeno corpo descansava em paz. _Pelo pouco que escutei devo afirmar que a conversa foi um fracasso? – sua atenção voltou para mim.

_Infelizmente sim. Mas por culpa minha. Eu não consegui "digerir" de bom grado as informações fornecidas por Edward sobre as mulheres de seu passado. Acabei falando coisas impertinentes – desviei o olhar para a colcha da cama.

_Como o quê por exemplo? – Alice quis saber.

Suspirei profundamente antes de falar.

_Eu disse que preferia estar solteira do que ao lado de alguém que tem olhos para todo mundo, menos para mim – fiz um bico.

_E qual foi a reação dele? – sorriu, exibindo uma careta como se quisesse dizer que exagerei à toa.

_Ele... ele ficou chateado e tentou me convencer de que não há outra mulher na vida dele. Apenas eu – apertei meus dedos entrelaçados, nervosa.

_E você acreditou? – seu semblante mantinha-se o mesmo.

_Ah, não sei, Alice. Só sei que não fiquei lá para ouvir mais nada e fui para minha casa – fitei-a aborrecida com a expressão que ela tinha no rosto. _Agora o que me interessa é saber se Edward falou com você – fitei-a em expectativa.

Em nossa conversa privada, ele foi categórico ao afirmar que Alice é tão imperativa em sua argumentação quando acha que está certa que deixa qualquer pessoa sem fala e ressabiada.

_Claro que falou! Nós conversamos hoje. Pouco antes de você chegar – sorriu amplamente.

_Alice, você não foi deselegante com Edward, foi? – estreitei os olhos em sua direção ao cogitar a possibilidade dela ter sido grosseira novamente.

_Não, boba. Apenas fui eu mesma ao saber das reais intenções dele com você – piscou de modo sacana e eu logo desconfiei que ela havia falado besteira.

_O que... o que você disse? – levantei da cama cruzando os braços e mantendo-me séria.

Rose apenas nos olhava.

_Ah, eu apenas disse que um bom relacionamento é baseado em confiança, compromisso e ocasionais sexos selvagens em locais inesperados – deu uma risada abafada cobrindo a boca com as mãos.

Rose riu, mas eu fiquei roxa de vergonha com a ousadia da minha irmã.

_Alice! – arregalei os olhos. _Edward não está acostumado com suas brincadeiras. Por Deus! Ele vai achar que tenho uma irmã desvairada e ninfomaníaca – empertiguei meu corpo gesticulando com as mãos no ar.

_Bem, desvairada ele já soube desde ontem – deu de ombros. _Mas ninfomaníaca ele ficou sabendo hoje e não me achou ridícula. Pelo contrário, disse que agora entendia a nossa extrema ligação – disse apontando de mim para ela. _Falou que eu sou seu lado moleca. Aquela que nunca te deixa na fossa. Que sempre está te trazendo um sorriso de presente – sorriu de orelha a orelha, orgulhosa. _Agora eu te ê acha que esse cara que está lá embaixo não me cativou?! É óbvio que sim. Se eu não fosse noiva e perdidamente apaixonada por Jasper, nós duas disputaríamos de modo ferrenho a mesma pessoa – sorriu.

Eu sorri de volta, aliviada, ao perceber que ambos se deram bem. Era menos um problema para a minha cabeça.

_Bella, esse homem foi feito por encomenda pra você. Quem sabe Renée tenha dado uma ajudinha lá do céu? – deu uma risadinha.

Ri.

_Agora acho melhor descermos. Edward já deve ter fumado alguns cigarros – fez uma careta.

Ela detestava o cheiro de nicotina também.

_Tenho que colocar Ethan no berço. Mas podem ir descendo – Rose informou aproximando-se do meio da cama com cuidado para não acordar a criança.

_Ah, mana! Só para você deixar de paranoia... paixão significa ficar inseguro; é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia; é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que não se tem mais controle – Alice falou serenamente, fitando-me séria. _Portanto, esqueça o que aconteceu ontem durante a conversa de vocês dois porque tenho certeza que Edward já esqueceu e está louco para te ver – sorriu enviesado.

_Céus! – exclamei. _Eu sou louca por ele – cobri meu rosto com as mãos.

_Nós sabemos – Rose se pronunciou pegando o filho no colo.

_Bella, deixe de lado um pouco as suas incertezas e inseguranças. Viva o momento. Chega de planos; de regras; de previsões. Chega de pensar. Se for para acontecer, acontecerá – Alice segurou minha mão puxando-me para fora do quarto.

Eu apenas acenei em concordância.

(...)

_Eu queria mesmo era ter acordado hoje e ter dado de cara com seu sorriso – Edward falou com uma voz rouca, mas amável, fitando-me profundamente.

Sorri.

Estávamos há alguns minutos conversando, tentando nos entender.

_Eu também, Edward. Senti tanto a sua falta. Desculpe por ter sido estúpida – olhei-o envergonhada.

_Bella, pare de se desculpar. Eu entendo o que você sentiu. Se eu estivesse no seu lugar eu ficaria louco de ciúme. Pode ter certeza – sorriu, elevando um canto da boca, roçando sua perna discretamente na minha enquanto estávamos sentados num dos dois sofás decorativos de ambiente externo, embaixo de um dossel de madeira, de frente para a piscina.

Alice e Rose estavam dentro da água conversando. Já Carlisle, Emmett e Jasper estavam na churrasqueira cuidando da carne. Como estavam de costas para nós, não podiam ver nossa demonstração de carinho.

_Mas eu exagerei – fui sincera.

_E daí? – ele deu de ombros, dando um gole em sua cerveja.

Eu estava ansiosa para beijá-lo e dava tudo para ser o gargalo daquela bebida.

_O que importa é que estamos bem agora. E hoje eu me nego a dormir sem você – completou, fazendo um sinal negativo com a cabeça, lançando um sorriso matreiro.

Algo dentro de mim ferveu ao pensar na possibilidade de estarmos juntos novamente em uma cama completamente despidos.

Só que eu precisava dele urgente. Pena que se o arrastasse para a minha casa estaria sendo totalmente mal educada com meus pais. Era um almoço em família. O almoço de domingo.

Então pensei em levá-lo para o meu antigo quarto na mansão, mesmo correndo o risco de sermos pegos em flagrante, mas assim como a ideia surgiu repentinamente, ela sumiu do mesmo modo ao ver Riley se aproximando de nós, sendo acompanhado por minha mãe.

Minha animação evaporou.

_Olhe quem chegou, filha – Esme sorriu. _Bem, como já está entregue, vou ali à churrasqueira ver como andam as coisas. Licença – reportou-se a Riley mantendo o sorriso.

_Olá, meu amor – Riley se aproximou mais de mim aguardando que eu me levantasse para cumprimentá-lo adequadamente.

Permaneci sentada, negando-me a ser cortês ou bancar a namorada apaixonada.

Vendo que eu não tomei nenhuma iniciativa, ele se inclinou para beijar-me. Minha vontade era de virar o rosto, mas seria uma atitude estranha.

_Oi, Riley – tentei sorrir.

Olhei rapidamente para Edward e o mesmo fitava a piscina, sério. Abaixei o olhar para suas mãos que seguravam com força a garrafa de cerveja exibindo a brancura dos nós das mesmas.

Droga! Ele estava tenso.

_Não vai me apresentar seu amigo, amor? – perguntou de modo simpático, talvez alheio à tensão momentânea.

_Ah... bem, este é Edward. Meu amigo de Nova York – esbocei um sorriso nervoso. _Edward, este é meu namorado. Riley – voltei minha atenção para o rosto da pessoa que me interessava.

Cumprimentaram-se com um aceno de cabeça e um aperto de mão.

_Bem, com licença – Edward levantou-se exibindo um sorriso mínimo. _Vou ver se eles precisam de ajuda – apontou na direção de Emmett, Carlisle e Jasper.

_Claro! – meu namorado respondeu.

Mas que merda!

Quando ele sentou-se ao meu lado olhou para a piscina acenando com as mãos para Rose e Alice que na maior cara de pau ignorou-o, voltando a conversar com minha cunhada.

_Acho que sua irmã não vai com a minha cara – sorriu, sem graça.

_Não ligue para isso – tentei amenizar a situação. _Ela só não está no seu melhor dia hoje – forcei um sorriso.

_Adoro vê-la assim... sorrindo – sua mão acariciou minha bochecha enquanto seus olhos fitaram meus lábios.

Ele queria me beijar de novo e eu só torcia para alguém me jogar uma boia para me resgatar do maremoto.

Lentamente seu rosto foi se aproximando do meu sem tirar seus olhos da minha boca. Fechei meus olhos para não ver nada.

Senti meu estômago "embrulhar".

_Bella! – ouvi a voz da baixinha gritando meu nome.

Ufa!

Riley recuou e eu imediatamente me levantei do sofá andando apressada na direção dela.

_O que foi? – franzi o cenho.

_Por favor, não me bata e nem fique puta comigo. Estou tentando te ajudar – cochichou.

Vi Rose rir e logo desconfiei de alguma armação.

_Alice, Alice...

_Chegue mais perto – pediu gesticulando com as mãos.

Assim que coloquei as mãos na borda da piscina para me apoiar na intenção de ouvir o que ela queria me dizer...

TCHIBUM!

Ela me puxou para dentro da piscina estando eu vestida com roupa normal. A sorte é que meu celular estava na minha bolsa.

_Merda, Alice! – praguejei ofegante enquanto via meu estado lastimável.

_Eu te falei que ia tentar te ajudar. Eu sei perfeitamente que o Riley chegou na hora errada – falou baixo fingindo que me ajudava a sair da água.

_Porra! Mas precisava usar este artifício? – olhei-a zangada enquanto via meu pai, Emmett e Jasper rindo.

Edward olhava a cena com os olhos arregalados segurando um cigarro aceso.

A baixinha ignorou meu acesso de raiva reportando-se em seguida à minha cunhada.

_Rose, faça aquilo que te pedi, por favor – piscou de modo divertido.

_Claro, Alice – a loura deu uma risadinha enquanto saía da piscina.

Fiquei sem entender nada.

Quando voltei minha atenção para a borda da piscina vi Riley, em pé, com uma expressão de desagrado.

_Amor, você está bem? – perguntou com uma ruga de preocupação entre as sobrancelhas.

_Claro que está! – minha irmã respondeu-lhe encarando-o com a expressão fechada. _Isso é uma brincadeira entre irmãs – ergueu o queixo, exibindo altivez.

Mas de repente seu semblante mudou de sério para divertido.

Oh, Ow! Ela estava articulando algo em sua mente.

_Desculpe, Riley – corrigiu-se rapidamente, falando de modo manso. _Você está preocupado com sua namorada e eu acabei sendo grosseira – sorriu angelicalmente. _Por favor, ajude a Bella a sair da água – pediu educadamente.

Eu podia muito bem andar até a escadaria da piscina, mas decidi ver qual era a jogada da minha irmã.

_Tudo bem, Alice – ele entrou no jogo dela. _Dê-me sua mão aqui, meu anjo – chamou-me.

Enquanto caminhei lentamente na direção dele, vi Rose entregar discretamente uma chave de carro a Edward, que olhou rapidamente para mim e depois seguiu na direção da garagem.

_Vem, meu amor – meu namorado me chamou mais uma vez.

Alice estava atrás de mim.

Quando peguei em uma de suas mãos, ele tentou me puxar numa direção, mas senti as mãos da minha irmã prenderem-se na minha cintura puxando-me na direção contrária. O resultado do cabo de guerra humano foi ver meu namorado cair na água de roupa e tudo arrancando gargalhada de Alice.

_Alice, ele vai ficar chateado com você – olhei-a assustada.

_Foda-se! – ela deu de ombros, vendo Riley emergir esbaforido, fuzilando-a com os olhos, sendo totalmente relegado por ela. _Agora vá para a garagem. Edward está te esperando no seu carro. Anda, Bella! – empurrou-me na direção da escada.

_Mas como voc... – ela interrompeu-me falando de modo urgente.

_Cala a porra da boca e vai para a sua casa – empertigou-se. _Você está tensa. E sexo alivia as tensões. Eu darei um jeito de entreter todos aqui e dar uma desculpa. Não volte mais hoje – sorriu, dando-me um beijo no rosto. _Vá ser feliz.

_Bella! – olhei para trás vendo Riley com o cenho franzido.

_Riley, a Bella vai para casa se trocar e acho que você também deveria ir para a sua – riu.

Relanceei rapidamente meu olhar para os outros espectadores. Meu pai, Emmett e Jasper balançavam a cabeça em recriminação ao que Alice tinha feito e a anã voltou-se para Riley na tentativa de fazê-lo demorar-se mais na água.

Sinceramente, minha irmã só tinha o rosto parecido com o de um anjo porque sua alma era endiabrada.

(...)

Rir.

Era o que eu e Edward fazíamos nos momentos de interrupção das nossas carícias desde que saímos da casa dos meus pais.

Assim que cheguei em casa desliguei meu celular. Não queria perturbação. Sabia que minha irmã seguraria as "pontas" pra mim.

Não demorou muito para nos embolarmos nos lençóis da minha cama, curtindo relaxados a presença um do outro.

O desespero que sentíamos para nos tocar mais profundamente compeliu-nos a dar uma "rapidinha" ainda dentro do meu carro assim que Edward estacionou o carro na garagem.

A sensação que dominou meu corpo e minha alma era de que eu estava em paz. Feliz.

Nossos beijos cálidos deram espaço para beijos calmos e suaves. Nossa paixão e desejo estavam se transformando em algo mais consistente. Eu sentia isso e Edward me confessou a mesma coisa. Decidimos que lutaríamos juntos contra qualquer empecilho que surgisse a nossa frente. Faríamos nosso relacionamento dar certo.

_Sabe onde eu gostaria de ver suas roupas todos os dias? – falei beijando o lóbulo de sua orelha, mordiscando-a levemente.

Edward gemeu baixinho, apertando-me.

_Onde? – sussurrou roucamente.

_Espalhadas no chão do meu quarto – disse com sinceridade.

_Ah, Bella... – ele se mexeu na cama, voltando seu olhar derretido para mim, roçando seu nariz em minha bochecha. _É tudo que eu mais quero, baby – depositou um beijo delicado em meus lábios.

Pela primeira vez ele me chamou de outro modo, muito mais carinhoso.

_Edward, fica aqui em casa, por favor – pedi, fitando-o profundamente.

_Bella, não é arriscado demais? – seu rosto expressava preocupação. _Não quero te expor, caso alguém da sua família, que não seja o Jasper, Rose ou Alice, descubra da maneira errada – disse, de modo calmo.

_Tudo bem – disse conformada. _Você está certo – encostei minha cabeça em seu peito abraçando-o forte. _Eu preciso resolver uma parte da minha vida – suspirei desanimada.

_Eu sei que tudo vai se resolver, Bella – sussurrou em meu ouvido, arrepiando-me por completo.

_Desculpe pelo constrangimento indevido que te fiz passar hoje – inclinei a cabeça para trás, encarando-o envergonhada. _Eu... eu não tive como me esquivar de apresentar o Riley a você – suspirei entediada com a situação desavergonhada que estou vivendo.

_Tudo bem, minha linda – esboçou um sorriso torto. _Só não gostei de ouvi-la se referir a ele como "meu namorado" – gesticulou com os dedos o sinal de aspas no ar. _Tecnicamente ele é mesmo seu namorado, mas sonorizar a palavra doeu em meus ouvidos – fez uma cara de desagrado e eu me encolhi porque realmente eu havia dito aquelas palavras.

_Eu... eu estava tão nervosa na hora em que ele chegou que nem percebi o que falei – levantei um pouco o corpo apoiando a cabeça na mão enquanto o fitava deitada de lado, mas de frente para o corpo dele. _Desculpe – baixei meu olhar para suas costelas. Estava sem graça.

_Ei – Edward ergueu meu queixo delicadamente, olhando-me ternamente. _Pare de se desculpar, ok? – instigou-me com o olhar a concordar com ele. _Isso já passou. O que importa é que estamos aqui sozinhos e bem – puxou-me para selar nossos lábios em um beijo suave.

Eu estava ficando tão dependente destes beijos...

_Assim que você conseguir pôr um ponto final nesse seu namoro fajuto... – deu uma risadinha, fazendo-me rir também -,... eu estarei de braços abertos te esperando correr para mim sem precisarmos agir como se fôssemos dois criminosos, tentando nos esconder dos olhos alheios – seu semblante tornou-se sério.

Desfazendo nosso abraço, ficou por cima de mim, sustentando o peso do seu corpo com os cotovelos enquanto deslizava seus lábios sobre minha face até chegar aos meus lábios que se entreabriram espontaneamente para receber seu beijo.

Um beijo comportado apenas para sentir o gosto de nossas bocas, mas eu queria mais que isso. Aticei-o ao roçar levemente minha língua em seu lábio inferior.

_Bella... – suspirou meu nome forçando a passagem de sua língua.

Ele havia captado a minha "mensagem", invadindo minha boca habilmente.

Eram duas bocas sedentas, cujas línguas se tocavam, dançando, sugando, sentindo a cobiça em uma mistura de salivas.

Nossos desejos contidos pelos toques e procuras por mãos inquietas em busca de carícias mais firmes, incendiava-nos, levando Edward a escorregar lentamente seu membro ereto e imponente na entrada de minha cavidade.

Era tudo tão bom quando estávamos assim, unidos.

Um momento sereno, lento e esperado. Só nosso.

_Para mim o que há de mais maravilhoso no mundo é seu cheiro, seu sorriso, seus olhos, sua voz, sua risada, suas manias e você, Bella – disse, fitando-me amorosamente selando nossos lábios em um beijo casto.

Não havia como negar. Eu era dele e ele era meu.

_Quando você entrou em minha vida há apenas dois dias, metade de mim disse: você não está preparado. E a outra metade disse: faça ela ser sua para sempre – sussurrou fazendo um cafuné em meus cabelos.

_Edward... – suspirei seu nome com os olhos marejados sentindo seus lábios se apossarem dos meus apaixonadamente.

Eu havia tirado a sorte grande ao ter "esbarrado" com ele por acaso.

Dizem que cada atitude tem uma consequência, assim como, cada risco pode ter sua recompensa.

Eu estava me arriscando muito ao deixar meu coração me influenciar, mas algo me dizia que valeria a pena.

"O amor é de todas as paixões a mais forte, pois ele ataca simultaneamente a cabeça, o coração e o sentido".

(autor desconhecido)


N/A: E então, o que vcs me dizem deste capítulo?rsrsrsrs...
Meninas, agora nos vemos daqui a 15 dias... :)
Aguardo pelos reviews...:)
bjinhosss e uma ótima semana!Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii