CAPÍTULO 8
UMA SEGUNDA-FEIRA DIFERENTE (continuação...)
_Eu realmente não estou acreditando no que presenciei no Spago – Emm balançou a cabeça em negativo, veementemente, andando em círculos na minha sala. _Edward, achei que fosse respeitar ao menos a irmã do seu amigo – continuou sério. _Mas vejo que o seu velho "eu" está de volta – seus olhos ainda expressavam toda a raiva contida no momento do flagra.
Estávamos em meu escritório fazia quinze minutos, mas somente agora ele estava "pronto" para conversar civilizadamente.
O almoço havia sido um total fracasso.
Tive de recorrer à ajuda de um garçom que passava próximo à área dos toaletes para conter o ímpeto do meu irmão em avançar para cima do Edward, que em momento algum demonstrou medo. Enquanto me mantinha na redoma que eram seus braços firmes em minha cintura, tentava argumentar com Emm de modo polido e calmo, mas meu irmão agia como um ogro. Com seus olhos tensos e injetados de raiva captando apenas a imagem de seu amigo, ignorando-me por completo.
Por medo de um vexame maior pedi ajuda a Jasper e Alice por mensagem de texto.
Não demorou muito para chegarem ao local em que estávamos. E foi um alívio ver Emmett sendo afastado de nós dois, mesmo contrariado.
Ele estava irado com Edward, sem necessidade. A verdadeira culpada por toda essa confusão ter se instalado naquele momento era eu mesma...
_Emm... – minha voz saiu falha ao tentar iniciar um diálogo com ele.
_Eu ainda não terminei de falar, Bella – sua voz soara grave.
_Emmett, você está sendo precip... – Edward foi interrompido por ele.
_Cala a boca, Edward. Você não sabe como estou puto. Eu preciso falar - continuou andando, porém agora seus passos iam de um lado a outro da minha sala. Virando sua cabeça na direção do Edward, seus olhos estreitaram-se como se estivesse analisando seu amigo.
Emmett tornava-se incontrolável quando dava uma de irmão superprotetor.
Bufei balançando a cabeça.
Eu estava em pé, próxima à minha mesa, mantendo meus braços cruzados no peito e um dos meus pés batia insistentemente no chão acarpetado do meu escritório. Meus olhos pareciam duas bolas de pingue-pongue ao fitar meu irmão perambular pela sala, impaciente.
Edward estava sentado em uma das poltronas de couro, ao meu lado, apenas escutando tudo que Emm queria dizer, antes de tomar a palavra para ser franco com seu amigo.
Seu semblante era sério, contudo, sua postura era aparentemente relaxada, enquanto a minha parecia uma tora de madeira, totalmente ereta e inflexível.
Só não conseguia definir exatamente porque temia manter um diálogo com Emm. Ele não era meu pai, não era meu namorado e muito menos meu dono. Eu não devia satisfação alguma a ele.
Talvez... só talvez, fosse devido ao excesso de respeito pela figura quase paterna que ele exercia sobre mim e Alice. Ele era três anos mais velho que eu, e sempre fora responsável e sério. Ao contrário de Alice, que sempre fora a essência engraçada da família Cullen. Ou talvez, fosse a decepção iminente que eu lhe infligiria tão logo contasse a verdade sobre os fatos.
A irmã, bem sucedida executiva do ramo dos cosméticos e supostamente responsável, agindo de maneira transgressora, indo de encontro à moral, às regras e os bons costumes de uma sociedade, que para mim, era hipócrita.
Quem nunca errou que atire a primeira pedra...
_Isso que fez chama-se traição, Edward. Traição comigo que sou seu amigo. Que praticamente falei como Bella era considerada a joia da família – bradou e ao perceber o modo como ele falou de mim, me senti pior do que já estava.
Toda a família que me criou e educou tratava-me como algo precioso.
Mas eu sou humana. Tenho qualidades e defeitos. Cometo falhas.
E agora eu estava me sentindo uma fraude...
_O que pensa que está fazendo ao usar a minha irmã?
Ao ouvir algo tão sem sentido proveniente da língua ferina do Emmett, cravei meu olhar novamente em sua face. Seu maxilar estava travado.
Ele estava chateado com a pessoa errada.
_Emmett, eu não estou usan... – Edward foi interrompido mais uma vez.
_Cala a boca, porra! Eu estou falando – sua voz ecoou pelo ambiente.
Fechei meus olhos por um momento escutando apenas um suspiro forçado do Edward.
_Eu nunca soquei ninguém, mas juro que estou com vontade de fazer isso pela primeira vez – baixou um pouco o tom ameaçador.
_Não seja estúpido! – encontrei coragem de enfrentá-lo, empertigando meu corpo.
Senti os dedos do Edward tocarem meus braços contendo-me quando eu ia dar um passo em direção ao meu irmão. Se era para ele bater em alguém, então teria de ser em mim.
Contudo, Emmett estava tão vidrado na figura da pessoa ao meu lado que continuou me ignorando.
_Você sabe que a Bella tem namorado – prosseguiu com seu falatório imbecil.
_Eu sei – Edward foi conciso em sua resposta.
_Você por acaso está querendo provar para si mesmo que ainda pode ter a mulher que quiser na sua vida? É isso mesmo? – Emm parou de andar, cruzou os braços e manteve seu olhar gélido na direção do Edward.
_Não estou querendo provar nada, Emmett – Edward conseguiu completar a frase. _Já disse que minha fase de "curtição" acabou faz tempo. Eu me apaixonei por sua irmã. E ela é adulta o suficiente para tomar as decisões que achar melhor – sua voz soou serena, todavia firme.
Emmett continuou na mesma posição, porém seus olhos me focaram dessa vez.
_Você... – apontou o dedo para mim -, gosta dele? – apontou para o seu amigo.
_Claro que gosto, Emm – disse, convicta. _Muito mais do que já pensei gostar de alguém um dia – sustentei o seu olhar. _Eu e Edward nos apaixonamos e não devemos satisfação alguma a você – cruzei os braços, encarando-o com altivez.
Sua face adquiriu uma expressão diferente. Ele estava surpreso pela minha revelação.
_Então, como o Riley fica nessa confusão toda? – ergueu as sobrancelhas. _Não que eu esteja defendendo a honra de um macho. Longe de mim – sorriu sarcástico, porém a expressão de desagrado ainda estava embutida nele. _Só que você não acha estranho manter um relacionamento a três? – continuou exibindo o mesmo sorriso.
_Os meus problemas eu resolvo, Emm. Não preciso ouvir seus sermões para saber que estou errada em manter um relacionamento com duas pessoas – bufei. _Não posso terminar um namoro por telefone, afinal não foi por telefone que foi iniciado. Eu preciso ser franca com Riley, mas no momento não dá. Ele está em viagem – senti-me uma idiota dando explicações ao irmão mais velho.
_Olha, eu sei que não tenho o direito de interferir na sua vida pessoal, mas eu me preocupo com você, Bella – sua voz amansou.
_Eu agradeço sua preocupação. Mesmo – disse, acenando a cabeça. _Mas sou eu quem tem de resolver isso. Ninguém tem que se meter neste assunto – avisei erguendo a sobrancelha.
_Só espero que esse triângulo amoroso não chegue a interferir na sua vida profissional, à qual você lutou tanto para tornar-se promissora – alfinetou.
_Pode ter certeza que sei o que estou fazendo.
_É o que normalmente as pessoas dizem quando estão apaixonadas – retrucou sorrindo sarcástico mais uma vez.
_Chega, Emmett – Edward se levantou. _Repito: a sua irmã sabe o que está fazendo, assim como eu. E não... eu realmente não estou envolvido com a Bella de forma passageira. Euestou com ela e ela está comigo. E é assim que vai ser daqui pra frente. Aceite isso – disse, entrelaçando nossos dedos.
Somente este gesto singelo foi suficiente para amenizar minha tensão, reconfortando-me. Aquecendo-me sem igual. Se Edward estava comigo, o que mais eu deveria temer? Nada.
_Se vocês estão juntos por consenso... – deu de ombros -, quem sou eu para não aceitar algo? Mas eu vou ser franco, Bella. Não esperava esse tipo de comportamento vindo de você – balançou a cabeça.
A borda de seus olhos estava mais suavizada, entretanto, em seus olhos ainda tinham resquícios de incredulidade. Era como se para ele fosse impossível acreditar que justamente a irmã mais centrada tivesse cometido o ato da traição. Um ato vil. Uma ação de mau caráter.
_Eu sei... que te decepcionei como irmã, mas... mas quem está livre de cometer erros, Emm? – minha voz soou trêmula e falha.
Eu não queria chorar, mas estava muito próxima de deixar minhas lágrimas aflorarem.
_Eu errei em ter iniciado um relacionamento com Edward... – fitei o rosto preocupado do homem que gosto -, sem ter terminado o que tinha com Riley – completei suspirando. _Só gostaria de dizer que não sou mau caráter.
Senti uma lágrima escorrer por minha bochecha.
A mão de Edward apertou a minha, dando-me força.
_Bella... – ele sussurrou chamando minha atenção.
Fitei seus olhos agoniados e uma ruga de preocupação em sua testa.
_Você não é mau caráter – roçou seus dedos em minha face, secando outra lágrima que escorria sem permissão.
_Eu não te acusei de mau caráter, mana – a voz baixa e amena de Emm me forçou a encará-lo outra vez. _Só... só não cogitava que isso partisse de você... De quem eu menos esperava – suspirou, esfregando as mãos no rosto, em um gesto cansado.
_Emm... – soltei a mão do Edward, correndo em direção ao meu irmão. _Não fica triste comigo. Isso me mata – chorei agarrada à sua roupa.
_Tudo bem, Bella. Só estou... pasmo. Só isso – seus braços fortes e musculosos me apertaram, enquanto senti seus lábios tocarem o topo da minha cabeça.
Minha atitude desesperada havia derrubado um pouco o muro que surgiu entre a gente. Meu irmão ursão estava de volta. Mesmo decepcionado comigo.
_Quanto a você, Edward, cuide bem dela. Se a machucar eu te dou uma coça – sua voz voltou a ser grave.
Desfiz meu abraço, fitando seus olhos azuis, o oposto da cor dos olhos da baixinha. E neles pude ver toda a seriedade da ameaça.
_Se eu a machucar vou fazer questão que me dê uma surra – Edward respondeu no mesmo tom.
_Ok. Chega disso. Sem promessas de brigas. É melhor assim – sequei minhas últimas lágrimas, tentando sorrir, mas tendo a nítida sensação de ter falhado.
_Bem, eu já vou para minha sala – Emm me encarou com um sorriso mínimo.
Acenei a cabeça em concordância.
_Até mais, Edward – acenou a cabeça em direção ao meu anjo protetor.
_Até – ele retribuiu.
Assim que ele fechou a porta, meus ombros relaxaram abruptamente, como se alguém tivesse tirado um peso deles.
Era mais uma pessoa da minha família que sabia do que estava acontecendo entre mim e Edward. Meus pais, quando soubessem, com certeza não me criticariam, apenas me aconselhariam como sempre fizeram.
Faltava apenas a parte mais interessada: Riley.
_Bella... – Edward me abraçou por trás, descansando seu queixo em meu ombro.
Eu ainda estava virada para a porta fechada, após a saída do meu irmão, encarando a maçaneta.
_Eu... eu me sinto cansada – murmurei, dando-lhe um leve afago nos cabelos.
_Venha. Sente-se aqui no sofá comigo. Acho que precisa de um tempinho antes de retornar às suas obrigações.
Antes de me aconchegar entre suas pernas ao sentarmos torto no estofado, retirei o blazer de cor pérola que vestia jogando-o no braço do sofá de couro, ficando apenas com a blusa de seda.
E tão logo me livrei dos saltos, Edward se apossou de minha cintura, trazendo-me para mais junto do seu corpo. Seu cuidado comigo era como bálsamo para mim. Trazia alívio e conforto.
Encostei minha cabeça em seu peito apreciando sua carícia em meu pescoço ao deslizar seus lábios molhados pelo local sensível.
_Hum... Isso é tão bom – sussurrei totalmente entregue ao carinho.
_Então aproveite. Só quero te ver bem – murmurou, roçando levemente sua boca no lóbulo da minha orelha, mordiscando-lhe, arrepiando os pelos dos meus braços.
_Se você continuar tão prestativo assim vou ser obrigada a ir para casa mais cedo – dei uma risadinha.
_Então, encerre seu dia. Você é a manda-chuva. Diga que não está se sentindo bem e venha comigo para nossa casa – disse animado.
"Para nossa casa..."
Ele falou de modo tão natural... Como se não tivesse notado a importância do pronome possessivo. Entretanto, meus ouvidos estavam sempre atentos ao que ele dizia e meu coração se derretia a cada pronúncia sua relacionada a algo meu que estivesse envolvido em seus planos a dois.
Edward me conquistava sem perceber...
_Como dizer não a você? Impossível.
Levantei a cabeça sorrindo, olhando-o intensamente. Em adoração.
Peguei seu rosto entre minhas mãos, meio desajeitada pela maneira como estávamos aconchegados no sofá, e disse:
_Seu pedido é uma ordem, Sr. Edward Masen – fiz a minha melhor voz sedutora e acho que acertei no tom, pois ouvir o gemido dele me atiçou inteira, fazendo-me mudar de posição, sentando em seu colo, pondo uma perna de cada lado do seu corpo.
Essa era a posição que eu mais gostava. Era íntima demais.
_Você é um perigo, Srta. Isabella Cullen – sussurrou sedutoramente em meus lábios o nome com que me conheciam no mundo dos negócios.
Suas mãos perigosas massageavam suavemente minhas nádegas emitindo calafrios por todos os poros daquela parte da minha anatomia, apertando-a com as mãos cheias.
_Hummm... – gemi descaradamente ouvindo seu rosnado.
Não suportando mais as provocações, colei meus lábios aos dele, ansiosa por mais.
E Edward não negou fogo.
Sua língua com toque aveludado roçou na minha se enroscando em um contorcionismo digno da arte circense. Entorpecendo meus sentidos.
Seu beijo era tão alucinante que roubava minhas forças. Deixando-me lânguida, à mercê do seu próprio querer.
Seus lábios aflitos e atrevidos deixavam um rastro de fogo por minha face e meu pescoço, espalhando-se como as lavas de um vulcão.
Edward não deixava de me tocar em nenhum ponto sensível. Parecia saber exatamente do que eu gostava.
Isso me deixava ansiosa. Querendo mais e mais...
_Bella, eu quero te provar. Aqui – confessou ofegante, ainda me beijando.
Meus neurônios pareciam ter virado pó e evaporado no ar.
_Sim. Sim... – foi só o que consegui responder.
Habilmente suas mãos deslizaram para o pequeno decote da minha blusa desamarrando o laçarote que enfeitava a vestimenta, abrindo em seguida os primeiros botões.
Contudo, seus beijos não cessaram. Pelo contrário, tornaram-se mais vorazes e suculentos.
Eu não conseguia mais respirar direito, porém, não queria interromper o que fazíamos de muito bom grado e em perfeita sincronia.
Despindo-me de qualquer pudor que ainda me restava fiquei entregue ao seu ardor, demonstrado pela violência com que abaixara meu sutiã tomara - que – caia, abocanhando um dos meus seios com vontade enquanto sua mão tocava meu outro seio com firmeza.
_Ai meu Deus, Edward... – murmurei agarrada aos seus cabelos, ao sentir sua língua brincar com um dos meus mamilos rígido e escurecido pela excitação, deixando-lhe enrugado.
Ele era mestre com a língua.
Seus dentes roçavam levemente o bico do meu seio compelindo-me a me contorcer em seu colo de tão gostosa que era a sensação de algo sólido raspando na pele sensível.
Ele me deitou delicadamente no sofá enquanto puxava minha calça de couro, que era justa ao meu corpo, contudo, na medida certa para o tipo de tecido. Arqueei meu quadril tentando facilitar seus movimentos ao retirá-la, ficando exposta aos seus olhos cobiçosos apenas com uma tanga de renda branca. A cor era inocente, quase angelical, mas o design da peça era bem indecente. Cobria somente o triângulo de pelos da região pubiana. A parte traseira era apenas um fio dental!
Edward lambeu os beiços, suspirando.
_Você é tão linda – balançou cabeça admirando meu corpo por um momento, mas mais especificamente, a minha região pélvica.
Corei devido a sua averiguação minuciosa por minhas curvas.
_E fica deslumbrante à presença do menor rubor em sua face, minha garota – piscou sorrindo torto, olhando-me com desejo.
_Edward, não enrole. Não seja torturador. Venha – tentando controlar meu nervosismo, chamei-o manhosa, tentando puxá-lo para cima de mim.
Eu queria mais beijos desavergonhados.
De modo lento e muito sensual ele prolongou minha agonia ao me beijar no queixo, no nariz, em cada uma das bochechas, testa, novamente a ponta do meu nariz até, por fim, chegar aos meus lábios. Provando-os de modo bem provocante.
Meu desejo corria do meu ventre em direção à minha boca, compelindo-me a sugar seu lábio lentamente, arrancando-lhe gemidos sucessivos.
Ele estava excitado. Sua ereção tão proeminente tocava em minhas coxas.
Gemi agarrada a ele.
Suas mãos encheram-se da carne macia que são meus seios, apalpando-os, beliscando-os com maestria, "rolando" os bicos eretos e ávidos por carinho.
O estímulo naquela área aumentou minha energia sexual na hora!
Gemi mais uma vez, levando minha mão à dureza que era seu membro escondido pelas roupas. De posse de sua solidez, apertei-o tentando massageá-lo por cima da calça.
_Ah...Bella... – Edward soltou meus lábios sussurrando meu nome com seus olhos entreabertos e desfocados. _Isso... aperte-o assim – instruiu-me colocando uma de suas mãos por cima da minha.
Nossos corpos ondulavam em busca do prazer e ele nem havia me tocado intimamente.
_E eu quero que me acaricie aqui – guiei sua mão em direção à minha calcinha.
_Com muito prazer, meu bem – sua voz gotejava tesão.
Edward não teve piedade da peça mínima. Rasgou-a somente com um puxão para baixo.
Eu gostava tanto daquela calcinha...
Suas mãos grandes acariciaram com zelo meu sexo contornando as bordas das minhas dobras, lançando correntes elétricas por aquela parte.
_Edward... – suspirei seu nome com a voz trêmula.
O que ele estava fazendo era prolongar meu desespero.
_Linda – sussurrou olhando-me intensamente.
Então, me beijou como antes, porém atiçando-me dessa vez em meu baixo ventre com seus dedos ágeis e adestrados. Deslizando para cima e para baixo em meu sexo, esfregando delicadamente o botão endurecido que era meu clitóris. Fazendo círculos com as pontas dos dedos ao redor dele.
_Molhada, como eu já imaginava que estivesse – constatou, ao introduzir dois dedos em minha cavidade, retirando-os em seguida. Voltando a estimular meu ponto entumecido e latejante.
_Ah... – rolei os olhos arfando, ao sentir um puxão naquele lugar. Parecia que faíscas haviam sido lançadas daquele ponto e se espalhado em diversas direções do meu corpo.
Era excitante demais o que Edward fazia comigo.
Movi mais firmemente minha mão em cima de seu pênis.
_Bella... – foi a vez dele arfar com meu gesto.
Nossas bocas se encontraram de novo enquanto seus dedos enveredavam novamente por minha cavidade, bombando, estimulando-me a gemer cada vez mais. Alternando os movimentos. Ora estimulando rápido, ora lento... até demais! Sendo quase uma tortura prazerosa.
Eu acompanhava os movimentos com um leve e discreto mexer de quadril enquanto acariciava seu membro totalmente duro que infelizmente ainda estava dentro da calça e era ali que deveria permanecer, afinal estávamos em meu escritório. E de pelada já bastava eu!
Seus dedos se curvaram em minha cavidade, roçando em minhas paredes mais profundas. Aquilo era demais. Eu iria gozar a qualquer momento.
Mas em vez de continuar me masturbando, Edward parou os movimentos, levando-me a dar um muxoxo.
_Não dá mais para segurar. Preciso sentir seu gosto, baby – falou carinhosamente em meu ouvido, beijando meu lóbulo.
Puta merda! A imagem de sua boca ministrando movimentos excitatórios em minha feminilidade gerou uma onda de arrepios instantâneos.
Nem me lembrava mais que um dia fui virgem e inexperiente. Além de muito pudica.
Edward estava me "ajudando" a descobrir meus pontos de prazer. Alguns até inusitados...
Senti seu corpo deslizando pelo meu até seu rosto se encaixar entre minhas pernas, me tomando para ele. Com sua boca tocando minha feminilidade, sugando meu ponto de estímulo. Os movimentos de sua língua estavam me possuindo de um jeito inimaginável. Eu tentava me contorcer, de prazer, mas suas mãos me seguravam firme pela cintura, me imobilizando.
E para piorar meu "estado" intempestivo de tesão, enfiou dois dedos em mim, em movimentos circulares. Eu agarrava seus cabelos sedosos, como se aquilo fosse capaz de me deixar segura. Meu corpo clamava por seu pênis.
Contudo, bem no fundo, eu sabia que seria loucura transar em minha sala. Atrairíamos curiosos ao escutarem nossos gemidos mais intensos.
Sequiosa por minha "libertação", supliquei:
_Não para, Edward. Continua, baby. Assim... assim... – ronronei ofegante.
Sua língua passeava de maneira lasciva pelos sulcos de minha genitália, brincando; ora parando em um ponto, ora parando em outro, como se estivesse caçando alguma coisa, deixando-a mais úmida do que já estava.
A exploração naquela área era maravilhosa, levando-me a soltar gemidos deliciosos. Era a minha natureza selvagem vindo à tona. Algo que só consegui descobrir com Edward.
Assim que seu ritmo aumentou na região senti a contração no meu baixo ventre se formar de modo repentino. Os bicos dos meus seios ficaram túrgidos e um calafrio assolou meu corpo. Eu iria gozar em poucos instantes.
Agarrei de modo tão forte seus cabelos que tive receio de estar machucando-o, porém se isso aconteceu Edward não reclamou de tão concentrado que estava em me proporcionar um prazer imensurável.
Quando seus lábios pressionaram meu pequeno ponto latejante, beliscando-o, gozei.
Meu orgasmo foi tão intenso que meu corpo tremeu violentamente no sofá e tive a nítida impressão de ter chamado o nome de Edward em alto e bom som.
Ofegante e lânguida, permaneci quieta com os olhos fechados apenas tentando controlar minha respiração.
Senti os lábios cuidadosos e carinhosos do meu anjo protetor subindo pela minha barriga, pelo vão dos meus seios, clavícula, pescoço, face, até chegar ao meu ouvido, dizendo:
_Eu realizei um dos meus sonhos. Vê-la gozar em sua sala na pose de CEO – sua voz era sensual e rouca.
Abri meus olhos abruptamente, sentindo novas ondas de excitação se apossarem de mim somente pelo que ouvi.
Aconteceu exatamente o que conversamos pelo telefone. O bom disso tudo é que nada foi planejado, simplesmente aconteceu.
_E quais são os outros sonhos posso saber? – sussurrei.
_Em casa posso contar melhor, aliás, mostrá-la seria a palavra perfeita – sorriu torto. Do jeito que me deixava derretida e de pernas bambas.
_Edward... você é incrível – fitei-o intensamente. _Agora que eu descobri o que é bom, não vou deixá-lo em paz – sorri debilmente, suada.
_E quem disse que eu vou permitir que me deixe em paz? – ergueu uma sobrancelha de modo sugestivo.
_Eu quero ir para casa – falei taxativa. _Deixe-me passar algumas ordens para o restante do dia a Angela, tudo bem? – perguntei retirando de sua testa alguns fios de cabelo que insistiam em ficar por ali.
_Faça como quiser, meu bem. Estarei esperando-a no carro – disse, dando-me um selinho.
Senti o meu próprio gosto em seus lábios.
_Prometo não demorar – sorri, dando-lhe um beijo de esquimó.
Assim que levantamos do sofá, tentei me arrumar da melhor maneira possível. Tentar ficar apresentável.
Edward me ajudou com carinho, embora vez ou outra suspirasse ao me fitar com olhos derretidos.
O telefone da minha mesa tocou, e eu ainda não havia terminado de abotoar minha blusa.
_Merda – praguejei.
_Deixe-me ajudá-la a finalizar isso – Edward foi solícito, porém o toque era estridente.
_Acho melhor atender logo – falei emburrada, andando apressada em direção à minha mesa.
_Oi, Angel – disse, tentando normalizar a minha voz.
_Err... Bella, a Alice está aqui .
Minha secretária parecia desconfortável ao falar comigo. Na certa desconfiava o que havia se passado na minha sala.
_Ah, sim. Tudo bem. Diga para ela entrar daqui a três minutos, ok? – informei-a.
_Tudo bem.
_Edward, minha irmã quer falar comigo, mas vou tentar ser breve, certo? – mordi meu lábio, nervosa.
_Claro, meu amor – sorriu andando em minha direção.
"meu amor"
Esse simples tratamento quase encheu meus olhos de água. E ele parece nem ter percebido do que me chamou...
_Não morda o lábio. Ele é muito gostoso para ser judiado – disse, com a voz baixa, passando o polegar suavemente pelo local.
Suspirei ao sentir seu toque.
_E não tenha pressa. Teremos a tarde toda só para nós – piscou de modo matreiro.
Engoli em seco ao pensar nas mil e uma possibilidades de promessas de prazer com ele.
Um sonho seu eu já havia realizado. Na verdade eu diria um fetiche masculino.
Agora faltavam tantos outros dele e tantos outros meus.
No meu caso, eu já sabia exatamente que tipo de fetiche feminino eu realizaria logo mais: cobrir o corpo de Edward com chocolate, mas principalmente, a parte dele que despertava a moleca safada que existia em mim. Seu pênis.
