N/A: Oieeee...será que ainda tenho leitoras? Estou de volta com a corda toda...rsrs...depois de um bom tempo sem atualização, devido à minha monografia, volto com um capítulo bônus. Espero que apreciem...fiz com carinho...aliás, carinho é o que mais há neste capítulo...ahauaiahauaia.

Quero agradacer aos reviews da única leitora que mostra sua 'carinha' SEMPRE aqui na fic. Muito obrigada, Anacaroll. Desculpe por ainda não responder ao seu último review, mas eu li,ok? :) bjinhossss

Vamos ao que interessa! Boa leitura!


CAPÍTULO 10 – POV EDWARD

BEM- ME-QUER

Pele alva como a neve... macia como a de um bebê... aveludada como um pêssego e cheirosa como frésia doce...

Não me cansava de ficar admirando o corpo de Isabella desde a madrugada, quando meu sono foi embora assim que a necessidade de senti-la mais perto de mim cresceu de forma descontrolada. Eu tinha receio de perdê-la, mas nem eu mesmo sabia a razão...

Esse tipo de insegurança era típico da ala feminina, mas quanto a masculina? Eu não tinha noção... Até agora.

Para um ex-solteiro convicto muita coisa ainda estava fora do lugar na minha cabeça. A cada dia eu tentava juntar as peças mais esquisitas e associá-las a uma nova parte do meu cérebro, que insistia em mandar mensagens subliminares quando eu estava com a linda morena dos olhos verdes cintilantes.

Isabella.

Enrosquei seu corpo ao meu tomando o cuidado para não acordá-la, afinal eu sabia que estava cansada depois da noite de amor que dediquei a ela.

Estava tão carente que não resisti e a tomei para mim, logo após o jantar, mesclando meus desejos mais viris com algo que ainda não sabia definir, mas era complexo... algo tão obscenamente complicado quanto a minha própria existência.

Eu só tinha uma certeza: meu lugar era ao lado dela. Porque ela era tudo e muito mais que eu poderia imaginar. Não se comparava a ninguém... À nenhuma mulher que já passou em minha vida.

Eu arriscaria qualquer coisa para não sair de sua vida. Até mesmo minha carreira de modelo bem sucedido.

Nunca me imaginei sendo enlaçado definitivamente por mulher alguma porque sempre valorizei meu individualismo nas relações anteriores. Se é que se pode chamar de 'relação' algo tão frívolo como algumas noites de sexo, e até mesmo o que tive com a Emily, já que na época, éramos inconstantes por causa de nossos momentos profissionais.

Mas a verdade que estou descobrindo de uns dias para cá é que estou mais propício ao compartilhamento, seja de pensamentos ou sentimentos. Eu gosta de ouvir Isabella, e percebo que a recíproca é verdadeira. Também sinto uma vontade louca de dizer a todo momento o quanto gosto dela; o quanto me faz bem, porém, fico com receio de me tornar o tal 'cara grude' ou pateta que alguns amigos intitulam, e por conseguinte, acabar irritando-a. O mais engraçado desse tipo de pensamento é que pouco me importaria de ser chamado de pateta, desde que ela fosse minha para sempre.

Já conseguia visualizar até mesmo o chamado 'bambolê de otário' em meu dedo anelar esquerdo. Sim. Eu conseguia visualizar uma aliança de casamento que simbolizasse meu compromisso verdadeiro com ela, mesmo que ainda levasse algum tempo para isso se concretizar.

"Minha. Ela seria minha"

Respirei em seus cabelos sedosos sentindo ainda o resquício do aroma de morango de seu xampu predileto. Afastei alguns fios que teimavam em esconder parcialmente seu rosto de porcelana, tão lindo e delicado que eu adorava beijar e acariciar, como um viciado em droga.

Contabilizei visualmente as sardas charmosas de seus ombros, que eram mais abundantes que as existentes em seu nariz afilado. Ficavam perfeitas em seu corpo. Não satisfeito, deixei minhas mãos impacientes tocarem cada uma, numa contagem, às avessas, da brincadeira "bem-me-quer, mal-me-quer".

_Mal-me-quer – murmurei concentrado na minha bolha.

_Bem-me-quer – Bella completou com voz de sono dando uma risadinha ao virar-se, ficando de frente pra mim. Flagrando-me constrangido e com certeza com cara de bobo.

Ri abaixando meu rosto em direção ao seu, roçando meu nariz contra o seu.

_Continue – instigou-me divertida. _Eu estava adorando ter suas mãos em mim – deu um sorriso preguiçoso, que só despertou a minha vontade de beijá-la.

Seus lábios finos e bem desenhados, levemente corados, eram um chamariz para a minha boca, que salivava de desejo para sentir o gosto deles.

_Achei que estivesse em sono profundo depois da noite agitada – elevei uma sobrancelha com um olhar sugestivo e um sorriso sacana. _Não era pra você escutar – dei-lhe um selinho, como uma breve demonstração da minha verdadeira intenção.

_Eu não resisti ao som da sua voz. Tive de entrar na brincadeira – sorriu fitando-me com um olhar que expressava desejo e ternura. Tudo junto e misturado. _Achei tão fofo vê-lo sem graça. Seu rosto parecia da cor de um tomate bem maduro – riu abraçando-me firme, depositando um beijo delicado no vão do meu pescoço, deixando-me arrepiado.

Ah! Seu abraço... como eu queria ficar assim o dia todo com ela.

Isabella não tinha noção do quanto sua presença já havia me preenchido; me marcado, deixando-me à sua mercê.

_Isso vai ter volta – apertei sua bunda ouvindo seu gritinho manhoso.

_Tarado – disse rindo, desenlaçando-me de seus braços macios. _Acordou há muito tempo? – franziu o rosto.

Fitei-a meio abobalhado. Esse não era eu...

_Acho que sim. Só sei que o dia ainda não estava claro como agora – desviei meu olhar do seu para a claridade que tomava conta do quarto.

_O que houve para perder o sono? – acariciou meu rosto, agora sem barba, e eu fechei os olhos apreciando sua carícia.

Que mãos delicadas ela tinha...

Balancei a cabeça ao abrir os olhos, vendo-a me olhar com carinho.

_Não houve nada. Quis velar seu sono. Só isso – dei um meio sorriso.

Ela estreitou os olhos, desconfiada.

_Tudo bem. Vou fingir que acredito – elevou a sobrancelha.

Eu não queria dizer-lhe a verdade sobre a perda de sono. Tinha medo dela me achar um 'maricas'.

_Eu só perdi o sono, meu bem – afaguei seu rosto com o meu, sentindo-a amolecer em meus braços. _E como suas sardas estavam reluzindo pra mim, resolvi brincar com elas, mas não tive a intenção de acordá-la agora – afaguei sua bochecha.

Ela bufou.

_Detesto essas sardas – reclamou fazendo uma careta.

Olhou por sobre um dos ombros fitando algumas delas.

_Eu as adoro – retruquei sorrindo, beijando as mais visíveis. _Adoro vê-la dormir... – salpiquei mais beijos -, adoro observá-la falando durante o sono – ri abafado quando enterrei meu rosto em seu pescoço, ganhando um tapa no ombro.

_Edward... – choramingou envergonhada. _Por Deus! Finja que eu não converso dormindo. Que horror! O que eu tanto falo? – seus olhos verdes me fitaram preocupados.

_Meu nome – fui direto.

Alisei a maçã de seu rosto perscrutando toda a sua face, até nossos olhares se cruzarem novamente, sendo atraídos como ímãs.

Não resisti à atração mútua e a puxei para um beijo apaixonado com uma pitada de tempero só nosso. Mas uma de suas mãos espalmou em meu peito tentando me afastar.

_O que foi? – parei de beijá-la, fitando-a sem entender sua atitude.

_Eu não escovei os dentes – disse baixinho, sem graça.

_E daí? – dei de ombros. _Eu a quero do jeito que acordou – disse, sincero.

Ela parecia surpresa.

Isso estava ocorrendo com frequência. Todas as manhãs que eu acordava ao seu lado.

_Por que você me olha desse jeito toda vez que eu afirmo que a quero do jeito que acorda? – perguntei sério.

Ela engoliu em seco.

_Que... que jeito? – gaguejou, demonstrando nervosismo.

_Surpresa. Incrédula...

Não me respondeu de imediato. Pelo contrário, ergueu seu corpo, afastando-se um pouco de mim e sentando de frente, segurando o lençol bem rente aos seus seios.

Mais uma vez a percepção dela nua por debaixo do lençol só atiçava meu corpo. Meus olhos gulosos a comiam descaradamente. Mesmo assim, lutando para não avançar em cima dela pra fazermos amor, eu esperei seu tempo de resposta.

_Eu... eu... – gaguejou inspirando e expirando, tentando se acalmar para me responder, sem deixar seus olhos se desviarem dos meus nem um minuto. _Eu... ainda acho que o que estou vivendo com você é uma ilusão. Boa. Extraordinária. Mas apenas uma ilusão – sussurrou. _E que assim que eu acordar desse sonho maravilhoso, você não existirá. Porque eu nunca acreditei que existisse homem perfeito. Só que estou descobrindo que existe sim. E é você, Edward – seus olhos hipnóticos me acertaram em cheio.

Não resistindo ao 'chamado' deles avancei pra cima dela, mas ela me barrou de novo.

_Mas... – pausou enquanto eu tentava acalmar minha ânsia de beijá-la.

Vendo sua hesitação, instiguei-a a continuar falando.

_Mas...

_Mas eu também descobri que sou insegura, fora da minha armadura de CEO, porque tenho medo de não ser a mulher perfeita pra você. Eu... não chego aos pés das mulheres que você saiu. Disso eu tenho certeza – murmurou enfática.

Percebi que ela queria chorar, mas eu não ia deixar.

_Ei... – puxei seu rosto para mim, fitando-a profundamente. _Não fale uma besteira dessa. Você não se vê com clareza, Bella. E eu não estou falando somente da beleza física, mas da grande mulher que você é. Qual o cara não se apaixonaria por uma mulher sensacional como você? Qual? – fitei-a afagando suas bochechas com meus dedos, dando-lhe um beijo suave.

É lógico que veio um nome em minha mente. O nome de um tremendo idiota que se intitulava 'namorado' dela, mas é óbvio que eu não mencionaria isso. Até porque ele já era praticamente uma carta fora do baralho. E eu o queria bem longe dela o mais rápido possível.

Eu fazia parte da vida dela agora e Isabella seria minha. Só minha.

_Já conversamos sobre meu passado. Tudo que eu fiz quando solteiro ficou pra trás e não sinto a menor falta porque eu encontrei a mulher perfeita pra mim. E eu não preciso dizer que é você ou preciso? – sorri matreiro, ganhando um sorriso meigo de volta.

_Precisa – balançou a cabeça em sinal de afirmação.

_Isabella Marie Swan Cullen, é você a escolhida pra fazer parte da minha vida conturbada de modelo internacional, que vive como um nômade, mas que está disposto a ter um único lar caso me aceite em sua vida de uma vez por todas – expus o que estava preso dentro de mim.

_Edward... – ela murmurou meu nome me abraçando forte. _Você... você sabe que está mais do que aceito. Desculpa. Eu sou... sou tão boba – disse com a voz abafada por estar com o rosto enterrado em meu pescoço. _Acho que estou sensível porque daqui a pouco você vai embora e vou sentir saudades suas – me apertou mais forte e eu aceitei de bom grado, fazendo o mesmo.

_Primeiro de tudo. Você é sim uma boba por pensar um absurdo desses. Mas é a minha boba – desfiz delicadamente nosso abraço, fazendo questão de olhá-la. _Nada mais importa quando você está comigo, Bella. Eu só preciso que você sinta isso.

Puxei-a para um abraço forte e depois a fitei por uns segundos antes de voltar a falar.

_E segundo, eu não vou te dizer adeus, será apensa um até logo. Já falei que vou voltar. Essa distância é temporária, meu bem – falei olhando bem em seus olhos, sem piscar, para que pudesse ver a minha sinceridade e promessa neles.

Minha intenção era extirpar a insegurança que havia lhe assolado.

Depois de um tempo escutando somente nossas respirações, vi uma lágrima escorrer por sua bochecha e me aproximei enxugando-a com meus lábios, escutando um leve gemido.

_Quero fazer amor com você – sussurrei em seu ouvido, apertando-a para colar-se em mim, como super bonder.

Senti seus pelos se eriçarem ao meu toque. Se esse era o efeito que eu causava nela, então era recíproco, porque minha semi ereção já se mostrava presente sob o lençol e meu desejo por ela já havia alcançado um nível irrefutável.

_Enche a banheira, por favor – pediu suavemente, beijando o lóbulo da minha orelha, causando-me um calafrio. Atiçando-me a tomá-la com força, mas eu faria do jeito que ela me pedisse. _Eu quero fazer amor com você lá – disse, beijando a ponta do meu nariz, piscando em seguida, com um leve sorriso travesso.

Meu corpo tremeu ao seu último toque.

Soltei-a quando percebi que ela estava levantando da cama totalmente nua, exibindo um corpo perfeito e tentador aos meus anseios.

É óbvio que meu pau latejou, inchando, quando fitei sua bunda redonda e gostosa, pairando meu olhar nas covinhas de suas costas, na parte inferior de sua coluna.

Elas pareciam piscar pra mim num convite para a perdição. E eu, como um cachorrinho abandonado, iria atrás da minha dona.

(...)

_Pronto. Agora que o Ethan está num sono tranquilo podemos conversar direito. Ele só vai acordar quando o Emmett chegar – Rose disse, sentando em seu confortável sofá de jardim, que ficava de frente para a enorme piscina da casa dos meus amigos. _Sou toda ouvidos – sorriu exibindo seus dentes perfeitamente brancos.

_Hum... será que você se importa se eu fumar? – perguntei receoso, pois sabia que ela odiava isso.

Seu sorriso morreu.

_Claro que me importo. Odeio cheiro de cigarro. Além disso, você é meu amigo e me importo com sua saúde. Cigarro faz muito mal e ninguém com dois neurônios questiona isso. É tipo crack. Mata – falou de modo franco, fazendo-me rir.

_Eu sei. Pior que eu sei – abanei a cabeça. _Mas estou nervoso – torci o canto da boca, batucando meus dedos no maço de cigarro.

_Quer lanchar? De repente ajuda a distrair sua vontade de fumar – estreitou os olhos na direção dos meus dedos impacientes.

_Não. Obrigado. Quando estou nervoso não consigo comer nada. Além disso, daqui a pouco vou me encontrar com Bella em um restaurante.

_Então, mais um bom motivo para não fumar. Nenhuma mulher gosta de beijar um cara sentindo o gosto da nicotina – fez careta.

Eu ri novamente.

_Tem razão. E Bella não merece isso – balancei a cabeça.

_E o motivo do seu nervosismo é a Bella, acertei? – perguntou, elevando a sobrancelha.

_Sim – respondi expirando forte. _Foi por isso que te liguei. Precisava conversar com alguém da minha confiança.

_Então, diga – cruzou os braços esperando pelo desenrolar dos fatos.

Apoiei meus cotovelos sobre as pernas inclinando meu corpo para frente, como se eu fosse confessar algo indevido à Rose.

Na verdade seria uma confissão do que eu havia confirmado horas atrás, após perambular pelas ruas de Hollywood à procura de um presente para Isabella. Eu iria embora na sexta para cumprir meus compromissos profissionais, mas queria dar-lhe algo que lembrasse nós.

_Eu... eu acho que estou amando pela primeira vez – praticamente sussurrei as palavras não tendo ideia se minha amiga tinha escutado.

Rose escutou muito bem.

Sua boca se abriu num verdadeiro 'O'. Surpresa era a expressão que tomava conta de seu rosto.

_Você... você quis dizer 'amando de verdade'? – perguntou como se tivesse olhando pra uma criatura com várias cabeças.

_Sim, Rose. Eu já sabia que estava apaixonado e já havia comentado isso com você, mas hoje pela manhã eu e Bella tivemos uma conversa mais direta sobre nosso relacionamento e eu confirmei o que já desconfiava. É ela que eu quero na minha vida. De verdade. Eu a escolheria mesmo tendo todas as opções do planeta – passei as mãos no meu cabelo desgrenhando-o mais ainda, num gesto tipicamente nervoso.

Estava deixando de ser o 'Edward solteirão' para assumir a identidade de um 'Edward muito comprometido'.

_Edward Masen, somente cego não conseguiria enxergar que você está de quatro pela minha cunhada – gargalhou tapando a boca com a mão. _Mas descobrir que se ama é algo bem diferente de paixão e desejo. E se você percebeu a diferença, então parabéns – balançou a cabeça. _Porque são poucos que conseguem enxergar isso – apontou para o coração. _É bom amar, não é mesmo? – sorriu, piscando.

Rose sabia que algum tempo atrás isso estaria fora de cogitação devido à minha vida agitada. Era mais fácil obter sexo do que amor, mas depois que conheci Isabella Cullen meu mundo girou de ponta- cabeça e eu estou aproveitando para experimentar viver a vida de um outro ângulo.

_Confesso que sim – sorri um pouco sem graça, afinal era um papo de grego pra mim. _Caramba! Eu... eu até comprei um presente para dar-lhe que significa algo duradouro. Tem simbolismo. E eu quero que ela use todos os dias em que eu não estiver ao seu lado – dei uma risada nervosa.

Vi o canto da boca de Rose se elevar num sorriso de compreensão.

_Posso saber que presente simbólico é esse? – alternou as sobrancelhas de modo brincalhão, idêntico ao jeito do Emmett.

_É uma pulseira com o símbolo do infinito. É simples, mas bonita – informei abobalhado.

_Bella vai amar. Tenho certeza, Edward. Você não precisa se esforçar muito para agradá-la. Se ainda não notou, ela é uma pessoa simples, apesar de ter sido educada por uma família podre de rica – falou séria.

_Eu sei disso. Talvez esse jeito dela tenha arrematado em mim o que ainda teimava em me dizer que as coisas estavam indo rápido demais. Eu até havia sugerido logo de cara que morássemos na mesma casa e depois que notei o que havia falado, temi que tivesse sido impulsivo demais, mas agora vejo que não fiz cagada alguma. É o que realmente quero – confessei.

Rose gargalhou do meu jeito natural de falar.

_O amor não é uma questão de tempo. É uma questão de acontecer ou não – disse, com um ar de quem falava com propriedade sobre o assunto.

_Agora eu acredito – balancei a cabeça. _Ainda não comentei com meus pais sobre o que está acontecendo na minha vida, mas creio que meus velhos vão gostar – sorri saudosista.

_Eles vão gostar, assim como, também vão compreender esse seu entusiasmo. Afinal, aqueles ali são eternos namorados – riu.

_Sim. Eles são – acenei com o olhar perdido em algum ponto da parede atrás de sua cabeça, lembrando o quão perfeito é o amor que meus pais têm um pelo outro.

Voltei a fitá-la após alguns segundos distraído, e ela me encarava com um olhar analítico.

_Desembucha, Edward – disparou. _Por que eu vi surgir uma ruga no meio da sua testa? – ergueu a sobrancelha remexendo-se no sofá ao colocar uma almofada em seu colo.

_Bella está insegura em relação a nós devido à distância que vamos manter até o término dos meus compromissos – torci o rosto.

_Bem vindo ao mundo feminino – riu batendo palmas. _Se está disposto a levar o relacionamento de vocês a sério, vai ter que tolerar as inseguranças da sua amada. Porque por mais que a mulher finja ser forte, no íntimo, ela está se corroendo pelo medo de perder quem gosta. É uma questão de trabalhar isso no dia-a-dia de vocês. Distância não significa nada quando alguém significa tudo, meu amigo – largou a almofada esticando as mãos para segurar as minhas, apertando-as numa demonstração de apoio.

Sorri entendendo muito bem suas palavras.

(...)

O combinado com Bella era de nos encontrarmos no restaurante, contudo, eu insisti em buscá-la na empresa, já que seu carro estava comigo. Não havia mais necessidade de eu alugar carro se estava definitivamente acampado em sua casa.

Porém, como estava presa em uma reunião de última hora, decidi esperá-la na ante sala, próxima à recepção, mas sua irmã Alice apareceu de supetão, conseguindo me arrastar até o térreo para mostrar-me a sua loja de roupas de grife enquanto aguardávamos o término da reunião.

Eu não estava com a menor vontade de sair do meu lugar, mas não seria deselegante com ela.

_Você ficaria entediado lá em cima se continuasse lendo e relendo aquelas revistas à espera da Bella – ela disse, me oferecendo um Ice Tea sabor pêssego ultra gelado de seu frigobar, localizado na copa que ficava numa parte mais escondida da loja.

Ri.

_Não teria problema. Eu esperaria o tempo que fosse – falei naturalmente, dando um gole, matando minha sede.

Seus olhos se arregalaram me encarando como se eu fosse um fantasma.

Franzi o cenho sem entender seu gesto.

_Disse algo errado?

_Você realmente gosta da minha irmã, não é? – perguntou enfatizando uma determinada palavra, exibindo um sorriso brincalhão, mas ao mesmo tempo convencido.

"Eu a amo".

Foi o que pensei em dizer, porém essas palavras seriam dispensadas apenas à pessoa que realmente importava.

_Sim – respondi balançando a cabeça veementemente.

_Você e o meu Jazzy devem ser exceções porque normalmente homem não é muito paciente com esse tipo de coisa – bebeu seu chá gelado.

_Estou aprendendo a ser – dei de ombros. _Vale a pena.

Ela ficou ainda algum tempo me encarando e confesso que gostaria de ser um leitor de mentes.

O que ela estaria pensando?

_O que foi, Alice? – perguntei impaciente.

Ela suspirou antes de falar.

_Eu gosto de você, Edward – soltou as palavras me fitando séria. _O que eu quero dizer é que fui com a sua cara porque sei que está sendo sincero com a Bella. E torço para que o relacionamento de vocês dê certo. Eu vejo nos olhos dela o quanto você a deixa mais alegre. Mais viva. Parece outra pessoa. Só que já deve ter percebido o quanto ela está insegura porque vocês vão se separar momentaneamente – pontuou, me forçando a lembrar da conversa que tive com Bella mais cedo.

Acenei a cabeça em compreensão.

_Minha irmã não sabia o que era amar até você surgir na vida dela. Pra mim, o Riley sempre foi uma incógnita. Alguém muito estranho. Que não fede e nem cheira, mas como Bella dizia que sabia o que estava fazendo nunca me importei em ter uma conversa franca com ele. Até porque nunca fui com as fuças dele – fez uma careta. _Porém, agora eu vejo que as coisas mudaram. Ela realmente está gostando de você – balançou a cabeça. _Aliás, a-m-a-n-d-o.

Soletrou cada letra para que eu percebesse a importância da conversa.

_Eu entendo perfeitamente o que está falando.

_Pois, então. Essa é a nossa segunda conversa sobre o mesmo assunto. Eu só quero reforçar o que falei na primeira. Se por um acaso você a magoar, por menor que seja o motivo, é melhor você nem me dirigir a palavra porque sou capaz de cortar o seu bilau só pra proteger a minha irmã – elevou a sobrancelha em um aviso mudo.

O modo dela falar era direto. Sem papas na língua.

Alice era mesmo o cão de guarda da Bella, mas isso não me assustava. Não mais.

_Eu não tenho motivo algum para temer suas palavras, Alice. Porque não estou brincando com os sentimentos da sua irmã. Estamos juntos nessa e é pra valer – respondi sério.

Um canto de sua boca se elevou, suavizando sua expressão.

_Edward, você é o cara certo pra ela – piscou.

Relaxei meus ombros tensos, soltando minha respiração lentamente.

Ela estava me testando mais uma vez. Garota danada...

Ouvimos um apito vindo de seu celular e assim que verificou a mensagem me avisou que Bella e Jasper estavam descendo.

Seguiríamos os quatro para o restaurante.

Meu presente para Bella teria de esperar mais um pouco. Entregaria a ela na privacidade de nossa casa.

Assim que nos viramos na direção da rua para ir para o carro vi um rosto conhecido que passava por entre os transeuntes na calçada.

Victoria.

E como se soubesse que eu estava ali seu olhar cruzou com o meu. Recebi um sorriso amigo, mas que eu sabia bem que tinha segundas intenções.

Merda! E ainda tinha Alice do meu lado...

_Edward! – acenou na minha direção caminhando apressadamente ao meu encontro.

_Vaca – ouvi o murmúrio de Alice, mas nem ousei contrariá-la.

_Olá – ofereci minha mão em cumprimento quando ela se aproximou, mas ignorou meu gesto, puxando-me para um abraço apertado. Deixando em minha roupa o aroma de seu perfume caro.

Ouvi o batuque dos sapatos da irmã de Bella no chão, impaciente.

_Ah, olá – Victoria percebeu sua presença, virando-se para a baixinha e estendendo sua mão.

Fiquei tenso por um momento aguardando a reação da minha futura cunhada.

_Oi – ela cumprimentou minha 'ex' de modo rígido.

Victoria pareceu nem se importar, afinal o seu antigo caso estava bem à sua frente.

_Você é um garoto mau, Edward – cutucou meu peito com suas unhas pintadas de vermelho e no momento seguinte, ouvi uma tosse ao meu lado.

Fitei Alice que estava com o rosto vermelho como morango. Ela devia estar puta com os gestos de Victoria.

_Edward, vou apressar a Bella e o Jasper. Estamos atrasados – estreitou os olhos na direção da ruiva antes de virar-se na direção do saguão de entrada.

Apenas balancei a cabeça, esboçando um sorriso congelado.

_Acho que ela não foi com a minha cara – Victoria deu de ombros, voltando sua atenção para mim.

_Impressão sua. É o jeito dela – sorri tentando aliviar a tensão.

_Que bom que te reencontrei – suas mãos tocaram meus braços e seus olhos brilharam de entusiasmo. _Nem tive tempo de te ligar porque estou tentando abrir meu próprio negócio. Meu pai está me ajudando – sorriu mostrando sua covinha.

_É uma notícia muito boa – eu falei sem prestar muita atenção, pois sabia que a qualquer instante Bella surgiria e eu não queria vê-la chateada.

_Você vai mesmo ficar aqui até sexta? – perguntou empolgada.

_Sim – respondi sucinto.

_Então vou te ligar pra sairmos antes de você partir. Sinto saudades suas, Edward – ela se aproximou lambendo os lábios e eu me retesei na mesma hora.

_Então vai continuar sentindo – ouvi a voz doce da minha garota vindo detrás de mim, pegando Victoria de surpresa. _Porque o Edward Masen já tem compromisso com a namorada dele, que por sinal, sou eu – Bella explicitou sorrindo torto para mim, me abraçando possessivamente pela cintura. Dando-me um selinho quando virei meu rosto em sua direção.

"Linda". Foi o meu pensamento.

Relaxei na mesma hora.

Seus lábios foram feitos para experimentar somente os meus.

Abracei-a pela cintura com a mesma possessividade.

Éramos dois ciumentos.

Constatei a palidez de Victoria ao fitá-la.

_Ah, eu... eu não sabia... – encarou-me envergonhada.

Ouvi um risinho atrás de mim, provavelmente vindo de Alice.

_É verdade. Agora sou um homem comprometido com esta linda mulher – fitei minha garota mais uma vez, afagando seu queixo.

Desci minha mão em direção à sua, entrelaçando-as. Sua mão se encaixou perfeitamente na minha como se fosse feita pra mim.

Levantei o olhar lentamente até encontrar os seus olhos verdes que reluziram derretidos em resposta ao meu gesto. Dei-lhe um beijo em sua têmpora demonstrando o carinho que tinha por ela.

Parecíamos alheios aos demais olhares dos que nos cercavam naquele momento.

Victoria pigarreou chamando nossa atenção.

_Bem... eu... eu preciso ir – a ruiva sorriu sem jeito, apenas me fitando.

Ela era esperta. Já tinha sacado que agora eu era um homem de apenas uma mulher. O melhor a fazer era retirar-se mantendo a compostura.

Antes de sair de cena, acenou com a cabeça levemente, desviando seu olhar rapidamente para Bella, fitando-a dos pés à cabeça, retornando seu olhar para mim.

A última imagem dela foi um sorriso de derrota.

_Estamos indo para o carro – ouvi a voz da baixinha, avisando-nos, mas meus olhos agora permaneciam trancados aos da morena de olhos verdes e chamativos.

_Eu não sabia que era ciumenta a esse ponto – sorri aproximando meu rosto do dela, capturando seus lábios macios, sentindo o gosto deles.

_Desculpe pelo pequeno show – torceu o canto da boca, tímida. _Não sei o que me deu. Eu... eu só achei que era o certo me impor – olhou-me com um semblante confuso.

_Você fez o certo e eu particularmente adorei ser marcado por você – enlacei-a com meus braços, deixando-a bem grudada ao meu corpo. _Descobri que seu tipo sanguíneo é igual ao meu – rocei meus lábios em suas bochechas, aproximando-me do seu ouvido.

_Qual... é... então? – sua voz soou trêmula e sussurrante.

_É do tipo ciumenta positiva – soltei um risada rouca perto do seu ouvido, sentindo-a encolher em meus braços, arrepiada.

Ela me afastou delicadamente olhando bem fundo em meus olhos.

Sua mão afagou meu queixo, segurando-o firme, levando-me ao seu encontro.

_Não é ciúme. É medo de você gostar de outro perfume, outro sorriso, de outro abraço, outra companhia...

Seus lábios roçaram nos meus convidando-me para me perder neles, mas antes de tomá-los para mim, eu precisava repetir a mesma frase que disse horas antes à Rose em nossa conversa sobre mim e Isabella.

_Meu bem, isso não vai acontecer. Porque eu ainda escolheria você mesmo tendo todas as opções do planeta.

Encerrei o assunto beijando-a ardentemente.

Em casa começaríamos outro 'assunto', que era muito bem feito entre quatro paredes.


N/A: E aí? Gostaram deste Pov Edward?

Mereço algum review? :)

OBS: aproveitem a maré calma para suspirar pelos pombinhos porque no próximo capítulo algo já vai mudar...rsrsrs...tensão à vista! Riley de volta...a tão sonhada conversa da Bella com ele..mas o que será que acontecerá? hummmmm...só voltando aqui pra ler...rsrsrs

Bom, deixando a brincadeira de lado...quero agradecer bem muitão pela paciência de vcs! Até a próxima semana. bjinhosssss