N/A: Olá!

Bem, só gostaria de avisar aos cardíacos de plantão que este foi um dos capítulos mais "hot" que escrevi, incrementando coisas inusitadas, portanto quem tem coração fraco ou está na "seca" nem leia. Tô avisando com antecedência...hehehehe.

E gostaria de dizer que o propósito desta fic não é somente provocar risos, mas de certa forma, tentar passar uma mensagem sobre o amor, que acontece de diversas maneiras, e sem hora certa pra aparecer. :)

Então, vamos à leitura. MAIS AVISOS LÁ EMBAIXO.


CAPÍTULO 12

MAIS QUE UM AMOR DE VERÃO – PARTE 2

A conversa com Sue ainda ecoava em meus ouvidos de modo retumbante. O sofrimento visto em seus olhos por causa de um amor proibido e fracassado me fizera pensar um pouco sobre mim e Edward.

Não éramos prometidos a outras pessoas nem nada parecido, mas nosso relacionamento transgredia os bons costumes da sociedade, e nisso, nos aproximávamos bastante do caso de Sue.

Na realidade éramos um casal, às escondidas, mas em público evitávamos trocas de carinho explícito.

A qualquer vacilo de nossa parte, nossa vida privada estaria estampada nas principais revistas oportunistas, com possíveis manchetes tendenciosas.

Não queria que nossos gestos afetuosos servissem de chamariz justamente para a imprensa que vivia às custas de gente famosa, o que era o caso de Edward. Modelo internacional de renome.

O que percebi recentemente através de notícias na internet, é que mesmo ele tentando se esconder dos paparazzi em um bairro calmo como o meu, assim que saía do perímetro seguro, os fotógrafos vinham como urubus famintos em cima da carniça, incumbidos de registrar o passo-a-passo dele. Tal coisa me incomodava muito, pois não fui criada para me acostumar a ver minha vida pessoal explorada como em um reality show. E pior, sem meu consentimento. Tão pouco saberia agir polidamente caso fosse abordada de maneira tão fugaz por pessoas que só pensam em tirar vantagem de qualquer situação.

A verdade é que eu não conseguia me enxergar vivendo despreocupadamente sabendo que alguém estaria à espreita registrando fotos minhas, mas, eu sabia que esse dia iria chegar, caso meu relacionamento com Edward desse certo. Talvez fosse o preço a pagar por me deixar hipnotizar por um ser aparentemente "mítico" que conseguiu enxergar muito além da minha fachada de mulher de negócios. Que me fez descobrir a alegria de se viver um relacionamento a dois. E por tudo isso, eu teria de tentar. Por ele. Por nós...

O som de uma voz baixa e rouca, porém incisiva, chamou minha atenção pouco antes de empurrar a porta do quarto que eu havia deixado entreaberta. Tomei cuidado para não fazer barulho com a bandeja.

Aproximei-me um pouco mais, ignorando o latejar na região lombar da minha coluna, que persistia desde que me levantei da poltrona do meu quarto.

Olhei pela fresta da porta e então o vi. Edward estava em pé ao lado da cama vestindo somente sua cueca boxe preta, de grife, que adornava seu baixo ventre de modo perturbador.

Como de costume, passava as mãos nos cabelos assanhando-os ainda mais e mantinha-se de costa para a porta, observando à sua frente, o jardim da minha casa. Com isso pude apreciar a bela visão de seu traseiro modelado pela malhação.

Prendi um pouco a respiração com tamanha visão do pecado.

Edward conseguia me deixar sem fôlego mesmo sem me beijar. Conseguia acender uma pira olímpica em mim mesmo sem me tocar. Mesmo sem me ver.

Ele era uma tremenda tentação saída de algum Jardim Encantado. Intocável. Seus mistérios escondidos sob pele e músculos me transformavam em uma exploradora obsessiva e devassa.

Contudo, a rispidez da conversa sobrepujou-se à minha análise exploratória, chamando mais uma vez minha atenção para o que me interessava.

A conversa com alguém ao celular parecia tê-lo deixado de mau humor.

"Como conseguiu meu número?"

Perguntou tenso e eu praticamente empertiguei meu corpo ao ouvir a frase.

Embora soubesse que escutar conversa alheia fosse extremamente errado, o bichinho da curiosidade parecia ter mordido minha bunda e me atiçado a ficar escondida, apenas escutando.

"Foi bom saber em quem eu posso confiar ou não. Vou ter uma conversa muito séria com Royce"

Falou de forma dura referindo-se ao seu agente.

Edward andava impaciente de um lado a outro, mas sem tirar seus olhos da área externa da casa, deixando-me zonza ao acompanhar seu movimento. Estava realmente chateado.

"Emily..."

Murmurou suspirando profundamente, no mesmo instante em que meu corpo travou ao ouvir o nome de sua ex-namorada. De repente, ele já não era a única pessoa tensa no ambiente. Eu também estava.

Droga! O que ela queria com ele?

"Por favor... não faça isso..."

Falou de modo enfadado, desgrenhando os cabelos mais um pouco ao passar as mãos por eles.

"Não se humilhe dessa forma. Entenda que o nosso tempo acabou. Não me procure mais. O que ficou de sentimento da minha parte foi carinho. Apenas isso"

Ele falou de forma mais suave e eu odiei isso. Significava que realmente não estava mentindo. Ele ainda tinha carinho por ela. Óbvio! Eles tiveram uma história.

Sob meu ponto de vista, ter esse tipo de sentimento por alguém significava que a pessoa tinha muita consideração e respeito.

Merda! Mil vezes merda!

Como alguém tem o poder de azedar uma manhã que tinha tudo para ser uma das melhores?

Eu estava tentando imaginar as mil formas diferentes - pensadas e impensadas - dessa mulher se humilhar tentando convencê-lo de seu amor e, com uma mente fértil como a minha, não estava gostando das imagens criadas pela mesma.

Como eu gostaria de pegar aquele celular e dizer à tal atriz que Edward era meu agora. Meu!

Uma onda fervente de raiva me subiu pelas veias e entranhas, anestesiando o incômodo nas minhas costas. Estava na hora de entrar em cena, mas sem perder as estribeiras por causa do ciúme que me corroia. Descobrir que eu era uma ciumenta positiva estava me tirando do sério. Isso eu tinha de aprender a controlar e nada como um bom teste à minha frente para testar meus brios.

Inspirei e expirei seguidamente antes de enveredar pelo quarto parcialmente iluminado pelos raios da luz natural.

Mirei as costas definidas de Edward, louca para deslizar minhas mãos por elas, mas não podia perder o foco.

Meus ouvidos permaneciam atentos ao que se desenrolava diante de mim.

Antes mesmo que eu pudesse baixar a bandeja no tampo da mesa do meu quarto ouvi exatamente o que gostaria, paralisando meu movimento.

"Emily, não existe mais 'nós'. Entenda de uma vez. Eu nunca te amei e sempre fui franco quanto a isso"

Falou naturalmente descartando qualquer esperança da parte dela, o que aliviou um pouco os meus nervos.

Voltou a caminhar pelo quarto, mas seus olhos se encontraram com os meus e se trancaram um no outro de forma irremediável. Ficamos parados por breves segundos até que Edward se aproximou de mim sem largar o celular. Sem demonstrar nenhum desconforto por tê-lo flagrado conversando com sua ex-namorada. Levantou a mão que estava livre e acariciou a minha face suavemente. Fechei meus olhos em apreciação à sua carícia. Mesmo assim, seu gesto não foi suficiente para apagar o fogaréu imaginário dentro de mim.

Eu sentia tudo queimando por dentro. Primeiro, de vergonha, por ser enxerida ao bisbilhotá-lo em uma conversa restrita, e segundo, por ser olhada de maneira tão intensa. O que eu via em seus olhos era uma mistura de desejo, carinho e... amor.

"Não espere nada mais que minha amizade porque amor eu só dedico a uma pessoa e, talvez um dia, você a conheça. Tenha um bom dia, Emily"

Edward desligou o telefone sem dar brechas para sua ex-namorada. Atitude que me agradou muito, mas o que mais me deixou feliz foi justamente a frase que falou. Disse de maneira tão convicta, sem tirar suas mãos do meu rosto. Sem desviar seus olhos dos meus, que ao ouvir a palavra "amor", soube então que os sentimentos dele estavam se tornando tão profundos quanto os meus. Há vários dias que eu vinha notando sua dedicação comigo a fim de fazer o relacionamento dar certo, mas ouvir a tal palavrinha foi muito melhor. Foi impossível não me sensibilizar com a parte final de sua conversa.

_Oi – falei ruborizada, mas em meu íntimo estava ansiosa por ouvir o que ele tinha a dizer.

_Oi, anjo – falou suave, esboçando um sorriso. _Desculpe por isso – apontou para o celular, bufando.

Continuei apenas fitando-o, porque palavra alguma conseguia sair da minha boca.

_Você está bem? – perguntou incerto, analisando meu rosto.

Engoli em seco. Sabia o motivo da pergunta.

Balancei a cabeça em afirmação antes de criar coragem para me pronunciar.

_Por que não estaria? – soltei, testando nós dois, na verdade.

Primeiro, tentando controlar meu ciúme, que já estava mais ameno; segundo, tentando adivinhar se Edward seria sincero.

_Pensei que fosse ficar chateada por me ver falando com a Emily, embora eu não tenha tido culpa alguma a respeito da ligação – disse serenamente.

Suspirei movendo meu corpo minimamente a fim de depositar a bandeja cheia de guloseimas em cima da mesa.

Então decidi ser franca.

_Eu... eu fiquei... – torci o canto da boca e vi Edward fazer o mesmo -, ao ouvi-lo dizer que ainda sente carinho por ela – desviei meus olhos do seu por um instante para conseguir dizer o que queria sem perder a coragem. _Mas sei que seria infantilidade da minha parte te pedir para não sentir nada por ela, afinal fez parte da sua vida por um tempo – fitei-o dando de ombros, tentando manter-me indiferente, o que era difícil.

_Ei, Bella... – puxou-me para seus braços, prendendo-me com força, fazendo-me virar uma geleia naquela redoma tão confortável.

Abracei-o pela cintura não pretendendo soltá-lo nunca mais. Encarei-o com um olhar agoniado e apreensivo.

_Não tem necessidade de ficar com essa ruga na testa... – passou o dedo no local -, eu sou seu, meu bem. Somente seu – disse, sem titubear, fazendo-me sorrir um pouco. _Eu fiquei puto por ela ter descoberto o número do meu celular. E fiquei mais puto ainda por saber que ainda tenta remexer no que ficou para trás e finalizado, pelo menos da minha parte.

Abanei a cabeça, gostando do que estava ouvindo.

_Como ela descobriu? – perguntei me referindo ao número de telefone dele.

_Royce está namorando o agente dela e numa noite de bebedeira em sua casa, meu agente vacilou e o cara anotou o número para entregar a Emily – ele bufou. _Algo tão idiota – balançou a cabeça em reprovação.

Estava indignado por ter confiado em alguém que não merecia tal préstimo.

_Hum, entendi – suspirei, encostando minha cabeça em seu peitoral másculo e desnudo. Macio.

_ Assim que retornar à Nova York terei uma conversa séria com ele. Sinceramente, não dá mais para confiar nele – o seu tom de voz grave retumbou em seu peito, fazendo-me trepidar um pouco.

_Edward, ela sabe que você está em Los Angeles? – perguntei assim que a curiosidade despontou em minha mente.

Levantei a cabeça a fim de ver sua expressão.

Edward suspirou antes de responder.

_Sim, meu anjo – roçou seu nariz contra o meu, arrancando uma breve risada minha. _Mas não se preocupe com isso. Emily é um passado que está enterrado para mim – acariciou minha bochecha aquecendo o local.

_Pena que para ela você continua sendo o 'presente' – retruquei, exibindo uma careta de desgosto.

_Acho que depois do que falei, ela entendeu o recado – sorriu de modo matreiro, deixando-me satisfeita e contente, apesar de não ter repetido a palavra "amor", como eu gostaria de ter ouvido.

_Assim espero... – murmurei ao sentir seus lábios em meu pescoço, arrepiando-me dos pés à cabeça. Sua barba um pouco crescida era um incremento delicioso que sempre me instigava por pedir mais carinhos daquele tipo.

Edward fazia um verdadeiro passeio com seus lábios pela região, enquanto suas mãos faziam o mesmo pelo meu corpo até que as danadas se detiveram no nó do meu roupão e, então, senti um leve tremor ao ter meu corpo descoberto.

Estava semi-nua diante dele, apenas trajando uma calcinha mínima e, seus olhos mostravam-se famintos.

Corei perante seus olhos cerrados de desejo. Ele afastou-se para apreciar a vista.

_Você assim... – apontou para meu corpo me avaliando descaradamente sem se importar com minha timidez -, é tudo que eu pedi para hoje de manhã. Estou morto de fome – disparou, lambendo seus lábios, deixando-me em ebulição novamente.

Decidi me fazer de sonsa. Queria brincar um pouco.

_Está com fome? – franzi o cenho como se não tivesse entendido a sua indireta.

_Hunrrum – abanou a cabeça iniciando sua caminhada como um felino prestes a dar o bote em sua presa.

Senti os bicos dos meus seios eriçarem somente com esse gesto dele.

Meu Deus! Iria perder minha sanidade a qualquer momento.

_Eu... eu trouxe comida – sussurrei gaguejando um pouco, mas sem perder a conexão com seus olhos, que me chamavam cada vez mais para perto do perigo. Para perto do próprio Edward.

_Não estou falando dessa comida – apontou para a bandeja em cima da mesa rapidamente.

Seu corpo colou-se ao meu e pude sentir sua ereção, ainda coberta pela cueca, em tamanho abundante roçando contra minha pélvis.

Gemi o suficiente para ele ouvir.

_Nã-não? – perguntei fitando seus lábios avermelhados.

Ele negou com a cabeça, sorrindo enviesado.

_Estou com fome de você, Isabella – revelou, dizendo meu nome por inteiro, instigando-me mais um pouco. _Quero comê-la – sussurrou e, no mesmo instante deu uma leve mordida em um dos seios ao se abaixar.

_Oh... – gemi ao sentir sua língua quente e úmida brincando com meu mamilo rijo.

Minhas mãos se embrenharam por sua nuca agarrando seus cabelos com força.

_Você é meu café-da-manhã – completou enfatizando, ao passar sua boca para o meu outro seio abandonado.

_Oh, Edward... – murmurei seu nome, louca para que ele me possuísse ainda em pé.

Contudo, ele parecia disposto a me torturar um pouco com sua língua habilidosa.

_Não pare... por favor – pedi choramingando ao ver meus dois seios abandonados de seus carinhos.

_Eu preciso dar espaço para as minhas mãos brincarem, baby – falou baixinho em meu ouvido, enquanto voltava a acariciar meus montes entumecidos.

Sua boca agora queria brincar com a minha e eu prontamente me deixei seduzir.

Quando ele me beijava ardentemente, a 'febre' aumentava proporcionalmente às suas investidas. Tornava-se incontrolável.

_Eu quero mais, Edward – falei assim que nossas bocas se separaram.

Seu olhar sacana me disse que ele toparia me dar mais.

_Eu também quero mais. Muito mais, linda. Mas não vamos estragar a comida que você preparou com tanto esmero – sorriu malicioso.

_Eu... eu apenas escolhi as guloseimas que nós gostamos – disse, esboçando um sorriso tímido. _Quem fez tudo foi a Sue.

_Por isso mesmo não vamos desperdiçar – balançou a cabeça em negação, mantendo seu sorriso.

Estreitei os olhos, desconfiada de suas intenções e ele percebeu, ampliando o sorriso.

_Venha – abraçou-me pela cintura, levando-me à beira da cama onde sentei lânguida e completamente nua. _Fique quieta enquanto pego a bandeja.

Permaneci realmente quieta, até porque a dor nas costas havia voltado.

Urgh!

Quando Edward voltou para cama colocando a bandeja em cima do colchão viu uma breve careta e franziu o cenho. Tentei desviar meu rosto para o lado oposto mas sua mão foi mais rápida.

_O que houve? – perguntou com um tom preocupado segurando meu queixo.

_Acho que estou ficando velha – dei de ombros, sem graça.

Sua expressão continuou a mesma, porém, mais suave.

_Dor nas costas – expliquei, ouvindo sua gargalhada.

Dei-lhe um tapa no braço, incomodada com sua zombaria.

_Não ria de mim, senão faço greve de sexo – ameacei soturna, porém imediatamente tentei retificar o que disse. _Quer dizer, por algumas horas.

Voltei atrás devido ao pensamento que me veio através de uma frase de Alice, que sempre dizia "mulheres conseguem tudo com uma greve de sexo, inclusive um chifre".

Edward parou de rir quase que ao mesmo tempo em que o ameacei.

_Não se fala uma coisa dessas quando se vê claramente que estou em ponto de bala por você – estreitou os olhos.

Baixei meu olhar para sua ereção dantesca. Automaticamente mordi o lábio, ansiosa por experimentar os chocolates bem naquele local.

Edward gemeu compelindo-me a fitá-lo novamente. Seu olhar pairava sobre minha boca e logo me dei conta de que meu gesto incitava-o. Sabendo exatamente o efeito que teria nele, permaneci mordiscando meu lábio.

_Isso é provocação. Menina má – disse com a voz rouca sem tirar seu olhar dos meus lábios que já estavam formigando à procura dos seus novamente.

Em uma atitude repentina, minha nuca foi enlaçada por suas mãos, que a seguraram firme puxando-me para ele.

Mesmo sentindo uma pontada nas costas, engatinhei no colchão passando por cima da comida, sentando em seu colo. Esfregando minha feminilidade em sua ereção pulsante.

_Essa sua dor lombar vai passar rapidinho – sussurrou em meus lábios.

_É? – perguntei, hipnotizada.

_Hunrrum... dizem que sexo melhora o sistema imune.

Sorri brejeira ao sentir suas mãos pousaram na região, mas ao invés de massagearem o local, provocaram-me, apalpando um pouco abaixo. Em minha bunda. Forçando-me a rebolar de modo descarado no colo dele.

_Ahh, gostosa... – sussurrou em meus lábios, umedecendo-os.

_Edward, me beije de verdade – pedi me esfregando um pouco mais em seu corpo.

Nossas bocas se conectaram a ponto de quase se engolirem. Nos beijávamos de maneira selvagem e libidinosa. E no mesmo compasso, seguiam nossas carícias pelo corpo um do outro, até o momento em que consegui retirar a cueca de Edward, deixando seu pênis livre para roçar em meu sexo molhado e carente de "afeto".

_Hum... está tão molhada... – ele disse, exprimindo um leve tremor ao tocar minha intimidade.

_Sim... – sussurrei. _E quero que me toque aqui – levei sua mão até à minha zona sensível enquanto nossos lábios roçavam um no outro.

_Abra mais as pernas. Quero ter livre acesso – ordenou, passando seus dedos pelas minhas dobras carnudas.

Eu adorava essas preliminares, porque significavam uma conversa gostosa entre nossos corpos sempre dispostos a reconhecer o que um exigiria do outro.

Conforme seus dedos brincavam com meu ponto sensível, os meus brincavam com seu pênis endurecido, ministrando movimentos de vai e vem. Curtos e rápidos. Firmes e seguros.

_Ahhh...porra – ele grunhiu. _Continua... tá tão bom.

Senti dois dedos seus me invadirem enquanto seu polegar acariciava o meu ponto de prazer, me estimulando a gemer e a me entregar aos apelos do meu próprio corpo em prol do que ele fazia.

Comecei a rebolar cada vez mais em sua mão enquanto acelerava meus movimentos em seu membro, ouvindo sua respiração desregular em meu pescoço. O ar que saía de sua boca me arrepiava em meio ao meu suor.

Nossos corpos estavam quentes e eu podia sentir que estávamos quase derretendo. De tesão.

Lentamente Edward me deitou no colchão, sem interromper o movimento de seus dedos, que brincavam de maneira irrefreada, deixando-me torpe com as sensações que provocavam em meu corpo.

Em momento algum soltei-o. Minha mão agarrou-se mais ainda ao seu membro até ouvi-lo gemer.

_Calma, baby – beijou meu pescoço resvalando levemente sua língua, lambendo-me. _Não vou fugir de você – sussurrou, com os lábios em minha pele, irradiando calafrios. _Hoje serei seu escravo sexual – revelou, cessando seus beijos em mim. Fitando-me com ardor.

Seu rosto estava vermelho e toda sua feição transfigurada em sexo.

Puta merda! Ele estava muito gostoso.

_Eu... eu acho que eu serei a sua escrava sexual – disse enfatizando, mantendo meus olhos presos aos dele.

Minha voz era sussurrante antes mesmo de iniciarmos a transa, porque Edward tinha o efeito de me tirar a voz. De me tirar o juízo.

O sorriso safado que me lançou foi o estopim para puxá-lo para meus lábios sedentos do calor dos dele.

Nossas línguas dançavam conforme a batida de nossos corações e de nossas pegadas. O momento exigia fervor de nós dois.

A cabeça de seu pênis parecia apressada em cutucar a entrada de meu sexo, arrancando gemidos de mim pelo contato de pele com pele.

No entanto, seu "dono" hesitava... me torturava de maneira deliciosa. Estava determinado a me fazer implorar pelo ato em si.

_Edward... – grunhi, desesperada para senti-lo dentro de mim. _Não me torture mais. Me coma – ordenei, fitando-o com olhos entreabertos, cheios de desejo, luxúria e paixão.

Ele sorriu malicioso.

_Vou comê-la, meu bem. Junto com as guloseimas que você trouxe – piscou.

Céus! Ele só podia estar brincando.

_E vou alimentá-la também, mas de outro modo – seu sorriso ampliou aguçando mais ainda minha curiosidade.

_Qual modo? – arqueei a sobrancelha, desconfiada, mas excitadíssima pelo que ele prometia.

_Você é muito curiosa – disse, rindo, se afastando de mim para pegar algo na bandeja.

_Acertou. Sou mesmo – balancei a cabeça quando ele voltou a me fitar com seu sorriso torto.

Eu observava absolutamente tudo que ele fazia e me surpreendi quando pegou a banana inteira e ainda com casca, que eu havia posto, já que era de sua preferência cortá-la ao seu modo e acrescentar mel a gosto.

Franzi o cenho sem entender bulhufas do que ele pretendia com aquela fruta.

_Você gosta de banana com mel, Isabella? – perguntou, em um tom de voz diferente de há poucos instantes. Era algo muito sedutor.

Seu semblante demonstrava que estava quase em transe, levando-me para sua própria bolha e eu fiquei matutando em minha mente o que estaria passando pela mente maliciosa dele.

_Você sabe que sim – sorri, pois sua pergunta foi redundante para mim. Ele já tinha um pouco de conhecimento sobre meus diversos gostos.

_Eu sei – reiterou, abanando a cabeça lentamente, desviando seu olhar do meu em direção à banana.

Descascou-a com precisão acrescentando em seguida um filete de mel.

_Está com fome? – voltou-se para mim novamente, enquanto permanecia hipnotizada, fitando a fruta tropical.

Não respondi. Apenas abanei cabeça em concordância.

Edward engatinhou até sobrepor-se a mim, nunca perdendo o contato com meus olhos desconfiados.

Meus sentidos aguçados me diziam que ele me surpreenderia.

Gotas de mel pingavam sobre minha barriga, me fazendo engolir em seco, desejosa por experimentar aquele filete.

Eu amava mel e estava louca para saber as intenções de Edward com aquilo.

_Dizem que esta fruta além de parecer com o órgão sexual masculino, também possui um aminoácido que proporciona sensação de bem-estar, elevando o tesão. Duas unidades por dia são o suficiente para isso – passou a ponta da banana adocicada com mel pelos meus lábios.

Deixei minha língua varrer o doce da minha boca, assistindo com prazer o rosto de Edward ganhar nuances selvagens com minha atitude.

_Mas... – respirou profundamente tentando controlar seu ímpeto -, apenas uma unidade fará você ver estrelas em plena manhã – continuou lambuzando meus lábios, enquanto eu continuava provando o mel.

_Co-como? – sussurrei, lânguida, vendo-o se afastar. Sem me responder.

Choraminguei ao vê-lo distante de mim.

_Edward...

_Shhh... – pediu, na intenção de me silenciar, então, tive de esperar.

Meus olhos exploravam obsessivamente o corpo nu dele e, ao chegar ao cume ereto com sua cabeça avermelhada e grande como um cogumelo, gemi, atraindo a sua atenção novamente.

_Gosta do que vê? – perguntou ao notar para onde eu fixava meu olhar.

_Muito – afirmei, suspirando.

Minhas conexões nervosas estavam por um fio...

_Quer tocá-lo? – instigou-me, sorrindo enviesado.

Edward estava sendo um safado da melhor qualidade.

Abanei a cabeça freneticamente, mostrando meu desespero.

Ele riu... e eu fiquei puta.

_Edward! Não ria. Se você não me foder em um minuto vou recorrer ao meu chuveirinho para aliviar a minha tensão – disse, bufando.

Contudo, o que era para parecer um desabafo raivoso para que ele se sentisse culpado por eu cogitar preteri-lo, surtiu o efeito contrário nele. Edward gargalhou até ficar vermelho, enquanto eu permaneci séria por um tempo até decidir que era melhor mesmo eu ir para o banheiro. Eu necessitava me aliviar.

_Ei... nem pense nisso – agarrou-me pela cintura. _Vou fazer o que você quer, mas tudo ao seu tempo, apressadinha. Temos um dia inteiro somente para nos curtirmos – disse roçando seus lábios em meu pescoço, deixando-me molenga.

Pena que não teríamos um dia inteiro ao nosso dispor, como ele pensava, mas isso eu explicaria depois. Depois do nosso "café-da-manhã".

_Agora, deite e mantenha suas pernas abertas para mim. Gosto de vê-la assim. Despudorada – disse com uma voz rouca de tesão.

Puta merda! Faltava pouco para eu gozar se continuasse me incitando desse jeito.

Fiz o que me mandou, vidrada, ao vê-lo acrescentar mais mel à banana.

E assim que se posicionou em frente à minha feminilidade, engasguei ao arregalar os olhos para o que ele iria fazer.

Mentira que ele passaria a fruta por "aquela" região?

_Eu disse que iria alimentá-la, mas de um modo diferente. O doce da fruta você já conhece, mas misturado a um sabor salgado tenho certeza que será a primeira vez – posicionou a fruta há poucos centímetros de distância da entrada da minha cavidade.

Cacete!

Esse homem era real?

Pela primeira vez desde o dia em que nos conhecemos, que eu enxergava um Edward mais ousado. Muito mais.

Eu havia perdido as palavras. Por mais que quisesse expressar minha opinião, parecia que a conexão entre o meu cérebro e minha língua havia sido cortada.

Na verdade, eu ansiava pelo inusitado.

_Você é quente pra mim e gostosa – falou inclinando a fruta na direção do meu sexo, tocando-o suavemente com a cabeça da banana.

Arquejei com dificuldade devido ao toque delicado, melado e macio. Tão macio que parecia veludo.

_Mas parece não se dar conta disso – travou o movimento de vai e vem em meu clitóris, que já se encontrava inchado desde antes, desviando seu olhar para mim.

Uma nova onda de calor se apossou do meu corpo.

_Então, veja... – voltou a ministrar movimentos precisos em meu minúsculo ponto, deslizando pelas minhas camadas, levando-me a gemer pela sensação maravilhosa que era sentir aquela fruta de consistência firme, muita parecida com um pênis, passeando pela minha zona erógena -, estou numa missão para agradá-la. Deixá-la tão viciada em mim quanto eu sou viciado em você – parou os movimentos olhando novamente para mim.

Edward protelava o que tanto eu ansiava e aquilo estava me matando, mas ao mesmo tempo, me deixando mais excitada.

Mordi o lábio, tentando controlar tantos outros gemidos que se agrupavam em minha garganta, ao sentir a carícia novamente.

Edward estava me saindo um maldito de um torturador. Eu mirava a banana e mirava seu pênis duro como uma tora e, minha imaginação ia à Lua.

Ouvi um gemido prolongado e, ao levantar a vista, ele me encarava de forma perturbadora, mas sem cessar seus movimentos, que ora se aceleravam; ora iam mais devagar me levando à loucura.

Eu estava começando a ofegar com aquela carícia tão ousada. Tão exótica. Tão erótica.

Agarrava o lençol da cama com todas as minhas forças.

_Edward... por favor – supliquei por minha libertação.

Nunca imaginei que uma banana pudesse ter um efeito especial tão grande em meu ser.

Ele sorriu de maneira perversa. Parecia outra pessoa.

_Você sabe o que quer. E isso a torna igual a mim, baby – piscou, sorrindo malicioso.

O movimento seguinte fez com que meu corpo inteiro se contraísse.

Edward simplesmente cutucava a entrada da minha cavidade com a banana, rodeando-a, e consequentemente me incitando, enquanto seus lábios viris e ávidos por me provar, grudaram em meu clitóris me chupando de maneira voraz.

_Ahhh... – soltei um grito de tanto tesão que sentia.

Sabia que agora estava mais próxima de gozar. E com certeza meu corpo se convulsionaria a todo vapor.

Minhas mãos se fecharam nos cabelos macios dele, puxando os fios com força. Se meu gesto estava machucando eu não sei, porque Edward estava tão compenetrado em sua ação que não reclamou.

Meu coração parecia querer saltar pela boca. Meu corpo parecia estar com quarenta graus de febre.

_Oh meu Deus... oh meu Deus – era só o que eu conseguia falar ao sentir boca e fruta me provando. Tudo junto e misturado.

Tentei fechar as pernas inconscientemente, mas ele me impediu usando de maneira desajeitada uma parte do ombro e o outro braço livre.

Sua língua ora rodeava meu broto sensível, ora deslizava pelas minhas dobras, me lambuzando mais.

Eu me agitava cada vez mais ao sentir a fruta deslizando pela externa de meu sexo, querendo enveredar pelo caminho escuro e úmido da minha cavidade.

Estava tão emocionalmente abalada que senti lágrimas caindo de meus olhos. Era tão surreal aquela preliminar que meu corpo exprimia os efeitos fisiológicos.

E como se pudesse ler mentes, mais especificamente a minha, Edward deu um xeque-mate em mim. Chupou meu clitóris de maneira firme até me ouvir gritar e meu corpo convulsionar, trazendo-me a tão sonhada libertação carnal.

_Ahhh... Edward!

Fechei meus olhos, entregue aos resquícios do efeito do gozo e, enquanto meu corpo dava os últimos espasmos, a língua dele sugava meu próprio mel, deixando-me lânguida.

A experiência foi tão fantástica que minha alma parecia ter se desprendido do meu corpo e um zumbido persistente ecoava em meus ouvidos de uma forma impossível de ser mensurada. Parecia um escape de panela de pressão. E por incrível que pareça, minha dor nas costas havia desaparecido.

_Você está bem? – perguntou-me, após um curto tempo de silêncio, com a mesma voz rouca de outrora.

Ele deveria estar a um passo de gozar e agora era a minha vez de retribuir. De fazê-lo meu escravo sexual. De tornar a manhã dele tão doce e especial quanto estava sendo para mim.

Abri meus olhos devagar, piscando para tentar me situar novamente, ainda sentindo o zumbido em meus ouvidos. Provavelmente, decorrente da descarga elétrica que convulsionou meu corpo.

Quando o encarei, ele me olhava com fome.

_Si-sim – respondi num tom de voz baixo, quase inaudível.

_Que bom – sorriu.

Engatinhou até posicionar-se sobre mim, me fitando em adoração. Trazendo consigo a fruta da minha perdição.

_Coma – ordenou, porém de forma terna.

Sem hesitar, mordi um pedaço da banana e então, senti um gosto salgado. O meu gosto.

_Hum... está salgadinha – dei uma risada fraca, ao engolir o pequeno pedaço.

_Sim – ele disse antes de morder a fruta. _É o seu gosto. O gosto que me deixa maluco, como estou agora – confessou, sério. _O gosto que me faz lembrar todos os dias que você é minha. Só minha.

Sorri de modo sereno ao constatar a profusão de carga sentimental que Edward tinha por mim, assim como, eu tinha por ele.

Minhas mãos tocaram sua face de maneira carinhosa, sentindo-me regozijada por vê-lo tão entregue.

_E você é só meu – segurei seu queixo, dando-lhe um selinho, sentindo mais uma vez meu próprio gosto, porém, em seus lábios. _E agora é minha vez de te alimentar – sorri matreira, percebendo que ele entendeu o recado ao retribuir o sorriso.

_E como devo me portar? – elevou a sobrancelha.

_Apenas deite – instruí, piscando. _E aproveite o momento – completei, tentando empurrá-lo para tirá-lo de cima de mim. Agindo pretensiosamente como uma 'Pin-Up', sexy; toda sorrisos e ensaiadamente bobinha.

Segundo minha irmã, a mistura "sexy+bobinha", atiçava o imaginário masculino, e era algo que eu podia comprovar momentaneamente.

Edward me olhava admirado e eu podia supor que sua mente criativa estava fantasiando.

Assim que me pus firme em pé, senti uma leve tontura. A verdade, é que ainda estava fraca e sensível diante do aglomerado de impulsos elétricos que perpassaram por meu corpo.

Respirei fundo e, então, lembrei-me de algo sugestivo para o momento. Algo que apimentaria ainda mais nosso café-da-manhã. Música de striptease.

Embora já estivesse nua, evidenciaria através da dança apelativa, meus atributos que o enlouqueciam.

E, mesmo me sentindo desinibida o suficiente para arriscar tal peripécia, teria de me deixar envolver pela canção que já pipocava em minha mente recém-desavergonhada.

Peguei a banana de suas mãos dando mais uma mordida, encarando-o de forma provocante ao me afastar.

_Ah, Bella... – exalou, coçando a nuca.

A minha primeira atitude foi fechar as cortinas, deixando o ambiente mais escuro. Em seguida, dirigi-me a um pequeno aparelho de som que ficava próximo à mesinha do meu quarto.

Olhei para trás e vi que Edward me olhava em expectativa, mas nada dizia. Agora era ele quem deveria estar ansioso.

Sorri.

Liguei o aparelho selecionando a música exata. "Fever".

Quando os acordes iniciais ao som da gaita e a voz sexy da cantora ecoaram pelo ambiente, fechei meus olhos, tentando me concentrar e mantive-me de costas para Edward, dando-lhe total visão de minha bunda.

A verdade é que estando naquela posição era mais fácil encarnar o tipo sexy e envolvente que a canção exigia.

Comecei a deslizar as mãos por meu corpo de modo lento, mas bem sensual. Como a música não estava alta, ouvi muito bem o gemido de Edward, seguido de um suspiro.

Aos poucos, fui me virando para ele, abrindo meus olhos, encarando-o como uma gata selvagem.

Meu quadril se remexia conforme a batida e os estalos da música sensual, doce e quente.

Edward, que estava até então comportado, tornou-se irrequieto na cama. Não demorou muito para ele se aproximar da quina do colchão, segurando seu membro grosso e com veias aparentes. Vi o fluído pré-ejaculatório dar o ar de sua graça e tive de me conter para não antecipar o que tinha em mente.

Seguindo meus instintos, me aproximei dele vendo com satisfação ele se masturbar para mim, enquanto eu rebolava bem perto do seu rosto repetindo alguns versos que traduziam exatamente o que eu sentia quando estava nos braços dele:

_Você me dá febre... Febre de manhã... Febre quando é tarde da noite... Febre quando você me beija...

Cantei em seu ouvido e no mesmo instante ele me agarrou, capturando minha boca em mais um beijo lascivo. Contudo, eu precisava refrear nossos impulsos, por mais difícil que fosse.

Com dificuldade empurrei-o, vendo-o cair na cama, apoiando-se em seus cotovelos, enquanto eu caminhava ao redor da mesma, sempre me exibindo como uma impudica para seus olhos cobiçosos.

E ao perceber que a canção se aproximava do fim, decidi dar uma pequena mostra do que o aguardava.

Peguei um copinho de iogurte natural contendo geleia caseira de morango, lambuzei o dedo indicador, sentindo o gelado da textura, e caminhei de volta a Edward, que me olhava petrificado, porém atento a tudo que eu fazia.

Apoiei meus joelhos na cama e fiz um sinal provocante com o mesmo dedo, chamando-o para mim.

Ele veio mais que depressa me enlaçando pela cintura, apertando-me com ardor. Suas mãos deslizavam e acariciavam minhas nádegas e, tal gesto, estava quase me distraindo, mas a boca vermelha dele ainda conseguia me prender. Passei o iogurte com geleia em seus lábios entreabertos, assistindo-o repetir o mesmo gesto que eu fizera outrora.

Seus olhos pareciam estar em brasas e ao fim da canção, sussurrei em seu ouvido:

_Que jeito adorável para queimar...

Senti seu corpo tensionar e uma de suas mãos apertar a glande de seu sexo. Edward fechou os olhos arquejando com dificuldade, enquanto a outra mão continuava me segurando na cintura.

Fiquei estática apenas observando sua reação e, quando somente se ouvia a nossa respiração, ele falou me fitando com os olhos nublados de desejo:

_Eu... quase gozei...

Nossa!

Eu jamais imaginei que minha performance fosse causar um efeito tão dinâmico nele.

_Você... não tem noção... de como foi foda me segurar para não te agarrar e te jogar na cama – confessou, inspirando e expirando, tentando regularizar a respiração.

Uau!

Se ele já tinha quase gozado sem nem ao menos eu tocá-lo como pretendia, imagina quando o levasse às vias de fato!

_Pois então, você vai ter de segurar essa vontade mais um pouco porque eu apenas te dei um aperitivo – falei baixinho, beijando sua bochecha.

_Porra, baby! – grunhiu me abraçando, beijando meu pescoço. _Você é maravilhosa – sorriu, segurando meu queixo, dando-me um beijo suave.

Sentia as batidas de meu coração se acelerar ao constatar a satisfação dele.

_Você ainda não viu nada – gabei-me. _Agora, comporte-se para a melhor parte – sorri torto.

_O que vai fazer? – franziu o cenho, devolvendo o mesmo sorriso.

_Aguarde e confie – pisquei, retirando sua mão delicadamente de mim.

Fui em direção à bandeja que continha uma variedade de comidas, porém o que realmente me interessava eram três potes. Potes de chocolate.

Peguei o pincel apropriado que estava misturado entre as guloseimas e abri os três potinhos.

_Gosta de chocolate, Edward? – tentei usar da mesma voz sedutora que ele usara antes e percebi que fui bem sucedida, ao vê-lo exalar gradativamente, fitando-me com seus olhos em chamas.

Um sorriso sacana se ampliou em sua face devassa.

_Sabe que sim, Isabella – respondeu, mesmo consciente de que eu sabia há muito que a resposta seria positiva.

_Uh... – hesitei por um momento olhando para os três tipos de chocolate -, e qual sabor você mais gosta dentre as opções... – apontei para os potes -, chocolate ao leite, chocolate amargo ou chocolate branco? – voltei a encará-lo de modo sugestivo ao lamber meus lábios.

Edward assobiou cruzando os braços atrás da cabeça, expondo ainda mais em toda sua glória e volume exacerbado, o seu pênis.

Puta que pariu!

A nova posição dele era um atrativo para eu cair literalmente de boca "naquilo".

"Foco, Bella...foco", minha consciência martelava.

_Está bem? – elevou a sobrancelha prendendo o riso.

Ele sabia o efeito devastador que causava em mim. Ele era a minha droga.

_Es-estou – respondi gaguejando. _Escolha – ordenei, tentando impor uma voz de comando, mas por dentro eu queria me entregar a ele. Mais uma vez.

_Bem, já que é pra escolher um. Prefiro o chocolate amargo. É o mais puro de todos. O mais afrodisíaco – informou e eu quase derreti diante de seus olhos.

Edward demonstrava não somente através dos atos como das palavras que realmente era muito experiente em sexo.

Agora eu compreendia perfeitamente porque seu apelido era Don Juan. Além de charmoso, ele sabia fazer a mágica do "negócio". Atraindo, mesmo sem querer, tantas mulheres.

Mulheres como eu, que se apaixonavam muito fácil por ele. Mulheres como a Emily, que era um "fantasma" bem vivo!

Sorri o mais naturalmente possível, mas meus recentes pensamentos deixaram minhas emoções soltas em um redemoinho.

_Baby, esse não é chocolate certo – falou com carinho.

_Ops! – dei uma risadinha ao perceber a gafe, levando minha mão ao pote certo.

Meus pensamentos desordeiros quase estragaram a brincadeira. Tratei de expurgá-los.

Não era o momento de alimentar minhas inseguranças. Era hora de me "alimentar" de Edward.

Preenchi o pincel com uma boa quantidade de chocolate ainda morno. E assim que comecei a besuntar o membro rijo de Edward, ele assobiou mais uma vez.

_É quente...mas não tão quente como você – me deu uma cantada, arrancando um risadinha de mim.

_E vai ficar mais quente ainda – provoquei, ouvindo seu suspiro.

Quando terminei de lambuzá-lo por completo, meu cérebro ativou a minha fome, forçando-me a provar aquela mistura. Pênis + "droga do amor".

Segurei a base de seu membro rijo melando minha mão com chocolate, ouvindo um gemido prolongado de Edward. Sorri satisfeita por ser eu a dar prazer a ele.

Deixei minha língua usar e abusar do chocolate que o revestia, vendo Edward se contorcer na cama, louco para foder minha boca.

Assim que abocanhei seu membro ele resfolegou.

_Bella... – murmurou com os dentes cerrados.

Meus cabelos foram puxados com força, mas ignorei a pontada de dor que senti, pois estava concentrada e determinada em satisfazer o meu homem.

Iniciei um vai e vem com minha boca, enquanto o sugava, ora com chupadas fortes; ora mais suaves, deixando-o ensandecido.

Edward gemia muito e pedia para que eu o chupasse mais. Comecei a passar minha língua novamente por todo o comprimento de seu pênis, enquanto levava minhas mãos para suas bolas, acariciando-as devagar. Puxando-as levemente para baixo. Incitando-o a gemer.

Experimentei envolver a glande com minha língua, executando movimentos circulares. Ele pirava.

Peguei mais um pouco de chocolate e lambuzei o seu membro. Em seguida, sorvi o chocolate derretido que se espalhava em direção aos seus testículos aumentados e enrijecidos, sentindo o doce em minha boca.

Seu pênis latejava de tesão em minhas mãos enquanto o masturbava. Suas mãos se agarravam aos fios dos meus cabelos de modo desesperado.

Edward já respirava com dificuldade. Seu corpo estava contraído e eu sabia que estava a um passo de gozar, visto que, estava excitado desde o momento em que começamos o nosso "café-da-manhã".

Decidi mudar de tática e dar-lhe um "choque térmico".

_Por que...por que parou? – grunhiu ao me ver afastada.

_Calma. Você vai gostar – disse, sorrindo, enquanto lambia os resquícios de chocolate dos meus lábios dormentes.

Peguei o copinho de iogurte, gelado, despejando seu conteúdo por inteiro no pau de Edward, que urrou diante da diferença de temperatura.

_Caralho! – praguejou, puxando o lençol da cama. _Que puta sensação, Bella – disse, ofegante.

Seus olhos estavam nublados de tesão e luxúria.

_Chupa a porra do meu pau. Já! – ordenou, arquejando e suando.

Fiquei embasbacada por um momento, pois ele se mostrava descontrolado pela primeira vez. E a causadora disso era eu.

Foi uma tremenda massagem em meu ego, geralmente inseguro.

Fitei-o sorrindo maliciosa antes de voltar a "saboreá-lo".

Propositadamente, soltei meu ar quente de encontro ao seu pênis gelado, sentindo-o tremer em minhas mãos, enquanto reiniciava o movimento de vai e vem.

_Ahh ... – gemeu, ofegante. _Menina má – sussurrou, agarrando novamente meus cabelos.

O movimento de "garganta profunda" o fez resfolegar mais uma vez, deixando-o descontrolado. Contudo, eu me deliciava em vê-lo tão entregue.

Vez ou outra ele murmurava um "gostosa", ou então,"você faz um boquete maravilhoso". Eu me sentia poderosa.

Quando o chupei com mais força circundando minha língua faminta pela glande de seu membro ele disse que ia gozar, então acelerei o movimento, sugando-o e punhetando-o, até que seu corpo estremeceu e, Edward gozou, expelindo um jato forte e quente. Descendo pela minha garganta. Engoli tudo, vendo-o desfalecer e respirar fundo.

Sua reação foi a mesma que a minha instantes atrás. Edward manteve-se inerte, provavelmente tentando recobrar as forças.

Deixei tudo de lado e engatinhei para me aninhar a ele, recebendo um abraço carinhoso ao enterrar sua cabeça em meu pescoço.

_Você é maravilhosa, Bella – disse, com a voz abafada, abraçando-me de uma forma que fez meu coração palpitar de maneira frenética.

_Você também é, Edward – falei, fazendo um cafuné em seus cabelos.

Sua cabeça estava quente e suada.

Observei à nossa volta e me dei conta de que a cama estava toda suja.

Ri.

_O que foi? – ele inclinou um pouco a cabeça para trás me fitando curioso.

Notei que seu semblante transmitia exaustão, então, dei-lhe um beijo em cada pálpebra antes de responder-lhe.

_Fizemos uma bagunça na cama – falei, apontando ao nosso redor.

_Sim – abanou a cabeça, rindo. _Mas isso não é nada perto do que eu quero fazer com você hoje – falou de maneira serena.

_É? – perguntei, sorrindo torto.

_Sim, baby – beijou-me suavemente, passando a língua pelo meu lábio inferior.

Gemi em sua boca perante aquele carinho.

_Mas antes de recomeçarmos, tenho algo para lhe dar – disse, sério.

Olhei-o desconfiada.

_Continue aqui. Quietinha – sorriu, dando-me um selinho.

Pulou da cama parecendo revigorado, por incrível que pareça, indo em direção ao closet.

Quando retornou, parecia inseguro e eu estranhei.

_O que foi, Edward?

Suas mãos estavam para trás.

_Eu... eu sei que pode parecer precipitado, mas eu precisava te dar uma amostra concreta da importância que passou a ter em minha vida, desde o dia em que aceitou ser minha – falou, sério.

Engoli em seco.

Sem delongas, ele estendeu uma caixinha de veludo retangular para mim.

_É pra você.

Peguei-a com cuidado. Meus dedos estavam trêmulos.

Assim que abri, ofeguei e senti meus olhos marejarem. Sorri diante daquele símbolo que tinha um significado muito importante para os apaixonados.

_Que linda, Edward. Uma pulseira com o símbolo do infinito – murmurei, olhando extasiada para o presente.

Ele se aproximou de mim retirando de minhas mãos a caixa e de dentro da mesma a pulseira.

_Sim. É algo que representa uma mudança constante, porém sem começo e sem fim – disse, ao sentar ao meu lado, colocando a pulseira em meu pulso.

_Mas nós tivemos um começo – disparei.

_Mas não vamos ter um fim – retrucou, sério.

Fitei-o embevecida por seu carinho.

_O que estamos vivendo é mais que um amor de verão, certo? – apressei-me em perguntar.

_Muito mais, Bella. Eu só quero que saiba que independente das ocorrências do dia-a-dia. Da nossa vida agitada, eu sempre estarei pensando em você. Sempre – disse, me puxando para o seu colo. _E sempre estarei perto de você. Através desse pequeno mimo – sorriu de maneira doce, instigando diversas borboletas em meu estômago.

_Faço minhas as suas palavras, Edward – dei-lhe um beijo casto, acariciando sua face. _Mas não posso negar que tenho medo que essa distância vá te roubando de mim – sussurrei, esboçando uma careta.

_Não vai – disse, segurando meu queixo, sustentando nosso olhar. _Você tem que acreditar no que digo e no que você sente, Bella.

Abanei a cabeça, mesmo incerta. Não confiava cem por cento em mim mesma.

_Por mim, eu te daria uma vida de conto de fadas – alargou o sorriso e eu o acompanhei, sentindo seu membro, novamente, se animar embaixo de mim.

_Não quero – balancei a cabeça em negação, rindo.

_Não? – perguntou franzindo a testa.

_Não – neguei mais uma vez, mordendo o lábio, assistindo-o estreitar os olhos. _Não quero que minha vida seja um conto de fadas, porque essas histórias sempre terminam sem sexo.

Ri sendo acompanhada por ele.

_Então, posso presumir que nossa história terá muito, muito sexo? – perguntou com a voz rouca, demonstrando excitação.

_Sim. Muitooo – enfatizei, abanando a cabeça em afirmação.

_Então, não vamos perder tempo – disse, levantando-se da cama, exibindo seu estupendo membro semi-rijo. _Está pronta para mais uma rodada? – sorriu, malicioso.

_Mais que pronta – bati continência, arrancando risadas dele enquanto ele me pegava no colo.

(Continua...)


N/A: Uauuuuuuuuu!

Esses dois juntos fazem uma verdadeira bagunça...rsrsrs...fico pensando o que eles vão fazer no restante do dia...rsrsrs...e principalmente na boate, logo mais à noite..rsrsrs...bom, algumas coisas "quentes" vão acontecer com direito a "voyeurismo" alheio. - SPOILER-

OBS: Próximo capitulo se chamará - Night Seduction.

Bom, será que mereço ter algum review?

bjinhossss e desejo uma ótima semana