CAPITULO V

Finalmente


Assim que alcançamos a porta, retirei a capa da invisibilidade e a guardei no bolso da calça - pedi para o Aluado aumentar com magia, sempre é útil. Peguei a varinha e fiz varias ondas à nossa volta, que deixava um rastro de pequenas luzes brancas, como se fossem fogos de artifício em miniatura ("luzinhas"). – Se eu não te conhecesse diria que isso é bem "fofo". – Len comentou, olhando os vários pontinhos luminosos, que pareciam ter vida e estarem saltitando. Ela bem tinha razão..

Ofereci meu braço à Marlene e acompanhei o sorriso maroto que ela esboçava nos lábios vermelhos. – Hora do show. – disse antes de abrir a porta e entrar com ela na Sala. Como esperado, metade das pessoas parou o que estava fazendo e virou a cabeça na nossa direção. Era incontestável que fazíamos um ótimo par. Tudo bem que as luzinhas girando ao nosso redor ajudavam um pouco, mas a questão não é essa. Quando notei que todas as atenções estavam realmente em nós, fiz um aceno com a varinha e todas as luzinhas subiram até o meio do salão, algumas dando uma volta nos convidados, até ficarem bem no alto. Acenei com a varinha mais uma vez, para que elas dançassem acompanhando a música e, assim que deram uma segunda volta, explodiram, como verdadeiros fogos de artifício, só que muito mais explosivos e criativos. Alguns se transformavam em animais, rostos dos professores fazendo caretas, alunas beldades mandando beijinhos, sonserinos com algum chifre ou peruca estranha, notas musicais, todos coloridos. E por fim, o último, em uma explosão digna de Merlin dizia: "com os cumprimentos dos Marotos.".

Todos gritaram e aplaudiram, enquanto nós - eu, James e Remus - fazíamos reverencias exageradas. Os fogos tinham sido só o começo. Esperem para ver o que os dois prepararam para o grand finale da próxima festa! – Bravo! – Marlene murmurou ao meu lado, batendo palmas. – Agora eu sei por que você quis tirar uma foto minha mandando beijos. – ela riu. – Causa muito nobre, tenho que admitir. – eu acompanhei a risada dela.

- O que é uma causa nobre, Lene? – eu não precisava olhar para o lado para saber que era o William Corno que estava ali. Tinha que ser ele, e pela voz não estava lá de muito bom humor. O que obviamente não tinha nada haver com o fato de eu ter entrado acompanhando a "namorada" dele.

- As fotos que os meninos tiraram, e forjaram, para montarem os fogos. – ela respondeu, para depois de dar um beijo estalado no rosto dele. Há Há. Muito digno! E pelo cara de paspalho que ele fez Marlene poderia estar dizendo que ele era corno que nem ia notar. – Comporte-se, Black. – advertiu, cerrando os olhos.

Ela aparentemente sabia exatamente o que eu estava pensando, mas para disfarçar tentei forjar uma cara de cachorro molhado. – E você também. – retruquei, mas olhando para o Corvinalzinho. Era bom ele saber que se saísse da linha ele não viveria para contar a história. Não mesmo.

- Legal os fogos, Black. – o paspalho elogiou. Só legal? Ele até poderia estar tentando ser simpático, mas dizer que os fogos tinham sido só legais era inaceitável! Por Merlin que eu não gosto desse cara, mas, devido à cara de "seja amigável" que a Marlene estava fazendo, eu não vou dizer um: faz melhor então.

- Os marotos agradecem. – falei a contragosto. O bom senso diria para não atrapalhar o casal, mas aquela mão ao redor da cintura da minha morena dizia exatamente o contrário. – Como vão os treinos? – puxei assunto. Nenhum macho que é macho recusa falar de Quadribol, esse é um daqueles assuntos tipo os de tempo, que se usa em elevadores, só que com um pouco mais de emoção.

- Cada vez mais puxados, já que o jogo está quase aí. – o Willbobo respondeu. – E cada vez melhores. Vai ser difícil manter a Taça com vocês esse ano, Black. - acrescentou animado e orgulhoso. Quem vê pensa que esse merda vai tirar a Taça da gente.

- Vocês podem tentar, mas nunca vão conseguir. – dei aquele meu sorrisinho desafiador, do tipo: vem pegar.

- Que tal aproveitarmos a festa um pouco Will? – Len se meteu no meio da conversa e de nós dois. Engraçado como um assunto seguro se transformou em desafio. O que deixa as coisas bem mais interessantes.

Perdi a Marlene de vista por um bom tempo, até porque além de estar lotado, uma belíssima loira e entusiasmada lufa-lufa estava me entretendo. Dessa vez eu lembrava o nome: Tracey. Ela tinha me feito repeti-lo umas cinqüenta vezes. Meio chato, mas um ótimo método de memorização, tenho que admitir. – Vamos dançar? – ela perguntou, com um beijo no pescoço - meu ponto fraco. Como poderia dizer não!

- Imediatamente madeimoselle. – respondi com o meu melhor sorriso galanteador. Era bem divertido dançar com ela - e sexy também. Perguntava-me por que nunca tinha conversado direito com ela antes.

- Ainda está saindo com a Grace? – Tracey me perguntou, enquanto eu tentava identificar se ela era tinhas olhos negros ou castanhos, porque era difícil identificar.

- Não que eu saiba. – respondi, sem dar muito importância. As garotas sempre queriam um pedacinho a mais de Sirius Black. Se bem que aquela lá queria um filho do Sirius Black. Louca!

- E com a Sofia? – tive que revirar os olhos em resposta, preferindo ignorar. Se ela fosse perguntar se eu estava saindo com todas as garotas que eu já saí, ela não ia parar de falar. E olha que por nome eu nem lembro direito. – Sirius? – ela insistiu.

- Não, não estou com ninguém, linda. – disse com um sorriso, girando ela na pista, o que a fez rir. Eu tinha gostado tanto dela! Se fosse para ficar fazendo um interrogatório da minha vida amorosa eu iria ter que cortar rapidinho.

- Que bom. – disse com um sorriso para lá de malicioso, que eu não sou bobo de recusar, claro. Segurei em sua mão e a puxei para o canto da pista, onde não era tão bem iluminado.

Ah... as mulheres! Como eu amo as mulheres. Lindas, cheirosas, cheias de sorrisos e amores, com bocas, pernas e outras coisas mais... Não existe criatura mais bela que uma mulher. E digamos que eu sei muito bem aproveitar suas dádivas. – Se não tiver compromisso hoje ou amanhã... – gesticulei.

- Se a proposta for realmente tentadora... – ela mordeu os lábios, deixando claro que tinha intenções bem maliciosas. Sirius Black sozinho já é tentador! Precisa de mais?

Mas antes que eu a seduzisse completamente ela apareceu no meu campo de vista. Era impossível negar que ela era a beldade de Hogwarts. Marlene McKinnon sim que era tentadora, e até de mais! Mas beldade por beldade, ela estava acompanhada, bem mal, mas estava. Tudo bem que isso nunca havia me impedido antes, mas eu sei que iria acabar levando um belo tapa na cara. Voltei minha atenção para Tracey. – Só tem um jeito de descobrir. – sorri maroto para a garota, dando um beijo em sua mão. É claro que a reação de Tracey foi previsível: um sorriso de confirmação do "encontro". Pronto, minha noite estava garantida. Continuei conversando com a loira, até que não agüentei. – Vem, quero te apresentar a duas pessoas. – puxei-a, sem deixar que dissesse algo em protesto. Ver Marlene e o Corno íntimos demais me incomodava, e muito. É claro que todos em Hogwarts se conheciam, de um jeito ou de outro, mas não me importava com detalhes. – Olá, casal. – cumprimentei-os com ironia. Eles não formavam um casal! Nem ficavam bem juntos.

Marlene olhou para mim desconfiada, e com razão. – Olá, Sirius. Tracey. – cumprimentou a mim e depois a loira que estava comigo; Lene sempre foi melhor em guardar nomes do que eu. Sua sobrancelha direita estava arqueada e olhava de mim para a lufana, como que perguntando o que eu queria. O que eu queria não sabia dizer exatamente, mas não pretendia deixar os dois ali, no maior Tetê-a-Tetê.

- Ah, vocês já se conhecem? – perguntei, fingindo surpresa, no que Marlene olhou-me, incrédula.

- É claro que nos conhecemos, Sirius. – Tracey respondeu. – Fazemos aula de Feitiços juntos, esqueceu? – ela perguntou, com um tom ofendido. Bom, se eu não saísse por escanteio dessa, minha noite – até então garantida – estaria perdida.

- Claro que eu não esqueci, Tracey. – neguei. Embora eu realmente não lembrasse. – Mas queria te apresentar formalmente, entende? – Imediatamente seu rosto tornou-se radiante. Ufa. Ainda tinha minha beldade loira pela noite. – Pois bem. – dei um salto para o lado, segurando a mão direita de Tracey. – Marlene e William. – custou-me muito para não dizer WillCorno ou não ignorá-lo. – Quero apresentar-lhes Tracey Bloom. – fiz uma reverência exagerada, no que a loira riu.

Marlene revirou os olhos. – Prazer, Tracey. – disse educada. Mas seu olhar dizia-me que eu não iria impressionar uma garota assim. Pois bem, esse não era meu objetivo e, felizmente, Lene não desconfiou de nada.

- Muito prazer, Stra. Bloom. – o corno disse, todo pomposo e gay. Stra. O que ele era agora? Um velho chato? – Acredito que seu primo seja o meu batedor, estou certo? – E olha como ele se apossa dos jogadores do time, como se fosse o time dele.

- É, é. – respondi por ela, irritado. Não agüentaria muito tempo do lado desse capitãozinho. Ignorei o olhar de censura de Marlene e sente-me na frente deles, puxando Tracey para sentar no meu colo. – Legal a banda né? – perguntei, puxando um assunto aleatório, que me pareceu neutro.

- Bastante! – Tracey respondeu entusiasmada. Aparentemente ela era viciada em música em geral e, se não me engano, disse que tocava alguma coisa, só não me recordo o que. – Gosto do estilo Vanguarda deles, é bem atual. E os equipamentos são de primeira. – Bom, pelo menos a loira tinha assunto, diferente das outras que eu vinha pegando.

- Gosta de música? – Marlene perguntou, soando como um elogio. – Will diz que é um bom jeito de acordar, mas prefiro acordar em silêncio. – comentou, olhando para o corvinalzinho com um sorriso. Como assim: Will diz? Ele não tem que dizer é nada. Quem é ele para dar conselhos a minha Len? Ou melhor, um merda desse não tem opinião própria!

- Meus primos são músicos, então aprendi a gostar. – explicou a minha acompanhante. Melhor ignorar o acompanhante, senão vai parecer que eu sou um velho caquético que paga para mulheres irem comigo a festas. Como se Sirius Black precisasse pagar, eu é que deveria ser pago. Se bem que era uma boa. James já tinha tido a idéia de virar puto, ou melhor, garoto de prazeres, mas a ruiva entrou no meio dos planos. Eu poderia tirar uma boa grana assim...

- Que legal! Eles tem uma banda? – Lene voltou a perguntar sobre o assunto, mas dessa vez parecendo bem mais interessada. Tudo bem que eu também fiz uma cara feia ante ao interesse exagerado por músicos, mas o olhar que o Viadinho lançou para ela não me agradou nem um pouco, e posso até jurar que ele puxou o braço dela. – Temos que ir, mas foi um prazer Tracey. – ela disse logo em seguida, levantando-se com o namoradinho e indo até o meio da pista. Não, eu não gostei nada disso. A Marlene sair assim, meio que a força, não era nada normal, alguma coisa estava errada.

- Será que falei algo errado? – a loira me perguntou, confusa pela saída repentina dos dois. Então, até ela tinha notado.

- Não, acho que ele estava atrasado para alguma coisa. – desconversei. De alguma forma eu tinha que ficar de olho na Marlene, mesmo que de longe. E foi isso o que eu fiz, puxando a loira comigo até a pista de dança, onde eu pudesse observar o "casal".

Fiquei olhando os dois de longe, mas não notei nada estranho no corvinalzinho. Porém, assistir a cena era de embrulhar o estômago. Tinha que fazer biquinhos para ela, apertar a bochecha e tudo mais? Meu Merlin, seja homem! – Psiu! Almofadinhas. – olhei para o lado e notei um aflito Potter, me chamando, no que ele considerava, discretamente.

Fiz um aceno com as mãos, indicando para ele esperar. – Tracey, vou pegar uma bebida para nós, ok? – perguntei, no que ela acenou positivamente, mais interessada na banda. Não me importei. – O que foi Pontas? – perguntei, ao me aproximar dele, mas não precisava de resposta, era só acompanhar seu olhar: Líliam Evans. – Cara, vai lá! – encorajei. Aquilo estava tornando-se patético. Ele era um dos marotos, poxa! E se a ruivinha não queria sair com o meu amigo, ela é que não sabia o que estava perdendo! Ah, claro que eu não sei o que ela estaria perdendo, mas deu para entender.

- Não é tão simples assim. – Tiago me censurou, ainda sem desviar o olhar da ruiva. – E ela está tão linda... – divagou, me fazendo revirar os olhos. Por Merlin, Morgana e todos os magos! Tudo bem que a Evasn era bonita e tudo, mas não precisava ficar babando ou ficar falando sozinho, precisava?

Deu um tapa na cabeça do Pontas, fazendo seu óculos quase voar do rosto. – Acorda! O que você fez com o meu amigo? – falei, gesticulando com as mãos. Suspirei e coloquei a mão no ombro dele. – Olha, o que custa ir lá falar com ela? – comecei, fazendo um sinal para que ele não me interrompesse. – O máximo que pode acontecer é você ser dispensado ou ouvir um "É Evans, Potter, Evans!". – imitei a voz da paixão de meu amigo, fazendo-o rir, junto comigo. – Além do mais, a Len não disse que era para você convidar a Evans para dançar? – sugeri, me lembrando da conversa quando voltávamos da cozinha.

- É, tem razão. – disse ele, decidido. Esse sim era o Pontas! – O pior que pode acontecer é ela gritar comigo. – ele deu de ombros. Bom, normal isso não era, mas para quem estava acostumado, era fichinha.

- Vai lá garanhão! – empurrei-o, dando uma piscadela. Interiormente estava torcendo por ele, mas ao ver a garota cercada e com uma expressão séria, não tinha esperanças de que James ganhasse nada além de uns gritos. Caminhei até o bar, onde podia ter uma visão melhor da missão impossível do meu amigo. James estava parado, de frente para ela, mas aparentemente não estava falando nada, já que todos da rodinha olharam para ele de um jeito estranho. Ele estendeu a mão para a ruiva e o que aconteceu a seguir me deixou mais chocado que um ovo de dragão: Lilían Evans sorriu! Ela não só sorriu como aceitou a mão dele.

James passou por mim, com um sorriso de orelha a orelha, extremamente radiante, enquanto a Evans estava corada, parecendo travar uma batalha interna. – Eu disse. – ouvi uma voz suave, perto do meu ouvido. Mas não precisei virar para saber quem era. Conhecia o timbre de sua voz muito bem, amava seu perfume e, por incrível que pareça, sentia seu calor.

- Len, não precisa ser tão convencida. – disse, virando para ficar de frente para ela, sorrindo, mas para logo fechar a cara, ao notar que o corvinalzinho segurava sua mão. – Você já sabia. – disse, sem querer me deter mais ao lado deles. Voltei até onde tinha deixado Tracey e beijei-a com vontade e urgência.

- Calma, Sirius. – a loira me interrompeu. – Não dá para esperar até mais tarde? – ela perguntou, abaixando o tom de voz. Olhei-a resignado. Dá dava, mas não queria. A festa, ao contrário do que eu esperava, não estava assim tão interessante.

- Claro. – concordei, voltando a dançar – ou fingir que estava dançando. Procurei James e achei-o bem ao meu lado, - espantosamente – ainda com a ruiva. Até pensei em fazer uma brincadeirinha, mas deixei de lado, a Evans parecia estar de tão bom humor que era melhor não estragar a sorte do meu amigo. A noite passou em meio a festas, bebidas e música. Remo tinha ido para algum lugar com a namorada e Pedro estava guardando o máximo de comida possível dentro da roupa. Ainda tinha algumas pessoas ali, mas a banda já tinha acabado, a bebida – embora tenha certeza de que tinham levado o resto -, a comida e minha paciência. Já tinha esperado demais! Puxei Tracey para perto de mim e dei meu melhor sorriso. – Já é mais tarde?

- Acredito que sim. – respondeu, com um rápido beijo. – Apressadinho. – sussurrou, rindo. Apressadinho? Eu estava mais é para lerdo! Tinha esperado a noite inteira, e ainda com uma cara de quem está animado, e ela ainda diz isso? Quer esperar mais ainda? Não tem mais ninguém aqui, porra!

- Vamos. – disse, ou melhor, mandei. Ok, talvez eu estivesse um pouco de mau humor, mas nada que a loira aí não resolva. – Pontas! – chamei, olhando para os lados, já que não me lembrava de tê-lo visto ir embora. – Pontas! Hey! – gritei, avistando ele, em um dos sofás. Mas espera um segundo! Aquela garota que ele estava abraçando era a Evans?

- Já vai, Almofadinhas? – ele me perguntou, assim que eu puxei a Tracey até lá, sorrindo feito um bobo. Dá onde "já vai"? Como se fosse cedo! O Salão estava praticamente vazio! Fiz um aceno impaciente com a cabeça. – Ah, pode indo, vamos ficar mais um pouco, né Lily? – PARA TUDO! Era mesmo a Lilían Evans? E ela tinha o deixado chamá-la pelo apelido?

- Aham. – a ruiva respondeu, SORRINDO! Merlin, eu não estou mais chocado, eu já choquei e tive filhotes!

- Bom, vamos então? – agora era a loira que era a apressadinha, e não eu. Tudo bem, eu ia, mas depois eu vou querer saber detalhe por detalhe.

Pisquei para o meu amigo, discretamente e saí com Tracey do Salão. E no final das contas a festa tinha sido um explosivo sucesso! Como James estava com o mapa do maroto, eu peguei a capa da invisibilidade. Por mais que eu conhecesse atalhos e passagens, ainda era arriscado; então a capa via bem a calhar. Levei-a até a famosa Sala Precisa, a minha favorita em toda Hogwarts. Quer lugar melhor? Ele se moldava a seu bel prazer e ainda sumia depois disso! Perfeito! A decoração escolhida dessa vez foi a indiana, com véus, almofadas e velas. Era impossível mulher alguma não se deixar levar. – Nossa! – a loira exclamou, impressionada, jogando-se em meus braços. A noite ia ser bem prazerosa...


- Meu Merlin, Almofadinhas! – Remus exclamou ao ver-me, quando eu tentava entrar sorrateiramente no dormitório. – Chegou cedo, hein? – gracejou, tentando secar o cabelo com uma toalha.

Olhei para o relógio de areia no criado mudo do Peter e abri um largo sorriso. Cinco horas da manhã. Os monitores tinham ronda em horários estranhos no final de smenaa. – Com ciúmes, lobinho? – insinuei, me aproximando.

- Ei! Nem vem seu viadinho! – protestou, jogando a toalha molhada em mim, no que os dois riram.

- Dá para falarem mais baixo, ou ta difícil? – Tiago resmungou, com a cabeça enfiada no travesseiro. Queria saber que horas a aventura com a ruiva tinha acabado.

- Bom, tudo bem. Então eu não falo o que a Evans disse. – provoquei, ignorando os protestos de Remus, que mesmo assim ria.

Pontas pulou da cama no mesmo segundo que eu pronunciei: Evans. Merlin, ele estava ficando neurótico. – O que! O que ela disse? – ele perguntou, elétrico. – Vai Pads, me diz! – pediu, impaciente, parecendo que ia explodir.

- Ela disse: Sorte sua que estou de bom humor, caso contrário, te dava uma detenção. – respondi, tentando segurar o riso, mas ficando confuso ao notar a reação do Prongs, que estava prestes a pular de alegria.

Remo também não pareceu entender. – Pontas? – ele chamou, olhando de mim para o Tiago.

- Meu amigo, eu acabei de dizer que a Evans não me deu detenção, você me ouviu? Estava só brincando com você sobre o recado. – tentei explicar. Ás vezes ele estava dormindo ainda.

Tiago ficou em pé e deu um giro ao redor de si mesmo, radiante. – Você não entendeu? – ele perguntou para mim e o para o Remo. Fiz um gesto com a mão, fazendo um circulo na cabeça, indicando que ele tinha perdido a sanidade.

- James, acho que quem não entendeu foi você. – Remus disse, com a maior calma, disposto a desenhar para ele entender.

- Caras, ela está de bom humor! Depois de passar a noite comigo! – ele explicou, como se isso fosse algo obvio.

Eu pensei por um segundo e concordei. – Merlin, é verdade! Ela nunca me deixa safar assim. – conclui, tentando lembrar-me de alguma vez que a Evans tinha me descoberto e deixado passar, que seriam: nenhuma. – Bom, eu não sei o que você fez Prongs, mas acho que deve estar dando certo. – encorajei.

- Realmente, é um avanço. – concordou Remus. – Mas, se vocês não se importam, vou dormir.

- Até que enfim uma sábia frase. – eu disse, levantando as mãos para o alto. – Boa noite aí gente. – falei, me jogando na cama e apagando imediatamente.


Domingo era um bom dia. Eu podia ficar na cama até tarde e ainda tinha o dia inteiro à disposição. – Pad! – ouvi James me chamar, saindo do banho. – O chuveiro está liberado. – avisou, fazendo-me resmungar em resposta. Não estava mais dormindo, mas estava com muita preguiça. – Vai logo, se não vamos perder o almoço, só falta nós dois. – informou. Claro que só falta nós dois, caso contrário o banheiro estaria ocupado por mais umas duas horas. – Vai! – Tiago exclamou, mais uma vez, jogando uma toalha molhada em mim.

- Prongs! – gritei. – QUE NOJO, CARA! – joguei a toalha de volta, correndo para o banheiro. Melhor previnir, vai saber por onde andou aquela toalha.

Com o banho tomado e meu cabelo meticulosamente desalinhado nós descemos para o Salão Principal, que a essa hora já estava praticamente vazio. – Por pouco não perdemos o almoço. – Pontas pontuou, quando nos servimos.

Peguei-me perguntando se Marlene já havia almoçado e se tinha ido direto para o dormitório depois da festinha. – Algum plano para hoje? – perguntei, enquanto cortava um pedaço de pudim e colocava em meu prato. – Prongs? – indaguei, após notar que ele não tinha me respondido. – James! – tentei novamente. Ele parecia estar em um Universo bem paralelo. – ACORDA! – gritei, batendo as mãos na cara dele.

- Que foi? – ele perguntou calmamente, ignorando o fato de eu ter feito um escândalo. – Será que a Lily está de bom humor ainda? E se eu for falar com ela? – quis saber, esperançoso.

- Bem, meu caro Pontas. – comecei. – Depois de ontem acho que você pode até beijar ela que não vai ser mordido. – opinei, maroto.

- Sério? – disse, quase eufórico. É oficial: perdemos o Prongs.

- Merlin! – exclamei, revirando os olhos. Por um beijo só? Levantei-me, já que nós dois tínhamos terminado de comer já e fiz um aceno para sairmos. – Ela deve estar no jarim com a Lene. – sugeri. Torcia por ele, no final das contas, mesmo a desejada sendo uma ruiva louca que vive pisando em cima dele. Fomos até o jardim e andamos na direção do carvalho na beira do lago, lugar onde Marlene costumava ficar. Mas, ao chegarmos lá, só encontramos a Líliam entretida com um livro. – Evans. – chamei. – Cadê a Lene? – perguntei, olhando ao redor.

- Oi Lily. – James acenou, sorrindo feito um bobo. – Dormiu bem? – continuou.

E por incrível que pareça ela não gritou a famosa frase: É EVANS, Potter! – Dormi sim. – disse, sorrindo sem jeito, e logo ficando um tomate de tão vermelha ao notar que eu ainda esperava a minha resposta. – Ahm.. acho que ela já deve aparecer.

Pensei em agradecer e dar meia volta, mas pelo olhar que James me deu, resolvi ficar. Amigo que é amigo, é para todas as horas, não é mesmo? – Se importa de esperarmos aqui? – ele perguntou confiante, mas, ao mesmo tempo, receoso. Era agora ou nunca.

- Não, claro. – a ruiva concordou, no que um sorridente Potter sentou-se ao seu lado. Eu olhava à cena incrédulo. Tudo bem que eu já tinha decidido ser padrinho desses dois, até porque era obvio que iam ficar juntos, mas até ontem ela não podia ver ele pintado (excluindo o episódio da festa)! E agora pode? Eu já não entendo mais nada.

Sem outra opção, sentei-me perto dos dois, aproveitando a sombra da árvore. – Sabe se ela chegou tarde ontem? – perguntei, depois de um longo bocejo. Comer da sono, fato.

Líliam sabia que era sobre a Marlene de quem eu estava perguntando, mas aparentemente não gostou muito de responder. – Acho que ela já estava dormindo quando eu cheguei. – informou. Bom, era bem possível, já que ela tinha saído antes da Evans. Embora o "acho" não tivesse me convencido muito.

Deitei na grama, cruzando os braços atrás da cabeça. Ao longe eu podia ouvir o James tentando manter uma conversa com a sua ruiva dos sonhos dele, o que parecia estar dando certo. O som de água sempre me dava sono, era algo inevitável, ainda mais depois do um almoço daqueles. Só conseguia escutar vozes ao fundo, junto com um balançar de pequenas ondas na beira do lago. E... Nossa, já é de noite? Mas que coisa, porque ninguém me acordou? Espera! O que aquela mulher está fazendo no lago? Ou melhor, sobre o lago? Acenei com os braços e gritei: Hey! Saí daí! Ela não era nenhuma aluna, se não nunca teria ido até lá, já que as histórias de Polvos arrastando gente para o fundo eram bem verídicas. E como que ela conseguia flutuar assim? Notei uma vibração estranha no lago, indo na direção da mulher e entrei em desespero. HEY! SAI DAÍ! Gritei novamente, mas ela parecia não me ouvir, ou se ouviu fingiu que não. Meu coração parecia que ia sair da boca, eu conseguia ver alguma coisa indo na direção dela, mas não podia fazer nada. Decidi pular no lago, era a única opção. Tirei o casado e joguei os sapatos de qualquer jeito, com pressa, mas quando estava entrando, a mulher fez um sinal para mim, colocando o indicador direito na frente dos lábios, pedindo silêncio. Olhei-a para paralisado, ela estava brilhando. Não de um jeito absurdo, mas estava. Não conseguia ver o rosto dela direito, mas era ela tão linda. Os cabelos escuros, pela alva, olhos.. Marlene? – MEU MERLIN! – a mulher gritou. Espera, não faz muito sentido ela... – ALELUIA! – a cena de antes sumiu e eu acordei, aparentemente tinha sido um sonho, bem estranho, diga-se de passagem.

Mas porque a gritaria? Olhei para Marlene, que estava com uma expressão de surpresa e alegria ao mesmo tempo, ainda gritando e pulando. Segui o olhar dela e – AEEEEEEEEEE! – gritei junto. A cena que nós dois contemplávamos era James e Lilían se beijando.

Depois de toda a gritaria e os vivas os dois pareceram notar minha presença e da Lene, já que estavam mais vermelhos que um tomate e tentavam mandar nos sermos discretos. Impossível. – Amiga, dá para falar mais baixo e parar de pular? – a ruiva perguntou brava, mas sorrindo.

Marlene e eu nos aproximamos do casal, que agora era oficial. – Finalmente! – foi o que ela respondeu, abraçando a amiga. Finalmente era uma boa colocação.

- Parabéns Prongs! – congratulei. Mais tarde providenciaríamos uma super festa, porque ganhar um beijo da ruiva tinha sido uma saga épica. – Nossa, Líliam. – exclamei. Agora eu podia chamar ela de Líliam ou Lily, não estava mais bravo por ela ter judiado do meu amigo. – Você vai ter que compensar o sofrimento do nosso James. – deu o meu melhor sorriso maroto.

- Já recompensou. – Tiago disse, completamente nas alturas de tão feliz, acariciando o rosto da Líliam. Ele estava tão deslumbrado de felicidade que eu fiquei com um pouco de inveja. Tudo isso por ter beijado só uma garota? Eu que já tinha feito isso inúmeras vezes nunca tinha ficado assim. E não era pelo desafio, tenho certeza, porque algumas me deram muito trabalho. Então o que o fazia ficar assim? Lembrei da vez que a Lene disse sobre o amor e conclui que era isso.

- Ah, desculpa pelo escândalo de antes. – Marlene gesticulou, voltando a ficar do meu lado. – Mas é que eu torcia tanto por isso que quando aconteceu tive que extravasar. – explicou, no que eu concordei, balançando a cabeça. – Não se preocupem, porque apesar disso nem todo mundo ouviu, então podem ficar aí tranqüilos. – ela informou, dando uma piscadela com o olho esquerdo. – Vamos, Six? – perguntou, já me puxando para longe, sem deixar tempo para eu protestar. – Ai, eu estou tão feliz. – ela disse, dando um pulinho, assim que nós nos afastamos deles e achamos um lugar mais discreto para conversar.

- Eu estou vendo. – comentei, rindo da reação dela. Às vezes ela é engraçadinha feito uma menininha. E eu gosto disso, dessas dualidades que ela tem. – Mas não precisava sair de lá, sabia? – reclamei, sentando em uma pedra grande.

- Deixa os dois namorarem um pouco. – ela sorriu. Eu não vou discutir com ela de que eles não são namorados ainda. – Você viu a cara de felicidade do Tiago? E o sorriso radiante da Lily? – ela perguntou.

- Isso até eu notei. – respondi, sorrindo também.

– E como é que você dorme em uma hora dessas? – Lene exclamou, fazendo um gesto com as duas mãos.

- Ué, estava com sono. – me expliquei, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. E tendo um sonho bem bizarro por sinal. – Além do mais. – acrescentei triunfante. – Se não fosse pela minha soneca, os dois não teriam se acertado. – conclui, cruzando os braços e estufando o peito.

- Convencido. – ela mostrou e língua.

- Gostou da festa ontem? – perguntei, mudando completamente de assunto.

- Adorei! – ela respondeu, sentando-se ao meu lado, na pedra. – A música estava boa, as comidas deliciosas, as bebidas ótimas e a decoração esplêndida. Foi um sucesso! – comentou, destacando a decoração, já que ela tinha ajudado. Depois eu que sou o convencido. - Não param de comentar no Castelo.

Pelo menos ela não mencionou o WillCorno. – Acho que nos superamos dessa vez. – pontuei, me recordando das outras festas. – Ainda mais com a nossa entrada triunfal.

- Ah! Você precisa me ensinar a fazer aquelas luzinhas com a varinha! – pediu, tirando a varinha dela da veste.

Alcancei minha varinha também e fiz as luzinhas, igual da festa, mas dessa vez só a parte em que a Marlene soprava um beijo, nesse caso, para mim. - Se eu ganhar um beijo, talvez pense no seu caso. – sugeri sedutor.

Marlene me deu um olhar de censura, mas eu não me imporei e continuei esperando minha resposta, enquanto fazia mais e mais luzinhas dela me soprando um beijo. Era bom saber feitiços não-verbais. – Ai que coisa! – exclamou impaciente. – Tudo tem que ter um beijo. – ela cruzou os braços. – Você poderia ser mais criativo, não podia?

Ei! Não era toda vez que eu pedia um beijo, era? – Tudo bem então. – concordei. – O que você sugere? – perguntei. Isso até me soava bem interessante, mas resolvi deixar ela dizer algo, já que a minha criatividade é muito criativa, se é que me entendem. – Mas não me venha dizer: que tal nada? Eu tenho que ganhar algo em troca. – exigi.

- E a nossa amizade, não vale nada? – ela perguntou, fingindo estar ofendida.

- Sem negociações. – insisti. Mesmo sabendo que ensinaria qualquer coisa à ela sem pedir nada em troca.

- Ok. Ok. Sirius Black. – ela fez uma cara de deboche, mas rindo. – Que tal assim, você me ensina e eu te dou um vale.

Pensei por uns segundos. – Um vale?

- É, um vale. – confirmou. – Um vale para você usar como quiser. – sorriu.

Eu até iria insinuar algo, porque o "como quiser" dado à Sirius Black era bem perigoso. Mas o sorriso dela me impediu de fazer isso. – Hum... interessante.

- Mas é para usar depois. – informou.

- Tudo bem, eu aceito! – concordei, apertando a mão dela.

Demos as mãos e tentamos fazer uma cara séria, aquela que negociadores fazem, mas falhamos. Rimos por longos e longos minutos, até nossas barrigas doerem. Um daqueles ataques de riso. - Agora me ensina. – pediu apressada, quando conseguiu parar de rir.

- Está bem. – concordei. – Ta, então faz o movimento igual ao meu. – perdi, enquanto movia a varinha em ondas e curvas. – Muito bem. – elogiei, depois de ver que ela fazia igual. – O feitiço é: Sparcol Shine. – revelei.

Marlene tentou, mas o máximo que conseguiu fazer foi faíscas brilhantes. – Não está dando certo. – reclamou, fazendo bico.

Eu ri. - É claro que não. Você não me deixou terminar de explicar. – disse – Apressadinha. – toquei o meu indicador na ponta do nariz dela, fazendo-a rir. – Agora vem a parte mais importante. Na hora de dizer o feitiço você tem que imaginar uma coisa, uma cena. Mas bem nitidamente. – continuei. – Ajuda usar uma foto, como eu fiz antes, e para as luzinhas saltitantes e alegres. – levantei os braços, fazendo uma careta, ao dizer: saltitantes e alegres. – É só imaginar uma personalidade ou motivação para elas, no caso saltitantes e alegres e daí você as controla depois com a varinha ou pode deixá-las flutuarem por aí até acabar o feitiço.

Mexi minha varinha e fiz algumas dessas luzinhas, que, pulando, começaram a circular ao redor da Lene, algumas indo no meio de seus cabelos, rosto, mãos. Ela sorriu alegre. – Elas não me parecem só alegres e saltitantes. – ela concluiu, agora rindo.

- Não, não são. – confirmei. – Escolhi uma motivação diferente.

- Qual?

- Apaixonadas por você. – sorri. Notando as luzinhas rodearem-na felizes.

Marlene sorriu para mim também, mas depois substituiu o sorriso por uma expressão confusa, que eu não entendi. – Six, obrigada pelas luzinhas. – ela disse, levantando-se. – Mas acho que vou me trocar para o jantar já.

Parei o feitiço e olhei para ela. – Ué, mas você não vai treinar para ver se consegue? – perguntei.

- Depois. – respondeu. – Até depois, Six. – e foi embora pelos jardins. Eu a acompanhei com o olhar até entrar no castelo, mas sem entender qual foi a mudança repentina. Eu tinha dito algo errado? Mas foi ela que quis aprender o feitiço!


Quando eu desci para o jantar, notei algumas cabeças se virando na minha direção, acompanhadas de alguns cochichos. Estranhei um pouco, mesmo estando acostumado com situações assim. Mas até os marmanjos estavam me olhando estranho. Será que eu tinha alguma coisa no cabelo? Chequei, passando a mão nele, mas não achei nada. Minha roupa? – PAD! – James me chamou, ofegante, tentando me alcançar, antes que eu me sentasse.

- O que foi? – perguntei, arqueando a sobrancelha direita.

- Vem comigo. – mandou, me puxando para o corredor, às pressas. Merlin, o que tinha acontecido?

- Brigou com a Líliam, alguém morreu? – eu perguntei, começando a ficar impaciente.

- Espera. – pediu.

Caminhamos um pouco e até chegarmos em um corredor vazio. – Agora desembucha. – exigi.

- Você vai ser pai! – disse, meio desesperado, meio fingindo estar calmo.

- Oi?

- Você vai ser papai Almofadinhas. – repetiu.

- Continuo sem entender. – disse. Do que ele estava falando, e de onde ele tinha tirado essa história absurda?

- Sirius! Você! Vai! Ser! Pai! – exclamou, fingindo embalar um bebê, como se fosse algo óbvio se de entender.

Espere um minuto. Eu? Pai? Como? – Mas... MEU MERLIN! – gritei. Puta que pariu! Fodeu!

Coloquei as mãos na cabeça, tentando absorver a informação, meio atorduado. - Sr. Black? – nos viramos para trás e lá estava a professora McGnnagol, parecendo nada feliz. – Queira me acompanhar, sim? – pediu, fazendo um aceno com as mãos, com os olhos cheios de censura. Não fodeu, fodeu de vez, isso sim!


Olá queridas(os)! Gostaram?

Demorei um pouquinho para atualizar, mas está aí. O próximo virá mais rápido, pois já comecei o capítulo 6.

Cada capítulo novo é especialmente feito para vocês. Já que sem o apoio e comentários eu teria parado no primeiro capítulo. Obrigada por serem minhas queridas(os) leitoras(res)!

Mais uma vez quero agradecer pelas reviews! Adoro ler cada uma, especialmente quando gostam do capítulo e comentam a parte que mais gostaram, pois assim adiciono mais. A cada review dá mais vontade de escrever. :)

Às minha leitoras:

Lya: Minha querida Beta! Eu não consegui te achar no msn, e perdi seu e-mail. :S. Daí postei sem reviso mesmo, já que faz tempo que está sem atualizar e o capítulo está pronto faz umas semaninhas já. Mas ainda é minha beta querida \o/. De qualquer forma, você é a minha primeira leitora! :) Espero que goste do capítulo novo. ;*

Raquel: Vou continuar escrevendo! Também adoro fics sobre os dois, esse foi um dos motivos que me inspirou para escrever uma. Espero que continue lendo e gostando. ;*

Deborah-Deh: São perfeitos juntos mesmo, não são? Ah, mas ainda não precisa bater no William, só daqui a pouco. E quanto ao rapto, não é uma má idéia não, viu? Vou pensar. Hahaha. ;*

Chanel Black: Leitora nova! Bem vinda! :) Que bom que você amou! E obrigada pelos super elogios, muito bons de ler, hehe. Não tenho planos de desistir dela não, ainda tem muita coisa para acontecer entre o Sirius e a Marlene. Espero que tenha gostado do "Finalmente". ;*

Flah': Ah, que bom eu gostou da fic e espero que goste do novo capítulo também. E seja bem vinda! :)

Jules: Mais uma leitora nova! Que bom! :) Aí está mais um pedaço da fic. Espero que goste. ;*

Deny Weasley: Que bom que gostou! Dessa vez acho que demorei um pouquinho a mais para atualizar, mas o capítulo está bem maior e o próximo já está encaminhado. Espero que goste dessa também. ;*

Tati Cullen H. e Nina Rickman: Nina! :) Pois é, a Lene é meio viciada em doces e afins. E certamente seria uma perfeita Serial Killer, hahaha. O capítulo novo está aí! Espero que tenha dado risadas e tenha gostado. ;*

Aneenha-Black: Oie! Eu sempre procuro colocar um flashback dos dois, para mostrar como é a amizade deles ou os momentos importantes na vida dos dois. Que bom que gostou daquele, foi gostoso de escrever. A entrada dos dois realmente foi triunfal, só quem não gostou foi o William, claro, hehe. Espero que tenha gostado do capítulo novo. Dessa vez não coloquei um flashback, só um sonho que vai ser lembrado mais para frente, mas no próximo terão dois. ;*


Ps: Acho que vocês devem ter recebido várias atualizações dos capítulos, mas o novo é esse aqui, o "V – Finalmente". Não sei o que deu, talvez desformatou tudo, mas tive que repostar os primeiros para não ter problemas e não perder nada.


Até a próxima.

Beijos, Mary.