Estava muito frio. O vento castigava qualquer pedaço de pele exposto, fazendo com que os olhos ardessem e os lábios rachassem. Vejam bem, não era um vento violento, contudo o ar estava tão gelado que a mais leve brisa fazia o corpo tremer. Os alunos tinham expectativas que o clima melhorasse no final de semana que iriam para Hogsmead, porém nada mudou além do céu permanecer em um azul profundo, típico do inverno forçando a todos a caminharem em grupos para se proteger.

Durante um bom tempo George esperou pela irmã na entrada do castelo: precisava falar com Gina com tanta urgência que mal se aguentava. Quando a viu se aproximar na companhia da mesma garota loira que o abordara na Floresta Proibida, se viu forçado a dar um sorriso displicente como se vê-la fosse o que mais queria.

-Olá, George Weasley. – saudou Luna com a voz doce.

-O que você quer? – grunhiu Gina quando viu o irmão se aproximar.

-Preciso falar com você. Em particular. – acrescentou, lançando um olhar rápido em a Luna.

-Não posso. Prometi a ela que iríamos até a floricultura de Hosgmead para comprar cravo-de-gnomo.

-É um assunto sério.

-Sim, mas também é um assunto rápido?

George ponderou por um segundo.

-Não.

-Nada feito, então. Vamos, Luna. – Gina puxou a amiga pelo braço.

-Adeus, George Weasley. – e como se tudo tivesse ido muito bem, ela acenou para ele enquanto era carregada.

As duas não estavam tão longe quando George tornou a se juntar a elas mais uma vez, para a irritação de Gina.

-Você, realmente, não tem nada melhor pra fazer? – tentou forçar passagem por ele, mas o irmão era praticamente um armário.

-E se eu fosse com vocês? Posso ajudar e depois converso com você.

Gina bufou: estavam perdendo tempo e o frio não estava ajudando agora que estavam perto da porta do castelo.

-O quão sério é o assunto?

-É sobre Hermione. – ele lançou um olhar ansioso para a outra, temendo que fosse espalhar algum boato, mas Luna parecia tão absorta com... nada que provavelmente nem tinha ouvido.

Aquilo pareceu amolecer o coração da irmã. Sabia em parte sobre o que ele iria falar, mas a curiosidade a fez se dobrar.

-Certo. Se Luna não se incomodar.

A menção de seu nome pareceu puxá-la de volta a realidade. Luna sorriu, fitando George com interesse por um minuto.

-Será um prazer.

No momento que ela disse aquilo, George teve a mais pura certeza que havia se comprometido no programa mais estranho e imprevisível de toda a sua vida, mesmo ele sendo um dos gêmeos Weasleys. Seguiu as duas a uma certa distancia: não fazia ideia do que estavam cochichando aos risos, e não se importava, só queria terminar com aquilo, se ver voltando para o castelo, ficar enrolado nas cobertas do dormitório aquecido.

Era estranho sem Fred e Lino ao seu lado. Principalmente a ausência do irmão, sentia falta dele, era como se lhe faltassem um braço e uma perna. Ficou com os próprios pensamentos e deixou as duas garotas com as fofocas, embora fosse muito difícil imaginar que tipo de assunto sua irmã e Luna teriam em comum. Viu um grupo de colegas passando e os saudou com um movimento da cabeça: Não queria falar com ninguém, nem ao menos sabia o porque de estar indo. Sua vontade era de estar em no dormitório, porém também estar no mesmo ambiente que Fred ainda era estranho.

Quando estavam no meio do caminho, já entre as lojas do povoado, Gina se afastou de súbito e se juntou a outro grupo com dois rapazes e uma garota barulhenta. George se adiantou, ficando um pouco mais perto de Luna.

-O que ela está fazendo?

-Foi falar com Simon. Disse para esperamos um minuto. – só então Luna pareceu perceber que era George. No mesmo instante fincou o olhar no rapaz e nada no mundo a fazia desviar sua atenção.

Ele deixou um grunhido escapar: a essa altura já esperava estar diante de uma lareira quentinha, silenciosa, e sem pessoas estranhas o encarando. Enfiou as mãos nos bolsos, nervoso, o nariz já vermelho.

Depois de certo tempo George estava realmente começando a ficar impaciente. Via Gina rir com os amigos sem parece estar chegando ao final da conversa e o fato de saber que os olhos de Luna estavam cravados nele não ajudava seu humor.

-Você não parece ser um batedor.

Aquilo chamou a atenção dele. Olhou para baixo a fim de encara-la.

-Por que?

-Não tem dentes faltando e nem um nariz quebrado. Os batedores do meu time sempre tem alguma coisa faltando.

-Porque sou um bom batedor!

-Ou talvez não seja dedicado o bastante. – ou ela não parecia se importar com o fato de estar ofendendo-o, ou não percebia a irritação de George.

Uma lufada violenta de vento o fez estremecer e entrar a primeira loja que encontrou, quase fazendo uma senhora atarracada cair no chão com suas compras ao passar as pressas pela porta. Era óbvio que a Dedos de Mel estaria apinhada de gente falando alto, forçando passagem de um lado para o outro enquanto tentavam chegar a suas mercadorias. A loja geralmente era bem movimentada, mas com nenhum transeunte querendo encarar o frio do lado de fora, parecia duas vezes mais cheia.

George espiou pela vitrine por entre os doces, vendo que Gina ainda não havia concluído a conversa. Revirou os olhos e sentiu alguém enfiar o cotovelo em suas costas tamanha a pressa. Olhou ao redor: o caixa estava enlouquecido enquanto uma mãe gritava irritada com a filha bem na frente dele.

Dava para ver que a maioria dos fregueses não estava a procura de algo para comprar: mal olhavam as prateleiras e a fila com gente querendo levar alguma mercadoria estava ridiculamente pequena. Aquilo parecia irritar o caixa ainda mais. George deixou os olhos vaguearem pelas prateleira mais próximas quando a sineta sobre a porta tocou mais uma vez e ele viu uma cabeleira loira e desgrenhada caminhar pela Dedos de Mel. Sabia que era Luna, com a sorte que tinha, deveria estar procurando por ele. Raios, estava começando a ficar seriamente arrependido de ter vindo. Encolheu-se ainda mais em seu canto, dobrando os joelhos para não parecer tão alto e puxando o capuz do casaco para cima a fim de tampar seus cabelos ruivos. Virou-se por completo para uma estante repleta de caixinhas cor de vinho onde se liam" Chocolates Apimentados".

Havia uma caixinha com amostras se o freguês quisesse experimentar selada com um feitiço prestes a travar os dedos do espertinho que quisesse pegar mais do que deveria. George pegou uma das bolinhas e saboreou o doce: No Inicio o prazer de chocolate, depois a pimenta queimando sua boca e depois mais uma onda de chocolate com o sabor mais intensificado.

Se apaixonou.

Olhou o preço e quis correr para em longe antes que fosse agredido de novo. Tinha pouco mais de alguns nuques no bolso, não esperava ter de sair e ir até Hogsmead. Suspirou com um ar irritado. Decidido a acabar com aquilo mesmo que tivesse que arrastar Gina para um canto e amarra-la, voltou-se para a vitrine onde, do lado de fora, depois de doces, vidro e vento, sua irmã havia sumido. Sem poder conter um xingamento e quase esmurrando a pessoa mais próxima, tentou se convencer que ela deveria estar por perto.

Olhou para o pacote de chocolate apimentado uma última vez como se despedisse e saiu da loja, ouvindo o sino tilintar bem acima da sua cabeça. Uma vez do lado de fora, não encontrou Gina em canto algum. Ficou na ponta dos pés ( o que era completamente desnecessário, afinal era um dos rapazes mais altos da escola), mas nada de outra cabeleira ruiva em lugar algum. Praguejando, deixou o corpo tombar contra a vitrine da loja enquanto tentava arranjar forças para se arrastar de volta para Hogwarts em meio ao frio quando alguém o puxou pela manga.

-Ela foi embora? – Luna piscou de forma confusa, olhando ao redor sem muito interesse.

-É o que está parecendo. – não queria ficar no vento gelado, não queria ficar ao lado de Luna, não queria ser visto com ela.

-Aqui.

Ele olhou para baixo a tempo de ver um saquinho amarelo nas mãos da menina. Franzindo o cenho, abriu a embalagem e encontrou a caixinha de chocolate apimentado que havia visto dentro da loja.

-O q...

-Eu percebi que você não parava de olhar pra ele. Não o culpo, gosto bastante desse sabor. Pena que é meio caro. – ela parecia tranquila, como se a cena fosse a mais ocasional possível – Eu imagino se Gina esta nos esperando na floricultura.

George estava sem palavras: olhou para o presente e depois para Luna, que parecia não notar o choque em seu rosto. Na verdade, parecia não notar nada que qualquer pessoa normal pudesse ver. Abriu a boca e tornou a fecha-la, se esquecendo que estava frio e que mal podia sentir os dedos segurando o presente.

-Eu não comprei nada para você. – certo, não havia sido a coisa mais inteligente a ser dita, porém o cérebro dele também parecia ter sido afetado pelo ar gelado.

Luna lhe lançou um olhar solidário.

-É um agradecimento.

-Pelo que?

-Pela companhia. – olhou em volta e depois para ele e depois para o pacote e só ai deu um sorrisinho distraído. – Eu imagino o que vai ter para o jantar hoje. Espero que tenha sopa de carne. Ajuda a esquentar e evita que você pegue Varíola de Dragão.

Mais uma vez George não conseguiu pensar em alguma, qualquer resposta que pudesse transmitir exatamente o que se passava pela sua cabeça. A necessidade de fazer isso foi interrompida com a chegada de Gina, esfregando uma mão na outra.

-Por Merlin, que gelo. Vamos rápido, não aguento mais um minuto debaixo desse vento

...

-Então não é brincadeira?

Estavam finalmente na floricultura vazia, se não fosse pela dona da loja e uma bruxa corcunda que insistia em cheirar todos os tipos de grama que encontrava a amostra. Luna rodava pelolugar, seu pacote com Cravo-de-Gnomo já estava firmemente embrulhado em seus braços, o que não queria dizer que ela havia terminado. George e Gina optaram por ficar perto da porta: a Floricultura em muito se parecia com a estufa, abafada e úmida, não que fosse de todo ruim, porem quando se estava usando vestes para o frio...

-Eu gostaria que fosse. – George olhou de forma distraída a cabeleira clara de Luna balançar conforme ela andava – Ele se torna insuportável toda vez que a vê passar pelo corredor ou vem falar conosco.

Gina mordeu a bochecha, pensativa: A princípio, achou que era apenas mais uma brincadeira dos gêmeos. Ninguém a culparia: seus irmãos eram assim. Os senhores da travessura na Escola, ainda piores agora que trabalhavam em produtos para as lojas.

-Desde quando isso? – perguntou, ainda sem olhar para o irmão.

-Bom, acho que nas férias da Copa Mundial de Quadribol. Ele começou a ficar estranho...

-E o que exatamente você quer que eu faça? – dessa vez, Gina encarou o irmão – Quero dizer, ele conseguiu estragar tudo depois do que fez...

-Ele não quis fazer aquilo. Você sabe como Fred fica quando bebe – ama até demais, pensou George consigo mesmo tentando se esquecer do beijo que seu irmão havia lhe dado.

Luna parecia extremamente interessada em uma caixa onde parecia haver nabos saltadores.

-Eu estou dizendo essas coisas primeiro por não ter que ficar lidando com você toda vez que algo de estranho acontecer em relação a ele e Hermione. O cara está tentando. Segundo, eu não faço ideia de como a cabeça das mulheres funciona. Você poderia dar uma ajuda. É a mais próxima de ter um lado feminino na família. Depois de Percy...E Rony – acrescentou no último segundo.

-Suponho que possa tentar conversar com ela. – Finalmente Luna havia decidido que realmente só iria levar aquilo que viera procurar. – Mas não vou forçar a barra. Ela ainda está bem abalada e não vou chatear uma amiga.

-E nem eu quero isso. Mas já fico agradecido.

Por um minutos, Gina olhou o rosto do irmão: Havia algo de diferente nele, uma atitude estranha, não tão abusada e mais séria. Provavelmente porque estava preocupado com Fred, mas nada além disso. Ficaria de olho naquilo, mas por hora se limitaria a sorrir para Luna, que vinha de encontro a eles.

-Pronto. Podemos ir.

Embora ventasse mais

...-...-...

A sexta feira havia passado como um papel em branco. Fred havia estabelecido que ele e o irmão haviam feito as pazes (não por te-lo perdoado por completo, mas no instante que Lino havia anunciado que ele havia sido o causador da recém calvície na região viril), contudo George parecia não ter percebido isso, então quando acordou na manha de sexta, estava sozinho. O dia estivera apinhado de afazeres, e mesmo que ambos e Lino estivessem juntos nos intervalos, Fred não se atrevia a conversar sobre a noite anterior com o amigo ali: Gostava dele, porém só de saber que agora Harry tinha conhecimento sobre o assunto o perturbava.

E ali estava agora, no Corujal, os braços apoiados na janela olhando a Floresta Negra: Não fazia ideia de onde George estava, mas iria ter respostas aquela noite. Achou ter ouvido passos quando o assoalho de madeira rangeu.

-Maldito frio! – ouviu uma voz conhecida vociferar – Ainda vou a Hosmead, nem posso acreditar. - bufou.

Fred ficou imóvel: a janela onde estava ficava na curva, atrás da estrutura de madeira onde dezenas de corujas se abrigavam, o que não o deixava exposto, mas soube no momento em que a ouviu falar que era Hermione Granger do outro lado. Encolheu-se contra a parede desesperado para não ser pego. O vento gelado bateu, o que fez com que a corjas se agitarem, uma delas deixando cair um solene "presente" bem próximo a ele. Não pode deixar de conter um resmungo, porém quando o percebeu, já era tarde.

-Quem está ai?

Fred se amaldiçoou mentalmente. Mordeu o lábio querendo ter a vassoura junto de si para poder se jogar da janela e voar para longe.

-Pela última vez! Se não se mostrar, eu vou usar a varinha! – havia medo na voz de Hermione e sua mão tremia.

-Está bem, está bem. – Fred saiu do esconderijo, mãos para o alto e a expressão mais tranquila que conseguia manter naquela situação.

Um suspiro de surpresa escapou pelos lábios dela e foi como se toda a cor de seu rosto tivesse sumido sem aviso. A mão com a varinha vacilou e baixou lentamente, contudo ela ainda não havia soltado o objeto. Fred pareceu receoso, não queria chegar perto, tinha medo de como a garota poderia reagir.

-Por que estava escondido? – ela perguntou, havia um leve temor em sua voz.

Por um momento, Fred não conseguiu responder, apenas ficou olhando para ela: gostava de Hermione já fazia muito tempo, e ainda assim não parecia ser o suficiente. Queria que ela tivesse ocupado seus pensamentos por mais alguns anos, queria te-la convidado para o Baile de Inverno ano passado... Mas não teria se atrevido. Primeiro por achar que ela e Rony sempre tiveram algo por detrás da cortina. Nunca haviam feito ou dito nada, ainda assim podia sentir. Segundo por se sentir completamente intimidado com a personalidade forte (mesmo ele tendo uma) quando combinada com o brilhantismo dela. Sentia medo de abrir a boca e ela o considera-lo ainda mais imbecil do que seu irmão mais novo.

-Me responda.

Aquilo o despertou de seus pensamentos. Sentiu a garganta seca.

-Eu vim... entregar uma carta. – lhe pareceu a mentira mais óbvia.

Hermione olhou para cima. A princípio, Fred não entendeu o porque, mas então viu Pichitinho e Errol empoleirados alguns metros acima, encolhidos nas próprias penas em um sono agradável. Ela então voltou a encará-lo, agora com os olhos estreitos e um ar de irritação.

Fred pensou em inventar qualquer coisa, mas estava tão cansado de pronunciar mentiras, e não queria criar aquele habito com Hermione. Se o irmão estivesse ali, sentiria-se mais seguro, contudo George havia saído muito cedo naquele dia sem dizer uma palavra e com um olhar decidido.

-As vezes subo pra ver a vista. – suspirou, indicando a janela do corujal com um movimento da cabeça e o olhar baixo – A Torre de Astronomia fica fechada finais de semana e não tem treino hoje. – mordeu um canto da bochecha – Gosto de altura.

Ela quis gritar uma maldição sobre ele no momento que descobriu a mentira: estava doida para retribuir o pesadelo que havia vivido com Fred Weasley, porém agora o via abrindo o peito com a verdade e não teve coragem de atacá-lo. Irritada por sentir-se encurralada e ainda sentindo um desconforto só por estar diante de Fred, deu meia volta não enviando a carta que tinha no bolso.

Ouviu seu nome quando já estava na escadaria.

-Hermione! – Fred foi atrás dela.

Parou dois degraus acima, arfando não pelo esforço, mas pela ânsia e vergonha. Ela o encarava, a varinha ainda em mão: o machucava ver que a única forma que Hermione encontrava para lidar com ele era armada.

-Por favor... –desceu um degrau e ela recuou. Então ergueu as mãos diante do peito e devagar desceu mais três degraus, deixando que ela ficasse um pouco mais alta do que ele. – Me desculpe. O que houve na outra noite, eu...

-Eu não quero mais falar sobre isso...

Ela tentou descer, mas Fred ficou no seu caminho.

-Eu preciso falar sobre isso. Eu não quero... – mordeu o lábio: Não queria o que? Estragar todas as suas chances com ela? – Você é minha amiga. Me perdoe.

As narinas de Hermione estavam tão abertas, tentando pegar ar e mantê-la consciente. Olhou para Fred Weasley e pela primeira vez o viu: Cabelos ruivos de cor morta naquele tempo cinzento, nariz comprido, assim como o rosto e resto do corpo magro. Os olhos castanhos vagueavam pelo seu rosto, aflito, mas bem no canto de seus lábios havia um leve sorriso. Tocou o rosto dele antes que pudesse se impedir, e sentiu a pele morna por debaixo de todo aquele frio, tentando entender que por debaixo do calor havia um ser humano. Para sua surpresa, Fred fechou os olhos e a libertou da pressão que havia em seu olhar.

-Você me assustou. – murmurou ela depois de um tempo.

Fred assentiu de leve, tornando a fitá-la: Hermione tinha os cenhos franzidos e ainda mexia em algum ponto perto de sua orelha.

-E eu lamento por isso. Queria comemorar e acabei me excedendo.

Com a mesma tranquilidade de antes, Hermione afastou a mão dele enquanto guardava a varinha. Tentou achar algum traço de divertimento ou deboche em Fred, porém ficou surpresa quando só viu seriedade e receio. Desceu um degrau e ficou no mesmo patamar que Fred antes de prosseguir caminho. Já tinha quase sumido na curva quando lançou um olhar em direção a ele:

-Acho que está na hora de parar de beber. – disse, antes de continuar.

O mais silenciosamente que pode, Hermione disparou pelo resto da escadaria só diminuindo o ritmo quando finalmente atingira o último degrau. Ali, só andou com mais pressa, consciente que era um ponto visível para qualquer um na Torre do Corujal pelos próximos metro.

Mas não poderia ver seu rosto. Corado. E confuso. Ela não fazia ideia do porque ter tocado em Fred Weasley, mas agora ainda conseguia sentir os dedos formigando. Ele lhe pareceu tão sinceramente arrependido e assustado que quase sentiu pena. Quase. Ainda se lembrava de ter chorado.

Aumentou a passada sentindo a nuca eriçada, exatamente onde os olhos de um dos gêmeos estavam cravados.


N.A.: Queridissimos! Mais um capítulo (o que foi um milagre, porque estou em final de período na facul XP (E não está indo nada bem =(...Mas acho que pelo menos passo em Estatistica =D)

Bom, como podem ver, estão se desenvolvendo as coisas. Não é como se J.K. Rowling tivesse preparado o terreno, mas... Tentamos fazer milagres u.u...Não sei se vocês querem que eu va direto ao ponto, sei que é meio frustrante a lentidão como as coisas estão andando, mas para mim dessa forma fica mais real =**

Bom, fiquem a vontade para me responder =) Criticas, sugestões, comentários e elogios são bem vindos em meu coraçaozinho 3

Um abraço