Hydra ouviu um forte barulho na varanda, dois comensais que Hydra não conhecia vinham correndo para sua casa.
Peter e Hydra foram até a varanda, os comensais passaram por toda proteção.
- Hydra, entra, por favorn – Disse Peter a colocando trás dele.
- Não adianta correr, Macmillan, nem você, Malfoy – Disse um comensal alto tomando a varinha dos dois com um gesto da dele – Fizemos questão de deixar essa casa por último.
- O que vocês querem? Não temos nada aqui em casa – Gritou Peter.
- Isso é o que vamos ver – Disse o outro comensal, mais baixo.
Eles reviraram a casa inteira, colocaram os móveis de pernas para o ar e destruíram alguns enfeites.
Peter mantinha Hydra abraçada a ele e Hydra prendeu Lacerta no lugar com um feitiço, com medo de que os comensais a matassem só por maldade.
- Nada – Disse um comensal ao outro.
- Agora, vocês dois, venham aqui – O comensal apontou com a varinha e os dois foram sugados para perto dele e colocados sentados no sofá.
- Quem vai começar a falar primeiro? – Perguntou o comensal mais alto parado na frente deles.
- Falar o que? Não fizemos nada! – Disse Peter.
- Aonde está Harry Potter?
- Nós não sabemos, ele não está conosco.
- Eu sei que não – Continuou o comensal- Mas você deve saber aonde estão.
- Não sabemos, é verdade – Disse Peter.
- Severus diz que você é boa em Oclumência – Disse o comensal mais baixo olhando nos olhos de Hydra – E que também não adianta usar Imperius e seus papaizinho e mamãezinha imploraram para não a machucasse, mas... quem liga para eles? – Disse o comensal rindo.
- Não mexa nela! – Gritou Peter.
- Calado! – Gritou o comensal mais alto - Acho que vou começar com você então.
O comensal pegou Peter pelo braço e o jogou no meio da sala.
- Cruccio – Disse ele apontando a varinha.
- NÃO! – Chorou Hydra que foi segurada pelo comensal mais baixo.
Peter se contorcia de dor, era a cena mais horrível que Hydra já viu na vida.
- NÃO, PARA, POR FAVOR, ELE NÃO SABE DE NADA! ELE NÃO SABE DE NADA, POR FAVOR, PARA! EU IMPLORO!
- Pronta para falar? – Perguntou o comensal.
- EU NÃO SEI DE NADA, EU JURO, EU JURO – Disse ela chorando muito.
A tortura em Peter durou por Hydra não sabia quanto tempo, era torturante nela também, parecia sentir toda dor e não podia fazer nada, perdeu completamente a noção do tempo, foram os momentos mais apavorantes e horríveis que Hydra já passou, finalmente ele viu que Peter não iria falar e o deixou de lado, mas ele não se mexia, estava inconsciente.
- Quer um pouco disso? – Perguntou o comensal rindo para Hydra.
- Eu não sei de nada, só nos deixem em paz!
- O Lorde das trevas não está nada satisfeito com vocês, sabe... Sangues puro se envolvendo com cada um... não, ele não está feliz... Por isso fizemos questão de esperar vocês chegarem em casa, um presentinho dele para vocês dois, especialmente para você, Malfoy.
- O que você vai fazer? – Perguntou Hydra tentando não chorar e ser forte e corajosa, o encarando.
- Agora? Nada, uma promessa que fiz para Narcisa e Lúcio em troca de alguns favores, além da sua morte e a dele não terem sido ordenadas, mas acredite, você vai receber ainda o que merece se continuar andando com essas pessoas, a, não vai ter mamãe ou papai para te ajudar, duvido muito!
- Vamos, eles parecem que não sabem de nada... – Disse o comensal mais alto para o outro.
Os dois saíram pelo jardim, Hydra correu para o marido.
- A, aqui – Disse o comensal que desarmou os dois tacando a varinha dos dois no chão, por enquanto não precisam ficar sem elas, outra parte da promessa...
Os dois partiram, Hydra tentava desesperadamente acordar Peter, correu até sua estufa, que estava completamente quebrada e revirada e colheu o que podia para uma poção.
Deu ao seu marido uma poção que o acordou na hora, mas ele ainda sentia muitas dores, mal conseguia andar, ela teve grande dificuldade de colocar ele deitado na cama.
- Eles te machucaram? – Perguntou ele, preocupado, sem conseguir falar muito alto.
- Não, não me tocaram, eles prometeram para minha mãe, em troca de algo, muito dinheiro imagino eu, provavelmente!
- Que bom, pelo menos isso.
- A casa está quase destruída – Disse Hydra chorando olhando tudo jogado pelo quarto.
- Nada que não possamos ajeitar.
- Foi horrível, eu achei que, eu achei que... – A voz de Hydra falhou, Peter colocou sua mão nos cabelos dela e a consolou.
- Estou bem, só dói um pouco agora, mas estou bem.
Hydra fez mais algumas poções para tratar das dores de Peter e fazer com que ele adormecesse.
No dia seguinte, Peter já se sentia melhor, os dois ficaram o dia inteiro consertando todo o estrago que os comensais tinham feito, no final do dia, a casa parecia decente novamente, eles receberam mais um patrono de Mezra informando que a casa estava ajeitada e pedindo para mandarem informações, também falaram que Jeniffer e Abbas ficariam com eles por alguns dias e perguntaram se não queríamos fazer o mesmo, o que Hydra negou, queria ter a sua casa como porto seguro.
- Eu preciso do medalhão – Disse ela para Peter que preparava o jantar.
- O que?
- Eu preciso do medalhão, eu preciso ver algo, ver o que está acontecendo com Draco.
- Hydra, eu já disse que...
- EU NÃO ME IMPORTO! Eu preciso Peter, é muito importante, dessa vez é muito importante mesmo! – Gritou ela.
- Uma vez, ok? Usa só uma vez.
- Ok, obrigada – Disse ela o abraçando.
Hydra foi para o quarto e deitou, Peter deu o medalhão para ela que o usou e imediatamente foi inundada por sentimentos horríveis, ela então bebeu uma poção que estava na mesa.
- O que é isso? – Perguntou Peter.
- Poção do sono – Disse ela antes de apagar.
Ela estava na mansão, seu pai parecia magro e abatido e conversava baixinho com ela
- Ela está bem, eu a salvei, eu a mandei embora para casa.
- Aí Lúcio, mas eles vão até a casa dela, o Lorde das trevas mandou...– Hydra (que ela percebia que na verdade estava na mente de Narcisa) o abraçava.
- Mas não fizeram isso durante o casamento? – Perguntou Lúcio espantado.
- Não, vão deixar ela por último, eu ouvi!
- Não! – Dizia Lúcio espantado com os olhos arregalados – Não, eu não deveria ter mandado ela para lá...
- Eles prometeram que não vão machucar ela e nem matar o marido dela, eu os paguei para que não fizessem isso, não queria que machucassem o marido também, mas isso não aceitaram, mas pelo menos prometeram não fazer nada grave!
- E se ele...
- Eu aposto que não vão contar, eu paguei uma boa quantia em ouro para que ficassem quietos.
A cena ficou nublada, ela se viu torturando um homem e se esforçando para não chorar, sentindo uma enorme dor e medo.
- Faça, Draco, faça ou você sabe o que irá acontecer – Dizia uma voz.
Mais uma vez a cena ficou nublada, ela via Bellatrix.
- Não machuque a minha filha, Bella, por favor – Dizia ela chorando com a voz de Narcisa.
- Se ela não parar de andar com as pessoas erradas, não tem nada que eu possa fazer – Disse Bellatrix sem muita tristeza na voz.
- Severus disse que ela não está na ordem, nem o marido, pelo menos não estava até ele...
- Não interessa, se ela não se afastar deles, não parar de proteger aquele Potter, provavelmente irá morrer como todos os outros, no momento certo...
- Hydra, Hydra, chega, acorda! – Dizia a voz de Peter.
Hydra acordou, viu a cama e ela toda suada e trêmula, chorando sem parar.
- Tira isso, tira isso! – Gritou Peter apontando para o medalhão.
Hydra tirou o medalhão e colocou ele na mesa, depois de se acalmar e beber um grande copo de água, conseguiu contar a Peter tudo que viu.
- Snape não contou que estamos na ordem? Por quê? Isso não faz o menor sentido! – Disse Peter.
- Eu sei que não, eu também não sei porque não, mas de qualquer maneira logo eles vão descobrir que estamos, Bellatrix disse algo sobre provavelmente morrer no momento certo...
- Eu não sei o que eles estão planejando, mas temos que manter a calma Hydra e chega de usar esse medalhão.
- É o único jeito de eu saber o que eles pensam.
- Eu não entendo, ele não funcionava assim antes – Disse Peter sentado no canto da cama, Lacerta estava ao lado de Hydra desde o começo.
- É porque eu aprendi Legitimência, pratiquei na minha mãe, eu acho, isso deve ser como um condutor para eu entrar na mente deles, agora só está funcionando melhor...
- Faz sentido, mas te faz muito mal, Hydra.
- Eu sei, mas não some com isso, ok?
- Ok – Disse Peter meio contrariado.
Um barulho na varanda fez Hydra saltar assustada da cama junto com Peter.
- Espera aqui, eu vou ver o que é – Disse ele correndo escada a baixo.
Hydra não esperou, ela desceu logo depois dele e o encontrou interrogando Fred e Jorge.
- "A garota ta na sua, só você não vê" – Respondeu Jorge para Peter (apesar de Hydra não entender qual era a pergunta) que tinha a varinha apontada para ele.
- Ok, os dois estão ok – Disse Peter e Hydra correu em direção a eles.
- O que houve com vocês – Perguntou Jorge enquanto abraçava Hydra.
- Vamos entrar, lá dentro conversamos – Disse Peter conduzindo todos para dentro.
Peter, Jorge e Fred sentaram no sofá e Hydra na poltrona, eles contaram tudo que se passou na casa no dia anterior, Fred e Jorge ouviam horrorizados a cada palavra.
- E não te machucaram, Hydra? – Perguntou Fred depois de perguntar se Peter estava se sentindo melhor.
- Não, uma promessa que fizeram a mamãe, uma promessa que valeu muito dinheiro.
- Os Comensais revistaram A Toca de cima a baixo – Disse Jorge – Nos interrogaram por horas e horas, mas não sabíamos de nada, eles queriam saber do Harry, mas realmente não temos informação e eles acham que Rony está doente no quarto por causa do disfarce com o vampiro que eles fizeram.
- Meu Deus! – Exclamou Hydra levando as mãos a boca – E os seus pais? Tonks e Lupin? Fleur e Gui?
- Todos estão bem, mas a família da Tonks foi torturada com a cruciatus... – Disse Jorge sem jeito.
Hydra soltou um gritinho de pavor.
- Minha tia Andrômeda, pobrezinha, pobre tio Teddy, eles estão bem? – Perguntou com lágrimas nos olhos.
- Sim, só estão abaladas.
- Eu quero ir lá Peter – Disse ela olhando para o marido.
- Nós podemos ir amanhã, mas com cuidado – Respondeu ele – E o Harry, ninguém sabe realmente para onde ele foi?
- Não, ele partiu com a Hermione e o Rony, mas a gente descofia que estejam no largo Grimmauld – Comentou Fred.
- Sim, devem estar lá, agora pertence a ele – Disse Hydra pensativa.
- Hydra, nós trazemos um recado do papai – Disse Fred – Ele quer que você tome cuidado, mas continue indo ao trabalho normalmente, não falte, não comente nada lá dentro, vai estar sendo vigiada de perto e espere o pior, eles já começaram a mudar tudo...
- Como assim? – Perguntou Peter.
Jorge jogou para ele uma edição do Profeta diário que depois de ler incrédulo, entregou para Hydra.
Uma enorme fotografia de Harry Potter ocupava a primeira página. Leu a manchete.
"PROCURADO PARA DEPOR SOBRE A MORTE DE ALVO DUMBLEDORE"
- Pelo visto os Comensais tomaram o Profeta Diário então... – Disse Hydra.
- Sim, as coisas devem ficar daqui para pior – Disse Jorge desanimado.
- E a loja, meninos, vão continuar? – Perguntou Peter.
- Sim, vamos continuar normalmente até onde der, até o dia que realmente tivermos que nos esconder... – Fred engoliu a seco as palavras.
- Tem mais Hydra, papai disse que o seu chefe, o Sr Adams, ele foi morto pelos comensais... – Disse Jorge com pesar.
- Não, não! – Hydra tinha tantas lágrimas nos olhos que nem conseguia chorar direito – Por quê?
- Ele era nascido trouxa, parece que estava no Ministério no dia... Bem... no dia que tomaram tudo e então o mataram, só por diversão, a versão oficial é que ele se aposentou e foi para outro país, assim como a versão oficial para o assassinato de Scrimgeour é que ele renunciou; foi substituído por Pio Thicknesse, papai disse que ele está sob a influência da Maldição Imperius. – Disse Joirge
- Pobre Sr Adams, pobre Scrimgeour também! – Disse Hydra chorando – O senhor Adams era tão gentil!
- Sim, papai disse que ele foi um grande homem – Disse Jorge a consolando.
- Gregor, Gregor é nascido trouxa, ele não pode voltar!
- Quem é Gregor? – Perguntou Peter.
- Ele é meu colega de trabalho, ele é nascido trouxa, ele estava com medo, será que o mataram? Será que o machucaram?
- Não, pelo que sei não tinha nenhum Gregor na lista dos mortos, qual o sobrenome dele? – Perguntou Fred.
- Castle, Gregor Castle – Disse Hydra soluçando.
- Não, nenhum Castle com certeza – Afirmou Jorge.
Hydra sentiu um alivio enorme, mas teria que imediatamente mandar uma coruja perguntando aonde ele estava.
- O Pio Thicknesse é o novo Ministro? Por que não o Você-sabe-quem?
- Papai acha que ele está querendo ser silencioso, plantando dúvida na mente das pessoas ao invés de pânico, colocando elas contra o Harry, contra todos os inimigos dele e ele vai estar manipulando Thicknesse por trás.
- Faz sentido, é engenhoso da parte dele fazer isso, não esperava menos também, infelizmente... - Disse Peter – Eu não acredito que as pessoas vão acreditar nisso..., mas elas sempre parecem estar dispostas a acreditar mais na mentira do que está bem embaixo de seus narizes.
- E agora? Como vai ser o Ministério? – Perguntou Hydra com os olhos arregalados e a mão tremendo.
- Papai não sabe Hydra, mas é melhor você continuar lá, se sair pode levantar suspeitas, estamos todos sendo vigiados de perto, ele disse para você tirar alguns dias de licença, pedir para um curandeiro assinar que você precisa descansar, mas depois voltar, seria o melhor, mas apenas se você quiser também! – Disse Jorge.
Fred e Jorge partiram pouco tempo depois, Hydra não conseguia dormir, pensava no que iria ver quando chegasse no trabalho, o medo crescia dentro de si.
- Hydra, acorda, vamos na casa da mamãe – Disse Peter sacudindo Hydra da cama.
- Que horas são? – Hydra estava tão sonolenta que parecia ter dormido poucos minutos, notou que o dia não estava muito claro lá fora.
- Cedo, é melhor sairmos essa hora – Respondeu Peter que já estava arrumado.
Hydra tomou um rápido banho para acordar e colocou a primeira veste que viu pela frente, logo os dois estavam aparatando na frente da casa dos Macmillans.
- Ai meu Deus, meus filhos, vocês estão bem? - Disse a sra. Macmillan chorando e os abrançando logo que passaram pela porta de entrada do jardim.
- Sim, mas o Peter, ele foi toturado, usaram cruciatus nele! – Hydra tinha lágrimas nos olhos e a Sra Macmillan chorou mais forte ainda e abraçou o filho.
- Você está bem, filho? – Perguntou o sr. Macmillan
- Um pouco colorido, com algumas marcas, mas a Hydra me ajudou muito, me deu as poções certas na hora certa ou então eu estaria bem pior.
Ao falar isso, Peter fez com que a senhora Macmillan abraçasse Hydra forte.
- Hydra, Peter – Disse Jeniffer correndo em direção a eles, sendo seguida por Abbas – Eu sai, eu sai do Profeta diário, eu fui ontem na redação e está horrível, o local está todo tomado, eu não consegui, eu não podia continuar... Me desculpe... – Disse ela chorando nervosa.
- Calma irmã, ninguém está culpando você! Você está certa, isso sim! – Disse Peter a abraçando.
- Vocês já viram a edição de hoje? – Perguntou Abbas.
- Não, ainda está tão cedo – Respondeu Hydra enquanto todos agora iam em direção a sala, ela pegou uma edição para ler.
Além da notícia sobre Harry, agora falavam sobre o ministério e seu novo Ministro.
Registro para os Nascidos Trouxas
"O Ministério da Magia está procedendo a um censo dos chamados 'nascidos trouxas' para melhor compreender como se tornaram detentores de segredos da magia.
"Pesquisas recentes feitas pelo Departamento de Mistérios revelam que a magia só pode ser transmitida de uma pessoa a outra quando os bruxos procriam. Portanto, nos casos em que não há comprovação de ancestralidade bruxa, os chamados nascidos trouxas provavelmente obtiveram seus poderes por meio do roubo ou uso de força.
"O Ministério tomou a decisão de extirpar esses usurpadores da magia e, com essa finalidade, enviou um convite para que se apresentem a uma entrevista com a recémnomeada Comissão de Registro dos Nascidos Trouxas."
- O que? Eles estão de brincadeira? – Perguntou Hydra horrorizada.
- Não Hydra, esse é o novo regime do Ministério, eu recebi ontem uma coruja autorizando minha permanência no cargo e me caracterizando como sangue-puro, você deve receber uma hoje também – Disse Abbas que estava sentado no sofá na frente de Hydra e Peter segurando a mão de Jeniffer.
Hydra continuou vendo o jornal e mais uma notícia a chocou.
- A frequência agora é obrigatória para todos em Hogwarts? – Perguntou ela para o grupo.
- Sim – Responderam todos, menos Peter que também lia a notícia.
- Você-sabe-quem agora pode controlar até a população bruxa mais jovem, outra maneira de extirpar os nascidos trouxas, porque os alunos devem receber um registro sanguíneo, indicando que provaram ao Ministério sua ascendência bruxa, antes de poderem se matricular – Completou o .
- Você viu o que aquela nojenta da Rita Skeeter escreveu sobre Dumbledore? – Perguntou Jeniffer ainda chorando nervosa.
- Sim, eu vi a reportagem alguns dias...
- Não, a de ontem – Interrompeu Jeniffer dando um pedaço do profeta diário para ela.
Hydra viu uma foto de uma família com uma legenda:
"A família Dumbledore: da esquerda para a direita, Alvo, Percival, segurando Ariana recém-nascida, Kendra e Aberforth."
TRECHO EXCLUSIVO DA BIOGRAFIA DE ALVO DUMBLEDORE A SER LANÇADA EM BREVE por Rita Skeeter
Orgulhosa e arrogante, Kendra Dumbledore não poderia suportar permanecer em Mould-on-the-Wold depois da comentada detenção do marido Percival e sua prisão em Azkaban. Ela decidiu, portanto, cortar esses laços e se mudar para Godric's Hollow, a aldeia que anos mais tarde se tornaria famosa como cenário do ataque de Você-Sabe-Quem a Harry Potter e a inexplicável sobrevivência do menino.
Godric's Hollow, tal como Mould-on-the-Wold, era o refúgio de muitas famílias bruxas, mas, não as conhecendo, Kendra estaria a salvo da curiosidade que o crime de Percival despertara em sua antiga aldeia. Repelindo as tentativas de aproximação dos vizinhos bruxos, em pouco tempo ela garantiu que sua família fosse deixada em paz.
"Kendra bateu a porta na minha cara quando passei para lhe dar as boas-vindas levando um tabuleiro de bolos de caldeirão", conta Batilda Bagshot. "No primeiro ano em que moraram lá, só vi os dois meninos. Não saberia que havia uma filha se não estivesse colhendo plangentinas ao luar no inverno depois da mudança e visse Kendra saindo com Ariana para o jardim dos fundos. Deu uma volta com a criança segurando-a com firmeza, depois tornou a entrar. Eu nem soube o que pensar daquilo."
Aparentemente, Kendra achou que mudar para Godric's Hollow seria a oportunidade perfeita de esconder Ariana para sempre, coisa que provavelmente vinha planejando havia anos. O momento era oportuno. Ariana ainda não completara sete anos quando deixou de ser vista, e sete anos é a idade em que, se existir, a magia se revelará, segundo a maioria dos estudiosos. Nenhuma das pessoas ainda vivas se lembra de Ariana demonstrar o menor pendor para a magia. Parece evidente, portanto, que Kendra tenha decidido esconder a existência da filha para não sofrer a vergonha de admitir que dera à luz uma bruxa abortada. Afastar-se dos amigos e vizinhos que conheciam Ariana, naturalmente, tornaria a sua prisão em casa tanto mais fácil. O pequeno número de pessoas que a partir daí conheceram sua existência guardaria o segredo, inclusive seus dois irmãos, que contornavam as perguntas embaraçosas com a resposta que a mãe lhes ensinara: "Minha irmã é muito doentinha para frequentar a escola."
Na próxima semana: Alvo Dumbledore em Hogwarts – os prêmios e o fingimento
- Aborto? A irmã de Dumbledore era um aborto? – Perguntou Hydra olhando indgnada para o jornal.
- Eu não acredito em nada que a Skeeter fala, Hydra, então sinceramente eu não sei – Disse Jeniffer.
- Eu sei que ouvi rumores sobre ele ter uma irmã doente, só não sabia direito o que ela tinha e nem se existiu de verdade – Completou a .
- Eu ainda não acredito que esta tudo isso acontecendo, eu tenho amigos nascidos trouxas, o que vai acontecer com eles? – Pergutou Jeniffer voltando a chorar.
- Eles vão ter que fugir, ou fngir um parentesco – Respondeu o Sr Macmillan com a voz calma, porém triste.
- Eles mataram o meu chefe! – Lembrou Hydra deixando lágrimas rolarem pelo seu rosto.
- Quem? O senhor Adams? – Perguntou Abbas levantando as costas do descanso do sofá.
- Sim, eles o mataram... Só por diversão – Hydra agora chorava em prantos, sendo consolada por Peter que acariciava seus cabelos.
- Pobre sr. Adams, era uma pessoa tão boa... - Disse Abbas com lágrimas nos olhos e depois todos brindaram a ele e ao Scrimgeour...
- Quem será que vão colocar no lugar? – Perguntou Jeniffer – Hydra, por que você vai continuar lá? Sai do Ministério.
- Não posso, eu preciso fazer parecer que está tudo normal, estamos sendo vigiados, além disso, eu posso ser útil de alguma forma ainda lá, principalmente se está tendo um regime estúpido de sangue-puro, eu e Abbas estaremos mais seguros lá que em qualquer outro lugar – Disse Hydra engolindo as palavras.
- Meu irmão queria que o Ernesto não fosse para Hogwarts esse ano, mas agora, com isso... – Disse o para a esposa.
- E Harry Potter? – Perguntou Peter – Alguma notícia dele?
- Não, mas a ordem está suspeitando que Dumbledore deixou uma missão para ele, só não sabemos qual – Respondeu o Sr. Macmillan.
- E Rony e Hermione, estão com ele? – Perguntou Hydra.
- Provavelmente – Respondeu a Sra Macmillan.
Hydra sentiu uma pontada na barriga, tentou disfarçar, mas a Sra Macmillan viu quando ela segurou a parte que doia.
- O que? O que houve, Hydra? Está com dor? – Perguntou ela correndo em sua direção.
- É só uma pontada – Respondeu Hydra.
- Não, você deveria fazer um exame – Disse o senhor Macmillan analisando a sua barriga – Vamos, vamos ao St. Mungo's, eu vou dar uma olhada.
- Não precisa, de verdade – Disse ela.
- Por favor. Hydra – Disse a sra. Macmillan – Você passou por muita coisa esses dias, viu seu marido ser torturado sem poder fazer nada, descobriu que seu chefe morreu, isso é muito até para quem não esta grávida, vamos, por favor.
Hydra seguiu com os Macmillans e Peter até o St. Mungo's, o local estava cheio de gente assustada, mas Hydra percebeu que a recepcionista loura não estava mais lá, em seu lugar, um homem negro de aparência simpática atendia os outros.
- Ela é nascida-trouxa – Respondeu Peter a pergunta que estava na mente de Hydra – Pelo menos eu acho...
A senhora Macmillan levou Hydra até uma enfermaria mais vazia, primeiro a examinou soznha e depois usou a mesma máquina de antes para fazer um exame em sua barriga.
- Graças a Deus, tudo normal! – Disse ela mostrando o visor da máquina trouxa enquanto Hydra ouviu o Tunt, tunt, tunt do coraçãozinho de Libra batendo forte
- E com ela mamãe, está tudo bem? – Perguntou Peter que estava nervoso sentado ao seu lado admirando o visor.
- Sim, tudo normal, devemos ter mais cinco ou seis semanas de gestação imagino eu, mas você vai precisar ser cuidadosa Hydra, eu sei que não vai ser fácil, mas...
- Eu vou, eu vou tentar meu máximo.
