Hydra fez uma visita naquele mesmo dia a sua tia Andrômeda, encontrou todos bem, mas assustados, Mezra foi junto para examinar Tonks e ver o andamento de sua gravidez, Lupin ainda parecia infeliz, mais do que antes até, mas Hydra não quis comentar nada, o clima todo da casa estava ruim, além de torturados.
Hydra e Peter seguiram direto para casa, uma coruja fo Ministério a aguardava assim que ela chegou.
"Para a Senhora Bellatrix Macmillan,
O Ministério da Magia Britânico tem o prazer de anunciar que você passou em todos os testes de pureza sangúinea que fizemos, tendo sido comprovado a pureza do sangue da Senhora por incontáveis gerações, assim como a de seu marido.
Aguardamos a Senhora amanhã na sala do novo Chefe de sua sessão no horário normal de trabalho.
Lhe desejo o melhor,
Dolores Umbridge
Comissão de Registro dos Nascidos-Trouxas"
- Quando você acha que irão começar com esses registros? – Perguntou Hydra entregando a carta para Peter ler.
- Não sei, em breve eu acho – Disse Peter com o tom de voz triste – Espero que meus colegas que são nascidos trouxas consigam sair dessa, o pobre Ully... – Disse ele se referindo ao colega ruivo da Corvinal que Hydra conheceu quando Peter estudava em Hogwats -Vou oferecer para usarem minha ávore genealógica.
- É isso Peter, eu posso dizer que o Gregor é meu primo – Disse Hydra subtamente se sentindo alegre e pulando do sofá aonde estava sentada.
- Hydra, sua família é altamente conhecida, infelizmente isso não iria funcionar, mas acho que pode tentar na minha, vai que dá certo...
Hydra correu para escrever uma carta para Gregor dizendo para que ele fosse até sua casa no dia seguinte a noite, não queria arriscar dando muitos detalhes na coruja.
A ideia de poder ajudar a falsificar o registro de alguém deu uma grande animação em Hydra, ela conseguiu então finalmente dormir em paz.
Seus sonhos, no entanto, não foram nada agradáveis, ela sonhou com Voldemort matando Peter e arrancando Libra de dentro dela e depois sonhou com vários corpos de nascidos toruxas no Ministério, acordou de maneira horrível, se sentindo nervosa e apavorada.
- Você está bem? – Perguntou Peter quando acordou e viu Hydra encarando o teto.
- Não muito, eu tive pesadelos, foram horríveis... – Ela virou seus olhos para Peter – Hoje eu vou ver o novo Ministério da magia, acho que nada está me apavorando mais do que isso.
- Você não quer esperar? Eu escrevo para eles como curandeiro dizendo que você precisa de descanso...
- Não, eu quero ir, eu preciso ver... – Disse Hydra tentando convencer na verdade a si mesma.
Ela levantou, se arrumou, colocou uma veste verde clara de seda e se preparou para sair, não conseguiu comer quase nada, mesmo Peter pedindo muito, seu estômago estava completamente embrulhado.
- Eu devo chegar cedo do trabalho hoje – Disse Peter se despedindo dela enquanto ela se despedia.
O grande átrio estava bem mais sombrio, uma grande fonte dourada ocupava o centro do saguão, projetando focos tremeluzentes no soalho e nas paredes de madeira lustrosa. Agora, uma gigantesca estátua de pedra negra dominava o ambiente. Era um tanto apavorante essa enorme escultura de uma bruxa e um bruxo sentados em tronos entalhados, contemplando os funcionários ejetados das lareiras abaixo.
Gravadas em letras de trinta centímetros de altura na base da estátua, havia as palavras: MAGIA É PODER.
Hydra chegou mais perto da fonte, trêmula com como eles puderam mudar tudo tão rápido, ela percebeu então que os tronos na verdade eram esculturas humanas: centenas de corpos nus, homens, mulheres e crianças, todos com feições idiotas e feias, torcidos e comprimidos para sustentar os bruxos com belos trajes, Hydra imaginou se tratarem de trouxas que segundo essa nova mentalidade, deveriam ter seu verdadeiro lugar abaixo dos bruxos. Ela tremeu mais ainda e seus olhos se encheram de lágrimas, mas foi andando até o elevador, tinha que se encontrar com seu novo chefe, já que o pobre não estaria mais lá.
Até o elevador parecia mais sombrio, as pessoas, embora agissem normalmente (Hydra não sabia como) pareciam ao mesmo tempo diferente.
"Nível cinco, Departamento de Cooperação Internacional em Magia, incorporando o Organismo de Padrões de Comércio Mágico Internacional, o Escritório Internacional de Direito em Magia e a Confederação Internacional de Bruxos, sede britânica."
Disse a voz feminina de sempre, Hydra se dirigiu trêmula até os corredores que costumava passar normalmente todos os dias. Ela passou pela porta que dizia.
DIVISÕES LESTE e NORTE EUROPEU
E quase chorou ao parar na porta que era o escritório do Sr Adams, agora estava escrita:
CONRADO SPINELLI
REPRESENTANTE BRITÂNICO DO MINISTÉRIO PARA LESTE E NORTE EUROPEU
Sem precisar bater na porta, a mesma se abriu, lá estavam Julie, parecendo muito assustada sentada em uma cadeira, Ian sentado ao seu lado, uma jovem menina de pele de oliva e cabelos longos e castanhos e olhos também castanhos que parecia estranhamente familiar para Hydra e a olhava com um olhar arrogante e triunfante e no lugar de Senhor Adams, um senhor de cabelos castanhos que se parecia muito com a mocinha sentada na sua frente.
- A, Malfoy, não? – Perguntou o homem de forma simpática – Entre, sente-se – Ele apontou para uma cadeira ao lado de Ian e a menina de cabelos castanhos.
- Macmillan – Corrigiu Hydra entrando e acenando para a assustada Julie e para Ian e sentando ao seu lado.
- Meu nome é Conrado Spinelli, grande amigo do seu pai, um nobre homem de sangue puro o Lúcio, pena ter sido tão injustiçado – Disse ele sentado olhando para Hydra.
- Me desculpe, mas o que houve com o Castle? – Perguntou Julie.
A expressão do homem fechou, ele ajeitou a gola de sua veste negra e respondeu friamente para Julie:
- O Senhor Castle está sob investigação de parentesco mágico sob a nova comissão de registro dos nascidos trouxas, portanto, não poderá trabalhar conosco até se registrar e provar parentesco mágico.
Julie pareceu ter sido atingida por um golpe na barriga, ficou calada e pálida, como se quisesse falar algo, mas não pudesse.
- Você, Senhorita Macbay, meio-sangue, certo? Pai bruxo e mãe nascida trouxa? Ambos já falecidos? – Perguntou ele com um tom de reprovação.
- Sim – Disse ela quase gaguejando, Hydra sentiu uma pena, nunca viu Julie perder a fala ou não dar uma resposta irônica para esse tipo de pergunta.
- Conseguimos é claro provar que a família de seu pai realmente é mágica, portanto sua estadia no Ministério foi permitida, mas não pense que terá os mesmos privilégios de um bruxo completo.
Hydra parecia querer explodir de raiva, como ele ousava falar aquelas palavras? A pobre Julie, por que ela não reagia?
- Bem, deixe-me apresentar a nova funcionária do nosso setor, Letiza Spinelli – Disse ele apontando para a menina de cabelos castanhos – Minha filha, sangue puro, recém-saída de Hogwarts.
Letiza acenou sem muita vontade para os colegas, ela parecia estranhamente familiar para Hydra.
- Iremos ter mudanças, é claro! Talvez até de setores, não fiquem muito confortáveis em seus cargos, até mês que vem eles poderão mudar de alguma forma – Disse o bruxo - Agora, vamos ver – O bruxo acenou com a varinha e alguns pergaminhos voaram para sua mesa.
- Ian Dimitry Kozlov, 28 anos, formatura de Hogwarts em 1987, casa Grifinória, filho de Dimitry Gavrel Kozlov e Mila Irina Kozlov, nome de solteira Aleksandrov ambos bruxos de puro-sangue, nascido no dia 2 de abril de 1969 em Londres no Reino Unido, casado com Alex Michael Cleansea, um bruxo de meio-sangue em 1992, está tudo certo?
- Sim, afirmou Ian.
O Homem olhou para Hydra e continuou.
- Hydra Bellatrix Macmillan, nome de solteira Malfoy, 18 anos, quase 19, formatura de Hogwarts em 1996, casa Grifinória, filha de Narcisa Rosier Malfoy, nome de solteira Black e Lúcio (ele teve dificuldade de ler o nome do meio de Lúcio) Malfoy, ambos bruxos de puro-sangue, nascida no dia 09 de agosto de 1978, está perto o aniversário, meus parabéns! – Disse ele interrompendo a leitura – Nascida em Surrey no Reino Unido, casada com Peter Lance Macmillan, um bruxo de puro-sangue em 1996 e atualmente grávida de sua primeira filha, correto?
- Sim – Afirmou Hydra.
O Homem então virou para a própria filha que olhou orgulhosa.
- Letiza Helga Spinelli, 18 anos, formatura de Hogwarts em 1997, casa Sonserina, filha de Conrado Luca Spinelli e Brenda Igraine Spinelli, nome de solteira Yaxley, ambos bruxos de puro-sangue, nascida no dia 02 de julho de 1979 em Londres, Reino Unido, solteira, correto? – Disse ele sorrindo.
- Sim, papai.
Hydra lembrou imediatamente de onde conhecia a menina, ela era uma das companheiras fieis da detestável Pansy Parkison, namorada de seu irmão.
- Agora – Disse o bruxo olhando com desprezo para Julie – Julie Lucie Macbay, formatura de Hogwarts em 1993, casa Lufa-Lufa, filha de Brandon Brian Macbay e Joanna Selma Macbay, nome de solteira, Brodie, ele um bruxo de meio sangue e ela uma nascida trouxa – Ele e Letícia fizeram uma careta desprezível, ela mais ainda – Nascida no dia 10 de janeiro de 1975, em Aberdeen, Escócia, Reino Unido, solteira, correto?
- Correto – Respondeu Julie ainda muito pálida.
- Muito bem, é só uma confirmação para o setor de registro de nascidos trouxas – Disse ele assinando os pergaminhos e fazendo cada um assinar o seu antes de despachá-los – Quero todos de volta ao trabalho que por enquanto será o mesmo de sempre, até novas mudanças, obrigado.
Os quatro se retiraram da sala, Letiza na frente com um ar de superioridade que dava nos nervos e os três seguindo atrás.
- O que aconteceu com o Gregor? – Perguntou Hydra baixinho para os dois colegas.
- Ele está escondido Hydra, ele vai ter que fazer o registro em breve – Disse Julie parecendo arrasada.
- Vocês dois, estejam lá em casa hoje à noite, ok? Precisamos conversar e aqui não vai dar – Disse Hydra antes de Letiza virar para os três.
- Parem de cochichinho – Disse ela com a voz e olhar de superioridade que tinha desde o começo.
- Desculpe, desde quando você é nossa chefe? – Perguntou Hydra de forma irônica, o que fez a menina ficar vermelha de raiva.
- Eu lembro de você, Hydra Malfoy, irmã do Draco, lembro quando você namorava aquele meio-sanguezinho, sempre se achou melhor que todo mundo, não é mesmo? Agora você trabalha para o meu pai e acho bom me respeitar.
- Seu pai, quem é ele mesmo? Pois é, se você quer se achar superior porque tem um sanguezinho puro ou o papai trabalha para o Ministério, bem, quem é a família Spinelli perto da Malfoy nesse jogo idiota? Vai querer mesmo brigar comigo?
Hydra odiava usar esse recurso, o recurso do sangue, o recurso do nome, mas sabia que era a única maneira de fazer Pansy Parkison e sua turma a respeitarem, apesar de se sentir um lixo depois. Julie e Ian ficaram parados olhando espantados e Letiza parecia sem reação.
- Ainda assim, meu pai é seu chefe – Disse ela perdendo a pose e parecendo meio nervosa.
- E você não! – Disse Hydra batendo no ombro dela com seu ombro ao abrir a porta da sala e deixando ela sem reação.
Letiza sentou na mesa que era de Gregor e Julie olhou para ela com muita tristeza, Hydra não sabia que ela e Gregor eram tão amigos assim.
- Alguém vai te treinar, Letiza? – Perguntou Ian de forma simpática.
- Não, papai já me ensinou tudo que eu preciso – Respondeu ela secamente.
Durante toda a manhã, Hydra, Letiza e Ian pegaram todos os trabalhos de entrevista, sendo que Letiza ficou com as viagens de portal junto com Ian durante a tarde e a pobre Julie fez apenas os piores trabalhos burocráticos.
- Como assim esses Búlgaros estúpidos não falam Inglês? Como eles esperam que eu fale com eles? – Perguntou Letiza para si mesma vendo que tinha uma viagem para a Bulgária marcada.
- Eles falam, só o representante deles que tem o Inglês muito ruim, você vai precisar prestar atenção, Hydra costuma pegar as viagens para a Bulgária, mas grávida não pode viajar por chave de porta – Disse Ian de novo, de forma muito simpática.
- Ele então deveria deixar de ser tão estúpido e aprender.,, – Respondeu ela com raiva.
- Nem todo mundo tem obrigação de falar a sua língua! – Disse Hydra encarando a menina, que a olhou com os olhos apertados de raiva.
- Você não parece tão importante agora toda gorda e enorme, não é mesmo, Malfoy?
Apesar de uma pessoa vaidosa e ficar extremamente incomodada com aquele tipo de comentário, Hydra tentou se manter calma e não mostrar fraqueza.
- Se chama gravidez, se você fosse capaz de pegar em livro e ler sobre saberia do que se trata.
- Eu sei o que é gravidez.
- Ótimo, então já é mais inteligente do que eu imaginava, meus parabéns!
Ian e Julie soltaram uma risada baixa, o que fez Letiza se virar para Julie com os olhos ainda mais apertados.
- Está rindo de que, meio-sangue nojenta?
- CHEGA! – Gritou Ian, Hydra se assustou, nunca vira o amigo se descontrolar daquela forma antes – Não vou tolerar ofensas com a nossa colega de trabalho, Letiza você é nova e não sabe como as coisas funcionam, mas não nos ofendemos nesse setor, se você quiser contar para o seu pai, que seja, que conte, mas não vou tolerar isso!
Ian parecia tão alto e assustador, que nem mesmo Letiza ousou falar mais nada, Hydra se espantou com esse lado do amigo e lhe deu um grande sorriso.
Durante o almoço, os três saíram para comer juntos no café do Ministério, em todos os lugares agora a frase "Magia é poder" triunfava e vários cartazes sobre um registro de nascidos trouxas que aconteceria em breve também estavam em todo lugar.
- O que você queria conversar conosco, Hydra? – Perguntou Julie.
- Não dá para falar aqui, eu estou sendo vigiada.
- Por quem? – Perguntou Ian sentado na sua frente – Eu achei que você estaria bem por ser sangue puro.
- Eu realmente não posso falar, mas vamos todos até a minha casa, ok? Eu pedi para Gregor nos encontrar lá, eu tenho um plano.
Julie ficou com os olhos cheios de lágrimas com a menção do nome de Gregor.
- E o Senhor Adams, por que ele se aposentou? Ele não falou nada conosco – Perguntou Ian.
- Eu também vou falar sobre isso lá – Disse Hydra pensando no quanto podia falar para eles sobre a verdade sem trair os princípios da ordem – Eu queria pedir desculpas para você, o jeito que eu agi com a Letiza, eu não ligo para o sangue ou para o nome da minha família, é só que eu conheço ela, eu sei que ela e as suas amiguinhas idiotas só reagem a isso –Disse Hydra se sentindo sem graça.
- Tudo bem, na verdade eu gostei de te ver toda irônica, foi engraçado – Disse Julie sorrindo pela primeira vez no dia.
- Eu só faço isso quando tem necessidade, acredite...
- E você também Ian, obrigada, você foi maravilhoso comigo lá em cima – Disse Julie, deixando Ian sem graça.
- Tudo bem, eu não ia deixar aquela fedelha te ofender por ser meio-sangue, por falar nisso, vocês viram que ridículo esse tal estudo do Ministério? Como alguém rouba magia?
- Melhor não falarmos sobre isso aqui – Disse Hydra olhando para os lados e vendo um homem que tinha quase certeza ser um comensal da morte sentado perto deles.
- Ok Hydra, mas você está realmente me assustando – Disse Ian.
Durante toda a tarde, Letiza ficou tentando provocar Julie e Hydra, mas evitava o olhar de Ian, a quem parecia agora temer.
- Não sei como vocês conseguiam trabalhar aqui antes, são todos tão desorganizados, bem que o papai podia me colocar em um setor melhor...
- Ou bem que você podia trabalhar e de fato merecer ir para um setor melhor, sem ter que ir correr para o papai para pedir um emprego, tente ser competente uma vez na vida – Disse Hydra no final do dia, que já não aguentava mais as provocações de Letiza.
- E você? Vai dizer que só não conseguiu esse cargo porque é uma Malfoy? – Respondeu ela com um sorriso sarcástico no rosto.
- Não, eu não usei o meu nome de solteira para entrar aqui, ao contrário de você eu não tenho medo de usar o meu cérebro – Letiza ficou vermelha de raiva, mas não respondeu.
- Hydra! – Disse Ian a olhando como quem dizia "chega, já foi demais".
Hydra realmente sentiu que exagerou, mas a menina realmente a tirava do sério, além disso, algo estranhamente prazeroso em tudo aquilo.
- Seu irmão é um bruxo de verdade, infelizmente você não teve o mesmo aproveitamento do sangue da sua família – Disse ela, mas Hydra apenas ignorou.
De noite, Hydra combinou que iria primeiro para casa e os dois deveriam ir, um de cada vez no espaço de meia hora cada para não levantar suspeitas.
- Seu amigo está lá dentro – Disse Peter a recebendo no portão do jardim
Hydra reparou que a luz na casa antes sem donos que ficava no pé da colina, estava acesa.
- Fleur e Gui já se mudaram, nos convidaram para ir até lá conhecer a casa, eu já fui – Disse Peter antes que Hydra perguntasse.
- Pelo menos temos amigos perto, isso sempre é bom – Disse Hydra entrando na casa.
Gregor estava pálido e nervoso, parecia até Julie hoje mais cedo, o rapaz estava sentado com as pernas agitadas e balançando, na poltrona da sala de Hydra. Quando a viu, levantou e a abraçou.
- O que houve? Estão todos bem no Ministério? - Perguntou ele.
- Sim, Julie e Ian estão a caminho – Respondeu Hydra. Peter ofereceu uma xícara de chá para ela e ela se sentou no sofá sendo seguida por ele.
- Eu recebi uma coruja no sábado, falando que eu não podia mais ser funcionário do Ministério, que tinha que me registrar e provar ter uma família bruxa, que roubei a magia de alguém, eu não roubei a magia de ninguém Hydra, eu nasci com ela! – Disse Gregor quase chorando.
- Eu sei disso e eu não sei se alguém de fato acredita nessa besteira! – Respondeu Hydra segurando a mão e acalmando o colega.
- Seu marido é muito gentil, ele disse que eu poderia ficar aqui se precisasse o tempo que quisesse – Disse Gregor e Hydra lançou um olhar de agradecimento para Peter.
- Eu pensei em colocarmos você na árvore genealógica dele, falar que vocês são primos distantes, o que acha?
- Não acho que daria certo, ao entrar no Ministério eu dei acesso a todos os meus documentos e da minha família, eles saberiam que é mentira – Disse Gregor desanimado.
- Então temos que te tirar daqui – Respondeu Hydra, que se sentia frustrada de ver que seu plano não daria certo de fato.
- Como, Hydra? Todas as saídas estarão sendo vigiadas, eu não posso pegar um avião trouxa, eles me achariam e também não posso pegar uma chave de portal...
- Por que não? – Perguntou Hydra.
- Porque elas são controladas pelo ministério...
- As que são legais sim, mas as ilegais não – Disse Hydra.
- Estão impossíveis de criar, o Ministério fechou totalmente o cerco contra elas, eu já procurei saber – Disse Peter desanimado.
- Então daremos um jeito, daremos um jeito Gregor, você não vai ser preso só por ser nascido trouxa, não pode! – Disse Hydra nervosa, não conseguindo mais segurar a xícara na mão.
Hydra ouviu um barulho no jardim, Peter foi até lá ver do que se tratava enquanto Hydra tentava consolar o pobre Gregor que tremia e chorava.
- Gregor! – Disse Julie saindo correndo em sua direção.
Para a surpresa de Hydra, Gregor levantou e beijou Julie na boca, a abraçando.
- Vocês dois? – Perguntou Hydra apontando para eles.
- Sim, desde o ano passado... – Disse Julie abraçada com Gregor.
Agora tudo fazia sentido, o nervoso de Julie, o desanimo, ela devia estar com medo de perder o namorado.
- Eu vou esperar o Ian chegar para explicar logo aos dois o que quero fazer – Disse Hydra.
Peter e Hydra deixaram os dois conversando na sala e foram até a cozinha preparar algo para todos comerem.
- O que você vai falar, Hydra, qual é o seu plano? – Perguntou Peter enquanto acenava com a varinha e fazia um pedaço de cenoura ser picado em vários pedacinhos.
- Eu não sei ainda, eu estou pensando no que eu posso fazer para ajudar Gregor, se mentir sobre a origem dele não ajuda... O que então? – Perguntou Hydra encostada no balcão da cozinha olhando para Julie e Gregor que choravam e se abraçavam, era tão estranho ver Julie emocional daquele jeito...
- Eu sinto muito Hydra, realmente uma chave de portal seria o ideal, mas eles estão controlando elas de forma pesada e sem o Dumbledore para ajudar e nem o olho-tonto, bem... fica difícil, não acha?
- A não ser que ele conseguisse sair pelo Ministério...
- Do que você está falando, Hydra? Eu sei que ainda não começaram a chamar os nascidos trouxas, mas se ele entrar no Ministério, ele não corre perigo? – Perguntou Peter a olhando espantado com os olhos completamente confusos com aquela ideia.
- A não ser que ele não entre... – Disse Hydra sorrindo.
- Você está bem? Eu não estou entendendo nada! – Disse Peter, mas no momento em que ela ia explicar, mais um barulho foi ouvido no quintal, era Ian, Peter foi buscá-lo e ele também abraçou Hydra.
- Muito bem Hydra, está na hora de nos explicar tudo isso – Disse Ian.
Hydra sentou no sofá ao lado de Peter e todos se acomodaram em volta, Julie ainda parecendo mais assustada do que nunca, Hydra deu uma breve explicação sobre como Você-sabe-quem tomou o poder no Ministério, os assassinatos disfarçados de renuncias e sobre o Ministro estar sob efeito da maldição Imperius.
- E como você sabe disso? – Perguntou Julie espantada com o que ouviu.
- Sabendo, eu não posso explicar, eu não poderia contar para vocês também, mas eu passei um ano ao lado de vocês todos os dias praticamente, sei que posso confiar com a verdade –Disse Hydra enquanto todos a encaravam espantados.
- O Sr Adams foi assassinado? Mas por quê? Eu entendo o motivo de matarem Scrimgeour, apesar de ter sido um motivo horrível e desumano, mas, por quê o pobre Adams? – Perguntou Ian com um olhar miseravelmente triste.
- Porque eles são assim- Peter respondeu antes de Hydra – Os comensais da morte, muitos deles são maldosos e matam por prazer os trouxas e nascidos trouxas, por diversão e esses odeiam os dois tipos e o pobre do era um deles.
- O Sr Adams era nascido trouxa? – Perguntaram Gregor e Julie ao mesmo tempo.
- Sim, infelizmente eles sabiam disso e infelizmente ele estava na hora em que atacaram o Ministro – Disse Hydra com tristeza.
Os três colegas de Hydra levaram algum tempo para absorver tudo que tinham aprendido, pareciam mais chocados do que qualquer outra coisa, por alguns minutos, ninguém falou nada, até que o silêncio foi quebrado por Julie.
- E qual é o seu plano, Hydra? Para ajudar Gregor? Se eles mataram o ... – A voz dela falhou e ela olhou com dor para o seu namorado apertando a sua mão.
- Eu tenho um plano, como falsificar a árvore genealógica dele não vai dar certo, eu acho que sei o que pode dar...
