Pouco antes do Natal, Gui chegou na casa de Hydra anunciando que Shacklebolt tinha sido encurralado por comensais da morte e estava fugido.
- Como? – Perguntou Hydra
- Ele disse que o nome, o nome dele, de Você-sabe-quem, eles usaram uma azaração TABU, é assim que eles rastreiam as pessoas que se opõem abertamente a ele! Usar o nome dele rompe os feitiços de proteção, provoca uma perturbação mágica.
- Ai meu Deus! – Disseram Hydra e Peter, chocados.
- Agora que impuseram um Tabu ao nome, qualquer pessoa que o diga é rastreável, é um modo rápido de encontrar membros da Ordem, não acham? – Perguntou Gui.
- Sim, é engenhoso de fato... - Disse Peter.
- Ehu nunqui ia imaginaar – Disse Fleur.
- E o pobre do Schacklebolt, está fugido então? – Perguntou Hydra.
- Sim, mas está seguro, não se preocupe, você só não vai poder deixar ninguém novo entrar na sua casa, sem o fiel do segredo por perto – Disse Gui.
Perto do Natal, Hydra e Peter decidiram passar em casa, já que não poderiam tirar Libra de lá, junto com a família de Peter e a de Tonks, a família de Abbas também iria para lá, mas sem Shacklebolt por perto, seria impossível que Hydra pudesse passar a localização da casa sem o fiel do segredo falar, então Abbas viria sozinho. Ela passaria no dia de Natal na Toca para entregar os presentes de todos, já que os Weasleys iam passar o Natal lá, mas estranhamente ela descobriu que Fleur e Gui pediram para não participar, disseram que iriam passar o Natal como primeiro feriado de casados, sozinhos em casa.
Alguns dias antes do Natal, Hydra ficou sem um ingrediente para a receita de torta que estava tentando fazer com sua tia Andrômeda, então foi até a casa de Gui e Fleur ver se eles tinham.
- Fleur, está aí? – Perguntou ela na porta da casa.
- Sim, oi Hydra! – Disse ela em Francês na porta, estranhamente, não deixando a menina entrar.
- Oi, eu queria saber se vocês tinham um pouco de mel, eu fiquei sem...
- Claro, claro, vou pegar para você – Disse Fleur indo fechar a porta, mas Hydra a interrompeu.
- O que está acontecendo? Vocês estão em perigo? – Perguntou ela.
- Não, não é isso...
- Fleur, você sabe qual é a senha dessa semana?
Hydra ficou em choque, a voz e o rapaz que surgia atrás dela era Rony Weasley.
- Ron? Você está aqui? – Perguntou Hydra surpresa.
- Droga... – Disse Rony.
Fleur deixou Hydra entrar explicou muito sem graça como esteve escondido acampando com Hermione e Harry e os deixara e agora não conseguia mais encontrá-los.
- Tudo bem, Rony, isso poderia acontecer com qualquer um – Disse Hydra tentando encorajar o menino, que parecia envergonhado demais com o seu ato.
- Eu fui um covarde, um péssimo amigo, eu não acredito ainda que os deixei...
Hydra não sabia muito bem o que fazer para animar o menino, mas apenas reafirmou que não pensava aquilo dele.
- E seus pais não sabem que você está aqui? – Perguntou Hydra.
- Não, ninguém sabe, já imaginou o que Jorge, Fred e Gina falariam? – Perguntou Rony.
- É, você tem razão, eles provavelmente não seriam muito compreensivos... Não se preocupe, da minha boca não saberão nada, mas seus pais iam gostar de saber que você está bem... – Disse Hydra sorrindo para o garoto.
- Obrigada, Hydra...
Apesar de morta de curiosidade de saber o que mais estava acontecendo com Harry, o que ele estava procurando e qual missão Dumbledore deixou para ele, Hydra decidiu respeitar a privacidade do rapaz e deixar ele em paz.
- Demorou com o mel – Disse Andrômeda quando ela chegou em casa.
- Sim, desculpe, fiquei conversando com a Fleur e perdi a hora – Disse Hydra tentando não olhar para a tia, de modo que ela não visse que ela estava mentindo.
A casa fora toda decorada para o Natal, uma linda árvore foi colocada por Peter e Abbas no canto da sala, era enorme e estava lindamente enfeitada, Hydra colocou pisca pisca no lado de fora de casa (mesmo sabendo que ninguém que não soubesse o segredo da casa poderia ver) a neve caia e dava um lindo efeito. Ela cobrira e aquecera o corujal, que agora tinha uma linda corujinha já ficando grandinha, Hydra nomeara ela de Norma, ela era a coruja de Libra. Lacerta continuava não deixando Libra sozinha nem um minuto, era mais apegada a menina do que a Hydra ou Peter.
Na véspera do dia de Natal, Hydra passou com Peter, Tonks, Lupin e Andrômeda que dormiram nos quartos da casa, no dia seguinte, o resto dos convidados vieram.
- Com licença, estamos chegando – Anunciou o sr. Macmillan. Ele, a sra. Macmillan, Jeniffer e Abbas trouxeram muitos presentes e comida, fora os outros muitos que Hydra recebera e estavam na árvore.
Hydra e Libra receberam presentes das suas amigas Francesas, que mal podiam esperar para visitar a menina, também de Draco, Angelina, Sr dos Weasleys, Fred e Jorge, Fleur e Gui, Alicia, Lino, Gustav e Juliane, Julie, Ian e Erick e fora o de todos que estavam na casa, era uma pilha enorme de presentes. Os presentes enviados por seus pais, foram confiscados para melhor avaliação, Lupin e Peter iriam avaliar os presentes no laboratório de Hydra.
- Eu juro que fiz pelo menos 30% dessa torta sozinha... – Disse Hydra brincando durante o almoço sobre a torta que fez com sua tia.
- Onde está minha sobrinha? – Perguntou Jeniffer.
- Dormindo, acabou de dormir, pelo amor de Deus deixa ela dormir... - Disse Hydra desesperada, Tonks acordou a menina sem querer duas vezes e ela chorou por horas até dormir de novo.
- Como está a maternidade, Hydra? – Perguntou Abbas.
- Bem, ela já vai fazer 3 meses, parece que foi ontem que ela nasceu, é difícil, mas é muito gostoso de se fazer –Disse Hydra sorrindo.
- Como está o trabalho no Pasquim, Jeniffer?
- Estranho, O Sr. Lovegood me dispensou esses dias, disse que não ia ter edição nova por enquanto, eu achei tudo muito suspeito, até informei para o pessoal da ordem investigar.
- É estranho mesmo, será que aconteceu alguma coisa? Que ele foi ameaçado? – Perguntou Peter.
- Não sei, mas é possível, só estávamos publicando a verdade, você sabe... – Disse Jeniffer parecendo realmente triste de ter "perdido" um emprego que ela nem queria no começo.
- Eu sinto muito, eu espero que ele esteja bem, sinceramente! A Luna deve estar de volta para as férias de Natal, não? – Perguntou Hydra.
- Sim, deve ter voltado esses dias.
Lupin e Peter saíram com Abbas para o laboratório afim de analisar os presentes dos pais de Hydra, que se retirou por alguns momentos para visitar os Weasleys.
A Toca parecia mais triste do que o normal, sem Percy, Gui e Rony ou Harry Potter, a sra. Weasley com certeza mostrava se sentir incompleta.
- Que bom que você veio, filha – Disse ela à abraçando.
- Eu queria que vocês tivessem passado o Natal conosco, eu daqui a pouco tenho que voltar, tem certeza que não posso levar vocês junto? – Perguntou Hydra depois de cumprimentar a família.
- Não filha, obrigada, mas não sabemos mais quantos natais... – Sra. Weasley fez uma pausa para não chorar – É bom passar em família aqui em casa.
- Tudo bem, eu entendo – Disse Hydra abraçando a Sra. Weasley.
- Ei Palerma – Disseram Fred e Jorge.
Hydra sentou na sala para conversar um pouco com os Weasleys, perguntou para Gina sobre o roubo da espada, mas ela disse que não podia falar muito sobre, então decidiu perguntar para o sr. Weasley se ele sabia notícias do .
- Ele parece estar bem – Disse o Sr. Weasley – Não ouvi nada o contrário, mas realmente é estranho ter parado de editar a revista.
- Você acha que ele pode estar sendo ameaçado? – Perguntou Hydra.
- É possível que sim, eu vou verificar.
Hydra deu uma veste nova para (que ela amou) e uma para o sr. Weasley, chapéus de bruxos novos para os gêmeos e um colar que mudava de cor para Gina, também deu uma lembrança para Carlinhos, o Weasley com quem tinha menos intimidade.
Antes de ir embora, chamou Fred e Jorge para conversar do lado de fora.
- Eu estava lendo um livro de feitiços e eu achei um muito interessante – Disse ela.
- Qual? – Perguntaram os gêmeos juntos.
- É um feitiço de elo de ligação, pode ser feito por uma joia, ele permite que você pegue um pouco de energia e magia do outro se estiver precisando desesperadamente, tem que ser feito com quem você confia muito e de preferência com alguém que não tenha laço de sangue ou matrimonial para funcionar melhor, então...
- Você quer fazer com a gente? – Perguntou Fred.
- Isso, só se um dia a gente precisar, não se sabe o que vamos enfrentar no futuro... vocês aceitam?
- Mas é claro que sim, o que você precisa? – Perguntou Fred, sendo apoiado por Jorge.
- De um fio de cabelo de cada, aliás, dois fios – Hydra pegou dois pequenos frascos e colocando em um, dois fios do Jorge e marcando o frasco com um J e no outro, dois fios de Fred e marcando com um F – Ótimo, é um feitiço muito difícil e eu nunca fiz antes, então se der certo, demora dois meses para ficar pronto, eu aviso...
Hydra se despediu dos dois e aparatou de volta para casa, aonde a festa ainda continuava.
- Testamos e os presentes estão limpos, sem feitiços ocultos nem nada disso – Disse Lupin, entregando três pacotes para Hydra.
- Obrigada, Lupin, eu confio nas suas habilidades e nas do Peter também...
Os presentes no fim eram uma pequena vassoura para crianças de presente para Libra (para quando fosse um pouco maior), um anel de diamante mágico, que brilhava quando você estava com alguma ameaça próxima de você para Hydra e um suporte de varinha com uma águia de pura prata com brilhantes ao redor na ponta para Peter.
- É lindo! – Disse Peter – E é uma águia, símbolo da minha casa, sinceramente eu gostei.
- Eu sempre achei esses suportes uma maneira das famílias ricas mostrarem que são "melhores" que as outras, o que é uma bobagem, mas não vou mentir que eu amei a minha também - Disse ela baixinho para Andrômeda que estava perto.
- É maravilhosa! – Disse Andrômeda.
- Era da minha avó, a avó Malfoy.
- Sim, eu sei, a da mamãe era bonita, mas não tanto assim.
- Eles estão tentando nos agradar para ver se passamos a confiar neles – Disse Hydra, não se impressionante tanto quanto Peter com os presentes.
Andrômeda se divertia com a barriga da Tonks, agora o bebê chutava e ela se admirava em cada chute, já sabiam o sexo, era um menino, um amiguinho para Libra, dizia Hydra. Lupin ainda parecia assustado em alguns momentos quando se falava do filho, mas bem mais confortável do que antes. De noite, os Macmillans se retiraram e Fred e Jorge apareceram, Hydra decidiu que era hora de ensinar lições de Oclumência para eles, que viviam pedindo para ela, acabou formando uma pequena "turma" com Fred, Jorge, Peter, Tonks, Jeniffer, Abbas e até mesmo Lupin! Andrômeda ficou dentro da casa cuidando de Libra.
Ela reuniu os "alunos" do lado de fora de casa, os colocando um ao lado do outro, virados de costas para a colina e parados na sua frente, enquanto ela andava entre Peter e Lupin, que estavam em pontas opostas.
- Bem, é meio assustador ensinar meu professor – Disse ela olhando para Lupin.
- Todos nós somos alunos um dia – Brincou ele.
- Eu queria avisar que as vezes no processo de aprendizado, algumas lembranças desagradáveis podem vir à tona, espero que todos estjam cientes disso, ok?
- Ok – Responderam todos.
- Ok, primeiro passo é limpar a mente, esvazie de tudo que possa incomodar, tudo, tenta ficar completamente limpos, como estamos ao ar livre, tentem se concentrar no barulho das ondas, eu descobri que ajuda muito.
Ela deu um tempo para todos se concentrarem, alguns fecharam os olhos.
- Muito bem, eu vou tentar entrar na mente de cada um, peço que tentem manter a mente limpa e me bloqueiem, o máximo que puderem, tentem me repelir, não deixem que eu veja nada, ok?
- Ok – Responderam todos.
O primeiro foi o Peter, Hydra usou o feitiço de legitimência nele.
A primeira cena, ela via Jeniffer ainda criança, ela estava ao seu lado na cozinha da casa dos Macmillans.
- Não, Jeniffer – Dizia ela com a voz de um menino criança – Não é assim que se faz.
As mãos pequenas de um menino tiravam uma faca da irmã que cortava alguns legumes.
- Mas eu não sei fazer isso – Disse Jeniffer com voz chorosa.
- Nós temos que aprender, Jeniffer, papai e mamãe não vão poder fazer sempre para nós – Dizia a voz de Peter.
- E por quê não?
- Tente me repelir – Disse Hydra dentro da mente para Peter.
- Porque eles estão trabalhando – Completou Peter.
Hydra saiu da mente de Peter, o mesmo parecia vermelho de vergonha.
- Tudo bem, é muito difícil da primeira vez, não se preocupe.
Peter não pareceu muito feliz, mas Hydra prosseguiu para Jeniffer.
A cena era de Rita Orance na sua frente, aparentando ter seus 16 anos, no quarto que dividia com Hydra em Hogwarts.
- Eu não sei se vou aguentar mais, Rita, é muita distância – Disse a voz de Jeniffer saindo da "boca de Hydra".
- Mas você não o ama? – Perguntou Rita.
- Amo, mas quem aguenta ver o namorado sei lá, seis vezes por ano só, mais ou menos?
Rita permanecia como se não soubesse o que fazer.
- Eu ontem fiz uma besteira... – Disse a voz de Jeniffer.
- Jeniffer! – Disse Hydra aparecendo do lado da menina na mente dela – Não deixa eu ver, me repele.
- Hydra, eu não consigo – Disse Jeniffer para ela.
Depois de tentar mais, Hydra finalmente saiu da mente de Jeniffer, que parecia tão vermelha quanto o irmão.
- Ok... Tonks?
Tonks foi bem, conseguiu resistir e Hydra não teve uma visão clara da sua mente depois da segunda tentativa, Fred ficou completamente constrangido depois de Hydra ter visto uma cena sua com Angelina e Jorge e Hydra ficaram constrangidos depois de ela ter invadido a mente dele e ter visto o dia em que os dois se beijaram, apesar de Hydra saber que ele deve ter pensado nisso por ser a cosia mais embaraçosa que ele poderia pensar sobre Hydra, isso fez com que ela visse justamente o que ele não queria, Abbas não conseguiu repelir Hydra que viu um dia dele em Hogwarts. Lupin foi excepcional, ele relutou por um tempo, mas conseguiu expulsar Hydra por completo.
- Muito bem, Lupin, maravilhoso! – Disse Hydra admirada.
- Obrigado – Respondeu ele.
Ninguém pareceu muito disposto ou animado em continuar.
- Olha, me desculpe, eu não quero ver as lembranças particulares de vocês e quanto mais você pensar em algo que eu não devo ver, mais será isso que vai aparecer, eu sei que é difícil, mas vale a pena o treinamento.
- Você deixou o Snape te ensinar isso? – Perguntou Fred.
- Sim, acredite, foi muito pior do que uma amiga sua vendo suas lembranças – Disse ela.
- Eu acredito... – Respondeu Fred.
O treinamento durou a noite quase toda, no final, Tonks, Lupin, Abbas e Peter fizeram grandes progressos, Fred, Jorge e Jeniffer nem tanto, mas ela achou que eles foram melhores do que ela quando começou.
- Me levou quase um ano para aprender tudo isso, mais um ano de legitimência, acredite, vocês foram bem – Disse ela para os amigos.
- Podemos continuar depois? – Perguntou Lupin.
- Claro, quando quiserem – Respondeu Hydra, se sentindo feliz em ter um tipo de "trabalho" novamente.
- Eu sugiro uma vez por semana, em grupos menores – Disse Lupin.
- Eu concordo, talvez de dois em dois? Jeniffer e Abbas, Jorge e Fred, você e Tonks e Peter tem direito a aulas particulares – Disse ela rindo.
- Ok, acho ótimo! – Disse Jeniffer e todos apoiaram.
- Ok, vamos marcando pela semana então, não esqueçam, eu não vi nada! – Disse Hydra tentando deixar todos menos constrangidos.
- Hydra, você sabe que eu não...
- Relaxa Jorge, eu sei que era a lembrança que você teria mais vergonha que eu visse – Disse Hydra ficando tão vermelha quanto Jorge.
A coisa piorou um pouco, todos queriam justificar suas memórias com Hydra antes de ir embora.
- Foi o Brad Golson, da Corvinal, eu estava no sexto ano e não resisti, eu sei, é horrível, eu sou horrível, mas eu contei para o Abbas e ele...
- Jeniffer, pelo amor de Deus, não precisa me contar nada, é sério.
- Eu não me arrependo de nada – Disse Fred rindo, o único que não parecia querer justificar suas memórias.
- Ótimo... – Disse Hydra.
Durante a outra semana, Lupin e Tonks foram os primeiros a virem treinar novamente, eles eram maravilhosos, naturais, principalmente Lupin, apesar de ela ter visto um pequeno pedaço de memória dele.
- Está tudo bem Lupin! – Dizia um curandeiro para "Hydra".
- Não, não está, eu vou ser um lobisomen para sempre? – Perguntou uma voz de um rapaz muito jovem.
- Sim, meu filho, mas você pode conseguir ser um bom...
A cena fechou ali, foi rápido, Lupin conseguiu repelir ela.
Tonks mostrou uma cena de quando ela era criança, pergunta para a mãe sobre a sua família materna, mas logo Hydra foi repelida também. Depois foi o dia de Peter.
- Está preparado? – Perguntou Hydra.
- Sim – Disse ele, com um olhar nervoso.
- Legitimentis – Disse Hydra apontando a varinha para ele.
A cena era o do São Principal em Hogwarts, "Hydra" estava sentada ao lado de Jenono e Amee Goat quando as portas abriram, Hydra se viu entrando no salão com os alunos do primeiro ano.
- Quem é aquela garota? – Perguntou a voz de Peter.
- Não sei, acho que é a tal menina Francesa do quarto ano que falaram – Respondeu Jenono.
- Ela é linda demais! – Disse a voz do Peter baixinho, Amee estava falando com uma amiga e nem ligava para o que ele dizia, os dois pareciam muito distantes.
- Eu sei, é uma gata – Disse Jenono.
- Eu acho que vou casar com essa garota um dia... - Disse Peter rindo.
- Uau, eu pareço metida desse jeito mesmo? – Disse Hydra, agora se materializando ao lado de Peter em sua mente.
- Não mais, mas parecia um pouco quando era mais nova, mas eu não vi nada disso – Disse o Peter de 16 anos agora ao seu lado.
- Você sabe que tinha que estar me repelindo da sua mente, certo? – Perguntou Hydra, assistindo sua própria seleção, vendo uma menina de 14 anos que parecia segura e nervosa ao mesmo tempo.
- Eu sei – Disse Peter.
Ele conseguiu repelir a cena, mas não Hydra de sua memória, a cena apenas mudou. Agora Hydra via a si mesma conversando com Olívio Wood no jardim do castelo.
- Mas você não pode parar um dia, Olívio? – Perguntava Hydra parecendo triste.
- Hydra, não dá, você não entende – Dizia Olívio impaciente.
- Mas o campeonato foi cancelado! Daqui a pouco provavelmente alguém aparece para nos levar para a sala comunal e ainda assim, nem assim você consegue me dar um pouco mais de atenção? – Perguntava Hydra. Peter parecia estar atrás de uma parede, sentado e vendo a cena por uma abertura.
- Me desculpe Hydra, não é que eu não queira ficar com você, entenda, é só que, eu preciso me concentrar nisso agora – Dizia o Olívio de 16 anos olhando sério para ela.
- Eu não entendo mesmo, Olívio, eu sempre tive paciência com a sua obsecessão, eu sempre te apoiei, mas nem agora você consegue se desconectar disso um pouco? – A voz de Hydra parecia falhar, como se fosse chorar.
- Eu sinto muito, Hydra, eu tenho que ir... – Disse Olívio se retirando e deixando Hydra triste e sozinha no local.
- Você ficava me vigiando? – Perguntou Hydra se materializando de novo ao lado de Peter enquanto via a sua imagem de 14 anos sair correndo para dentro do castelo.
- Não, quer dizer, as vezes eu te olhava e tal, mas nesse caso eu só estava procurando um pouco de liberdade, não aguentava mais ser seguido pelos professores e como eu era monitor e puro-sangue, o risco não era muito grande... decidi ficar nesse canto estudando quando vi vocês dois discutindo, foi o dia que eu vi o quanto ele não te merecia.
- Ele era novo, Peter, eu também, não tem como julgar.
- Eu sei, mas ainda assim, ele não te tratava direito e tudo que eu queria era te tratar do jeito que você merecia – O Peter de 16 anos olhou em seus olhos.
- Saudades desse cabelo grande... – Disse Hydra mexendo nos lindos cabelos louros e longos do Peter de 16 anos – Mas Peter, o exercício...
Foram mais três cenas até Peter finalmente conseguir repelir Hydra da sua mente. Ao final de tudo, ela chegou perto dele e o beijou.
- Por que isso? – Perguntou ele sorrindo.
- Porque eu tinha esquecido a quanto tempo nós já estamos nessa – Respondeu Hydra.
Fred e Jorge foram no dia seguinte exercitar.
- Vocês já sabem o que fazer – Disse Hydra.
Primeiro ela invadiu a mente de Jorge, ela se viu de frente para Fred, os dois aparentavam ter 13 anos e estavam nos corredores de Hogwarts.
- Mas se um dia a gente conseguir, será que vai ser um sucesso? – Perguntava a voz de Jorge para Fred.
- Acho que sim, nossa própria loja de logros, já imaginou? – Perguntou Fred com olhos sonhadores.
- Sim, sinceramente não imagino algo mais legal – Disse a voz de Jorge.
- Fofo – Disse Hydra se materializando ao seu lado – Mas ainda não me tirou daqui por quê mesmo?
- Porque eu não consigo – Disse o Jorge de 13 anos.
- Vamos, se concentra.
A cena mudou, Jorge e Fred estavam no loft deles em cima da loja, Hydra via com os olhos de Fred eles conversando sentados no sofá.
- É isso irmão, nós conseguimos! – Dizia a voz emocionada de Jorge.
- Sim! É nossa loja, da para acreditar? – Perguntou Fred, que olhava tudo ao redor.
- Não, parece um sonho...
- Jorge, se concentra – Disse Hydra materializando apenas a sua voz dessa vez.
Jorge não conseguiu repelir Hydra, mas conseguiu fazer com que ela não visse algumas cenas.
Fred foi o próximo, ele foi um pouco melhor, Hydra só conseguiu ver duas cenas de sua mente antes de ele não repelir, mas conseguir bloquea-la.
Era Hogwarts, estava um dia de inverno e Jorge parecia ter 14 ou 15 anos.
- Você viu o Olívio por aí? Eu precisava perguntar pra ele sobre uma jogada – Dizia a voz de Fred para Jorge.
- Não, ele deve estar nos vestiários ou na sala comunal – Respondeu Jorge.
- Não, na sala comunal ele não está, eu já vi.
- Então está no vestiário, vamos eu vou com você.
Os dois andaram pelo campo de quadribol até o vestiário.
- Ei, ouve só – Disse Jorge rindo.
- Hydra! – Dizia uma voz masculina fraca e distante.
Jorge fez um sinal de vem para Fred e os dois foram até perto da sala do capitão. Hydra rapidamente percebeu do que se tratava e se materializou ao lado de Fred, impedindo que ele chegasse até a cena, inutilmente, já que sabia que aquilo era apenas uma lembrança e não a realidade.
- NÃO! EU NÃO ACREDITO! – Disse ela irritada.
- A gente não sabia o que era, é sério! E se você continuar vendo, vai ver que a gente saiu logo que viu que vocês dois estavam juntos ali dentro.
De fato, Jorge e a lembrança de Fred saíram rindo alguns poucos segundos depois.
- É sério, Fred? – Perguntou Hydra ainda muito irritada o seguindo.
- Ué, você invadiu minha mente...
A cena mudou, Fred conseguiu repelir ela da anterior, mas Hydra ainda estava muito irritada. Ela então se viu, grávida nos gramados de Hogwarts ao lado de Jorge e do que devia ser Fred.
- Eu sei, Palermas, só me prometam que aconteça o que acontecer, nós vamos sempre ser um trio, aconteça o que acontecer conosco... – Disse Hydra apertando o braço dos dois.
- Vamos sempre ser um trio, aconteça o que acontecer conosco... – Disseram os dois ao mesmo tempo.
Os três ficaram ali por um tempo, até que Hydra levantou e disse que ia ver como Peter estava, os dois ficaram ali sozinhos.
- Eu nunca imaginei que eu fosse amar alguém como irmã que bem... não fosse minha irmã – Disse a voz de Fred.
- Eu também não, mas... – Disse Jorge sorrindo.
Fred conseguiu repelir Hydra de sua mente depois disso.
- Ok... isso foi fofo! – Disse ela.
- Eu sei – Disse Fred piscando com um olho só e abrindo um pouco a boca.
