Eles ouviram alguém descer correndo a escada para o porão; no momento seguinte, a voz trêmula de Draco falou do outro lado da porta
- Draco, Draco, por favor – Disse Hydra tentando sair, mas ele a empurrou.
- Eu vou tentar te ajudar Hydra, mas agora não posso – Disse ele baixinho – Por favor, confie em mim.
– Afastem-se. Se enfileirem na parede do fundo. Não tentem nada, ou mato vocês! – Disse Draco.
Eles obedeceram; quando a chave girou na fechadura, Rony clicou o desiluminador e as luzes voltaram instantaneamente para o seu bolso, restaurando as trevas no porão. A porta se abriu de chofre; Malfoy entrou, a varinha à frente, pálido e decidido. Agarrou o pequeno duende pelo braço e recuou, arrastando Grampo com ele. A porta bateu e, no mesmo momento, um forte estalo ecoou no porão.
Rony clicou o desiluminador. Três bolas de luz em seu bolso voltaram ao ar, revelando Dobby, o elfo doméstico, que acabara de aparatar entre ele
– DOB...!
Harry deu um tapa no braço de Rony para impedi-lo de gritar, e o amigo pareceu horrorizado com o seu erro. Passos cruzaram o teto no andar de cima: Draco levava Grampo a Belatriz.
Os enormes olhos de Dobby, do tamanho de bolas de tênis, se arregalaram; ele tremia dos pés às pontas das orelhas. Voltara à casa dos seus antigos senhores e, logicamente, estava petrificado.
- Mas é claro, Elfos tem a magia diferente – Disse Hydra baixinho.
– Harry Potter – chiou ele, num fiapinho trêmulo de voz –, Dobby veio salvá-lo.
– Mas como foi que você...?
Um grito terrível abafou as palavras de Harry: Hermione estava sendo novamente torturada. Ele se limitou ao essencial.
– Você pode desaparatar deste porão? – Perguntou ele a Dobby, que assentiu, abanando as orelhas. – E pode levar humanos com você? Dobby tornou a assentir.
– Certo. Dobby, quero que você segure Luna, Hydra, Dino e o sr. Olivaras e leve-os... leve-os para...
– A casa de Gui e Fleur – sugeriu Rony. – O Chalé das Conchas nos arredores de Tinworth!
– E depois volte. Você pode fazer isso, Dobby? – Claro, Harry Potter – sussurrou o elfo.
E correu para o sr. Olivaras, que pareceu estar quase inconsciente. Segurou, então, uma das mãos do fabricante de varinhas, depois estendeu a outra a Hydra, Luna e Dino, que não se moveram. O elfo assentiu pela terceira vez.
– Harry, queremos ajudar vocês! – Sussurrou Luna.
– Não podemos deixar vocês aqui – disse Dino.
- Harry, não podemos te deixar sozinho! – Confirmou Hydra, apesar de ter o desejo enorme de ir embora.
– Vão, os três! Nos veremos na casa de Gui e Fleur.
– Vão! – Harry suplicou, parecendo doente, paraa Hydra, Luna e Dino. – Vão! Nós os seguiremos, vão!
Eles seguraram os dedos estendidos do elfo. Ouviu-se um novo estalo, tudo girou e então, Hydra estava com Dino, Olivaras e Luna na casa de Fleur e Gui.
Hydra caiu de joelhos no chão, chorando.
- Dobby, obrigada Dobby! – Dizia ela chorando.
- A jovem mestre Malfoy sempre foi boa comigo, Dobby fica feliz em ajudar, mas agora ele precisa ir ajudar Harry Potter e assim ele desapareceu com um clique.
Fleur e Gui chegaram correndo, Hydra ainda estava de joelhos chorando, ela olhou para cima e viu sua casa.
- Hydra, Hydra! – Dizia Fleur, vindo em sua direção, se abaixando e a abraçando. Hydra notou que ela também chorava – Nós achamos que você tinha morrido quando sumiu! – Disse ela em Francês com a menina.
Gui ajudava o Sr Olivaras, Luna e Dino a se levantarem.
- O Peter está louco – Disse ele – Graças a Deus você está bem, vocês todos estão bem.
- Beem não, vocêr estar completamenti ferrida, orra parra você – Disse Fleur a ajudando a ficar em pé.
- Eu preciso ir até minha casa, eu preciso ver a Libra, o Peter.
- Eles não estão em casa, estão na casa dos pais dele, entre, deixe a Fleur te ajudar, eu vou mandar uma mensagem imediatamente para ele vir até aqui – Disse Gui.
Hydra relutou, mas acabou entrando com Fleur.
- Vamus dirretu parra o banhu – Disse Fleur, enquanto Gui ajudava os outros.
Ao tirar a roupa, Hydra notou como seu corpo estava ferido, cheio de pequenas cicatrizes malcuidadas, Fleur se forçou a não comentar nada, mas parecia horrorizada, ela colocou Hydra embaixo do chuveiro, as feridas pareciam brilhar no começo ao toque da água, mas as poções que tomou antes de entrar no banho não deixaram elas doerem, então se ouviu um barulho lá fora.
- Eu vou deixar uma veste na cama para você, vou ver o que aconteceu... – Disse Fleur.
Hydra colocou as vestes calmamente e desceu, Hermione e Rony estavam lá dentro, Fleur cuidava dos ferimentos da menina.
- Aonde está o Harry? – Perguntou Hydra.
- Lá fora, ele está... – Fleur fez uma pausa – Ele está enterrando o Dobby.
- O Dobby morreu? Como? – Disse Hydra, horrorizada, segurando as lágrimas.
- Bellatrix... – Disse Fleur.
Hydra saiu correndo, encontrou Harry, Gui, Luna, Rony e Dino em volta a um pequeno túmulo recém cavado com o corpinho de Dobby lá dentro, Hydra começou a chorar.
– Acho que deveríamos dizer algumas palavras – sugeriu Luna. – Eu falo primeiro, posso?
E, como todos olharam para ela, Luna se dirigiu ao elfo morto no fundo da cova.
– Muito obrigada, Dobby, por me tirar daquele porão. É tão injusto que você tivesse que morrer, quando foi tão bom e corajoso. Eu sempre me lembrarei do que fez por nós. Espero que você agora esteja feliz.
Ela olhou para Rony na expectativa, e ele, pigarreando, disse com a voz rouca:
– É... obrigado, Dobby.
– Obrigado – murmurou Dino.
- Eu sinto muito Dobby, por tudo, por nunca ter tido a coragem de enfrentar a minha família pelo jeito que te trataram, eu agradeço por todos os anos, desde que nasci, que você cuidou de mim com toda gentileza enquanto aqueles monstros te maltratavam e eu agradeço por ter me ajudado hoje a poder ver meu marido e minha filha novamente – Disse Hydra chorando.
- Adeus Dobby – Disse Harry, parecendo arrasado.
– Vocês se importam se eu ficar aqui mais um pouco? – Harry perguntou aos outros.
Hydra ia saindo com os meninos e Rony ficou ao seu lado.
- Hydra, essa é sua varinha? – Perguntou ele mostrando a varinha dourada da menina.
- Sim, como vocês?
- Nós recuperamos algumas – Disse ele entregando a varinha para a menina.
- Obrigada Ron – Disse Hydra.
Ao entrar na casa, se sentou, ainda sentia dores com o efeito das poções passando...
- Eu já vou cuidar de você, Hydra – Você precisa de uma poção direita para essas cicatrizes – Disse Fleur em Francês para ela.
Ela ouviu um grande barulho e alguém entrou correndo pela porta
- Hydra! –Disse a voz emocionada de Peter, o rapaz estava com a barba cheia e muitas olheiras.
- Peter! – Hydra levantou correndo e foi ao seu encontro.
Os dois choravam tanto que todos olhavam meio emocionados e sem graça.
- Eu achei que você tinha morrido! No dia que você sumiu eu achei... – Disse ele chorando – Eu recebi uma mensagem dizendo que você estava viva, isso foi um alívio tão grande, mas tive tanto medo, tanto medo do que podia acontecer!
- A Libra? Aonde está a Libra? – Disse Hydra ainda chorando.
- Na casa dos meus pais, nós colocamos o Fidelius lá também.
- Eu quero ir para lá.
- Calma, Hydra, você precisa recuperar as forças – Disse Gui – Eu mandei também uma mensagem para o Fred e o Jorge, os dois estavam tão arrasados que pareciam que iam morrer.
- Aonde eles estão? – Perguntou Hydra, sentando no sofá junto com Peter.
Gui começou a falar sobre como sua família quase foi atacada quando souberam que Rony estava com eles e ele estava levando todos para segurança na casa da tia Muriel, nesse momento, Harry entrou e ficou parado na porta.
– ... por sorte, Gina está de férias. Se estivesse em Hogwarts, poderiam tê-la levado antes de chegarmos a ela. Agora sabemos que também está a salvo.
Gui virou a cabeça e viu Harry parado
– Estou tirando todos d'A Toca – explicou. – Levei-os para a casa de Muriel. Os Comensais da Morte já sabem que Rony está com você, fatalmente irão perseguir nossa família; não se desculpe – acrescentou, ao ver a expressão de Harry. – Sempre foi uma questão de tempo, papai vem dizendo isso há meses. Somos os maiores traidores do sangue que existem.
– Como estão protegidos? – Perguntou Harry.
– Feitiço Fidelius. Papai é o fiel do segredo. E fizemos o mesmo com este chalé; aqui sou o fiel do segredo. Nenhum de nós pode ir trabalhar, mas isso não é o mais importante no momento. Quando Olivaras e Grampo melhorarem, vamos transferi-los para a casa de Muriel também. Não temos muito espaço, mas ela tem. As pernas de Grampo estão se refazendo, Fleur lhe deu Esquelesce: provavelmente, poderemos fazer a transferência dentro de uma hora ou...
– Não – disse Harry, e Gui pareceu espantado. – Preciso dos dois aqui. Preciso falar com eles. É importante.
Todos os rostos se voltaram para ele, intrigados.
– Vou me lavar – disse Harry a Gui, olhando para as mãos sujas de lama e sangue de Dobby. – Em seguida, preciso vê-los imediatamente.
Harry entrou na cozinha, parecia completamente atordoado.
- Eu preciso ir embora, Peter, eu preciso ver minha filha, por favor – Pediu Hydra.
- Hydra, você está fraca – Disse Fleur em Francês.
- Eu estou bem para isso, além disso vou para uma casa cheia de curandeiros, não se preocupe comigo e continue fazendo o ótimo trabalho que está fazendo com eles – Disse Hydra sorrindo para a amiga.
- Mandem notícias quando chegarem, por favor – Disse Gui enquanto eles se despediam.
- Pede para o Jorge e o Fred irem até lá quando puderem? Manda notícias minhas para eles? Perguntou Hydra.
- Peço, pode deixar, eles provavelmente vão querer ir correndo – Disse Gui sorrindo.
Hydra e Peter estavam prontos para sair do limite da casa, quando Peter se lembrou.
- Preciso lhe contar o segredo da casa antes de você conseguir aparatar lá.
- Você é o fiel do segredo? – Perguntou Hydra.
- Sim, a casa deles fica na Rua Aldget, número 143, Londres.
- Ok – Disse Hydra.
- Vamos aparatar bem no limite da casa, entao segure firme a minha mão.
- Eu vou – Disse Hydra.
Os dois aparataram quase na porta do jardim da casa e entraram mais do que rapidamente, lá dentro, a sra. Macmillan veio correndo ao encontro dos dois.
- Minha filha! Aí meu Deus, Hydra – Disse ela que chorava e correu para abraçá-la.
Jeniffer, Abbas e o sr. Macmillan vieram correndo logo depois também a abraçando.
- Já mandamos mensagem para a cada da tia Andrômeda, eles já devem estar a caminho – Disse Jeniffer.
- Hydra precisa de cuidados agora – Disse Peter – Mãe, eu preciso de algumas poções, eu vou levar ela até o quarto para olhar as feridas dela e...
- Não, espera, eu quero ver minha filha primeiro, aonde ela está? – Disse Hydra interrompendo Peter.
- Ela está no quarto do Peter, Hydra – Disse Jeniffer.
Hydra saiu correndo, nem esperou para ouvir o resto, foi seguida por Peter, logo depois de ele pedir uma lista de poções para a mãe.
O quarto de Peter estava exatamente igual ao que Hydra lembrava, com excessão de um bercinho que fora colocado ao lado da cama e lá estava Libra. Hydra correu ao seu encontro, chorando desesperada, pegou a filha sem nem pensar duas vezes, a segurou perto de seu corpo, sentiu sua dor e desespero passarem, um alívio enorme percorreu seu interior, era o poder de Libra, se intensificando talvez, ou apenas o poder de uma mãe que foi reunida com sua filha, vai saber, existem magias mais fortes do que se possa imaginar.
- Ela está em Hydra – Disse a voz de Peter na porta – Ela sentiu sua falta, chorou por dias, mas está bem.
- Eu prometo Libra, eu prometo que por minha vontade, eu nunca mais vou te deixar por tanto tempo, me perdoa filha... eu te amo tanto meu amorzinho da mamãe, meu bebê! – Dizia Hydra chorando.
- Hydra, não foi sua culpa – Disse Peter, abraçando as duas.
Jeniffer cuidou de Libra (depois de vários minutos tentando convencer Hydra a entregar a menina para ela), Peter cuidou de suas feridas com poções e feitiços, as cicatrizes todas sumiram com pouco tempo e Hydra se sentia bem melhor.
Foi ouvido um grande barulho na sala e vozes que logo foram se aproximando.
- Hydra, pelo amor de Deus! Você está aqui! Graças a Deus! – Disse Fred, correndo e abraçando forte a amiga.
- Ficamos desesperados! – Disse Jorge, fazendo o mesmo.
- Eu sei, eu estou bem, é sério – Disse Hydra com lágrimas nos olhos.
Mas os meninos demoraram alguns bons minutos para largar Hydra, pareciam ter medo que ela sumisse novamente se assim o fizessem.
Todos desceram para sala, aonde a sra. Macmillan fez um delicioso jantar, Hydra não comia bem tinha tantos dias, que nem disfarçou a fome enorme que sentia.
Logo, Tonks, Lupin e Andrômeda também chegaram, Andrômeda chorava aliviada.
- Hydra, nos conte o que aconteceu, pelo amor de Deus – Pediu Lupin, depois de abraçá-la.
Hydra aconteceu tudo que aconteceu, desde a hora que foi encurralada perto do Ministério da magia até ser resgatada por Dobby.
- Sua tia te sequestrou e torturou? – Perguntou a sra. Macmillan com horror nos olhos e na voz.
- Sim...
- Bellatrix... – Disse Andrômeda com tristeza – Eu não imaginaria que ela chegaria tão baixo, mas também, depois de ela matar o Sirius eu já esperava algo do tipo, mas torturar sua própria sobrinha, ela é um monstro, minha irmã é um monstro!
- E seus pais não fizeram nada? – Perguntou Peter.
Hydra explicou para todos sobre as atitudes de seus pais e de Draco.
- Eles provavelmente acharam que estavam te protegendo – Disse Lupin.
- Me deixando apodrecer em um porão? DE NOVO? – Perguntou Hydra depois se sentindo culpada pelo tom agressivo que usou.
- Draco, ele disse que ia te ajudar, ele ajudou? – Perguntou Peter.
- Ele mandou as cartas para vocês, pelo menos isso, não deu tempo de saber se ele iria me ajudar ou não, o Harry chegou e bem, o resto vocês sabem.
- Pobre Dobby... – Disse Tonks.
- Sim, pobre Dobby, nos ajudou tanto – Disse Hydra triste lembrando da cova com o pequeno Elfo Doméstico dentro.
- Então todos estão bem agora na casa do Gui? – Perguntou Abbas.
- Sim – Afirmou Hydra.
- Quando você sumiu... – Disse Andrômeda – A gente achou o pior, o Peter e o Lupin saíram de procurando, por dias... tentamos contato com os comensais, nada funcionava.
- Meu irmão ficou inconsolável quando não teve notícias suas, foi horrível! Todos nós ficamos muito mal – Disse Jeniffer.
- Depois de alguns dias eu me mudei com a Libra para cá, para ficar mais fácil – Disse Peter.
- E todos nós tivemos que parar de trabalhar, os comensais nos encurralaram um dia, eu e o Peter, queriam nos sequestrar também, mas escapamos, agora temos que ficar escondidos – Disse Abbas.
- Eu pensei em deixar me levarem, para ver se eu te encontrava - Disse Peter - Mas o Abbas me protegeu e disse que seria pior deixar a Libra sozinha agora e que eu não ajudaria em nada preso... - Peter parecia meio envergonhado, meio frustrado.
- Ele tinha razão, obrigada Abbas por isso... - Disse Hydra sorrindo para o con cunhado.
- De nada - Sorriu ele de volta, sendo paparicado por Jeniffer.
- Alguém avisou a minha...
- Chefe? – Perguntou Peter e Hydra afirmou – Sim, eu vou enviar uma coruja dizendo que você apareceu, ela ficou muito preocupada, o Gustav e a Juliane também, os outros acho que não ficaram sabendo.
- Olha, eu agradeço, mas eu quero muito ir para minha casa, eu preciso de tudo lá, eu preciso...
- Passe só essa noite pelo menos aqui querida, por favor... depois vocês podem ir, só uma noite juntos, todos juntos, por favor... - Pediu a sra. Macmillan com os olhos suplicantes.
Hydra queria com todas as suas forças dizer que não, mas não conseguiu, ela concordou em dormir ali aquela noite.
- Mamãe disse que vai te ver assim que você estiver melhor para receber visitas – Disse Fred – Ela ficou muito preocupada, chorou por dias inteiros.
- Nós achamos que tínhamos te perdendo, Palerma, foi horrível – Disse Jorge, que parecia que ia chorar a qualquer momento.
- Não perderam... eu amo vocês dois... – Disse Hydra abraçando os dois.
Logo, todos os visitantes foram embora, só sobraram os moradores da casa, Hydra dormiu feliz em uma cama finalmente, ao lado de Peter e Libra, parecia um sonho, só queria não estar na verdade naquela cela sonhando que aquilo estava acontecendo, mas quando Peter a abraçou, sentiu que aquilo tudo era verdade.
A noite foi tranquila, confortável, Hydra estava realmente cansada e agora sentia isso com toda a força possível.
- Bom-dia, meu amor – Disse o rosto embaçado de Peter quando ela acordou – ou seria boa-tarde? – Perguntou ele sorrindo.
- Tarde? Que horas são? – Perguntou Hydra assustada, levantando.
- Duas da tarde – Disse Peter.
- Eu dormi tudo isso? – Perguntou Hydra ainda muito assustada.
- Sim, você devia estar muito cansada Hydra, é mais do que normal – Disse ele colocando na sua frente uma bandeja que flutuava, cheia de frutas, pães, mel, queijos, ovos fritos e suco.
- Aonde está a Libra? – Perguntou ela olhando para o bercinho vazio – Eu não ouvi ela chorar a noite inteira.
- Isso porque ela não chorou – Respondeu Peter, se servindo de um pouco de torrada com mel.
- Não? Ela não chora mais? – Perguntou Hydra.
- Chora, claro que chora, mas ela dormiu traquila do lado da mãe, ela está lá embaixo agora com a mamãe e a Jeniffer comendo.
- Comendo o que?
- Mamadeira e um pouco de uma papinha especial que a mamãe fez, ela já tem 6 meses agora, Hydra.
- Ela não precisa mais de mim então? – Perguntou Hydra triste, mas Peter só deu uma risada.
- Mas é claro que precisa, mais do que nunca, acho que vai sempre precisar, ela só está comendo outras coisas além do seu leite agora.
Hydra se sentiu triste parece que em alguns dias perdeu anos da vida de Libra, Peter convenceu ela a comer um pouco, ainda se sentia fraca, então comeu um pouco, mas logo desceu para ver Libra que abriu um enorme sorriso para ela.
- Meu amor da mamãe! – Disse Hydra abraçando Libra e a pegando do colo de Jeniffer.
- Ela realmente te ama muito – Disse Jeniffer sorrindo.
- Claro que ama, é a mãe dela! – Disse a sra. Macmillan.
- Vocês estão todos mesmo não trabalhando? – Perguntou Hydra.
- Sim, não se preocupe, de uma certa forma, é reconfortante – Disse o Sr. Macmillan – Você sabe a quantos anos eu e Merza não tiramos nem mesmo umas férias?
- Quanto tempo será que vamos ter que ficar escondidos? Será que a Libra vai crescer no meio disso? Presa? – Perguntou Hydra.
- Eu duvido muito, eu acho que algo vai parar essa guerra, assim como da primeira vez e dessa vez eu espero que seja para sempre – Disse o sr. Macmillan.
- E eu acho que será o Harry Potter novamente – Acrescentou Abbas.
- Eu também acho que será ele – Disse Hydra – Ele realmente parecia ter um plano, eu só não sei qual.
No fim da tarde, mesmo com a Sra. Macmillan e todos relutando muito, Hydra partiu com Peter e Libra para casa e foi realmente um alívio muito grande quando Hydra viu sua linda casa de novo, Lacerta foi a primeira a vir feliz, se enrolar entre suas pernas.
- Tentamos levar ela para a casa da mamãe, mas ela não quis ir, ficou aqui protegendo a casa eu acho, mesmo sem a Libra aqui, acho que ela quis cuidar do lugar para você, pelo menos é o que parecia e eu vinha alimentar ela e as corujas todos os dias – Disse Peter enquanto entravam para a casa.
- Ela é muito leal... – Disse Hydra sorrindo.
Tudo na casa parecia um sonho bom, o cheirinho do mar, o vento fresco da primavera, o barulho das ondas, o sol batendo na janela da sala, tudo era lindo para ela, tudo era reconfortante.
Hydra colocou Libra no bercinho, ela dormia profundamente, Lacerta pulou para o perto de Libra imediatamente, as duas dormiram juntinhas.
- Agora não tem muito o que podemos fazer, certo? – Perguntou Hydra.
- Não, Hydra, basicamente temos que esperar, não é seguro sair agora.
De fato, por alguns dias, Hydra viu comensais da morte rodarem pela sua casa e a de Gui e Fleur.
No terceiro dia, a Sra. Weasley veio junto com os gêmeos e o Sr. Weasley visitá-la.
- Você não acredita no quanto todos nós sofremos pensando o pior de você, Hydra – Disse a Sra. Weasley.
- Eu imagino, sinceramente vocês não sabem o quanto eu pensei em todos vocês durante o tempo em cativeiro, durante aqueles dias horríveis.
- Ainda não acredito que seus pais permitiram aquilo – Disse Fred.
- Não quero saber deles! – Disse Hydra cheia de ódio no olhar.
- Não diga isso, filha, eles são seus pais, apesar de tudo, eles são seus pais... – Disse a sra. Weasley, mas nem mesmo ela parecia ter muita confiança em duas palavras.
- Pais não te deixam sangrando em um porão, duas vezes! – Disse Hydra.
Ninguém mas tocou no assunto, sra. Weasley agora falava como a tia Muriel estava irritada com os gêmeos e ao mesmo tempo, os gêmeos explicavam para Hydra como estavam gerindo seus negócios pelo porão da tia, entregando via coruja as encomendas.
- Falando nisso, venham comigo no meu laboratório, eu tenho uma coisa para vocês – Disse Hydra.
Os três foram para a salinha ao lado da estufa, no jardim dos fundos da casa.
- Venham até aqui – Disse Hydra, que estava na frente de uma mesinha onde tinham seis pulseiras, 2 vermelhas, 2 azul marinho e 2 pretas.
- O que é isso? – Perguntou Fred, chegando primeiro.
- São nossos elos mágicos, como eu disse, eu ia entregar para vocês antes de...
- Antes de você sumir e nos matar de susto – Disse Jorge.
- Isso mesmo, eu não sei se ficou muito bom, é uma magia extremamente complicada, eu nunca vi nada igual, vocês devem saber, ela não suga nossa magia, apenas usa a "carga extra" que cada um temos em caso de emergência e nos liga para a vida, então é um compromisso muito sério, tem certeza que querem mesmo fazer isso?
- Dê logo as pulseiras, Palerma – Disse Jorge sorrindo e Fred concordou.
- Ok – Hydra voltou sua atenção para as pulseiras na mesa – As vermelhas têm a minha essência, as pretas do Jorge e azuis do Fred.
Hydra colocou uma pulseira preta no seu pulso direito, uma azul e uma vermelha no pulso direito do Jorge e uma preta e uma vermelha no pulso direito de Fred.
- Elas não funcionam bem em parentes ou com elos de matrimônio, mas como a criadora sou eu e eu não sou parente de vocês, não tem problema, não daria muito certo se um de vocês a criasse – Explicou.
Hydra pegou a varinha e juntou os três braços, girando a varinha em cima dos braços três vezes e recitando três vezes um encantamento, no mesmo momento, as seis pulseiras começaram a brilhar, um brilho dourado como ouro, ela sentiu como se as pulseiras aderissem a sua pele, ardia levemente, mas nada doloroso.
- Pronto, está feito... – Disse Hydra depois de guardar a varinha e as pulseiras pararem de brilhar.
- Muito bem e o que acontece se a gente tirar as pulseiras? – Perguntou Fred.
- Não tem como! - Explicou Hydra.
No mesmo tempo, Fred e Jorge tentaram puxar as pulseiras para ver o que acontecia, mas realmente era impossível, a pulseira não saia do lugar, nem ao menos se movia um pouco.
- Mas você pode fazer elas ficarem invisíveis, é só apontar a varinha e dizer "invisibilia"
Hydra demonstrou e os três viram as pulseiras preta e azul ficarem completamente invisíveis.
- E diga "visibilia" para ela ficar visível – Hydra fez a mesma coisa dizendo a nova palavra e as pulseiras voltaram a aparecer.
- Ok, legal – Disse Fred, admirando seu pulso direito.
- Usem com sabedoria... – Disse Hydra sorrindo – Isso é um elo eterno entre nós.
- Acho que sempre tivemos um... - Disse Jorge sorrindo.
