POV REGINA
Ruby ficou puta comigo por eu ter pedido para que ela fosse embora. Ela não entendera meus motivos para querer consertar as coisas com a minha irmã, para ela era normal e ela viveria com aquilo. E talvez ela vivesse mesmo... Mas eu não. Eu não conseguiria viver com ela me ignorando.
Sorri ao perceber que ela olhava pra mim de canto e aproveitei a distração dela para subir na árvore, que não era lá meu esporte favorito, mas eu era até que boa naquilo. ,
A receptividade dela num primeiro momento me assustou, mas eu entendi que ficaria tudo bem, mesmo que eu precisasse me esforçar muito mais do que subir em uma árvore para voltarmos ao normal.
O que ficou mesmo na minha cabeça foi aquele beijo. Eu quase a beijei, como se ela fosse minha. Eu não resistiria por muito tempo com aqueles carinhos e beijinhos. Talvez ela quisesse aquilo também, digo... Ela disse que eu a traí. Ela ficou com ciúmes, não nojo do que viu. Ciúmes. Ciúmes que eu sentiria se a visse com outra pessoa.
Será que ela se sente assim por mim também?
Olhei para o teto do quarto escuro, já estava deitada para dormir, embora fosse mais difícil sem Emma ali, embora o quarto parecesse vazio agora. Engoli em seco e fechei os olhos por alguns segundos ou minutos. Senti a cama se mexer e tateei procurando saber o que era, talvez fosse um dos meus gatos.
–Não. Nem encosta. Eu não vou conseguir dormir com o papai roncando.
–Hum... Ok. Não quer nem seu beijo de boa noite? Ou um carinho?
–Meu beijo. E... O carinho. Mas nada de me abraçar durante a noite... E amanhã pode trocar os lençóis por que... BLERG.
Eu ri, claro que eu ri. Ri e beijei levemente seu ombro, já que ela estava de costas. Minha mão segurava em sua cintura e eu a ajudei a virar o corpo, ela estava só de calcinha como sempre, assim como eu, claro. Deitei parte do meu corpo sobre o dela e senti meu seio se espremer contra o dela, tive que apertar as coxas com o tesão. Ela ainda estava brava comigo, e eu não podia me esquecer disso.
Eu não me esqueceria disso, eu queria que ela me perdoasse de coração. Toquei na lateral de seu rosto e pude ver o brilho em seu olhar, aquela sensação gostosa de se sentir em casa, de se sentir amada, mesmo tendo pisado na bola.
Seus lábios tocaram os meus de forma simples, alguns segundos. Um selinho molhado. O gosto dela na minha boca. Aquele sorriso maravilhoso.
–Pronto. Agora deita lá e me dá carinho.
–Sim, senhora.
–Cala a boca.
Nós rimos e nos deitamos, mesmo que não muito próximas, eu podia sentir o calor de seu corpo, o perfume de seus cabelos. Meus dedos deslizavam por suas costas de forma lenta, deixando que as unhas rapassem de leve, arrepiando-a, arrancando breves suspiros envoltos em gemidos.
Ela adorava aquilo, mesmo que inocentemente, e eu não podia negar que era fofo vê-la se contorcer se eu chegasse próximo demais à sua cintura ou pescoço.
Me perdi em todos os pensamentos bons e com toda a calma que ela me trazia, parecia mágico e eu nem notei quando eu caí no sono, mas um sono leve que fora quebrado pelo corpo dela se encaixando no meu.
–Deixa eu deitar. E fica quieta.
Assenti, abrindo o braço e acolhendo-a em meu peito. Sua mão firme em minha cintura de uma forma possessiva até, sua respiração calma, as pernas entrelaçadas as minhas, não foi difícil dormir, dormir com ela em mim. Sonhar com ela.
