POV Regina
As coisas estavam correndo muito bem entre nós, Emma tentava fingir estar brava comigo, mas nunca conseguia ficar por muito tempo, sempre pedindo colo e carinho, ela queria estar sempre perto de mim, colada a mim, e eu não queria mais me soltar dela.
E come essa nossa aproximação, diversos desafios vinham. Como os banhos. Era impossível tomar banho com ela sem ficar louca da vida. E ao mesmo tempo em que eu não podia negá-los a ela, eu precisava evitar determinados contatos.
Emma sempre pedia para que eu lavasse seus cabelos, ela dizia que ninguém sabia fazer isso direito, então, "sobrava" pra mim. O problema é que se ela ficava de costas, meu corpo se encaixava no dela automaticamente. E se eu estava de frente, aquela respiração em meus seios me deixava ainda mais excitada. E daí eu passava o dia todo pegando fogo, como era o caso.
Eu me aproveitei e pedi para que ela lavasse os meus cabelos também, mostrando que poderia ser uma coisa recíproca. O problema é que ela era um pouco mais baixa que eu e eu me ajoelhei pra que ela alcançasse legal meus cabelos, mas a minha proximidade com seu sexo me fez fraquejar. Respirei fundo e senti aquele cheiro de tesão que simplesmente me deixou louca. Fechei os olhos apenas para me imaginar caindo de boca entre suas pernas, a língua deslizando por seu clitóris, brincando com ele e fazendo que ela gemesse pra mim.
-Você faz isso tão gostoso, Emm.
-Aprendi com a melhor!
-Você é uma boba na maior parte das vezes, sabia?
-Fica quieta. Termina de me dar banho?
-Claro... Vem cá...
Eu nunca dei banho nela, assim, de ensaboar realmente seu corpo, o corpo inteiro. Pelo menos eu teria uma boa desculpa, não é? Assim, posso começar com o sabonete aqui, por suas costas, depois ir descendo...
Porra, que bunda gostosa, Emma. Engoli em seco e desci, ensaboando suas pernas, brincando um pouco em suas coxas e arranhando de leve, afinal, qual mal de tirar uma casquinha, não?
E então eu precisava fazer aquilo, já havia lavado quase tudo, qual o problema de subir meus dedos até seu sexo e brincar com os dedos ali enquanto o sabonete lava? AI MEU DEUS... ELA ESTÁ MOLHADA, NÃO? Ai...
E então eu ouvi aquele gemido, baixinho, manhoso, enquanto eu podia sentí-la pulsar em minha mão. Ela queria aquilo, ela queria aquilo tanto quanto eu, mas não disse nada... E eu também não disse nada... Hoje a noite... Hoje a noite eu prometo que vou ensinar algumas coisas pra ela.
Bem, a noite, né? Por que agora eu precisava tirar a mão dali e subí-la, levando-a até sua barriga e seios perfeitinhos. Os biquinhos rosados e levemente arrepiados causaram uma sensação maravilhosa quando de encontro com as palmas de minhas mãos.
Mas precisávamos sair e ir pra escola e eu teria que tentar não pensar muito naquilo o resto da manhã, talvez conseguisse ficar sozinha em casa com ela a tarde e seria suficiente pra mim.
Cora me ligara naquela manhã, pedindo para que eu não fosse tarde para casa, já que ela precisaria resolver algumas coisas na rua e Emma aparentemente precisava fazer um trabalho em grupo, então eu ficaria de babá naquela tarde.
Haviam três meninas sentadas à mesa junto de Emma, elas mais conversavam e riam do que mexiam na cartolina sobre a mesa. Acenei para elas que acenaram de volta e fui até a cozinha, estava faminta.
-Já almoçaram, meninas?
-Já, tia.
-Siiim!
-Estou bem, obrigada.
-Não, a mamãe falou pra você fazer algo para gente, Gina.
-E o que você quer comer?
-Ah! Sei lá... Bacon?
-Não tenho muita certeza que só isso vai ajudar, mas vou ver o que consigo arrumar para nós, ok?
-Claro, claro.
Deixei que elas continuassem a bagunça delas e comecei a abrir os armários da cozinha para descobrir o que eu poderia fazer, por sorte havia lasanha congelada e seria isso mesmo, nunca fui boa na cozinha, ou melhor, no fogão, por que adorava comer.
Voltei para a sala enquanto via as meninas e me apoiei sobre o ombro de Emma, observando o que elas faziam ali.
-Vai ajudar a gente, não vai, mana?
-Não sei...
-Sim, por favor, por favor, tia!
-Uhm... Se você parar de me chamar de tia, eu não sou tão velha assim.
-Tá... E do que podemos te chamar então, ti... moça?
-Regina, você... Sei lá, mas nada de tia...
-Beleza, Regina.
-Gina.
-Para de graça, Emma, porra.
E as meninas acabaram rindo, então eu revirei os olhos, claro que eu não devia falar palavrões na frente delas, mas não que eu estivesse muito ligada nisso também.
-Desculpa.
-Não, não é como se fossemos crianças também, Gina.
-Ah! Okay, Gina pra vocês, divirtam-se descobrindo o descobrimento dos Estados Unidos...
Eu ri e fui saindo dali, claro que estava apenas brincando e ia aproveitar para pegar um livro sobre o assunto. Claro que internet é uma maravilha, mas as vezes livros e enciclopédias são muito melhores, principalmente os de escola. Muito mais fácil mentirem na internet que no colégio, embora isso aconteça em todos os lugares, não é?
E então passou a tarde, entre vários risos e piadinhas, o trabalho foi bem gostoso de fazer com as meninas, todas pareciam ser bem legais com exceção de Charlotte, ou Charlie como as meninas chamavam. Garotinha nojenta que tentava bater de frente comigo como se quisesse se aparecer. E eu notei os olhares que ela dava pra Emma, ela era a mais velha das meninas, havia repetido pelo que eu entendi.
As mães delas apareceram para busca-las e eu estava começando a ficar irritada com aquela ruivinha de farmácia ali. Era o tipo de garota rebelde, muito mais que eu. Cora chegara ali, com um sorriso de orelha a orelha.
-Meninas, me ajudem a descarregar o carro... E... Boas notícias: Joanne pediu para que você passasse a noite conosco!
-E onde diabos ela vai dormir?
-Regina!
-Não, Cora, eu falo sério. Onde você acha que ela vai dormir?
-No seu quarto, claro!
-Maaass neem fodendo!
-Olhe a boca, Regina.
-Fala sério... Onde eu vou dormir?
-No quarto do seu irmão...
-Oh! Então... Emma não pode dormir com ele, mas claro, que eu posso... Eu tenho certeza que os gemidos não vão te incomodar, não é?
-REGINA! CHEGA! CHEGA!
Ela gritava, visivelmente puta comigo, mas sinceramente? Eu não estava com a menor vontade de permitir que a minha irmã dormisse com aquela garota. Respirei fundo, olhando para as meninas e vi Emma sorrir de forma triste, não sabia se ela odiara meu comportamento ou dormir longe de mim, espero que seja a segunda coisa...
-Eu coloco o colchão no quarto e ela dorme no chão, simples.
-Ela é nossa convidada, por que você não dorme no chão?
-É a minha cama, Cora! Eu já tenho que dividí-la e não estou reclamando, mas me pedir pra dormir fora dela é meio abuso, não?
-Abuso, Regina? Vamos conversar sobre aquela ceninha da semana passada...
Notei que Emma ficou tensa à mensão e acabei assentindo, erguendo os braços, então simplesmente fui até meu quarto e peguei um conjunto de roupas, meu notebook e fones de ouvido, eu precisava daquilo agora.
Entrei no quarto de Neal e bati a porta com ódio, gritando meus pulmões pra fora de tanta raiva que eu sentia. Ela não tinha esse direito, ela não podia tirá-la de mim e jogá-la para aquela... Aquele projeto de puta que Emma chamava de amiga. Argh!
