POV EMMA
A verdade é que eu não tenho certeza se Regina quis mesmo dizer aquilo e durante toda a viagem, enquanto todo mundo dormia e cantava e conversava animadamente dividindo as rufles e cocas quentes eu não conseguia parar de pensar naquela história de ser a namorada dela.
Era óbvio que eu queria, que eu queria gritar que sim, usar aliança, começar a planejar o casamento e tudo o mais, mas mamãe iria cortar o coração dela em pedacinhos e eu não queria namorar uma pessoa sem coração.
Eu acabei roendo todas as minhas unhas e me mantive quieta, me perguntaram algumas vezes o que havia acontecido e eu simplesmente não sabia dizer, não sabia como agir, como me portar perto da Gina, ainda mais com tanta gente por perto, então preferi ficar quietinha, ficar na minha até chegarmos ao hotel onde o papai fez as reservas e eu teria que dividir o quarto com ela, como fazíamos normalmente.
Peguei minhas coisas e subi na frente, aparentemente meus irmãos ainda estavam dormindo, por que eu cheguei lá em cima sozinha e logo fui pro banheiro, me trocar, estava louca pra descer pra piscina.
POV REGINA
Emma nunca me respondera sobre ser ou não minha namorada, então eu acreditava que ela simplesmente não quisesse mais aquilo, que eu tinha fodido tudo ao pedir, já que ela não falara mais comigo nem nada.
Além de tudo, ela provavelmente tinha razão sobre o filme, aquele final me deixou encucada. Só não mais encucada do que eu fiquei com aquela situação do silêncio. Emma era o tipo de pessoa que nunca ficava em silêncio, nunca.
Ela subiu correndo e ficamos embaixo, esperando completarem o check in do quarto do Neal e ao abrir a porta dei de cara com uma Emma de biquíni, um biquíni bem pequeno para uma criança de 13 anos.
-Mas que porra é essa, Emma?
-O que?
-Esse... isso!
-Meu biquíni, ué.
-Você tá bêbada pensando que eu vou deixar você sair assim?
-Deixar? Da ultima vez que eu vi você não era minha mãe!
-É... Não sou sua mãe nem nada sua pelo visto né...
-Há... Agora você quer ser alguma coisa?
-Eu sou sua irmã!
-É... minha irmã... Como se eu ligasse.
-Como se você ligasse, né, Emma.
-Isso... Como se eu ligasse ou me importasse com você... Ou amasse você... Ou tivesse te pedido pra ser minha namorada e você tivesse ignorado completamente isso.
-Eu... ? Eu?
Apenas revirei os olhos ao ver o que ela dizia e suspirei, sentindo os olhos arderem com alguma vontade de chorar, mas fui até a porta e peguei a chave, então olhei pra ela e fiz uma careta, quase sorrindo.
-Você não vai sair assim, porra!
-Argh! Eu te odeio, te odeio!
Então Emma pulou em mim, me batendo como se pudesse pegar a chave de mim e eu só tentei segurá-la, segurando-a perto de mim, em meu corpo até que ficamos cara a cara e aqueles olhos intensos diretamente nos meus, os lábios tão próximos que doía.
-Você me odeia tanto que aposto que está louca pra me beijar.
-Eu jamais vou te perdoar... Você é tãooo... grrr...
-Deliciosa? Perfeita?
-Idiota.
-Diz que não vai sair assim...
-Ah, eu vou!
-Nem por cima do meu cadáver.
-Quem é você pra me impedir, Regina?
-A porra da sua namorada!
-Agora é minha namorada?
-Sempre fui, sempre fui. Mesmo você não me respondendo...
-Você me ignorou, Regina!
-Estamos namorando há horas e você já quer discutir comigo? Sério, Emma? Mas que porra!
-Me solta!
-Me beija!
-Não vou te beijar...
-Não?
Prendi seu corpo entre eu e a cama, então apenas deitei sobre ela, beijando-a de forma calma, sem querer que ela saísse dali. E a julgar por suas unhas cravadas em minha nuca, ela não queria que eu a largasse também.
O bom é que Emma aparentemente aprendera a beijar e estava ficando cada vez mais gostoso. Forcei a coxa entre suas pernas e ouvi aquele gemido manhoso em meus lábios, minhas mãos percorreram sua cintura e arranharam sua pele só para sentí-la puxando meus cabelos como que dizendo que eu devia parar, então parei de beijá-la.
-Me ensina.
-Te ensinar?
-Sim... Me ensina a brincar de fazer barulhinho... Eu sempre quis saber o que era isso.
-Você o que?
-Quero aprender, Gina...
-A noite eu te ensino...
-Ah... Sua coxa...
Apertei mais a coxa ali apenas para que ela continuasse, mas ela apenas gemera e eu sorri e voltei a beijá-la, forçando mais a coxa entre suas pernas.
-Droga, Emma.
-O que... foi?
-Você tá toda molhada!
-Awn... Me desculpa... eu..
-Isso é loucura. Eu queria tanto prova-la.
-Faça...
-Não... Precisamos sair antes que desconfiem de alguma coisa.
-Mas... Awn, Gina...
Desci meus dedos até seu sexo, começando a tocar suavemente por cima da calcinha do biquíni, fazendo com que ela gemesse mais e mais para mim, de uma forma que eu estava quase ficando louca, doía de tão bom que era, de tão insano.
Brinquei com meus dedos e mordiquei seu inferior. Suas pupilas pareciam dilatadas e ela estava tão molhada que eu não resisti não tocá-la.
Antes que vocês digam alguma coisa: Sim, eu queimarei no inferno, eu sei. Foda-se.
-É assim que se brinca, Emm.
-Assim?
E ela estava tão, mas tão molhada que o simples e leve roçar de meus dedos sobre seu sexo fazia aquele barulhinho gostoso que arrancou risos fofos dela. Risos esses que vieram entre gemidos, gemidos que arrepiaram minha espinha e instintivamente comecei a aumentar a intensidade do que eu fazia, tocando uma pra ela, para aliviar aquela tensão.
-Essa... brincadeira... é tão gostosa... que parece que eu vou mo... morrer.
-Não vai... Confia em mim.
-Awn, Gina!
Não demorou para que aquelas coxas apertassem minha mão, fazendo com que eu diminuísse a movimentação sobre ela. Aquele sorriso satisfeito que poderia iluminar qualquer escuridão na minha vida.
-Eu te amo, Emmy.
-Eu... Eu...
-Respira...
-Porra.
Acabei rindo do jeitinho dela e beijei o canto de seus lábios, deitada ao seu lado.
-Eu te...
-Emma! Regina! Vamos descer! Meu deus, como vocês demoram!
-Já vamos, Pai! 2 minutos!
-Eu também... te amo. E sim. Eu aceito.
-Então pode arranjar uma roupa decente pra descer.
-Vai se foder.
