Bella chegar à parte inferior da escada sem que ninguém ouvisse. A porta principal estava à vista. Cinco passos. Não maisque isso.
Abaixou a cabeça. Não podia fazer isso. Merda era uma covarde. Podia se livrar do almoço, mas não podia sair sem despedir-se. Deixou sua bolsa no corredor e ao chegar à porta da cozinha, escutou seu nome.
—Não acha que é muito cedo? —disse seu pai. —
—Não queremos esperar. —disse Jess.
Esperar para que?
Bella empurrou a porta e entrou. Quatro rostos viraram para ela. Olhadas afetadas de seus pais, o olhar culpado nos olhos deJess, e o sorriso satisfeito do bastardo baboso doMike.
—Bom dia, Bella.
Bella apertou os dentes. É obvio que tinha que ser Mike quem falasse primeiro.
—A que hora chegou? —perguntou sua mãe.
Quantos anos tinha? Dezesseis?
—Não muito tarde — por volta das três. Pensou.
—Oh, estou seguro que te escutei chegar aproximadamente as três — disse Mike.
Maldito fofoqueiro.
—Ele tem o sono muito leve. —Jess acariciou sua mão.
—Eu não — disse Bella e sorriu, pensando que realmente não tinha mentido. Ela não era de sono leve.
—Onde esteve ontem à noite? Pensei que íamos compartilhar um táxi para voltar — disse Jess.
—Não sei como me perdeu. Estive ali na festa, depois fiquei uma hora na casa com um cara que se parecia com o Robert Pattinson. Sim, sim.
Ninguém riu. Mike franziu o cenho e Bella resistiu o impulso de mostrar a língua. Por que não podiam ver através dele? A frustração retorceu seu intestino. Não tinha sentido esperar que a atordoada da Jess pudesse ver quem era na realidade, mas por que não seus pais? Eram cegos? Não podiam ver que era um canalha?
Bella suspirou. Muito bem, assim a primeira vista, não parecia tão mau. Mike era alto, claro e moderadamente bonito, se você gosta do estilo suave e elegante. Bella não gosta. Ele tinha um bom trabalho na cidade e um automóvel bom. Algum tipo de Porsche. Jess era o bastante superficial para que isso fosse suficiente. Ela era feliz, assim mamãe e papai eram felizes. Não parecia lhes importar que Bella fosse miserável.
Levou um copo de água à mesa e fez uma careta quando seu traseiro bateuno assento.
—O que houve? —sua mãe com olhos de águia perguntou.
—Nada.
Bella não estava disposta a explicar que doía cada vez que sentava, porque isso significava que teria que explicar como a lasca chegou ali, a forma que tinha sido retirada e como a vigorosa atividade que seguiu tinha agravado a lesão.
—Então, por que esta com esta cara? —perguntou sua mãe.
Todo mundo parecia suspeito. Demônios. Ter uma mãe que durante seus anos de adolescência, tinha afinado suas técnicas de interrogatório até adquirir uma destreza olímpica era uma desvantagem enorme para Bella, que era como um livro aberto.
Desde que tinha saído de casa, o almoço dos domingos tinha sido como mergulhar em uma piscina de tubarões com um pequeno corte. Infelizmente sua mãe só aplicava suas técnicas a suas filhas e não à serpente no ninho, que estava sentada com um sorriso no rosto do outro lado da mesa. Tão desesperados por ver um anel no dedo da mão de qualquer de suas filhas, sua mãe provavelmente teria recebido com gosto Jack o estripador para tomar o chá, se fosse um solteiro disponível.
—Machucou as costas? —perguntou sua mãe.
—Só um machucado — Anna murmurou.
—Com o que?
—A maçaneta da porta.
Jess riu.
—Não é engraçado, Jess. Dói.
—Me deixe ver — disse sua mãe.
Merda.
—Não é nada.
—Bom qual é? —perguntou seu pai detrás do jornal. — Está bem ou não?
Bella captou o olhar escuro e indagador do Mike e desviou os olhos.
—Bem — disse Bella.
Durante muito tempo, ninguém falou.
—Como esteva a festa? —perguntou sua mãe.
—Boa.
—Aproveitou bem?
—Sim —
—Conheceu alguém?
—Não.
—Ninguém absolutamente? O que aconteceu com esse que se parecia com Robert Pattinson ?
—Isso foi uma brincadeira da Bella, mamãe — disse Jess.
Bella nunca tinha aperfeiçoado seu rosto de "inocente", mas agora estava se esforçando.
—Estou certo que Bella finalmente conhecerá alguém que ajude ela a superar isto — disse Mike e levou a mão para acariciar a sua.
—Superar o que? —Bellabateu com a mão e a tirou fora de seu alcance.
—Não há necessidade de ser tão grossa — disse sua mãe. Bella se voltou a olhá-la.
—Eu não estava...
—Mike só estava sendo amável — sua mãe a fulminou com o olhar.
—Por favor, não discutam — disse Mike. — Me sinto muito mal por isso e Bella não pode evitar de se sentir dessa maneira.
Fecha a maldita boca, você é um completo e absoluto imbecil. Havia um pouco de consolo ao pensar, mas Bella desejaria atrever-se a dizê-lo.
Sua mãe sorriu ao Mike.
—E vocês não podem evitar ter se apaixonado — ela se voltou para sua filha mais velha, com os lábios apertados. Bella se preparou. — Deveria estar feliz por sua irmã. Está arruinando este momento tão especial.
Momento especial? A boca da Bella secou. Cristo. Jess estava radiante sobre a mesa, brilhando de tão feliz, muito agradada consigo mesma. Bella jogaria este jogo, não perguntaria. Alcançou a caixa de seus cereais favoritos, só para descobrir que estava vazia. Sem dúvida Mike tinha tomado a última maldita porção.
—Bella — sua mãe rugiu.
—O que?
—Basta! Jess tem algo importante para te dizer.
Bella olhou sua irmã e tratou de manter seu rosto neutro.
—Mike me pediu em casamento.
—Espero que tenha dito que não — merda, por que havia dito isso?
Mike rompeu o silêncio.
—Não seja assim, Bella.
Houve outro longo silencio. Muito comprido. Bella não tinha a intenção de esperar tanto, mas era difícil obter que sua boca dissesse uma frase distinta a que passava por sua cabeça. "Estúpido fodido imbecil!" O rosto decepcionado de Jess apunhalou a consciência de Bella.
—Felicidades — Bella se forçou a soltar a palavra. Ela desejava o melhor, Jess queria ser feliz, mas isto era um completo engano.
—Na verdade é o que quer dizer? —perguntou Jess.
—Quero que seja feliz — disse Bella, o que não era mentira.
—Me dê um beijo — Jess ficou de pé e abriu os braços.
Bella se levantou, rodeou a mesa e a abraçou.
—Eu também — disse Mike e puxou a um incomodo abraço grupal.
Não podia liberar-se sem ficar mal assim Bella se obrigou a não retroceder com seu toque.
—E pra quando é o casamento? —perguntou.
—Jess estava pensando em junho próximo — disse Mike. — Ela queria te dar tempo para que se adaptasse. Ela é um encanto.
Bella fechou as mãos em punho. Por que ia necessitar tempo para adaptar-se? Importava-lhe uma merda. Na fila para o cinema, a primeira vez que o viu, ela tinha acreditado que era muito lindo, mas não era seu tipo. Menos de dez minutos mais tarde, quando tinha sentado a seu lado sem perguntar, soube que não era alguém a quem queria conhecer melhor. Como é que Jess era tão estúpida?
—Mas não posso esperar. Este Natal me parece perfeito — disse Mike sorriu com seu perfeito sorriso.
OH, grandioso. Arruína o Natal também, por que não?
—Importaria-se, Bella? —perguntou Jess.
—Por que teria que me importar?Por que não se casam na semana que vem? —disse Bella e em seguida se arrependeu. Seu pai baixou o jornal e lhe deu um de seus olhares.
Mike pôs o braço sobre o ombro de Bella e ela ficou imóvel.
—É tão gentil — sussurrou. Bella queria lhe dar uma patada.
—Quero que seja a dama de honra — Jess olhou para baixo.
Chutar a sua irmã não seria suficiente. Bella queria matá-la. Dolorosamente. Ela e Jess tinham um acordo a muito tempo , que não pediriam isso à outra. Era um pacto entre irmãs.
—Mike quer que você seja, insistiu em que pedisse isso.
Bella ignorou a mensagem de desculpa que Jess estava tratando de enviar. Uma desculpa não o apagaria. Tinham um acordo. No que estava pensando Jess? Só que esta não era ela, era Mike manipulando Jess. Bella estava desesperada para sair da casa agora, mas não podia, pensariam que estava aborrecida. Ela estava aborrecida, mas não pela razão que eles acreditavam. Obrigou-se a sorrir. Mostrando todos seus dentes, não?
—Por favor? —perguntou Mike. — Sei que Jess não sentirá que o dia está completo a menos que tenha a sua irmã mais velha, cuidando dela.
Quatro rostos à espera de uma resposta. Inclusive seu pai tinha deixado de ler o jornal. Não,queria gritar. Sobre meu cadáver. Quando o Papa se casar. Quando George Clooney se casar. Mas Bella não tinha escolha. Não, se queria evitar uma cena.
—Muito bem.
Jess aplaudiu e gritou.
—OH, obrigado!
Bella se sentiu tão pequena como uma formiga.
— Mostre seu anel — disse sua mãe.
Jess pôs uma pequena caixa verde sobre a mesa e ruborizou.
— Queria dizer isso antes que o visse. Não queria que o notasse e te incomodasse.
Bella suspirou.
—Me deixe por. —Mikepegou o anel da caixa e o pôs no dedo de Jess.
— Nunca tire isso de novo.
Era sua imaginação ou havia uma nota de ameaça nisso? Jess riu. O anel, bom, era um anel. Um diamante bastante grande rodeado por um círculo de pedras menores.
—É lindo — disse Bellaeducadamente.
—Um dia, terá um próprio — disse Mike.
Bella se ocupou preparando o café da manhã, tratando de pensar em uma boa desculpa para sair antes do almoço. Podia ser a aparição da peste bubônica? Os extraterrestres tinham aterrissado na rua de baixo?
Bella, que estava passando margarina sobre sua torrada, se congelou quando sentiu os dedos do Mike em seu braço. Olhou para cima para descobrir que não havia ninguém mais na cozinha.
—Deram-nos um minuto a sós — disse ele.
—Para que? —a garganta de Bella começava a fechar-se.
—Esta realmente feliz por mim?
—Absolutamente enlevada — ela retorceu o braço e apertou tão duro sua torrada enquanto passava margarina que se partiu. Merda.
Ele sorriu.
—Esse anel poderia ter sido teu.
—O teria atirado pelo vaso sanitário.
Pôs-se a rir, mas seus olhos permaneceram frios.
—Onde esteve ontem à noite? Estou seguro de te haver visto entrar no jardim, mas parece que desapareceu no ar.
Bella estava tentada a lhe dizer que tinha tido uma estupenda e brilhante noite de sexo com o cara do outro lado da cerca. Em lugar disso deu um sorriso enigmático.
—O que eu faça não tem nada que ver contigo.
—Mas eu sou parte da família.
—Ainda não — murmurou .
—Jess não é tão boa na cama como você. Bella deu a volta para enfrentá-lo.
—O que?
—Ela não me deixa gozar em sua boca. Não consigo parar de pensar nisso, Bella. Como se sentiu ao ter seus suaves lábios úmidos ao meu redor¿
Bella estremeceu. Merda, merda. Que grande engano tinha cometido! Quando tinha chegado a casa naquele momento e o tinha encontrado em seu apartamento, ordenou-lhe que partisse. Mas ele estava tão transtornado, inclusive chorou. Permitiu que a obrigasse a comer a comida que tinha preparado e a beber vinho. As coisas saíram do controle. Lembrou-se vagamente que para a quantidade que tinha bebido, estava muito enjoada. Bella tinha lutado e dito que não, mas estava tonta e não queria fazer sexo com ele, então resolveu fazer um oral. Sabia que ninguém ia acreditar que não tinha querido o que tinha feito. Teria que ter ido à polícia e lhes dizer que a tinha molestado, só que não era exatamente certo. Pensou que poderia havê-la drogado, mas para o momento que despertou, sabia que era muito tarde para fazer alguma coisa. Bella queria esquecer o que tinha acontecido aquela noite.
—Quando estiver excitada, sabe onde me encontrar.
—Preferiria ser fodida por um extraterrestre de três cabeças. Ele riu.
—Vou te você ainda. Sabe que me deseja.
—Vai à merda, Mike — Bella o esbofeteou justo quando Jess entrou.
—Que diabos acredita que está fazendo?
Bella se sentiu ferida porque a pergunta ia dirigida a ela e não a Mike.
Ele puxou Jesspara seus braços.
—Não se zangue, carinho, mas Bella me pediu que tivéssemos relações uma última vez. Disse que não e ela me golpeou.
Jess franziu o rosto. Bella sentiu sua fúria elevar-se como uma maré viva.
—Pelo amor de Cristo, Jess. Quantas vezes tenho que dizer? Eu não o quero, nunca o quis, se fosse o último maldito homem sobre o planeta não o quereria. Daria a você, mas você merece algo melhor.
As lágrimas caíram dos olhos de Jess.
—Por que é tão horrível? Por que não quer que eu seja feliz?
Não era a saída que tinha querido, mas saiu. O fato que seu pai não parecia muito incomodado ao vê-la partir e que sua mãe parecia aliviada não fez nenhum bem a sua autoestima. Agarrou sua bolsa e se dirigiu à parada de ônibus.
Quando Bella retornou a seu apartamento estava furiosa com todo mundo, incluindo ela mesma. Mentiroso Edward, estúpida Jess, pervertido Mike, indiferente pais e patética Bella. Não estava segura de quem a zangava mais. Não, isso era mentira. Se tiravasse a si mesmo da equação era com Edward, porque teve o poder de fazer que tudo em seu mundo estivesse bem e depois tinha piorado a situação.
Bella trabalhava em seu apartamento, fazendo os trabalhos de rotina de fim de semana como a limpeza e lavanderia e tudo o que podia pensar era a maneira em que Edward a havia feito sentir, o roçar de seu corpo contra o seu, seu aroma almiscarado, o gosto de seu beijo, a forma em que se retorcia quando lambia sua orelha. Por que enganaria a sua esposa? Onde estava? E seu filho? Talvez tivessem viajado durante o fim de semana. Bella gemeu. Era inútil ficar pensando nele agora.
Colocar a roupa suja na máquina fez Bella pensar em Mike.
Que diabos ia fazer com ele? Estava jogando uma espécie de jogo de poder? Estremeceu ao pensar em seu casamento com Jess, mas a ideia que a deixasse esperando no altar era a perspectiva mais aterradora. Bella não queria que Jess saísse machucada, mas estava incapacitada para fazer algo, enquanto Mike continuasse sendo o menino de ouro.
Uma coisa que podia fazer era encontrar a um homem por sua conta. Isso deteria todos os falatórios sobre ela desejando aquele patético imbecil. Edward não era a solução, por isso teria que procurar outro. Preferivelmente um que fosse tão bom entre os lençóis. Mostrou um sorriso nostálgico e tirou o aspirador.
Jake avistou Edward sentado no muro da casa da irmã. Quando Edward o saudou com a mão, imediatamente Jake sorriu de orelha a orelha. Estacionou a seu lado e apertou o botão do porta-malas. Edward deixou cair sua bolsa dentro e o fechou de repente.
—Sentiu minha falta? —perguntou Edward enquanto deslizava-se no assento de passageiros.
Jake deu-lhe uma olhada e curvou a boca em um sorriso.
—O apartamento esteve limpo, consegui ver o que quis na TV e comi comida chinesa três vezes. Você acredita?
Edward sorriu e olhou para o volume de Jake.
– Sim. Sentiu minha falta.
Jake gemeu. Seu membro chorava ao pensar em Edward. Tinha estado fora durante uma semana, mas parecia que era a um mês. Só tinha que olhar Edward para desejá-lo.
—Foi um bom menino na minha ausência? —perguntou.
—Sim, mas quase me morri.
Jake esperava que Edward dissesse o mesmo, mas não disse nada. Uma onda de inquietação desceu pelas costas de Jake.
—Vá mais devagar, há uma câmera com radar de velocidade mais adiante — disse Edward.
Jake soltou um pouco o acelerador. Estava desesperado para chegar logo em casa, mas já tinha três pontos menos em sua licença. Edward descansou sua mão sobre a coxa de Jake, a centímetros de distância da fonte de seu desconforto. Jake suspirou. Não estava seguro se queria que a mão subisse ou que a tirasse, mas o calor da palma do Edward queimava através do tecido de suas calças. Jake sentia cada dedo. Seu membro começou a lutar contra o zíper que a limitava. Jake estava tão duro que doía. Depois que Edward ligou dizendo para ir busca-lo, Jake não conseguiu se concentrar em mais nada.
—Vai ter que mover sua mão — disse Jake.
Edward acariciou a coxa de Jake com seu polegar e Jake aspirou um fôlego entre dentes.
—To tentando nos levar inteiros até em casa .Jake não queria que Edward soubesse quão desesperado estava, mas Edward tinha que estar cego para não ver, nem ouvir. Não era só sexo. Jake adorava ter a alguém ao voltar para casa, com o que falar de noite, alguém com quem rir, com quem estar. Edward era tudo o que Jake sempre quis: divertido, brilhante, gostoso, lindo e sexy. Seria perfeito, exceto por uma coisa. Jake sabia que não era suficiente para Edward.
Edward era o dominante, embora que ninguém consideraria Jake um submisso. Jake tinha sido o dominante em todas suas relações, até que conheceu Edward, e agora eram mais ou menos iguais. Jake sabia que isso não era verdade. Ele necessitava de Edward mais do que Edward necessitava dele. Permitia a Edward mandar muito mais do que tinha permitido a qualquer outro companheiro. Estava com medo de perguntar por que Edward não tinha ligado ontem a noite para lhe dizer que tinha chegado cedo de Zurich. Por que não tinha pedido que o buscasse no aeroporto? O que tinha estado fazendo na casa de sua irmã? Seria outro cara? Mais gostaria que não fosse isso. As mãos de Jake agarraram com mais força o volante.
—Como foi à viagem? —perguntou .
—Acredito que conseguiremos o contrato suíço. Seu chefe supremo é um completo idiota, tão cheio de si mesmo que gotejava por cada orifício, mas gostou da apresentação. E também a sua esposa. Ela é a chefe de finanças. Dá medo. Parece feita de pedra.
Estava sentado ali a imaginando em couro negro, dirigindo um chicote no traseiro pálido de seu marido. Não é uma bonita visão, mas funcionou.
Jake começou a relaxar. Um engano.
Enquanto fazia uma curva, Edwar se aproximou e mordiscou sua orelha.
—Jesus! —Jake virou bruscamente, soou uma buzina e Edward riu.
—Não faça isso quando dirijo. Você já é distração suficiente aí sentado. Nada de tocar. Nada de falar. Melhor; merda, nem respire.
Mas o dano havia sido feito. A sensação de Edward mordiscando seu ouvido tinha enviado uma onda de sangue correndo pelo corpo De Jake diretamente a seu membro. De maneira impossível a coisa cresceu ainda mais. Os dedos do Edward deslizaram um milímetro mais acima.
—Edward! —Jake sabia que deveria afastar a mão de Edward, mas não poderia correr o risco de toca-lo, se o tocasse estaria em mais problema.
—Merda, Edward — gemeu Jake. — Deixa a gente chegar em casa.
—Está seguro que pode esperar todo esse tempo?
Não, Jake não estava seguro absolutamente, mas não havia muita opção. Era meio-dia, brilhante e ensolarado para variar, e estavam em um entupido tráfego. Mais Alguns toque Jake ia gozar em suas calças. Edward arrastou sua mão ao longo do pênis de Jake e o espremeu.
—Para, Edward. Vai lamentar me atormentar desta maneira.
—Conto com isso.
Os dedos do Edward desataram o botão das calças de Jake.
—Não... —disse Jake.
—Não o que? —Edward baixou o zíper.
Jake não podia deter o gemido que escapava de sua garganta. Seu membro traidor enviou uma mensagem de obrigado pelo espaço extra e cresceu ainda mais.
—Vou bater com o carro se não parar — disse. — Me deixe encontrar algum lugar para parar.
—Onde? —Edward perguntou.
Jake suspirou. Não havia nenhum lugar onde parar, bom, nenhum o suficientemente resguardado. Não se podia ser preso. Isso seria o fim de sua carreira como polícial.
—Continue indo. Se concentre em conduzir. Estará bem.
Jake não acreditava. Edward tinha metido a mão em sua bóxers e tinha liberado o pênis de Jake.
O bastardo tinha tirado a cabeça por debaixo de sua camisa e deu um puxão enquanto perfumava o ar fresco e com a perspectiva de diversão. Jake respirou com força. Antes tinha pensado que suas bolas doíam, mas se equivocava. Agora sim que doíam.
—Continue me tocando e te matarei — advertiu. — Eu digo sério, Edward.
Pressionou seu pé sobre o acelerador. O apertão de Jake sobre o volante era tão forte que duvidava que pudesse voltar a soltá-lo. Conduziu por instinto, logo viu a curva antes do seu Edificio. Já não estavam longe, mas pareciam não chegar nunca. Jake sentiu a mão de Edward mover-se antes que o pudesse alcançar.
—Não — soltou. — Eu digo sério. Eu vou gozar em toda minha fodida camisa.
—Eu poderia afastá-la do caminho.
—E como vou explicar a confusão sobre o para-brisa? Edward riu.
—Nem um dedo perto de mim ou te farei lamentar.
Jake viroudeu um suspiro de alívio. O edifício onde ele e Edward compartilhavam um apartamento de três dormitórios, com uma vista fantástica . Tinham chegado. Jake nunca poderia morar em tal lugar com seu salário, mas Edward era um advogado de primeira que ganhava mega dólares. Jake sabia que Edward não necessitava seu dinheiro, mas sempre ajudava com as compras da casa, ficava feliz com isso..
O edificio tinha seu próprio estacionamento subterrâneo, e graças a um emissor sobre o para-brisa, a barreira se abriu ao aproximar-se. Jakevirou o carro ao redor de uma esquina e estacionou em seu lugar designado com os pneus chiando sobre o concreto tratado. Tirou a marcha. Uma mão apagou a ignição, a outra foi para o pescoço do Edward. Jake puxou a cabeça de Edward para frente, duvidando seriamente entre beijá-lo e estrangulá-lo.
A boca de Edward se abriu e a língua de Jake mergulhou dentro, um beijo duro, quente, apaixonado pelo que Jake esteve morrendo do momento que tinha visto Edward esperando fora da casa de sua irmã. Jake conteve a pergunta de por que estava esperando fora, por que não lhe tinha deixado entrar. Edward tinha um sabor doce, de café, pasta de dente, ao Edward. Jake o amava muito, e não se atrevia a dizer-lhe porque tinha a sensação que quando essas palavras saíssem de sua boca, sua relação estaria terminada. A língua de Jake explorou, retorcendo-se ao redor de sua companheira, antes que caísse no ritmo pulsante que queria imitar com seu membro. Sentiu Edward tentando afastar-se, mas Jake não tinha tido suficiente, nunca teria suficiente. Queria lhe devorar, consumi-lo, fazê-lo uma parte de si mesmo.
As mãos do Edward acariciaram seu traseiro, tentando acalmá-lo. Quando seus dedos subiram para seus cabelos, Jake finalmente se separou. Eles se olharam fixamente ao um ao outro, ambos ofegando. Jake imaginou que seus olhos tinham o mesmo olhar vidrado que viu em Edward.
—Feche sua calça. Tirarei minha bolsa do porta-malas — disse Edward.
Fechar o zíper era fácil, embora fosse mais fácil de dizer que de fazer. O pênis de Jake protestou por ser forçado de novo às calças. Enquanto Jake saía do carro, tirou o pulôver por cima, tentando cobrir o proeminente vulto de sua virilha. Viu o Edward fazer o mesmo. Sorriram.
—Dois minutos e contando — disse Edward ao aproximar-se rapidamente do elevador.
—Nada de tocar — respondeu Jake. Seu pênis deu um puxão ao recordar o sexo que tinham tido nesse elevador fazia uns meses. Jake ficou com as costas para o painel de controle para evitar que Edward apertasse o botão de parada. Fecharam-se as portas.
Edward lambeu os lábios.
—Um minuto e cinquenta — se inclinou na parede em frente a Jake e o olhou fixamente. — Estou doido para rodear com meus lábios seu pênis. Quero te aspirar até o coração.
—Oh merda. —Jake estremeceu.
—Vou te lamber da ponta dos pés até o ultimo fio de cabelo. Demorando mais ai, onde você esta imaginando. —Os olhos de Edward cintilavam de diversão.
—Cristo, Edward. Merda fecha o bico. —Jake fechou seus olhos.
—Um minuto e trinta. Quanto tempo pensa que será capaz de suportar? Minha boca quente, molhada sobre seu duro e aveludado pênis. Minha língua em seu...
Jake abriu seus olhos e o fulminou com o olhar.
—Se continuar assim, nem um segundo. Edward riu.
A porta se abriu no último andar, o quinto, e Jake saiu desesperado. mexendo em seu bolso procurando suas chaves.
—Um minuto e dez — contou Edward atrás dele. Jake abriu a porta. Obrigado, Deus.
—Ah, olá, Sra. Dutton. Como está você? —disse Edward.
Jake revirou os olhos pela brincadeira, mas quando se virou, viu sua vizinha meio surda do outro lado do corredor saindo de seu apartamento com um cão que parecia uma bola de pelo. Era difícil dizer onde acabava um e começava o outro. Era uma rica viúva sobre os sessenta anos, e os dois a adoravam, mas justo nesse momento Jake queria assassiná-la. Manteve a parte baixa de seu corpo detrás da porta e saudou com a mão.
—Bom dia, Jacob.
—Bom dia, Mary. Como era aquele número, Edward?
—Trinta — disse Edward.
Os doiis trocaram umas palavras mais e Jake teve que impedir-se de voltar pelo corredor e arrastar Edward ao apartamento. Suspirou de alívio quando Mary se moveu e Edward empurrou sua mala pela porta.
—Cinco — disse Edward e fechou de repente a porta. — Quatro — Jake empurrou Edward contra a parede. — Três — mas foi Jake que foi desabotoado. — Dois — sua boxer e calça desceram de uma vez só — Um.
