Mike viu Jess pegar duas taças do armário de Bella. Quem dera que não tivesse um traseiro tão gordo, embora ao menos tivesse um lugar onde agarrar-se depois de tudo, uma transa era uma transa. Aproximou-se furtivamente atrás dela, enterrou a cara em seu pescoço e rodeou seus seios com as mãos. Ela tinha uns seios bonitos, suculentos melões. Gemeu e pressionou sua ereção contra seu traseiro.
—Hora de uma fodida rapida—sussurrou.
Jess ficou rígida.
Merda. Sempre esquecia que falar assim sempre a apagava.
—Desejo você, neném — disse ele.
—Bella voltará logo.
—Não durante os próximos quinze minutos. Olhe o relógio. São só seis.
Bom, eramagora que Mike o tinha atrasado.
—Não sente como me deixa? —esfregou-se mais duro contra ela.
Jess retorceu em seus braços.
—Não pode esperar?
—Não. tire a roupa. Agora.
Mike se surpreendeu quando ela concordou. Tinha esperado ter que persuadi-la de ficar na cozinha. Quando ela terminou de tirar a roupa, seu pênis e bolas doíam. Queria entupir-se na vagina molhado de Jess e esfregar-se até o esquecimento, mas tinha que se aguntar um pouco. Desabotoou as calças e tirou seu pênis. Viu Jess arregalar os olhos enquanto acariciava seu duro pênis e sorriu.
—Tem preservativo? —perguntou ela.
—Preciso de um, docinho? —enrolou-a. — Acredito que está tomando pílula e agora estamos noivos.
Ele tinha uma camisinha no bolso, mas não queria usá-la. Mike se sentia dividido entre o desejo de pega-la e derramar-se logo na fenda de Jess ou de gozar sobre a mesa da cozinha de Bella.
—Vai tirar antes? —Jess perguntou enquanto passava suas mãos ao longo de seu pênis.
—Se for o que quer — na realidade, Mike faria o que ele queria mas o tempo fazia tic tac e tinha que estar já quase acabando quando Bella chegasse em casa. Ele girou Jess pelos ombros e a empurrou de barriga para baixo sobre a mesa.
—Não aqui — disse Jess. — Não podemos ir pro quarto?
—Não.
—Por favor.
—Não, aqui ou em nenhuma lugar.
Mike a moveu até que esteva em boa posição para ele, sua vagina bem aberta, mas seu apertado ânus era mais atraente. Era tentador, mas não a podia assustar, não, se queria que este jogo durasse. Deu-lhe um golpezinho em sua abertura e ela gemeu. Mike riu em silêncio.
—O que? —Jess perguntou.
—Eu gosto quando faz todos esses ruídos.
De certo modo era verdade, embora ela fosse a foda mais ruidosa que já teve. Pressionou mais para dentro e se introduziu na quente fenda. Gemeu e sentiu a risada dela debaixo dele. Puta idiota.
Bella conseguiu sair do trabalho a tempo, correu até a estação para pegar o trem rapido e voltar para seu apartamento como prometeu. Pelo menos não doía o traseiro. Olhou de baixo para a janela de seu apartamento e se perguntou como tinha deixado acesa a luz. Nunca esquecia . Tinha tentado ligar um monte de vezes para Jess, para lhe dizer a que hora chegaria a casa, mas seu telefone estava desligado.
Abriu a porta com chave, empurrou-a e deixou a bolsa no corredor. Então congelou. Podia ouvir Jess gritando transtornada. Dividida entre a raiva porque Jess já tinha entrado em seu apartamento e preocupada com o que estava acontecendo, foi pra cozinha.
—Merda — ofegou.
Jess estava nua sobre a mesa da cozinha, a cabeça voltada para ela, suas mãos agarrando aparte superior das pernas enquanto Mike a penetrava.
—Bella! — Jess ofegou.
Bella tentou mover-se, mas seus sapatos pareciam botas de concreto. Mike a olhava nos olhos, seus quadris como pistões amassando sua irmã. Seus olhos se estreitaram, deu um grande gemido e logo saiu e esparramou seu sêmen pelo corpo de Jess. Quando piscou um olho para Bella, ela saiu. Ficou de pé tremendo, perguntando-se como uns segundos podiam parecer horas. Não tinha ficado olhando, ficou? Estavam em sua mesa? Mike saiu da cozinha trazendo duas taças de vinho. Bella tomou uma num gole só..
—Gostou do espetáculo? —sussurrou. — Sei que você gosta de olhar.
—Que caralho está fazendo aqui? —gritou Bella. Mike fez uma expressão inocente.
—Ajudando Jess, o que seria?
—Por que acho que é mentira?
—Tinha curiosidade por saber se era aquela mesa ou você, que me deixou tão quente aquela noite.
—Acredito que foderia qualquer coisa — disse Bella com uma risada curta.
— Por que não fode só a mesa?
—Pois virtualmente é o que tenho feito. Sua irmã é tão grossa como uma tabua.
A outra taça de vinho foi parar na cara de Mike. Ele ofegou e olhou a mancha sobre a camisa branca.
—Isso foi um erro — falou.
Jess pos sua cabeça pela porta da cozinha.
—Irmã o ...? —chegou a toda pressa, alisando-a saia. — Que infernos aconteceu?
—Bella, mostrando sua natureza ciumenta outra vez — disse Mike.
Os ombros de Bella caíram. Queria que os últimos cinco minutos nunca acontecido.
— Tire a camisa para que eu possa lavar — disse Jess, mantendo os olhos longe de Bella.
—O que está fazendo aqui? —Bella perguntou.
—Mike me ajudou a trazer minhas coisas. Bom, tudo o que não estava molhado.
O coração de Bella martelava enquanto seguia Jess e a camisa à cozinha.
—Estive te ligando para dizer quando chegaria em entrou?
Jess tirou seu telefone da bolsa e o olhou.
—Ah, pensei que estava ligado. Devo ter desligado. Sinto muito. Mamãe me deu a chave. Não pensei que se importaria.
Bella não queria conversar com Jess sobre o que tinha estado fazendo em sua mesa de cozinha, mas não podia ignorar.
—Eu disse a que horas estaria em casa —Mas é cedo — Jessdeu uma olhada no relógio de cozinha.
Bella olhou seu relógio. Ah, Mike era inteligente, tinha que admitir. Ele tinha planejado tudo.
—Vou servir uma taça de vinho para Bella — disse Mike—Parece que precisa de uma.
Bella voltou para pendurar seu casaco e pôr seus sapatos sobre o tapete extra que tinha junto à porta para não deixar entrar sujeira no apartamento. Mordeu as bochechas quando entrou na sala principal e viu a quantidade de coisa que Jess trouxe.
—Por que trouxe tanta coisa? —perguntou Bella. — Pensei que seria só durante uns dias.
Jess não precisava trazer todos os bichos de pelúcia que tinha? O sofá estava perdido entre animais. Caixas de CDs e DVDS estavam perto da televisão. Varias embalagens de plástico com as últimas obsessões de artesanatos de Jess haviam sido amontoados sobre uma pilha de livros .
—Papai disse que a companhia de seguros pagará para que se arrume o teto, mas que vai levar tempo conseguir que façam o trabalho. E haverá um montão de pó.
Bella estava fazendo um cálculo rápido, passando de dias a semanas a malditos meses.
—Espero que não ache ruim, mas pus minhas roupas em seu quarto. Você tem muito menos que eu, assim pensei que poderia se arrumar com um guarda roupa menor e... bom —Jess se ruborizou.
OH-OH, Bella pensou, sentindo como se um tanque lhe tivesse passado por cima. Não precisava perguntar quem o conduzia.
Mike pôs seu braço sobre o ombro de Jess.
—Pensamos que não se importariade ficar com a cama de solteiro enquanto dormimos na de casal. Será só durante uma ou duas semanas — disse Jess.
A cabeça de Bella palpitou. Acho que nunca esteve tão zangada.
—Mike não vai ficar aqui também.
—Claro que não — disse ele. — Tenho meu próprio apartamento. Ofereci pra Jess ficar comigo, mas moro muito longe de sua escola e isto pareceu uma oportunidade ideal para reuni-las, reconstruir sua amizade e falar do casamento.
Bella não podia acreditar. Queria rir, gritar, chorar. Queria sumir. Mas primeiro, queria dar uns socos em Mike.
—Tudo bem se ficar com seu quarto, Bella? Se não, posso ir la e mudar minhas coisas.
Não, merda, não está bem. Bella tinha ficado temporariamente muda. Seu frenético cérebro tentou calcular as implicações de ter Jess ali, de ter Mike ali. Não importava em que ângulo olhasse, eram más notícias. Os dois em sua cama. Sobre sua mesa de cozinha. Em seu banheiro.
—Poderia ter esperado — disse . — Como se sentiria se eu tivesse aterrissado sobre você e tivesse pego seu quarto?
—Bom, certamente eu teria deixado.
Bella apertou os dentes. Com suspeitas que foiMikeque manipulouesta situação. Bella abriu a boca para sugerir a Jess que pedisse a sua companhia de seguros que alugasse um lugar e então Mikepegou Jess em seus braços.
—De um abraço emBella. Isto é muito amável parte dela. Seus pais vão ficar emocionados ao ver que fizeram as pazes. Enquanto Jess a rodeava com os braços, Mike olhou fixamente os olhos de Bella. Ele tirava e colocava a língua como uma serpente, com implicação sexual.
—Não sabe quanto isto significa para mim — disse Jessvoltando para os braços de Mike.
—Como gesto de gratidão, vou comprar o jantar, tipo gosta? Indiana? Tailandês? Pizza? — perguntou.
—Qualquer uma — disse Bella e escapou para que era seu novo quarto.
Fechou a porta e se apoiou contra ela. Toda sua roupa tinha sido arremessada sobre a cama. Jess não se incomodou em pendurar. Bella desmoronou. Isto não ia dar certo. Não queria Jess vivendo com ela, e Mike pensava que podia ficar e dormir também, era algo totalmente inaceitável. Mas o que podia fazer? Jogar Jess porta a fora? Empacotar e encontrar um hotel barato? Talvez Bella fosse pra um hotel barato, mas por que tinha que sair de sua casa? Ponha uma data limite, pensou Bella. Duas semanas, não mais. E Mike não ficaria para passar a noite. Os fins de semana Jess podia ir para casa de Mike. Poderia sobreviver por duas semanas, não?
Uma hora mais tarde, Bella se perguntava se poderia sobreviver outros dois minutos. Eles estavam estirados um sobre o outro em seu sofá, os bonequinhos atirados pelo chão, vendo o que gostavam em sua televisão, bebendo seu vinho. Tudo bem, Mike tinha pago a pizza, mas o bastardo pediu pepperoni com anchovas, e Bella não gostava . Talvez pudesse criar sua própria inundação.
Aquele pensamento a deixou congelada. O apartamento de Jess alagado era um acidente ou o tinha sido proposital? Bella bateu na cabeça com a mão. De uma pausa. Estava começando a assustar a si mesma. Quão paranoica ia ser? Ainda e assim... Jess havia dito que o homem de cima nem sequer tomou banho de manhã.Mike soube entrar no apartamento de Bella aquela vez. Bella empurrou uma cômoda atras da porta de seu quarto. Melhor previnir.

Edward estava em seu carro olhando o apartamento de Bella.
Havia calculado que janelas eram as delas e a luz estava acesa, mas não se moveu. O que ia dizer? Como explicar como sabia onde vivia sem soar como o perseguidor, do que ela já se queixou? Provavelmente se assustaria assim que abrisse a porta. Mas esperava que não tivesse que dizer nada. Esperava que ela o olhasse, e desse a oportunidade de contar que não estava casado, que não era sua casa,e sim, a de sua irmã e então ela se jogaria em seus braços. O seguinte era estar nus em uma cama. Pegando um buquê de flores no assento de passageiros, saiu do carro. Entrou na portaria atrás de outro morador e subiu as escadas de dois em dois. Seu coração batia forte com a ideia de vê-la outra vez. Se não tivesse jantado, a levaria pra jantar. Se já, bom, sabia de algo que ele gostaria que ela comesse. E ele também. Sorriu. Ficou com água na boca com a ideia de enterrar seu rosto entre suas pernas, lambendo-a e chupando-a até que gozasse em seu rosto. Revolveu o pênis nas calças.
Chamou duas vezes à porta.
—Sim?
Edward era rápido como um relâmpago, perguntas e respostas voando por sua cabeça. Apartamento incorreto? Não. Era este homem namorado de Bella? Ela tinha mentido? Ou Edward estava chegando a uma conclusão errada como tinha acontecidocom ela? Seu irmão? Embora ela não tivesse mencionado a nenhum. Não havia nenhuma razão para voltar atrás agora.
—Procuro Bella Swan.
—Suma.
Fechou-lhe a porta na cara. Edward ficou de pé olhando-a por um momento, perguntando-se se valia a pena voltar a bater. E se levasse um murro na cara? Soltou uma risada curta e desceu de novo as escadas.
Jake era um perito em ficar nas sombras. Tinha passado muitas horas de sua vida profissional olhando e esperando que acontessesse algo, só para descobrir que nunca aconteceu nada. Oxalá esta vez não acontessesse. Edward tinha estacionado na rua do apartamento de Bella, e se sentou no carro durante tanto tempo que Jake se perguntava que merda estava passando pela cabeça dele. Tentando pensar o que ia dizer? Perguntando-se se devia arrancar o carro e voltar para casa, para Jake? Quando Edward saiu do carro segurando as flores, Jake suspirou e continuou esperando. Havia coisas que queria saber, que tinha que saber. Que aspecto tinha Bella, o que era que tinha cativado Edward e quanto tempo ia passar la.
Suas perguntas foram respondidas, mas não da maneira que esperava. Edward surgiu um pouco depois que tivesse entrado. Jogou as flores no jardim dianteiro do apartamento, subiu em seu carro, e foi embora. Correndo muito, o idiota. O que havia acontecido la dentro? Ele contaria? Quando Jake se viu tocando o interfone do apartamento de Bella, se perguntou o que estava fazendo ali. Se Bella não tinha dado a Edward a oportunidade de explicar que não era casado, talvez a daria a um amigo.
Tocou outra vez.
—Sim?
A voz de um homem, e talvez isso disse a Jake tudo o que tinha que saber. Trocou de tática.
—Inspetor de polícia Black para falar com Isabbela Swan. —
Merda, iam lhe pegar por fazer isto.
A porta abriu-se e Jake a empurrou. Quando chegou ao andar, havia um cara com calças escuras e uma camiseta azul rodeada apoiado contra a porta. Era alto, com cabelo curto e claro jogado para trás e uma boca que sorria quando seus olhos não faziam. Quando Jake chegou, uma loira de cabelo encaracolado ficou ao seu ¿. Jake estava surpreso. Não era o tipo que achava que Edward gostaria. Era bonita, ligeiramente gordinha, mas não entendia porque Edward a queria.
—Esta é a senhorita Swan — disse o homem. — Sou Mike Newton, seu noivo.
Ah, merda.
—Podemos ver sua identificação? —perguntou.
Jake abriu a carteira. O homem a olhou atentamente. Muito atentamente, merda.
—Isto é pelo roubo perto da festa a que fomos no sábado? —perguntou.
—Quem disse que foi um roubo? —Jake não havia dito roubo.
—Fui ver os Smith um pouco depois que você os visitou — Mike se virou para Jess. — Levei a Erin algumas flores como gesto de gratidão. Esqueci de dizer isso .
—É um encanto de homem — disse a mulher.
Jake queria desaparecer. Sua voz era horrivel. O queEdward viu nela que ele não via?
—Disseram que um policial tinha pedido os detalhes de cada um da festa. Estou surpreso que não nos tenha vindo ver até agora.
Jake estava em areia movediça e o estavam afundandoem grande velocidade. Quanto antes saísse dali, melhor.
—Viu alguém atuando suspeito? —perguntou Jake.
—Só a dança do Henry — disse Jess com uma risada tola.
O som atravessou Jake diretamente.
—Quanto a você? —perguntou a Mike.
—Não, nada.
—Correto, agradeço-lhes seu tempo. Virou para sair.
—Quer me dar seu cartão em caso que me lembre de algo? —perguntou o homem.
Não, merda, Jake não queria. Levou a mão ao bolso como se procurasse e sacudiu sua cabeça.
—Ah, dei o último esta tarde. Não se preocupe. Se não viu nada não precisarei falar com você de novo.
Enquanto Jakedirijia seu coração se aliviava mais e mais. Bella estava comprometida. Não queria Edward. Ele não a teria. E ficou se perguntando porque ela ficou com Edward. Talvez tenha brigado com o noivo na festa e por isso subiu a cerca. Não importava. Nada importava porque Bella Swan era história.
Jake não foi diretamente a casa. Havia dito a Edward que estava de vigilância assim teve que fazê-lo. Foi ao escritório, fez uma produtiva hora de trabalho administrativo, e voltou para o apartamento. Edward estava jogado sobre o sofá. Havia uma garrafa meio vazia de tequila junto a uma caixa de suco de laranja sobre a mesinha de café.
—Está bêbado? —perguntou .
—Não, completamente sóbrio... completamente sóbrio... Merda.
Jake mordeu o lábio, tanto divertido como alarmado. Em todo o tempo que o conhecia, nunca antes tinha visto Edward bêbado.
—Pensei que estava trabalhando — resmungou . Jake riu.
—Estava de vigilância. Vi o que necessitava ver. Conclusão satisfatória.
Edward esticou uma tremente mão para a garrafa. Jake a pôs fora de alcance.
—Acredito que já bebeu o bastante, amigo.
Edward parecia que iria discutir e logo mudou de ideia. Jake afastou as pernas dele e se sentou no sofá .
—O que aconteceu?
Edward o olhou com aqueles olhos claros e intensos.
—Já sabe o que aconteceu.
Jake sentiu estômago encolher. Não era possível que Edward soubesse que o tinha estado vigiando. Ou sim?
—Bella? —perguntou. Edward assentiu.
—Foi a seu apartamento — o coração de Jake palpitava. Não tinha formulado em forma de pergunta. Edward assentiu.
—O que aconteceu?
—Um homem abriu a porta abriu a porta.
—Ah — tinha que ser o noivo tinha visto.
Edward jogou outra vez a cabeça para o borda do sofá e gemeu.
—Merda, pensava que... Merda, queria a tivesse conhecido, Jake. É tão linda. É toda pernas e braços. Você adoraria. Cabelo desordenado, seios que desfazem na boca, lábios tão suaves e doces, estava tão disposta, tão gentil.
—Talvez não fosse o que tinha que ser — disse Jake, pensando que isso era a coisa mais patética que disse na vida.
Edward jogou o braço sobre os olhos.
—Ela era exatamente perfeita.
O que? Baixa e um pouco gorda com uma voz que poderia ralar queijo? Jake sempre pensou que fossem as altas de ossos pequenos, uma mulher delicada.
—Alta e muito bonita. Nem sequer me importou que tivesse o cabelo curto. Sei que nós gostamos das de cabelo comprido, mas, merda, era parecida comigo . Jesus.
Jake se obrigou a seguir acariciando a coxa de Edward.
—Tem o cabelo curto?
—Um pouco maior que o meu, e um pouco mais maltrapilho.
—Isto é possível?
Edward afastou o braço para olhá-lo. O pulso de Jake saltava. Algo não ia bem.
—O cabelo que cor?
—Castanho escuro.
Edward soprou. Jake somou dois mais dois muito rápido. De acordo, talvez desse cinco. Mike Newton tinha apresentado à mulher como senhorita Swan. Jake tinha achado que era Bella, mas era provável que fosse a irmã, Jess. Então o emprego de "senhorita" tinha sido para confundi-lo de propósito? Se era assim, por quê? E merda, o que ia fazer ? Se dissesse a verdade a Edward, estaria se colocando totalmente na merda. Outra vez. Jake olhou para homem que amava. Não tinha escolha. Não pederia deixa-lo sofrer.
—O homem que viu era alto, de constituição parecida com a minha, cabelo claro, camiseta azul¿
Edward endireitou o corpo. Não disse nada, somente olhou fixamente para Jake e piscou.
Jake suspirou.
—Seu nome é Mike Newton. Eu quis saber como era Bella. Vi você ir a seu apartamento, vi como foi e saiu rápido. Subi e pedi para falar com ela. Newtonchegou na porta e apresentou a sua noiva.
Edward ficou rígido.
—Bonita mulher, alta. Curvilínea e cabelo comprido e encaracolado. Imagino que era Jessica Swan.
—Merda.
Jake inspirou profundamente.
—Mike. O bastardo de merda — gritou Edward. — A puta conspiração. Eu assumi que... Oh, merda.
Jake esperou que Edward desse o passo seguinte. A pesar do excesso de álcool, não levou muito tempo.
—Andou me vijiando? —perguntou, sem um só rastro de embriaguez.
—Eu... —Jake queria dizer que havia feito porque o amava, mas não podia encontrar as palavras, não queria as pronunciar sabendo que ele não lhe diria o mesmo.
—Pensou que eu guardaria isso para mim? Que o separaria de minha vida?
Sim.
—Não sei .
—Ela me falou desse cara. Ele tenta foder a vida dela. É um perseguidor. Nunca saiu com ele, mas ele finge que sim. Agora está com sua irmã e tenta fazer ciúmes a. Quando o vi, assumi que... Mas sua irmã estava ali?
—Sim.
Edward se levantou.
—Quero ver Bella.
—Não esta noite. É tarde. Está bêbado. Edward se deixou cair outra vez no sofá.
—De acordo. Amanhã. Pode descobrir onde trabalha?
—Provavelmente.
—Faça? Por favor? Me ligará?
A mandíbula de Jake se apertou, mas assentiu.
—Vêm aqui — disse Edward.
Jake se colocou entre seus braços.
—Somos um casal. Nada fará mudar isso. Quem dera Jake pudesse acreditar nisto.

Bella acordou de repente. Durante toda a noite tinha dormido de forma irregular e não conseguiu cair no sono profundo, mas desta vez era como se algo a tivesse despertado. Levantou a cabeça e olhou o relógio. Quatro da madrugada. Seria Jess dando voltas? Talvez devesse adotar um gato e chamá-lo de Edward. Sorriu. O apartamento estava em silêncio, se virou para a janela.
A mão sobre a boca veio tão rápido que não teve tempo para gritar, mas distribuiu golpes a torto e a direito, golpeou a carne dura e continuou golpeando.
—Para — gritou Mike.
Bella sabia que "parar" era última coisa que deveria fazer, mas lutar contra um peso e uma força superior era algo inútil, cada vez se sentia com menos força. Mike a segurou e lhe colocou à força algo suave na boca, pressionando-o dentro até que lhe incharam as bochechas e Bella pensou que se afogaria. Moveu com força a cabeça de um lado a outro, tentando expulsar a mordaça, mas não podia. Ele se ajoelhou sobre suas coxas, pressionou as mãos contra seus ombros e se pôs em cima dela. Ela sentiu sua ereção pressionando forte entre seus corpos. Bella inspirou profundamente por seu nariz, seu coração palpitando, a adrenalina vertendo-se por todo corpo.
—Me escute, puta — disse em voz baixa. — Faz como digo e não farei mal a Jess.
Bella fez uma tentativa inútil de gritar. O pânico cresceu de tal maneira que teve problemas para inspirar ar em seus pulmões.
—Quer que deixe Jess e saia de sua vida? —perguntou. Bella deixou de lutar e o olhou fixamente.
Mike sorriu.
—Bem, a não ser que coopere, vou casar com ela e vou fazer de sua vida um fodido inferno.
A cabeça de Bella começou a dar voltas tentando centrar a mente no que estava acontecendo. Uma pergunta lhe vinha à mente: que tipo de cooperação? O que queria que fizesse? Tinha só uma resposta.
—Viu que fácil Bella? Poderia te tomar agora mesmo — sussurrou e rodou seus quadris contra os seus, esfregando o pênis contra seu ventre.
Não sem lutar. Na pequena parte de seu cérebro que não estava congelada pelo terror, Bella se perguntou se algo bom poderia sair disto. Arranharia, daria patadas, morderia, cravaria-lhe uma estaca e o mataria.
—Mas não o vou fazer — sussurrou Mike. — Você virá para mim e pedirá que lhe foda. Vai pedir que eu meta meu grosso pênis em sua vagina e que martele até que grite. E quando o fizer, quando me pedir isso, então deixarei a você e a Jess em paz.
Bella se sentia mal. Falta de oxigênio? Não podia pensar bem, só sentir seu peso imobilizando-a, esmagando seus pulmões.
Mike baixou a cabeça e lambeu sua garganta.
—Mas talvez, talvez não deixarei vocêem paz —acrescentou e ela começou a tremer. — Pensou de verdade que poderia ganhar este jogo? Acabo de começar. Separou-se dela em um salto e saiu de repente do quarto.
Bella tirou a mordaça de sua boca e sorveu o ar por sua garganta seca. Tinha usado uma calcinha dela. Bella virou o pescoço e a mandíbula, ficou de pé e voltou a colocar a cômoda diante da porta. Ele a tinha empurrado e nem o tinha ouvido. Se deixou cair no chão. Jesus está louco. Está fodidamente louco. Rodeou-se com seus próprios braços e começou a balançar-se.
Que diabos ia fazer? Não podia deixar Jess casar com este tipo. Tinha ameaçado-a, poderia levá-lo a polícia, mas onde estavam as provas? Umas contusões e uma calcinha molhada de saliva. Ririam na sua cara. Ninguém tinha ouvido o que ele havia dito. Mas... mas... e se tentase gravar ele ameaçando-a? Começou a acalmar-se. Era uma boa ideia, um plano sensato que já deveria ter pensado. Não podia permitir que este bastardo a vencesse.
Bella deixou o apartamento antes que Jess se levantasse. Não tinha nem ideia se Mike estava ainda ali e não importava. Merda, sim, importava. Essa noite diria a Jesspra sair. Certamente teria alguma amiga com a que ficar. Bella imaginou a resposta de sua mãe: Nem sequer pode oferecer uma cama a sua irmã durante uns poucos dias? O que? E sua mesa de cozinha também? Talvez Bellaque tinha que encontrar uma amiga com quem ficar, tinha que sair de sua própria casa? Não. Então pensou em Mike e trocou de ideia. Foi tomar o café da manhã e ligou para suas amigas. Bella pensou que se incomodasse na hora de preparar-se para trabalhar não daria tempo de inventar uma desculpa.
Três motivos diferentes, mas compreensíveis. Mira tinha um filho doente. Jenny estava em meio de uma mudança de decoração. O quarto extra da Alice já estava ocupado. Bella teve que admitir que se via bastante patética não querendo ficar no mesmo apartamento que sua irmã. Pensaria que estava realmente com ciúmesde Mike. Estava a ponto de confessar que tinha medo dele, mas para que? Pen tinha sido a grande esperança de Bella, mas tinha um irmão morando com ela. Agora, enquanto se dirigia ao escritório, Angela era sua última possibilidade.
—Não, sinto muito, mas não tenho nenhum quarto extra. Só um dormitório, e o sofá é muito pequeno para que possa dormir nele.
A depressão caiu sobre Bella como uma espessa névoa.
—Bem, não importa. Era somente uma ideia. A víbora entrou e as olhou fixamente.
—Bom dia.
—Bom dia — disseram em coro.
Bella estava tão desesperada para pedir a sua chefe? Não exatamente, mas quase. Agarrou um dos gravadores e meteu na bolsa. Havia um montão de gravadores. Devolveria-a antes que sentissem falta.
No meio da manhã, quando a víbora fez sua visita prevista ao banheiro, 10:30 em ponto, Bella aproveitou para conferir se tinha algum correio eletrônico da agência de encontros. Não, mas havia quatro de Jess, um de Mike – merda, quem lhe tinha dado seu endereço eletrônico?– e um de sua mãe. Anna estremeceu.
De Jess :
Como pode? Nunca perdoarei isso.
Bella se perguntou o haveria feito agora De Renne:
Ligue para sua irmã imediatamente. Estou muito decepcionada contigo. Terá que pagar o dano.
OH Deus, que dano?
De: Jess É uma idiota. Por que não pode ficar feliz por mim?
Porque ele é um idiota e você uma idiota, pensou.
De Jess:
Esqueça, não será mais minha dama de honra.
Finalmente uma boa notícia. Mas Bella podia sentir o pulso lhe palpitando na garganta, ouvia um eco ressonando em sua cabeça. Foi para o email de Mike, desejando apagá-lo sem sequer ler e a vez perguntando-se que caralho estava acontecendo.
De: Mike Perdoo-te.
Bella estreitou os olhos, mas seguia sem saber o que acontecia.
De Jess:
Mike diz que não devo te culpar, mas estou realmente alterada. Fez algo terrível.
Bella começava a desejar ter feito o que fosse.
Até que chegou a polícia e a chamou.

Edward recebeu nenhuma ligação de Jake até a hora do almoço. A mão tremia enquanto escutava o que lhe dizia Jake. Bella era tradutora na "Superior Language Solutions". Tradutora de grego. Mãe de deus. SLS não era longe do escritório de Edward. Podia deixar ir la, pedir para falar com ela. Espera. Muito depressa. Não queria assustá-la. Ligaria, diria que não era casado, que não tinha filhos e que gostaria de Jantar com ela. Isso soava muito melhor. O coração dançava a ritmo de tarantelaenquanto ligava.
Um grande plano... mas ela não estava no trabalho.

Quando Bella saiu da delegacia de polícia aquela tarde, acompanhada por seu pai, estava paralisada pelo choque. Tinha sido acusada de destroçar o Porsche prateado de Mike. PEDAÇO DE MERDA MENTIROSO tinha sido gravado com grandes letras de um lado ao outro do capô. O coração de Bella pulsava tão ruidosamente ao ver a fotografia, que pensou que os policiais que a interrogavam deviam ser capazes de ouvi-lo. "Pedaço de merda mentiroso" eram as palavras que tinha gritado para ele no bar diante de um montão de testemunhas. Bella não podia negar que as havia dito.
Seu carro estava estacionado na rua de seu apartamento. Quando ele e Jesssairam aquela manhã, tinham descoberto o dano. Bella não tinha nenhum modo de provar que não saiua noite ou que não havia feito isso no carro antes que levantassem. Teve a oportunidade. Além disso, o motivo: ciúmes que seu ex estivesse com sua noiva. E os meios: uma faca tinha sido encontrada sob o veículo e, adivinha o que? Era de sua cozinha. Havia pedacinhos de pintura e sem dúvida seus rastros digitais, já que era sua fodida faca. Bella desejou usa-la contra sua garganta.
Chegado aquele ponto, Bella tinha pedido para falar com um advogado e uma hora mais tarde contou a um incrédulo homem a triste historia desde o começo. Sentia-se como apanhada em um labirinto onde Mike lhe obstruía cada saída. Ele esava sempre na sua frente.
Quando seu pai chegou, estava tão furioso não podia falar. Seu rosto permaneceu de uma vívida cor marrom-avermelhada durante todo o trajeto de carro. Sem importar que negasse haver feito isso, ele nem se alterou. Bella estava tão doída que deixou de falar. Levou-a seu apartamento e a deixou bruscamente na porta.
Bella quis Ligar para Mike e gritar, mas em troca fechou o ferrolho interno da porta, juntou todos seus potes e panelas e os pôs diante, assim se inteiraria se forçassem a porta para entrar. Tirou o telefone do gancho e comprovou que seu celular estivesse desligado. Se Jess pensava que ia ficar essa noite, merda, já podia ir esquecendo.
Dormir era impossível, Bella serviu uma taça enorme de vinho, preparou a banheira, esvaziou a cara garrafa de sais de Jes na agua, e depois de fechar com chave a porta, despiu-se. Bella conteve a onda de cólera que sobreveio ao não poder se sentir a salvo nem em sua própria casa. Comprovou a temperatura com um pé e entrou na água.
Ao sentir-se afundada em algo quente se tranquilizou. Um bom gole de vinho e suspirou. Quem dera não se sentisse tão sozinha. Era fodidamente difícil não lamentar de sua má sorte quando parecia que todo mundo estava contra ela. Edward não tinha estado. Só que ele não contava. Deslizou os ombros pela banheira até que teve o pescoço rodeado de espuma, seus joelhos dobrados de lado. Edward. Soprou à que todos os caras são iguais? Uma transa rápida? Uma fodida e já está bom? Porque no final, não era o mesmo com Mike? Bella não podia pensar o que outra coisa podia ser. Seu ego não tinha sido capaz de aguentar um não. Acreditava que era tão parecido a um deus que ela tinha que cair a seus pés. Não o tinha feito, e por isso estava se vingando.
Com os olhos fechados, se obrigou a tirar Mike da cabeça. Inclusive o mentiroso Edward era melhor que ele. Muito melhor. Sua mente vagou a um mundo onde ele não estava casado e não tinha filhos.
—Quero fode-la, pequena gatinha.
Eram as palavras de Bella, mas era a voz de Edward que ouvia. O apertão familiar entre suas pernas lhe fez afundar-se mais na água, até a boca. As mãos de Bella passaram de seus quadris a sua vagina. Usou o polegar e o primeiro dedo de uma mão para esfregar seu clitóris e o dedo de sua outra mão para pressionar seu interior com impulsos curtos. Durante um momento se sentiu mal, era uma ação mecânica, mas imaginou Edward em sua cabeça, seu sorriso, seus suaves beijos, seu grande pênis e tudo desapareceu.
Os pensamentos da confusão em que estava se afundaram sob a superfície ao ir à tensão. As mãos de Bella já não jogavam com sua pequena coisa dura, eram os dedos de Edward esfregando, penetrando-a. Gemeu quando os tremores a transpassaram. Retorceu-se, ficou de joelhos e agarrou uma toalha de rosto. Apoiando na borda da banheira, esfregou-se com o tecido áspero e molhado entre suas pernas.
—Assim, gatinha?
Sim, gostava. Estava começando um fogo, faíscas disparando do ponto de fricção, o calor derramando-se por seu estômago. Bella empurrou mais duramente o tecido, forte contra seus clitóris e na fenda de seu traseiro. Podia sentir o pulsado de seu coração aumentado, ouvir sua respiração desigual enquanto se levava a liberação.
Ainda não. Deixou cair o pano e se girou para os jatos, ajustou a temperatura e levantou as pernas da água, as esticando em cima das laterais da banheira. Se inclinou atrás sobre seus cotovelos até que o jorro de água caiu sobre seus clitóris. Com cuidado. Muita pressão era perigosa. Não estava tratando de alagar seu corpo, mas a vibração implacável da água caindo enviava estremecimentos de prazer por toda ela. Já não necessitava dos dedos. Deixou cair os braços junto a seu corpo e estirou-se com a cabeça sob o sabão e a água. Gozar ou afogar-se.
Talvez ambas as coisas.
Bella se abandonou na onda sobre a praia. Pequenas e crescentes contrações até chegar a grande onda que a jogaria contra a areia. Quase não queria que acontecesse, embora lutar contra o orgasmo estava além de seu alcance, era muito poderoso para resistir. Bella saiu de repente da água, respirando o ar fortemente e então caiu de lado e se deixou levar pelo calor, dentro e fora. Edwwwwwwwwwwwwwwwward. Acordou com a água quase transbordando. Bella girou a chave do registro e puxou o plugue. Merda. Não queria que sua vizinha de baixo tivesse que ir morar com uma irmã, não, se tinha com um homem como Mike. E assim o humor de Bella caiu . Esconder-se não servia de nada. Tinha que fazer algo.
Ficou de pé, agarrou uma toalha e começou a secar-se.
Tinha o gravador. Meios. Tinha um motivo. Vingança. Precisava criar a oportunidade. Era questão de enrolar a Mike para que revelasse o que tinha feito e logo passar à polícia. Não acreditariam que alguém estivesse o suficientemente louco para destruir seu próprio Porsche e Bella tinha a intenção de mostrar quão equivocados estavam.

Quando Edward chegou à estação de metro, havia tantas pessoas lendo o jornal gratuito e rindo, que pegou uma cópia para ver o que era tão divertido. A página principal mostrava uma fotografia de um Porsche prateado. Riscado, em um lado em maiúsculas estavam as palavras MENTIROSO PEDAÇO DE MERDA. Não era simpático e nada engraçado. Deu um passo para a escada rolante. O responsável não tinha sido capaz de colocar todas as palavras em um lado, assim as tinha posto de cima abaixo. Uma completa confusão. Edward estremeceu ao pensar que algo assim pudesse acontecercom seu carro. Continuou lendo o artigo.
—Ex-noiva Isabella Swan... quem...
O que? OH, Jesus. Edward apertou mais forte o jornal e seguiu lendo. Quando chegou ao final da escada rolante por pouco não cai. Merda. Mike. Isabella. Tinha que ser ela. Que diabos tinha feito?Inferno de merda. Edward pensou em seu BMW e deixou de andar. Uma mulher tropeçou nele. Ela o olhou furiosamente e Edward pediu perdão. Entrou em um vagão diferente do metro. Já tinha atraído o suficientes de mulheres loucas para toda uma vida.
Graças a Deus não tinha sido possível encontra-la ontem. Graças a Deus que não sabia onde vivia. OH Deus, acho que vivia na casa da irmã. O que faria com essa informação? Merda. Antes não a tivesse conhecido. Antes... só que não era verdade. Edward não desejava não te-la conhecido.
O que infernos estava acontecendo? Como havia chegado a conclusão ela havia feito isto tão rapidamente? O que os jornais diziam não era a verdade. Se acreditasse em tudo o que lia, acreditaria que os morcegos comiam bebês e que Elvis vivia em Warrington. Bella havia dito que o homem era um bastardo. Descreveu até onde tinha sido capaz de chegar. Mas, que homem faria isso com seu próprio carro? Pensou em seu BMW. Nem pensar. Ele não faria, mas claro, ele não era um bastardo. Bom, não muito. Edwardlevantou a vista quando chegaram a seguinte parada. Merda, passou a sua.
Quando Bella viu a primeira página do jornal Metro pensou que ia vomitar. Leu o que dizia, leu-o outra vez para assegurar-se que não tinha omitido algum dado importante e em troca passou sua parada. Como a imprensa sabia¿. Mike. Justo quando pensava que conseguiria superar, o engenhoso bode se revoltou e tinha dado um bofetão na cara. A policia tinha ligado mais cedo informando que Mike tinha retirado todas as queixas.
Agora era coisa da policia decidir se ia adiante ou não. Uma pequena parte de Bella queria chegar a julgamento, mas sabia que não chegaria tão longe. Sem Mike atrás, não teria sentido continuar. Mas o dano continuaria.
A uns metros de distância do edifício onde trabalhava, seu celular vibrou no bolso. Bella já tinha decidido não responder a nenhum número que não conhecesse, suspeitando que os abutres da imprensa nacional fariam com a história. Era a típica história horripilante que os atraía. Calar se era o único modo de devolver a dignidade. Todos os amigos saberiam. Todos no trabalho. Jesus. Mas não, era a agência de encontros. Esqueceu deles.
—Imagino que sabe por que liguei. — disse Janine, sua voz muito aguda para que fossem boas notícias.
Bella não tinha coragem de perguntar se tinha conseguido um encontro com o George Clooney, mas não seria fácil.
—Não — disse ela.
—Os cavalheiros com os que me pus em contato ontem para dar seus dados ligaram para dizer que já não estão interessados em conhecê-la. Não acredito que nenhum de nossos clientes seja conveniente.
Bella contou até cinco antes de falar.
—Entendo. Espero que meu cartão de crédito seja reembolsado hoje.
—Menos nossos gastos.
Janine cortou a conexão antes que Bella pudesse fazê-lo. Quase imediatamente havia outra ligação. Se apoiou contra a parede de seu edifício de escritórios e aproximou o telefone ao ouvido.
—O que? —perguntou Bella a Jess.
—Mike me disse que havia dito à polícia que não quer que você seja processada. Não merece sua caridade.
Bella apertou o interior de suas bochechas com os dentes.
—Não entendo por que se comporta assim. Estávamos acostumados a nos dar bem,verdade? Por que não quer que eu seja feliz —Bem, suponho que se ele pode te perdoar, eu também.
Bella não disse nada. Quase poderia ouvir Jess resmungando porque não tinha agradecido agradecido.
—Ainda queremos que venha a nossa festa de noivado no sábado.
Ah merda. Outro problema. Bella tomou um gole grande de ar.
—Jess, por favor, me escute. Não toquei no carro de Mike. Por algum motivo completamente além de minha compreensão, cismou comigo. Ele mesmo arranhou. Ele está te usando. Por favor, não confie nele. Na outra noite ele...
Jess desligou. Bella não recordava ter se sentido nunca tão mal. Chegou a seu escritório, a víbora a enviou imediatamente ao diretor administrativo. Bella tinha o pressentimento que logo ia se sentir pior. Ela não era uma desertora, mas escapar do continente parecia um bom plano. Bella se defendeu diante do homem, mas ele não acreditou. Mais problemas com a lei e eles teriam que demiti-la. Bla bla bla. A miséria seguia amontoando-se.
De volta a sua mesa, a concentração de Bella era nula. Traduziu uma carta sobre umas peças de mármore perdidas e quando a leu viu que tinha escrito que a companhia de transportes tinha perdido seus mármores. A Víbora não acharia divertido. Alice sim, mas agora estava ocupada fingindo que Bella não estava na sala.
Jake se sentou com os pés em cima de sua mesa, café em mão e uma cópia do Metro na outra e a boca aberta.
—Contente de não ter um Porsche, Agente Black? —disse seu chefe.
— Ou uma amante ciumenta, já ta bom.
Jake tirou os pés da mesa e derramou café no jornal.
—Sim, senhor.
—Será que estas mulheres não têm coisas melhores que fazer. Teve sorte que o cara retirou a queixa. É tudo contra ela. Pista na faca, um motivo forte, nenhum álibi. Apostaria cada centavo que tenho que foi ela. Custará uma fortuna para arruamr o carro.
—Que motivo? —perguntou Jake.
—Ciúmes. O namorado a deixou por sua irmã. Vão se casar. Despeito.
Assim que o homem se foi, Jake agarrou o telefone. Dez minutos mais tarde o pendurou de novo. Conhecia um cara da delegacia de polícia onde tinha sido registrado o caso. Mike Newton tinha aparecido na quarta-feira pela manhã. Gritando e exigindo que Isabella Swan fosse detida, jogada ao cárcere e que jogasse a chave fora. Queixou-se que o tinha persseguido depois de ter terminado com ela. Apesar da evidência em seu contrário, Bella, com voz tranquila e persistente, tinha proclamado sua inocência. O amigo do Jake disse que não parecia uma louca perseguidora, mas quem conhecia as mulheres? Esta manhã, Newton tinha estado la, retirando a queixa. Suspeitava de algo o amigo de Jake? Mais ou menos. Jake suspeitava ? Sem dúvida alguma.
Ligou para Edward.
—Tem um minuto? —perguntou .
—Para você, dezessete segundos.
—Muito gracioso. Imagino que já...
—Sim.
Os dois disseram as mesmas palavras de uma vez.
—Ela não fez.
—Merda — murmurou Jake.
—Desistiram do caso? —perguntou Edward.
—Não formalmente, embora provavelmente o façam. A companhia de seguros poderia provar que foi ela.
—Tenho certeza que ela não fez, Jake. Explicou-me como era este homem. Armoucontra ela.
—Sim.
Houve um silêncio comprido.
—Vá vê-la — disse Jake. — No trabalho ou na sua casa. Ela... ela necessita de um amigo.
—Quero ser mais que isso.
Jake suspirou para estabilizar sua voz.
— Sei — desligou o telefone.
Edwardpegouo telefone uma dúzia de vezes para ligar pra ela e não o fez. Tinha que vê-la porque não queria arriscar que ela desligasse o telefone. Edward estava sem saber o que fazer indeciso. O trabalho, um desastre. Não podia concentrar-se. Tinha que conferir tudo o que fazia duas vezes. Bella interrompia tudo. Pensamentos sobre seu corpo, de percorrer seus seios com as mãos, de afundar seu pênis dentro de suas rosadas dobras para fazê-la esticar-se em torno dele enchiam sua mente. A foderia uma e outra vez até que esquecesse todos os problemas e só se recordasse dele.
Quando Edward se encontrou batendo punheta no banheiro de homens, quase se assustou. Mas o que merda estava acontecendo? Bella certamente não havia voltado a pensar nele. Estava se comportando como um adolescente.
Ligou para o trabalho dela, para confirmar se ela ainda estava lá. E pela primeira vez em anos, saiu cedo do trabalho,com varias bocas abertas o observando.
Quando Bella saiu quase a perdeu. Usava um traje de saia cinza, camisa rosa e corria com a cabeça encurvada rua abaixo. Levantou-a uma vez e então cinco fotógrafos forampra cima dela, rodeando-a, colocando as câmeras no rosto. Ela se sacudiu, dirigindo-se ao tráfego, e por um momento o coração de Edward parou ao pensar que poderia ser atropelada. Quando começou a caminhar para ela, esta pôs-se a correr em direção contrária.
—Merda — gritou, sabendo que ela poderia fazer coisa pior.
Ele a seguiu.
Bella não podia correr mais. Seus pés a estavam matando. Seus pulmões doíam. Perguntou-se por que tinha começado a correr em primeiro lugar, por que não os tinha enfrentado. De todos os modos tinham suas fotos. Eles conheciam seu nome. Provavelmente sabiam qual papel higiênico comprava e quem a atormentou na escola. Tomou uma boa quantidade de ar e se voltou.
—Isabella aqui.
—Por que fez isso?
—Nos dê um sorriso.
—O que vai acontecer agora?
—Há alguma possibilidade que voltem?
Então ela o viu, de pé, atras dos abutres, um buquê de flores na mão, sorrindo. Tentou que seu coração não se emocionasse, seguia pulsando. Não queria ter esperanças, mas apertava a . Com filhos. Flores para sua esposa, disse uma voz em sua cabeça, mas ele caminhava para ela e Bella ficou ali de pé, desejando ser salva ou destruída.