Bom, vamos aos recados( estou adorando poder dar recados)

Claire-Starsword: Aqui está o capítulo da Juvia e posso dizer com toda a certeza que foi o mais difícil de todos até agora. Eu tentei mesmo não cair no clichê da moça doida, espero que tenha dado certo. Tbm coloquei o motivo da atração dela pelo Gray, dei uma explicada a la universo alternativo..espero que tenha goste.

ishidaneji777: Fico mesmo muito feliz que tenha considerado a minha escrita boa e que percebeu alguma melhora! Bom, a maldade a la Minerva foi totalmente sem intenção, juro e a Minverva não vai aparecer aqui na fic porque eu não sei onde ela se encaixaria...ah..o relacionamento da Lucy e do Natsu é meio estranho...digamos que está perdendo alguma coisa..mas isso só para os próximos capítulos..=] Levy é uma fofa..e Lis é meio doida...bom...veremos o que acontece...e obrigada mesmo por continuar lendo..

Taisho Anny : Anny-chan! Muito obrigada mesmo pela review e pelo apoio. Eu sei bem porque você se confundiu! uahsuahsuhasu...e já vou começar o outro capítulo da fic dos boys que está um pouco negligenciada..=]! Pense que as meninas tbm podem ser boas amigas! Espero eu! asuahsuahsuhauhsuash...Vamos ver como as coisas irão se desenrolar..


Juvia acordou toda dolorida no meio da madrugada. Tinha um cartãozinho grudado no seu corpo, que ela displicentemente colocou na mesinha do telefone. Depois daria uma olhadinha. Observou ao seu redor e viu que a casa estava seca e limpa, (Levy sua sortuda, sempre invento de fazer minhas experiências quando é o seu dia da faxina) e seu corpo super branco continha uns hematomas, sem falar na dor de cabeça pontual que estava sentindo. Duas coisas: ou tinha bebido ou tinha levado uma pancada na cabeça. Provavelmente apanhou...porque realmente tinha passado do limite. Começou a se lembrar.

Pronunciou o impronunciável no apartamento e começou a se encolher de vergonha. Fez pior e ainda citou a "peitos Heartfilia. Pra quê descer tanto Juvia? Quanta podridão. Mas era como ela podia se defender. Lisanna ameaçou beijar Gray-sama, o que ela podia fazer? Ele pertencia à Juvia e tão somente a ela. Tudo bem que esse detalhe ele ainda não sabe, mas é só uma questão de tempo até o experimento ser concluído e finalmente total acesso aos seus movimentos no banho.

Mapearia todo o seu corpo e depois do levantamento dos dados, montaria a mais mirabolante estratégia de conquista. Nada podia ser menos do que fantástico, menos do que mirabolante. Nada devia ser comum ou corriqueiro e começou a pensar a quanto tempo a palavra "comum" não era associada à sua pessoa. Estava ótimo assim, era o que sonhava, quando se viu capaz de ter sonhos, quando descobriu que podia ser diferente do que era antes. Estava indo pra cama, mas pensou em passar na cozinha e dar uma olhada no estoque etílico da casa e fez uma prece mental para Kami-sama sempre manter Cana empregada.

Achou um vinho diferente, claro. Um vinho tão roxo, que dependendo do ângulo em que a luz batia, o mesmo ficava azul...a cor favorita de Juvia, tanto que seu quarto, seus cabelos, suas roupas e claro...seu local de trabalho eram azuis. Juvia trabalhava em uma piscina, né? E não porque era aficionada às piscinas, mas simplesmente pela cor do ambiente de trabalho. Começou a se apaixonar por água depois. Sim, sim...ela adorava tomar banhos de chuva, claro que sim, mas não era uma paixão, mas uma necessidade. A chuva fazia com que ela se sentisse bem, mesmo se sentindo tão comum...

Pegou a garrafa e foi para o quarto e começou a refletir o que tinha acontecido naquele dia. Bom, ela fez mais uma coisa mirabolante, como era esperado, só que as consequências foram desastrosas dessa vez, menos pra Levy que se livrou da faxina semanal. Machucou Lisanna, tinha consciência disso e detestava quando isso acontecia. Haviam várias ofensas que ela podia fazer pra se defender da infame ameaça de beijar Gray, mas não...ela tinha que ser uma vaca e falar de Natsu e Lucy. Usar o ponto fraco alheio pra machucar é coisa de gente normal e Juvia odiava a normalidade.

Ah, podia ter falado daquela irmã dela que é tão linda que chega a doer ou ainda daquele cara que é casado com aquela escultora e que de cada 4 palavras que fala 5 é "homem", ela descarregaria a raiva e não machucaria, mas que merda de vida, ela pensou. "Droga, que merda de ser humano que eu sou! Não sei o que seria de mim se as meninas não tivessem me acolhido, me aceitado, mesmo tendo os próprios problemas, elas sempre acreditaram em mim, mesmo quando ninguém mais o fazia."

Para fins de informação, Juvia Lockser sempre foi uma garotinha um pouco melancólica, diferente, podia se dizer que ela sempre foi excêntrica, só que ouvia desde cedo que o diferente é ruim, que o ousado é ruim e que o anormal é ruim.

Contudo, por mais que ela fosse diferente, ela sempre estava disposta a agradar, e aparentemente, ser padronizada agradava. Não sabia se era por ser gentil, ou porque ela não sabia o que fazer com ela mesma, sempre foi mais fácil se deixar conduzir, como uma música do Incubus dizia. (Banda que ela adora, mas antes não podia manifestar). Juvia mudou completamente sua essência em prol de uma gentileza que ela nem sabia que possuía, ou uma necessidade de aceitação que ela não sabe de onde tinha saído.

Na escola, as pessoas diziam que ela carregava uma nuvem negra, então ela sempre se esforçou pra ser normal. Tentar ser mais alegre ou ainda menos, quando ela finalmente se soltou. Juvia se adaptou tanto aos padrões que se viu como uma moça normal, com cabelos normais, corpo normal e completamente sem graça, a seu ver.

Arrumou um namorado normal e teve planos normais. Direcionava a sua excentricidade para pequenas coisas, como uma mecha azul escondida nos cabelos, ou ainda uma coleção de bonequinhos que ela mesma fazia que pareciam o Jack, mas todos muito lacrados, ou ainda os obentôs, que tinham formas muito esquisitas, mas que ela comia tudo, antes de qualquer pessoa ver...Juvia tinha um talento excepcional na cozinha, era inventiva e sabia que era bom, embora fizesse comidas diferentes, eram sempre muito apreciadas e uma forma de manter esse costume, era mentir o nome dos pratos para as pessoas e como elas não conheciam, funcionava.

Juvia refugiou-se nesses costumes, enquanto sua vida amorosa rumava para o normal. Não haviam cachoeiras ou trovões ou ainda fogo, nada disso, nem gelo..era algo insosso. Ela achava que estaria condenada pelo resto da vida a uma vida morna e sem sabor, mas já que era normal, encarou seu destino sem medo.

Fez tudo como mandava o figurino, namorou, fez joguinho pra transar, fingiu que não gostava da coisa, noivou, trabalhou para juntar dinheiro, comprou móveis normais, com cores sóbrias, se bem que conseguia comprar um azul aqui e outro ali, planejou a cerimônia como se fosse o casamento de sua mãe, porque se pensasse no dela, jamais seria do jeito que foi. Só que às vezes, ela queria que tudo se acabasse, que acontecesse algo que a mudaria para o que era antes. Ela não queria migalhas, ela queria ser ela mesma e repentinamente começou a rezar para que algo acontecesse, não sabia o que, mas ela queria que algo acontecesse e a salvasse daquele destino miserável.

O casamento chegou e ela conseguiu ao menos usar uma calcinha azul, já que a ideia do vestido azul foi completamente rechaçada, mesmo em tempos de vestidos de noiva modernos, Juvia tinha se utilizado desse argumento, mas suas colegas acharam muito diferente, o que foi o sinal para desistir da ideia.

Ela foi casar, mas o noivo esqueceu de ir. Mas ele, muito educado, deixou um bilhetinho, dizendo que não podia se casar com alguém tão monótono, tão previsível. Alguém normal reagiria pessimamente, mas Juvia não podia deixar de sorrir. Ela guardou aquele bilhete como se fosse a vida dela, tirou o vestido na igreja, logicamente e pegou uma das velinhas ridículas dos arranjos e colocou fogo no mesmo, mas não porque estava com raiva, mas para simbolizar a mudança em sua vida. O fogo queimava o velho e nascia o novo ...e não é que as cinzas daquele vestido pareciam azuis?

Juvia jurou que não seria normal e que a sociedade a aceitasse como ela queria ser. Fez uma tatuagem azul na coxa e pintou os cabelos de azul, fazendo com que a mãe dela quase morresse do coração. Foi pra Magnólia tentar arrumar um emprego, mas só mandava para lugares diferentes e em uma dessas entrevistas, foi onde "conheceu" Gray Fullbuster.

Ela tinha ido para uma entrevista de emprego na boate onde Gray trabalhava e como ele tem uma boa figura, claro que se sentiu atraída, mas havia coelho naquele mato e foi quando ela perguntou sobre ele e a moça que trabalhava no bar disse: "Esse Gray é meio doido, ele é ...ai...como é aquela palava que as pessoas usam pra dizer que alguém é estranho? Ah, lembrei! Excêntrico!"

Bastou! Juvia já estava atraída e ao saber que ele era como ela...excêntrico, já decidiu que ele era feito pra ela. Imaginava com precisão gráfica sobre tudo o que fariam e tudo o mais, sobre o que conversariam e quantas dezenas de filhos estranhos que teriam...ai ai...Juvia estava nas nuvens.

O referido stripper se sentiu atraído pela candidata à garçonete, mesmo achando os cabelos azuis estranhíssimos, mas atração por atração, ele também se sentia atraído pela namorada do colega de quarto dele e nunca fez nada em relação a isso.

Nesse momento, Lucy Heartfilia chegou ao bar e perguntou dele, mas sem malícia. Não se podia dizer que ela não se sentia atraída, mas era normal. Normal achar pessoas bonitas, não é? Ela achava seu namorado bonito, os colegas dele e até mesmo os colegas dela. Nada de mais.

Foi lá para dar uma carona pra Gray, ele pediu e ela foi. Simples assim.

Obviamente que Juvia não gostou daquela loira voluptuosa perguntando sobre o futuro pai dos seus filhos, já tinha considerado a mulher como uma rival do amor verdadeiro.

E repentinamente, Juvia percebeu, ela tinha um sonho. Era uma sensação muito peculiar, uma força estranha dentro dela e a meta estava estabelecida. Estranho...muito estranho...e bom...MUITO BOM!

A chegada no apartamento se deu através de um porre! Juvia tomou Curaçao Blue até quase morrer e a pessoa que a ajudou foi nada mais nada menos que Cana Alberona. Ela estava precisando de gente pro apartamento, o bendito era caro e tinha 4 quartos. Juvia tinha acabado de ser contratada pela piscina e começar a fazer a faculdade de meteorologia, estava feliz e não tinha com quem comemorar, mas foi sozinha e esse encontro fortuito resultou na entrada de Juvia para a turma das meninas, que até então era composta pela Cana e Levy.

Depois de toda essa recordação noturna e embebida pelo vinho, Juvia constatou que mesmo que ela não ficasse com Gray( coisa que ela detestava pensar) ela tinha conseguido pelo menos alguém que a aceitasse pelo que era.

Juvia tinha receio de morar com outras pessoas, mas conforme o tempo passava, ela percebeu que as meninas tinham suas próprias excentricidades e se sentiu aceita. Uma outra sensação diferente.

Chorou de arrependimento e escreveu um cartão pedindo desculpas pra Lisanna e passou sob a porta do quarto dela. Voltou à sala para pegar o tal cartão e viu o tão amado nome. Gray Fullbuster – stripper e sorveteiro profissional! Gelo mostrando que pode ser quente...

Ah...agora as coisas acabaram de mudar e quem sabe, as coisas podem normalizar ou melhor... "excentrentrizar"?