Recadinhos! Oba!

Ishidaneji777: Muito obrigada mesmo! Bom, eu não sabia mesmo o que pensar sobre a Cana, só que não podia ser uma explicação mágica, né? Se bem que teremos alguns poucos elementos mágicos neste capítulo, mas assim, magia a qual estamos acostumados. Ah, eu coloquei aqueles personagens que você me recomendou, não me aprofundei, mas fiz menções honrosas e eles aparecerão mais pra frente! Obrigada mesmo por comentar aqui e no Nyah! Fico muito feliz que você achou que ela ficou IC! Tudo porque eu tenho consultoria particular com a Anny-chan que é especialista em Laxana! Converso um monte com ela, por isso acho que a Cana é a melhor personagem dessa fic. Beijão e continue acompanhando.

Taisho Anny: Anny-chan, esse é um dos seus presentes de aniversário, né? Então tinha que sair bem feitinho. Ah, nesse capítulo, Cana está com mais um elemento especial! Acho que você vai curtir. Bom, em relação ao cap, você sabe que eu acho o Dreyar incapaz de falar alguma coisa diretamente. Pra mim ele sempre foi um cara muito subjetivo! Ele é uma porta, tanto no tamanho quanto na capacidade de expressão, exceto com os meninos, né? Mas esse é de outra fic! Claro! Cana-san é uma mulher pensativa! Beijão!

Claire-Starsword: Foi uma maneira alternativa de construir o passado da Cana-san! Ah...esse casal é muito bom também! Acho que você devia ler as fics da Anny-chan. Ela escreve deles bem melhor do que eu! =] Esse capítulo as meninas estão interagindo e tudo o mais, teremos elementos externos e eu vou continuar sim! Não se preocupe! Vamos unir os ships! Beijão e muito obrigada por ler! Continue acompanhando!


No momento em que Cana abre a porta, se congratula por ter feito um ótimo trabalho na limpeza, que por sinal nem era seu trabalho nessa semana. Fez uma nota mental para designar Levy para limpar a casa nas 3 semanas seguintes, já que ela não fazia isso há um bom tempo.

Aos poucos a casa começava a acordar. Os resmungos de Juvia e Levy poderiam ser sentidos ao longe. "Rá, provavelmente as garotinhas beberam muito antes de dormir...amadoras...". Deu uma olhada no quarto da Lisanna e se conteve antes de bater à porta. Ah, mas já que estava lá mesmo...

TOC TOC...

"Pode entrar" Lis convida.

"Bom dia Lis...uai, o que aconteceu que você não está pronta ainda? Eu já tive o meu monólogo mental e você nem se arrumou..."

"Ah, Cana, eu lembrei que ganhei uns dias de folga do Fried Justine – Cabelereiro Absoluto. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Ai meu Deus...absoluto é pra acabar com todo o vinho de Magnólia" Ela ria, ria muito...

"Opa! Cadê as madeiras desse quarto? Vamos bater nelas JÁ! JÁ! Imediatamente! Imagina se essa praga pega? Eu fico sem trabalho e sem bebida!" Cana chorava.

"Han?" - Levy enfiando a cabeça na porta. - "Sem bebida? Como assim sem bebida? Isso se aplica ao café? Olha...eu preciso de café! Minha capacidade cognitiva não funciona sem café! Eles ensinam isso na faculdade...ai meu Deus! Por favor..café! - Levy se desespera.

"Toma seu café, pequenina!" Juvia estende uma caneca azul em direção à colega que dá aquela fungada e respira aliviada!

"Valeu Juvia-san. Já que o vinho vai acabar, que pelo menos o café permaneça!"

"Ah, desculpe Lis, eu vou lá fora então. " Juvia foi se afastando.

"Hey Juvia, pode entrar. Eu entendi, juro que eu entendi. Você até que tinha razão, né?" Lisanna falou.

"Não...nada disso. Você não é essa mulher condescendente, eu fui uma vaca com você e eu estou me desculpando. Pelamor...aceite as desculpas dessa pessoa desprezível que vos fala, tá? Eu sei que eu exagero quando falo daquela maravilha do mundo que é Gray-sama, mas poxa..tem limite...e eu passei falando do..ai..desculpa." Juvia se embananava.

"Juvia, tá tudo bem. Sério. Eu pisei no seu calo e você pisou no meu...normal. Sério. Eu já tinha que ter acostumado com isso...essa coisa dói sempre mesmo." Lisanna explicou.

"Beleza, se você vai ficar nessa autopiedade tá lindo. Mas tem uma coisa. Desde que você chegou, o combinado é não falar no Natsu, mas na boa...você nunca nos disse o que realmente aconteceu...será que um dia você pode falar pra gente? Pra pelo menos sentirmos o mesmo tipo de raiva dele? Juvia perguntou.

"Agora? Sério? Vocês não precisam trabalhar?" Lisanna começava a se desesperar, mas, no fundo, sabia que aquela conversa chegaria.

"Eu não vou trabalhar hoje! Estou toda a ouvidos! Quem aí vai trabalhar?" Juvia perguntou.

"Bom, eu não vou! Lindo e absoluto me deu uma missão e não precisa que eu vá ao jornal, e é bom mesmo que eu não vá, já que eu estou com vontade de esganá-lo." Levy respondeu.

"Ah, eu estou curiosa mesmo pra saber essa história e eu posso ir na hora em que me der vontade, já avaliei o carregamento desse mês mesmo, posso até faltar! E no bar, só vou quando me chamam e nem é agora...vai falar ou não?" Cana pediu.

"Acho que esse momento teria que ser agora mesmo, né? Eu ganhei estranhamente 5 dias de folga do absoluto e eu nem sei o motivo, vai ver é pra ser. Tem coisas que são pra ser, né?" Lisanna concluiu.

"Ok, nos conte então o que o Imbecil fez." Juvia se empolgou.

"Eu sempre gostei do Natsu. Eramos amigos de infância. Ele sempre foi essa anta e tinha um comportamento muito feliz. Eu sempre fui tristinha, então ele meio que me completava. Claro que o idiota não sabia disso e nem eu, mas as coisas foram seguindo o curso. Eu nunca achei que ele fosse ficar comigo. Porque eu não era uma pessoa muito atraente, também, sendo irmã da Mira, não tem como se sentir bonita, mesmo. Os anos foram passando e eu percebi que o sentimento mudou. Eu comecei a sonhar que eu o beijava e me afastei dele, porque essas coisas simplesmente não funcionavam. Como eu não funcionava muito sem o Natsu." Ela começou

"E daí, quando vocês ficaram juntos?" Levy se empolgava.

"Um dia, eu tava saindo da escola e ele veio correndo atrás de mim, eu fingi que não vi e fui andando. Ele gritou e gritou e me alcançou. Me puxou pra trás e no que eu virei, nos trombamos. Foi uma coisa meio sem sentido. Eu pedi desculpas e saí correndo. Não adiantou. Ele peguntou porque eu estava estranha com ele e me pediu desculpas e me beijou no canto do lábio. Perguntei o motivo daquele beijo e ele disse que aquilo era tudo o que ele podia fazer agora. Eu perguntei se ele tinha certeza e nos beijamos de verdade. Foi até bonitinho. Claro, foi o meu primeiro beijo e ele já tinha beijado outras, mas eu acho que fui até bem. Eu tinha 16 anos, saindo do colégio praticamente e todas aquelas coisas de pensar na carreira e tudo o mais. Bom, a gente namorou por muito tempo e eu sempre fui apaixonada por ele. Claro...tínhamos probleminhas. Que casal não tinha? Ele sempre foi muito feliz, sério, patologicamente feliz, nem enfrentava as coisas direito, mas eu achava que a minha função era de colocar o pé no chão, sabe? Dar uma dose de realidade naquela vida Alice no País das Maravilhas que ele tinha. Era isso. Claro, amor temperando sempre e tudo acontecendo...eu sempre estava satisfeita. Só que os meus pais morreram e a coisa ficou horrenda." E nesse momento, Lis começa a chorar.

"Bom, eu nunca fui a filha modelo, sempre média. Notas médias, beleza média, tamanho médio...gostos médios, nem o meu cabelo é tãaaao platinado como deveria ser, só que meus pais sempre me amaram por isso, pra eles eu era na medida certa, mesmo com a Mira explodindo na carreira e o meu irmão indo em rumo ao campeonato... e eu sendo mediana em tudo. Até na faculdade, eu não me destacava muito, mas quando os meus pais morreram...eu simplesmente fui com eles.

E o Natsu...ele agia como se eu tivesse traído ele, como se a minha tristeza o ofendesse. Eu sempre desabafava com ele. Ele era meu melhor amigo, mas eu simplesmente perdi o gosto porque antes ele parecia compreensivo e depois simplesmente entediado.

Ele achava que tudo era desculpa pra sexo e nem me deixava falar. Vou ter que admitir que eu gostava. Me fazia esquecer, mas eu não conseguia mais falar sobre isso com ele, ele só me via como um objeto de prazer e eu nem achava que era tão boa assim. E foi quando essa coisa de obituário começou.

O obituário me aliviava e comecei a esconder meu choro do Natsu. Bom, o avô dele me disse que ele estava se sentindo mal por tudo o que estava fazendo comigo e me explicou que ele não sabia lidar com a morte ou sentimento de perca. Claro que não, ele sempre foi a vitória em pessoa. Nunca perdeu nada na vida, nem em jogo de ping-pong. Teve umas vezes que ele perdeu nas quais ficou tão inconsolável que eu fiquei preocupadíssima e o consolei, claro. Nesse dia, ele me perguntou como eu podia ser tão forte e eu disse que queria vê-lo feliz..."

"Mas Lis..você deveria ter matado esse infeliz! Puta que pariu, nem pra desabafar serve? Que homem é esse? "Juvia exaltou-se.

"Juvia, é o jeito dele. Eu sempre o conheci. Ele é um homem fraco, medíocre, medroso até, mas ele tem uma alma maravilhosa, ele é radiante, o sorriso dele me lembrava o sol. Bom, eu ainda o amo e o amarei pelo resto da vida. Não ficaremos juntos, jamais, só que eu não posso esquecer tudo de bom que ele fez por mim. Ele tem limitações, as quais eu conheço e aceito...é simples. Pode até passar a impressão de ser uma mulher resignada, acho que eu até preencho os requisitos, mas o que eu posso fazer. Natsu era o extraordinário em mim, entendem? Eu não me via sem ele, a verdade é bem essa." Lisana complementou.

"Bom, mas como foi que vocês terminaram?" Levy perguntou.

"Ah, fazia um tempo que os meus pais tinham morrido. A Mira e o Elf pareciam mais conformados, só que eu chorava todos os dias, mas escondia dele, já que ele ficava cada vez mais furioso. Bom, ele se acalmou, mas parecia que tinha conhecido alguém, sabe? Ele tinha pego um cartãozinho da Lucy, não acho que ele tenha me traído com ela ou algo assim. Ele não faria isso, eu acho, mas eu queria ele perto de mim e como eu sabia o apreço dele pela coisa, caprichei. Acho que eu fui tão mal, que ele me largou logo em seguida." Lis respondeu.

"COOOOOOOOOOMO?" As três em uníssono.

"O canalha te largou depois de transar com você? É isso que você está dizendo?" Levy enfureceu-se

"Nenhum homem comum da minha vida fez algo tão nojento Lisana-san." Juvia se indignou.

"Caraaaaaaaaaaaaaalho! Como assim Lis? Como assim você passou por toda essa merda e ainda ama esse cachorro?" Cana queria matá-lo

"Gente, ele terminou, já está com outra e eu vou vivendo aos poucos...tá? Calma. Poxa eu até aceitei sair com aquele carinha lá...o Cobra da academia. Viu? Eu também supero. Calma." Lisana tentou acalmar os ânimos.

"O Cobra? Aquele esquisito que trabalhava no zoológico?"Levy perguntou

"Não, o Cobra é o pesquisador daquele centro de peçonhas, dentro do zoológico. E ele não é esquisito. A profissão dele é ótima, tá legal. Interessantíssima. Quem sabe até uma nova matéria pro jornal?" Lisanna se defendeu.

"Opa, tem uma coisa muito, mas muito errada aí, dona Lis. Estou me lembrando que a Kinana pediu pra você falar com ele e os dois são jacus demais pra se falarem sozinhos." Levy falou.

"Mentira, mentira. Vai ser um encontro romântico meu e dele...ok. Ele vai se encontrar com a Kinana, mas me prometeu levar um amigo dele. Isso é um encontro, não é? E eu vou. Faz um tempão que acabou o relacionamento e eu estou cheia de ficar ficando por aí. Quem sabe é a minha vez?" Lis se empolgou.

"Tudo bem. Pode ir. Só que as pessoas são complicadas Lis e se um dia, um dia aquela anta do Natsu te achar e vier conversar com você, você promete que o escuta? " Cana perguntou.

"Mas Cana, que merda é essa? Por que você está dizendo isso? Mas que ridículo! Ele não merece chance não!" As meninas se revezavam nas ofensas.

"Porque a gente não sabe o lado dele. A gente nunca sabe o lado do outro. Eu também não acho que ele tenha traído ela e tem coisas que são piores. Bom, todo mundo aqui sabe como é o meu relacionamento com o Laxus.

Toda a vez que eu acabo com ele, eu pego um outro qualquer, ele fica sabendo, mas, mesmo assim, a gente volta. Saca! Eu tenho medo demais de engatar mesmo um relacionamento sério. Todo mundo sabe disso. Mas porra, eu amo esse cara e se são as migalhas que eu mereço, é isso que eu vou ter. E ele sempre me dá isso. Eu não sei explicar. Só vi nas cartas." Cana falou

"Pronto. Era o que bastava pra essa casa ser realmente classificada como um hospício. Tarô! Cana, pelamor de Deus, só falta falar que vai ler a mão também, né? Capaz! E o que exatamente você acha que viu nessas cartinhas do Yu-gi-Oh? Levy satirizou.

"Você quer saber mesmo, 4 olhos? O que foi que eu vi nas minhas cartinhas de Yu-Gi-Oh?" Cana desafiou.

"Fala aí! Quero ver o que você "viu".

"Bom, eu sei que você foi no memorial do avô do Natsu, que viu aquele cara que você sempre fala do karaokê, que nem sabe que você existe. Também viu o Laxus e o Natsu e o outro lá..foi ou não foi?" Cana perguntou.

Levy perdeu a cor, que já não era muita. "Mas que diabos, você me seguiu? Como assim?"

"Vendo! Exódia e o Dragão Branco de olhos azuis me disseram, sua anã!" Cana tripudiou em cima de Levy.

"Levy, você foi no memorial? E como o Natsu estava? E a Lucy estava lá?" Como estava tudo?" Lisanna a encheu de perguntas.

"Bom, o gato estava lá! O Happy! E seus irmãos mandaram uma coroa de flores horrorosa. E verdade seja dita, eu só consegui me concentrar no Gajeel, me desculpe Lis." Levy mentiu.

Cana percebeu que Levy tinha mentido, porque a própria mentiu também. As cartas de Cana garantiram que Natsu não amava mais Lucy e que ele sempre amou Lisanna, mas de algum modo, ela se impediu de contar. Uma, porque a amiga não podia acreditar e outra...ela também devia tentar seguir em frente, mesmo que os caminhos dessem curvas. Sem falar que o ódio que tinha de Natsu era enorme, depois das revelações de Lis...essa coisa com as cartas era nova...ela não sabia muito bem como controlar, eram pedaços de quebra-cabeça flutuantes. Ela sabia de quase tudo o que tinha acontecido com Levy, a coisa era nebulosa. Mas o importante é que ela tinha acertado.

"Tá, já que a folga baixou nessa casa, quem é que vai comprar as coisas do café da manhã?" Levy perguntou.

"Bom, eu vou. Estou precisando mesmo dar uma caminhadinha." Lisanna se levantou. Foi em direção ao banheiro, passou uma água no rosto, pegou uma camiseta do Slayer e um shorts, pegou um dinheiro e saiu.

"Agora, Levy...o que mais você viu?" Cana com aquele olhar inquisidor perguntou.

"Tudo o que eu falei...mais o stripper e o fato que Lucy parecia mais namorada de um outro cara loiro do que do Natsu. Mas não vou contar pra Lis porque...POF"

"JUUUUUUUVIA! VOCÊ TÁ LOUCA? SAI DE CIMA DE MIM! VAI ME MATAR COM TODO ESSE TAMANHO" Levy esbravejava.

"Você viu Gray-sama? Você o viu? Como ele estava? Nu? Semi-nu? Lindo? Cercado de rivais do amor?" Juvia começou uma crise verborrágica.

"Juvia, cala a boca, se não eu te bato mais forte ainda. Deixa ela falar, tá?" Cana falou.

"Bom, eu vi o Gray sim. Ele estava de garçom. Muito educado por sinal, sempre servindo bebidas quentes. E fazia questão de falar que era por causa do Sheldon, do The Big Bang Theory, como se fosse uma espécie de nerd. Ele parece meio tonto, mas tá bom! Não tem problema. E também..."

"Levy...por todos os livros que você vai ler nessa vida! Fala se ele estava com alguém e o tal cartão? Essa coisa é de verdade? Eu posso ligar e contratá-lo pra alguma coisa?" Juvia se empolgou.

"Opa. Calma. O cartão é de verdade sim, ele oferece os serviços, mas não parece ser garoto de programa Juvia! Ele não é garoto de programa. Mas você pode ligar pra ele e contratar um show de strip e tudo o mais. Se você...ou melhor...quando você fizer isso, nos avise porque eu não quero estar por aqui. Pode ser?" Levy falou

"Então vocês não se importam?" Juvia perguntou

"Claro que não! Isso, por mais que me doa dizer, é incrivelmente mais saudável do que tentar mapear encanamento pra espiar o cara tomando banho. Sem falar que mais barato, né?!" Cana completou.

Os olhos de Juvia ganharam um novo brilho e ela achou por bem ir ao centro da cidade comprar um pouco mais de tinta para retocar as madeixas. Logo ela faria a ligação que mudaria a sua vida, e sem querer, a vida de suas amigas também.