Lisanna estava dentro do caminhão dos bombeiros sendo beijada de todas as formas possíveis, sem falar que estava muito quente. Sem demora, começou a sentir suas roupas saindo de seu corpo, primeiro a blusa e depois os shorts. Ela não iria questionar. Aquilo era só uma ilusão mesmo. E uma ilusão muito da real, já que estava beijando seu pescoço com maestria.

"Eu quero morrer disso" Ela murmurava. "Como eu senti falta! Pena que eu tive que ficar doente, mas quer saber, que se dane."

Natsu realmente sabia que aquilo era errado. Ela estava alucinada, mas seus instintos, ou sua cara de pau, falaram mais alto e ela estava deliciosa demais pra parar. Ele não conseguia, simplesmente não conseguia. Começou a tremer de nervoso quando tirou o sutiã dela e ela tirou sua calça. Como se tiram calças de ilusões, não se sabe, mas elas se tornam realidade quando o colega de trabalho dela abre a porta com toda a força e começa a gritar.

A platinada percebe que aquilo tudo é real e em vez de ficar feliz, se sente violada. E não deixa barato.

"NATSU, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? VOCÊ NEM SE DIGNOU A FALAR COMIGO, ME TIROU DO MEIO DO MEU ENCONTRO E IA TRANSAR COMIGO NO FUNDO DESSE CAMINHÃO HORROROSO?"

"Não fala mal do caminhão..." o tio falou

"CALA A BOCA QUE EU NÃO ESTOU FALANDO COM O SENHOR, ESTOU FALANDO COM ESSE CRETINO QUE ME LARGOU E AGORA ME VIU MOLHADA EM UM RESTAURANTE E SE ACHOU NO DIREITO DE ME PEGAR COMO SE EU FOSSE UM PEDAÇO DE CARNE E JOGAR NO FUNDO DESSE CAMINHÃO PRA DAR UMA RAPIDINHA! COMO SE EU FOSSE UMA QUALQUER." Lisanna esbraveja.

"Lisanna...não foi isso..eu..eu.." Natsu gagueja.

"EU TE AMAVA SEU DESGRAÇADO, OU TE AMO AINDA, SEI LÁ QUE INFERNO. MAS ISSO NÃO TE DÁ MOTIVO, NÃO TE DÁ O DIREITO DE ABUSAR DE MIM! VOCÊ ACHA QUE É O QUE? VOCÊ NÃO ME RESPEITA? SEU IDIOTA! COMO VOCÊ PODE FAZER UMA COISA DESSAS, CRETINO.? Lisanna começa a chorar

"Lis, não chora. Por favor. Não foi essa a minha intenção, não é isso, pelo amor de Deus, do Happy..."

"NÃO ENFIA O HAPPY NISSO, ENFIA ELE NO SEU **. SEU ABUSADOR, VIOLADOR! NATSU, VOCÊ IA MESMO SE APROVEITAR DE MIM? Será que eu me enganei tanto sobre você? Será que eu realmente amo o verdadeiro ou só um moleque que não aceita perder?"

"Lis, não é isso..[KICK]..AAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIII" Natsu grita e cai no chão.

Lisanna deu um tapa em seu rosto e acertou um chute certeiro em suas partes , pega sua roupa com dignidade e sai daquele caminhão. Ok, ela pega a camisa dele e sai com dignidade daquele caminhão e sai correndo daquele restaurante.

Quando olha pra fora, vê aquela multidão gritando: "Abaixo o conselho, abaixo o conselho". Não pensa duas vezes, tira as botas e se junta à multidão.

Lisanna dá cada passo e sente as pedras sob seus pés, mas cada fisgada é como se estivesse aliviando seu coração. Não que achasse certo o que Natsu fez, na verdade, estava orgulhosa de si mesma em ter chutado ele, finalmente, mas ficou pensando quanto tempo perdeu achando que ele a amava. Mira também achava que ele gostava dela, naqueles tempos. Finalmente tinha chegado a hora de seguir em frente?

"Bom, ele beija melhor agora." E continuou caminhando.

Natsu levou um sermão do tio sobre como tratar as mulheres e como ele poderia facilmente ser considerado um tarado por abusar de uma mulher que estava alucinada. Aquilo podia custar a sua carreira e tudo o mais. O sermão não é absorvido. A única coisa que o jovem Dragneel quer fazer é se enfiar debaixo de um caminhão em movimento. Ele a amava, como podia fazer isso com ela? Como pode se deixar levar pelos instintos e esquecer da pessoa? Ele a amava? Sim! Aquilo era mais do que certo. E ele era um idiota? Sim! E como era! Deus do céu, como era burro. Sem falar que estava com uma dor nas partes baixas. Onde que Lisanna tinha aprendido a chutar daquele jeito? Será que estava fazendo caratê? "Nada de divagar, Natsu. Agora você tem que consertar mais essa merda que você fez! Só isso! Já não basta as coisas que você fez no passado, precisa mesmo ser esse idiota e fazer isso? Não tem salvação. Não tem! Vai dar merda."

Enquanto Lisanna protestava e pensava melhor no que fazer, Kinana estava desesperada. Cobra estava jogado de um lado, ela de outro, parecia que Angel estava conversando com Midnight e Natsu tinha levado Lisanna. Que confusão era aquela?! Foi acudir o namorado que estava mais do que atordoado.

"Ki, a gente foi atropelado por uma cachoeira? É isso? E cadê a Lisanna? A água trocou ela pela Angel? É isso? Isso tá uma zona..."

"Ai Erick, eu não sei. O Natsu levou a Lis, você não viu?"

"Eu só vi aquela mesa indo em sua direção e não pensei em mais nada. Fiquei desesperado, você se machucou?" Cobra perguntou

"Não, eu estou bem! Obrigada pela preocupação, mas agora que estamos até bem, o que a Angel está fazendo aqui? Mid trocou uma platinada por outra? É isso?"

"Acho que as coisas não podem ficar piores, né? Vamos lá perguntar."

Os dois foram em direção ao casal e ouviram uma parte da discussão antes de abordá-los.

"Angel, por que você está aqui? Como que você sabia onde eu estaria e cadê a minha acompanhante?" Midnight gritava.

"Mid, o protesto foi organizado por mim, mas eu tentei falar com você antes, pra te avisar que eu viria. Sério! Você não viu o celular? Não viu que eu queria falar com você? Tudo bem, você tem seus motivos, mas eu precisava dizer que te amo, poxa! E você nem esperou o defunto esfriar? Já foi colocando outra platinada no meu lugar?" Angel apelava.

"Defunto esfriar? Faz pelo menos uns dois anos que você saiu da minha vida e essa é a primeira mulher com a qual eu saio, sem falar que eu saí com ela porque ela me lembra você! Claro, parecia muito mais sensata, sem falar que também era interessante. Mas isso não significa que o meu sentimento por você morreu! Significa que eu estou tentando ir em frente, como você sempre fez! Você e essa sua gana por vingança, justiça, nunca pensou em quem poderia deixar pra trás. E você me deixou! Me deixava sempre! Eu vou atrás da Lisanna e vou falar com ela. Onde ela está?"

"Bom, o bombeiro a levou. Ele me disse que ela era o amor da vida dele."Angel respondeu estoica.

"Levou? Como assim ele a levou? Como se ela fosse uma coisa? Que tipo de gente faz isso? Foi ele, não foi? Não foi ele quem molhou a gente? Que idiota! Temos que encontrar a Lisanna, esse cara parece ser perigoso." Midnight começou a se agitar.

"Perigoso? Sim, mas não pra ela, mas pra si mesmo! Ele me parecia desesperado. Não, tremendo, mas no olhar! Eu nunca vi um olhar tão desamparado assim. Desesperado porque ela estava com você, apesar dele não falar, mas bem no fundo, ele fez isso achando que era a única saída. Ele notou que ela ficaria com você no final. Também, quem não ficaria com você no final?" Angel questionou.

"Você, Angel! Você nunca ficaria comigo no final. O que você quer de mim? Você vem com esse papo, mas você me abandonou no meio do caminho. Você não pode falar nada! Como assim?!"

"Mid, eu te amo. Vou te confessar que eu montei esse protesto em Magnólia por sua causa. Eu sabia que estava aqui. Foi um motivo egoísta e eu sempre fui egoísta quando era relacionado a você! E foi por isso que eu me afastei. Eu não posso me dar ao luxo de ser egoísta, você entende? Mas eu não quero ficar sem você! Isso é egoísmo! Já que eu luto pela causa de tanta gente, é hora de eu lutar pela minha! E a minha causa é você! Só isso!" Angel falou ofegante.

Midnight não sabia mesmo o que dizer e então não disse nada. Foi em direção à platinada e pegou em sua mão, depois foi até os amigos que estavam admirados e ensopados e os chamou para procurar Lisanna. Ela ao menos deveria ser comunicada.

Quando foram ao caminhão, viram um homem desconsolado, batendo a cabeça na porta e chegando a sangrar. Cobra só sacudiu a cabeça em um assentir resignado. "O que a sua burrice lendária fez dessa vez Dragneel?"

Antes que Natsu respondesse, o companheiro dele respondeu o que ele tinha feito, o que causou fúria em Kinana e Cobra e fez com que a violeta fosse em direção ao moço e desse um tapa furioso em seu rosto.

"Como você fez isso? Como você pode fazer isso? Você largou dela e em vez de se desculpar depois de fazer todas as merdas, você a agarra como se ela fosse uma cadela no cio? É isso mesmo?"

Natsu cansou de ouvir tanta coisa e começou a gritar. " NINGUÉM SABE PELO QUE EU ESTOU PASSANDO, NINGUEM SABE TUDO O QUE EU FIZ E EU FIQUEI DESESPERADO! EU NÃO SABIA O QUE FAZER ENTENDEU? ERA A OPORTUNIDADE E EU APROVEITEI! MAS DE UMA MANEIRA ERRADA! QUEM DE VOCÊS NUNCA ERROU NA VIDA? HEIN? TODO MUNDO FICA SÓ GRITANDO COMIGO MAS NINGUÉM VEIO ME PERGUNTAR NADA! EU NEM CONHEÇO VOCÊS, PORRA!" Natsu falou

"Bom, você não nos conhece, só que nós sim! Eu pelo menos!" Kinana falou. "Quantas lágrimas da Lisanna eu sequei que eram causadas por você? Porque você a deixou pela Lucy? Você nem quis falar com ela depois! A gente sabe de toda a estória, só que a gente quer que ela seja feliz e aparentemente a felicidade dela está ao seu lado, só que você é tão denso, que não consegue assimilar e faz essas merdas. E o que vai fazer? Vai desistir?" Kinana falou.

"Não posso desistir mais, vai ter que ser até o final. Vou tentar até o final." Natsu disse.

Angel disse que o ajudaria a se explicar, ela mesma entendia o que estava acontecendo. MidNight não se opôs. Sabia que a amada era assim mesmo, ajudando até quando não era da sua conta.

"Agora temos que procurá-la, não? Vamos na casa dela?" Angel sugeriu.

"Ah, não podemos! A casa está sendo usada pra outros fins. Não iríamos dormir lá hoje." Kinana falou rubra.

"Onde vocês iriam dormir, Ki?" Cobra perguntou.

"Com a Mirajane." Kinana respondeu rapidinho.

Os 5 se juntaram pra procurar, mas Natsu foi lembrado pelo tio que estava em serviço e não podia sair por aí procurando mocinhas das quais ele tinha abusado ou tentado abusar.

Antes que Natsu também pegasse uma acusação de agressão, os 4 se propuseram a procurar Lisanna e Kinana prometeu que Angel falaria com ela antes. Foi promessa com o mindinho e tudo. E a comitiva se enfiou no meio da multidão.

Enquanto a comitiva era pisoteada por manifestantes enfurecidos e que se dirigiam ao Palácio da Cidade bradando em nome da democracia e lutando pelos seus direitos, Cana e Levy eram deixadas na porta do karaokê. Cana não tinha a menor ideia da razão que estava ali de livre e espontânea vontade, mas quando olhou para a pequena figura ao seu lado, percebeu a importância da situação.

Levy estava em uma situação desesperadora, ela estava lindíssima, sem dúvidas, mas tremia mais do que vara verde e provavelmente não conseguiria cantar sozinha. Injusto. A cronista se preparou tanto para esse momento, ensaiou a música e tudo o mais, dançou, aceitou a coreografia, não era certo ela travar agora, mas o que Cana faria? O que? Ela não era lá muito boa em acalmar pessoas. Respirou fundo e começou.

"Levy, calma. Você está linda, ensaiou e lembra..eu também sei a música, hein? Qualquer coisa cantamos juntas. O que você acha?"

A pequena que estava em um universo paralelo parecia tirada do seu torpor. " Ah, claro. Ah...obrigada Cana! Vamos entrar então."

As duas entraram e Cana ficou surpresa por Levy se mover com tanta desenvoltura naqueles espaços minúsculos, deram 5 voltas em uns espaços com uma decoração roxa com umas notas musicais mal coladas na parede e deram de cara com o palco. Mas não era qualquer palco, era como se fosse uma mistura de piano de cauda aberto com um peixe. Sim, tinham dentes na borda e o interior da "boca" era feitos de cordas, estilo as notas musicais do piano. Tudo bem que Cana não era muito experiente em design de interiores, mas até ela sabia que aquela decoração estava remetendo aos bordéis mais cretinos que se tinha notícia. Não pode deixar de se perguntar e perguntou a Levy.

"Levy, a gente tá no lugar certo? Eu sei que você se virou bem pra andar aqui e tudo o mais, só que isso não tá parecendo bem um karaokê."

"Cana, como não parece um karaokê? Olha as notas musicais, os instrumentos. O palco é réplica fiel do piano de Bethoven, sem falar que eles pagaram caríssimo pra decorar. Tá tudo perfeito." Levy disse com um suspiro apaixonado.

Realmente, Cana levaria Levy ao seu oftalmologista com urgência, mas já que era o dia das descobertas, ela queria saber quem foi a responsável por essa obra escatológica.

"Levy, quem foi o responsável pela decoração? Já que foi tão caro assim, tem que ser gente famosa, né?"

"Ah, a cunhada da Lis. Evergreen Strauss. Não ficou fabuloso?" Levy respondeu.

"Eu acho que fabuloso não é bem a palavra, mas tudo bem."

As duas foram procurar assentos e se posicionaram bem na frente do palco, mas ao fundo. Diante do protesto de Levy, Cana argumentou que ficou com medo do palco comê-la e que tinha uma espécie de claustrofobia desencadeada por palcos com formas de peixe e Levy compreendeu.

Devidamente instaladas, começaram com o show de risadas, quer dizer, com os cantores.

A primeira dupla foi um tal de Max e um tal de Jet. O cara chamado Max cantava com uma vassoura do lado. Ele não a usava como se fosse um microfone, era mais como se fosse namorada dele. Cana ficou enjoada e Levy cada vez mais empolgada.

"Cana, olha só essa referência! Você viu esse balanço? Meu Deus! Hoje só estão os melhores!"

A morena se refreou ao revirar os olhos e tentou ser simpática. Ela tentou mesmo, mas a frase saiu um pouco mais ríspida do que ela pretendia.

"Levy, se isso são os melhores, imagina o que é o pior! É aquele seu colega? O que você está querendo conquistar?"

Levy ficou tão brava que gritou: "POR QUE VOCÊ VEIO ENTÃO? PRA FICAR TIRANDO SARRO? CAÇOANDO DO QUE EU GOSTO? Eu nunca caçoei de você, poxa vida!"

Cana ficou se sentindo a pior pessoa do mundo. Aquilo era verdade, desde o começo, ela só olhou o espaço com o pior olhar que podia, nem tentou olhar com mais amor. Estava se sentindo uma vaca e achava que nada podia ficar pior quando ela ouviu uma voz muito conhecida cantando uma música que ela sabia bem de cor.

Ela dirigiu seu olhar em direção àquela boca gigante e o viu. Laxus Dreyar em carne, osso e músculos cantando. Led Zeppelin.

Babe, baby, baby, I'm gonna leave you

I said baby, you know, I'm gonna leave you

I'll leave you when the summertime

Leave you when the summer comes a rolling

Leave you when the summer comes along

"Não pode ser! De todos os lugares do planeta, eu tinha que ver ele aqui?" Cana estava desesperada. Não sabia o que fazer. Começou a tremer na medida em que a melodia ia preenchendo o salão. "Será que até isso ele faz bem? Perfeição tem limites."

"Cana, o que foi?" Levy estava preocupada.

"Olha no palco."

"Mas é o Laxus? E o Gajeel está com ele?"

Na verdade, Cana nem tinha reparado em Gajeel, já que nem sabia quem ele era mesmo, mas viu que tinha um cara até bonito, não tão grande como Laxus, claro, mas mandando ver na guitarra. Se aquele era Gajeel e sabia tocar tão bem, era mister que ele ficasse mesmo com a Levy.

"Levy, me desculpa. Se esse cara é o Gajeel, agora virou questão de honra você levar ele lá pra casa. Ficar com ele. Ninguém que toca assim merece ser ignorado, né?"

"Sim Cana. Ninguém que toca assim merece ser ignorado." Levy estava nas nuvens. Então tinha um dueto e era um dueto titânico. Gajeel e Laxus. Ela podia admirar seu admirado, assimilando tudo o que tinha acontecido no dia anterior e agora ele estava ali, tocando sua guitarra, lindo, majestoso, supremo.

Levy não era muito fã de Led Zepplin, mas como na casa era quase unanimidade, querendo ou não, ela acabava ouvindo. E sabia que o que Gajeel estava fazendo era praticamente próximo à perfeição. Com óculos da paixão e ouvidos enamorados ou não, aquilo era bom demais de se ouvir e se Cana confirmou, aquilo deveria ser verdade. Ele era bom, tinha mais habilidades do que compor uma música diferente de todos os padrões musicais aceitáveis, ele era um caleidoscópio sem órbita, sem lógica e Levy estava encantada.

A letra da canção parecia direcionada a Cana, era um retrato vivo da relação que ela tinha com Laxus, Levy percebeu isso e também notou que a amiga estava com os olhos marejados. Se permitiu lacrimejar também e percebeu o motivo pelo qual Led é tão amado naquela residência.

Gajeel parecia um deus da guitarra e isso não era exagero, ele e Laxus estavam magníficos, não imitavam a banda mas estavam estonteantes. Terminaram a música e Laxus agradeceu e aproveitou pra se declarar. Não, isso não tinha se dado ao fato de que ele estava alcoolizado, mas sabe como é...aproveitou o ensejo.

"Essa música é em homenagem ao amor da minha vida..[Cana estava aos prantos, já que não achava que era ela..eita mulher complicada de acreditar.], ao meu infinito particular, à minha deusa da luxúria e a única mulher que pode amar um homem mesmo quando ele escuta Sidney Magal." E a plateia veio ao delírio

"Levy, ele se declarou. Pra mim!"

"Cana, você tem certeza que é pra você? Ele não citou nomes. Não que eu não acredite, mas você sabe."

"Eu dei um fone de presente pra ele poder ouvir o Sidney Magal sossegado, sem perder a pose de rock fan. Eu fiz isso Levy, essa mulher sou eu. E se ele está achando que vai ganhar de mim na fofura e na meiguice, tá muito enganado. Levy, mudança de planos. Vamos cantar Sidney Magal."