As duas mulheres foram aos solavancos até o palco. Não estavam lá preparadas para o que iam fazer, já que a música ensaiada era outra, a coreografia era outra, tava tudo de improviso. Só que o improviso era a melhor coisa, não? Aquele era o momento. Cana sabia, aquilo seria decisivo pra história dela e de Laxus chegar ao fim ou ter um novo começo. A morena estava cansada daquele jogo de gato e rato, daquela inconstância eterna. Daquele medo todo, da falta de certeza dos sentiementos dele, que ela alimentava com a falta de certeza dos dela. Eles não falavam, só se tocavam.
Estava faltando alguma coisa, só que Cana não podia fazer aquilo sozinha, podia? E estava arrastando Levy junto com ela naquela loucura e Gajeel estava ali! Por tudo o que era mais sagrado. Acalmou-se e virou para a amiga:
"Levy, você concorda em cantar Magal? Você viu que o Gajeel está ali, né? Você pode se esconder se quiser. Me desculpe, eu não estou pensando direito. Eu não penso direito, eu não faço nada direito. Ai que egoísta. Eu caçoei do lugar e estou te pressionando a passar vergonha. Deus do céu." Cana se desesperava.
Levy, se utilizando de uma meiguice nunca antes vista, pega uma cadeira, sobe na mesma e dá um tapa em sua amiga. "Cana, fica calma. Eu conheço o Magal! Qual que a gente vai cantar? Acorda! O que eu sinto pelo Gajeel não é nada comparado ao que você tem com o Laxus. E na boa, aquele Shoob Doo Bop é mesmo uma desgraça! Eu gosto porque é dele, só isso. Ele não é ninguém pra falar do Magal que é um divo, tem umas letras muito divertidas e umas boas sacadas. E se ele for o tipo de cara que se acha por cantar uma musiquinha estranha no karaokê, ele não merece que eu goste dele. E eu acho que ele não é assim, Cana! E na boa, amigas antes de qualquer coisa. Qual vai ser?"
Cana não sabia o que dizer! Levy podia ser tudo, menos uma má amiga, uma amiga surpreendente. Mesmo depois de ficar tirando sarro de tudo o que podia de um dos ambientes prediletos da petit, a garota ainda dava uma força pra ela, entrava nessa loucura que era cantar Magal pra um monte de estranhos. Cana só podia se sentir agraciada por ter gente boa perto dela, gente disposta a ficar e entrar com ela nessas maluquices. Respirou fundo e escolheu a música.
"O meu sangue ferve por você." Cana respondeu resoluta.
"Então vamos lá!" Levy respondeu empolgadíssima.
As duas se prepararam, soltaram os cabelos, amarraram coisas ali e acolá, sem falar que Levy, como membro antigo do karaokê, tinha acesso ao camarim e consequentemente às roupas diferentes. Estavam parecendo ciganas, lindíssimas. E se prepararam para cantar.
Chegando ao palco, perceberam a luz e Cana focalizou a dupla. Deu um sorriso irônico e começou com os comentários iniciais.
"Bom, eu e a minha amiga aqui vamos cantar àquele divo dos divos, Sidney Magal e bombadão, presta bem atenção nessa música, porque ela é toda pra você! Sempre foi e sempre será. Tomamos a liberdade de mudar um pouquinho a música. Ah, meu nome é Cana Alberona e essa linda aqui é a Levy."
Depois que Cana disse o nome de Levy, jurou que ouviu ao menos duas pessoas o repetindo, como se fossem os fãs dela. Muito interessante. Fez uma nota mental de falar com Levy sobre aquilo, mas agora era a hora, o momento de cantar.
Chegou perto do microfone e começou a cantar como se fosse o próprio Magal.
"Tua...toda tua...meu, todo meu...Juntos, essa noite, quero te dar todo o meu amor."
Cada palavra, Cana colocava todo o seu amor e toda a sua vontade. Levy estava surpresa em ver que estava se divertindo e muito com aquilo e percebeu a aproximação de Laxus e Gajeel. Aquilo era melhor do que podia sonhar. Sem falar que Levy começou a tomar notas mentais para colocar em suas crônicas. Quem podia culpá-la?
Cana cantava como se não tivesse amanhã, cada sílaba era uma bênção, ela descarregava todo aquele sentimento guardado e se ele não a correspondesse, não interessava, ela estava se libertando, estava se dando uma chance de seguir em frente! Dane-se e que Deus abençoe Magal.
"Toda minha vida, eu te procurei. Hoje sou feliz pois você é tudo o que sonhei."
E agora era o momento, aquelas palavras que mesmo cantadas, já que a intenção foi completamente esclarecida, ele ia saber e o que Alberona faria? Ela mudaria essa parte também? Não! Agora não é o momento. Agora é a hora da honestidade, aquela mesma que chega a doer, é a hora de finalmente acabar com aquele jogo e ver se era tudo parte da caçada.
"Ah, eu te amo...ah, eu te amo meu amor, ah, eu te amo e o meu sangue ferve por você."
Pronto! Cana cantou, cantou com todo seu coração e seu amor, abriu os olhos e não viu Laxus, entretanto...
"Minha, toda minha..."Cana ouviu uma voz diferente, ressoante e percebeu um aumento de instrumentos no som. "Teu, todo teu, juntos essa noite, quero te dar todo o meu amor."
Cana ouviu, Levy ouviu e Gajeel deu uma risadinha ao ver seu amigo finalmente aceitando e se declarando pra mulher que tanto amava, sem falar que a platéia foi ao delírio!
"Toda, minha vida eu te procurei. Hoje sou feliz pois você é tudo o que sonhei."
Cana não acreditava, Laxus! Sim! Ele mesmo, cantando pra ela, cantando com ela. E agora? O que ia acontecer agora?
"Cante comigo Cana." Ele disse em seus ouvidos. A morena só conseguiu concordar e se juntou ao amado no refrão.
"Ah, eu te amo! Ah, eu te amo meu amor! Ah, eu te amo...e o meu sangue ferve por você."
Os dois cantaram juntos como se não tivesse mais ninguém ali, olhando um nos olhos do outro, sendo abençoados pelo dyvo Magal e se declarando finalmente.
Os dois continuaram a cantar e quando a música acabou, selaram os lábios em um beijo apaixonadíssimo que levou a plateia ao êxtase.
Eles ainda continuavam a se beijar, mas a situação estava ficando perigosa. Levy ainda tentou se aproximar, mas foi detida por Gajeel e a pequena só respirou resignada.
Cana ainda estava tentando entender o que estava acontecendo. Se sentia beijada, rendida e o principal: amada! Estava sendo amada de todas as formas e se lembrou que estava em um palco, diante de um número considerável de pessoas. Quando ouviu alguém dizendo "tira tudo", ela percebeu que estava quase em uma situação vexamosa.
"Laxus, vamos sair daqui." disse resoluta.
O loiro que aparentemente estava hipnotizado, acordou e pediu desculpas por fazer aquilo exatamente naquele local, mas segurou a mão dela com firmeza e sorriu. Saíram correndo para o lado e deixaram a plateia carente de atrações.
Sobraram Gajeel e Levy que estavam encarando a plateia como se estivessem a ponto de serem queimados na fogueira, mas a pequena era sagaz e tinha ensaiado uma música que ela tinha certeza que faria sucesso. Claro que estava embasbacada com o que tinha acabado de acontecer, mas pelos gemidos que ouvia da coxia, não era recomendado ir procurar Cana naquele devido momento, ou ainda sair dali. Se ela saísse e a interrompesse, seria um desastre sem precedentes e Levy não queria incomodar sua amiga que finalmente estava se acertando, se tudo saísse bem.
Repentinamente, ela se deu conta que também estava em uma saia justa, estava com o homem dos sonhos dela em um palco, depois de tê-lo visto em umas situações meio estranhas e incrivelmente tê-lo ajudado a comprar roupas íntimas. O pensamento de que provavelmente ajudou a escolher alguma roupa íntima de Laxus fez a pequena Levy rir disfarçadamente e seu cérebro rápido começou a montar uma estatégia.
"Gajeel, temos que fazer alguma coisa. As pessoas estão olhando e eu não acho que podemos sair pela direita e não tem como sair pela esquerda. A frente também está bloqueada. O que faremos?"
"Quer cantar?" Gajeel perguntou.
"Quero. Você conhece alguma do Queens of the Stone Age? É que eu ensaiei algumas músicas dessa banda." Levy disse tímida.
"Você também ensaia? Nossa! Que legal."
Levy assentiu tímida e estava receosa. A barraquinha de tomates estava lotada, isso significava que eles seriam arremessados neles! Não tinha outra solução. Eles tinham que começar a cantar agora.
"Levy, qual música? Tem uma que eu gosto bastante que se chama 'No one knows.' Conhece?"
"É essa mesma que vamos cantar. Começa."
Gajeel se apresentou como sempre faz e apresentou Levy como sua dupla. Disse que não cantaria Shoob Doo Bop e aquilo arrancou louvores da plateia. Teve a impressão que alguém disse: "É pra glorificar em pé Magnólia."
Levy sorriu e disse que eles cantariam em inglês e que essa música era uma homenagem dela para o homem que estava ao seu lado, arrancando uma careta de indagação de Gajeel. A jovem só respondeu com uma piscadela do olho esquerdo.
Ela achava que aquele era o momento exato para dizer que estava interessada nele. Não teriam outra oportunidade. Sim, ela podia muito bem pedir alguma ajuda para Cana, mas quando ela parasse de fazer amor com Laxus, que provavelmente seria quando o inferno congelasse e Levy não tinha esse tempo. Era agora ou nunca.
Ouviu o começo da música e começou a se soltar. Cada palavra que cantava era em homenagem a cada uma das amigas que estava sofrendo por causa de coisas que não podiam controlar. Cantou por Lisanna e aquele idiota do ex, por Juvia e a sua eterna busca em se encontrar, por Cana e seu infinito jogo de gato e rato que escondia um medo brutal em se apegar, também por Kinana que teve uma vida dos diabos. Ninguém sabia como elas se sentiam, ninguém sabia como Levy se sentia e aquilo era exatamente o que se chamam de viver.
Aproveitando a deixa de Gajeel, iniciou e foi ousada o suficiente em chegar bem perto dele e tentou alcançar seu queixo com a mão direita.
"We get some rules to follow, that and this, these and those...no one knows.
Gajeel parecia hipnotizado, só obedecendo ao que aquela garota dizia, o olhar dele relatava sua completa devoção àquela mulher, pequena, mas gigante em seus gestos.
Levy estava experimentando um sentimento de sensualidade, de poder. Nunca achou que seria capaz de exercer seu charme sobre um homem e ainda mais esse homem sendo quem é, ela realmente não sabia o que estava fazendo, mas tinha uma voz em seu interior que a conduzia em cada detalhe. Podia ser a consciência, podia ser a deusa interior, podia ser a vontade de suas amigas que queriam que ela fosse feliz, não interessava. Ela sabia o que tinha que fazer e aquilo estava funcionando.
"We get these pills to swallow, how they stick in your throat. Taste like gold."
Levy se sente ousada o suficiente para puxar Gajeel pra baixo e solicitar silenciosamente que ele se ajoelhe diante dela.
"Oh what you do to me, no one knows." E olha profundamente nos olhos do homem, que aparentemente está babando. Ela se afasta e olha para a plateia que está seduzida por aquela fada.
Levy respira fundo, sorri e neste momento olha para Gajeel para iniciar o refrão que ele incrivelmente acompanha.
"I realize you're mine, indeed a fool am I. I realize you're mine, indeed a fool am I."
Levy ficou muito feliz em ver que ele a acompanhou e silenciosamente, percebeu que ele pediu a vez pra cantar também.
"I journey through the desert Of the mind with no hope,I follow ,I drift along the ocean, Dead lifeboat in the sun. And come undone. Pleasantly caving in. I come undone.
A garota estava exultante, era como se ele tivesse procurado por ela o tempo todo! Como se ele soubesse também que foram feitos um para o outro. Aquilo era mágico, aquilo era real, muito melhor que todos os livros que lera, que todas as crônicas que escrevera. Ok, nem tanto, mas o caráter dramático era sempre bem-vindo para uma artista das letras como ela.
E chega o momento do refrão e ele se ajoelha em sua frente:
"I realize you're mine, indeed a fool am I. I realize you're mine, indeed a fool am I."
A música acaba e claramente que eles não são íntimos como Laxus e Cana que ainda estão gemendo nas coxias, mas Gajeel não perderia a oportunidade, ou melhor, Levy não perderia. Aproximou-se do homem à sua frente e tocou-lhe os lábios ternamente, deixando uma plateia perplexa e em polvorosa.
Ela olha em seus olhos com firmeza e percebe que ainda estão fechados, o que arranca um sorriso da garota, que pressiona levemente seu rosto para que eles terminem a apresentação. O homem abre os olhos, vê que ela ainda está ali, se levanta e reverencia a plateia que os aplaude em pé.
Levy sorri como nunca e estende a mão pra ele e os dois saem. Quando estão protegidos pelas paredes, ela se vira pra ele para se desculpar pelo atrevimento, quando se vê levantada e pressionada contra a parede, com olhos escuros penetrantes a observando com um brilho predatório. Ela sente que seus braços estão sob suas pernas e que ela está sentada de pernas abertas em torno do homem. Era uma das poucas vezes em que tinha se aproximado tanto de um cara assim. Podia sentir seu corpo tremendo de medo e excitação e escuta a voz de Cana se declarando a Laxus. Um milagre ali e outro aqui. Era o que ela pensava.
Ergueu o cenho com firmeza e recebeu aquele beijo avassalador com vontade. Levy não se sentia apenas beijada, se sentia arrebatada para um mundo completamente diferente, estava sendo transformada, mesmo lânguida naqueles braços fortes, ela se sentia modificada intimamente. Mas não queria ser passiva, então, começou a abraçá-lo forte, passar a mão em seus braços e sentiu que ele gemia. Afastou-se do beijo para encarar um homem com os lábios vermelhos e com o olhar mais lascivo que já tinha sido direcionado a ela.
Nem pestanejou. Beijou seu pescoço e ouviu com prazer aquele homem gemendo. A garota estava nas nuvens, se sentia realizada, mas sentiu o homem se afastar e ela de repente cair no chão.
"Mas o que aconteceu?" Levy perguntou.
"Levy, vamos, antes que sejamos todos presos por atentado ao pudor." Cana falou divertida.
"Mas pra onde vamos?" a garota perguntou.
"Ah, pra Dragon Freezing Slayer Force." Laxus respondeu com suavidade.
"E o que é isso?" Levy perguntou novamente.
"É a nossa casa". Gajeel respondeu rouco. " Vamos?" pediu necessitado.
E Levy não tinha outra resposta para aquela pergunta. "Mas é claro."
Os dois casais foram correndo ao caixa para acertarem as contas que se resumiram em bebidas e tomates podres e foram correndo pra fora. Laxus estava procurando o carro dele feito um louco, sem soltar a mão de Cana que não parava de rir.
"Cadê esse carro? Meu Deus, cadê?" Laxus procurava.
"Laxus, calma, eu não vou em lugar nenhum. Pode procurar direito e pode me soltar também."
"Fica ciente de uma coisa Alberona, eu não te solto nunca mais na minha vida, você entendeu?"
A morena só assentiu com um sorriso, enquanto procurava Levy que estava sendo literalmente carregada por Gajeel. Cana não pode deixar de ficar feliz pela amiga. Só esperava que ela não se apegasse demais...opa...só esperava que Levy ficasse feliz.
"Gajeel, pode me soltar. Eu posso andar sozinha." Levy disse rindo.
"Não quero soltar, você é leve demais pra correr sozinha por aí e o idiota do Laxus perdeu o carro, não te solto e você vai no meu colo nem que seja a pé." Gajeel disse ríspido.
"Eu não quero realmente sair daqui. Mas eu já tenho esse tamanho, as pessoas vão achar que você está me sequestrando." Levy continuou provocando.
Gajeel ia responder quando ouviu o urro de Laxus falando que encontrou o carro. Ele foi correndo em direção ao mesmo e a briga começou pra ver quem ia no banco de trás. Claro, para mais uma oportunidade de beijar a garota, né?
Por questão de tempo, Gajeel teve a bênção de ficar atrás, enquanto Laxus dirigia feito louco, arrancando gritos e orações de Cana.
Levy nunca tinha dado amassos em um banco de trás de um carro, muito menos com pessoas olhando e em um cara tão lindo como Gajeel. Nunca tinha pego carona com um cara alcoolizado, nunca tinha ido pra casa de um cara que ela tinha beijado agora.
Aquela noite prometia e muito.
Enquanto isso na casa das garotas, Juvia e Gray estavam deitados na cama da azulada olhando um para o outro. A dúvida estava afogando seus corações. Eles não sabiam o que fariam de agora em diante. Juvia estava em frangalhos, sabia que tinha feito o certo, tinha feito o que queria, mas estava com medo de tê-lo afastado. Sabia que ele não era um homem normal e mesmo depois de tudo o que ele tinha dito, ela ainda não acreditava totalmente nele. Era uma droga.
"Gray-sama..eu..." a garota começou
"Juvia, acho que dá pra chamar só de Gray, né? Estamos bem íntimos, eu acho." Gray respondeu.
A garota ficou rubra e arregalou os olhos, respirando fundo e tentou continuar. "Ah, então...você está com fome?"
O garoto pareceu alarmado e disse que sim, fazendo com que Juvia pensasse em um novo plano. Ela levantou-se e foi procurar uma roupa, sendo surpreendida pelo tecido da camisa de Gray em suas costas. Ele colocou a camisa nela, abotoando quase todos os botões e dizendo que queria que a camisa ficasse com o perfume dela, arrancando um riso constrangido da garota.
"Então eu quero que você vista uma roupa minha, pra eu sentir o seu perfume." Juvia disse divertida.
"Olha, não sendo um maiô e um vestido e calcinhas, eu visto." Gray respondeu.
"O meu roupão predileto. Quando eu tenho uma aula importante, eu uso ele antes de entrar na água. É a minha peça de roupa da sorte." Juvia respondeu e foi em direção ao seu guarda-roupa, tirando o roupão azul do mesmo e entregando ao homem à sua frente.
Gray vestiu o roupão e acompanhou Juvia para a cozinha. Perguntou o que ela ia fazer e ela disse que faria um petisco pra eles recobrarem as energias. Juvia era muito modesta em suas habilidades culinárias.
A azulada mexia nos ingredientes com maestria, tomava conta do fogão para o chá sair no ponto e conseguia fazer o sashimi com precisão. Gray estava embasbacado.
Quando a garota terminou, uma mesa elegante foi montada para que eles pudessem comer e foi quando o papo começou.
"Então Juvia, você é professora de natação e o que mais?" Gray perguntou.
"Ah, eu faço faculdade de meteorologia, tento estudar as variações climáticas e os meus estudos são focados em chuva. Parece meio idiota."
"Sério que você faz faculdade e estuda chuva? Que fascinante Juvia. Eu nunca conheci ninguém que curtisse meteorologia e eu acho tão interessante. Mas eu gosto mais de gelo, sabe? Dos cristais e tudo o mais.
Juvia estava impressionada, ele realmente parecia sincero em dizer que ela era interessante. Ele realmente parecia interessado em conhecê-la. Ela sorriu e continuou a falar sobre sua rotina e ele sempre perguntando seriamente. Aquilo era mais do que um sonho, era mesmo um milagre.
