Para a felicidade de Kate, Renee finalmente tomou a liberdade de entrar em contato e como consequência saíram juntas pelo menos mais três vezes após o incidente do pub latino. A cada saída as conversas foram diminuindo e os toques aumentando consideravelmente. Toques mais ousados, mais exigentes, que a deixava quase intoxicada pelas indecentes vontades...

Kate pensou em levar Renee para sua cobertura no Prédio Arbóreo de uma vez por todas, mas temia estar avançando rápido demais, visto que Renee claramente é uma amante à moda antiga. Fora que no momento tudo que Kate sabia agora da policial era apenas seus turnos e dias livres. Ela pouco falava da própria família, diferente de Kate que parecia se orgulhar de tudo bom ou ruim que falavam dos Kane. Levando em conta seus relacionamentos anteriores, por incrível que pareça, este é o mais prazeroso e comunicativo que já teve.

Elas conversavam bastante, chegando ao patamar das conversas filosóficas, mas sempre se perdendo no caminho das insinuações sexuais. Tanto que Kate já se perguntava quando iam começar a praticar pra valer em vez de apenas falar sobre. E hoje, mais uma vez, não seria diferente. Era horário de almoço e lá estava elas sentadas e papeando diversidades, compartilhando conhecimentos e curiosidades. E um tópico um tanto incomum veio a tona:

— Sabe, se a Baía de Gotham não fosse tão poluída eu viria aqui dar um mergulho todos os dias.

— Mas você mora longe da orla. Não acha as praias de Metrópolis melhor?

— Quê? Não! Se eu fosse escolher um litoral, sem dúvidas seria o do Caribe ou da própria Dominica.

— Oh, você nunca foi lá? Nem para conhecer os parentes distantes?

— Não. E você não precisou ir para o oriente médio para se sentir mais próxima de sua geração anterior, precisou?

Kate se arrependeu no exato momento que ouviu as palavras duras de Renee, que precisou respirar fundo e tomar o resto da água gelada que a esperava na mesa do restaurante. Apesar da gafe, Kate recolheu toda sua coragem para tentar melhorar o clima pesado.

— Hm... Desculpe.

— Tsc... Olha Kate, eu sei que soei meio rude e peço desculpas por isso, mas eu realmente não me sinto confortável em falar sobre família. O que acha de mudarmos de assunto?

Os olhos vívidos de Kate ganharam um novo brilho ao ouvir que Renee ainda tinha interesse em continuar com o encontro.

— Tudo bem. Fui eu quem passei da linha sem querer... mas... Seu bronze natural já me deixa sem ar e isso eu faço questão de admitir. Com marcas de biquíni então... Hmm... O que acha de fazer esse seu corpo suar na minha cama?

Renee não teve coragem de contestar a clara insinuação de Kate, mas no momento não podia dar a devida resposta que a ruiva merecia, então apenas se contentou em agir profissionalmente.

— Mas é do suor que tiro meu pão, madame... Bom, a hora do almoço acabou. Tenho que voltar a patrulhar as ruas agora.

Você é realmente uma policial à moda antiga, Renee. Sensualizou o tom de voz. — Sabia que isso me excita..?

Com um sorriso fechado e de canto de lábios, Renee se levantou, pegou o quepe e o vestiu. Se aproximou de Kate, afastou a franja avermelhada da orelha e sussurrou — Se você pudesse me tocar mais embaixo veria o quanto já estou excitada por nós duas... Depois do turno nos vemos, senhorita Kane.

E então se afastou, deixando uma suspirante Kate pra trás.

=~.~.~.~.~==~.~.~.~.~==~.~.~.~.~==~.~.~.~.~==~.~.~.~.~=

As horas depois do almoço passaram rapidamente, exceto para Kate. Ela estava envolvida com a policial o suficiente para perder a noção de tudo. Estava encantada ou pode-se até arriscar dizer apaixonada pela latina e Kate se sentia como se estivesse enfeitiçada. Ela foi seduzida pelo incomum que Renee representa, e era até justo a ruiva se sentir assim pois por tanto tempo se viu exposta à frieza da vida militar que até tinha se esquecido de como é ter uma vida civil comum.

Isto é, comum para uma família podre de rica.

Mas Kate sabia melhor. Nem sempre ela foi esta despretensiosa socialite que vive apenas para esbanjar o dinheiro que lhe é de herança por direito. De fato, esta faceta superficial é um protesto direto à união de seu pai com tal influente família. Se ela tivesse o direito de escolha, sem dúvida alguma ela teria escolhido viver seu sonho humilde e honrosamente. Mas como o mundo é vão...

Cá está ela agora, pensando no próximo meio de entreter Renee Montoya e a ela mesma, distraída e totalmente alheia ao que acontecia muitos metros abaixo de sua expensiva cobertura, mas voltou a si quando ouviu seu telefone tocar. Não tardou em atender a chamada e muito menos se surpreendeu quando notou que o número vinha de um telefone público.

— Kate Kane.

— ...Acho que pelo número que você me deu não poderia ser outra pessoa.

— A não ser que você esteja procurando outra Kate Kane... Oficial Montoya.

Renee sorriu.

— Ah, outra Kate Kane, exatamente como você seria demais para o meu pobre coração sofredor...

Desta vez Kate quem sorriu, sabendo perfeitamente do poder que tinha sobre as pessoas... Até mesmo sobre esta policial civil aspirante à detetive, porém preferiu não provocá-la por conta disso.

— Enfim. Eu tenho boas notícias para você, ruivinha... Estarei livre esta noite até depois de amanhã, então o que acha de marcarmos um jantar?

— Quanta sorte... Estaria o GCPD finalmente reconhecendo sua prestação de serviços à Gotham City?

Kate ouviu o sincero suspiro abatido de Renee do outro lado da linha e de certa forma isso também a entristeceu.

— Não... Digamos que o governo está dando aos seus servidores folgas mais prolongadas em vez de pagar as horas extras que devem. Sabe como é, é a fórmula mágica que inventaram para cortar gastos. Eu muito gostaria que o departamento estivesse reconhecimento os esforços daqueles que realmente prezam pelas ruas de Gotham, mas... Acreditar nisso é o mesmo que acreditar no Papai Noel.

— Hmm. Eu não acredito no Papai Noel de qualquer forma.

— Heh. Nem eu. Mas a idéia de ter una caliente Mamá Noela descendo pela chaminé para dar os presentes na cama não seria ruim...

Kate riu do tamanho e pervertido absurdo que acabou de ouvir.

— Que imaginação mais pecaminosamente fértil você tem para uma católica tão devota...

Kate não se conteve com o riso vívido de Renee e também sorriu.

— Qual é, eu ainda nem mencionei a coelhinha da páscoa...

E seu sorriso se tornou um largo sorriso de canto de lábios.

— Por acaso você teria um fetiche por crenças religiosas, Renee?

— Claro que não... Como boa cristã eu sei que vou pro inferno apenas por gostar mais de um belo par de seios do que uma mala recheada... Então vou ir com o pacote de heresia completo.

— Senhorita Montoya... Aonde esteve você em toda a minha vida?

— Não sei... Não é como se eu sequer tenha saído de Gotham a vida inteira. Estou passando boa parte da minha juventude me expondo ao perigo de vigiar os becos e esquinas escuras dessa cidade que donzelas nunca imaginariam estar, provavelmente.

— Então você pode me dar toda a certeza do mundo que conhece Gotham City como a palma de sua mão?

Si, si.

— Vamos ao que interessa então... Aonde você está neste exato momento?

— Rua 25, cidade alta, fazendo a patrulha de rotina. Meu turno ainda não acabou, mas dei uma rápida pausa para falar com você.

Kate notou o tom automático e quase real de Renee se explicar. Quase real certamente, porque aspirante a detetive que é, Renee sabe muito bem quando uma bela mulher a provoca.

E que o jogo continue..

— E o que está vestindo agora?

— Agora, agora? Minha farda...

Renee deu uma considerável pausa antes de finalmente decidir entrar no pequeno jogo de Kate.

- O que mais deseja saber, madame...?

Céus, apenas ouvir o Sotaque carregado da policial excitava Kate.

— Vamos lá, alguma coisa interessante deve estar por baixo desta farda azul.

— Como por exemplo...?

— Aquela pequena marca de nascença na linha da sua cintura...

— Ah, isso? Não se preocupe. A marca está devidamente protegida de olhares de terceiros.

— Mas não tão protegida assim de toques insistentes...

— Não se engane, senhorita Kane. Meu corpo está sob total vigia e atenção. Não ocorrerá nenhum toque além do permitido.

— Além do permitido, uh...? Veremos...

Kate estremeceu apenas por imaginar Renee se deixando ser dominada por suas futuras e insistentes investidas. E o choque de prazer que sentiu foi ainda maior quando ouviu a policial abusar do claro tom malicioso misturado com a dureza de seu tom de policial. A ruiva já não podia aguentar mais, necessitava sentir Renee por inteiro. Guiada por esta vontade, Kate deixou seus dedos deslizarem levemente por sua cintura e o baixo e longo suspiro percorrer garganta afora.

De proposito ou não, seu ato fez efeito em Renee, que respirou fundo. Kate podia até imaginar a morena perdendo a postura profissional dentro daquela cabine telefônica.

— Agora quero que seja sincera... Está sozinha agora, Renee?

— Claro que estou. Esta rua é calma e a cabine proporciona certa... Privacidade.

Kate sorriu ao ouvir a forma abafada que a última palavra foi pronunciada. E conforme ia imaginando o cenário que Renee estava no momento, mais ela percorria seu próprio corpo com a mão livre do telefone, porém ela ainda evitava um certo ponto mais abaixo...

— Muito Bom saber... Agora me diga... Estando completamente a sós quando tivermos a oportunidade... Qual será a primeira coisa que você fará comigo?

Essa pergunta acertou a policial em cheio. Se o seu primeiro suspiro foi longo e abafado, agora ela teve de retirar o quepe da cabeça e se apoiar no telefone público, respirando fundo e sentindo seu corpo relaxar. Se respostas esta ruiva petulante quer, respostas ela terá.

Se recompondo levemente, Renee usou novamente seu tom profissional.

— Te deixar de frente à parede e te revistar de cima a baixo... Afinal quem garante que você não é uma criminosa altamente perigosa?

— Ah... Mas e se eu resistir à sua revista, Oficial...?

Kate já não evitou mais o ponto de seu corpo que mais ansiava por toques... E sua respiração aos poucos se entrecortava. No outro lado da linha, tentar ignorar a própria excitação já era impossível para Renee. Ela mesma já estava desabotoando a farda azul para dar acesso aos seus próprios seios e ventre enquanto ouvia Kate responder aos espasmos do próprio corpo vagarosamente.

Em meio aos próprios gemidos a policial manteve o jogo alto e vivo.

— Se você resistir- eu serei... Obrigada a usar técnicas mais... Dominadoras... Kate...

Ambas já não se continham mais. Apenas imaginar Renee a pressionando contra parede e afastando suas pernas de marfim com as coxas cobertas pelo tecido áspero da farda já estava levando Kate ao seu limite. Não que ela fosse uma pessoa fácil de entreter, mas esta policial... Renee- não, Oficial Montoya a tirava do sério; da sua zona de conforto e controle.

— Faça isso... Por favor...

A ultima sílaba soou longa, intencionalmente longa demais. Isto porque Kate movia seus dedos ente sua entrada e seu próprio clitóris, e libertou a outra mão que antes segurava o telefone para dar a devida atenção as partes de seu corpo que praticamente ardia por um toque insistente...

— Ka- ... Kate...

Do outro lado da linha, Renee havia perdido momentaneamente a respiração devido ao forte bater de seu coração. Nunca uma mulher a deixou tão cheia de vontades como agora, e ela estava ciente de que esta conversa ao telefone já está longa demais e em algum momento seu rádio patrulha irá chiar procurando saber de sua ausência. Mas sinceramente, neste exato momento Renee pouco se importava. Apenas saciar o forte desejo de se tocar ouvindo a voz convidativa de Kate interessava agora. Sua calça Já estava desabotoada e Renee já não estava mais perdendo tempo. Ela percorria seus dedos por seu sexo imaginando ser os dedos de Kate lhe provendo o prazer. Maldita seja esta mulher e seu infinito sex appeal! Levando uma simples policial como ela à loucura apenas usando sua voz... E que voz poderosa a de Kate! Até mesmo estas palavras soltas e entrecortadas a encorajando a gozar de forma lenta e totalmente submissa... Ah, se esta Kate soubesse o poder que tem sobre ela...

Assim que seu corpo se acalmou do clímax proporcionado por Kate, Renee afastou seus dedos e os limpou com a própria Língua. Não podia deixar provas do crime passional que acabara de cometer, mesmo a cabine inteira cheirando a sexo agora. Não que Renee realmente estivesse arrependida por ter se aproveitado de um local publico para realizar um ato libidinoso.

Esta era Katherine Rebecca Kane induzindo Renee a desafiar a lei e a ordem pública que tanto protegia.

A policial sorriu ao ouvir o som da respiração ofegante de Kate no outro lado da linha. Ela parecia estar aproveitando o prazer que ainda a restava, enquanto esta Montoya já se preparava para voltar a sua rota de patrulha.

— Hmmm.. E ainda dizem q sexo verbal não tem graça... Certo, Oficial...?

— Eu... Ainda prefiro corpo contra corpo, mas... Até que isto veio bem a calhar, Señorita Kane.

— Ah, abusando do sotaque, hmm? Que maldade a sua, Renee. Deste jeito eu vou querer um segundo round...

E de fato, Kate já traçava novamente a ponta de seus dedos pelo abdômen molhado de suor pelo ato que acabara de cometer.

— Sinto desapontá-la, mas agora só quando estivermos devidamente à sós.

— Então... Onde posso te encontrar?

.

.

.

Continua...


A/N:

Telesexo, quem nunca? HEUHEUHEUHEUH

(saudades eternas Ponto Pê!)

Às vezes eu fico longos meses sem publicar fanfictions porque eu não gosto de postar capítulos pela metade, juro juro juro!

Mas aí eu releio minhas tranquera e fico tão orgulhosa de mim mesma que eu acabo postando fic incompleta mermo vlw flw

(E eu sei que eu mereço uns tabefe por tá fazendo isso descaradamente, hu3!) (imidisgurpi por isso, sério! :3)

Ah, sobre a easter egg que mencionei...

Então, eu tenho um headcanon que é o seguinte:

A forte inspiração visual pras atitudes dessa Kate kane Rebelde são as meninas do The Runaways e principalmente a Joan Jett!

Tipo, porra, a Kate mal saiu do quartel e tá tacando o loco por ai kkk

Acredito que esse flashback na Detective Comics 859 se situa no meio/ finalzinho dos anos 90, então quando eu escrevo o passado de batcop eu tento resgatar essa época pra deixar o mais fiel possível ^^

/fimdainformaçãoinutil

E pra fechar essa fic aqui falta só mais dois capítulos, visse?

Stay tuned!~