The War of Angels and Demons

" Nada faz-me tão feliz quanto: comida, dar uma surra em alguém... ou até mesmo usar um bastão de basebol... para matar alguém... ;) "

- Status do Facebook, Beatriz.

ATO I

8. A Família Houster.

Parte 1

Após o incidente com Dean, Beatriz sentiu um pressentimento ruim, de que ela seria a próxima vítima. Ela tomou a maior cautela por quatro semanas, ela não falou com ninguém, nem mesmo com Rachel.

Rachel apenas ficava no computador, tentando se distrair. Beatriz depois de algum tempo começou a ter memórias e lembranças horríveis de seu passado.

Beatriz não era tão fraca como os cenobitas imaginaram. Ela resistiu a várias tentativas.

- Foi uma época triste... Apenas lembro-me do fogo... O fogo incendiando tudo ao meu redor... E isso é apenas uma triste memória que ficou perdida no tempo... Éramos uma família feliz até... - Beatriz falava consigo mesma - Wall Street... Mas que merda... Por quê estou me lembrando disso agora... - Beatriz se deitou e foi dormir...

Suas lembranças vieram à tona naquela noite... Ela se virava de um lado para o outro... Ela sentia estar sendo queimada.

Palavras ressoavam em sua mente...

"Olá... Prazer... E você minha princesa quem é...?"

- Não... - Beatriz estava falando enquanto dormia... Ela parecia que estava tendo um ataque de algo... - NÃO!

Ela se remexia em sua cama, parecia que estava sendo presa por algo ou por alguém.

"Todos na sala!"

- EU NÃO QUERO! - Exclamou Beatriz enquanto dormia...

A Cenobita Fêmea que pôde escutar as palavras de Beatriz, foi investigar e verificar se estava tudo bem. Ela entrou com sua forma humana, ela estava com uma camisola preta e um roupão preto cobrindo-a.

Ela usava pantufas do Snoop, ela adentrou o quarto de Beatriz, que estava chorando e estava desesperada. A Cenobita Fêmea foi socorre-la mas Beatriz não sabia o que estava fazendo.

" Venha... Minha querida... Não tenha medo..."

- NÃO! EU NÃO QUERO! PARE! - A Cenobita Fêmea tentou desesperadamente socorre-la dizendo palavras de forma desesperadora e preocupada.

- Acorde! Beatriz! ACORDE! Sua... idiota! - Beatriz depois de alguns minutos de surto, ela acordou.

- PARE... - Ela olhou para os lados e viu que a Cenobita Fêmea - Ele está aqui... - Chorou Beatriz.

- Calma... Vai ficar tudo bem... Não vou te fazer nada de mal... - Beatriz abraçou a Cenobita Fêmea que ficou constrangida e se acomodou na cama junto a Beatriz que diminuiu o choro.

Enquanto a Cenobita Fêmea tentava acalmar Beatriz, Pinhead disse em seu quarto, sentado em sua cadeira olhando a Lua Cheia.

- Falta só uma. E eu já sei o que fazer... - Ele formou um sorriso no canto de sua boca... - Menos um peão... E então será a vez de Rachel se recordar...

Ele se levantou e saiu de seu quarto, ele assumiu sua forma verdadeira e disse quase num sussurro.

- Que comece... o jogo... Beatriz Houster. - Ele foi até sala onde havia um tabuleiro de xadrez e moveu um peão duas casas a frente e disse... - Minha vez agora... A Cenobita Fêmea não vai te salvar... Não dessa vez...

Beatriz depois de um tempo adormeceu nos braços da cenobita que ficou quieta e apenas observou.

Pinhead atacou primeiro a mente de Beatriz... ou seja... seus sonhos.

O local era quente, o sol estava ensolarado, as crianças brincavam em suas piscinas de plástico. Ao sentir o calor em sua pele ela disse aliviada.

- Ahhh... Eu amo o verão! Pode-se fazer várias coisas... - Ela caiu para trás na grama e colocou os dois braços atrás da cabeça e ficou observando as nuvens do lindo céu azul.

Sua mãe colocava as roupas no varal, ela usava um vestido florido, ela havia cabelos castanhos curtos e lisos seus olhos eram verdes e parecia ser uma mulher jovem.

- Maria! - Alguém exclamou - Venha ver as notícias que o jornal trás, mulher!

Maria dirigiu-se ao pai da menina que fazia uma expressão preocupante e de ódio.

- Minha nossa! - Surpreendeu-se Maria - Mais crianças sofreram de abuso sexual...? Que horror... Tomara que ele seja pego logo... Jonathan, temo por Beatriz.

Os pais de Beatriz a olharam brincando no jardim, ela tentava caçar borboletas, os pássaros se sentiam confortáveis ao seu lado. Tudo parecia fluir bem...

Maria sorriu para filha que herdara sua beleza e o pai olhava com orgulho ao seu pequeno tesouro.

- Beatriz para dentro! Está ficando tarde! Venha...! - Maria e o pai de Beatriz esconderam o jornal no qual falava do Sequestrador e Estuprador de Crianças.

- Lala lala, lalala lala lala lala lala lala lala lalala... lala... lalala... lalala lala... - Beatriz cantarolava enquanto brincava com suas bonecas.

O dia passou e a noite passou já era de manhã e Beatriz se esforçava para não sair de sua cama, enquanto sua mãe a repreendia por ter que ir a escola.

Beatriz não tendo outra alternativa cedeu e se arrumou para ir a escola.

- Olá! - Beatriz foi se encontrar com seus amigos... Mas o sinal para irem à classe foi mais rápido.

Os diretores acharam melhor não deixar as crianças soltas no jardim por muito tempo...

O professor da classe infantil se chamava Frank, ele era irmão de Jonathan e tio de Beatriz.

Frank quando avistava Beatriz olhava sempre para Maria que ficava constrangida e voltava rapidamente para casa.

Frank sempre tratou bem Beatriz e ama muito... Até demais.

Apesar de ter uma queda pela esposa de seu irmão, Frank não discordava, eram um rapaz educado e gentil com todos.

- TIO FRANK! - Gritava Beatriz de alegria ao ver seu tio sorridente - Que bom te ver...!

Seu tio acenou delicadamente e Beatriz como sempre tirava uma da cara de seu tio perguntou animada.

- Tio... Por quê você fala como uma menina? - Frank ficou vermelho e por alguns minutos não respondeu, apenas olhou de forma indignada para a sua sobrinha que ria de sua expressão.

- Bom porque... Porque... Eu não tenho voz de mulher! Menina vá já pra classe! Agora! - Sorriu Frank tentando disfarçar o constrangimento.

Beatriz sentava na quarta fileira, na quarta carteira, ela era uma estudante bem comportada e ela não falava com quase ninguém na sala, apenas na hora da entrada, recreio e saída.

Com o estuprador solto, os pais não deixavam as crianças sair muito de casa e não se atrasavam para buscá-las na escola.

Beatriz não tinha medo do tal estuprador de crianças de Wall Street. Algumas crianças apareciam mortas e mutiladas de tal forma que era quase impossível de se reconhecer.

Frank prometeu à Beatriz de que jamais deixaria o estuprador pegá-la e levá-la para longe de sua família.

Chegou a hora do lanche para as crianças e para professores. Frank saiu para a sala dos professores e não foi bem recebido.

- Olha só quem está aqui... O cara esquisito! Hahahaha! O que você fez hein? Transou com um homem? Ou você foi estuprado... - Frank abaixou a cabeça e nada fez.

- Para David! Deixa ele em paz... - Frank ousou dizer algumas palavras para poder agradecer a professora.

- Obrigada, Ângela. - Ângela era apaixonada por Frank desde criança e o amava incondicionalmente e faria qualquer coisa para ter seu amor.

David se afastou de Frank mas lhe deu uma rasteira e todo o seu almoço sujou o avental de Frank, por um momento ele pensou " O que aconteceria se eu... Não... Não... Não sou assassino... Eu trabalho de outra forma...".

Ele desistiu da ideia e foi até o banheiro masculino para poder se limpar, mas no caminho Beatriz o viu e resolveu entrar junto com ele para poder ver o que estava acontecendo.

- Tio... - Frank se surpreendeu e respondeu animado, mas sua expressão séria voltou, ele não conseguia ser sério com sua sobrinha.

- Oi... Quer dizer... Você não deveria estar aqui... Vá para o recreio! Já está terminando o tempo...

Beatriz fez uma cara emburrada mas obedeceu ao pedido de seu tio e foi ao recreio.

Ela se sentiu um pouco culpada pelo que aconteceu com Frank, ela percebeu que havia algo errado.

- A tempestade vem chegando... e já não sei... - Ela parecia estar cantando.

Enquanto isso viu o Professor David seguir seu tio a um local, ela foi atrás dos dois e ficou observando.

David empurrou Frank no armário e disse.

- Não se atreva a contar a ninguém! Entendeu? - Frank nada respondeu e David o empurrou novamente contra o armário - Hein?

- Sim. - David largou Frank que se ajoelhou, Beatriz esperou David sair para poder ver seu tio que estava um pouco machucado.

- TIO! - Frank se assustou quando Beatriz surgiu do nada na sua frente - Eu vou socar aquele vagabo pelo senhor - Beatriz saiu em disparada mas Frank a impediu segurando-a.

- Calma menina! Não se meta nisso... Okay? - Beatriz cruzou os braços e virou de costas e Frank suspirou - Ei... Eu posso cuidar de mim mesmo...

- Você vai se machucar... - Frank sorriu e disse.

- Não... Não vou não... David tem ciúmes de mim... Porque ele gosta de mim mas não admite e por isso me maltrata.

- Mas se ele gosta de você por quê ele te machuca...? - Frank ficou pálido e tentou responder de forma coerente.

- Por quê eu gosto de outra pessoa e ele ficou com raiva quando dei um punta pé na bunda dele! - Riu Frank juntamente com Beatriz...

Beatriz e seu tio voltaram para a classe, Frank deu sua aula e chegou a hora das crianças saírem da escola. Elas geralmente saíam amontoadas.

Beatriz brincava de pular corda e cantava uma música.

- Primeiro já está feito... Segundo foi divertido... Terceiro tentou correr... Quarto chamou a mãe... Quinto não está vivo... Sexto não é nada... Sétimo está no céu... O oitavo preferiu esperar... - Ela repetia a música várias vezes.

Maria a chamou do outro lado da rua, ela foi ao seu chamado e entrou em sua casa e foi para seu quarto.

Mas quando ela abriu a porta...

- Eu voltei...? - Beatriz voltou a sua forma de adolescente e a casa ficou diferente...

Ela percebeu que não seria mais um sonho e sim um pouco de realidade e ilusão misturadas.

Beatriz viu seu bastão de basebol encostado na parede e o pegou dizendo.

- Quer jogar? Seu retardado mental?! Hein? Você me quer vem pegar seu sadomasoquista afeminado gótico que usa roupas coladas pra exibir sua masculinidade! - Ela praticamente berrou e disse sussurrando - Que comece o jogo.

Ela desceu as escadas esperando pelo pior.