The War of Angels and Demons

"Cara... Sério... Os cenobitas não tem mais o que fazer da vida... O que eles têm de a ser intrometidos a adentrarem locais onde não foram convidados?"

- Beatriz Houster

ATO I

11. A Família Houster

Parte 4

Após Beatriz subir ao terceiro andar tentou andar sem fazer barulho... Mas ela parecia estar tentando aprender a sambar.

- Que droga... Não sei ser furtiva... - A cada passo que ela dava fazia mais barulho.

Ela adentrou a primeira porta do terceiro andar e encontrou uma foto.

- Papai, ao lado da Maria que está ao lado do Frank e Ângela parece estar encarando o Frank, e David que estava atrás de meu tio. Ryan estava no meio da foto, na frente de Frank... Mas por quê... meu papai está com um X na cara...? - Beatriz guardou a foto na mochila.

Ela olhou as outras carteiras e havia escrito Frank em uma delas...

- Hã...? " Olhe a parte de baixo da carteira... Seja lá quem for..." - Beatriz obedeceu e viu um bilhete.

" Por favor facilite meu trabalho. Sou um seriall-killer imortal. Não morro de jeito nenhum e não sou o Jason Voorhees se eu fosse ele você/vocês estaria/estariam fodido/fodidos. Agradeço a sua atenção... OBS: Vá na última porta do corredor."

Beatriz franziu as sobrancelhas e olhou para os cantos da sala e disse.

- Não muito obrigada. De acordo com a música da Madonna, Die Another Day. - Beatriz guardou o bilhete e procurou em outra carteira que havia um passaporte escrito.

"Passagem para o Inferno. OBS: Só de ida. A não ser que você seja um herói grego... Mas fique sabendo não sou Hades pra te dar perdão."

Ela guardou na mochila e depois revirou os olhos e foi até a mesa do professor e encontrou outro bilhete.

" Sabe o David? Ah... Matei... hihihihihi"

- Tô nem ai pra ele... - Guardou o objeto na mochila e disse depois - Cara... sério chega de ficar mandando bilhetinhos pra mim... - Ela percebeu que havia caído um bilhete do céu escrito " Foda-se. Você é a vítima enxerida e eu sou o assassino..." - Acho totalmente o contrário. Mas eu tenho que seguir as pistas não é? Ahhh... que ótimo... - Beatriz colocou tudo o que achou dentro da mochila.

Beatriz saiu da sala nervosa e esqueceu que não poderia fazer barulho, mas não estava nem ai. Ela adentrou uma outra porta e surgiu um parquinho de crianças.

- What the fuck? Como assim um parquinho de crianças dentro de uma sala de aula? Se fosse assim eu não teria estudado... - Beatriz disse isso indo procurar alguma pista no parquinho, ela começou pelo escorregador mas a visão da criança que estava escorregando atrapalhou um pouco sua investigação e ela disse... - Eu vou é te empurrar... Mas não vai ser em um escorregador e sim numa escada.

Ela não encontrou nada e prosseguiu para os próximos brinquedos que nada continham... Beatriz olhou os bancos e achou uma folha que pertence ao diário de Frank.

1 de Abril.

Mais um dia se passa na prisão... Não terei julgamento e nem forma de como me defender... Parece aquela história de um filme de terror que assisti uma vez... Esqueci o nome.

Apesar de tudo o que sofri pela minha família irei me vingar de um jeito ou de outro. E contarei a todos quem é o assassino.

2 de Abril.

Achei. Um vendedor me deu ele... Achei o que eu incansavelmente procurei, apesar de ter que passar por vários desafios... Eu o encontrei...

Encontrei... Encontrei a peça do quebra cabeça que estava faltando, barganharei com eles.

O quebra-cabeça era um pouco complexo... Tentei por dois dias e nada. Mas no terceiro...

Aconteceu eu abri o cubo... Abri... As sensações são incríveis. Fiz uma barganha com o Líder deles... Um deles na realidade que gostou de mim.

Eu apenas exigi em troca uma coisa: Eu iria me vingar das pessoas que fizeram-me mal.

Ele aceitou. Agora vivo uma vida diferente daquela que levava antes. Provavelmente algum parente bem próximo a mim vai encontrar essa parte do meu diário e ler que eu não era o assassino e estuprador de crianças.

O meu primeiro dia de trabalho está começando com a visita da minha sobrinha. Minha amada sobrinha. Seu tio Frank está esperando.

Beatriz Houster. Você finalmente saberá a verdade... Ele está comigo na última porta do terceiro andar... Venha até mim... Venha... E lhe contarei tudo... extremamente tudo...

Se tiver coragem.

Beatriz quando percebeu tinha alguém atrás de você ela não estava mais no parquinho... Algo respirava em seu pescoço.

Uma voz rouca e quase sem vida disse em seu ouvido.

- Querida sobrinha... É tão bom vê-la... - Beatriz virou-se rapidamente e ficou em posição de guarda, mas não podia ver quem estava ali.

- NÃO! - Beatriz atacou o bastão de basebol que atravessou o tórax de Frank, ela o prendeu em uma coluna giratória cheia de ossos e carne humana - Meu deus... Tio Frank... - Beatriz quase chorava... - O que fizeram com o senhor...?

Frank girava e parecia não estar vivo e sua forma monstruosa começou a desaparecer...

- Não... Não pode ser... Não! Ele não pode... - Frank voltou a ser humano e estava morto.

Uma luz branca iluminou um canto da sala que havia um homem com um capuz na cara...

Beatriz engoliu a seco e várias vezes as palavras que Frank escrevera em um bilhete ressoaram em sua mente...

" Eu sei quem é o assassino... Eu sei quem é o assassino... Eu sei quem é o assassino..."

Ela foi e retirou o capuz lentamente.

- Não... Você é... - O homem se levantou e abriu seus olhos...

- Sim... Sou eu... Eu sou o seu... pai... - Beatriz deu pequenos passos para trás - De acordo com meu amigo Jason Woodland... Você será minha... digamos... paciente...

Seu pai Jonathan usava um avental de médico juntamente com uma máscara, ele estava equipado com instrumentos médicos e Beatriz viu-se em um hospital e seu tio Frank havia desaparecido.

Beatriz foi praticamente atropelada por uma marca de hospital que a levou para a sala de cirurgia. Ela estava toda amarrada e o doutor principal estava retirando os "instrumentos" para poder fazer a operação.

A sala estava fria. Ela nem sabia o era real e o que era apenas uma ilusão.

Rachel... Salve-me Rachel... pensou Beatriz. Ela apenas pensava em Rachel, várias luzes brancas encontraram os olhos dela que ficou tonta.

Uma enfermeira disse.

- Fique calma... Só irei te anestesiar... - Beatriz tentou retirar o braço a vista. E parecia ter alguém correndo desesperadamente no corredor.

Alguém berrou na sala de cirurgia... Era Liar...

- PAREM! Pinhead precisamos conversar! - O doutor retirou-se da sala mas Beatriz e Pinhead ficaram se encarando.

E nesse momento em que Liar chamou Pinhead para conversar as cordas de Beatriz se partiram e ela deu um chute na enfermeira, que caiu em cima dos objetos de tortura. Beatriz tomou de volta sua mochila e seu bastão de basebol e depois atingiu outro médico que estava na sala.

A enfermeira e o médico correram pelo corredor tentando alcança-la.

- Venham me pegar seus cenobichas! Vamos ver! - Ela virou outro corredor do hospital e por incrível que pareça... Ela deslizou por baixo de um médico que estava na sua frente e rapidamente se levantou.

Beatriz não perdeu velocidade nem por um momento. Ela sentia adrenalina em seu sangue ferver.

- Há quanto tempo não me divertia assim... Só preciso achar a porta correta... Beatriz examinou cada porta que via e nenhuma delas lhe agradava. Vários cenobitas tentaram agarrá-la mas ela era quase imbatível.

Ela viu uma porta idêntica a da casa onde estavam morando e tentou...

- Isso vai ser uma trollagem master esses homens afeminados vão ver só! - Ela correu pelos corredores fazendo os cenobitas darem todo o contorno juntamente a ela só que ela empurrou uma mesa e todos tiveram que voltar todo o caminho. Beatriz pulou e deu um chute na porta e foi para o quarto de Rachel que estava comendo salgadinhos e tomando guaraná. Ela disse sem entender o que estava acontecendo.

- Mas que porra...? Da onde você surgiu...? - Ela falava isso enquanto via vídeos no youtube.

- Eu dei uma passada no inferno e voltei mais alguma pergunta completamente estúpida? - Rachel levantou uma sobrancelha e tomou um gole de refrigerante e continuou encarando a Beatriz.

Alguém abriu a porta... Era a Cenobita Fêmea que ficou alegre quando viu Beatriz que devolveu com um sorriso.

- Gente virou festa da cocada preta no meu quarto? - Uma pessoa entrou pela janela do quarto de Rachel era Liar - Tá vindo gente até do telhado vindo aqui! Cem reais por hora que ficarem.

- Liar! - Beatriz disse com felicidade enquanto A Cenobita Fêmea olhava com desprezo e ciúmes.

- Oi... - Quando ele viu a cara da cenobita ficou atrás da cama de Rachel que ficou confusa e nada disse - Bom... Ele não está nem um pouco feliz com a minha atitude...

- Quem? - Perguntou Rachel e Liar respondeu de forma irônica.

- O seu bofe de ouro gata... Seu príncipe que veio te buscar e salvar de um terrível vilão e te levar para um castelo reluzente. Um cara que parece mais um defunto do que outra coisa... Pinhead já ouviu falar nele inteligência pura? - Liar colocou as mãos na cintura enquanto alguém estupidamente abriu a porta.

- Liar você está ai... - Pinhead disse fazendo gestos com as mãos... Liar ficou atrás de Rachel que olhou pra ele e disse.

- Seja homem e vai até lá... - Liar olhou pra ela morrendo de medo e ele disse.

- Como se fosse fácil! Você acha que é só andar até lá dar um tapinha na cara dele e tá tudo resolvido...? - Rachel olhou para Pinhead que tentava disfarçar seu constrangimento.

- Liar você me paga! - Liar levantou-se e fez uma pose um tanto afeminada e a Cenobita Fêmea que não saía do lado de Beatriz disse.

- Agora a bicha deu a louca. Vai fazer seu espetáculo Liar? - Liar não respondeu e apenas levantou a mão e depois o dedo indicador e disse num tom desafiador.

- Olha aqui você é quem está me devendo meu bem! Tá me devendo quatro décadas de salário e mais um dinheiro extra... - Liar encarou Pinhead que disse num resmungo.

- Strippers... Ahh... por quê Leviathan te aceitou como cenobita eu não sei... - Liar ouvindo a resposta, decidiu que chegou a hora de começar o barraco.

- Olha aqui meu bem, ele me escolheu por que sou uma diva! Mais diva do que você meu bem! Acorda pra vida meu querido! - Pinhead voltou a ficar sério.

- Me chama de querido de novo e eu te mostro quem é querido aqui... - Rachel cansou-se da discussão estúpida e disse.

- Para chega... Sem barraco pelo amor de deus! - Liar não estava nem ai para o que Rachel dizia.

- Olha a culpa não é minha se o cara da pamonha decidiu me vender a porra daquele cubinho do capeta! Nem vem! - Pinhead não se deu por vencido.

- Falou a bicha recalcada e a "estrela" do mundo dos mortos... Ahhh vai se foder... - Pinhead exclamou e Rachel apenas ouviu a discussão.

- Rapazes... - Disse Rachel mas os dois ainda continuaram a discussão e Rachel disse mais uma vez bem rápido e pegou o cubo da Configuração do Lamento - É o seguinte ou vocês param ou vendo isso pro camelô! - Todos ficaram em silêncio e olharam para ela - Ótimo. Todos vamos nos acalmar e vamos resolver com calma a... - Liar já chegou apontando o dedo pra Pinhead.

- Foi ele! A culpa é dele! Eu juro! Eu não tenho nada a ver com isso! Estava assistindo Discovery Channel,ai ele veio e me pediu pra arrastar sua amiga pra uma volta no passado mas o que eu mais queria era estar comendo pizza... - Liar se ajoelhou perante Rachel enquanto falava.

Rachel olhou para Pinhead e disse.

- Amanhã resolvemos isso... Beatriz conte-me tudo.

Beatriz contou o ocorrido e Rachel disse na frente de tudo.

- Parece que a Cenobita Fêmea vai ficar de férias das tarefas domésticas... - A Cenobita Fêmea ficou sem entender e Rachel pegou o espanador e o balde e deu nas mãos de Pinhead.

- O que que eu vou fazer isso...? - Rachel fez uma expressão fria e disse.

- Você vai ser a empregada e o mordomo da casa, vai começar limpando o banheiro. - Pinhead arregalou uma sobrancelha e disse.

- Não pode fazer isso comigo! - Rachel fez uma cara de vitória.

- Ahhh eu posso sim! Ou quer que Leviathan saiba que desobedeceu uma ordem superior... E nem vou falar que sou filha dele! E ai vai encarar? - Pinhead não teve outra escolha e disse saindo do quarto.

- Puta que pariu... - Enquanto isso Rachel dizia para todos voltarem aos seus respectivos locais e pediu para que voltassem amanhã para poderem conversar.

Rachel apenas esperou o amanhecer para poder fazer uma reunião em família.