The War of Angels and Demons

"Hmpf... Eu estava esperando muito tempo para nascer... Vários anos e... várias eras, apesar de meu nascimento só ter sido feito agora... Por causa do Porco-Espinho, porém, eu não sou tão mau assim, eu sou o good guy..."
- The Demon Lord, Philoquin.

ATO IV:

42. Visitas Inesperadas.

Alatáriël andava tranquilamente pelos corredores do castelo, ela lia um livro de romance, ela adorava ler e sentir esses romances, apesar dela ter um romance, ela sentia que o mesmo não estava completo, faltava-lhe algo. Ao mesmo tempo em que andava e pensava, parou para ver a sua barriga, na parte ventral. Ela tocou delicadamente com suas mãos macias na barriga(que nem estava tão grande assim), porém, ela pode sentir os movimentos de alguma coisa... Por um momento ela se assustou, mas logo assumiu seu controle normal.

- Isso não pode estar acontecendo... - Sussurrou Alatáriël para si mesma, mas alguém a ouviu e foi ao seu encontro, colocando um de suas mãos nos ombros da mesma, era Angelique.

- O que não pode estar acontecendo? - Perguntou Angelique curiosa pelo fato da irmã estar com alguns problemas.

- Aqueles dias... - Alatáriël tentou sair do assunto dizendo sobre sua menstruação, Angelique percebeu que deveria ser aquilo mesmo, apesar de sua intuição lhe dizer o contrário.

Alatáriël deu um leve sorriso no canto dos lábios e continuou seu caminho, apesar de Angelique ter ficado parada na frente do corredor, pensando e raciocinando as expressões e respostas de sua irmã.

Pinhead estava lendo em seu quarto, porém, algo o distraia.

- Parece... que tem alguém aqui comigo... - Ele suspirou, fechou o livro e o guardou em sua estante.

Após isso, ele deu alguns passos até sua cama e se deitou, fechando os olhos e colocando um dos braços atrás da cabeça, para se apoiar, porém, sentiu que havia outra pessoa do seu lado, a mesma, disse de forma irônica.

- Parece que o papai está deprimido... Hihihihihi... Ahhh é uma pena que a bolsa não tenha estourado naquele momento, preciso crescer mais, apesar de que eu quando nascer, não serei um bebê... - Pinhead, mexeu lentamente sua cabeça para o lado da voz e apenas conseguiu dizer...

-Pa-pai? AHHHHHHHHH! - Gritou Pinhead, que num pulo, se escondeu atrás da cama e apenas em alguns passos já estava atrás da poltrona... - Que-quem é você?

- A porra do seu esperma que você fecundou veio te perturbar... Quem mandou não usar camisinha no pau! Agora fica ai com essas viadagens! - Reclamou o embrião, dessa vez ele estava com uma blusa e uma calça...

- M-mas eu... não tinha ideia de que eu seria fértil!

- Pra isso serve camisinha seu filho da puta... Mas ainda bem que não usou... Não teria essa coisa maravilhosa e linda como eu dentro da barriga da sua mulher... Aiaiaiaiai... - Pinhead não entendeu e pela primeira vez em sua vida, ficou completamente assustado...

- Mas isso seria impossível... Pois como você está lá e ao mesmo tempo aqui...?

- Ahh isso é fácil...! - O embrião deu um estalo de dedos e foi parar atrás de seu pai e sussurrou em seu ouvido... - Talvez eu seja uma... criatura além de sua compreensão... Mas não significa que eu não seja seu filho, apenas digo que minha importância nessa guerra inútil de vocês é bem delicada... Espero não ter te assustado...

- O que é você? - O embrião sumiu novamente e foi parar novamente em cima da estante, se apoiando com suas unhas(pareciam garras), cravando-as na madeira, agora sua roupa estava manchada de sangue, parecia que o corpo do mesmo estava vazando sangue, a roupa ficou encharcada... As veias começaram a ficar bem mais nítidas e seus olhos verdes escuros, com uma tonalidade de azul-marinho encobrindo-os, ficaram sombrios.

- Hmpf... Sou alguém muito poderoso... Além do mais, você é o mais poderoso do Inferno não é? Eu diria que... Leviathan e Mythraell não passam de pequenos vermes... Meu poder é equivalente ao seu... - Pinhead não conseguiu entender o que o misterioso ser dizia, mas... algo ficou batendo em sua mente...

O mais poderoso do Inferno, eu? pensou Pinhead, extremamente confuso sobre suas conclusões e hipóteses. O embrião desceu da estante, "rasgando-a" com suas garras...

- Deixe-me ver... Elliot Spencer! Um soldado britânico... Que clichê... - Pinhead se apressou em pegar os documentos sobre sua vida humana, porém, o embrião foi mais rápido e conseguiu ver os documentos...

- Solte isso já! - O embrião deu um sorriso irônico e disse.

- Como quiser, papai! - Disse o mesmo, soltando as folhas de papel no ar, Pinhead as catou, uma por uma... - Vamos lutar! Cansei de ficar esperando esse momento, quero muito ver se você é mesmo quem diz que é...

O embrião num estalo de dedos, mandou Pinhead para uma outra dimensão, no qual, o cenobita ficou totalmente desconfortável. O embrião... revelou seu nome...

- Ei! Quando eu nascer, quero ser chamado de Philoquin! Lembre-se disso! - Philoquin disse isso, quando formava com um pedaço de sua roupa, ele forjava uma espada longa e afiada.

Philoquin dava cambalhotas e saltos incrivelmente altos e em alta velocidade, sua incrível variação de tempo era espetacular! Pinhead nunca havia enfrentado um inimigo tão forte como seu filho.

- Se você é meu filho, tecnicamente deveria me obedecer certo? - Philoquin pulou para cima e se teletransportou para trás de Pinhead.

- Ah. Não. Infelizmente, terá que provar para mim, que é digno de ser meu pai! - Enquanto Philoquin dizia isso, ele correu em uma super velocidade para atacar Pinhead que desviou a tempo, porém, levou um pequeno corte abaixo do olho direito.

- Que tipo de filho, criatura, é você? - Philoquin ensanguentava o local, Pinhead não sabia como ele não se afogava no seu próprio sangue.

- Eu prefiro... - Philoquin se teletransportou - O Lorde Demônio, Philoquin; segundo no comando do Inferno. Prazer, pai, o primeiro no comando do Inferno.

Pinhead ficou ainda mais confuso, apesar disso, não se distraiu em seus pensamentos, pois seu filho estava lá para matá-lo.

- Mesmo assim, eu não entendo... Bom vamos lutar... Já que é assim que você quer! - O próprio pai, declarou a luta, Philoquin não se sentiu sentimental e continuou lutando.

- Depois eu te explico...! - Garantiu Philoquin, enquanto tentava arrancar a cabeça do cenobita. Pinhead tentou se defender com seu braço esquerdo, porém, levou um corte bem profundo na vertical, quase Philoquin cortou seu braço.

Pinhead ficou ressentido, ele não queria machucar seu próprio filho, porém, o mesmo, gozava da fraqueza do pai.

- Ahhh vamos lá... Pai. Você deveria ser... O Grande Pinhead, o Líder Cenobita! Ebaa! Vamos lá homem, reaja homem! - Disse Philoquin dando um soco no rosto do pai, mesmo os pregos terem sido cravados na mão de Philoquin, o mesmo não se importou, o seu sangue estava jorrando mais ainda.

Philoquin poderia ser um Lorde Demônio, mas, o mesmo, já estava ficando exausto de usar, tantos de seus poderes numa única luta, Pinhead, percebendo isso, esperou até que ele realmente se cansasse. Philoquin usou sua artimanha em provocação e persuasão para tentar fazer com que o pai, lutasse.

- Vamos lá, velhote! Está cansado!? - Perguntou Philoquin, sua respiração estava ofegante e a cada vez que fazia um movimento, saía mais sangue do que o normal, apesar disso, ele também havia outro problema: Ele não havia um corpo fixo para poder concentrar toda a sua energia de poder, pois, o corpo do mesmo, nem havia nascido.

Pinhead apenas defendendo os ataques, que agora estavam lentos, de seu filho, porém, o mesmo ainda estava com um pouco de velocidade. Philoquin, não aguentaria lutar, tão arduamente, nem mesmo por alguns segundos.

Ele não pode mais continuar com isso, ele não tem mais força para fazer esses tipos de movimentos, devo pará-lo mas como? Não posso esperar até que ele canse demais, ele pode até morrer. Não quero isso... pensou Pinhead, enquanto se defendia dos ataques de seu filho ferido.

- O que foi? Não vai facilitar pra mim! Não pra mim! - Philoquin disse isso com o resto de suas forças para dizer algumas palavras, pois, ele teve de se concentrar em fazer a respiração por sua boca, os pulmões e o, coração, já estavam cansados.

Pinhead e seu filho andaram em círculos, encarando um ao outro, o pai, não aceitava que seu filho se machucasse, então o prendeu com suas correntes em forma de gancho, porém, elas não "rasgaram" a pele de seu filho, apenas se enrolaram nos braços e pernas do mesmo. Pinhead parou de andar e ficou frente a frente com seu filho, que mostrava os dentes, em formas de presas, todos brancos, exceto pelo sangue que seu filho cuspia sucessivamente.

- Você não pode continuar com isso... - Afirmou Pinhead - Você deve parar, pois, não tem mais força corporal ou mental para continuar. Eu sei que precisa nascer, para poder fortalecer seu poder. É melhor ficar quieto e não tentar fazer força... Não tem nem mais força para se quer, falar. É melhor voltar para útero de sua mãe... - Enquanto Pinhead falava, Philoquin tentava fechar sua boca, porém, o sangue era tanto, que sua boca parecia uma cachoeira.

Philoquin, tentou assentir com a sua cabeça e sumiu, ele desapareceu no ar, parecendo que havia se transformado em fumaça, a visão de Pinhead ficou turva e distorcida, os olhos do mesmo, se fecharam.

Quando Pinhead abriu seus olhos, estava de volta em seu quarto na mesma posição de quando havia deitado em sua cama... Ele não entendeu como e nem por quê, mas apenas conseguiu dizer algumas palavras.

- Sonhos... - Ele olhou para seu quarto e apenas viu Iláriel, com um urso na mão, pulando corda.

"Philoquin vem atrás de você...

Melhor fechar a sua mente...

Pegue crucifixo...

Fique acordado até tarde...

Não sonhe nunca mais..."

- Isso é plágio... Já conheço alguém que invade os sonhos das pessoas... - Afirmou Pinhead cruzando os braços e a visão de Iláriel sumiu.

Música Original: One, Two Freddy's Comming For You.

Filmes: Franquia de: Nightmare on Elm Street.

Seriall-Killer: Freddy Krueger.