The War of Angels and Demons

" Você se sacrificaria por alguém que ama, ou gosta?"

- Beatriz Houster.

ATO IV:

43. Sacrifício e um Problema.

Beatriz, acordou na noite fria, ela se levantou e foi para o banheiro. Ela, se apoiou na pia do banheiro e abaixou a cabeça... Beatriz pareceu estar pensando sobre algo... Ela abriu a torneira, por abrir, apenas acompanhava as gotas, que caíam suavemente na pia, ela fechou os olhos, apesar de o ambiente estar frio, estava suando frio...

Após alguns minutos apenas escutando o som da água correndo ralo abaixo, ela pode sentir outra presença, quando de repente... Um braço atravessou seu estômago. Beatriz se sentiu sufocada, ela cuspiu sangue, que manchou o espelho.

- Você sabe o preço de um sacrífico...? Ou de um pecado? Srta. Beatriz.

Os olhos de Beatriz continuavam dourados porém, eles haviam sido manchados com a tonalidade vermelha, ela se viu em um local totalmente preto, apenas com a luz que apontava para sua cabeça, e iluminava apenas alguma parte do lugar.

Ela não sabia distinguir se a antiga voz era de um homem ou de uma mulher, ela ficou completamente confusa, ficou tonta, sua visão ficou distorcida, turva e seus movimentos e sua capacidade de raciocinar reduziram. Mas uma coisa ela percebeu, seu estômago, não estava mais sangrando, sabendo disso ela pode ficar um pouco mais calma. Beatriz apenas conseguiu dizer algumas palavras...

- O que... - Ela caiu em prantos ao suposto chão.

Logo mais a frente, ela pode perceber que havia alguém caminhando, colocando a mão no ombro, e que manchava o chão de sangue, porém, este parecia não apresentar ameaça, mas sim, aquele que estava atrás de Beatriz.

O homem atrás, puxou o cabelo de Beatriz, para que ela pudesse ver seu rosto, o ser, estava usando uma máscara feita a mão, a máscara representava um homem sorridente.

- Quando o fim está próximo... O Céu é queimado pela Terra e por fim, levei centenas de anos para perceber que o que eu estava procurando estava bem aqui. Sorte sua que seu amigo ali, te salvou do meu ataque... Espero poder arrancar sua alma e jogá-la no Inferno que é aonde você merece estar.

O homem a frente ficou com a respiração ofegante, porém, conseguiu dizer algumas palavras.

- Eu... Philoquin... Vou acabar com sua raça, se encostar nela! - O homem mascarado retirou do bolso uma tesoura bem grande e afiada, ele abriu a boca de Beatriz e fez com que a sua língua subisse. Ela arregalou os olhos e ficou desesperada, Philoquin ficou aflito e nervoso...

- Está acabado, Philoquin, está acabado. Não consegue nem se manter de pé e, ainda quer lutar contra mim? Depois dela, irei tentar atacar Aura novamente e talvez aquele maldito cachorro, Fofo, não atrapalhe dessa vez... Não vai conseguir Philoquin.

- Se eu não tentar... Jamais conseguirei...! - Philoquin, com o restante de suas forças formou uma espada, o mascarado soltou Beatriz que caiu de costas.

Philoquin, com sua espada atacou O Mascarado, porém, o mesmo fez um corte em seu braço direito, Philoquin sangrava mais do que o normal. O Mascarado atacou o herói mais uma vez, só que dessa vez foi na perna esquerda, abrindo um profundo corte abaixo do joelho.

Se eu não conseguir lutar, a única saída seria fugir, apesar de meu instinto de luta disser para ficar... Mas não tenho condições... Devo tirá-la daqui! pensou Philoquin, então mudou sua estratégia de luta e tentou criar uma distração para o mascarado.

Ele enrolou o Mascarado por tempo suficiente, desviando de seus ataques, provocando e depois num rápido movimento chegou até Beatriz, que havia desmaiado.

- Você tem que voltar... pro seu corpo... - Murmurou Philoquin, o Mascarado não perdeu tempo e foi ao seu encontro, porém, o "embrião" foi mais rápido e conseguiu tirar Beatriz de lá.

- Escaparam... Dessa vez. Na próxima, Philoquin, não estará perto dela para protegê-la... Agora voltaremos tentar assassinar Aura, filha de Mythraell... - Após dizer isso, o mascarado saiu do local, e o lugar, transformou-se em pó.

Philoquin chegou no quarto de Liar, carregando, com suas últimas forças, Beatriz nas costas e a pôs em sua cama... e caiu ao lado dela... A visão dele ficou turva, distorcida, confusa, ela estava se apagando. Ele precisava parar de lutar por algum tempo.

Beatriz que por sorte acordou, viu Philoquin debilitado e pôs suas duas mãos no rosto do mesmo, Philoquin ainda estava com os olhos abertos e pode ver o rosto de Beatriz e tentou dar um sorriso.

Ela pegou um cobertor e enfaixou o corpo de Philoquin, mas, o sangue não parava, Philoquin, olhava cada movimento que ela fazia.

- Não precisava ter me salvado... Seu... - Beatriz deixou cair uma lágrima... - Idiota! Eu teria arrumado um jeito e, além do mais você já estava debilitado... Seu burro! Burro, burro, burro, burro! - Disse Beatriz batendo de leve no tórax de Philoquin que tentou dar uma risada...

- Se eu... fosse... bom o suficiente... Eu o teria matado... Mas... a minha força está se esvaindo, preciso nascer antes, depois... poderei continuar a atacar pela mente... Eu... - Suspirou Philoquin - Vou ficar bem, Beatriz... Eu só preciso de... paz...

- Idiota... Pense em você primeiro, depois nos outros... Idiota. - Beatriz continuou enfaixando o corpo de Philoquin...

- E você deveria pensar... nos outros... e no lado deles primeiro... Beatriz... - Ela deu um sorriso...

- Antes mesmo de nascer... Já tem nome... Philoquin... - Beatriz ficou com um pouco de compaixão...

- Aqui o serviço é outro... - Ironizou Philoquin... - Talvez... depois... eu esteja mais forte... mas faça... um favor pra mim... Proteja... Alatáriël, minha mãe... Meu pai... está errado a seu respeito... Por favor... ela precisa de você... - Beatriz olhou nos olhos de Philoquin, ela estava ressentida quanto a isso, porém, acabou caindo em si e aceitou a proposta.

- Sim... Eu sei... Vou protege-la... Com as minhas forças. Não precisa se preocupar... Philoquin, descanse... Descanse... - Disse Beatriz deitando-se abraçada com Philoquin.

Ambos dormiram silenciosamente.

Beatriz acordou, mas, percebeu que Philoquin não estava mais ao seu lado, ela apenas viu uma poça de sangue, o líquido manchou sua roupa. A menina estava toda ensanguentada, automaticamente ela gritou.

- AHH! O que aconteceu!? - Liar, Raquel e Dean acordaram assustados e desnorteados por causa do alarde de Beatriz, que incomodou a todos.

- Quer morrer? Se quiser, vai no refeitório, nua, com uma melânica na cabeça e rebola... Você morre em milésimos de segundos! Mas não aqui no meu quarto, sabe que horas são? - Liar estava irritado, Dean colocou sua mão no ombro do mesmo, e deu um beijo em sua bochecha, o cenobita ficou um tanto feliz com isso.

- O que foi Beatriz... - Dean percebeu... - Beatriz! - Disse Dean, num pulo ele se levantou da cama e foi até Beatriz ver seu corpo... - Vocês precisam ver isso...

Raquel e Liar foram até o local e ficaram surpresos com o que viram... Mas Liar, não perdia a pose...

- Uma das duas menstruou aqui... Terei que ir na porra da farmácia comprar absorventes... - Nenhum respondeu, porém, Beatriz disse algo que confundiu a todos.

- Philoquin... Onde ele está? O que aconteceu com ele? - Liar, Raquel e Dean se encararam.

- Quem é Philoquin...? Como assim? Que merda você está dizendo? - Beatriz apenas encarou Liar, que perguntava muito confuso.

- Ele é... o filho de... Alatáriël e Pinhead... - Todos se encararam com o anúncio, mas Liar votou pela...

- Ainda acho que foi a menstruação de alguma das duas... - Disse Liar, sincero. Dean colocava as mãos no rosto e revirava os olhos, Raquel analisava a cena de sangue.

- Ele... Precisa de mim! Preciso vê-lo novamente! Ver se está tudo bem! Não quero que... ele se machuque de novo, por minha causa! - Disse Beatriz, quase caiu em lágrimas...

Liar se aproximou da poça de sangue, se ajoelhou e, raspou seu dedo indicador no líquido... E percebeu que o mesmo era, viscoso, grudento e diferente do sangue humano.

- Não é humano... - Afirmou Liar.

- Jura..? Pensei que fosse de um animal! - Todos olharam para Dean, que ficou de cabeça baixa.

- É realmente... Esse sangue tem resíduos de um cenobita, mas parece que tem outro tipo de sangue aqui... Um mais poderoso e diferente... Ai! Porra!? - Liar se assustou pois percebeu que o líquido em seu dedo estava queimando sua carne...

- Eu hein... - Comentou Raquel... - Que sangue esquisito... Parece que é de um dos senhores do inferno... Que estranho... - As hipóteses de Raquel foram ouvidas atentamente por todos no quarto, Liar sugeriu algo.

- Vamos avisar... Alatáriël e Pinhead sobre isso... Como eles são os pais... Precisam saber disso o mais rápido possível... - Beatriz o interrompeu.

- Não! Eu vou avisá-la... E agora!

- Está louca de sair por ai de camisola e ainda entrar no quarto de Alatáriël que deve estar dormindo, descansando...?! Você só vai assustá-la!

- Não se intromete Liar! E sai da minha frente! - Beatriz disse, furiosa e velozmente saiu do quarto, deixando todos boquiabertos.

- Que morra também! Vadia... - Raquel fuzilou Liar com o olhar.

- Quer ser transformado em um sapo? - Ameaçou Raquel.

Dean apenas encarava a conversa, mas, como sempre, foi pegar um pacote de salgados e assistir a cena, sentando-se na cama.

- Desde que seja o Príncipe Sapo, não tem problema querida. - Brincou Liar.

- Olha aqui seu... bichona! - Liar se revoltou.

- Escuta aqui sua velha gorda, bichona era seu pai com a cavidade do orifício anal girando! - Raquel "explodiu".

- Ahhh e a sua mãe era tão burra, mas, tão burra, que não sabe nem quanto é dois mais dois - Liar girou em torno de si mesmo...

- Ahhh ela quer falar da mamãe... óóóóóóó... A bunda da tua mãe era tão cabeluda que parecia o Donkey Kong abrindo a janela dizendo: OI GENTE! - Liar disse essa frase imitando cada parte dela.

- Pelo menos eu não sou uma bicha recalcada! - Raquel protestou.

- Minha querida tu é pisca-pisca e eu sou diamante! - Liar "deu um beijo no ombro" - Beijo no ombro o recalque passa voando, minha querida!

- Com quem você pensa que está falando!? - Raquel teve quase a vontade bater em Liar.

- Com a tia velha, gorda e que sempre fica encalhada! - De repente o celular de alguém começou a tocar... o Toque era...

- Britney Spears? Um de vocês dois colocou uma música dessa cantora para ser como "toque de celular"... Fala sério! - Comentou Raquel... Liar foi atender o telefone e Dean arregalou os olhos.

- Até um demônio tem um Iphone 5s... Ahh já é muita humilhação! Pera... Onde você conseguiu tanto dinheiro...? - Perguntou Dean confuso.

- Meu querido...

- Você não assaltou... Assaltou? - Perguntou novamente Dean...

Liar ficou boquiaberto.

- Eu sou uma homem da lei, você acha que depois que os meus pais barra dentre outros parentes morreram... E não havia pegado a herança da família? Pensou que eu ia fazer o que com ela...? Jogar todo o dinheiro na privada? Eu te compro um depois... Pera ae... esse Facebook é um ó do borogodó... Não quero solicitação pra joguinho...! Tá vamos ver quem me ligou... Pera... Alô? Ahh é você... de novo... Tá... Tá... Foda-se ele, ou... ela... Sei lá que porra é aquela criatura... Não estou nem ai com isso... Argh... Tá, tá, tá... OQUE? Que porra é essa?! - Dean havia acabado de comer todas as batatas dentro de seu saco de ruffles, ambos, Raquel e Dean prestavam atenção na conversa de Liar.

- Arrã... Sei... ótimo... Er... Okay... Ahh. Tá. Tchau. - Liar desligou o telefone e o colocou no bolso, Dean e Raquel tiveram uma troca de olhares bem discretos, ambos, curiosos para saber do assunto - Temos um problema... Leviathan soube que vocês duas ultrapassaram o Triângulo das Bermudas... E ele... sabe também... que as duas estão aqui... - Dean se espantou juntamente com Raquel e ambos disseram.

- BEATRIZ?!

Beatriz andava pelos corredores, sem rumo, tentando encontrar o quarto de Alatáriël, mas, não havia sido fácil. Ela parou na frente de uma porta, na qual pareciam duas pessoas gritando, uma voz era masculina e a outra feminina.

- Você não vai sair desse quarto! Não vai receber visitas, empregados, sua equipe, ou seja, ninguém! Entendeu bem? - Berrou a voz masculina.

- Não pode me impedir de sair! De ter a minha liberdade! Você enlouqueceu! Eu sei me virar muito bem! Sou adulta e, posso fazer o que quiser! - Essa voz parecia estar aflita, mas antes de Beatriz se esconder alguém repentinamente abriu a porta e a encarou, era...

Leviathan pensou Beatriz... Essa é a hora, preciso acabar com ele! O tenho em minhas mãos, só um movimento e eu o destruo! Beatriz prestava atenção em seus pensamentos, quando ela ia dizer as palavras para que Lulu se transformasse em uma arma, uma mulher com pregos na cabeça e um vestido branco amarrado com uma fita vermelha longa.

Era Alatáriël, que reconheceu Beatriz e inventou rapidamente uma desculpa.

- Er.. Ela é minha serviçal que acaba de voltar de uma missão que é referente à guerra - Leviathan olhou de cima a baixo Beatriz, que tentou encará-lo simpaticamente, o lorde demônio trocou uma troca de olhares com as duas e posteriormente saiu.