The War of Angels and Demons

"O caminho de rosas brancas, suas pétalas, e até mesmo o cheiro, são tão sedutores que podem te desviar do caminho do futuro, do caminho de seguir em frente. É isso o que Jardim de Éden pode fazer, ele te ajuda mas ao mesmo tempo te destrói, mas, se souber seu caminho e o qual seguir, você será imune ao mesmo..."

- Desconhecido

46. Amizade:

Siga em Frente!

Beatriz ainda perambulava pelo caminho infestado por rosas brancas, até mesmo algumas flores das árvores do local eram brancas. O cheiro delas era um aroma doce e suave. Os sentimentos de ingenuidade e inocência impregnavam o local.

Ela corria e andava pelo lugar, admirando sua beleza, vendo suas paisagens, Beatriz admitiu que neste caminho, não haveria que deixar para trás mais nada. Mas, ela estava enganada.

Beatriz ficou cansada de perambular por ai, então, deitou-se na grama, na mesma, havia pequenos pedaços brancos cintilantes, Beatriz não deu importância para isso.

Ingenuidade

Beatriz adormeceu no local, porém, sua ingenuidade fez com que aqueles pequenos pontos brancos se transformassem em rosas brancas, na qual iam cobrindo o corpo da mesma, até ela ficar totalmente coberta.

Pinhead ainda estava sentado no cadeira, observando Beatriz que estava adormecida, porém, o mesmo percebeu que a pele da garota estava fria.

- Hmm... Ela não... - Pinhead ficou inconformado - Ela não poderia ter sido idiota a ponta de... Bom esqueça... Acho que ela vai precisar de ajuda... Então... - Disse Pinhead sem expressão.

No Jardim de Éden, um pequeno animal vermelho andava sob as flores brancas, confuso e desnorteado...

- Hmmm... Onde está minha mestra? Eu não senti a presença dela antes mas agora, posso sentir uma pequena gota de sua alma se esvaindo... Preciso salvá-la! - Era Lulu, correndo de forma fofa com suas patinhas, apesar de ser uma pequena raposa, em seu coração, havia determinação, bravura e coragem.

Ela correu porém, como sua mestra, ficou perdida, mas a mesma não notou que havia uma aglomeração de rosas brancas amontoadas em um certo local específico, Lulu levou algum tempo para perceber. Após perceber, ela correu ao local e começou a mastigar as rosas brancas e conseguiu limpar o rosto de Beatriz, na qual ela parecia estar morta.

Um sonho dentro de um sonho, Beatriz era uma casca vazia, sem sentimentos, as rosas brancas, sugaram os seus sentimentos, agora ela deveria seguir em frente, sem seus sentimentos, ou melhor, tentar recuperá-los.

O que estou fazendo aqui? pensou Beatriz. Ela em seu "sonho" estava caída em um local preto...

"Não tenho mais a chama da raposa dentro de mim, estou... estou sozinha. Não tenho ninguém..."

Beatriz estava em uma fortaleza da solidão... Ela não poderia pedir ajuda à ninguém... Como iria seguir em frente sem alguém...?

Dentro de algo gelatinoso branco, alguém estava sentado observando, parecia que estava novo em folha.

- Hmpf... Creio que ela precisa de mim... Beatriz. - Era Philoquin, ele já havia se recuperado o suficiente, porém, decidiu ficar de fora por alguns tempos, mas, ele ouviu um chamado de Beatriz, por isso, estava inquieto.

Enquanto isso, Lulu...

- Mestra! Mestra! Vamos... Você precisa acordar! Acorde! - Lulu, lambia a bochecha de Beatriz na esperança de acordá-la. Beatriz não movia nem se quer um músculo.

Dentro da mente de Beatriz, ela pensava em como seguir em frente, sem sentimentos, mas isso seria apenas uma teste.

- Viva de novo. Renasça. Aprenda. Reviva os sentimentos, lembranças, memórias - Disse uma mulher, sua voz foi alta e clara na mente de Beatriz. O objetivo também.

Não havia livros dessa vez, ela seria seu próprio livro... Um livro de recordações e memórias, ela deveria aprender e renascer novamente para poder prosseguir.

Lulu tentava fazer com que a chama dentro do coração de sua mestra acenda, porém, o seu esforço foi em vão. A raposinha estava ficando completamente desesperada, ela não sabia o que fazer... De seus pequenos olhinhos saíam lágrimas...

- Mestra! Mestra! - Lulu chorou e deitou-se ao lado do rosto de sua mestra, inconsciente. - Alguém... nos ajude. - Implorou Lulu.

Pinhead estava lendo um livro, porém, ouviu o chamado de Lulu e ficou um pouco receoso do que fazer, ignorou, por fim.

As rosas brancas estavam começando a serem tingidas com um líquido vermelho e o corpo de Beatriz estava ficando totalmente gelado.

- Me-stra! - Disse Lulu que parecia estar morrendo junto de Beatriz... - Não! Saíam do corpo de minha mestra! - Disse Lulu soltando por sua boca, uma boça de fogo, mas seu ataque não estava forte o suficiente - Frio... Não...

Lulu estava tremendo, suas pernas não paravam de se mexer, ela estava tentando usar sua chama interior para se aquecer, porém isso jamais iria adiantar...

- Alguém... Nos... Ajude...! Vamos... Morrer... Por favor... Alguém! - Suplicou Lulu...

Pinhead ainda continuava lendo o livro, sem se preocupar... Mas, algo veio em sua mente.

" Você ficaria com ela, por mim?"

"Sim... Pelas... Duas..."

- Merda. Sempre sou eu... Mas... eu não tenho outra escolha... - Após dizer isso, Pinhead fechou e guardou o livro... - Vamos ver se consigo salvar Beatriz, espero que ela seja educada comigo depois...

No local, estava fazendo tanto frio, neve caía magicamente do céu, as árvores estavam quase sendo derrubadas pela força do vento, havia neve em suas folhas e maioria das plantas havia congelado, só restava as pequenas flores brancas.

- Mes... - Lulu tentou dizer algumas palavras em vão, ela estava coberta pela neve, sua respiração era gelada, seu corpo estava tremendo e sua mestra estava pálida.

Pinhead andava pela "nevasca" à procura de Beatriz, mas levaria algum tempo até que ele chegasse lá para salvá-la.

Em um lugar, parecendo o corpo interno de uma pessoa, estava o embrião, inquieto, andando de um lado pro outro.

- Merda... Merda... - Resmungava o mesmo... - Devo ir até ela! - Philoquin se teletransportou para o local onde Beatriz estava...

Pinhead após achar o corpo de Beatriz juntamente com o de Lulu, correu até o local, ele estava com um agasalho em mãos.

O cenobita, pegou Lulu e a cobriu com o agasalho, deixando-a um pouco mais aquecida.

- Resista... Por mais um tempo! - Disse Pinhead à Lulu, que pareceu assentir com a cabeça...

- Estou... morrendo... Nos... Ajude... Nos... Ajude... - Pinhead ficando com pena de ambas, decidiu ajudar.

- Droga... Eu não deveria ser assim... Mas... Por ela! - Disse Pinhead recordando-se de sua amada, o mesmo adentrou a mente de Beatriz, que estava caída, havia uma pequena chama azul no local onde ela estava caída.

A chama azul quase no fim, quando Pinhead foi se aproximar, Philoquin apareceu, ele, desesperado, gritou.

- BEATRIZ! - Ele saiu em disparada até ela, seguido por seu pai - Eu sabia que havia algo errado... - Resmungou Philoquin.

Philoquin colocou suas mãos no rosto de Beatriz e ficou dizendo várias coisas, mas nada adiantou...

- Você precisa acordar! Acorde Beatriz! Precisa ter seus sentimentos de volta! - Berrava Pinhead...

Philoquin teve uma ideia absurda.

O Fim da Inocência

- E se eu... - Pinhead encarou Philoquin - Ahh foda-se! - Disse Philoquin beijando Beatriz, na bochecha de Beatriz, saía sangue de seus lábios, a boca do embrião também sangrava.

Pinhead assistiu a cena um tanto confuso, como ele estava vendo a pulsão de Beatriz, pode sentir uma coisa...

- Quente... Ela está... voltando a ficar... viva! Ela está viva! - Disse Pinhead, ele quase deu pulos de alegria, mas se repreendeu - Não. Você não é o Liar, para fazer esse tipo de coisa. - Ele observou os dois, Philoquin parou de beijá-la, ambos perceberam que ela mexia os lábios, voltava a respirar e começava a abrir os olhos...

Apesar de sua boca estar um tanto suja de sangue ela disse, satisfeita.

- O vermelho... Quente... e doce. Calor... Fogo... - Pinhead observou a chama azul, que havia voltado ao seu estado normal, mas quando foi olhar para Beatriz ela havia sumido...

- Onde ela? - Philoquin se preocupou.

- Não se preocupe, ela voltou para o Jardim, que deve ter parado de nevar... Ambas estão bem... Vamos voltar pra lá... Vem logo. - Explicou Pinhead que liderou Philoquin até o Jardim...

Lulu saiu do agasalho lentamente e cautelosamente, viu que as rosas brancas murcharam e o vento as levou para longe... Lulu viu sua mestra se mexendo e correu, dando pequenos pulos.

- Mestra! Mestra! Mestra! - Lulu correu e lambeu o rosto de Beatriz que deu uma leve risada e se levantou... - Mestra! Mestra! - Lulu estava caindo em lágrimas de alegria... - Mestra jamais me abandone! - Disse Lulu, chorando.

- Jamais! Melhores amigas pra sempre! - Disse Beatriz, pegando Lulu no colo, que estava desesperada para poder receber novamente o carinho de sua mestra.

Pinhead e Philoquin chegaram no local, o filho, deu alguns passos para ficar de frente para Beatriz...

- É... está... - Beatriz interrompeu Philoquin, com um beijo. - É... acho que não... - Ele se afastou um pouco... E Pinhead surgiu...

- É eu... - Beatriz deu um tapa nele, Philoquin tentou segurar a risada... - EI! Sua... - Beatriz o abraçou...

- Obrigado por ter salvo a Lulu, sem você, ela teria morrido! Obrigado, Pinhead! Muito obrigado! - Lulu após Beatriz se afastar pulou em cima de Pinhead que a segurou...

- É... ela é bonitinha... - Afirmou Pinhead, Lulu soltou uma pequena faísca por sua boca e disse...

- Bonitinha não! Fofinha sim! - Disse Lulu, que sorria com seus olhos cintilantes... Todos sorriram...

Uma visita um tanto inesperada apareceu...

- Parece que minha ajuda não é mais necessária... - Uma voz feminina disse e Pinhead virou-se para a mesma, Lulu pulou para o chão e assistiu a cena... A mulher era...

- Alatáriël... - Disseram todos... A Princesa trazia outras visitas fofas consigo...

- Aura!

- Luke!

"Fofo!"

- Mythraell. - O Gigante disse sem muita expressão... - Ei! Você! Já disse para ficar longe da minha filha! Dois quilômetros de distância... - Disse Mythraell apontadno para Luke que ficou assustado.

- S-sim... S-senhor! - Luke se distanciou o máximo de Aura, que ficou um tanto triste e emburrada.

- Pai! - Disse Aura, envergonhada, Mythraell se posicionou ao lado da mesma.

- Nenhum ponto azul qualquer vai namorar a minha filha! - Aura e Luke ficaram vermelhos.

- Namo-rar? - Disseram ambos..

- Eca! - Ambos disseram com uma expressão de "nojo".

Todos riram. Alatáriël e Pinhead esperaram todos irem embora para ficarem a sós.

- Ei... Fez isso por mim, ou por nós duas como disse no quarto? - Pinhead olhou nos olhos dela...

- Vontade própria... - Confessou o mesmo.

- Estou começando a duvidar de suas habilidades e fraquezas... Líder Cenobita, Pinhead. - Pinhead beijou Alatáriël.

- Papa... - Deu outro beijo... - Do Inferno... Isso soa mais chique... - Alatáriël sorriu, ambos tiveram um "encontro" maravilhoso.

No quarto de Alatáriël, Philoquin e Beatriz ficaram mais próximos, Lulu ficou no colo de sua mestra, observando Mythraell "conversando" com Luke sobre, o mesmo, ficar quilômetros de distância de sua filha, Aura.

- Vamos ficar juntos agora? - Perguntou Philoquin.

- Acho que sim. - Respondeu Beatriz.

- Bom... Isso é bom. Não vou ter que levar mais tiros... - Beatriz o encarou...

- Se sair da linha comigo, vai levar mais do que tiros... E talvez perca o seu pinto se fizer algo a mais com uma sirigaita. - Philoquin suspirou.

- Então tá. Fazer o que não é...

Os dois ficaram aninhados na cama por um bom tempo...