The War of Angels and Demons
"Bom, eu sei o que ele pode fazer. O seu poder é único. Bart, eu sei o que pode fazer, sei o quão forte você é... Não posso cometer o mesmo erro duas vezes"
- Aron Lockwood.
ATO V:
55. Erros.
"Uma vez estava caminhando durante uma tarde, estava um belo sol. Eu estava entediado. Sentei num banco perto do parque, olhei o tempo passar, olhei crianças correndo, se divertindo. Não prestei muita atenção nisso. O tempo passou já era tarde, até que eu a vi. Uma garota com cabelos púrpura compridos, olhos de uma cor azul céu, os mesmos pareciam cristais. Ela estava com o cabelo preso em rabo de cavalo, com duas franjas soltas. Usava um casaco preto de couro, com uma blusa lilás por baixo. Calças jeans e tênis all star preto. Apaixonei-me por aquela garota no instante em que a vi... Meu maior erro.
- Oi – Eu disse de forma gentil e calma. Quando percebi já estava parado na frente dela... – Oi, quantos anos tem? – Não conseguia manter a calma naquele momento, ela me tirava o fôlego.
- Tenho quinze anos. É... e você? – Ela parecia assustada e com medo, é lógico já era noite, quem não teria medo.
- Calma, eu sou Aron Lockwood. Tenho dezesseis anos. Sou um estudante universitário. E você? – Perguntei. Tentando manter a calma.
- Sou... Marin Nakashima. Vim do Japão. – Estranho. Ela hesitou em falar o nome e ela não tem nenhum traço japonês. Muito estranho. Quando percebi ela estava com uma sacola de maçãs bem suculentas, mas o estranho era que a sacola estava cheia até a boca e, não tinha nenhum mercado aberto.
- Então, Marin, você... gosta daqui do Canadá? – Perguntei tentando permanecer calmo, Marin estava... estranha. Ela parecia com pressa e nervosa.
- Sim, vim passar... algumas férias com a família, gosto de viajar. E você, Aron? – A voz dela foi tão bonita quando ela disse o meu nome.
- Ah estava matando o tempo. Fiquei desde das três e meia da tarde sentado naquele banco... – Impressão minha ou enquanto eu falava ela estava suando? O poste de luz estava bem em cima de nós, a pele dela era bastante branca. Ela tentava forçar um sorriso. – Bom... O que faz aqui tão tarde da noite? Pode ser perigoso.
- Ahh... Não tenho medo. Vim encontrar um amigo de longa data meu. Ele gosta de maçãs e cerejas. – Não vi nenhuma cereja quando ela mencionou isso.
- Ah por isso a sacola, mas onde estão as cerejas? – Ela estava com a mão no bolso, ela parecia estar manuseando alguma coisa, fiquei desconfiado.
- Estão no meu bolso, olha! – Ela tirou a mesma mão do bolso com um pacote de cereja, eu... estava enganado ou parecia estar escutando o batimento de um relógio e que o lugar estava quieto demais.
- Você tem relógio? – A luz do poste começou a falhar.
- Não. Você tem? – Hmpf. Garota esperta.
- Não. Estou escutando um barulho de relógio e o lugar ficou quieto... – A luz do poste parecia não parar de piscar.
- Olha... Acho melhor você ir embora... Meu amigo não gosta que eu fale com outras pessoas, principalmente do gênero masculino. – Ela teria um namorado?
- Então quer dizer que esse 'amigo' é um namorado? – Ela pareceu ficar surpresa.
- Não, não! Ele só é um amigo... Muito poderoso. Ele pode ficar bravo comigo. E também é amigo de longa data da família. – Pelo modo de como ela falava ele parecia ser mais velho, bem mais velho do que ela.
- Bom, vamos embora? – Perguntei a ela, ela hesitou. Marin pareceu ficar estranha, pareceu ficar com raiva.
- Não. Pode ir. Vou ficar bem sozinha. Vai. – Ela estava me dando ordens.
- Você é bem estranha. – Marin olhou pra frente, mas tinha certeza de que estava olhando por trás da franja para mim. De repente ela pegou uma maçã e atacou longe. Engraçado, não ouvi o barulho da fruta caindo no chão. Será que tinha alguém ali?
- Bem, já vou indo, meu amigo está me esperando. – Eu hesitei por um momento em pegar o braço dela mas algo no meu corpo dizia que se ela saísse da luz iria... acontecer algo de muito grave, renunciei a esse chamado. Imaginei um relógio batendo em minha mente, conseguia até mesmo ouvir os ponteiros.
Não resisti. Peguei ela pelo braço, Marin deixou a sacola cair no chão.
- O que... Você fez? – As maçãs saíram da luz e parece que alguém pisou em cada uma delas, eu não acreditava no que estava vendo. Será que é por que estava muito escuro e não podia ver ninguém ali? Eu jurava que não tinha ninguém lá. – Solte-me! Deixe-me ir! Por favor...
- Não, espera. – Puxei Marin de volta para junto de mim, ela pareceu me abraçar. – Quem está ali? Se é que tem alguém ali...
- É meu amigo está tudo bem! Pode deixar que eu vou sozinha. Está tudo bem. – Eu não conseguia tirar os olhos de lá. Até que surgiu um pé com uma bota de couro, a perna do ser parecia extremamente esquelética. Uma armadura totalmente preta cobria seu corpo até mesmo as mãos que mais pareciam garras, penas entorno do pescoço e uma pele clara, com olhos vermelhos.
- AHHH – Eu soltei um grito que eu e ela caímos juntos para trás. Uma voz medonha e sombria disse.
- É melhor você soltá-la garoto... E olha que eu pedi com educação, da próxima vez serei um pouco menos... amistoso. – Eu fiquei revoltado com isso.
- Só se me garantir que vai... 'deixá-la' ir. – Meu maior erro foi essa maldita frase.
- Deixá-la? Não. Marin, venha. – Ela tentou se soltar, não permiti.
- Não precisa obedecê-lo. – Eu disse isso a ela, de forma gentil tentando parecer calmo.
- Na realidade... – Marin ficou com uma expressão sombria – Ele é quem me obedece. Então se zela por sua vida, solte-me.
Eu não a soltei fiquei perplexo de como a expressão dela mudara, ela antes, era gentil e bela, agora parecia sombria, triste e, sozinha. Ela ficara séria. Estava paralisado não sabia o que fazer. 'Solte-a' pensei comigo mesmo. O demônio conseguiu atravessar a luz e quando ele me tocou senti uma grande dor, como se fosse uma faca atravessando minha alma, um ar frio cheio de desespero e medo, pensei ter visto minha vida diante de meus olhos... Ele disse ironicamente.
- Hihihihihihi... O que foi garoto? Surpreso? É. Todos ficam surpresos, acham uma menina linda e admirável mas não conhecem nada de seu interior. Ela detesta pessoas assim. – Disse o demônio rindo de forma maquiavélica.
- Saia daqui! Seu... Mentiroso e Ladrão! – O demônio parou de rir não sei por que disse aquilo... Mas o irritou.
- Mentiroso!? Ladrão!? Com quem você acha que está falando seu moleque!? – Eu juro que não queria ter dito aquilo, foi impulsivo... Agora não dá pra voltar atrás.
- Com você é claro! Eu... – O demônio pareceu... rir.
- Hahahahahahahaha! Veremos quem é o mentiroso e ladrão... Sua irmã? Qual é o nome dela mesmo? Alisa Lockwood? Sim, veremos quem é o ladrão! – O demônio abriu suas asas com penas negras, em suas asas havia falhas, penas desfiguradas, a cada vez que ele batia as asas penas caíam e corroíam o chão.
- Eu solto a Marin e você deixa a minha irmã em paz! Prometa! Eu cumpro minha palavra. – O demônio pareceu arregalar uma sobrancelha.
- Sim... Eu proometooo... Que irei cumprir a minha palavra. – Eu acreditei nele. Soltei Marin que foi correndo para ele, o demônio a abraçou.
- Ei. Qual é o seu nome? – O demônio parou de abraçá-la para olhar-me.
- Barthandelus... O seu 'fiel' melhor amigo... – Ele desapareceu junto de Marin. Nunca mais a vi novamente depois daquele dia.
Corri de volta para casa, fiquei assustado. Minha casa não era muito longe de lá. Quando cheguei na porta da minha casa estava um silêncio, apenas latidos e uivos de cães próximos mas isso era o de menos. Abri rapidamente a fechadura desbotada da porta e entrei, minha mãe estava assistindo televisão. Meu pai trabalhando no computador.
- Benção mãe, benção pai. – Sempre disse isso aos meus pais.
- Toda filho. – Disseram eles.
Subi rapidamente ao quarto à esquerda para ver minha irmãzinha, de nove anos, ela era extremamente fofa. Ela tinha uma tiara rosa para poder segurar a franja, seus cabelos eram negros como a noite, havia pele pálida, bochechas rosadas e olhos verdes. Usava de vez em quando um vestido azul com babados brancos. Eu tenho uma grande amizade com minha irmã, ela me ajuda nos momentos mais difíceis.
Abri a porta e disse alegremente.
- Oiee! Como vai você!? Seu maninho está aqui... pra... te... ver... – Fiquei perplexo pois o quarto estava vazio... Fiquei preocupado. A janela estava aberta, folhas de papel perambulavam pelo quarto. Chamei meus pais.
- O que... aconteceu aqui? Jeremy? – Perguntou minha mãe, Lorena.
- Eu não sei. Alisa estava brincando e de repente formou-se silêncio. – De repente senti ter caído algum tipo de líquido na minha cabeça...
- Pai, o que é isso... – Passei a mão na cabeça e mostrei isso ao meu pai, de repente olhei pra cima.
Eu quase vomitei. Minha irmã estava pregada no teto, com as tripas para fora e o sangue esparramado lá, ela estava sem olhos, sua barriga havia sido aberta... Eu fui diretamente ao banheiro e vomitei. Meus pais caíram em lágrimas. Eu fiquei paralisado com a cena.
Voltei ao quarto dela, meus pais estavam ligando pra polícia. Peguei todas as coisas no quarto e atirei longe, baguncei todo o quarto. Estava furioso. Aquele demônio havia descumprido a palavra dele. Quando notei havia uma mensagem escrita em um papel encima do criado mudo... Um papel branco.
'Onii-Chan por que você mentiu? Por que você roubou...? Onii-Chan... Onii-Chan! Salve-me!'
Quando percebi, havia alguém falando naquele quarto com a voz idêntica à de minha irmã, olhei para trás. Era ela... Uma visão talvez?
- Onii-Chan... Por que você está chorando? Onii-Chan... – Eu estava caído em prantos, tentando segurar a borda do vestido.
- O... Alisa... Alisa! Alisa! – As lágrimas não paravam de cair.
- Por que você voltou tarde? – Alisa se aproximou do meu braço e o pegou, de repente senti algo queimar nele. Ela estava correndo meu braço, tentei tirar meu braço de lá mas era impossível! Quando ela soltou... estava escrito.
'Um Mentiroso e Um Ladrão'
Aquela imagem de minha irmã desaparecendo perante mim ficou para sempre nos meus olhos. Rastejei até a janela, pegando na abertura, o vento estava frio e seco. Quando olhei para cima, no telhado próximo a casa, havia o mesmo ser que tinha encontrado naquele lugar perto de um parque... Ele estava lá! Rindo da minha cara e, além de tudo sorrindo. Seu sorriso inesquecível. Ele disse.
- Bye-Bye! – Ele deu uma cambalhota para trás e sumiu. Posteriormente desmaiei."
- O que aconteceu depois? – Perguntou Beatriz.
- Hm. Acordei no hospital uma semana depois... Se eu não me engano.
- E seus pais? – Aura estava atrás do sofá, puxando seu chapéu de gatinho para cobrir seu rosto.
- Barthandelus matou um por um posteriormente. E então o velho apareceu... – Disse Aron sem se importar muito.
- Quem é esse velho? – Perguntou Pinhead.
- Abel. O meu mentor. Ele me contou sobre Barthandelus e como ele poderia ser poderoso, disse que aquele monstro não está em nenhum dos mundos, ou seja, ele não está no céu ou no inferno. Ninguém sabe da onde ele veio, mas andei pesquisando sobre isso e encontrei um livro chamado "Os Contos Inacabados" por L. Augusto. Pergunto-me até hoje quem seria esse ou essa autor(a). E lá explica a história inteira, mas não quero contá-la agora, tem mais de mil páginas! Se quiserem ler, comprem vocês mesmos.
Alatáriël ficou inquieta e bem dispersa até que disse de forma pensativa.
- Então... Esse Barthandelus é invencível?
- É. Ele só obedece uma mulher da qual não me recordo o nome, essa seria sua esposa e filha de seu superior. – Respondeu Aron.
- Então não temos escolha a não ser trazê-lo para nosso lado. Doomsdayer deve ter esquecido de pagar o preço, pelo jeito que Barthandelus aceitou pegar o Livro Infernal... Aquele cara de risada esquisita deve ter algo nas mangas.
- Sim. Uma coisa que me recordo é que, se ele tiver um contrato com alguém e essa pessoa lhe oferecer almas, apenas as almas que a pessoa ofereceu podem ser 'sugadas' por ele, caso isso não ocorra, a pessoa que fez o contrato terá um destino terrível. – Todos se entreolharam e Beatriz fez uma proposta.
- Então vamos fazer com que Doomsdayer não cumpra seu acordo. Temos treze dias e assim acabamos com Doomsdayer e nos livramos desse cara esquisito ai.
- Ok. – Todos disseram.
