The War of Angels and Demons

"O Inferno é uma estrada na qual você anda ou você morre"

- Barthandelus.

ATO V:

57. Um Pássaro Sem Penas

No esconderijo, Alatáriël e Pinhead estavam questionando o silêncio que havia se formado no andar de cima, Aura também estava muito preocupada com seu pai, Luke com um pouco de medo. Beatriz havia ido lá para investigar.

- Como está o bebê? – Perguntou Pinhead.

- Ele está bem, a barriga, quando estou na forma humana está bem grande. Não sei se ele não vai nascer agora. – Disse Alatáriël receosa, Pinhead engoliu a seco.

- Espero que ele consiga esperar mais um pouco até nascer, você vai precisar lutar quando... – Pinhead não conseguiu terminar a frase.

- É. Eu sei. – Disse Alatáriël que estava meio preocupada.

Quando menos esperavam, alguém bateu na porta. Pinhead foi e abriu, cautelosamente, era Aron Lockwood trazendo Elsa e Lexi com ele.

- Demorou mas eu as encontrei. Elas estavam em um Hotel no Japão. Elas são minhas amigas, não vão causar problemas... – Pinhead revirou os olhos enquanto Aron dava de ombros.

- Fale baixo pelo menos. – Reclamou o Líder Cenobita.

- Ninguém vai nos ouvir aqui embaixo. – Retrucou Aron, como sempre, não pensando muito bem.

Enquanto isso Beatriz estava subindo as escadas quando um ser encapuzado passou por ela, mas a mesma pareceu não notar sua presença. Quando Beatriz chegou ao local, viu apenas cinzas e um líquido negro viscoso.

- Mas que porras...? – Beatriz perguntou a si mesma, ela se abaixou para poder enxergar melhor.

Nos corredores um pouco antes do salão, dois rostos já bem conhecidos perambulavam por ali.

- Meu bem a DIVA aqui conhece todos os caminhos. – Disse... Liar jogando os braços para o alto.

- A 'diva' já se perdeu mais de quatro vezes, e da última quase fomos engolidos por um cão infernal gigante, tenho certeza absoluta de que não sabe onde está indo. – Disse Dean Woodland.

- Ahhh só foram algumas vezes que eu me perdi e, aquele incidente com o cão foi... planejado. Eu já sabia que isso iria acontecer. – Liar disse isso dando de ombros e deu uma piscadela para Dean.

- Ahhhhh claroooo! E eu conheci o Elvis Presley, ele era um cara muito legal sabe... – Disse Woodland ironizando o assunto.

- Eu também! – Disse o cenobita enquanto Dean ficava boquiaberto.

De repente ocorreu um grito... – Não deve estar muito longe – Concluiu Liar – Espere... Essa voz é da... Houster! – Liar e Dean foram correndo até o grande salão onde encontraram Beatriz caída no chão ao lado do líquido viscoso, Houster estava segurando sua mão como fosse sua vida.

- O que aconteceu? – Dean ficou tão preocupado que quase encostou em Beatriz.

- Não seja imbecil, ela está com sangue demoníaco nas veias dela, mesmo se você apenas tocar vai ficar no mesmo estado que ela. Sua ladrazinha, piranha e pilantra... Eu vou ter que te carregar. – Disse Liar, fazendo um esforço, afinal força não era seu forte. Eles dois a levaram a um lugar seguro. – Dean você cuida dela e eu vou achar os outros.

- Por que eu? – Perguntou Dean e Liar revirou os olhos.

- Porque eu estou mandando. – Disse Liar saindo do local, deixando Dean com Beatriz.

- Frio... – Beatriz começou a gemer e Dean retirou sua jaqueta e colocou sobre Beatriz.

- Meu deus... – Dean ficou chocado ao ver que as veias de Beatriz podiam ser vistas, mas elas estavam completamente negras e a pele da Houster estava ficando branca como leite.

Liar começou a perambular por aí até que curiosamente ouviu a voz de uma pessoa desconhecida discutindo com Pinhead. Liar foi ouvir atrás da porta e, percebeu que lá era o esconderijo certo... Liar arrombou a porta.

- E aí cambada!? – Disse o mesmo vendo todos ficarem boquiabertos.

- Liar? Você está vivo? – Exclamou Alatáriël.

- Sim. – Disse Liar dando pulinhos.

- Não... – Lamentou Pinhead.

- Quem é esse? – Perguntou Aron junto com Elsa e Lexi.

- É um antigo amigo nosso. – Respondeu Alatáriël.

Todos ficaram um pouco perplexos, Liar havia sido torturado e morto por Doomsdayer, Liar por algum motivo tinha rejuvenescido alguns anos e aparentava estar bem mais jovem. Alatáriël ficou pensativa mas estava chocada demais para poder pensar em algo lógico. Suas mãos estavam frias e mais pálidas do que antes.

- Como foi quê? – Alatáriël disse incrédula, com as mãos juntas atrás da cintura, Pinhead tinha a mesma expressão da dela, olhos perplexos e estava sem palavras.

- 'Como foi quê? ', o quê? – Disse Liar sem entender o motivo. – Por quê estão com essas caras? O que foi que aconteceu? – Alguns tentaram falar alguma coisa mas todos estavam gaguejando, Liar sem entender o motivo foi direto ao assunto. – Olha... Eh... A Houster está precisando de ajuda, venham comigo. – Todos se entreolharam, mas todos seguiram Liar até o lugar.

Dean estava lá esperando, sentado sobre uma cadeira de madeira com os assentos vermelhos de veludo, Woodland se levantou e sorriu quando viu Liar adentrar a porta, mas seu sorriso está escondido no meio da tristeza de seus olhos e rosto. Liar retribuiu com um olhar que demonstrava confiança. Beatriz estava deitada num banco com as características semelhantes a da cadeira onde Woodland estava sentado.

A sala em si era velha e do estilo medieval, alguns móveis já estavam desgastados, havia musgos e o local cheirava a mofo. Havia goteiras, rachaduras nas paredes negras, as chamas, das tochas, estavam sendo perturbadas pelo vento que entrava pela rachadura, apesar de ter várias tochas o local continuava frio.

Quando todos finalmente entraram viram Beatriz com a jaqueta de Dean por cima, ela gemia de frio, Lulu parecia ter sumido também, quando Aron foi colocar apenas a ponta de seus dedos nas bochechas, que antes eram rosadas e agora estavam pálidas com veias negras pulsando em todo o seu rosto, de Beatriz. Liar explicou o ocorrido com Beatriz, mas não chegou a contar o massacre ocorrido no salão, mas o mesmo não havia percebido pois estava chocado demais ver Houster naquele estado. Dean se levantou, seus cabelos estavam sujos de poeira, sua roupa cheirava a sangue, algumas partes em sua mão haviam sangue seco, ele carregava um facão ao entorno da cintura, Pinhead vendo isso, ironizou.

- Tal pai, tal filho. – Pinhead disse dando uma risada engasgada, Woodland não respondeu ao insulto, apenas o fuzilou com o olhar. Liar puxou o braço de Pinhead e fez um sinal para que eles pudessem sair, Liar, provavelmente, queria mostrar o Salão Principal.

Por um momento Liar pareceu ouvir um violino tocando uma música triste mas um tanto alegre, e por sinal, ouviu uma voz masculina cantando no salão. Liar entreolhou Pinhead por debaixo da franja de seu cabelo desgrenhado. Pinhead ficou desconfiado, nunca tinha ouvido alguém falar daquele modo, uma voz um tanto grossa e metálica, Pinhead podia ouvir algo afiado batendo na mesa, quanto mais eles se aproximaram mais a música ficava clara e evidente.

Liar e Pinhead ficaram ouvindo atrás da grande porta entreaberta, havia uma criatura desconhecida. O monstro estava usando um capacete que apenas mostrava sua boca, que não parecia ter lábios, ela estava com um pano brilhante preso a calça, seu tórax estava com uma armadura negra que mostrava ser misturada com um azul marinho, as ombreiras de azul meia noite, misturado com cinza ardósia escuro, nas partes inferiores havia uma saia repartida ao meio da mesma cor que as ombreiras. As botas eram feitas do mesmo metal que as outras partes da armadura, as pontas eram finas e um tanto alongadas, a criatura estava virada para a lareira. O violino que estava do lado direito da criatura estava tocando sozinho, uma música desconhecida por todos e pelo jeito a canção já estava no fim...

(...) E assim falou, e assim falou

O Senhor de Vermelho

Mas agora a chuva chora seu salão

E ninguém está lá para ouvir

Sim, agora a chuva chora em seu salão

E nenhuma alma está lá para ouvir.

A criatura parou de cantar e Pinhead percebeu, que o monstro havia notado a sua presença, ela se virou e deu um sorriso, O Líder Cenobita achou que o monstro fosse cego por não tê-los vistos na porta de entrada para o salão espiando. De repente a porta do salão misteriosamente se abriu, fazendo com que Pinhead e Liar caíssem e se sujassem... com sangue. Liar ficou chocado e de repente se levantou, dando um grito fino antes, corpos e tripas estavam por todo o lugar. Pinhead apenas ficou perplexo e um tanto paralisado, a comida estava estragada, o sangue parecia tê-la derretido.

A criatura que antes formava um sorriso em sua face, o desfez, o monstro estava triste, e o violino ainda não parava de tocar a mesma música de incrementada, parecia que havia uma orquestra inteira lá. O monstro parecia manusear algo em mãos, uma foto talvez... Envolta do corpo do monstro havia uma bolsa, que pelo jeito parecia conter um livro. Pinhead nada disse a respeito, Liar ficou encarando o salão. O salão não estava assim da primeira vez que eu vim aqui, continha sangue negro neste salão, mas este sangue de agora parecia estar fresco pensou Liar. O sangue parecia ter vindo daquela criatura, as pegadas levavam diretamente à ela, Pinhead enrijeceu-se e tirou uma adaga da bainha.

Ele se preparou para dar um passo, mas apesar de não perceber a criatura já estava de olho nos dois desde o momento em que eles estavam espiando pela porta. A foto, ou o que parecia ser uma foto, foi jogado ao fogo. E depois o monstro cruzou os braços atrás das costas. Pinhead estava chegando mais perto da criatura com a adaga em mãos, o sangue sujava toda a parte inferior da roupa de couro de Pinhead, o mesmo estava controlando sua respiração ofegante. O monstro cuidadosamente deixou apenas uma mão apoiada nas costas, levando a outra a tocar sua espada que estava do lado esquerdo de seu corpo. A espada brilhava como o escuro da noite.

Pinhead que estava a pouco centímetros de lançar a faca nas costas do monstro, foi interrompido, pois a criatura olhou para trás encontrando os olhos de Pinhead, o monstro estava sem expressão.

- Oi. – Disse a criatura com uma voz um pouco aguda, ela disse 'oi', ele desfez a posição de antes e ficou cara a cara com Pinhead, acenando com uma das mãos. O monstro parecia ser bem mais alto do que Pinhead imaginava.

- Quem é você? – Perguntou Pinhead, sério.

- Apenas um gato num manto diferente. E você? – O monstro pareceu demonstrar inteligência, juntou as mãos e entrelaçou os dedos, ela sorriu, mas era um sorriso irônico. Liar ainda estava parado olhando a cena, admirando e temendo a criatura ao mesmo tempo. Pinhead estava observando cuidadosamente cada movimento do monstro.

- Pinhead, Líder Cenobita. – A criatura riu da resposta de Pinhead, sua risada era aguda, doía os ouvidos. – O que tem de engraçado nisso?

- Que você é burro o bastante para não compreender a pergunta. Vamos de novo criança, que é você? – Pinhead rangeu os dentes e respondeu de forma séria enquanto o monstro brincava com as palavras.

- Eu... sou... – Pinhead foi interrompido.

- Vamos logo, não tenho a vida toda, ou tenho... talvez...

- Eu sou Elliot Spencer, Capitão da Força Expedicionária Britânica. Eu quero o seu nome. – Disse Pinhead direto.

- Eu tenho vários nomes, Sr. Spencer, ou melhor Capitão Spencer... Meu verdadeiro nome as vezes é um mistério para aqueles que o conhecimento é baixo demais, mas meu nome formal é conhecido por todos no Inferno, eu já estive aqui algumas vezes, quando você era apenas um cachorrinho que abanava o rabo quando Alatáriël lhe dava um 'biscoitinho'. Como não gosto de perder tempo, meu nome é Barthandelus. Chame-me de Bart se preferir. – Bart deu de ombros.

- Ah então você é o famoso Bart de quem ouvi falar – Disse Pinhead.

- Não sou famoso, afinal todos que me conhecem digamos que... não tenham mais língua para dizer algo a respeito... – Disse Barthandelus mostrando sua incrível língua negra que afinava na ponta.

- Sarcasmo parece ser um charme para você. – Disse Pinhead, sendo irônico.

- Na realidade, prefiro a formalidade e arte de compreensão. Por que não volta correndo para Alatáriël, sua mestra, talvez ela lhe dê um ossinho quando voltar, talvez mencione o meu nome a ela, e ela te dê dois ossinhos. Tenho mais coisas a fazer. – Pinhead deu um leve sorriso.

- Não tão cedo. Respondendo a sua outra pergunta, creio eu que deixo alguns vivos para...

- Você os deixa vivo por que você subestima suas presas, ao contrário de mim, ninguém nunca escapou vivo antes a não ser que alguém especial para mim diga o contrário do que pretendo fazer. E aquele seu outro amigo ali virou estátua ou ele está empalhado em madeira. Ou o gato comeu a língua dele. – Barthandelus disse isso olhando para suas unhas incrivelmente enormes.

- Esse Liar, meu nome é. – Liar se confundiu com a frase, Bart sorriu mostrando seus dentes afiados. Barthandelus pareceu revirar os olhos e virou o rosto para não encarar Liar, que estava envergonhado e com medo.

- Pensei que as vozes de vocês fossem diferentes, mas vejo que me enganei. – Concluiu Barthandelus.

- Como... assim diferentes? – Perguntou Pinhead, Liar entreolhou Pinhead desejando que o mesmo não tivesse perguntado isso.

- Nas histórias sua voz é descrita como 'ser leve e ofegante, parecia com a de uma menina excitada'. – Pinhead pareceu levar dois tapas na cara, junto com Liar que se acovardou diante da criatura.

- Acho... que as histórias foram escritas erradas. Senhor.

- Ora, agora está me chamando por 'senhor', o que eu fiz para merecer ser chamado de 'senhor', garota excitada? – Perguntou Barthandelus.

- Educação a gente aprende em casa. Mudando de assunto, que livro é esse? – Pinhead disse, quase gaguejou. Barthandelus deu um sorriso que mostrou um de seus caninos.

- Você paga as minhas dívidas? – Perguntou Barthandelus.

- Não... eu só... – Pinhead desejou nunca ter perguntado.

- Então cuide da sua vida. E você! – Disse Barthandelus e Liar sentiu um calafrio subindo a espinha – Não mije nas suas calças, seja um homem e venha aqui -Tarde demais. Liar já havia se urinado inteiro. Liar rangeu os dentes e nada disse.

O que todos não perceberam exceto Barthandelus é de que havia outra pessoa espiando atrás da porta.

- Vocês parecem mulheres de pescadores, sempre fofocando. – Disse Barthandelus irônico... E com apenas alguns movimentos utilizando seus dedos, a porta se abriu e Aron Lockwood caiu e se sujou de sangue, ele fez uma expressão de desgosto e nojo ao ver que estava sujo.

- Acabei de tomar banho... – Quando Aron soltou suas primeiras palavras naquela sala, Barthandelus sentiu um grande incomodo, ele virou um pouco sua cabeça para olhar Aron, ele contraiu os lábios, seus dentes finos quase cortaram seus lábios. Barthandelus cruzou os braços, um dos dedos indicadores estava batendo no ombro bem de leve.

- É mas essa é uma festa para qual você não foi convidado. – Respondeu Bart.

- Ora que pena, eu não sabia que tinha convite. – Disse Aron irônico – Espere essa voz, parece-me familiar...

- Parece que os cenobitas não são os únicos burros por aqui... – Aron fuzilou Barthandelus, os olhos de Lockwood estavam ardendo em chamas.

- Você é... Barthandelus? – Pinhead e Liar se afastaram dos dois e deixaram que a briga entre eles acabasse aqui.

Quando Barthandelus se virou totalmente podia-se ver estampado na armadura que cobria seu tórax, um leão que estava com a boca aberta. Barthandelus contraiu os lábios e cruzou os braços de forma ameaçadora. Aron estava com um olhar determinado porém de fúria e, vingança. Barthandelus estava rindo por dentro, porém, apenas por provocação soltou uma risada engasgada.

- Então, menino, o que quer? De novo. – Pinhead e Liar se entreolharam, o Líder Cenobita já sabia da história mas não esperava que Barthandelus se lembrasse de algo que ocorrera há muito tempo.

- Algo que você tirou de mim, seu desgraçado. – Pinhead olhou atentamente a conversa entre os dois.

- Por que os humanos sempre cometem o mesmo erro duas vezes? Creio eu, que é para terem certeza de que jamais iram errar. Mas como sempre estou errado nessa parte, eles são todos iguais. Fracos. Dispensáveis. Inúteis. Frágeis. Covardes. Desesperados... A formalidade não lhe foi ensinada, eu serei... atencioso ao seu pedido. – Barthandelus deu um sorriso quase imperceptível.

- Não. Eu não vim aqui por causa daquilo, vim aqui por causa de outra coisa. Os dois saíam. – Ordenou Aron, Pinhead quase protestou mas Liar o puxou pelo pulso e o levou para fora do salão até então a conversa entre Aron e Barthandelus estava desconhecida.

Liar e Pinhead andavam apressados pelos corredores. Liar estava suando e Pinhead perplexo pela cena e, estava chocado que a imprudência de Aron poderia acarretar na sua morte.

Ele é um pássaro sem penas, um canarinho com o coração batendo rápido e acelerado mas... Se o coração dele bater rápido demais, ele pode explodir. Pensou Barthandelus de forma irônica enquanto ouvia o pedido de Aron, cautelosamente.

Quando Pinhead e Liar voltaram, Elsa, Lexi, Alatáriël e Dean estavam conversando, Aura estava quieta e um tanto pensativa, Luke se interessou pelos livros na estante. Tudo parecia monótono demais. Liar chegou e sua respiração estava ofegante demais, parecia cansado. Pinhead perplexo e quase chegou a paralisar no meio do caminho, mas ele se conteve e retornou ao seu bom senso. Alatáriël estava ansiosa e preocupada com que tipo de notícia ele poderia trazer.

- Então o que aconteceu? – Perguntou Alatáriël, afinal. Pinhead a encarou, sua respiração era pela boca e ele apenas demorou alguns minutos para responde-la.

- Nós encontramos Barthandelus. – Disse ele bem baixo, porém, todos escutaram e começaram a prestar atenção.

- E... como foi? – Dean estava preocupado com Liar, a aparência de seu amante estava péssima.

- Ele é um charme. – Disse Pinhead sendo sarcástico.

- Conte-nos o que aconteceu. – Disse Alatáriël.

Pinhead e Liar demoraram algumas horas para contar tudo o que ocorreu, todos ficaram perplexos com isso, Elsa e Lexi ficaram preocupadas com Aron e sobre sua situação, Pinhead impediu que elas fossem atrás deles, Alatáriël aconselhou que todos devessem esperar.

Créditos.

A música original que Barthandelus canta é "The Rains of Castomere" por 'The National', composta por 'George R. R. Martin', usada para representar a Casa Lannister, ou como eu diria, acovardar os inimigos da Casa de Lannister. Ela foi tocada durante o Casamento Vermelho, que foi um banho de sangue. Eu a modifiquei um pouco para não ser uma cópia.