The War of Angels and Demons
"Para se obter o que quer sempre tem um preço caro para pagar... Comigo, um preço equivalente seria mais apropriado, mas isso depende das escolhas de várias pessoas. Nem sempre sou bonzinho"
- Barthandelus.
ATO V:
58. Apenas um Gato.
Pinhead e o grupo estavam inquietos no segundo local do esconderijo, Dean andava de um lado para o outro, ou as vezes sentava-se e ficava mexendo no anel que ficava no dedo indicador esquerdo. Raquel que só chegou algumas horas depois do ocorrido, pois tinha que voltar a sua casa para pegar algumas coisas, sentava ao lado da filha, ela parecia estar rezando. Liar estava encostado na parede, com os olhos fixos no chão. Aura parecia estar em cima da estante, mexendo seus pés, ela parecia estar pensativa.
Luke estava com Fofo, que aparentava estar preocupado e com medo, o menino brincava com o cãozinho mas nada parecia entreter. Elsa ficava lendo alguns livros junto com Lexi que estava escutando música no seu Ipod. Aron ainda estava conversando no salão com o Poderoso Barthandelus. Todos naquele esconderijo estavam preocupados com Aron, ninguém sabia o que poderia ocorrer, Barthandelus demonstrava ser imprevisível e, ser muito cruel com seus inimigos. Por fim, creio que Pinhead esteja curioso sobre aquela criatura com uma altura colossal e que demonstrava ser muito forte.
Ele demonstra ter um grande conhecimento do mundo, mas, me pergunto quantos anos ele tem. E como me conhece? Ele pediu o meu nome mas senti que o mesmo já sabia disso, ele é desprezível e admirador ao mesmo tempo. A sua astúcia em prever o que irá acontecer é fascinante, creio eu que ele tenha matado todos os membros do conselho, o Inferno e a Terra devem estar um caos. O que me intriga é a facilidade dele de não se importar e ao mesmo tempo colocar um mistério no ar. Suas palavras são como ameaças mas ao mesmo tempo são conselhos indispensáveis... Ele é como um leão que ainda não revelou suas garras...
Pinhead estava tão distraído em seus pensamentos que não percebeu a porta abrir, Aron estava lá, com o cabelo desgrenhado e sujo, suas botas estavam cheias de sangue, havia sangue seco nas mãos dele. Todos ficaram perplexos com a sua chegada. Elsa se levantou, mas derrubou o livro que estava em seu colo. A sala pareceu ficar mais gelada enquanto, pois, por causa da respiração ofegante de Aron todos puderam ver o ar saindo de sua boca.
Elsa rapidamente foi até Aron, bagunçou ainda mais seu cabelo e lhe deu um tapa.
- Desculpa. Só queria saber se você era realmente real. – Ela se desculpou e depois voltou a se sentar, Aron deu de ombros e ficou encostado na parede, Elsa não conseguiu admitir que ele não falasse sobre o que aconteceu naquela sala – Ei. Não vai falar nada? Tipo, sobre o que aconteceu lá? – Elsa estava muito impaciente, Aron deu de ombros, ele colocou suas mãos em seus joelhos e aperto a calça, ele contraiu os lábios e olhou sério para Elsa, mas seus olhos estavam determinados.
- Elsa. Você pode chamar o Abel? – Perguntou Aron, todos acharam que ele fosse falar algo muito importante ou que brigasse com Elsa, mas isso não ocorreu.
- M-mas...? Tá. Eu chamo ele. – Elsa saiu do esconderijo, na luz das tochas podia-se ver os cabelos que antes estavam tão belos e agora estavam suados e grudando na pele branca de Elsa, ela parecia estar muito cansada.
Aron não disse nada após isso, ficou quieto, ele se encostou na cadeira e pareceu relaxar, ou melhor, todos acharam que ele havia dormido. Pinhead disse de forma autoritária para todos que ainda estavam lá.
- Precisamos confrontar Doomsdayer. Não tem outra forma, a não ser que descobríssemos um jeito que Doomsdayer não pague o preço pelo roubo do Livro. – Aron apesar de estar com os olhos fechados estava acordado e, ouvia tudo o que estava sendo dito.
- Tem um modo. Mas é um modo arriscado. Creio que Doomsdayer não tenha se informado direito sobre Barthandelus. Esse Dooms aí não sabe com quem está lidando. – Aron engoliu a seco, Pinhead retrucou.
- E você sabe? – Pinhead não estava disposto ao ouvir gracinhas de jovens.
- Estou lidando com, 'apenas um gato num manto diferente'. Como ele mesmo disse. Dooms não sabe que ele mesmo tem que matar as pessoas para que Barthandelus absorva suas almas, ele ofereceu todas as pessoas da Terra e do Inferno, isso seria impossível para que apenas um homem... – Todos o encararam – Perdão, um demônio possa fazer. Ele pensa que as criaturas infernais farão o trabalho mais difícil pra ele, só o que ele não percebeu foi que essas criaturas estão retirando as almas que ele ofereceu à Barthandelus. Então apenas precisamos confirmar que ele não vá matar ninguém por conta própria. – Todos olharam para Aron como se ele fosse um Professor de Ensino Médio, só que em vez das matérias normais, ele ensinou a como derrotar um demônio.
Pinhead ficou boquiaberto, ele pareceu que iria protestar. Alatáriël permaneceu em silêncio, na realidade acho que ela quebrou a harmonia da sala com seu silêncio, não falou nada desde que Aron havia ido conversar a sós com Barthandelus, parecia que ela estava frustrada. Aura bateu e quebrou o silêncio, cantarolando.
- Posso ir espioná-los. É mais fácil para mim do que qualquer um de vocês. – Todos encararam Aura, preocupados. Pinhead parou na frente dela.
- Você sabe que se você morrer, todas as pessoas na Terra irão sofrer pela eternidade. Afinal quem irá conduzi-los até o outro... quer dizer até esse lado aqui. Não posso arriscar que a vida na Terra se torne um caos, não que eu me importe com as vidas humanas... mas é a lei. – Alatáriël escutou com clareza as palavras de Pinhead, ela mesma se admitiu de que ele estava certo nesse ponto, mas nada disse.
- Eu posso ir. – Aura desejou que Luke não tivesse dito uma palavra, ela jamais queria que ele se machucasse. – E-eu consigo. Posso fazer direito... Fofo pode vir comigo se ele quiser... – Fofo abanou o rabinho e 'tentou' sorrir. Luke deu um sorriso no canto dos lábios. Pinhead estava apenas intrigado com uma coisa e resolveu perguntar, pois ele mesmo achou que não pudesse ter outra oportunidade.
- Por quê foi amaldiçoado por Angelique? – Luke ficou boquiaberto, enquanto Pinhead cruzava os braços e pareceu pressioná-lo – Vamos. Responda.
- Por causa... da minha mãe. Eu acho. Não sei ao certo. Mas o que isso importa? – Pinhead deu de ombros e Luke se transformou em um pontinho azul novamente e antes dele sair na velocidade da luz, Pinhead o alertou.
- Cuidado, não passe pelo Salão Principal. Talvez, Barthandelus ainda esteja lá e não queremos nos envolver em mais problemas. – Luke parou para ouvir e foi embora na velocidade da luz.
Luke flutuava pelos corredores rapidamente, mas poderia perceber que havia mais rachaduras do que antes, ele concluiu que o local logo desabaria. Algumas bandeiras já estavam rasgadas e sujas de poeiras e lama. O castelo parecia arruinado, Luke confundiu-se no meio do caminho e passou pelas portas do Salão Principal, lá ele viu o que ele supôs que fosse Barthandelus, tomando um copo de um líquido púrpura, ele decidiu não interromper. Barthandelus por mais que estivesse de costas percebeu a presença do garoto no corredor, tanto que ele virou para trás e deu um sorriso um tanto irônico, mas logo voltou sua presença para algo que cativou seus olhos, isso não terá importância agora, já que o mesmo estava com um pergaminho amarelado em mãos, isso será revelado no decorrer da história.
Luke suspirou, apenas um inseto poderia ouvir aquilo, após sentir um pouco de alivio por ter passado pela criatura 'sem ser notado', ele continuou até a entrada para os túneis mais próxima. Luke adentrou uma sala, onde a porta estava quebrada, pelo fato de ter sido arrombada por alguém, o pontinho azul adentrou rapidamente, ele foi até a estante e entrou atrás dos livros empurrando-os para fora. O que ele não percebeu foi que alguém o estava observando mesmo que de longe, apesar de ser um ponto azul, não significa que ele seja imperceptível. Luke encontrou o mecanismo para abrir a porta para o túnel, ele adentrou. Uma sombra incrivelmente grande o seguia, a sombra não fazia um movimento suspeito ou qualquer barulho, ela parecia querer observar.
Luke virou e virou de corredores a corredores, passagens por passagens e pelo que ele pode ver, os túneis também tinham sido danificados, alguns caminhos, para quem fosse a pé, seriam íngremes e outros seriam mais estreitos. Luke teve a sensação de estar flutuando dentro de uma montanha. As paredes demonstravam estar muito danificadas, rachaduras as enfeitavam em todos os cantos. O chão era de forma irregular, mas o cheiro do local era o mesmo, mofo. Havia goteiras em algumas partes, onde cresciam, rapidamente, musgos. Luke só não percebera uma coisa, os caminhos pelo qual costumava passar, estavam totalmente diferentes. A sombra queria guia-lo para o mesmo local, só que usando caminhos diferentes.
A sombra pareceu mudar os corredores de direção, Luke ficou tonto com a cena e caiu em sua forma humana no chão, o local estava se movendo, ou melhor sua visão estava sendo distorcida. Ele parecia estar em um estado um tanto... drogado (claro que não, mas seria um estado parecido). Seus sentidos estavam entorpecidos, ele ainda estava caído ao chão que só agora percebera que estava lamacento, seu rosto estava sujo, ele colocou as mãos nele para retirar o excesso de lama dele. Luke tentou se levantar, mas suas pernas estavam bambas, ele se apoiava na parede, enquanto suas roupas ficavam sujas de lama e um pouco umedecida, por causa das goteiras.
A criatura que o estava observando parou bem de longe e decidiu usar sua boa vontade para ajudar Luke. O monstro tomou sua forma verdadeira e ele seria Barthandelus disfarçado, ele seguiu Luke até o mesmo cair ao chão, Bart se abaixou e com a ponta de seu dedo indicador e tocou apenas uma ponta dos fios de cabelo de Luke, Bart murmurou algo, as palavras eram desconhecidas. Luke virou de costas e viu um monstro mas por causa de seu estado nada fez. Barthandelus lhe estendeu a mão e disse.
- Não desista criança. – Luke olhando para baixo e para cima com seus olhos, apenas esticou um pouco um de seus braços e segurou a mão de Barthandelus, a dimensão onde Luke estava mudou completamente, agora ele podia ouvir claramente a voz de Doomsdayer e Scandalous.
O que foi aquilo? Pensou Luke. Ele colocou uma de suas mãos na cabeça e viu que a lama e outras impurezas haviam sumido de sua roupa e pele. O garoto tocou em si mesmo para ver se era real e não uma ilusão.
Luke estava em um local diferente, parecia ser um corredor escuro, sem rachaduras, com o piso regular, o lugar ainda cheirava a mofo, a grandes distâncias podia-se ver tochas sumindo na escuridão. Luke estava na frente de uma porta de madeira, que estava velha, parecia estar com cupins, sua tranca e alguns acessórios eram de ferro. O menino olhou pelo olho da fechadura.
Ele podia ver, Doomsdayer discutindo com Scandalous sobre coisas inúteis (apesar de serem inúteis, Luke guardava na memória, ele tinha memória fotográfica). Ele viu Titanium lendo um jornal, desinteressado nos assuntos. Luke se voltou a olhar o que Doomsdayer planejava fazer. O local onde Dooms estava era uma sala, com móveis antigos e quebrados, havia uma mesa grande, e quatro cadeiras, a sala era iluminada por tochas e lampiões, também havia goteiras naquela parte. Scandalous estava andando de um lado para o outro, Dooms ficava vendo o que parecia ser um mapa grande em cima da mesa. Depois de longos minutos, finalmente Doomsdayer começou a falar algo interessante e que Luke certamente escutou claramente.
- Hmpf. Barthandelus terá o que ele quer, logo os demônios que já saíram do Inferno matarão todos os humanos e minha dívida estará paga. Temos alguns dias a mais para reunir o exército e atacar logo contra Pinhead. Quantos temos no máximo? – Doomsdayer parecia bem nervoso quanto tocou no assunto de Barthandelus.
- Uns dez mil demônios. – Disse Scandalous convencida.
Quando Luke sem querer olhou para o lado viu Barthandelus encostada na parede, sorrindo de forma irônica e, quando percebeu que havia sido visto, fez um sinal para que Luke ficasse quieto.
- Shhh... – Barthandelus disse isso de uma forma quase inaudível.
Luke engoliu a seco e continuou a prestar atenção na conversa, ele estava preocupado e assustado. O garoto virou um pontinho azul e entrou pela fechadura, quando adentrou a sala foi direto para perto da tocha, ele ficou bem perto do cabo e longe do fogo. As chamas eram perturbadas pelo vento que vinha das rachaduras. Luke não foi tão idiota a ponto de não perceber uma grande e enorme sombra na sala, ele decidiu que era melhor ignorá-la.
- Bom... – Disse Doomsdayer relaxando-se na cadeira – Eu estou livre de todos as outras coisas, inclusive de Barthandelus. Já se passaram quantos dias, desde que Barthandelus fez aquela revelação monstruosa para Leviathan? – Ele parecia querer saber só por curiosidade.
- Quatro. Contando com hoje, cinco. – Respondeu Scandalous.
- Apenas mais alguns dias e a Terra será sucumbida por caos e trevas. – Concluiu Doomsdayer.
Apenas mais alguns dias para a sua derrota, seu imbecil pensou Luke, ele já iria embora mas queria se certificar de que não haveria mais anda importante e ele estava certo, não houve nada importante, Doomsdayer e os outros saíram e quando chegou a vez de Luke de passar pela fechadura algo o impediu. Barthandelus.
Barthandelus estava sentado, no ar, com um copo do mesmo líquido que Luke vira no Salão. Luke ficou assustado com a criatura, ele, magicamente, caiu em sua forma humana e bateu a cabeça na parede, mas não foi tão forte. Barthandelus olhava e sorria com a cena, parecia ser divertido. Luke levantou-se rapidamente e tentou abrir a porta, ela estava trancada. O menino tentou arrombar a porta mas nada adiantou.
- O que quer comigo? – Luke gaguejou e ficou encostado na parede, com uma expressão assustada e de medo.
- Nada. A não ser que você queira algo comigo. Mas acho que não. – Ele balançou o copo de vinho e tomou um gole. – Sabe, eu acho que deveria investigar melhor esse lugar, olhe em cima da mesa e diga o que vê.
Luke, mesmo tremendo e com as pernas bambas, foi até a mesa, os olhos de Barthandelus o acompanhavam a cada passo. Luke examinou bem a mesa e via um rolo de pergaminho velho e um mapa amarelado.
- Um mapa e um pergaminho? – Respondeu Luke.
- Errado. Olhe de novo. – Luke se atreveu a olhar de cima para o mapa e viu que o mesmo estava se mexendo, o menino se assustou e deu um passo para trás – Acho que você viu. Agora, diga-me, o que vê?
- Eh... Um mapa que se mexe? – Barthandelus deu de ombros e coincidentemente seu rosto se voltou para o pergaminho, Luke acompanhando os movimentos da besta, pegou o pergaminho.
- Garoto esperto. – Disse Barthandelus com um sorriso. Luke apenas deu uma pequena olhada para Bart, posteriormente, ele abriu o pergaminho e viu que havia algo escrito nele, com uma tinta dourada, igual a cor do sol. A caligrafia era extremamente bela – Sem elogios por favor, eu sei que tenho mil em uma utilidade, agora leia-o. – Barthandelus se vangloriou e ordenou que Luke lesse.
Luke, começou a ler o que estava escrito em voz alta:
"Prezado Barthandelus, por favor ouça os meus gritos de desespero e venha para socorrer-me
Quero que faça, duas coisas:
Primeira: Por favor, vá até Leviathan e diga que tens uma informação valiosa para contar a ele, essa informação seria que, Alatáriël estaria tendo relações com Pinhead, faça isso sem chamar muita atenção.
Segunda: Quero que após a revelação vá até a Sala Proibida e roube o Livro Infernal, que fará com que o Inferno entre em caos com a Terra, abrindo portais dimensionais, fazendo com que os demônios invadam a Terra.
Bom, creio que ninguém faz nada de graça e como ouvi falar que você não aceita dinheiro, eu irei lhe entregar todas as almas humanas.
Doomsdayer"
- Anda. Vamos, você é um garoto esperto, encontre um erro. Vamos, é como jogo de sete erros só que agora só há um... – Luke como não era idiota, percebeu o erro e foi correndo até a porta, levando o contrato consigo – Boa sorte. – Disse Barthandelus com os braços cruzados.
- Obrigado, senhor. – Disse Luke, sendo educado, ele saiu da sala e Barthandelus esperou que ele saísse para dizer.
- Gostei daquele menino. – Barthandelus tomou um gole do vinho e deu uma risada – Eu não posso tomar a taça inteira, não ainda, eles vão precisar disso. – Barthandelus mostrou suas asas e rapidamente sumiu na escuridão.
Luke, voltou a ser um pontinho azul e flutuou o mais rapidamente possível, certificando-se que o contrato ainda estava em seu bolso a cada instante. Ele viu as paredes que antes não eram rachadas, agora estavam com mais rachaduras do que as outras que vira. Ele parou em alguns cantos para poder tomar fôlego, que eram apenas alguns segundos e, depois voltava a flutuar na velocidade da luz.
Quando Luke chegou ao segundo esconderijo, viu que a situação de Beatriz havia piorado, mas quando chegou, disse que tinha boas notícias e contou tudo o que soube.
- Eu não sei onde isso é chamado de boa notícia, dez mil demônios. Pelos sete infernos. – Disse Pinhead, que deu um suspiro.
Aron curiosamente ainda estava relaxando na cadeira com olhos fechados, apesar de estar frio, ele estava suando e a temperatura de seu corpo estava aumentando drasticamente, mas ele não disse nada em relação a isso. Quando para fingir que estava tudo bem, abria um pouco os olhos e ficava em uma posição normal, quando ele abriu seus olhos, a cor dos mesmos havia mudado para um azul claríssimo, quase branco, nem o pontinho preto do olho era preto, agora estava mais para um cinza. Ele tossia um pouco, mas tentava fazer o menos de barulho possível. Os outros pensavam discutiam sobre o que fazer. Após a informação de Luke, a esperança havia aumentado em seus corações.
Pinhead, sem querer, disse algo que havia ouvido no Salão Principal.
- Assim falou e, assim falou... O Senhor de Vermelho. Mas agora a chuva chora no seu salão e, ninguém está lá para ouvir. Sim, agora a chuva chora em seu salão e, nenhuma alma está lá para ouvir... Pergunto-me que tipo de significado essas palavras teriam... – Pinhead estava pensando alto e quando Alatáriël ouviu isso, perguntou, intrigada.
- Onde ouviu isso? – Pinhead saiu de seus pensamentos e fingiu não ter ouvido Alatáriël, que ficou brava e disse – Pinhead, volte com sua cabeça para o Inferno, estou te perguntando, não finja que não escutou.
- Tá. Eu ouvi isso daquele nosso 'convidado', pergunto-me o que elas significam. – Alatáriël ficou um tanto confusa e resolveu responder.
- Eu já ouvi isso... Há muito tempo atrás, alguém cantava pra mim quando eu ia dormir... Não lembro-me da letra inteira... Era uma bela melodia. Mas, apenas uma pessoa contava isso pra mim, o nome dele era Cid Rivals, meu tio. – Todos pararam para ouvir o que Alatáriël tinha dizer e ficaram perplexos com isso.
Barthandelus ainda naquela mesma sala de antes, começou a cantar a mesma música.
E quem é você, falou o orgulhoso senhor
Para que me curvar tanto?
Só um gato num manto diferente
Essa é toda a verdade que sei.
Num manto de ouro ou num manto vermelho
Suas garras um leão mantém,
E as minhas são longas e afiadas, meu senhor
Tão longas e afiadas como as suas.
Assim falou e, assim falou
O Senhor de Vermelho
Mas agora a chuva chora no seu salão
E ninguém está lá para ouvir.
Sim, agora a chuva chora em seu salão
E nenhuma alma está lá para ouvir.
Créditos.
Como eu disse no outro capítulo, mas irei dizer de novo, "The Rains of Castomere" por "The National", composta por "George R. R. Martin", usada para representar a Casa Lannister. Essa música pertence a série de livros de "As Crônicas de Gelo e Fogo" e da série de televisão famosa, "Game of Thrones". Eu modifiquei um pouco a música para ficar coerente com a história, mas coloquei os créditos aqui para saberem como é a música original.
