The War of Angels and Demons

"Barthandelus uma criatura cruel e ardilosa, creio que nem perdão há dentro daquele coração negro. Se é que ele tem mesmo um coração, creio que seu coração seja uma máquina. Ele não se importa com nada e nem com ninguém, não podemos confiar nele"

"E vocês perguntam, caros espectadores, se isso é verdade, creio eu, que posso responde-los. Aron Lockwood, um menino cego pela dor e pela vingança, ele não tem como me derrotar, aliás ninguém tem. Não sou uma criatura ruim (apenas um pouco), tenho veias com sangue azul e roxo, meu coração bate igual ao de vocês e, a parte em que eu mais detesto seria, minhas emoções, sentimentos... Eles nos tornam fracos, mas consigo desliga-los facilmente, minha vida não será contada nessa história"

- Aron Lockwood; Barthandelus

ATO V:

59. Triste Verdade

Aron Lockwood, um garoto problemático, sexy, depressivo e além do mais um garoto que guarda rancor e orgulho dentro de si, uma parte em que ele tenta ocultar do resto das pessoas. Barthandelus sabia disso, uma pessoa não é nada para ele, o que o diverte é que as pessoas têm algo que ele acha que as torna forte seria... o amor.

Mas isso ele considerava um sentimento inútil, pois tornava o indivíduo fraco, em algumas situações ele mesmo já se corrigiu vendo pessoas agirem de formas extraordinárias por causa de um simples motivo, objetivo... Aron sabia que havia um objetivo, o que lhe intrigava seria como Barthandelus poderia ser um julgador do mundo ou como ele podia fazer coisas absurdas sem se quer gastar nada com isso. Barthandelus nunca pagou um preço? Nunca teve que sacrificar nada? Pensou Aron Lockwood, uma pessoa veio a sua mente, Marin Nakamura. Será que ela poderia ser a pessoa amada por Barthandelus?

Aron ficava pensando e matutando, enquanto aos poucos, sua pele ficava pálida e ele sentia dor nos ossos. Ele estava sentindo frio, mas decidiu que iria suportar. Os lábios estavam secos, sua respiração ofegante. De qualquer forma, Aron sabia que ele não poderia ter suas respostas para suas perguntas. Abel ainda não havia chegado e Aron estava começando a ficar preocupado com Elsa e Lexi, mas deixou isso de lado um pouco.

O Sr. Lockwood, estava sentado na mesma posição por muito tempo, Dean 'brincava' com o facão, Liar havia saído junto com Pinhead. Woodland pensou, que seria bom conversar com Aron, por algum instante Dean começou a se perguntar se o mesmo se passava bem.

- Quantos anos você tem? – Dean perguntou, tentando demonstrar não muito intresse.

- Quantos anos acha que eu tenho? – Perguntou Aron, que tentou demonstrar um sorriso.

- Vinte? – Disse Dean no chute.

- Nossa, que ofensa à mim, não sou tão velho. – Disse Aron brincando mas parece que Dean levou a sério.

- Não, eu não quis... – Dean tentou se desculpar

- Eu tenho vinte e quatro. É já estou na flor da idade dos trinta. – Disse Aron com um sorriso melancólico, ele abriu os olhos que arderam com a luz – Você parece ter... dezoito.

- Tenho dezesseis. Apenas farei dezessete no dia 13 de Junho. Meu irmão iria fazer dezoito hoje. – Disse Dean sem entusiasmo.

- Eu tinha uma irmã... Ela era bem bonita e fofa. – Dean queria não ter tocado naquele assunto – Cara, posso te pedir para fazer uma coisa?

- P-pode. – Dean se engasgou nas próprias palavras e desejou não ter dito aquilo.

- Corta a minha mão. – Ele exibiu onde a marca de "Um Mentiroso e Um Ladrão" estava.

- Como? – Woodland ficou incrédulo, Aron se levantou se apoiando na parede.

- Eu quero que você faça, anda. Corta logo! Anda! – Aron se atirou em Dean que ficou desesperado e tentou se afastar, ou melhor, tentou afastar o facão para longe de Aron.

- Calma, cara, para. Não precisa fazer isso! Relaxa, calma... Meu... Meu deus... – Dean sem querer tocou na pele de Aron, ela estava fria como o gelo – Caraca, eu achando que era um morto ambulante... Não, ó, menino mau! – Disse Dean quando Aron tentou pegar sua arma.

Dean foi para o lado direito e jogou uma cadeira apenas para assustar Aron, que olhou com um sorriso sarcástico e um olhar mortal. Ele viu uma pequena faca ao lado da mesa e Dean acompanhou seus olhos, ele queria gritar não, mas parecia que lhe faltava ar.

- Tá. Eu faço. – Dean antes de cortar a mão de Aron, cortou uma parte de sua jaqueta e a entregou a Aron – Toma, é melhor do que morder a própria língua.

Aron assentiu e, colocou o pano na boca, Dean contraindo os lábios, cerrando os olhos, mas posteriormente abrindo-os, o suor escorria pelo seu rosto, a mão de Aron pairada na mesa de madeira. Aron encarando Dean com os olhos, fez um olhar psicopático, Woodland engoliu a seco e apenas levantou o facão.

Memórias vieram na mente de Dean, sobre seu pai, Jason, porém, ele rapidamente tentou mudar essas visões. Ele olhava para a mão de Aron e pensava, O que me tornarei depois disso? Dean não conseguia compreender o porquê disso, mas ele sentia de que algo dentro dele queria que ele cortasse a mão de Aron, ele decidiu negar esse sentimento. Ele suspirou lentamente, levantou o facão bem alto e foi dizendo.

- Ainda dá tempo de parar... – Aron o fuzilou com o olhar, Dean então deu de ombros e... num movimento rápido cortou a mão de Aron.

Aron soltou grunhidos, murmúrios, gemidos de dor, ele gritou mas seu grito foi abafado pelo pano em sua boca, a marca que estava na mão de Aron brilhava, estava um brilho dourado, a marca se esvaiu, sua forma era uma pequena sombra se movendo e arrastando para o chão. Aron ainda estava se contorcendo de dor e Dean estava paralisado vendo a cena, quando os sentidos dele voltaram, o menino pegou um pano longo e seco e enfaixou a mão de Aron, que ainda estava sentindo muita dor.

Dean segurou Aron nos braços, dizendo palavras gentis e calmas e torcia para que Liar não chegasse, não queria confusão.

Enquanto isso, Elsa e Lexi estavam procurando a saída, afinal, Aron pediu para que Elsa chamasse Abel. Lexi estava vendo músicas no Ipod e Elsa vendo um mapa antigo. Elas estavam em um local escuro, com paredes de pedra, podia-se ouvir ruídos de ratos passeando pelo chão, o lugar estava frio e úmido, nem mesmo a tocha que Elsa estava segurando imitia algum tipo de calor.

Elsa estava preocupada, mas não disse nada em relação a isso, Lexi estava desinteressada, estava escutando música e também não estava nem um tanto preocupada com o que estava acontecendo (mentira, ela se importava, mas não gostava de demonstrar suas emoções e sentimentos).

A chama que estava na tocha de Elsa, se moveu rapidamente, as garotas achavam que fosse o vento, então ignoraram o fato. Lexi guardou seu Ipod no bolso e começou a assobiar, Elsa iria protestar mas preferiu ignorar o fato, ela guardou o mapa e desistiu de tentar sair, Lexi apenas observava curiosa. Elsa gritou, Lexi protestou e disse para que a mesma calasse a boca.

- Não tem como sair! Não existe porta, nem túnel, nem... Nada! – Elsa estava com os cabelos grudados na pele suada, eles estavam oleosos, suas pálpebras estavam cansadas, quase iriam se fechar. Lexi se abaixou para poder levantar o rosto de Elsa, os lábios dela estavam secos.

Lexi se levantou novamente e procurou por alguma coisa... Elsa ficou curiosa mas fingiu estar ignorando ela. Lexi encontrou um graveto longo e comprido, do tamanho de uma espada e bateu de leve na cocha da Elsa, ela fez um sorriso maligno enquanto sua amiga estava protestando e colocando as mãos no lugar que havia sido atingido.

- Vamos, levanta! – Lexi batia outra vez em Elsa, ela estava brincando com sua amiga de infância. Elsa se levantou e pegou outro graveto e começou a 'lutar' contra Lexi.

A luta durou por pouco tempo até que Lexi percebeu que as duas estavam sendo observadas e num grito sussurrado e abafado, ela disse.

- Quem está aí? – Elsa largou o graveto junto com Lexi. Ambas estavam com suas armas reais em mãos, esperando algo inesperado.

Esse sentimento de ansiedade logo foi preenchido por outro que seria de medo e angústia. Elas estavam com a respiração ofegante, o ar parecia estar acabando, mas isso era apenas uma expressão de puro sufocamento. Lexi, tentou se pronunciar mas parecia que estava faltando ar em seus pulmões, mas ela se esforçou um pouco.

- Quem está aí? – Lexi atirou uma faca na escuridão, a mesma foi refletida e a faca atingiu a parede, mas antes do impacto, o utensílio passou apenas alguns centímetros longe do rosto de Lexi.

- Alguém que não te interessa. – Lexi engoliu a seco suas próprias palavras, a voz metálica penetrou sua mente, um frio na barriga foi seguido por um sopro gelado.

- Hmpf. Não sabe ser educado com damas? – Elsa finalmente se pronunciou, contendo-se um pouco para não atacar.

- Igual aquele seu amigo? Aron Lockwood? – Disse a criatura imponente, Lexi ordenou para que o ser se revelasse e, ele o fez.

- Meu nome é Barthandelus. Filho da Escuridão e da Noite, crescido na dor e no sofrimento. Prazer em conhece-las, Srta. Dire e Srta. Fey. – Elsa e Lexi ficaram perplexas ao ouvirem isso, elas estranharam pois, Barthandelus não estava nem um pouco amedrontado, sua voz era calma e despreocupada.

- Como nos conhece? – Perguntou Elsa fazendo com que Barthandelus se inclinasse para poder olhá-la melhor, afinal, ele parecia um dinossauro e elas pequenos hamsters.

- Eu conheço todos, minha cara, Srta. Fey. Eu me pergunto, por que vieram aqui para me encontrar? – Elsa e Lexi se entreolharam, surgiu uma semente de dúvida no coração de ambas.

- Nós não viemos... – Lexi foi rapidamente interrompida.

- "Nós não viemos"? Essa é a parte mais legal da brincadeira, ninguém deseja encontrar algo, você simplesmente encontra algo, simplesmente faz algo, simplesmente esconde algo... Simplesmente mente. Ninguém deseja me encontrar mas por obra do destino nossos caminhos são cruzados e aí acontece... – Barthandelus estava confiante de si mesmo, e ninguém no mundo poderia contestar essa confiança.

- Então quer dizer que, quem não quer encontra-lo, acaba simplesmente... te encontrando? Isso não tem sentido. – Barthandelus barrou a passagem, afinal ele estava deitado no chão, olhando para ambas.

- Nada no mundo faz sentido, nem nesse e nem nos outros... Você aí! – Ele apontou para Elsa – Recordo-me de já tê-la visto em algum lugar, em algum tempo, em alguma dimensão paralela... Familiar.

- Você tinha dito, " nem nesse e nem nos outros", que outros? – Disse Elsa curiosa, Barthandelus parecia estar sonhando acordado, ele estava viajando em galáxias de pensamentos e conclusões sobre aquilo e outras perguntas sem respostas.

- Ahh sim... É isso. Como está a garota, ou melhor, devo referir-me a ela, como Beatriz Houster? – Perguntou ele mas o mesmo ignorou por completo a pergunta de Elsa, com um sorriso sarcástico.

- Foi você! Ele a envenenou. – Barthandelus pareceu se sentir ofendido com a acusação precipitada de Lexi.

- Nem tudo o que acontece no mundo é por minha culpa minha cara, mas 'e se' você estivesse lá, 'e se' você tivesse impedido que ela fosse sozinha, 'e se' eu jamais tivesse me intrometido nessa história, 'e se' Luke jamais tivesse parado para procurar o contrato, 'e se' eu jamais tivesse tido a bondade de entregar a vocês a cura para a doença de Beatriz, 'e se' eu jamais tivesse vindo até aqui...? Vocês estariam perdidos, sem rumo, sem direção. – Barthandelus deu um sorriso sarcástico e parecia ter piscado o olho por trás da máscara.

- Você nos ajudou desde... sempre? – Concluiu Elsa.

- Sim, desde o início, eu venho vigiando, mexendo nas cordas do destino para impedir que vocês fracassem, desde a vida de cada um de vocês, desde de a vida de Dean Woodland até sua paixão incondicional por Liar. Como você acha que Beatriz, ou Claire, escapou do massacre do Orfanato de Honorhall? Hein? Sozinha que não foi. Como você acha que Pinhead encontrou Rachel Dreamers? – Barthandelus fez uma pausa – Eu ajudei vocês desde o dia em que nasceram, para chegar aqui e vencerem! Eu me intrometi por que era necessário, pois, alguém que... – Barthandelus se engasgou nas próprias palavras – que devo obedecer até o último dia da minha vida (o que não chegará tão rapidamente) mandou que eu mexesse os pauzinhos e controlasse cada movimento. Então nem pense em colocar a culpa em mim, se sua amiguinha caiu no sangue de demônios, aprenda a escutar e a olhar... – Elsa e Lexi ficaram boquiabertas.

- Então... O que Aron te pediu? – Elsa conseguiu dizer, apesar do medo que penetrava seu coração.

- Hmpf. Acho que já contei a você. Um preço equivalente para algo que você pede, mas sempre com a cautela de saber exatamente o que irá pedir. É o que sempre digo. – Elsa raciocinou um pouco e percebeu. Tudo estava conectado.

Enquanto isso, Alatáriël, estava no primeiro esconderijo deitada, ela estava pensativa e um tanto nervosa. Ela sentia algumas contrações na barriga.

Pinhead chegou vendo-a na cama, ele sentou-se ao seu lado, colocando a mão na barriga dela.

- Falta poucos dias... Para o bebê nascer... Ele está crescendo rápido. – Pinhead voltou a sua forma de Elliot Spencer, junto com Alatáriël que voltou na sua forma original, sua forma humana.

Ambos começaram a trocar carícias e permaneceram por lá, por enquanto, não é muito importante sabermos disso, então vamos para... Dean Woodland que estava sentado em uma cadeira com o rosto contorcido, com os olhos semicerrados, suando e com as mãos suadas entre os cabelos oleosos.

Aron estava sentado em outra cadeira, com um pano na parte cortada do corpo.

- Por que? – Perguntou Dean que quebrou o silêncio mortal.

- Eu queria... – Aron conseguiu soltar uma risada, mas esta foi engasgada – Enterrar... Passado, presente e futuro... Sinto-me livre. Obrigado Dean, você me ajudou muito... Ajudou alguém... – Aron parecia rir, ou até mesmo sorrir...

- Ok... – A respiração de Dean voltava ao normal – O que você pediu a ele?

- Uma vida por outra. É. Dean poderia dizer alguma coisa à Beatriz, quando ela acordar? Caso eu não tenha a chance... – Dean assentiu e ajoelhou ao lado de Aron.

- Claro. – Disse Dean gentilmente

- Ótimo. Diga a ela que eu... – Aron se aproximou e sussurrou palavras no ouvido de Dean que o mesmo ficou chocado... – Entendeu?

- Sim... Direi a ela. Pode deixar... Aron se puder...guardar segredo, eu queria que você fosse meu irmão... mais velho. – Dean quase chorou quando o mesmo disse aquilo

- Já somos não é? – Aron riu – Mas iria ter que... limpar a casa no meu lugar, afinal, irmão caçula é pra essas coisas. – Dean riu de uma maneira que ele jamais havia rido há anos.

- É... – Concordou Dean, rindo.

Liar estava indo investigar o salão, que agora estava com sangue seco em todos os lugares, mas uma coisa estava intacta. Uma taça com um líquido viscoso da cor púrpura, com um cristal ao lado para que o mesmo pudesse ser enchido, mas algo de diferente naquela cena atraía os olhos de Liar... Uma carta com um selo em vermelho, um R, com uma caligrafia de invejar, ele foi e abriu a carta.

"Quem estiver olhando essa humilde carta, por favor, entregue uma taça do vinho que está na mesa à Beatriz Houster, de certa forma, esse vinho a ajudará a melhorar. Não colocarei meu nome nesta carta, mas saiba que ela só tem mais 2hrs de vida. É sua escolha confiar ou não em mim.

Seu amigo de longa data, R."

- Ótimo... Bom, não posso arriscar perder a ladrazinha, então, uma taça de vinho é só o que preciso, vou levar a garrafa inteira junto com a taça. É mais fácil – Disse Liar, mas antes que pudesse sair, um choro chamou sua atenção.

- Papai... – Disse... Aura... Choramingando, ela pairou sobre o machado de seu pai que ainda estava no local.

Tem uma criança chorando, e agora, o que eu vou fazer? Não posso ficar parado aqui... pensou Liar, ele foi até Aura e se abaixou perto dela, dizendo palavras gentis, Aura não conseguia parar de pensar no seu pai.

- Ei, ele se sacrificou, para salvar a todos nós. Não tenha pena dos mortos, tenha pena dos vivos, Aura. É difícil eu sei... Mas, de qualquer forma um dia precisaremos seguir em frente. Entende? Você já não é mais uma garotinha, Aura – Ela olhava atentamente Liar, enquanto parava aos poucos de chorar – Você precisa amadurecer, precisa orgulhar seu pai, apesar de que com sua fofura ele já esteja feliz o suficiente. Quem é você a partir de agora?

- Eu sou Aura, filha de Mythraell, Senhora da Morte e da Fofura... – Liar não consentiu com a última parte, mas...

- Então vamos, precisamos ajudar Beatriz, vem! – Liar e Aura correram até o esconderijo onde Beatriz estava, ou melhor, onde Dean, Aron e Beatriz estavam.

Quando menos se esperava, Fofo aparece um pouco diferente, ele estava maior, parecia um lobo gigante, e seus olhos se tornaram vermelhos, ele estava com garras afiadas e encarou Aura, ele a deixou montar em sua garupa e seguiu Liar.

Por que ela pode ter um lobo gigante e eu não? Pensou Liar.

Quando chegou lá, estavam todos da equipe, incluindo Elsa e Lexi que acabaram de voltar e... uma visita que fez Liar querer ter morrido em uma de suas aventuras como Pirata.

- Pai. – Disse Liar.

- Não lembro de ter tido um filho com uma francesa, mas obrigado por compartilhar. – Disse... Barthandelus sarcástico.

- Não foi nesse contexto... – Liar tentou explicar mas depois desistiu.

Liar foi até Beatriz encheu uma taça com o vinho e deu para que ela bebesse tudo, conforme Beatriz bebia o vinho, Aron começava a perder as forças. Após a taça estar vazia. Barthandelus se pronunciou.

- Então é agora... Que tudo termina. – Todos encararam Barthandelus com um olhar de 'que porra é essa? ', Barthandelus logo se voltou para Aron que se esforçou para levantar.

- É... acho que sim. – Disse Aron – Como vai ser?

- Branco, como a neve. Não demora muito, você, fecha os olhos e uma luz aparece... É. Não vai demorar muito é mais rápido do que adormecer. – Disse Barthandelus, todos entenderam o que Aron havia pedido mas Pinhead protestou.

- Não pode fazer isso! Você não pode simplesmente... – Pinhead estava contradizendo seus 'métodos'.

- Ah eu posso. A não ser que eu te dê duas escolhas, uma, desfazer o contrato com Aron e deixar que Beatriz morra ou, deixar como está. Decida-se Pinhead, um ou outro vai morrer. – Pinhead ficou boquiaberto.

- Espera. – Disse Lexi.

- O que foi, garota? – Barthandelus disse entediado.

- Eu também vou morrer junto com Aron, sei que vai me matar assim que mata-lo primeiro. – Disse Lexi direta.

- Ohh... Então prestou atenção pelo menos, feito. – Todos se entreolharam.

Aron caiu de joelhos e... a luz nos seus olhos se apagou, Lexi caiu de costas, ela ia respirar mas sua respiração foi cortada pela metade.

Elsa gritou o nome de ambos, enquanto seus corpos sumiam como sombras da visão de cada membro ali presente. Elsa repetia diversas vezes a palavra 'não' em voz alta, ela chorava e chorava pelos amigos mortos na sua frente, Barthandelus nem se mexeu ao ver Elsa correndo para tentar agarrar o braço de Aron que logo escapou diante de seus olhos. Barthandelus engoliu a seco e num movimento rápido... ele sumiu, levando consigo os corpos de Lexi e Aron para sempre.

Elsa iria atrás dele mas foi impedida por Dean, que a segurou por trás, ambos se ajoelharam no chão, ela encostou a cabeça no peito dele e começou a chorar, Dean tentava dizer alguma coisa mas nada poderia confortá-la naquela hora.

Enquanto Barthandelus estava observando de longe a cena, uma garota de cabelos púrpura, foi até ele e agarrou sua perna. Ele a observou com ternura, ele se abaixou para poder encará-la.

- O que foi minha querida? – Querida? Ele tinha chamada alguém de querida?

- Você não tem pena? Não sente nada em relação a eles, Bart? – A menina estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo, os olhos dela cintilavam e brilhavam.

- Pena é um sentimento que... você deve esconder. Se mostrar para as pessoas que se importa, significa que elas o considerarão fraco. Não existe compaixão pelos mortos apenas pelos vivos, então não se deve sentir pena de ninguém morto. Além do mais, já está na hora da senhorita ir para a cama, ou seu pai vai me esfolar vivo... Ela vai te ajudar com isso. – Ele apontou para um serviçal, que aparentava ser uma mulher, que não revelou seu rosto, mas a menina não parecia se importar com isso.

- Então quer dizer que você esconde seus sentimentos? – Barthandelus encarou uma menina com no mínimo treze anos que conseguiu penetrar no mais profundo de seu coração – Toma! – Disse a menina lhe entregando uma rosa vermelha, Barthandelus por detrás da máscara piscou várias vezes por achar aquilo inacreditável, algumas risadas podiam ser escutadas, mas não eram risadas maldosas ou algo do tipo, Barthandelus aceitou a rosa como forma de gratidão.

- Agora vá dormir.

Essas foram as últimas palavras dele naquele dia, a menina saiu cantarolando por aí, Barthandelus ainda continuou paralisado naquela mesma posição, encarando a rosa e ele disse a si mesmo.

- Crianças são criaturas formidáveis, elas são as únicas que podem atravessar e ver o que está escondido no seu coração. Especialmente, ela, Marin Augustus.